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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 29 de Julho

 DERROTA DA ARMADA INVENCÍVEL

    Em 1588, sob o comando de Lorde Charles Howard e Sir Francis Drake, a Inglaterra derrota a Armada Invencível da Espanha.

Depois de uma batalha feroz de oito horas perto de Gravelines, na França, uma mudança no vento ajuda a frota espanhola a fugir para o Mar do Norte.

Com o fracasso da invasão, a Armada começa sua longa e trágica volta à Espanha, contornando o Norte da Escócia para ser dizimada por tempestades. Os ingleses a perseguem até a Escócia.

No fim dos anos 1580, o rei Felipe II, da Espanha, planeja tomar a Inglaterra – que se torna protestante em 1534 e apoia os rebeldes holandeses – e trazê-la de volta para a Igreja Católica Apostólica Romana. Um ataque de Drake ao porto de Cádiz atrasa o ataque.

A Armada zarpa de Lisboa em 19 de maio de 1558 com 130 navios, 2,5 mil canhões, 8 mil marinheiros e 20 mil fuzileiros navais. Por causa de tempestades, só chega à costa da Inglaterra dois meses depois, quando os ingleses estão preparados.

Em 27 de julho, a Armada ancora no porto de Calais, na França, preparando-se para embarcar um Exército espanhol que vem da região de Flandres, na Bélgica. Logo após a meia-noite de 29 de julho, os ingleses mandam barcos pegando fogo em direção à frota espanhola, que sai do porto às pressas. Desorganizada, a Armada é atacada pelos ingleses ao amanhecer perto de Gravelines.

Com canhões superiores, a Inglaterra vence a batalha decisiva. Quando o resto da Armada chega à Espanha, em outubro, perdera a metade dos navios e 15 mil homens.

A vitória torna a Inglaterra da rainha Elizabeth I numa potência mundial que começa a construir o maior império que o mundo já viu, que chega a um total de 35,5 milhões de quilômetros quadrados em 1920.

 HITLER SE TORNA LÍDER DO PARTIDO

    Em 1921, Adolf Hitler se torna líder do Partido Trabalhista Nacional-Socialista da Alemanha, o partido nazista, que vira um partido de massas, chega ao poder em 1933 e impõe um regime totalitário na Alemanha até a derrota na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Hitler nasce em 20 de abril de 1889 em Braunau am Inn, na Áustria. Estudante pobre, não conclui o ensino médio. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), ele adere a um regimento bávaro do Exército da Alemanha. É considerado um soldado com bravura, mas não é promovido além de cabo por seus superiores, que não veem nele capacidade de liderança.

Depois do fracassado Golpe da Cervejaria de Munique, em 1923, Hitler é preso e condenado. Na cadeia, escreve o livro Minha Luta, publicado em 1925, para apresentar o programa político que leva o Nazismo ao poder.

A oportunidade vem em 1932. No auge da Grande Depressão (1929-39), o desemprego na Alemanha chega a 30% e os nazistas ganham duas eleições, sem maioria absoluta. Hitler é nomeado chanceler (primeiro-ministro) em 30 de janeiro de 1933.

Em 27 de fevereiro de1933, o Reichstag (Parlamento) pega fogo. Os nazistas são os principais suspeitos. Culpam os comunistas. Com a Lei Habilitante, Hitler consegue poderes especiais para impor a censura e proibir partidos políticos, e os nazistas ampliam sua bancada parlamentar em nova eleição.

Depois da morte do presidente Paul von Hindenburg em 2 de agosto de 1934, um referendo aprova em 19 de agosto com quase 90% dos votos a unificação dos cargos de presidente e chanceler. Hitler se torna o Führer (Guia), passa a governar com poderes absolutos e inicia a revanche contra os países que venceram e humilharam a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa em 1º de setembro de 1939, com a invasão da Polônia e termina com algo entre 70 e 85 milhões de mortes. Diante da derrota, Hitler se suicida em 30 de abril de 1945. Oito dias depois, o Exército Vermelho toma Berlim e acaba a guerra na Europa.

EUA CRIAM A NASA

    Em 1958, o Congresso dos Estados Unidos aprova a criação da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA), a agência responsável pelas viagens espaciais do país. É a resposta americana ao lançamento pela União Soviética, em 4 de outubro de 1957, do Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra.

Do tamanho de uma bola de basquete, com 83 quilos, o Sputnik I apita nos radares americanos durante 93 horas, mostrando que a URSS seria capaz de atacar os EUA com um míssil nuclear.

Os soviéticos mantêm a vanguarda na corrida espacial. Enviam o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, em 12 de abril de 1961; a primeira mulher, Valentina Tereshkova, em 16 de junho de 1963; e realizam o primeiro passeio no espaço fora da nave com Alexei Leonov, em 18 de março de 1965.

Como as armas atômicas soviéticas estão sob o controle das Forças de Defesa Estratégicas, subordinadas ao Exército Vermelho, mais preocupado com uma guerra na Europa, na época da Crise dos Mísseis em Cuba, em 1962, os EUA já tem superioridade em mísseis nucleares, que seria neutralizada pelos mísseis instalados em Cuba.

Em 20 de julho de 1969, dois astronautas dos EUA desembarcam na Lua marcando o triunfo do país na corrida espacial.

"ACENDA MEU FOGO"

    Em 1967, a banda de rock californiana The Doors emplaca seu primeiro primeiro lugar nas paradas de sucesso com o compacto simples Light My Fire.

A banda nasce em 1965 na Califórnia na Universidade da Califórnia em Los Angeles, onde o cantor e compositor Jim Morrison, um dos maiores poetas da história do rock, e o tecladista Ray Manzarek estudam cinema na Faculdade de Teatro, Cinema e Televisão. 

Em julho de 1965, eles se encontram em Venice Beach e Morrison apresenta algumas canções a Manzarek. Impressionado por Moonlight Drive, o baterista sugere que formem uma banda. Eles convidam o guitarrista Robby Krieger (segundo à esquerda) e o baterista John Densmore (primeiro à esquerda).

