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quinta-feira, 13 de abril de 2023

China: de Império do Centro a superpotência

O país que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está visitando é uma das mais antigas civilizações da humanidade, com 4 mil anos de história. Era o centro do mundo na Ásia e uma das fábricas do mundo. Depois de um século de humilhações diante do imperialismo ocidental, a revolução comunista tinha como objetivo central acabar com essa posição de inferioridade.

Hoje, a China é a segunda maior economia do mundo e a maior potência industrial do planeta, rivalizando com os Estados Unidos. É também, desde 2009, a maior parceira comercial do Brasil. Compra do Brasil dois terços de suas importações de soja e 40% de suas importações de carne. É responsável por dois terços do saldo comercial brasileiro.

No ano passado, o Brasil faturou US$ 91 bilhões com as exportações para a China. Como a economia chinesa sofreu com a política de covid-zero, abandonada em dezembro, em 2022, a participação da China nas exportações brasileiras baixou de 30% para 27%. Para comparar, os EUA têm 11% e a Argentina 4,6%.

A soja, o minério de ferro e o petróleo respondem por 79% das exportações brasileiras para a China, seguidas por açúcar e carnes. Os produtos manufaturados vem em nono lugar. O Brasil importou US$ 61,6 bilhões da China, principalmente produtos da indústria de transformação. É uma reação neocolonial que o governo Lula quer mudar para reindustrializar o país.

Em 2020, a China tinha investimentos de US$ 70 bilhões no Brasil, em comparação com mais de US$ 270 bilhões dos EUA. O governo brasileiro quer atrair mais investimentos chineses, especialmente nos setores de infraestrutura, energias renováveis, mineração e na indústria automobilística. Uma companhia chinesa pode comprar a fábrica da Ford na Bahia.

Outro tema importante da visita é a Guerra da Ucrânia. Lula propõe a criação de um "clube da paz", um grupo de países para tentar negociar o fim do conflito em que a China teria posição de destaque porque é o país que tem mais poder de pressão sobre o ditador da Rússia, Vladimir Putin. 

A revista inglesa The Economist disse que o Brasil está de volta ao mundo, mas criticou a política externa brasileira, considerando-a "hiperativa, ambiciosa e ingênua. Meu comentário:

domingo, 17 de janeiro de 2021

China anuncia crescimento de 2,3% em 2020

 O produto interno bruto da China cresceu 6,5% na comparação anual no quarto trimestre de 2020, num ritmo mais forte do que antes da pandemia, de acordo com estatísticas oficiais divulgadas hoje. O crescimento no ano passado como um todo ficou em 2,3%, o menor desde 1976.

Com avanço de 7,1% de outubro a dezembro, a indústria liderou a recuperação do país, a única grande economia mundial a crescer no ano passado. As vendas no varejo subiram 4,6%.

As exportações aumentaram 18,1% em dólares no mês de dezembro, quando a China registrou um saldo comercial recorde de US$ 78 bilhões.

No auge da pandemia, que teve origem na cidade chinesa de Wuhan em novembro de 2019, o PIB do país sofreu a primeira queda em mais de 40 anos, desde 1976, ano da morte de Mao Tsé-tung. Naquela época, a China só calculava o PIB anual. Desde 1992, publica resultados trimestrais.

A contração da economia chinesa, locomotiva do crescimento mundial das últimas décadas, de 6,8% no primeiro trimestre, foi o primeiro sinal do impacto econômico da doença do coronavírus de 2019, que chegou a 95 milhões de casos confirmados e 2.029.845 mortes. A recuperação veio com altas de 3,2% no segundo trimestre e 4,9% no terceiro trimestre.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) acaba de advertir que a perspectiva econômica mundial é a pior desde a Grande Depressão (1939-45), principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial.

Mais detalhes em Quarentena News.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

EUA perdem 701 mil vagas de emprego em um mês

Sob o impacto da pandemia do novo coronavírus, os Estados Unidos fecharam 701 mil postos de trabalho no mês passado. É a maior queda mensal desde março de 2009, desde a Grande Recessão. 

Mais da metade dos empregos fechados era em bares e restaurantes. A taxa de desemprego subiu de 3,5% para 4,4%, o maior aumento desde janeiro de 1975, durante a primeira crise do petróleo.

Por causa da data da pesquisa, a queda no mercado de trabalho não reflete tudo o que aconteceu no mês, como a demissão de quase 10 milhões de pessoas em duas semanas, com um saltos nos pedidos semanais de seguro-desemprego de 281 mil para 3,3 milhões e para 6,6 milhões na última contagem.

