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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 2 de Julho

LEI CONTRA OS BARÕES LADRÕES

     Em 1890, a Lei Sherman Antitruste, contra os monopólios dos "barões ladrões", autoriza o Departamento da Justiça dos Estados Unidos a investigar e desmembrar os gigantes industriais monopolistas.

O projeto do senador e ex-secretário do Tesouro John Sherman proíbe acordos anticompetitivos, "qualquer contrato ou combinação que restrinja o comércio local ou internacional", e qualquer monopolização ou tentativa de monopolização, ou condutas unilaterais para dominar um setor do mercado.

A legislação antitruste é usada para dividir e controlar empresas como a petrolífera Standard Oil, a fábrica de computadores IBM (International Business Machines) e a companhia telefônica AT&T (American Telephone and Telegraph).

Hoje, há uma pressão para regulamentar e desmembrar as gigantes da Internet (Amazon, Apple, Google, Microsoft e Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp).

GRÉCIA VAI À GUERRA

    Em 1917, sob pressão dos aliados, a Grécia derruba o rei Constantino I, declara guerra aos poderes centrais (Alemanha e Áustria-Hungria) e entra na Primeira Guerra Mundial (1914-18) ao lado da França, do Reino Unido, da Rússia e da Itália.

Constantino é educado na Alemanha e casa com uma irmã do kaiser (imperador) Guilherme II. Tem ligação forte com a Alemanha. Quando estoura a guerra, rompe o compromisso de defender a Sérvia, sua aliada em duas Guerras dos Bálcãs, em 1912 e 1913.

DEMOCRACIA NOS EUA

    Em 1964, o presidente Lyndon Johnson sanciona a Lei dos Direitos Civis, resultado de uma longa luta do movimento negro por igualdade. 

A Suprema Corte declara a segregação racial inconstitucional em 1954. Em 1955, os negros boicotam o sistema de ônibus em Montgomery, no Alabama. 

Em 1963, o reverendo Martin Luther King Jr. faz em Washington seu discurso mais importante, Eu Tenho um Sonho, dizendo que sonhava que um dia seus filhos "seriam julgados não pela cor da pele, mas pela nobreza do seu caráter". E o presidente John Kennedy manda a Guarda Nacional garantir a entrada de estudantes negros na Universidade do Alabama.

Depois do assassinato de Kennedy, em conversa telefônica com Luther King, Johnson promete lutar pela aprovação da lei em homenagem ao presidente morto.

HISTÓRIA DO TEMPO

    Em 1992, o livro Uma Breve História do Tempo, do físico britânico Stephen Hawking, bate recorde no Reino Unido ao ficar três anos e meio na lista dos livros de não ficção mais vendidos, com mas de 3 milhões de cópias vendidas em 22 idiomas.

Com uma linguagem simples, o autor, que sofria de uma doença paralisante, explica as últimas teorias sobre a origem do Universo.

CRISE ASIÁTICA

    Em 1997, a desvalorização da moeda da Tailândia, o baht, deflagra a Crise da Ásia, que atinge todos os mercados emergentes e causa o colapso do rublo na Rússia, em agosto de 1998, a desvalorização do real em janeiro de 1999 e o colapso da dolarização da Argentina em 2001. É a última grande crise internacional das economias emergentes.

As moedas dos chamados tigres asiáticos estavam atreladas ao dólar, mas os países exportavam principalmente para o mercado asiático. Com a valorização do dólar e a desvalorização do iene japonês, suas economias perdem a competitividade. A Tailândia é o primeiro país forçado a desvalorizar sua moeda.

A crise chega à Indonésia em 2 de setembro e a Hong Kong em 27 de outubro de 1997. O regime comunista chinês, que recebera a devolução da ex-colônia britânica em 1º de julho, decide bancar o dólar de Hong Kong, que tem cotação fixa em relação ao dólar norte-americano.

Quando a crise atinge Hong Kong, o mercado examina todas as moedas de economias emergentes com cotação fixa em relação ao dólar, entre elas o rublo russo, o real e o peso argentino.