O nome é inspirado pelo livro As Portas da Percepção, de Aldous Huxley, que por sua vez o tira de um poema do William Blake no século 19: "Se as portas da percepção fossem abertas, tudo apareceria como realmente é: infinito."

The Doors se tornam uma das bandas mais influentes e controversas dos anos 1960, principalmente por causa das performances imprevisíveis de Morrison. Light my Fire é um dos grandes sucessos do Louco Verão do Amor de 1967 na Califórnia. The Doors são equiparadas às grandes bandas do rock lisérgico de São Francisco, o Grateful Dead e o Jefferson Airplane.

Entre muitas controvérsias, depois de faltar a show e viagens por excesso de álcool e drogas, Jim Morrison é preso obscenidade num concerto em Miami em que ameaça mostrar o pau em 1º de março de 1969. Concertos em 20 cidades são cancelados.

O último concerto de The Doors com Jim Morrison é em 12 de dezembro de 1970 em Nova Orleans. Em março de 1971, ele vai com a namorada, Pamela Courson, para Paris, onde morre em 3 de julho. 

Morrison está enterrado no Cemitério de Père Lachaise, onde seu túmulo é o mais visitado, principalmente por doidões que vão beber e se drogar junto à sepultura do ídolo.

The Doors continuam como um trio até se dissolver em 1973.

CASAMENTO REAL

    Em 1981, o príncipe Charles se casa com Lady Diana Spencer, num casamento de sonhos que vira manchete no mundo inteiro, mas ao longo dos anos se transforma em pesadelo.

Diana mora com amigas em Londres. Está limpando o chão da cozinha quando ouve no rádio que é a escolhida para ser a próxima princesa de Gales. O príncipe Philip, pai de Charles, é decisivo na escolha.

Pela tradição da monarquia britânica, Diana é examinada pelo ginecologista da rainha Elizabeth II para certificar sua virgindade, o que não é exigido da princesa Kate Middleton, mulher do príncipe William, o filho mais velho de Charles e Diana.

A princesa Diana não se adapta aos rígidos protocolos da monarquia britânica e o casal se afasta progressivamente, trava uma guerra através da imprensa sensacionalista e se divorcia em 1992, que a rainha descreve como um "ano horrível", que também tem o incêndio no Castelo de Windsor.

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domingo, 12 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 12 de Abril

  INÍCIO DA GUERRA DA SECESSÃO

    Em 1861, o exército dos Estados Confederados da América bombardeia o Forte Sumter, em Charleston, na Carolina do Sul, um dos poucos quartéis do Sul dos Estados Unidos que ainda em poder da União, dando início à Guerra da Secessão ou Guerra Civil Norte-Americana (1861-65).

Desde 1858, há um movimento separatista no Sul, agrário, dos Estados Unidos para discutir uma saída conjunta da União se o Norte, industrializado, quiser abolir a escravidão. Em 1860, a maioria dos estados escravistas do Sul ameaçam claramente se separar.

Logo depois da vitória de Abraham Lincoln, do Partido Republicano, na eleição presidencial de novembro de 1860, a Carolina do Sul inicia preparativos para a secessão. Em 20 de dezembro, a Assembleia Legislativa estadual aprova a Ordenação da Secessão, que declara que "a União que hoje existente entre a Carolina do Sul e outros estados, sob o nome de Estados Unidos da América, está dissolvida pelo presente documento."

Imediatamente, a Carolina do Sul toma fortes, quartéis, arsenais e locais estratégicos. Em seis semanas, outros cinco estados fazem o mesmo.

Em 8 de fevereiro de 1861, os seis estados citados acima e o Texas criam a Confederação. No dia 9, Jefferson Davies, do Mississípi, é eleito presidente.

Quando Lincoln toma posse, em 4 de março, os sulistas controlam quase todas as instalações militares nos estados confederados. A guerra civil começa em 12 de abril de 1861, com o ataque do Sul ao Forte Sumter, no porto de Charleston, na Carolina do Sul.

Dentro de dois meses, os estados da Virgínia, Arkansas, Carolina do Norte e Tennessee aderem à Confederação.

Lincoln vai á guerra para preservar a União. Em 1º de janeiro de 1863, faz a Proclamação de Emancipação libertando os escravos dos estados do Sul para que se juntem às forças do Norte. 

Ao transformar a guerra civil numa luta contra a escravidão, Lincoln evita que países europeus como o Reino Unido e a França, importadores de algodão do Sul para sua indústria nascente, reconheçam a independência da Confederação.

A 13ª Emenda à Constituição dos EUA, que acaba com a escravidão e a servidão involuntária, a não ser um caso de condenação por crime, é aprovada pela Câmara dos Representantes em 31 de janeiro de 1865 e ratificada até o fim daquele ano.

Com 620 mil mortes, de 360 mil nortistas e 260 mil sulistas, a Guerra da Secessão é a guerra mais sangrenta da história dos EUA.

MÁQUINA DE ESCREVER

    Em 1892, a máquina de escrever portátil é patenteada nos Estados Unidos.

No século 19, são inventados vários tipos de máquinas de escrever, algumas semelhantes a um piano pelo tamanho e forma. Inicialmente, todas são mais lentas do que a escrita à mão. Em 1867, o inventor norte-americano Christopher Latham Sholes lê um artigo na revista Scientific American descrevendo uma nova máquina inventada na Inglaterra e cria a que seria na prática a primeira máquina de escrever.

Seu segundo modelo, patenteado em 23 de junho de 1868 escreve a uma velocidade muito superior à de uma caneta. Em 1873, Sholes fecha um contrato com Remington & Sons, uma empresa de Ilion, no estado de Nova York.

As primeiras máquinas de escrever começam a ser vendidas em 1874 e logo ficam associadas à marca Remington. Entre as novidades, há um cilindro por onde roda o papel para mudar de linha, um mecanismo para trazer o carro de volta no fim da linha e girar o cilindro para mudar de linha, um espaçador para abrir o espaço entre as letras, um arranjo de teclas para que todas batam sempre no ponto central do carro que se move sobre o papel, teclas numa disposição parece com os teclados de hoje e uma fita com a tinta.

