O mundo precisa da Amazônia. Não vai conter o aquecimento global sem a grande floresta tropical brasileira, que está perto de chegar ao limite além do qual será praticamente impossível a regeneração. Está na hora de zerar o desmatamento, alertaram ontem os participantes do painel Mudança do Clima e Meio Ambiente nos Diálogos do Amanhã, uma conferência realizada pelo Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Fundação Konrad Adenauer.
"A Amazônia está no limite", advertiu a ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, moderadora do painel sobre o clima. "Temos de evitar o segundo arco do desmatamento."
Nos anos 1950s, só 2% do cerrado eram desmatados; hoje, são 50%. O desmatamento da Amazônia está em 27%. Se chegar a 40%, será irreversível, previu Thelma Krug, vice-presidente do Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
"A Amazônia é crucial", alertou Thelma Krug. O último relatório do IPCC recomenda que o aumento da temperatura média do planeta deve ser contido em 1,5ºC acima da era pré-industrial para evitar impactos desastrosos.
"Hoje, a temperatura está um grau centígrado acima da era pré-industrial", declarou a vice-presidente do IPCC. "Com 1ºC, estamos sentindo impactos atribuídos à mudança do clima como os incêndios na Califórnia. Limitar o aquecimento a 1,5ºC não é impossível, mas requer mudanças sem precedentes. Todo aumento de temperatura é importante. Tem impactos sobre a saúde, morbidade e mortalidade, mais diante muito quentes."
A expectativa do IPCC é que as emissões de gás carbônico sejam zeradas em 2050, com cortes nos clorofluorcarbonetos e no metano, outros gases que agravam o efeito estufa. "Até o final do século, a temperatura média passa de 1,5%. Depois, desce, com reflorestamento em larga escala e bioenergia", previu Krug.
Esta é a previsão otimista. No momento, as contribuições nacionalmente determinadas (NDCs), as metas voluntárias previstas pelo Acordo do Clima assinado em 12 de dezembro de 2015 em Paris, apontam um aumento de 3,2ºC.
"A cooperação internacional é um elemento crítico para os países em desenvolvimento, em capacitação e tecnologia. Até 2050, 75% a 80% da geração de eletricidade precisam vir de fontes renováveis", observou Thelma Krug.
Há um papel para os bancos de desenvolvimento, notou o superintendente de Gestão Pública e Socioambiental do BNDES, Gabriel Visconti: "Os técnicos do BNDES se apresentam para criar uma economia de baixo carbono."
O Brasil tem de parar de desmatar: "É preciso construir uma nova governança. Não dá mais para expandir a fronteira agrícola", afirmou André Guimarães, membro da Coalizão Clima, Florestas e Agricultura e pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
A agricultura brasileira é muito importante. Somando a agroindústria e os serviços de distribuição, o agronegócio responde por 23,5% do produto interno bruto e 20% do emprego, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
"A maior parte da agricultura não é irrigada. Depende da chuva. O mundo tem liquidez. É comprador de serviços ambientais. Ou vemos como oportunidade ou vamos pagar um alto preço", acrescentou Guimarães.
"Cerca de 20% da água doce estão na Amazônia", disse o pesquisador. "Não tem como chegar a 1,5ºC ou 2ºC sem a floresta. Cada árvore bombeia mil litros de água por dia para a atmosfera. São 400 bilhões de árvores."
Essa evaporação cria uma corrente de vapor d'água que bate na Cordilheira dos Andes e desde para o Centro-Sul do Brasil, irrigando a agricultura do Centro-Oeste e do Sudeste. Se olharmos o mapa do mundo, regiões nesta latitude são desérticas, do Chile à Austrália, passando pela África. Sem a máquina de fabricar chuva da Amazônia, o agronegócio acaba.
"Somos uma ilha com a maior parte da população no litoral", comentou o o embaixador do Reino Unido, Vijay Rangajaran. Se as calotas polares derreterem e o nível dos oceanos se elevar, as populações litorâneas e ribeirinhas terão de recuar numa escala sem precedentes. "O Brasil, a China e a Índia são países-chaves."
"O mundo precisa da Amazônia", concluiu o embaixador britânico, mais do que a Amazônia precisa do mundo, não só para conter o aquecimento global, mas como banco genético e riqueza natural de onde podem sair substâncias capazes de virar medicamentos para doenças hoje incuráveis.
