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terça-feira, 21 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 21 de Julho

NAPOLEÃO VENCE A BATALHA DAS PIRÂMIDES

    Em 1798, o Exército da França, sob o comando de Napoleão Bonaparte, vence as forças de Murad Bay na Batalha das Pirâmides e toma a cidade do Cairo durante a Campanha do Egito.

Depois de conquistar Alexandria e atravessar o deserto, os franceses obtêm uma vitória decisiva contra os mamelucos e exterminam quase todo o exército otomano baseado no Egito. A batalha mostrou o contraste entre o decadente Império Otomano e o poderio crescente da França Revolucionária.

Durante a invasão do Egito, sua primeira grande campanha, o futuro imperador francês diz uma de suas frases célebres: "Do alto destas pirâmides, 40 séculos nos contemplam."

SUL GANHA PRIMEIRA GRANDE BATALHA

    Em 1861, na primeira grande batalha da Guerra da Secessão (1861-65), a Primeira Batalha de Bull Run ou Primeira Batalha de Manassas, uma cidade da Virgínia, um exército dos Estados Confederados do Sul, sob o comando do general Pierre Beauregard, impõe uma derrota esmagadora às forças da União (Norte) lideradas pelo general Irvin McDowell.

Três meses depois do início da Guerra Civil Norte-Americana na batalha de Forte Sumter, em 12 de abril, o comando militar do Norte acredita numa vitória rápida sobre os estados do Sul, que tentam deixar a União por não aceitar a abolição da escravatura, proposta pelo presidente Abraham Lincoln.

O objetivo é atacar Richmond, na Virgínia, a capital da Confederação. Com excesso de confiança, McDowell avança com 34 mil milicianos inexperientes e mal treinados. A cerca de 50 quilômetros de Washington, num entroncamento ferroviário de Manassas, se defronta com 20 mil soldados de Beauregard reforçados por 9 mil homens do general Joseph Johnston.

As forças da União sofrem cerca de 3 mil baixas, inclusive 481 mortes, e as da Confederação, 2 mil, com 387 mortes. É uma amostra do que está por vir.

A Guerra da Secessão é o pior conflito armado da história dos EUA, com cerca de 620 mil mortes. Com mais de 1,2 milhão de mortes, a pandemia do coronavírus supera a Guerra Civil.

PRIMEIRO DUELO NO FAROESTE

    Em 1865, no primeiro duelo autêntico do Faroeste, Wild Bill Hickok mata Davis Tutt na praça do mercado em Springfield, no estado do Missouri, nos Estados Unidos.

A cena clássica dos filmes de bangue-bangue de Hollywood acontece raramente no mundo real. Em vez de se encontrar frente a frente friamente numa rua poeirenta e deserta, a maioria dos tiroteios começa em brigas de bêbados, no calor de discussões ou em emboscadas.

Os imigrantes levam o duelo, uma tradição da aristocracia europeia para resolver disputas com espadas ou tiros, para o Oeste dos EUA. Na segunda metade do século 18, é raro. Mas o conceito do duelo cria um código de honra informal no Oeste sobre como resolver disputas numa batalha legal e legítima com revólveres.

Este código prevê que um homem só pode recorrer a uma pistola de repetição com seis balas se o oponente também estiver armado. O duelo clássico foi este entre Wild Bill, um jogador profissional, e Dave Tutt, um ex-soldado dos Estados Confederados do Sul na Guerra da Secessão (1861-65).

Não se sabe exatamente se a briga é por causa de jogo ou de mulher. Os dois combinam um duelo no dia seguinte e se encontram na praça central da cidade. Quando estão a uns 70 metros de distância, Bill grita: "Não chegue mais perto Dave." Nervoso, Dave dispara, erra e é morto com um tiro no peito.

Por seguir o código de honra, Hickok é absolvido. Onze anos depois, morre com um tiro pelas costas.

NASCE HEMINGWAY

    Em 1899, nasce em Oak Park, no estado de Illinois, nos Estados Unidos, o escritor Ernest Miller Hemingway, autor de sucessos como O Velho e o Mar e Por Quem os Sinos Dobram.

Depois de concluir o ensino médio, em 1917, começa a trabalhar no jornal Kansas City Star. No ano seguinte,é ferido ao trabalhar como motorista voluntário da Cruz Vermelha Internacional durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Nos anos 1920, Hemingway mora em Paris e faz parte de um grupo de escritores expatriados, entre eles F. Scott Fitzgerald, Gertrude Stein e Ezra Pound. Em 1925, lança seu primeiro romance publicado no Brasil com o título O Sol Também se Levanta.

Em 1929, muda-se para Key West, na Flórida, e publica Adeus às Armas. No fim da década de 1930, vai para a Espanha como repórter para cobrir a Guerra Civil (1936-39). Com base nesta experiência, escreve Por Quem os Sinos Dobram, publicado em 1940. Conta a história de um jovem norte-americano que luta ao lado das Brigadas Internacionais contra o fascismo dos falangistas do generalíssimo Francisco Franco.