Com a evolução, as máquinas diminuem de tamanho até a surgir a máquina portátil.

O escritor Mark Twain compra uma Remington. É o primeiro autor a entregar ao editor os originais de um livro datilografado.

VACINA SEGURA CONTRA PÓLIO

    Em 1955, os resultados de dois anos de testes em quase 2 milhões crianças confirmam que a vacina contra a poliomielite desenvolvida pelo Dr. Jonas Salk é "segura, efetiva e potente".

Em 80% a 90% dos casos, a vacina consegue prevenir a poliomielite. Nos outros casos, a doença é muito menos grave e nenhuma criança vacinada morre.

A vacina é licenciada no mesmo dia e a produção começa imediatamente. É o primeiro grande passo para erradicar uma doença que acometia a humanidade há milhares de anos.

A TERRA É AZUL

    Em 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar ao espaço, revela que "a Terra é azul."

A União Soviética sai na frente na corrida espacial. Em 4 de outubro de 1957, os soviéticos lançam o Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra.

Entre 20 candidatos, Gagarin é escolhido pelo condicionamento físico e a origem camponesa, que contava pontos sob o comunismo soviético.

A nave Vostok 1 parte às 9h07 pela hora de Moscou, viaja a 28 mil quilômetros por hora até uma altitude de 315 quilômetros e fica uma hora e 46 minutos no espaço. Gagarin declara: "Ao orbitar a Terra na espaçonave, vi como é lindo nosso planeta. Povo, vamos preservar e aumentar sua beleza, não destruí-la."

A URSS também envia a primeira mulher ao espaço, Valentina Tereshkova, em 16 de junho de 1963. O soviético Alexei Leonov é o primeiro humano a sair da nave e passear pelo espaço, em 18 de março de 1965. Mas os Estados Unidos correm atrás e passam à frente, mandando os primeiros homens a pisar na Lua, em 20 de junho de 1969.

ÔNIBUS ESPACIAIS

    Em 1981, a NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço) lança a nave Columbia na primeira missão do programa de ônibus espaciais dos Estados Unidos, com o objetivo transportar astronautas e carga em voos de ida e volta a estações espaciais.

Durante 30 anos, Atlantis, Challenger, Columbia, Discovery e Endeavour voam mais de 800 milhões de quilômetros em 135 viagens e transportam mais de 350 astronautas a um custo total de US$ 209 bilhões.

O presidente Richard Nixon lança o programa em janeiro de 1972, dois anos e meio depois que a Apolo 11 leva os primeiros homens à Lua. O primeiro voo é da nave Columbia, em 12 de abril de 1981, 20 anos depois do primeiro voo espacial tripulando, que mandou ao espaço o soviético Yuri Gagarin. Dura 54 horas e dá 37 voltas na Terra.

O segundo ônibus espacial, o Challenger, entra em atividade em 1983. Na sua décima missão, em 28 de janeiro de 1986, explode no ar pouco depois do lançamento matando as sete pessoas a bordo, inclusive a professora Christa McAullife, que vencera um concurso para ser a primeira civil a participar de uma missão espacial. O programa é suspenso por dois anos.

Outro grande acidente acontece em 1º de fevereiro de 2003, quando a nave Columbia explode na reentrada na atmosfera, matando os sete astronautas a bordo. 

A desintegração da Columbia acontece 22 anos depois da explosão da Challenger, pouco depois do lançamento, em 28 de janeiro de 1986. 

A investigação conclui que um minuto e 21 segundos depois do lançamento um pedaço de espuma isolante se solta do tanque de propulsão externo e atinge a borda da asa esquerda. Pedaços de espuma se soltaram em missões passadas sem problema grave.

Os engenheiros da NASA não pensam que a espuma tenha força suficiente para causar dano significativo. A espuma faz um grande buraco nas telhas de isolamento de carbono-carbono reforçado que protegem o nariz do ônibus espacial e as bordas da asa do calor extremo da reentrada atmosférica.

Embora alguns engenheiros quisessem câmeras terrestres para tirar fotos do ônibus orbital para procurar por danos, o pedido não chegou aos funcionários certos.

Durante a reentrada da Columbia na atmosfera, o momento mais crítico dos voos espaciais, gases quentes penetram na seção de azulejos danificados e derretem os principais elementos estruturais da asa, que eventualmente entram colapso.

Os dados do veículo mostram temperaturas crescentes dentro de seções da asa esquerda às 8:52. A tripulação só se dá conta um minuto antes da desintegração da nave.

O programa é suspenso por mais dois anos e meio.

O último voo da Atlantis decola em 8 de julho de 2011. Com quatro homens a bordo, leva toneladas de equipamentos e suprimentos à Estação Espacial Internacional. Conclui a missão depois de viajar 8 milhões de quilômetros e dar 200 voltas na Terra.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 28 de Janeiro

MORTE DE CARLOS MAGNO

    Em 814, o imperador Carlos Magno, fundador do Sacro Império Romano-Germânico, morre em Aachen, a capital imperial.

Carlos Magno nasce em 2 de abril de 742, antes do casamento dos pais, o rei Pepino, o Breve, e Berta de Laon. É neto de Carlos Martel, imperador do Império Merovíngio, fundado por Clóvis I, o primeiro a unir todas as tribos dos francos, considerado o primeiro rei da França. Ao vencer a Batalha de Poitiers em 732, Martel contém a invasão muçulmana que toma a Península Ibérica.

Com a morte do pai, em 768, Carlos Magno se torna rei dos francos, mas o reino é dividido com o irmão, Carlomano. Quando este morre, em 774, Carlos Magno se torna rei dos lombardos. No Natal de 800, é coroado "imperador dos romanos" pelo Papa Leão III na Basílica de São Pedro, em Roma. É o primeiro imperador do Sacro Império Romano-Germânico, o Primeiro Reich.

Ao unir a maior parte da Europa Ocidental e Central, torna-se o primeiro imperador a governar uma grande parte do continente desde a queda do Império Romano do Ocidente, em 476. Por isso, é chamado de Pai da Europa e precursor da União Europeia.