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quarta-feira, 2 de julho de 2025

Hoje na História do Mundo: 2 de Julho

 LEI CONTRA OS BARÕES LADRÕES

     Em 1890, a Lei Sherman Antitruste, contra os monopólios dos "barões ladrões", autoriza o Departamento da Justiça dos Estados Unidos a investigar e desmembrar os gigantes industriais monopolistas.

O projeto do senador e ex-secretário do Tesouro John Sherman proíbe acordos anticompetitivos, "qualquer contrato ou combinação que restrinja o comércio local ou internacional", e qualquer monopolização ou tentativa de monopolização, ou condutas unilaterais para dominar um setor do mercado.

A legislação antitruste é usada para dividir e controlar empresas como a petrolífera Standard Oil, a fábrica de computadores IBM (International Business Machines) e a companhia telefônica AT&T (American Telephone and Telegraph).

Hoje, há uma pressão para regulamentar as gigantes da Internet (Amazon, Apple, Google, Microsoft e Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp).

GRÉCIA VAI À GUERRA

    Em 1917, sob pressão dos aliados, a Grécia derruba o rei Constantino I, declara guerra aos poderes centrais (Alemanha e Áustria-Hungria) e entra na Primeira Guerra Mundial (1914-18) ao lado da França, do Reino Unido, da Rússia e da Itália.

Constantino é educado na Alemanha e casa com uma irmã do kaiser (imperador) Guilherme II. Tem ligação forte com a Alemanha. Quando estoura a guerra, rompe o compromisso de defender a Sérvia, sua aliada em duas Guerras dos Bálcãs, em 1912 e 1913.

DEMOCRACIA NOS EUA

    Em 1964, o presidente Lyndon Johnson sanciona a Lei dos Direitos Civis, resultado de uma longa luta do movimento negro por igualdade. 

A Suprema Corte declara a segregação racial inconstitucional em 1954. Em 1955, os negros boicotam o sistema de ônibus em Montgomery, no Alabama. 

Em 1963, o reverendo Martin Luther King Jr. faz em Washington seu discurso mais importante, Eu Tenho um Sonho, dizendo que sonhava que um dia seus filhos "seriam julgados não pela cor da pele, mas pela nobreza do seu caráter". E o presidente John Kennedy manda a Guarda Nacional garantir a entrada de estudantes negros na Universidade do Alabama.

Depois do assassinato de Kennedy, em conversa telefônica com Luther King, Johnson promete lutar pela aprovação da lei em homenagem ao presidente morto.

HISTÓRIA DO TEMPO

    Em 1992, o livro Um Breve História do Tempo, do físico britânico Stephen Hawking, bate recorde no Reino Unido ao ficar três anos e meio na lista dos livros de não ficção mais vendidos, com mas de 3 milhões de cópias vendidas em 22 idiomas.

Com uma linguagem simples, o autor, que sofria de uma doença paralisante, explica as últimas teorias sobre a origem do Universo.

CRISE ASIÁTICA

    Em 1997, a desvalorização da moeda da Tailândia, o baht, deflagra a Crise da Ásia, que atinge todos os mercados emergentes e causa o colapso do rublo na Rússia, em agosto de 1998, a desvalorização do real em janeiro de 1999 e o colapso da dolarização da Argentina em 2001É a última grande crise internacional das economias emergentes.

As moedas dos chamados tigres asiáticos estavam atreladas ao dólar, mas os países exportavam principalmente para o mercado asiático. Com a valorização do dólar e a desvalorização do iene japonês, suas economias perdem a competitividadeA Tailândia é o primeiro país forçado a desvalorizar sua moeda.

A crise chega à Indonésia em setembro e a Hong Kong em 27 de outubro de 1997. O regime comunista chinês, que recebera a devolução da ex-colônia britânica em 1º de julho, decide bancar o dólar de Hong Kong, que tem cotação fixa em relação ao dólar norte-americano.

Quando a crise atinge Hong Kong, o mercado examina todas as moedas de economias emergentes com cotação fixa em relação ao dólar, entre elas o rublo russo, o real e o peso argentino.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Hoje na História do Mundo: 2 de Julho

     Em 1890, a Lei Sherman Antitruste, contra os monopólios dos "barões ladrões", autoriza o Departamento da Justiça dos Estados Unidos a investigar e desmembrar os gigantes industriais monopolistas. Proíbe "qualquer contrato ou combinação que restrinja o comércio local ou internacional" e qualquer monopolização ou tentativa de monopolização.