Sua última grande obra é O Velho e o Mar, em que um velho pescador luta para pegar um grande espadarte para ver o peixe ser devorado pelos tubarões enquanto volta para o porto.

Hemingway sobrevive a dois acidentes de avião na África em 1953, mas fica com angústia e depressão. Em 1961, mata-se com um tiro em Ketchum, no estado de Idaho. Seu pai se suicidara em 1928.

HITLER ANUNCIA QUE AINDA ESTÁ VIVO

    Em 1944, depois de sobreviver a um atentado na véspera em seu quartel-general na Prússia Oriental, conhecido como Toca do Lobo, o ditador nazista Adolf Hitler faz um pronunciamento pelo rádio ao povo alemão à uma da madrugada: "Ainda estou vivo" e alerta que "as contas serão acertadas".

A conspiração liderada pelo Conde Claus von Stauffenberg, coronel do Exército da Alemanha, contra o regime nazista dura 11 horas e meia. Os conspiradores estão certos de que Hitler morreu e tocam à frente seus planos.

O major Otto Remer, considerado apolítico pelos rebeldes, é avisado de que o Führer está morto e que cabe a ele prender Joseph Goebbels, o poderoso ministro da Propaganda nazista. Mas Goebbels informa a Remer que Hitler está vivo e prova com uma ligação telefônica para o ditador.

Hitler manda Remer reprimir qualquer rebelião e só receber ordens dele próprio, de Goebbels e de Heinrich Himmler, comandante militar da SS, a tropa de choque do regime nazista.

Com o fracasso da conspiração para matar Hitler, 5 mil pessoas são presas e 200 executadas, inclusive Stauffenberg.

BARRAGEM CRITICADA

    Em 1970, termina a obra da Barragem de Assuã, no Egito, para acabar com as cheias e secas no Vale do Rio Nilo e explorar uma grande fonte de energia renovável, mas com forte impacto ambiental.

A Barragem de Assuã tem mais de três quilômetros de extensão e custa US$ 1 bilhão. O ditador egípcio Gamal Abdel Nasser recebe apoio financeiro dos Estados Unidos e do Reino Unido, suspenso em julho de 1956 por causa de um acordo secreto do Egito com a União Soviética para compra de armas.

Em resposta, Nasser estatiza o Canal de Suez, provocando uma guerra em que a França, o Reino Unido e Israel ocupam o canal. Sob pressão das Nações Unidas, da URSS e dos EUA, que retiram o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) às moedas britânica e francesa, enfraquecidas pelo impacto da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o Egito assume o controle de Suez em 1957.

A obra da barragem recomeça em 1960, com a ajuda da URSS. Desmoralizado pela derrota para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Nasser morre do coração em 28 de setembro de 1970, dois meses depois da conclusão da barragem.

ATENTADO FRUSTRADO EM LONDRES

    Em 2005, terroristas muçulmanos tentam fazer um segundo ataque ao sistema de transportes públicos de Londres, duas semanas depois de explosão de bombas em três trens do metrô e um ônibus

Com 52 mortes, os atentados de 7 de julho sãp os piores no Reino Unido desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Mas a ação de 21 de julho fracassa. 

No dia seguinte, a polícia mata por engano o jovem brasileiro Jean Charles de Menezes, confundindo-o com um suspeito de terrorismo. Ninguém é punido pela morte de Jean Charles. A policial que autoriza a execução sumária, Cressida Dick, vira comandante da Polícia Metropolitana da Grande Londres. A ordem de atirar para matar veio de cima.

FIM DOS ÔNIBUS ESPACIAIS

    Em 2011, a volta à Terra da nave Atlantis marca o fim do programa de ônibus espaciais dos Estados Unidos.


Durante 30 anos, Atlantis, Challenger, Columbia, Discovery e Endeavour voam mais de 800 milhões de quilômetros e transportam mais de 350 astronautas a um custo total de US$ 209 bilhões.

Nixon lança o programa em janeiro de 1972, dois anos e meio depois que a Apolo 11 leva os primeiros homens à Lua. O primeiro voo é da nave Columbia, em 12 de abril de 1981, 20 anos depois do primeiro voo espacial tripulando, que mandou ao espaço o soviético Yuri Gagarin. Dura 54 horas e dá 37 voltas na Terra.

O segundo ônibus espacial, o Challenger, entra em atividade em 1983. Na sua décima missão, em 28 de janeiro de 1986, explode no ar pouco depois do lançamento matando as sete pessoas a bordo, inclusive a professora Christa McAullife, que vencera um concurso para ser a primeira civil a participar de uma missão espacial. O programa é suspenso por dois anos.