QUEDA DE PARIS

    Em 1871, depois de quatro meses de cerco, o recém-unificado Império da Alemanha toma a capital da França no fim da Guerra Franco-Prussiana.

A Guerra Franco-Prussiana (1870-71) tem origem nos conflitos em busca de um equilíbrio de forças na Europa depois das Guerras Revolucionárias e Napoleônicas (1792-1815). A França e a Prússia são inimigas nessas guerras.

A ascensão de Napoleão III é uma das causas. Ele é o primeiro presidente da Segunda República Francesa (1848-52) e primeiro e único imperador do Segundo Império (1852-70), depois do golpe de 2 de dezembro de 1851. 

No fim da Guerra da Crimeia (1853-56), que opõe a França, o Reino Unido e o Império Otomano (turco) à Rússia, o Tratado de Paris desmilitariza o Mar Negro, criando condições para a unificação da Alemanha, conquistada depois de vitórias da Prússia na Guerra dos Ducados de Elba (1864) contra a Dinamarca, na Guerra Austro-Prussiana (1866) e na Guerra Franco-Prussiana.

Quando a Espanha fica sem monarca com a abdicação de Isabel II na Revolução de 1868, as Cortes, o parlamento espanhol, oferecem a coroa ao príncipe Leopoldo de Hohenzollern, primo do rei Guilherme I, da Prússia. 

Com medo de um cerco, o imperador francês Napoleão III pressiona o Reino da Prússia a impedir que Leopoldo se torne rei da Espanha. O rei da Prússia cede, mas Napoleão III exige mais garantias de que jamais Leopoldo seria monarca espanhol.

O chanceler (primeiro-ministro) prussiano, Otto von Bismarck, tem interesse numa guerra com a França para consolidar a unificação da Alemanha. Ele manipula o Telegrama Ems, uma descrição de Guilherme I sobre seu encontro com o embaixador francês. 

Revoltado, Napoleão III declara guerra à Alemanha em 19 de julho de 1870. Com novas armas, inclusive a primeira metralhadora, os generais franceses confiam na vitória.

Como a França é vista como agressora, Bismarck vê uma oportunidade de unir os estados germânicos do Sul (Baviera, Baden e Württemberg) à Confederação do Norte da Alemanha, liderada pela Prússia. Em 18 dias, as forças alemãs mobilizam 380 mil soldados sob o comando do general Helmuth von Moltke, um grande estrategista, chefe do Estado-Maior.

Logo, a Prússia toma a região da Alsácia e a cidade de Metz. Um exército francês sob o comando de Napoleão III e do general Patrice Mac-Mahon tenta resgatar o general François-Achille Bazaine, capturado em Metz. É cercado na Batalha de Sedan, em 31 de agosto de 1870. Em 2 de setembro, Napoleão III, Mac-Mahon e 83 mil franceses se rendem.

Napoleão III abdica e vai para o exílio na Inglaterra, onde morre em 9 de janeiro de 1873.

O Cerco de Paris começa em 19 de setembro de 1870. Com a cidade sitiada e ameaçada pela fome, os alemães iniciam um bombardeio de artilharia à capital francesa em janeiro de 1871. 

Em 18 de janeiro, é proclamada a fundação do Império Alemão. A partir de 25 de janeiro, os alemães passam a usar canhões de grande calibre. No dia 28, a França se rende.

A Guerra Franco-Prussiana acaba com o Segundo Império da França e unifica a Alemanha, que toma as províncias da Alsácia e da Lorena, que a França recupera na Primeira Guerra Mundial (1914-18). É uma das causas da Primeira Guerra Mundial, o conflito que molda o século 20. 

A derrota da França causa a Comuna de Paris, uma das insurreições populares mais importantes do século 19, a primeira vez que o operariado tenta tomar o poder com um projeto socialista.

NASCE JACKSON POLLOCK

    Em 1912, o pintor Jackson Pollock, expoente do expressionismo abstrato, um movimento caracterizado pela livre associação de gestos num método conhecido como "pintura em ação" nasce em Cody, no estado de Wyoming, nos Estados Unidos. Ele andava sobre as telas salpicando-as com gotas de tinta numa técnica de gotejamento.

Paul Jackson Pollock é o mais novo de cinco filhos de Stella May McClure, de origem escocesa, e de LeRoy Pollock, de origem escocesa e irlandesa. O sobrenome original do pai era McCoy, antes de ser adotado por em 1890 pela família Pollock depois da morte de seus pais.

Quando ele tem 11 meses, a família sai de Cody e passa 18 anos na Califórnia e no Arizona. Em 1928, eles vão para Los Angeles onde Pollock se matricula na Escola Secundária de Artes Manuais, onde sofre influência de Frederick John de St. Vrain Schwankovsky, um pintor e ilustrador membro da Sociedade Teosófica, uma seita que promove a espirtualidade oculta e metafísica.

Schwankovsky ensina desenho e pintura a Pollock, e o apresenta aos movimentos da arte moderna da Europa e à literatura teosófica. Esta experiência o prepara para seguir a teoria do psicanalista suíço Carl Jung e a explora as imagens do inconsciente na pintura.

Em 1930, Jackson Pollock segue o irmão Charles e vai para Nova York, onde entra para a Liga dos Estudantes de Arte. Depois de alguns anos na miséria durante a Grande Depressão (1929-39), ele consegue um emprego no Projeto de Arte Federal. Isto lhe dá segurança e oportunidade para desenvolver sua arte.

Com problema de alcoolismo, Pollock começa um tratamento psiquiátrico em 1937. No ano seguinte, tem uma crise de saúde mental. É hospitalizado durante quatro meses. Depois deste problema, sua arte se torna semiabstrata e mostra influência dos pintores espanhóis Pablo Picasso e Joan Miró e do muralista mexicano José Clemente Orozco.