    Em 1917, sob pressão dos aliados, a Grécia derruba o rei Constantino I, declara guerra aos poderes centrais (Alemanha e Áustria-Hungria) e entra na Primeira Guerra Mundial (1914-18) ao lado da França, do Reino Unido, da Rússia e da Itália.

Constantino foi educado na Alemanha e casou com uma irmã do kaiser (imperador) Guilherme II. Tinha uma ligação forte com o país. Quando estourou a guerra, rompeu o compromisso de defender a Sérvia, sua aliada em duas Guerras dos Bálcãs, em 2012 e 2013.

    Em 1964, o presidente Lyndon Johnson sanciona a Lei dos Direitos Civis, resultado de uma longa luta do movimento negro por igualdade. A Suprema Corte havia declarado a segregação racial inconstitucional em 1954. Em 1955, os negros fizeram um boicote ao sistema de ônibus em Montgomery, no Alabama. Em 1963, o reverendo Martin Luther King Jr. fez em Washington seu discurso mais importante, Eu Tenho um Sonho, dizendo que sonhava que um dia seus filhos "seriam julgados não pela cor da pele, mas pela nobreza do caráter. E o presidente John Kennedy mandou a Guarda Nacional garantir a entrada de estudantes negros na Universidade do Alabama.

Depois do assassinato de Kennedy, em conversa telefônica com Luther King, Johnson prometeu lutar pela aprovação da lei em homenagem ao presidente morto.

    Em 1992, o livro Um Breve História do Tempo, do físico britânico Stephen Hawking, bate recorde no Reino Unido ao ficar três anos e meio na lista dos livros de não ficção mais vendidos, com mas de 3 milhões de cópias vendidas em 22 idiomas.

Com uma linguagem simples, o autor, que sofria de uma doença paralisante, explicou as últimas teorias sobre a origem do Universo.

    Em 1997, a desvalorização da moeda da Tailândia, o baht, deflagra a Crise da Ásia, que atinge todos os mercados emergentes e causa o colapso do rublo na Rússia, em agosto de 1998, à desvalorização do real em janeiro de 1999 e ao colapso da dolarização da Argentina em 2001. Foi a última grande crise internacional das economias emergentes.

As moedas dos chamados tigres asiáticos estavam atreladas ao dólar, mas os países exportavam principalmente para o mercado asiático. Com a valorização do dólar e a desvalorização do iene japonês, suas economias perderam a competitividade.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

França aprova imposto digital e EUA reagem

A União Europeia pode ser o próximo alvo das guerras comerciais do presidente Donald Trump. A França aprovou nesta semana um imposto sobre serviços digitais que atinge as megaempresas americanas da Internet.

A economia digital revolucionou a maneira como bens e serviços são comprados e se movem através das fronteiras. Isto é ainda mais evidente no setor de serviços, onde megaempresas dos Estados Unidos como Amazon, Apple, Google e Microsoft têm um acesso sem precedentes a dados de pessoas e empresas do mundo inteiro.

Este oligopólio e o poder de mercado das gigantes da Internet dificulta a cobrança de impostos. Agora, a França aprovou uma lei para taxar as megaempresas digitais.

O projeto foi aprovado pela Assembleia Nacional na semana passada e pelo Senado da França em 11 de julho. Para serem taxadas, as empresas precisam ter um faturamento global de pelo menos 750 milhões de euros, cerca de 3 bilhões 160 milhões de reais, e na França de pelo menos 25 milhões de euros, cerca de 105 milhões de reais.

Com estes limites, só companhias americanas têm de pagar o imposto digital. Nenhuma empresa francesa e europeia será taxada. Por isso, o governo Donald Trump vê uma discriminação.