Falta convencer os ruralistas e o futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que vê o aquecimento global como uma conspiração marxista para favorecer a China.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2018
Brasil tem de integrar indústria e academia para impulsionar inovação tecnológica
O Brasil precisa criar incubadoras de empresas ao redor das universidades para investir em inovação tecnológica e modernizar seu parque industrial, concluíram os participantes do painel Brasil-Alemanha: Indústria 4.0 e Inovação.
Este foi um dos temas dos Diálogos para o Amanhã, uma conferência realizada ontem pelo Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Fundação Konrad Adenauer.
Dois terços do produto interno bruto industrial alemão e grande parte da inovação tecnológica vêm de pequenas e médias empresas, afirmou o ministro-conselheiro da Embaixada da Alemanha, Christoph Bundscherer, ao falar no painel.
É um bom modelo para o Brasil. O superintendente de indústria e serviços do BNDES, Júlio Raimundo, que também participava do contestou a ideia de "perda da importância da indústria", resultado da perda de peso da indústria no PIB.
Para retomar o crescimento num ritmo capaz de resolver os problemas do país, o Brasil precisa aumentar a produtividade e "grande parte do ganho de produtividade terá de vir da indústria", afirmou Júlio Raimundo.
"A Alemanha se destaca por ter pequenas e médias empresas muito fortes. Na renovação do tecido empresarial brasileiro, tem de haver um aprofundamento da automação. A indústria 4.0 [digitalização] é uma enorme oportunidade. O Brasil tem uma base industrial diversificada. É hora de renovar e inovar", argumentou o representante do BNDES.
Ainda há no Brasil "uma separação entre a indústria e a academia", comentou José Borges Frias, diretor de marketing estratégico da Siemens do Brasil.
É preciso seguir o modelo do Vale do Silício, na Califórnia, centro da revolução da informática, onde várias empresas de alta tecnologia surgiram ao redor da Universidade Stanford. O mesmo acontece em Cambridge, no estado de Massachusetts, nos EUA, onde ficam a Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.
No ano 2000, fiz esta pergunta ao então ministro da Educação, Paulo Renato Souza, que tomou com uma pergunta capciosa para acusá-lo de privatização do ensino. Era a mentalidade arraigada no país, que via a universidade como uma catedral.
Frias vê uma mudança: "Nos últimos anos, há uma consciência da importância de aproximar indústria e academia, com a Internet das coisas." Júlio Raimundo também observa uma "integração pesquisa-negócio".
Este foi um dos temas dos Diálogos para o Amanhã, uma conferência realizada ontem pelo Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Fundação Konrad Adenauer.
Dois terços do produto interno bruto industrial alemão e grande parte da inovação tecnológica vêm de pequenas e médias empresas, afirmou o ministro-conselheiro da Embaixada da Alemanha, Christoph Bundscherer, ao falar no painel.
É um bom modelo para o Brasil. O superintendente de indústria e serviços do BNDES, Júlio Raimundo, que também participava do contestou a ideia de "perda da importância da indústria", resultado da perda de peso da indústria no PIB.
Para retomar o crescimento num ritmo capaz de resolver os problemas do país, o Brasil precisa aumentar a produtividade e "grande parte do ganho de produtividade terá de vir da indústria", afirmou Júlio Raimundo.
"A Alemanha se destaca por ter pequenas e médias empresas muito fortes. Na renovação do tecido empresarial brasileiro, tem de haver um aprofundamento da automação. A indústria 4.0 [digitalização] é uma enorme oportunidade. O Brasil tem uma base industrial diversificada. É hora de renovar e inovar", argumentou o representante do BNDES.
Ainda há no Brasil "uma separação entre a indústria e a academia", comentou José Borges Frias, diretor de marketing estratégico da Siemens do Brasil.
É preciso seguir o modelo do Vale do Silício, na Califórnia, centro da revolução da informática, onde várias empresas de alta tecnologia surgiram ao redor da Universidade Stanford. O mesmo acontece em Cambridge, no estado de Massachusetts, nos EUA, onde ficam a Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.
No ano 2000, fiz esta pergunta ao então ministro da Educação, Paulo Renato Souza, que tomou com uma pergunta capciosa para acusá-lo de privatização do ensino. Era a mentalidade arraigada no país, que via a universidade como uma catedral.
Frias vê uma mudança: "Nos últimos anos, há uma consciência da importância de aproximar indústria e academia, com a Internet das coisas." Júlio Raimundo também observa uma "integração pesquisa-negócio".
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Brasil não fica entre maiores economias do mundo sem abertura comercial
O Brasil é hoje a oitava maior economia do mundo. Não estará entre as dez maiores dentro de dez anos se não fizer uma abertura comercial, advertiu ontem o secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Hussein Kalout, cientista político formado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Kalout participou no Rio de Janeiro dos Diálogos para o Amanhã, promoção do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e da Fundação Konrad Adenauer.
