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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Hoje na História do Mundo: 2 de Julho

     Em 1890, a Lei Sherman Antitruste, contra os monopólios dos "barões ladrões", autoriza o Departamento da Justiça dos Estados Unidos a investigar e desmembrar os gigantes industriais monopolistas. Proíbe "qualquer contrato ou combinação que restrinja o comércio local ou internacional" e qualquer monopolização ou tentativa de monopolização.

    Em 1917, sob pressão dos aliados, a Grécia derruba o rei Constantino I, declara guerra aos poderes centrais (Alemanha e Áustria-Hungria) e entra na Primeira Guerra Mundial (1914-18) ao lado da França, do Reino Unido, da Rússia e da Itália.

Constantino foi educado na Alemanha e casou com uma irmã do kaiser (imperador) Guilherme II. Tinha uma ligação forte com o país. Quando estourou a guerra, rompeu o compromisso de defender a Sérvia, sua aliada em duas Guerras dos Bálcãs, em 2012 e 2013.

    Em 1964, o presidente Lyndon Johnson sanciona a Lei dos Direitos Civis, resultado de uma longa luta do movimento negro por igualdade. A Suprema Corte havia declarado a segregação racial inconstitucional em 1954. Em 1955, os negros fizeram um boicote ao sistema de ônibus em Montgomery, no Alabama. Em 1963, o reverendo Martin Luther King Jr. fez em Washington seu discurso mais importante, Eu Tenho um Sonho, dizendo que sonhava que um dia seus filhos "seriam julgados não pela cor da pele, mas pela nobreza do caráter. E o presidente John Kennedy mandou a Guarda Nacional garantir a entrada de estudantes negros na Universidade do Alabama.

Depois do assassinato de Kennedy, em conversa telefônica com Luther King, Johnson prometeu lutar pela aprovação da lei em homenagem ao presidente morto.

    Em 1992, o livro Um Breve História do Tempo, do físico britânico Stephen Hawking, bate recorde no Reino Unido ao ficar três anos e meio na lista dos livros de não ficção mais vendidos, com mas de 3 milhões de cópias vendidas em 22 idiomas.

Com uma linguagem simples, o autor, que sofria de uma doença paralisante, explicou as últimas teorias sobre a origem do Universo.

    Em 1997, a desvalorização da moeda da Tailândia, o baht, deflagra a Crise da Ásia, que atinge todos os mercados emergentes e causa o colapso do rublo na Rússia, em agosto de 1998, à desvalorização do real em janeiro de 1999 e ao colapso da dolarização da Argentina em 2001. Foi a última grande crise internacional das economias emergentes.

As moedas dos chamados tigres asiáticos estavam atreladas ao dólar, mas os países exportavam principalmente para o mercado asiático. Com a valorização do dólar e a desvalorização do iene japonês, suas economias perderam a competitividade.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Origem do Universo e exoplaneta dão Prêmio Nobel de Física de 2019

Por seus estudos sobre a origem e a evolução do Universo, o cosmólogo canadense naturalizado americano James Peebles, professor da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, vai dividir o Prêmio Nobel de Física deste ano com dois astrônomos suíços, Michael Mayor e Didier Queloz, da Universidade de Genebra, na Suíça. 

Em 1995, eles descobriram o primeiro exoplaneta, de fora do Sistema Solar, orbitando ao redor de uma estrela semelhante ao Sol. O anúncio foi feito esta manhã em Estocolmo pela Academia Real de Ciências da Suécia.

"Os três ganhadores transformaram nossas ideias sobre o Universo", declarou em nota o Comitê do Nobel. "Enquanto as descobertas teóricas de Peebles contribuíram para entender a evolução do Universo depois do Big Bang, Mayor e Queloz exploraram nossa vizinhança cósmica em busca de planetas desconhecidos. Suas descobertas mudaram para sempre nossa concepção de mundo."

Peebles estuda o universo há 55 anos, quando as hipóteses sobre sua origem eram conjeturas: "Havia alguns indícios, mas eram esparsos, escassos e insuficientes para me convencer de que eu tinha a impressão geral correta."

O modelo teórico do Big Bang descreve o Universo a partir de uma grande explosão que teria ocorrido há 13,8 bilhões de anos quando o cosmo se tornou suficientemente quente e denso para permitir a formação de átomos de hidrogênio e hélio. Desde então, ele se expande e se torna mais frio.