A expectativa é que a paralisação de amplos setores da maior economia do mundo - de bares e restaurantes a grande fábricas e o setor de turismo - está destruindo empregos num ritmo que não era visto desde a Grande Depressão (1929-39).

Pelas previsões da empresa Oxford Economics, em maio, os EUA terão perdido 27,9 milhões de empregos. O índice de desemprego deve subir para 16%, eliminando todos os ganhos desde outubro de 2010, quando chegou a 10%.

Agora, o mercado espera que passe de 10% no segundo trimestre. Na Grande Recessão (2007-9), foram necessários dois anos e um mês para chegar a este índice.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Brasil tem de integrar indústria e academia para impulsionar inovação tecnológica

O Brasil precisa criar incubadoras de empresas ao redor das universidades para investir em inovação tecnológica e modernizar seu parque industrial, concluíram os participantes do painel Brasil-Alemanha: Indústria 4.0 e Inovação. 

Este foi um dos temas dos Diálogos para o Amanhã, uma conferência realizada ontem pelo Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Fundação Konrad Adenauer.

Dois terços do produto interno bruto industrial alemão e grande parte da inovação tecnológica vêm de pequenas e médias empresas, afirmou o ministro-conselheiro da Embaixada da Alemanha, Christoph Bundscherer, ao falar no painel.

É um bom modelo para o Brasil. O superintendente de indústria e serviços do BNDES, Júlio Raimundo, que também participava do  contestou a ideia de "perda da importância da indústria", resultado da perda de peso da indústria no PIB.

Para retomar o crescimento num ritmo capaz de resolver os problemas do país, o Brasil precisa aumentar a produtividade e "grande parte do ganho de produtividade terá de vir da indústria", afirmou Júlio Raimundo.

"A Alemanha se destaca por ter pequenas e médias empresas muito fortes. Na renovação do tecido empresarial brasileiro, tem de haver um aprofundamento da automação. A indústria 4.0 [digitalização] é uma enorme oportunidade. O Brasil tem uma base industrial diversificada. É hora de renovar e inovar", argumentou o representante do BNDES.

Ainda há no Brasil "uma separação entre a indústria e a academia", comentou José Borges Frias, diretor de marketing estratégico da Siemens do Brasil.

É preciso seguir o modelo do Vale do Silício, na Califórnia, centro da revolução da informática, onde várias empresas de alta tecnologia surgiram ao redor da Universidade Stanford. O mesmo acontece em Cambridge, no estado de Massachusetts, nos EUA, onde ficam a Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

No ano 2000, fiz esta pergunta ao então ministro da Educação, Paulo Renato Souza, que tomou com uma pergunta capciosa para acusá-lo de privatização do ensino. Era a mentalidade arraigada no país, que via a universidade como uma catedral.

Frias vê uma mudança: "Nos últimos anos, há uma consciência da importância de aproximar indústria e academia, com a Internet das coisas." Júlio Raimundo também observa uma "integração pesquisa-negócio".

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

França deve retomar crescimento no terceiro trimestre

A economia da França, a segunda maior da Zona do Euro e a sexta maior do mundo, deve retomar o crescimento no terceiro trimestre de 2016, com um avanço de 0,3%, previu hoje uma análise conjuntural do Banco da França.

Apesar da estagnação, a geração da empregos assalariados aumentou no segundo trimestre, com saldo de 29,5 mil vagas. O aumento foi no setor de serviços (41,9 mil), enquanto a indústria manufatureira (-9,5 mil) e a construção civil (-2,8 mil). Em 12 meses, houve um ganho de 121,3 mil postos no mercado de trabalho.

Na pesquisa do banco, o ambiente de negócios permanece estável nos setores de indústria e serviços. Os executivos da indústria observaram um crescimento moderado, com recuperação no setor de automóveis e estagnação nos setores químico e farmacêutico. A construção civil também mostrou uma pequena retomada.

Entre os serviços, a queda em hotelaria e restaurantes foi compensada pelo aumento das atividades de consultoria, engenharia e publicidade.

O crescimento medíocre e o desemprego elevado são os maiores obstáculos à reeleição do presidente François Hollande, que no momento tem apenas 12% de popularidade. Hoje todas as pesquisas indicam que o Partido Socialista será derrotado no primeiro turno, em 23 de abril, e que a direita e a extrema direita irão para o segundo turno, em 7 de maio de 2017.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

China mantém crescimento oficial em 6,7% ao ano

A China, segunda maior economia do mundo, cresceu no segundo trimestre de 2016 num ritmo de 6,7% ao ano, o mesmo do trimestre anterior, com o mercado imobiliário e as obras de infraestrutura compensando a desaceleração industrial.