Hoje o Brasil participa de apenas 1,2% do comércio global. "As 20 maiores economias do mundo têm em média 40% do produto interno bruto ligados ao comércio exterior; o Brasil, 25%", afirmou o secretário.
Setores fechados e monopolistas pressionam pelo retardamento de mudanças. "Vai haver perdas", reconheceu Kalout, "mas, de 57 setores industriais examinados, só três perderiam. O crescimento depois da abertura seria de mais 2 a 3 pontos percentuais no PIB."
A resistência é grande: "Não conheço ninguém que abra mão de subsídios. Não querem competir. Querem monopólios", observou. "O setor de informática tem uma das maiores tarifas. Cobramos tarifas sobre coisas que não produzimos. Não vamos dar um salto tecnológico sem desgravação."
"É necessário abrir, reduzir tarifas", acrescentou, fazendo ajustes tributários e uma reforma fiscal para compensar. Neste sentido, o secretário de Assuntos Estratégicos vê como positiva a integração do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio (MDIC) ao Ministério da Economia a ser criado pelo futuro governo. "O MDIC era capturado por certos lobbies."
Kalout considera importante revisar a tarifa externa comum da união aduaneira do Mercosul.
No mesmo painel, o superintendente de Comércio Exterior do BNDES, Leonardo Pereira, afirmou que o banco estatal está pronto a oferecer financiamento para a abertura comercial, como faz há 27 anos. "A liberalização será benéfica para a defesa, indústria aeronáutica e setores de alto conteúdo tecnológico. O Brasil nunca vai produzir tudo o que gostaria."
Kalout participou no Rio de Janeiro dos Diálogos para o Amanhã, promoção do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e da Fundação Konrad Adenauer.
Hoje o Brasil participa de apenas 1,2% do comércio global. "As 20 maiores economias do mundo têm em média 40% do produto interno bruto ligados ao comércio exterior; o Brasil, 25%", afirmou o secretário.
Setores fechados e monopolistas pressionam pelo retardamento de mudanças. "Vai haver perdas", reconheceu Kalout, "mas, de 57 setores industriais examinados, só três perderiam. O crescimento depois da abertura seria de mais 2 a 3 pontos percentuais no PIB."
A resistência é grande: "Não conheço ninguém que abra mão de subsídios. Não querem competir. Querem monopólios", observou. "O setor de informática tem uma das maiores tarifas. Cobramos tarifas sobre coisas que não produzimos. Não vamos dar um salto tecnológico sem desgravação."
"É necessário abrir, reduzir tarifas", acrescentou, fazendo ajustes tributários e uma reforma fiscal para compensar. Neste sentido, o secretário de Assuntos Estratégicos vê como positiva a integração do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio (MDIC) ao Ministério da Economia a ser criado pelo futuro governo. "O MDIC era capturado por certos lobbies."
Kalout considera importante revisar a tarifa externa comum da união aduaneira do Mercosul.
No mesmo painel, o superintendente de Comércio Exterior do BNDES, Leonardo Pereira, afirmou que o banco estatal está pronto a oferecer financiamento para a abertura comercial, como faz há 27 anos. "A liberalização será benéfica para a defesa, indústria aeronáutica e setores de alto conteúdo tecnológico. O Brasil nunca vai produzir tudo o que gostaria."
sábado, 14 de outubro de 2017
Odebrecht deu US$ 35 milhões à campanha de Maduro
Em vídeo divulgado pela ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz, o ex-diretor-presidente da construtora Odebrecht no país, Euzenando Azevedo, afirma ter entregue US$ 35 milhões (R$ 112 milhões) à campanha eleitoral do presidente Nicolás Maduro em abril de 2013, um mês depois da morte do caudilho Hugo Chávez, noticiou o jornal espanhol El País.
Maduro teria enviado América Mata como intermediaria para negociar a entrega. Desde o início do ano, a imprensa venezuelana revela como a Odebrecht subornou políticos locais para conseguir obras e aditivos para aumentar o preço das obras. Azevedo confessou os crimes numa delação premiada no Brasil.
Sob ameaça do regime chavista depois de denunciar a fraudulenta Assembleia Nacional Constituinte convocada por Maduro, Luisa Ortega fugiu de lancha da Venezuela e esteve no Brasil, onde acusou o número dois do regime, o ex-presidente da Assembleia Nacional Diosdado Cabello, de receber US$ 100 milhões (R$ 319 milhões) em propina através de uma empresa espanhola em nome de dois primos.