Quase 400 mil anos depois, com o Universo mais transparente, os raios de luz conseguiram atravessar o espaço. Parte desta radiação ainda é detectável e revela segredos estudados por Peebles. Ele conclui que apenas 5% do Universo são conhecidos, são a matéria que forma astros, estrelas e todas as formas de vida. Os outros 95% são matéria escura (antimatéria) e energia escura, que a ciência ainda não entende.

"Espero que sejamos surpreendidos pela matéria escura", declarou Peebles em entrevista citada pelo Nobel. "Não posso dizer como será descoberta. Ela vai aparecer. Não sabemos para onde olhar para procurá-la. Todos esses lindos experimentos precisam escolher uma direção. (...) Podem estar olhando para o lugar errado."

Mayor e Queloz descobriram o primeiro exoplaneta, batizado de 51 Pegasi b, no Observatório de Alta Provença, no Sul da França, em 1995. É uma bola gasosa comparável a Júpiter, o maior planeta do sistema solar da Terra. Leva apenas quatro dias para completar a órbita ao redor de sua estrela, que esquenta o exoplaneta a uma temperatura de mil graus centígrados.

Desde então, os astrônomos descobriram quase 4 mil exoplanetas na Via Láctea, a galáxia onde fica a Terra. A grande expectativa dos cientistas é se alguma forma de vida se desenvolveu nestes planetas.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Planeta gigantesco desafia teoria de formação dos planetas

Um planeta-monstro descoberto numa estrela distante desafia a ciência. Pela teoria atual, ele não poderia ter se formado, noticiou a revisa acadêmica Monthly Notes of the Royal Astronomic Society (Sociedade Astronômica Real) do Reino Unido.

A teoria de formação dos planetas afirma que um planeta daquele tamanho não poderia se formar ao redor de uma estrela pequena. Pequenas estrelas podem formar planeta, mas não do tamanho de Júpiter, o maior do nosso sistema solar.

O NGTS-1b é um gigante formado por gás. Por causa do tamanho e da temperatura, faz parte de um tipo de planeta conhecido como "Júpiter quente", tão grande ou maior do que Júpiter mas com 20% menos massa.

Ao contrário de Júpiter, o planeta-monstro está muito próximo de sua estrela, apenas cerca de 3% da distância entre a Terra e o Sol. Assim, completa sua órbita em 2,6 dias. Seu ano tem pouco mais de dois dias e meio da Terra.

A estrela tem o raio e a massa duas vezes menor do que o Sol. "Como pequenas estrelas como esta estrela vermelha anã são as mais comuns no Universo, é possível que haja muitos planetas gigantescos a serem descobertos", comentou o professor Peter Wheatley, da Universidade de Warwick, na Inglaterra.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Ondas gravitacionais dão o Prêmio Nobel de Física a americanos

Os pesquisadores Rainer Weiss, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), um alemão naturalizado americano, e os americanos Kip Thorne e Barry Barish, do Instituto de Tecnologia da California (Caltech), ganharam hoje o Prêmio Nobel da Física de 2017 por criarem um instrumento capaz de detectar as ondas gravitacionais, "uma descoberta que abalou no mundo", nas palavras da Academia de Ciências da Suécia.

Com seu trabalho, eles comprovaram uma conclusão da Teoria Geral da Relatividade de Albert Einstein, em 1916, de que toda massa em aceleração no espaço produz ondulações que se irradiam na velocidade da luz. Como ninguém conseguia detectar essas ondas gravitacionais, o próprio Einstein chegou a duvidar de sua existência.

Para comprovar a existência das ondas gravitacionais, os três físicos fizeram um projeto de 40 anos financiado pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, com a participação de cientistas de 15 países, inclusive do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Universidade Estadual Paulista (Unep), do Brasil.

Esse trabalho levou à construção de dois detectores idênticos instalados a uma distância de 2.880 quilômetros. Um fica em Hanford, no estado de Washington, no Noroeste dos EUA, e o outro em Livingston, na Lousiana, no Sudeste do país.

Em 14 de setembro de 2015, o Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria a Laser (LIGO), de US$ 1,1 bilhão, captou uma distorção causada por ondas gravitacionais geradas pelo choque de dois buracos negros num lugar distante do Universo situado a um bilhão de anos-luz da Terra. O anúncio oficial foi feito em 11 de fevereiro de 2016.