Depois do fim do Projeto de Arte Federal, Peggy Guggenheim o contrata em julho de 1943 para sua galeria Arte deste Século, em Nova York, onde ele desenvolve seu estilo totalmente pessoal. Ele pinta Mural para a entrada da casa de Guggenheim. Por sugestão do amigo Marcel Duchamp, Pollock pinta uma tela para ser portátil. O crítico Clement Greenberg observa: "Isto é uma arte extraordinária. Pollock é o maior pintor que este país já produziu."

Em 1947, Pollock usa pela primeira vez a técnica de gotejamento sobre a tela criada por Max Ernst. Coloca a tela no chão e não usa pincéis. 

É descrito por seus contemporâneos como gentil e contemplativo quando sóbrio e violento quando bebia. A morte vem num acidente quando Pollock dirige embriagado. Em 11 de agosto de 1956, seu conversível sai da estrada em Springs, no estado de Nova York, fere uma passageira, Ruth Kligman, com quem ele tem um caso, e mata sua amiga Edith Metzger.

EXPLOSÃO DA CHALLENGER

    Em 1986, a nave ou ônibus espacial norte-americano Challenger explode no ar um minuto e 13 segundos depois do lançamento, matando os sete tripulantes, diante de um público atônito em Cabo Canaveral, na Flórida, e no mundo inteiro pela televisão.

A espaçonave se desintegra a uma altitude de 14 km sobre o Oceano Atlântico às 11h39 pela hora local. É o primeiro acidente fatal em voo do programa espacial dos Estados Unidos.

É o décimo voo da nave Challenger e o 25º do programa de ônibus espaciais da NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço), a agência espacial dos EUA. 

A causa do acidente é um problema com os anéis de vedação de uma junta dos foguetes propulsores de combustível sólido. O combustível vaza e causa a explosão.

A missão ia lançar no espaço um satélite de comunicações e observar a passagem do Cometa de Halley. Entre os mortos, está a professora Christa McAuliffe, convidada numa homenagem aos professores, o que aumenta o interesse popular pelo voo trágico.

terça-feira, 29 de julho de 2025

Hoje na História do Mundo: 29 de Julho

 DERROTA DA ARMADA INVENCÍVEL

    Em 1588, sob o comando de Lorde Charles Howard e Sir Francis Drake, a Inglaterra derrota a Armada Invencível da Espanha.

Depois de uma batalha feroz de oito horas perto de Gravelines, na França, uma mudança no vento ajuda a frota espanhola a fugir para o Mar do Norte.

Com o fracasso da invasão, a Armada começa sua longa e trágica volta à Espanha, contornando o Norte da Escócia para ser dizimada por tempestades. Os ingleses a perseguem até a Escócia.

No fim dos anos 1580, o rei Felipe II, da Espanha, planeja tomar a Inglaterra – que se torna protestante em 1534 e apoia os rebeldes holandeses – e trazê-la de volta para a Igreja Católica Apostólica Romana. Um ataque de Drake ao porto de Cádiz atrasa o ataque.

A Armada zarpa de Lisboa em 19 de maio de 1558 com 130 navios, 2,5 mil canhões, 8 mil marinheiros e 20 mil fuzileiros navais. Por causa de tempestades, só chega à costa da Inglaterra dois meses depois, quando os ingleses estão preparados.

Em 27 de julho, a Armada ancora no porto de Calais, na França, preparando-se para embarcar um Exército espanhol que vem da região de Flandres, na Bélgica. Logo após a meia-noite de 29 de julho, os ingleses mandam barcos pegando fogo em direção à frota espanhola, que sai do porto às pressas. Desorganizada, a Armada é atacada pelos ingleses ao amanhecer perto de Gravelines.

Com canhões superiores, a Inglaterra vence a batalha decisiva. Quando o resto da Armada chega à Espanha, em outubro, perdera a metade dos navios e 15 mil homens.

A vitória torna a Inglaterra da rainha Elizabeth I numa potência mundial que começa a construir o maior império que o mundo já viu.

 HITLER SE TORNA LÍDER DO PARTIDO

    Em 1921, Adolf Hitler se torna líder do Partido Trabalhista Nacional-Socialista da Alemanha, o partido nazista, que vira um partido de massas, chega ao poder em 1933 e impõe um regime totalitário na Alemanha até a derrota na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Hitler nasce em 20 de abril de 1889 em Braunau am Inn, na Áustria. Estudante pobre, não conclui o ensino médio. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), ele adere a um regimento bávaro do Exército da Alemanha. É considerado um soldado com bravura, mas não é promovido além de cabo por seus superiores, que não veem nele capacidade de liderança.

Depois do fracassado Golpe da Cervejaria de Munique, em 1923, Hitler é preso e condenado. Na cadeia, escreve o livro Minha Luta, publicado em 1925, para apresentar o programa político que leva o nazismo ao poder.

A oportunidade vem em 1932. No auge da Grande Depressão (1929-39), o desemprego na Alemanha chega a 30% e os nazistas ganham duas eleições, sem maioria absoluta. Hitler é nomeado chanceler (primeiro-ministro) em 30 de janeiro de 1933.

Em 27 de fevereiro de1933, os nazistas tocam fogo no Reichstag (Parlamento) e culpam os comunistas. Com a Lei Habilitante, Hitler consegue poderes espaciais e os nazistas ampliam sua bancada parlamentar em nova eleição.

Depois da morte do presidente Paul von Hindenburg em 2 de agosto de 1934, um referendo aprova em 19 de agosto com quase 90% dos votos a unificação dos cargos de presidente e chanceler. Hitler se torna o Führer (Guia), passa a governar com poderes absolutos e inicia a revanche contra os países que venceram e humilharam a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa em 1º de setembro de 1939, com a invasão da Polônia. Diante da derrota, Hitler se suicida em 30 de abril de 1945. Oito dias depois, o Exército Vermelho toma Berlim e acaba a guerra na Europa.

EUA CRIAM A NASA

    Em 1958, o Congresso dos Estados Unidos aprova a criação da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA), a agência responsável pelas viagens espaciais do país. É a resposta americana ao lançamento pela União Soviética, em 4 de outubro de 1957, do Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra.