Outro grande acidente acontece em 1º de fevereiro de 2003, quando a nave Columbia explode na reentrada na atmosfera, matando os sete astronautas a bordo. O programa é suspenso por mais dois anos e meio.

O último voo da Atlantis decola em 8 de julho de 2011. Com quatro homens a bordo, leva toneladas de equipamentos e suprimentos à Estação Espacial Internacional. Conclui a missão depois de viajar 8 milhões de quilômetros e dar 200 voltas na Terra.

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sábado, 4 de julho de 2026

EUA fazem 250 anos com ameaça de Trump à democracia

 Os Estados Unidos completam 250 desde a Declaração de Independência sob a maior ameaça à democracia desde a Guerra da Secessão (1861-65), quando o Sul tentou se separar para manter a escravidão.

A ameaça hoje é o extremista de direita encarnado por Donald Trump, o único presidente que se recusou a reconhecer o resultado de uma eleição e até hoje insiste que ganhou. Trump é racista e tem uma polícia de imigração assassina. Ataca as instituições fundamentais da democracia como a liberdade de imprensa e a independência do Judiciário.

É claro que a democracia norte-americana tem muitos problemas: a escravidão, que o presidente Barack Obama chamou de pecado original da União; a segregação racial e o racismo que persistem até hoje; o imperialismo, o apoio a ditaduras e as intervenções militares; um sistema político desmobilizante, que tenta suprimir o voto das minorias; e, no momento, um Congresso e uma Suprema Corte subservientes à Casa Branca.

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 3 de Julho

BATALHA DECISIVA

    Em 1863, com o fracasso de uma tentativa do general Robert Lee, comandante militar dos Estados Confederados da América (Sul), de quebrar as linhas de defesa da União (Norte), termina com a vitória nortista a Batalha de Gettysburg, a mais decisiva da Guerra da Secessão (1861-65), a Guerra Civil Norte-Americana.

Depois de vencer a Batalha de Chancellorsville, o general Lee lança sua segunda invasão do Norte. Leva seu exército de 75 mil soldados do Norte da Virgínia para Maryland e a Pensilvânia. O objetivo é travar auma grande batalha em território do Norte para quebrar a força moral das tropas da União e esperar uma intervenção da França ou do Reino Unido em seu favor.

O Exército do Potomac, com 90 mil soldados, persegue os confederados até o estado de Maryland, mas o general Joseph Hooker, derrotado em Chancellorsville, teme atacar Lee. Os confederados dividem sua forças em busca de alvos para atacar, entre eles Harriburgo, a capital da Pensilvânia.

Diante da relutância, o presidente Abraham Lincoln substitui Hooker pelo general George Meade. Lee sabe da presença do exército da União e concentra suas forças perto da cidade de Gettysburg, na Pensilvânia.

Sob o comando do general Henry Heth, uma divisão do Sul marcha sobre Gettysburg em 1º de julho na esperança de encontrar suprimentos e se defronta com três brigadas de cavalaria da União. Começa a Batalha de Gettysburg. Lee e Meade mandam seus soldados entrar na luta.

No meio da tarde, 19 mil soldados federais enfrentam 24 mil confederados. Pouco depois, quando chega ao campo de batalha, o general Lee ordena um avanço geral. As tropas da União recuam até a Colina do Cemitério, ao sul da cidade.

O resto dos soldados de Meade chega à noite. Na tarde de 2 de julho, depois de consolidar suas posições, o general sulista James Longstreet lança uma ofensiva, mas discorda do plano de batalha do general Lee. Depois de três horas e milhares de mortes, o combate cessa.

Em 3 de julho, depois de não conseguir quebrar as linhas da União pelos flancos direito e esquerdo, Lee faz um ataque frontal, com um bombardeio maciço pelo centro, com 15 mil homens sob o comando do general George Pickett. Os federais respondem, num dos maiores bombardeios da guerra civil.

Quando Pickett avança, vê que o bombardeio de Lee não debilita as linhas inimigas. É alvo de intenso bombardeio nortista. Ao mesmo tempo, a infantaria ianque ataca a retaguarda do avanço de Pickett para dividir os confederados. Poucos chegam até a linha de frente da União e logo são mortos. Mais de 7 mil confederados morrem em uma hora.

No fim da Batalha de Gettysburg, o Exército do Potomac está muito debilitado para perseguir as forças em retirada de Lee. O total de mortes é estimado entre 46 e 51 mil pessoas. 

É uma virada na guerra civil. Nunca mais o Sul tenta invadir o Norte. Em 19 de novembro de 1863, ao consagrar um cemitério no local da batalha, Lincoln faz o Discurso de Gettysburg, considerado o discurso político mais importante da História dos Estados Unidos.

MORTE DE BRIAN

    Em 1969, o guitarrista e multi-instrumentista dos Rolling Stones Brian Jones é encontrado morto na piscina de casa aos 27 anos, na que é considerada uma morte acidental por afogamento.