Em 10 de julho, o Escritório de Representação Comercial dos EUA anunciou a abertura de uma investigação, a pedido do presidente, sobre o imposto digital da França com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

A lei autoriza o presidente americano a tomar medidas, inclusive de retaliação, para acabar com atos, políticas e práticas de governos estrangeiros que violem acordos de comércio internacional ou sejam injustificadas, não razoáveis ou discriminatórias e imponha ônus ou restrições ao comércio dos EUA. Meu comentário:
Nos EUA, a Comissão Federal de Comércio multou o Facebook em US$ 5 bilhões, cerca de R$ 18,7 bilhões, por violação de privacidade ao vender seus dados para a empresa Cambridge Analytica durante a campanha eleitoral de Donald Trump.

Em suas contradições, ao comentar as processos europeus contra megaempresas americanas por monopólio, Trump observou no passado que caberia ao governo dos EUA fazer isso. O presidente suspeita das megaempresas da Internet por acreditar que são liberais, a favor do Partido Democrata. 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Maior cervejaria do mundo compra a segunda maior

Por 68 bilhões de libras (US$ 104,2 bilhões ou R$ 406 bilhões), a cervejaria belgo-brasileira Anheuser-Busch InBev, a maior do mundo, comprou sua concorrente SABMiller. Se as autoridades antimonopólio concordarem, nasce uma mega empresa com faturamento anual de US$ 64 bilhões (R$ 249 bilhões) que terá cerca de 30% do mercado e vai fabricar uma de cada três cervejas bebidas no mundo inteiro.

Depois de rejeitar as primeiras abordagens, a diretoria da SABMiller concordou em recomendar a seus acionistas que aceitem a proposta da AB InBev. A maior empresa do setor no mundo ofereceu 44 libras (US$ 67,17 ou R$ 261,43) por ação, 50% acima da cotação de 14 de setembro deste ano na Bolsa de Valores de Londres.

A compra abre o mercado da África, onde a SABMiller é forte, para a AB InBev, onde se espera um crescimento de 2,6% neste ano, o primeiro em que o mercado de cerveja deve diminuir em 30 anos.

A AB InBev começou com a fusão entre as cervejarias brasileiras Brahma e Antarctica para formar a Americas Beverage (AmBev) por iniciativa de um grupo de empresários brasileiros que então negociaram uma fusão com o grupo belga InterBrew para formar a InBev, dona de marcas como Stella Artois, Hoegaarden e Leffe, entre muitas outras.

Para penetrar no mercado americano, a InBev comprou a Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, a cerveja mais vendida nos Estados Unidos. A SABMiller é dona da americana Miller, da holandesa Grolsch, da italiana Peroni e da tcheca Pilsner Urquell.

Com a palavra agora, as autoridades de defesa da livre concorrência, que podem exigir que a megaempresa venda algumas de suas marcas em alguns mercados para evitar o monopólio.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

UE acusa Google de abuso de poder econômico

Depois de cinco anos de investigações, a comissária europeia para livre concorrência, a dinamarquesa Margrete Vestager, notificou hoje a megaempresa de informática americana Google por abusar de sua posição dominante no mercado comum europeu, onde é responsável por 90% das buscas na Internet, para favorecer seu serviço de compras e de comparação de preços.

"A empresa dá uma vantagem injusta a seu próprio serviço de comparação de preços, em violação das regras da União Europeia em matéria de pesquisas, abusando assim de sua posição dominante", declarou a comissária. Desta maneira, os usuários do Google "não veem necessariamente os resultados mais pertinentes em resposta a suas pesquisas".

Mais de 30 empresas de setor, entre elas a Microsoft, que disputa o mercado de buscas com o Bing, denunciaram o Google por abuso de poder econômico.

A partir da notificação, o Google tem dois meses para apresentar uma defesa prévia. Esse prazo pode ser prorrogado por um mês. A comissão ainda pode convocar diretores do Google para depor numa audiência antes de tomar sua decisão, esperada até o fim do ano.

Se for condenado, o Google poderá ser multado em até 10% do seu faturamento no mundo inteiro, que foi de US$ 66 bilhões em 2014, com lucro de US$ 14 bilhões.

A UE pode ainda impor sanções "corretivas" para obrigar o Google a alterar seu sistema de buscas para "separar radicalmente os resultados patrocinados dos outros resultados de uma pesquisa". E até exigir o desmantelamento da empresa por concorrência desleal.

Em novembro de 2014, os deputados do Parlamento Europeu aprovaram simbolicamente uma divisão do Google para separar o mecanismo de busca das outras atividades comerciais do grupo. Isso é improvável.