O resultado está dentro da meta oficial de crescimento para este ano é de 6,5% a 7%. Em 2015, o índice oficial ficou em 6,9%, levantando suspeitas dos analistas econômicos. Se o crescimento estava dentro da expectativa, por que o governo chinês adotou tantas medidas de estímulo, como cortes de juros e nos depósitos compulsórios dos bancos.

As pressões para a desaceleração da economia chinesa persistem. O investimento em capital fixo cresceu 9% no primeiro semestre de 2016, o menor ritmo desde o ano 2000, e está 9,6% abaixo do mesmo período no ano passado.

"O crescimento se estabilizou e qualidade está melhorando", comentou Zhu Haibin, economista sênior do banco J P Morgan Chase em Hong Kong, citado pelo jornal inglês Financial Times.

"O crescimento do investimento está diminuindo, numa correção do excesso de investimento dos últimos sete anos", acrescentou Zhu. "Mas é muito mais forte em novos setores como alta tecnologia e infraestrutura. Em setores com excesso de capacidade como carvão e aço, vemos crescimento negativo", ou seja, desinvestimento.

Depois de três décadas do maior e mais rápido desenvolvimento da história econômica, com taxas acima de 10% ao ano, a China tenta passar de uma economia baseada no investimento, na construção e na industrialização para uma economia de consumo e serviços.

Em junho, as vendas no varejo subiram 10,6% na comparação anual. Foi a maior alta desde dezembro, acima da expectativa do mercado, que era de 10%.

No segundo trimestre, setor de serviços avançou numa taxa de 7,5% ao ano, um pouco abaixo dos 7,6% do primeiro trimestre.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Setor privado gerou mais 214 mil empregos em fevereiro nos EUA

As empresas privadas dos Estados Unidos abriram 214 mil postos de trabalho a mais do que fecharam em fevereiro de 2016, superando a expectativa do mercado, revelou hoje a empresa de consultoria e recursos humanos ADP, a maior processadora de folhas de pagamento no país.

Os economistas ouvidos pela agência Reuters esperavam 190 mil vagas. O resultado do mês passado foi revisado para baixo, de 205 para 193 mil.

"O mercado de trabalho está bem saudável", comentou o economista Mark Zandi, da empresa Moody's Analytics, coautora do relatório. Apesar disso, a queda de 9 mil vagas na indústria, o segundo maior declínio em cinco anos, preocupa.

Na sexta-feira, sai o relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho dos EUA. Os analistas ouvidos pela Reuters esperam um ganho de 185 mil empregos

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Produção industrial da Alemanha cresceu 0,2% em outubro

Depois de um recuo de 1,1% em setembro, a produção industrial alemã registrou uma pequena alta de 0,2% em outubro, em dados corrigidos em função das variações sazonais, revelou hoje o Destatis (Escritório de Estatísticas da República Federal da Alemanha).

As encomendas às fábricas aumentaram 1,8% em outubro, o que aponta para um crescimento maior à frente.

Em outubro de 2015, tirando os setores de construção civil e energia, a alta na produção industrial foi de 0,7%. A produção de bens de capital (máquinas industriais) avançou 2,7%, mas a de bens intermediários baixou 1,1% e a de bens de consumo final 0,1%.

A produção de energia caiu 5,9%, mas a construção cresceu 0,7%.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Zimbábue suspende imposto sobre exportações de platina

O governo do Zimbábue suspendeu por dois anos hoje a cobrança de um imposto de 15% sobre as exportações de platina em estado bruto, dando mais tempo aos produtores para instalar fábricas e fazer algum beneficiamento, informou o boletim All Africa.

A decisão é uma vitória para as mineradoras, que vinham pressionando o governo com o argumento de que uma forte queda nos preços da platina está inviabilizando as operações.

O Zimbábue foi o terceiro maior produtor mundial deste metal precioso em 2014, com 11 toneladas, atrás da África do Sul (110 ton) e da Rússia (25 ton).

segunda-feira, 27 de julho de 2015

México cresce 2,1% em 12 meses

Apesar da violenta guerra contra as máfias do tráfico de drogas e dos escândalos envolvendo o governo Enrique Peña Nieto, a economia do México registrou em maio de 2015 um crescimento de 2,1% em 12 meses, informou o Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi), citado pela agência Infolatam.