John Lennon comenta em 1970: "No início, Brian Jones era o mais interessante dos Rolling Stones, mas é um daqueles caras que se desintegraram diante de nós."

Por causa do abuso de drogas, Jones falta a ensaios e gravações, e erra na hora de tocar. Os EUA lhe negam visto para uma excursão em 1969. Em 8 de junho, Mick Jagger e Keith Richards o demitem da banda. Richards já tinha tomado a namorada dele, a modelo e atriz Anita Pallenberg.

Jimi Hendrix e Janis Joplin morreriam em 1970, Jim Morrison em 1971, Kurt Cobain em 1994 e Amy Winehouse em 2011 – todos aos 27 anos, por excesso de drogas.

MORTE DE JIM MORRISON

    Em 1971, o cantor, compositor e poeta Jim Morrison, líder da banda de rock norte-americana The Doors, é encontrado morto aos 27 anos na banheira de seu apartamento em Paris.

A causa da morte é colapso cardíaco, provavelmente devido a uma dose excessiva de heroína. Não há autópsia.

O Rei Lagarto seduz uma geração com suas letras e sua presença no palco, com as ideias do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, do poeta francês Arthur Rimbaud, do poeta e pintor inglês William Blake e do escritor norte-americano Aldous Huxley. 

O abuso de drogas o transforma num gênio indomável. Quase sempre doidão, "era difícil gravar, fazer um show e até mesmo tomar um avião com ele", admite Ray Manzarek, o baterista da banda.

Morrison é preso e acusado de "exposição indecente" e "profanidade" por ter ameaçado mostrar seu pênis durante um show em Miami, em 1º de março de 1969. Vários concertos da banda são cancelados. 

Em 20 de setembro de 1970, Morrison é condenado e, em 30 de outubro, sentenciado a seis meses de prisão e multa de US$ 500. Fica em liberdade por pagar fiança de US$ 50 mil.

"Perdi muito tempo e energia com o julgamento em Miami, cerca de um ano e meio", reconhece Morrison depois em entrevista. "Mas acho que foi uma experiência válida porque antes do julgamento eu tinha uma visão estudantil irrealista sobre o sistema judicial norte-americano. Meus olhos se abriram um pouco. Há muitos caras negros que em cinco minutos pegam 20, 25 anos de cadeia. Se eu não tivesse fundos ilimitados para continuar lutando, ficaria uns três anos preso. Se você tem dinheiro, geralmente não vai preso."

O túmulo de Morrison é o mais visitado no Cemitério Père Lachaise, em Paris, onde também estão sepultados o pianista e compositor polonês Frédéric Chopin, o escritor Honoré de Balzac e o escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde. Os fãs costumam beber e se drogar em homenagem ao ídolo.

VITÓRIA EM ENTEBBE

    Em 1976, um comando de Israel lança uma operação de resgate para libertar reféns de um avião Airbus A300 da companhia aérea Air France com 248 passageiros, dos quais 77 israelenses, sequestrado e levado para Entebbe, em Uganda, no coração da África, por terroristas da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e das Células Revolucionárias alemãs.

O voo AF139 vai de Telavive, em Israel, para Paris, a capital da França, em 27 de junho com escala em Atenas, a capital da Grécia, onde os quatro terroristas embarcam. Oito minutos depois de decolagem de Atenas, pouco depois do meio-dia, eles assumem o controle da aeronave.

Por volta das 14h, o avião pede licença para aterrisar em Bengási, na Líbia, governada pelo ditador Muamar Kadafi, para um reabastecimento que permita mais quatro horas de voo. Fica seis horas e meia em Bengási, onde uma mulher é libertada, e segue viagem para Entebbe, a antiga capital de Uganda, onde fica o maior aeroporto do país governado pelo ditador Idi Amin. Chega por volta das 3h de 28 de junho. Os reféns são levados para um antigo terminal.

Em Israel, o primeiro-ministro Yitzhak Rabin reúne alguns ministros, entre eles Shimon Peres, da Defesa, para tomar providências para libertar os reféns israelenses.

Em 29 de junho, os terroristas anunciam suas exigências: a libertação até 1º de julho às 14h de 53 presos, 13 na Alemanha Ocidental, na França, na Suíça e no Quênia, e 40 em Israel. Caso contrário, ameaçam explodir o avião com os reféns a bordo. A Alemanha Ocidental e a França se recusam a soltar presos.

Oficialmente, a ditadura de Idi Amin se declara neutra, mas na realidade apoia os sequestradores. Idi Amin havia expulsado todos os israelenses de Uganda depois que Israel se negou a fornecer aviões de caça ao país.

Em 30 de junho, os terroristas libertam 47 reféns, nenhum israelense. O capitão e a tripulação decidem ficar com os passageiros. Quando os reféns libertados confirmam a suspeita de apoio da ditadura de Idi Amin aos terroristas, Israel toma a decisão de agir.