Do tamanho de uma bola de basquete, com 83 quilos, o Sputnik I apita nos radares americanos durante 93 horas, mostrando que a URSS seria capaz de atacar os EUA com um míssil nuclear.

Os soviéticos mantêm a vanguarda na corrida espacial. Enviam o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, em 12 de abril de 1961; a primeira mulher, Valentina Tereshkova, em 16 de junho de 1963; e realizam o primeiro passeio no espaço fora da nave com Alexei Leonov, em 18 de março de 1965.

Como as armas atômicas soviéticas estão sob o controle das Forças de Defesa Estratégicas, subordinadas ao Exército Vermelho, mais preocupado com uma guerra na Europa, na época da Crise dos Mísseis em Cuba, em 1962, os EUA já tem superioridade em mísseis nucleares, que seria neutralizada pelos mísseis instalados em Cuba.

Em 20 de julho de 1969, dois astronautas dos EUA desembarcam na Lua marcando o triunfo do país na corrida espacial.

"ACENDA MEU FOGO"

    Em 1967, a banda de rock californiana The Doors emplaca seu primeiro primeiro lugar nas paradas de sucesso com o compacto simples Light My Fire.

A banda nasce em 1965 na Califórnia na Universidade da Califórnia em Los Angeles, onde o cantor e compositor Jim Morrison, um dos maiores poetas da história do rock, e o tecladista Ray Manzarek estudam cinema na Faculdade de Teatro, Cinema e Televisão. 

Em julho de 1965, eles se encontram em Venice Beach e Morrison apresenta algumas canções a Manzarek. Impressionado por Moonlight Drive, o baterista sugere que formem uma banda. Eles convidam o guitarrista Robby Krieger (segundo à esquerda) e o baterista John Densmore (primeiro à esquerda).

O nome é inspirado pelo livro As Portas da Percepção, de Aldous Huxley, que por sua vez o tira de um poema do William Blake no século 19: "Se as portas da percepção fossem abertas, tudo apareceria como realmente é: infinito."

The Doors se tornam uma das bandas mais influentes e controversas dos anos 1960, principalmente por causa das performances imprevisíveis de Morrison. Light my Fire é um dos grandes sucessos do Louco Verão do Amor de 1967 na Califórnia. The Doors são equiparadas às grandes bandas do rock lisérgico de São Francisco, o Grateful Dead e o Jefferson Airplane.

Entre muitas controvérsias, depois de faltar a show e viagens por excesso de álcool e drogas, Jim Morrison é preso obscenidade num concerto em Miami em que ameaça mostrar o pau em 1º de março de 1969. Concertos em 20 cidades são cancelados.

O último concerto de The Doors com Jim Morrison é em 12 de dezembro de 1970 em Nova Orleans. Em março de 1971, ele vai com a namorada, Pamela Courson, para Paris, onde morre em 3 de julho. 

Morrison está enterrado no Cemitério de Père Lachaise, onde seu túmulo é o mais visitado, principalmente por doidões que vão beber e se drogar junto à sepultura do ídolo.

The Doors continuam como um trio até se dissolver em 1973. 

CASAMENTO REAL

    Em 1981, o príncipe Charles se casa com Lady Diana Spencer, num casamento de sonhos que vira manchete no mundo inteiro, mas ao longo dos anos se transforma em pesadelo.

Diana mora com amigas em Londres. Está limpando o chão da cozinha quando ouve no rádio que é a escolhida para ser a próxima princesa de Gales. O príncipe Philip, pai de Charles, é decisivo na escolha.

Pela tradição da monarquia britânica, Diana é examinada pelo ginecologista da rainha Elizabeth II para certificar sua virgindade, o que não é exigido da princesa Kate Middleton, mulher do príncipe William, o filho mais velho de Charles e Diana.

A princesa Diana não se adapta aos rígidos protocolos da monarquia britânica e o casal se afasta progressivamente, trava uma guerra através da imprensa sensacionalista e se divorcia em 1992, que a rainha descreve como um "ano horrível", que também tem o incêndio no Castelo de Windsor.

sábado, 12 de abril de 2025

Hoje na História do Mundo: 12 de Abril

 INÍCIO DA GUERRA DA SECESSÃO

    Em 1861, o exército dos Estados Confederados da América bombardeia o Forte Sumter, em Charleston, na Carolina do Sul, um dos poucos quartéis do Sul dos Estados Unidos que ainda em poder da União, dando início à Guerra da Secessão ou Guerra Civil Norte-Americana (1861-65).

Desde 1858, há um movimento separatista no Sul, agrário, dos Estados Unidos para discutir uma saída conjunta da União se o Norte, industrializado, quiser abolir a escravidão. Em 1860, a maioria dos estados escravistas do Sul ameaçam claramente se separar.

Logo depois da vitória de Abraham Lincoln, do Partido Republicano, na eleição presidencial de novembro de 1860, a Carolina do Sul inicia preparativos para a secessão. Em 20 de dezembro, a Assembleia Legislativa estadual aprova a Ordenação da Secessão, que declara que "a União que hoje existente entre a Carolina do Sul e outros estados, sob o nome de Estados Unidos da América, está dissolvida pelo presente documento."

Imediatamente, a Carolina do Sul toma fortes, quartéis, arsenais e locais estratégicos. Em seis semanas, outros cinco estados fazem o mesmo.

Em 8 de fevereiro de 1861, os seis estados citados acima e o Texas criam a Confederação. No dia 9, Jefferson Davies, do Mississípi, é eleito presidente.

Quando Lincoln toma posse, em 4 de março, os sulistas controlam quase todas as instalações militares nos estados confederados. A guerra civil começa em 12 de abril de 1861, com o ataque do Sul ao Forte Sumter, no porto de Charleston, na Carolina do Sul.

Dentro de dois meses, os estados da Virgínia, Arkansas, Carolina do Norte e Tennessee aderem à Confederação.

Lincoln vai á guerra para preservar a União. Em 1º de janeiro de 1863, faz a Proclamação de Emancipação libertando os escravos dos estados do Sul para que se juntem às forças do Norte. 