Outra investigação será aberta pela Comissão europeia, órgão executivo da UE, sobre possíveis infrações à lei antimonopólio pelo sistema operacional Android, usado em tabuletas e telefones inteligentes.

No início do século, a Microsoft foi multada em mais de 2 bilhões de euros por concorrência desleal e abuso do poder de mercado com o sistema operacional Windows.

Há várias ações na Europa contra abusos de empresas americanas de tecnologia da informação, da proibição das atividades do Uber em países como a França e da imposição de impostos sobre operações do Google na Alemanha e na Espanha a investigações sobre a possível ajuda governamental ilegal à Apple na Irlanda e ao Facebook em Luxemburgo.

sábado, 29 de novembro de 2014

China acaba com monopólio estatal do sal após 2 mil anos

A China anunciou nesta semana que vai acabar com o monopólio estatal na compra e venda de sal como parte da "progressiva conclusão da transição para a economia de mercado".

O monopólio do sal sobreviveu a 23 dinastias imperiais, 37 anos de república e 65 anos de regime comunista.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Carne não tem de ser Friboi

A presidente da Confederação Nacional da Agricultura, senadora Katia Abreu, critica a campanha publicitária em que um frigorífico usa um dos atores mais populares da TV Globo para afirmar que "carne tem de ser Friboi". É mais uma distorção do mercado interno causada pelos subsídios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O frigorífico ganhou bilhões de reais em créditos subsidiados pelo governo dentro da política de criar "campeões nacionais" para conquistar o mercado internacional. Ao usar o NOSSO dinheiro para fazer a campanha publicitária nos termos em que faz, tenta criar um monopólio interno.

Longe de mim apoiar a senadora Katia Abreu, uma das personagens mais conservadoras e reacionárias do Congresso Nacional, que quer acabar com as áreas indígenas e afrouxar o controle do desmatamento, como faz o novo Código (Anti)Florestal. Mas, neste caso, ela tem razão. O Friboi insinua que seus concorrentes não cumprem as exigências sanitárias.

Já passa de R$ 80 bilhões o total emprestado pelo banco, que privilegia grandes empresas, ajudando a formação de monopólios, mas não é capaz de detectar as pequenas e médias empresas, por exemplo, do setor de informática, responsáveis pela maioria das inovações tecnológicas.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

EUA bloqueiam compra de cervejaria pela AB InBev

Em nome da defesa da concorrência, o governo dos Estados Unidos acionou a Justiça hoje para impedir que a Anheuser-Busch InBev compre por US$ 20 bilhões o grupo Modelo SAB, alegando que o consumidor americano será prejudicado se os fabricantes da Budweiser e da Corona se fundirem numa única empresa.

Com o negócio fechado no ano passado, a AB InBev, maior cervejaria do mundo, queria aumentar sua participação no crescente mercado do México. Já é dona de 50% das ações do grupo Modelo, fabricante da Corona Extra, a cerveja importada mais vendida nos EUA, mas só tem 43% do capital votante. Queria comprar o resto para ter o controle da empresa.

Numa queixa de 27 páginas, o Departamento da Justiça alega que juntas a AB InBev e a Modelo têm 46% do mercado de cerveja nos EUA. Acusa ainda a AB InBev e a MillerCoors, as duas maiores fabricantes de cerveja do país, de "com frequência considerar mais lucrativo seguir os preços do concorrente" do que competir por uma fatia maior de mercado baixando preços.

Para fugir da alegação de prática monopolista a Modelo iria vender sua participação de 50% na empresa Crown Imports, uma parceria com a Constellation Brands, que importa a Corona nos EUA.

Assim, argumentou a AB InBev, a Constellation, controlando a importação e a venda da Corona nos EUA, seria responsável pelo seu preço no mercado americano, e não a própria AB InBev, que fixa o preço da Bud Light.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Cristina sofre nova derrota na guerra contra o Clarín

Em mais uma derrota da presidente Cristina Kirchner em sua obsessão de desmantelar o maior grupo de mídia da Argentina, a Corte Suprema rejeitou um pedido do governo para anular uma decisão da Câmara Civil e Comercial que adia a aplicação da Lei de Meios de Comunicação até uma decisão final da Justiça sobre sua constitucionalidade.