Como o aeroporto foi construído por uma empresa de Israel, as autoridades israelenses conseguem mapas detalhados para planejar a operação de resgate. O general brigadeiro Dan Shonrom, comandante de paraquedistas, é nomeado chefe da operação em Israel e Yonatan Netanyahu, irmão do atual primeiro-ministro, comandante da força-tarefa.

Israel tenta negociar, mas os terroristas exigem a libertação dos presos. Ampliam o prazo até 14h de 4 de julho. O comando é dividido em cinco grupos de assalto para assumir o controle da pista e dos dois terminais do aeroporto, impedir a intervenção das Forças Armadas de Uganda e evacuar os reféns, levando-os para um avião de transporte C-130 Hercules.

Na madrugada de 3 de julho, o ministro da Defesa de Israel, Shimon Peres, recebe o aviso de que o comando está pronto para entrar em ação. Os aviões israelenses partem do Aeroporto Ben Gurion às 13h20 de 3 de julho. Eles se reabastecem em Charm al-Cheikh, no Egito, e voam para Uganda.

Quando a ação começa, os ugandenses percebem a invasão, mas são rechaçados. Os reféns estão no salão principal do terminal velho, deitados no chão. Muitos dormem. Quatro terroristas que montam guarda são mortos imediatamente.

As ordens são tratar os soldados ugandenses como inimigos armados a serem atacados se abrirem fogo e eliminar todos os terroristas. A ação no terminal antigo dura três minutos.

O segundo avião pousa sete minutos depois do primeiro, com soldados e veículos de transporte que atacam o novo terminal. A principal resistência vem da torre de controle, de onde parte uma rajada de metralhadora que mata Yoni Netanyahu.

Ao todo, sete terroristas e 45 soldados ugandenses são mortos; 102 dos 106 reféns são libertados. Do lado israelense, Netanyahu e três reféns morrem. Às 0h30 de 4 julho, uma hora e meia depois da aterrissagem do primeiro avião, o último avião israelense deixa o Aeroporto de Entebbe.

TRAGÉDIA NO GOLFO

    Em 1988, o cruzador norte-americano Vincennes abate um avião de passageiros Airbus da Iran Air no Golfo Pérsico, matando todas as 290 pessoas a bordo.

A Guerra Irã-Iraque (1980-88) está no fim. Os EUA patrulham o golfo para evitar ataques a navios petroleiros e alegam que confundiram o avião civil com um caça-bombardeiro iraniano. O sistema de defesa Aegis, o Escudo de Zeus, que seria capaz de distinguir uma barata a quilômetros de distância, derruba o Airbus iraniano. 

O ditador do Irã, aiatolá Ruhollah Khomeini, aceita em 20 de julho a Resolução nº 598 do Conselho de Segurança das Nações Unidos, que propõe um cessar-fogo. A trégua entra em vigor em 20 de agosto, depois de quase oito anos de uma guerra que mata entre 500 mil e 1 milhão de muçulmanos.

GOLPE NO EGITO

     Em 2013, o comandante das Forças Armadas do Egito, general Abdel Fattah al-Sissi, lidera um golpe militar e derruba o governo da Irmandade Muçulmana e do presidente Mohamed Mursi, eleito na chamada Primavera Árabe.

Quando uma revolta popular derruba, em 11 de fevereiro de 2011, o ditador Hosni Mubarak, que estava no poder há 30 anos, um mês depois da queda de Zine el-Abidine Ben Ali na Tunísia, só há duas instituições organizadas no Egito: as Forças Armadas e a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico, fundado em 1928 por Hassan al-Bana para reislamizar o mundo muçulmano numa reação ao imperialismo ocidental.

Como único movimento político organizado, a Irmandade Muçulmana vence as primeiras eleições democráticas da história do país para a Assembleia Nacional e a Presidência. Em 30 de junho de 2013, primeiro aniversário da vitória de Mursi, 14 milhões de pessoas protestam nas ruas contra o autoritarismo do governo da Irmandade Muçulmana, acusada de sequestrar a revolução. Cinco manifestantes são mortos.

No dia seguinte, populares atacam e saqueiam a sede nacional da Irmandade Muçulmana no Cairo. Outras oito pessoas morrem numa manifestação diante de um quartel. Em 3 de julho, são mortos 16 partidários da Irmandade Muçulmana. À noite, o Comando Supremo das Forças Armadas divulga um comunicado anunciando o fim do governo Mursi.

A repressão violenta leva à morte de pelo menos mil pessoas, massacradas pelas forças de segurança em 14 de agosto. A Irmandade Muçulmana afirma que são 2,6 mil mortes. Mursi é preso e condenado a 20 anos de cadeia por prisões ilegais e torturas cometidas sob seu governo. 

Em 17 de junho de 2019, a televisão estatal egípcia anuncia que Mursi desmaia durante uma audiência sobre acusações de espionagem. Levado a um hospital, ele morre, supostamente de ataque cardíaco.