As obras da Odebrecht no exterior eram financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Maduro teria enviado América Mata como intermediaria para negociar a entrega. Desde o início do ano, a imprensa venezuelana revela como a Odebrecht subornou políticos locais para conseguir obras e aditivos para aumentar o preço das obras. Azevedo confessou os crimes numa delação premiada no Brasil.
Sob ameaça do regime chavista depois de denunciar a fraudulenta Assembleia Nacional Constituinte convocada por Maduro, Luisa Ortega fugiu de lancha da Venezuela e esteve no Brasil, onde acusou o número dois do regime, o ex-presidente da Assembleia Nacional Diosdado Cabello, de receber US$ 100 milhões (R$ 319 milhões) em propina através de uma empresa espanhola em nome de dois primos.
As obras da Odebrecht no exterior eram financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Carne não tem de ser Friboi
A presidente da Confederação Nacional da Agricultura, senadora Katia Abreu, critica a campanha publicitária em que um frigorífico usa um dos atores mais populares da TV Globo para afirmar que "carne tem de ser Friboi". É mais uma distorção do mercado interno causada pelos subsídios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O frigorífico ganhou bilhões de reais em créditos subsidiados pelo governo dentro da política de criar "campeões nacionais" para conquistar o mercado internacional. Ao usar o NOSSO dinheiro para fazer a campanha publicitária nos termos em que faz, tenta criar um monopólio interno.
Longe de mim apoiar a senadora Katia Abreu, uma das personagens mais conservadoras e reacionárias do Congresso Nacional, que quer acabar com as áreas indígenas e afrouxar o controle do desmatamento, como faz o novo Código (Anti)Florestal. Mas, neste caso, ela tem razão. O Friboi insinua que seus concorrentes não cumprem as exigências sanitárias.
Já passa de R$ 80 bilhões o total emprestado pelo banco, que privilegia grandes empresas, ajudando a formação de monopólios, mas não é capaz de detectar as pequenas e médias empresas, por exemplo, do setor de informática, responsáveis pela maioria das inovações tecnológicas.
O frigorífico ganhou bilhões de reais em créditos subsidiados pelo governo dentro da política de criar "campeões nacionais" para conquistar o mercado internacional. Ao usar o NOSSO dinheiro para fazer a campanha publicitária nos termos em que faz, tenta criar um monopólio interno.
Longe de mim apoiar a senadora Katia Abreu, uma das personagens mais conservadoras e reacionárias do Congresso Nacional, que quer acabar com as áreas indígenas e afrouxar o controle do desmatamento, como faz o novo Código (Anti)Florestal. Mas, neste caso, ela tem razão. O Friboi insinua que seus concorrentes não cumprem as exigências sanitárias.
Já passa de R$ 80 bilhões o total emprestado pelo banco, que privilegia grandes empresas, ajudando a formação de monopólios, mas não é capaz de detectar as pequenas e médias empresas, por exemplo, do setor de informática, responsáveis pela maioria das inovações tecnológicas.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Lula quer impedir acordo comercial EUA-Uruguai
Uma semana antes da visita do presidente George Walker Bush a Montevidéu, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou hoje ao Uruguai numa tentativa de revitalizar o Mercosul e evitar que o país vizinho inicie negociações de livre comércio com os Estados Unidos, o que contraria as regras internas do bloco regional.
Lula foi armado de propostas de investimentos da Petrobrás, financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e concessões para produtos uruguaios. O BNDES poderia flexibilizar suas regras para financiar empresas do Uruguai e a Petrobrás poderia investir numa usina termoelétrica e linhas de transmissão.
Com seu crescimento medíocre, o Brasil não consegue impulsionar a expansão econômica da América do Sul. Isto daria legitimidade a seu projeto de integração regional. Dados da Comissão Econômica para a América Latina indicam que a região cresceu em médio 4,5% em 2006, em contraste com 8,7% das economias asiáticas.
Lula foi armado de propostas de investimentos da Petrobrás, financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e concessões para produtos uruguaios. O BNDES poderia flexibilizar suas regras para financiar empresas do Uruguai e a Petrobrás poderia investir numa usina termoelétrica e linhas de transmissão.
Com seu crescimento medíocre, o Brasil não consegue impulsionar a expansão econômica da América do Sul. Isto daria legitimidade a seu projeto de integração regional. Dados da Comissão Econômica para a América Latina indicam que a região cresceu em médio 4,5% em 2006, em contraste com 8,7% das economias asiáticas.
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