A colisão de dois buracos negros liberou mais energia do que todas as estrelas do universo juntas. Quando a onda gravitacional chegou à Terra um bilhão de anos depois era milhares de vezes menor do que o núcleo de um átomo. Mesmo assim, foi percebido pelo observatório.

"O sinal era extremamente fraco quando chegou à Terra, mas foi uma revolução promissora na astrofísica", declarou o Comitê do Nobel. "As ondas gravitacionais são uma maneira inteiramente nova de observar os acontecimentos mais violentos do espaço sideral e testar os limites do nosso conhecimento."

Weiss ficará com a metade do prêmio, de US$ 1,1 milhão (R$ 3,478 milhões). Seus dois colegas dividirão o resto.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Cientistas descobrem ondas gravitacionais descritas por Einstein

A colisão de dois buracos negros, um com 29 vezes a massa do Sol e outro com 39 vezes a massa do Sol, formou um buraco negro com 62 vezes a massa do Sol. A massa restante foi convertida em ondas gravitacionais detectadas por cientistas aqui na Terra, anunciaram hoje cientistas nos Estados Unidos.

"É a primeira vez que um sistema desses foi observado, um buraco negro binário em fusão, é a confirmação de que esses sistema existem no Universo", declarou David Reitze, diretor-executivo do LIGO, sigla em inglês para o Observatório de Ondas Gravitacionais com Interferômetro a Laser.

Em sua Teoria da Relatividade, o físico alemão Albert Einstein, o cientista mais importante do século 20, previu há cem anos a existência de ondas gravitacionais. Hoje suas ideias foram comprovadas por uma fusão de buracos negros ocorrida há um bilhão de anos.

Einstein argumentou que o tempo e o espaço não era imutáveis como se acreditava desde que as teorias de Isaac Newton lançaram as bases da Física moderna, inclusive a Lei da Gravitação Universal.

O LIGO tem duas instalações nos estados de Washington e da Lousiana. Sua descoberta abre uma nova janela para o universo, uma nova maneira de observar o espaço.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Expansão do universo dá Nobel de Física a americanos

Três cientistas nascidos nos Estados Unidos ganharam hoje o Prêmio Nobel de Física "pelo descobrimento, através de observação de supernovas distantes, de como a expansão do universo está se acelerando", informa o jornal The Washington Post.

A Academia Real de Ciências da Suécia anunciou em Estocolmo que o prêmio de 10 milhões de coroas, cerca de US$ 1,5 milhão, será dividido entre Saul Perlmutter, da Universidade da Califórnia em Berkeley; Brian Schmidt, da Universidade Nacional da Austrália em Weston Creek; e Adam Riess, professor de astronomia na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore.


Supernova é o nome dado aos corpos celestes que resultam da explosão de estrelas com massa estimada em pelo menos dez sóis. Eles podem brilhar tanto a ponto de ofuscar uma galáxia. Depois, podem desaparecer durante semanas ou meses.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Supertelescópio procura vida no resto do universo

A Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA) lança na madrugada deste sábado, 7 de março de 2009, em Cabo Canaveral, na Flórida, um foguete que deve colocar em órbita mais um supertelescópio. Seu objetivo é responder a uma pergunta que intriga o homem desde a Pré-História: ESTAMOS SOZINHOS NO UNIVERSO?

O supertelescópio vai para o espaço com o nome de Kepler (1571-1630). É uma homenagem ao astrônomo alemão Johannes Kepler, que descobriu as leis da mecânica celeste.

Quando entrar em órbita ao redor da Terra, vai se orientar para uma área da Via Láctea muito rica em estrelas que fica entre as constelações de Cygnus e Lyra.

Os coletores de luz do Kepler vão controlar a emissão de luz de cem mil estrelas. Ficarão atentos às mudanças de luz provocadas pela passagem de planetas na frente das estrelas.

Até hoje, os cientistas descobriram 340 planetas fora do sistema solar, mas nenhum pequeno como a Terra. O supertelescópio Kepler vai observar planetas do tamanho da Terra que orbitem estrelas a uma distância que permita ter água, na esperança de encontrar vida na imensidão do universo.