O crescimento foi resultado de um avanço de 6,2% nas atividades do setor primário (agropecuária e indústria de extração) e de 3,2% nos serviços, enquanto a indústria de transformação ficou estagnada. Em maio, a alta foi de apenas 0,1%, com expansão de 2,5% na agropecuária e 0,4% nos serviços, e recuo de 0,4% na indústria.

Segunda maior economia da América Latina depois do Brasil, o México cresceu 1,4% em 2013 e 2,1% em 2014. No primeiro trimestre deste ano, avançou num ritmo de 2,5% ao ano e agora registra uma desaceleração.

A previsão oficial do governo mexicano para 2015 é de um crescimento de 2,2% a 3,2%. O país enfrenta uma grave crise política com a fuga do traficante mais poderoso do país, Joaquín El Chapo Guzmán, por um túnel escavado com evidente conivência das autoridades prisionais.

Em 26 de setembro de 2014, 42 estudantes desapareceram no município de Iguala, no estado de Guerrero, numa cumplicidade criminosa entre a polícia, traficantes e o prefeito local. É outro escândalo jamais esclarecido.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Índia cresceu 7,3% no ano fiscal encerrado em março

A economia da Índia cresceu 7,3% no ano fiscal encerrado em 31 de março de 2015, anunciou hoje o ministério de estatísticas do país, superando os 6,9% registrados no ano anterior. Foi o maior avanço desde o ano fiscal que acabou em março de 2011.

Tudo indica que a Índia esteja ultrapassando a China como a grande economia emergente que mais cresce no mundo. No primeiro trimestre de 2014, a economia chinesa avançou em ritmo de 7% ao ano.

"Neste horizonte global nebuloso, a Índia é um ponto brilhante", comentou a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, em palestra recente a estudantes em Nova Déli, a capital indiana.

O resultado é atribuído às políticas de estímulo ao investimento do primeiro-ministro nacionalista e conservador Narendra Modi, no poder há um ano. A produção industrial cresceu 7,1% e o setor de serviços, 11,5%. O pior desempenho foi no setor primário. Com a falta de chuva no ano passado, a produção agrícola avançou apenas 0,2%, o contrário do que aconteceu no Brasil.

Pelos dados do produto interno bruto do primeiro trimestre de 2015, divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agricultura brasileira se expandiu em 4,7%, enquanto os serviços recuaram 0,7% e a indústria, 0,3%. A geração de riqueza recuou 0,2%.

Com a crise nos países ricos e a desaceleração do crescimento na China, a economia mundial precisa de um novo polo de forte crescimento. A Índia, com PIB de cerca de US$ 2,3 trilhões, ainda é cinco vezes menor do que a China, que tem um PIB de US$ 11,2 trilhões, mas ultrapassou o Brasil, estagnado em US$ 1,9 trilhão, para se tornar a sétima maior economia do mundo.

O Brasil cai para o oitavo lugar. Ainda é o sétimo pelo critério de paridade do poder de compra, mas nesta lista a Índia fica em terceiro, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

China pressiona Irã a fazer acordo nuclear

O Irã tem uma oportunidade histórica para concluir um acordo nuclear que lhe permitirá concentrar seus esforços no desenvolvimento, declarou ontem o ministro do Exterior da China, Wang Yi, durante visita a Teerã.

A China aumentou em 30% suas importações de petróleo iraniano no ano passado e quer estreitar ainda mais os laços econômicos com a república islâmica. Wang Yi acredita que os dois países têm "enormes possibilidades" de cooperação energética e industrial.

O chanceler prometeu: "A China vai encorajar as empresas chinesas a investir no Irã, a construir fábricas para o desenvolvimento conjunto de parques industriais."

Sob suspeita de estar desenvolvimento armas nucleares, o Irã é alvo de sanções internacionais de forte impacto sobre a economia do país. Isso levou à eleição para presidente de um aiatolá considerado moderado, Hassan Rouhani, que prometeu na campanha uma reaproximação com o Ocidente.

O presidente Barack Obama aposta na conclusão de um acordo negociado pelas cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido) e a Alemanha para que o Irã pare de enriquecer urânio e aceite inspeções irrestritas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A república dos aiatolás insiste no direito de enriquecer urânio para fins pacíficos, mas persistem fortes suspeitas, especialmente em Israel, o arqui-inimigo que o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad ameaçava "varrer do mapa", o que só a bomba atômica é capaz de fazer.