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sábado, 27 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 27 de Junho

MÓRMONS  

   Em 1844, uma multidão invade uma prisão em Cartago, no estado de Illinois, nos Estados Unidos, e mata Joseph Smith, fundador da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmon), e seu irmão Hyrum.

Smith nasce em Vermont em 1805. Aos 18 anos, conta ter recebido a visita de um anjo chamado Moroni que lhe revela um texto sagrado desaparecido que teria sido escrito e gravado em placas de ouro por nativos americanos no século 4, com relato sobre uma colônia israelita que teria existido na América em tempos ancestrais.

Durante anos, Smith dita o texto para sua mulher e outros escribas. Em 1830, é publicado o Livro de Mórmon. No mesmo ano, ele funda a Igreja de Cristo, que depois muda de nome para Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

A religião logo atrai devotos, mas provoca críticas por adotar práticas como a poligamia. Em 1844, Smith anuncia sua candidatura à Presidência dos EUA, o que aumenta a reação contra a seita. Depois de destruir a gráfica de um jornal crítico de sua religião, Smith convoca uma milícia para defendê-lo na cidade de Nauvu, em Illinois.

Acusados de traição e conspiração, ele e o irmão são presos e mortos pela malta que invade a prisão. Dois anos depois, seu sucessor, Brigham Young, lidera uma fuga para o Oeste para escapar da perseguição. Em julho de 1847, 148 pioneiros chegam ao Lago Salgado de Utah, refundam a religião e se preparam para receber dezenas de milhares de migrantes atraídos pela fé.

MOEDA NACIONAL DO JAPÃO

    Em 1871, o iene, que circula desde 1869, se torna a moeda oficial do Japão, substituindo as notas emitidas pelos senhores feudais, que circulavam desde o século 16, no tempo de uma guerra civil em que não havia um governo que controlasse todo ou quase todo o território japonês.

No início do Xogunato Tokugawa (1603-1868), o Japão se fecha para o mundo exterior, só faz comércio em dois portos até o almirante norte-americano Matthew Parry ameaçar bombardear o porto de Tóquio em 1853 e 1854 para abrir o país ao comércio internacional.

Para não ser colonizado pelas potências ocidentais, o Japão percebe que precisa se modernizar. Em 1868, acaba o xogunato. Começa a era da Restauração Meiji, a restauração do poder do imperador.

Entre as reformas para a modernização do país, o iene é adotado como moeda nacional.

ENIGMA

    Em 1940, a Alemanha Nazista usa pela primeira vez a máquina de codificação Enigma para proteger as comunicações por rádio com a França ocupada.


Os alemães instalam estações de rádio em Brest e no porto de Cherbourg para melhorar a comunicação com seus aviões de combate durante a Batalha da Inglaterra, vencida pela Força Aérea Real britânica.

A máquina Enigma é criada em 1919 pelo holandês Hugo Koch para uso em negócios. Os alemães a adaptam para a guerra e consideram seus códigos secretos indecifráveis. Mas os britânicos descobrem os códigos e decifram todas as mensagens alemãs.

EUA ENTRAM NA GUERRA DA COREIA

    Em 1950, o presidente Harry Truman manda as forças dos Estados Unidos na Coreia do Sul entrar na guerra contra a Coreia do Norte, que invadira o Sul dois dias antes, no início da Guerra da Coreia (1950-53).

No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), os EUA e a União Soviética ocupam a Coreia, que era dominada pelo Japão desde 1910. Em 1948, a divisão é oficializada com a fundação da Coreia do Norte e da Coreia do Sul.

A guerra começa quando 90 mil soldados norte-coreanos cruzam o paralelo 38º Norte e invadem o Sul com o objetivo de reunificar a Península Coreana sob o regime comunista. Como estava boicotando o Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa de exclusão da República Popular da China (comunista), a URSS não veta a resolução que autoriza o uso da força, em 28 de junho. Até hoje, os EUA tem um mandato da ONU para reunificar a Coreia.

Em 30 de junho, Truman anuncia o envio de mais soldados para a Coreia do Sul. Uma semana depois, o Conselho de Segurança da ONU coloca a força internacional sob o comando dos EUA.

Quando a aliança liderada pelos EUA invade o Norte, o 4º Exército da China cruza o Rio Yalu, em outubro de 1950. Há uma guerra entre os EUA e a China dentro da Guerra da Coreia – e a China vence ao forçar os norte-americanos e aliados a recuar para o sul do do paralelo 38º N e restaurar a situação anterior à guerra, evitando a presença de um aliado dos EUA junto a sua fronteira.

Depois de anos de impasse de cerca de 5 milhões de mortes, um cessar-fogo acaba com a Guerra da Coreia em 27 de julho de 1953. Até hoje, não assinado um acordo de paz. O desenvolvimento de armas nucleares pelo Norte voltou a tornar a última fronteira da Guerra Fria num dos lugares mais perigosos do mundo.