Ao transformar a guerra civil numa luta contra a escravidão, Lincoln evita que países europeus como o Reino Unido e a França, importadores de algodão do Sul para sua indústria nascente, reconheçam a independência da Confederação.

A 13ª Emenda à Constituição dos EUA, que acaba com a escravidão e a servidão involuntária, a não ser um caso de condenação por crime, é aprovada pela Câmara dos Representantes em 31 de janeiro de 1865 e ratificada até o fim daquele ano.

Com 620 mil mortes, de 360 mil nortistas e 260 mil sulistas, a Guerra da Secessão é a guerra mais sangrenta da história dos EUA.

MÁQUINA DE ESCREVER

    Em 1892, a máquina de escrever portátil é patenteada nos Estados Unidos.

No século 19, são inventados vários tipos de máquinas de escrever, algumas semelhantes a um piano pelo tamanho e forma. Inicialmente, todas são mais lentas do que a escrita à mão. Em 1867, o inventor norte-americano Christopher Latham Sholes lê um artigo na revista Scientific American descrevendo uma nova máquina inventada na Inglaterra e cria a que seria na prática a primeira máquina de escrever.

Seu segundo modelo, patenteado em 23 de junho de 1868 escreve a uma velocidade muito superior à de uma caneta. Em 1873, Sholes fecha um contrato com Remington & Sons, uma empresa de Ilion, no estado de Nova York.

As primeiras máquinas de escrever começam a ser vendidas em 1874 e logo ficam associadas à marca Remington. Entre as novidades, há um cilindro por onde roda o papel para mudar de linha, um mecanismo para trazer o carro de volta no fim da linha e girar o cilindro para mudar de linha, um espaçador para abrir o espaço entre as letras, um arranjo de teclas para que todas batam sempre no ponto central do carro que se move sobre o papel, teclas numa disposição parece com os teclados de hoje e uma fita com a tinta.

Com a evolução, as máquinas diminuem de tamanho até a surgir a máquina portátil.

O escritor Mark Twain compra uma Remington. É o primeiro autor a entregar ao editor os originais de um livro datilografado.

A TERRA É AZUL

    Em 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar ao espaço, revela que "a Terra é azul."

A União Soviética sai na frente na corrida espacial. Em 4 de outubro de 1957, os soviéticos lançam o Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra.

Entre 20 candidatos, Gagarin é escolhido pelo condicionamento físico e a origem camponesa, que contava pontos sob o comunismo soviético.

A nave Vostok 1 parte às 9h07 pela hora de Moscou, viaja a 28 mil quilômetros por hora até uma altitude de 315 quilômetros e fica uma hora e 46 minutos no espaço. Gagarin declara: "Ao orbitar a Terra na espaçonave, vi como é lindo nosso planeta. Povo, vamos preservar e aumentar sua beleza, não destruí-la."

A URSS também envia a primeira mulher ao espaço, Valentina Tereshkova, em 16 de junho de 1963. O soviético Alexei Leonov é o primeiro humano a sair da nave e passear pelo espaço, em 18 de março de 1965. Mas os Estados Unidos correm atrás e passam à frente, mandando os primeiros homens a pisar na Lua, em 20 de junho de 1969.

ÔNIBUS ESPACIAIS

    Em 1981, a NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço) lança a nave Columbia na primeira missão do programa de ônibus espaciais dos Estados Unidos, com o objetivo transportar astronautas e carga em voos de ida e volta a estações espaciais.

Durante 30 anos, Atlantis, Challenger, Columbia, Discovery e Endeavour voam mais de 800 milhões de quilômetros em 135 viagens e transportam mais de 350 astronautas a um custo total de US$ 209 bilhões.

O presidente Richard Nixon lança o programa em janeiro de 1972, dois anos e meio depois que a Apolo 11 leva os primeiros homens à Lua. O primeiro voo é da nave Columbia, em 12 de abril de 1981, 20 anos depois do primeiro voo espacial tripulando, que mandou ao espaço o soviético Yuri Gagarin. Dura 54 horas e dá 37 voltas na Terra.

O segundo ônibus espacial, o Challenger, entra em atividade em 1983. Na sua décima missão, em 28 de janeiro de 1986, explode no ar pouco depois do lançamento matando as sete pessoas a bordo, inclusive a professora Christa McAullife, que vencera um concurso para ser a primeira civil a participar de uma missão espacial. O programa é suspenso por dois anos.

Outro grande acidente acontece em 1º de fevereiro de 2003, quando a nave Columbia explode na reentrada na atmosfera, matando os sete astronautas a bordo. 

A desintegração da Columbia acontece 22 anos depois da explosão da Challenger, pouco depois do lançamento, em 28 de janeiro de 1986. 

A investigação conclui que um minuto e 21 segundos depois do lançamento um pedaço de espuma isolante se solta do tanque de propulsão externo e atinge a borda da asa esquerda. Pedaços de espuma se soltaram em missões passadas sem problema grave.

Os engenheiros da NASA não pensam que a espuma tenha força suficiente para causar dano significativo. A espuma faz um grande buraco nas telhas de isolamento de carbono-carbono reforçado que protegem o nariz do ônibus espacial e as bordas da asa do calor extremo da reentrada atmosférica.

Embora alguns engenheiros quisessem câmeras terrestres para tirar fotos do ônibus orbital para procurar por danos, o pedido não chegou aos funcionários certos.

Durante a reentrada da Columbia na atmosfera, o momento mais crítico dos voos espaciais, gases quentes penetram na seção de azulejos danificados e derretem os principais elementos estruturais da asa, que eventualmente entram colapso.

Os dados do veículo mostram temperaturas crescentes dentro de seções da asa esquerda às 8:52. A tripulação só se dá conta um minuto antes da desintegração da nave.

O programa é suspenso por mais dois anos e meio.

O último voo da Atlantis decola em 8 de julho de 2011. Com quatro homens a bordo, leva toneladas de equipamentos e suprimentos à Estação Espacial Internacional. Conclui a missão depois de viajar 8 milhões de quilômetros e dar 200 voltas na Terra.