Para afrontar Obama, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, deputado John Boehner, convidou o primeiro-ministro linha-dura israelense Benjamin Netanyahu a fazer um pronunciamento no Congresso em 3 de março de 2015, duas semanas antes das eleições parlamentares em Israel.

Sob pressão dos outros partidos políticos, o presidente da Comissão Eleitoral de Israel, Salim Joubran, decidiu que o discurso será transmitido pela televisão israelense com um atraso de cinco minutos para dar tempo aos editores de cortar o que considerarem mera propaganda política, noticiou hoje a agência Reuters.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Indonésia cresceu 5% em 2014

A economia da Indonésia, a maior do Sudeste Asiático, cresceu 5,02,% no ano passado, informou hoje a agência oficial Bandan Pusat Statistik. Sob o peso da desaceleração da economia mundial, foi o menor avanço em cinco anos.

O maior crescimento foi registrado no setor de informática e comunicação, com alta de 10,3%, seguido por serviços financeiros e seguros com 10,2%.

A agricultura, pesca e exploração florestal cresceram 4,18%; a indústria manufatureira, que compete com a China oferecendo custos menores, 4,63%; o setor de energia e água, 5,57%; a construção civil, 6,97%; e o comércio, 4,84%.

Com a quarta maior população do mundo e abundância de recursos naturais, a Indonésia merece muito mais participar do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) do que a África do Sul, incluída pela China para dar a falsa impressão de que está preocupada com o desenvolvimento africano e não apenas em explorar o continente. Também há divergências históricas entre a Indonésia, aliada dos Estados Unidos na Guerra Fria que massacrou as esquerdas em 1965-66, e o regime comunista chinês.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Empresa faz acordo com herdeiros de Marley para promover maconha

CAMBRIDGE-MA, EUA - Uma empresa de investimentos privados de Seattle que está investindo na indústria da maconha, legalizada no estados do Alasca, do Colorado e de Washington, nos Estados Unidos, e no Uruguai, fechou um acordo com os herdeiros de Bob Marley para transformar o rei do reggae no seu garoto-propaganda, informa o jornal Financial Times.

O mercado negro da droga movimentou US$ 40 bilhões em 2010, estima o centro de pesquisas Rand Corporation. Neste ano, a expectativa é que o mercado legal fature US$ 2,6 bilhões.

"A pergunta que nos fazemos há quatro anos e meio é: que cara vai ter a primeira marca global deste setor?", declarou o diretor-executivo da empresa Privateer Holdings, Brendan Kennedy, que levantou US$ 22 milhões para investimentos no setor e pretende conseguir mais US$ 50 milhões ainda neste ano. "Se procurarmos na história pela pessoa mais associada a este produto, é Bob Marley. Ele tem alcance global."

Marley morreu de câncer em 1981 sem que a doença tenha sido associada ao consumo da droga. Seu prestígio como ídolo e ícone da cultura alternativa não diminuiu desde então. No ano passado, seus herdeiros ganharam US$ 20 milhões.

Quinto colocado na lista da revista Forbes das celebridades mortas que continuam gerando fortunas, Marley fica atrás dos campeões Michael Jackson e Elvis Presley. Supera John Lennon e Marilyn Monroe. Seu álbum Legend, lançado em 1984, foi o quinto mais vendido da lista da revista Billboard em setembro.

Sua filha Cedella Marley defendeu o negócio alegando que Marley sempre foi a favor da legalização e da justiça social: "As opiniões sobre a maconha estão mudando. As pessoas estão reconhecendo os benefícios da erva. Nosso pai liderou esse debate, então é natural que faça parte dele hoje."

A empresa Marley Natural deve começar a vender seus produtos em 2015, incluindo cremes e produtos para a pele, cachimbos e narguilés "baseados nas preferências de Bob", anunciou Kennedy. Ele está de olho nos mercados dos estados americanos que liberaram o uso recreativo ou medicinal da maconha e em países como o Canadá, a Espanha, a Holanda, Israel e o Uruguai.

"Vamos isso como um produto de grande aceitação, consumido pelas pessoas ao redor do mundo", acrescentou o investidor. "Todo o mundo tem algum Bob Marley entre suas músicas favoritas."

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Economia britânica supera nível pré-crise

Com um crescimento de 0,8% no segundo trimestre de 2014,  a economia do Reino Unido superou em 0,2% o pico anterior à Grande Recessão de 2008-9. Na comparação anual, o avanço foi de 3,1%, noticiou hoje a televisão pública britânica BBC, citando como fonte o Escritório Nacional de Estatísticas.