BANDEIRA DA CONFEDERAÇÃO

    Em 2015, a ativista negra Brittany Bree Newsome escala o mastro e retira a bandeira da Confederação que tremula diante do palácio do governo do estado da Geórgia.

Até 2001, a bandeira dos Estados Confederados da América (Sul), que queriam se separar da União por não aceitar o abolição da escravatura, é a bandeira do estado da Geórgia. A tentativa de separação causa a Guerra da Secessão (1861-65), a pior guerra da história dos EUA.

Bree é presa ao descer. O jogador de basquete Dwayne Wade e o cineasta Michael Moore pagam a fiança. O gesto de desobediência civil – um protesto contra o massacre de nove negros numa igreja em Charleston, na Carolina do Sul, dez dias antes – provoca uma discussão sobre a manutenção dos símbolos da Confederação. Em 9 de julho, a Assembleia Legislativa aprova lei para remover definitivamente a bandeira.

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 19 de Junho

FIM DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

    Em 1865, o Exército da União chega a Galveston, no Texas, sob o comando do general Gordon Granger e anuncia o fim da Guerra da Secessão (1861-65) e a Abolição da Escravatura nos Estados Unidos.

A data, conhecida como Juneteenth, é declarada feriado nacional pelo presidente Joe Biden em 2021.

O presidente Abraham Lincoln faz a Proclamação de Emancipação em 1º de janeiro de 1863, quando o país está em guerra civil porque os estados do Sul não aceitam a abolição e querem se separar da União. Nestes estados, a escravidão só acaba com a vitória do Norte.

O comandante militar da Confederação, general Robert Lee, se rende em 9 de abril de 1865, mas algumas forças ainda resistem.

A Guerra da Secessão ou Guerra Civil Americana é o conflito mais sangrento da história dos EUA, com 620 mil mortes.

EXECUÇÃO DO IMPERADOR MAXIMILIANO

   Em 1867, o arquiduque austríaco Ferdinando Maximiliano, coroado imperador do México pelo imperador Napoleão III, da França, em 1864, é executado por ordem de Benito Juárez, presidente da República Mexicana.

Juárez, um liberal, assume a Presidência do México em 1861, com o país falido e declara moratória das dívidas com a Espanha, a França e o Reino Unido. Em resposta, as potências imperiais enviam navios de guerra a Veracruz para cobrar as dívidas.

A Espanha e o Reino Unido negociam com Juárez, mas Napoleão III aproveita a oportunidade criada pela Guerra da Secessão (1861-65) nos EUA para ampliar seu império na América. No fim de 1861, a França invade e toma o México. Maximiliano é proclamado imperador mexicano.

O conceito de América Latina é criado pelos franceses para justificar a intervenção no México.

Seis anos depois, em aliança com os EUA pós-Guerra Civil, Juárez retoma o poder. Abandonado por Napoleão III, Maximiliano é preso e fuzilado.

BATALHA DO MAR DAS FILIPINAS

    Em 1944, os Estados Unidos e o Império do Japão travam um grande confronto aeronaval, a Batalha do Mar das Filipinas, perto das Ilhas Marianas, durante um assalto anfíbio norte-americano à ilha de Saipan. A maior batalha de porta-aviões da Segunda Guerra Mundial (1939-45) termina no dia seguinte com a vitória dos EUA.

A batalha começa quando o almirante Ozawa Jisaburo lança quatro ondas de ataque com 430 aviões contra a esquadra sob o comando do almirante Raymond Spruance. O resultado é desastroso. No primeiro dia, o Japão perde mais de 200 aviões e dois porta-aviões. 

Ao fugir rumo à ilha de Okinawa, no segundo dia, os japoneses perdem mais um porta-aviões e mais 100 aviões. Diante da grande vitória, o almirante Spruance decide não perseguir o inimigo, o que é discutido até hoje. Os EUA perdem 109 homens e 130 aviões, e tem um couraçado avariado. Não perdem nenhum navio.

A Batalha do Mar das Filipinas acaba com a capacidade ofensiva da aviação naval japonesa.

ESPIONAGEM NUCLEAR

    Em 1953, depois da rejeição de vários apelos e pedidos de clemência, o casal Julius e Ethel Rosenberg é executado na cadeira elétrica na prisão Sing Sing, em Ossining, no estado de Nova York após condenação por espionagem por passar segredos nucleares dos Estados Unidos à União Soviética.

Ethel Greenglass nasce em Nova York em 28 de setembro de 1915. Sonha em ser atriz e cantora, mas, depois de concluir o ensino médio, trabalha como secretária numa companhia de navegação.