Pelo texto atual da lei, o grupo Clarín seria obrigado a se desfazer de mais de 200 licenças de exploração de rádio e televisão. Isso reduziria sua participação no mercado de 47% para 35%. A Casa Rosada queria aplicar a medida em 7 de dezembro de 2012.

O Clarín alega que dois artigos da lei violam o direito adquirido e o direito de propriedade. Luta na Justiça para derrubar esses artigos

A Lei de Meios, de 2009, proíbe, por exemplo, a mesma empresa de ter televisão aberta e fechada na mesma base territorial. Se fosse assim no Brasil, a TV Globo não poderia ter a GloboNews, a Record não poderia ter a Record News nem a TV Bandeirantes a BandNews.

Outro dispositivo, a pretexto de impedir o monopólio, proíbe uma TV de atingir mais de 35% do mercado. Na Argentina, como a maior parte da população está concentrada na capital e na provincia de Buenos Aires, isso impediria a formação de redes nacionais privadas.

O monopólio é nocivo à democracia e à liberdade de expressão, mas o objetivo do governo Cristina Kirchner é atacar os meios de comunicação que considera oposicionistas e forçar sua venda para empresários governistas. Sete dos nove canais de TV de Buenos Aires são governistas.

Além da Lei de Meios, a Casa Rosada usa a publicidade oficial para calar as oposições e construir uma mídia governista, no momento em que enfrenta forte rejeição da classe média, que fez um grande panelaço no mês passado, e até mesmo do sindicalismo, aliado histórico do peronismo.

No governo Néstor Kirchner (2003-7), o Clarín era aliado do governo. A ruptura veio no início do primeiro governo de Cristina, em 2008. Com o agravamento da crise financeira mundial, diante da escassez de dólares, o governo argentino aumentou a alíquota do imposto sobre exportações de grãos em grandes volumes para mais de 35%.

Durante mais de cem dias, os produtores rurais fizeram um locaute (greve patronal), a chamada "greve do campo", e o Clarín apoiou os ruralistas.

Reeleita em outubro de 2011 no primeiro turno com 54% num momento de expansão da economia, Cristina sofreu uma forte queda de popularidade para pouco mais de 30% com o agravamento da crise. Abandonada pela classe média e pelos sindicatos, apoia-se sobretudo na Cámpora, um movimento da ala jovem do peronismo coordenado por seus filhos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

EUA bloqueiam venda da T-Mobile à AT&T

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está tentando bloquear a venda da subsidiária americana da empresa alemã T-Mobile à companhia americana AT&T (American Telephone & Telegraph), no valor de US$ 39 bilhões, alegando que reduziria a competição no setor de telefonia celular.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

UE multa Intel em US$ 1,45 bilhão

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, multou a fabricante de chips Intel em US$ 1,45 bilhão por violar as normas antimopólio do bloco comercial.

É a maior multa jamais aplicada pela UE.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Justiça européia confirma condenação da Microsoft

A Corte Européia de Justiça de Primeira Instância rejeitou hoje um apelo da empresa americana Microsoft, maior companhia de informática do mundo, multada em março de 2004 pela Comissão Européia, órgão executivo da União Européia, por práticas monopolistas e abuso do poder de mercado.

Em nota oficial, a Microsoft declarou que fará todo esforço posível para cumprir a decisão. A multa prevista, de quase 500 milhões de euros (US$ 690 milhões), é recorde.

As exigências operacionais são que a Microsoft não inclua seu Media Player no pacote do sistema operacional Windows, usado em mais de 90% dos computadores do mundo inteiro, e que abra seus códigos para que outras empresas de software possam criar programas compatíveis.

Já a Comissão Européia comentou que a sentença indica que sua atuação foi correta.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

UE obriga Microsoft a revelar segredos do Windows

A empresa-líder do mercado de software, a Microsoft americana, será obrigada pela União Européia, numa processo antimonopólio, a revelar informações técnicas valiosas sobre o sistema operacional Windows, revela um documento reservado divulgado hoje pelo jornal inglês Financial Times.