Do pico até o pior momento da crise, a economia britânica encolheu 7,2%. Até agora, só o setor de serviços, responsável por 80% do produto interno bruto do país, ultrapassou o nível recorde. Outros setores importantes, como a construção civil e a indústria manufatureira, ainda não se recuperaram totalmente.

Na quinta-feira, ao revisar suas previsões para a economia mundial, o Fundo Monetário Internacional aumentou de 2,8% para 3,2% sua expectativa de crescimento para o Reino Unido neste ano. Foi um dos poucos países a melhorar suas perspectivas em relação ao relatório anterior.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Índia cresce em ritmo anual de 4,7%

A economia da Índia avançou 4,7% no ano fiscal encerrado em 31 de março de 2014. Foi o segundo ano seguido de crescimento abaixo de 5% ao ano. A expectativa era de uma expansão de 4,9%. Antes da Grande Depressão, a Índia vinha crescendo a taxas de 9% ao ano.

O setor mais dinâmico da economia indiana é o de serviços, que cresceu 12,4% no ano fiscal passado, seguido pelas empresas de utilidade pública (água, energia elétrica, gás) com 7,2% e a agricultura com 6,3%. A indústria recuou 1,4% e a mineração 0,4%.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Encomenda de máquinas à indústria alemã aumenta

Por causa da forte demanda externa, a encomenda de máquinas industriais às fábricas da Alemanha registrou alta anual de 7% em novembro de 2013. As ordens do exterior cresceram 12% em relação a novembro de 2012, enquanto as encomendas internas caíram 1%.

Na comparação mensal, as encomendas totais à indústria alemã subiram 2,1% em novembro, compensando a queda de 2,1% em outubro.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Encomendas à indústria sobem 3,5% nos EUA

Num sinal de consolidação da recuperação da economia dos Estados Unidos depois da Grande Recessão de 2008-9, as encomendas de bens duráveis à indústria avançaram 3,5% em novembro, superando amplamente a expectativa média dos economistas, que era de 2%.

As ordens de bens de capital de fora do setor de defesa subiram 4,5%, na maior alta desde janeiro. Esse aumento indica um

Em outra pesquisa, o Departamento do Comércio revisou para queda de 2,4% as vendas de casas novas em novembro, projetando um total anual de 464 mil unidades residenciais, mas o número de outubro foi revisto para cima, projetando vendas anuais de 474 mil casas, o ritmo mais forte desde julho de 2008, antes do agravamento da crise.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Coreia do Norte retoma cooperação industrial com Sul

O regime comunista da Coreia do Norte anunciou hoje ter chegado a um acordo com a Coreia do Sul para reabrir o complexo industrial de Kaesong, principal projeto de cooperação entre os dois países divididos pela Guerra Fria, onde companhias sul-coreanas empregam 53 mil norte-coreanos.

A Península Coreana viveu momentos de grande tensão no início do ano com o terceiro teste nuclear norte-coreano, realizado em fevereiro de 2013, e de manobras militares conjuntas dos Estados Unidos com a Coreia do Sul consideradas pelo Norte uma ameaça de agressão.

Desde o fim da União Soviética, em 1991, a Coreia do Norte faz uma chantagem nuclear, ameaçando fazer a bomba atômica para depois prometer não fazê-lo em troca de ajuda em energia e alimentos para aliviar a crise econômica interna. Nesse período, anunciou 34 acordos e depois recuou.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Encomendas à indústria têm forte queda nos EUA

As ordens de bens duráveis, com mais de três anos de uso, à indústria dos Estados Unidos sofreram julho sua maior queda em 11 meses, de 7,3%, engolindo os ganhos dos três meses anteriores. Houve uma queda generalizada nas encomendas, de computadores a aviões e equipamentos de defesa, informou hoje o Departamento do Comércio.

Esse dado suscita uma dúvida sobre o desempenho da maior economia do mundo no terceiro trimestre de 2013. As encomendas haviam avançado 3,9% em junho, e os economistas previam um recuo de 4% em julho.

Os bens de capital de fora do setor de defesa, um bom indicador dos investimentos das empresas, tiveram queda de 3,3% nas ordens, quebrando uma sequência de quatro meses de alta. Foi a maior baixa desde fevereiro. No setor de defesa, a redução foi de 21,7%.

A expectativa agora é a economia não se acelere muito em relação ao crescimento de 1,7% ao ano registrado no segundo trimestre, com previsões de 1,8% da consultoria Macroeconomic Advisors e de 1,9% do Banco Barclays, informa a agência de notícias Reuters.