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terça-feira, 26 de abril de 2016

França vende 12 submarinos à Austrália

A empresa estatal francesa DCNS venceu uma concorrência com companhias da Alemanha e do Japão, e fechou um contrato de US$ 43 bilhões (R$ 152 bilhões) para fabricar uma frota de 12 submarinos para a Austrália, anunciou hoje o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull.

O chefe de governo da Austrália acrescentou que os submarinos, do tipo Barracuda, serão fabricados com aço e trabalhadores australianos. Serão equipados com o sonar mais avançado do mundo. O projeto será feito na França; a fabricação, na Austrália.

O Japão era favorito. Perdeu a concorrência por falta de experiência em negociações de equipamentos militares e por relutar em construir os submarinos na Austrália. Foi um golpe na política do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, para desenvolver a indústria bélica e restabelecer o direito de uso das Forças Armadas no exterior.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

EUA bloqueiam compra de cervejaria pela AB InBev

Em nome da defesa da concorrência, o governo dos Estados Unidos acionou a Justiça hoje para impedir que a Anheuser-Busch InBev compre por US$ 20 bilhões o grupo Modelo SAB, alegando que o consumidor americano será prejudicado se os fabricantes da Budweiser e da Corona se fundirem numa única empresa.

Com o negócio fechado no ano passado, a AB InBev, maior cervejaria do mundo, queria aumentar sua participação no crescente mercado do México. Já é dona de 50% das ações do grupo Modelo, fabricante da Corona Extra, a cerveja importada mais vendida nos EUA, mas só tem 43% do capital votante. Queria comprar o resto para ter o controle da empresa.

Numa queixa de 27 páginas, o Departamento da Justiça alega que juntas a AB InBev e a Modelo têm 46% do mercado de cerveja nos EUA. Acusa ainda a AB InBev e a MillerCoors, as duas maiores fabricantes de cerveja do país, de "com frequência considerar mais lucrativo seguir os preços do concorrente" do que competir por uma fatia maior de mercado baixando preços.

Para fugir da alegação de prática monopolista a Modelo iria vender sua participação de 50% na empresa Crown Imports, uma parceria com a Constellation Brands, que importa a Corona nos EUA.

Assim, argumentou a AB InBev, a Constellation, controlando a importação e a venda da Corona nos EUA, seria responsável pelo seu preço no mercado americano, e não a própria AB InBev, que fixa o preço da Bud Light.