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 28 de Janeiro

 MORTE DE CARLOS MAGNO

    Em 814, o imperador Carlos Magno, fundador do Sacro Império Romano-Germânico, morre em Aachen, a capital imperial.

Carlos Magno nasce em 2 de abril de 742, antes do casamento dos pais, o rei Pepino, o Breve, e Berta de Laon. É neto de Carlos Martel, imperador do Império Merovíngio, fundado por Clóvis I, o primeiro a unir todas as tribos dos francos, considerado o primeiro rei da França. Ao vencer a Batalha de Poitiers em 732, Martel contém a invasão muçulmana que toma a Península Ibérica.

Com a morte do pai, em 768, Carlos Magno se torna rei dos francos, mas o reino é dividido com o irmão, Carlomano. Quando este morre, em 774, Carlos Magno se torna rei dos lombardos. No Natal de 800, é coroado "imperador dos romanos" pelo Papa Leão III na Basílica de São Pedro, em Roma. É o primeiro imperador do Sacro Império Romano-Germânico.

Ao unir a maior parte da Europa Ocidental e Central, torna-se o primeiro imperador a governar uma grande parte do continente desde a queda do Império Romano do Ocidente, em 476. Por isso, é chamado de Pai da Europa e precursor da União Europeia.

QUEDA DE PARIS

    Em 1871, depois de quatro meses de cerco, o recém-unificado Império da Alemanha toma a capital da França no fim da Guerra Franco-Prussiana.

A Guerra Franco-Prussiana (1870-71) tem origem nos conflitos em busca de um equilíbrio de forças na Europa depois das Guerras Revolucionárias e Napoleônicas (1792-1815). A França e a Prússia são inimigas nessas guerras.

A ascensão de Napoleão III, primeiro presidente da Segunda República Francesa (1848-52) e primeiro e único imperador do Segundo Império (1852-70), depois do golpe de 2 de dezembro de 1851, é uma das causas.

No fim da Guerra da Crimeia (1853-56), que opõe a França, o Reino Unido e o Império Otomano (turco) à Rússia, o Tratado de Paris desmilitariza o Mar Negro, criando condições para a unificação da Alemanha, conquistada depois de vitórias da Prússia na Guerra dos Ducados de Elba (1864) contra a Dinamarca, na Guerra Austro-Prussiana (1866) e na Guerra Franco-Prussiana.

Quando a Espanha fica sem monarca com a abdicação de Isabel II na Revolução de 1868, as Cortes, o parlamento espanhol, oferecem a coroa ao príncipe Leopoldo de Hohenzollern, primo do rei Guilherme I, da Prússia. 

Com medo de um cerco, o imperador francês Napoleão III pressiona o Reino da Prússia a impedir que Leopoldo se torne rei da Espanha. O rei da Prússia cede, mas Napoleão III exige mais garantias de que jamais Leopoldo seria monarca espanhol.

O chanceler (primeiro-ministro) prussiano, Otto von Bismarck, tem interesse numa guerra com a França para consolidar a unificação da Alemanha. Ele manipula o Telegrama Ems, uma descrição de Guilherme I sobre seu encontro com o embaixador francês. 

Revoltado, Napoleão III declara guerra à Alemanha em 19 de julho de 1870. Com novas armas, inclusive a primeira metralhadora, os generais franceses confiam na vitória.

Como a França é vista como agressora, Bismarck vê uma oportunidade de unir os estados germânicos do Sul (Baviera, Baden e Württemberg) à Confederação do Norte da Alemanha, liderada pela Prússia. Em 18 dias, as forças alemãs mobilizam 380 mil soldados sob o comando do general Helmuth von Moltke, um grande estrategista, chefe do Estado-Maior.

Logo, a Prússia toma a região da Alsácia e a cidade de Metz. Um exército francês sob o comando de Napoleão III e do general Patrice Mac-Mahon tenta resgatar o general François-Achille Bazaine, capturado em Metz. É cercado na Batalha de Sedan, em 31 de agosto de 1870. Em 2 de setembro, Napoleão III, Mac-Mahon e 83 mil franceses se rendem.

Napoleão III abdica e vai para o exílio na Inglaterra, onde morre em 9 de janeiro de 1873.

O Cerco de Paris começa em 19 de setembro de 1870. Com a cidade situada a ameaçada pela fome, os alemães iniciam um bombardeio de artilharia à capital francesa em janeiro de 1871. 

Em 18 de janeiro, é proclamada a fundação do Império Alemão. A partir de 25 de janeiro, os alemães passam a usar canhões de grande calibre. No dia 28, a França se rende.

A Guerra Franco-Prussiana acaba com o Segundo Império da França e unifica a Alemanha, que toma as províncias da Alsácia e da Lorena, que a França recupera na Primeira Guerra Mundial (1914-18). É uma das causas da Primeira Guerra Mundial, o conflito que molda o século 20. 

A derrota da França causa a Comuna de Paris, uma das insurreições populares mais importantes do século 19, a primeira vez que o operariado tenta tomar o poder com um projeto socialista.

EXPLOSÃO DA CHALLENGER

    Em 1986, a nave ou ônibus espacial norte-americano Challenger explode no ar um minuto e 13 segundos depois do lançamento, matando os sete tripulantes, diante de um público atônito em Cabo Canaveral, na Flórida, e no mundo inteiro, que assiste pela televisão.

A espaçonave se desintegra a uma altitude de 14 km sobre o Oceano Atlântico às 11h39 pela hora local. É o primeiro acidente fatal em voo do programa espacial dos Estados Unidos.

É o décimo voo da nave Challenger e o 25º do programa de ônibus espaciais da NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço), a agência espacial dos EUA. 

A causa do acidente é um problema com os anéis de vedação de uma junta dos foguetes propulsores de combustível sólido. O combustível vaza e causa a explosão.

A missão ia lançar no espaço um satélite de comunicações e observar a passagem do Cometa de Halley. Entre os mortos, está a professora Christa McAuliffe, convidada numa homenagem aos professores, o que aumenta o interesse popular pelo voo trágico.