Julius Rosenberg nasce em Nova York em 12 de maio de 1918. Quando jovem, entra para a Juventude Comunista, onde conhece Ethel, em 1936. Eles se casam em 1939, ano em que ele se forma em engenharia elétrica. No ano seguinte, Julius vai trabalhar no Exército como técnico em radares e o casal começa a procurar segredos militares para passar à URSS.

O irmão de Ethel, David Greenglass, consegue emprego como maquinista do Projeto Manhattan, que desenvolve a bomba atômica, conseguiu informações sobre o projeto nuclear. Os Rosenberg passaram essas informações ao suíço Harry Gold, o pombo-correio deste grupo de espiões, que as entrega a Anatoly Yakovlev, vice-cônsul soviético em Nova York.

Julius é demitido do Exército em 1945 por ter omitido que era membro do Partido Comunista e preso em 23 de maio de 1950 em consequência da prisão de Klaus Fuchs, preso por passar segredos nucleares dos EUA e do Reino Unido à URSS, que faz sua primeira explosão atômica em 29 de agosto de 1949.

O casal vai a julgamento em 6 de março de 1951. É condenado em 29 de março e recebe a pena de morte em 5 de abril. Os dois são executados na cadeira elétrica.

NOVO REI DA ESPANHA

    Em 2014, Felipe VI torna-se rei da Espanha depois de abdicação de seu pai, Juan Carlos I, envolvido em escândalos de corrupção.

Juan Carlos I ascende ao trono em 22 de novembro de 1975, com a morte do ditador Francisco Franco, que estava no poder desde a vitória na Guerra Civil Espanhola (1936-39).

O rei tem um papel importante na consolidação da democracia ao resistir à tentativa de golpe militar do coronal Antonio Tejero Molina, em 23 de fevereiro de 1981. 

Seu prestígio entra em declínio quando os espanhóis ficam sabendo, em 2012, em meio à Grande Recessão (2008-14), que Juan Carlos I fora caçar elefantes na África. Ele também é acusado de ter dinheiro no exterior.

Felipe VI toma atitudes progressistas, como receber defensores dos direitos dos LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) e reduzir seu salário em 20%. Chega a aparecer na capa de uma revista gay e apoia uma lei proibindo a família real de receber presentes.

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terça-feira, 2 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 2 de Junho

 ÚLTIMO EXÉRCITO SULISTA

     Em 1865, depois da rendição do general Edmund Kirby Smith, comandante das forças dos Estados Confederados do Sul a oeste do Rio Mississípi, em 26 de maio, mais de um mês depois do fim da Guerra da Secessão ou Guerra Civil Norte-Americana, em 19 de abril, o último exército sulista abandona a luta. É o fim definitivo da guerra mais mortal da história dos EUA, com um total de mortos estimado em 620 mil.

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861, quando as forças do Sul, que era contra a abolição da escravatura e queria se separar da União, sob o comando do general Pierre Beauregard, bombardeiam o Forte Sumter no porto de Charleston, na Carolina do Sul. Durante 34 horas, 50 canhões e morteiros do Sul disparam mais de 4 mil vezes contra o forte. No dia seguinte, o comandante nortista, major Robert Anderson, se rende.

Dois dias depois, o presidente Abraham Lincoln convoca 75 mil voluntários para deter a insurreição sulista. Depois de quatro anos de guerra, o comandante militar do Sul, general Robert Lee, se rende ao comandante militar do Norte, general Ulysses Grant, em 19 de abril, mas alguns focos de resistência subsistem.

CIDADANIA INDÍGENA

   Em 1924, o Congresso aprova a Lei de Cidadania Indígena, dando cidadania a todos os índios nascidos em território americano.

Antes da Guerra da Secessão (1861-65), a cidadania é limitada a mestiços. Com a emancipação, os negros ganham este direito, que só seria completado um século depois com a Lei de Direitos Civis.

REPÚBLICA ITALIANA

    Em 1946, depois da queda do Fascismo e da derrota na Segunda Guerra Mundial (1939-45), os italianos votam em plebiscito para tornar o país, que era uma monarquia desde a unificação, numa república.

Ao todo, 12.718.641 (54,3%) votam na república e 10.718.502 (45,7%) na monarquia. Com este resultado, o rei Umberto II, que ascende ao trono um mês antes, vai para o exílio em 13 de junho.

A Itália torna-se oficialmente uma república em 18 de junho e a data do plebiscito (2 de junho) é declarada Dia da República.

COROAÇÃO DE ELIZABETH II

    Em 1953, Elizabeth II é coroada rainha da Inglaterra e do Reino Unido. 

Mais de mil dignatários e convidados assistem à cerimônia de coroação na Abadia de Westminster, em Londres. Ao nascer, em 1926, Elizabeth é a primeira filha do príncipe Albert Frederick Arthur George, segundo filho do rei George V. Quando o rei morre, em 1936, ascende ao trono o rei Eduardo VIII, que abdica para se casar com Wallis Simpson, uma norte-americana divorciada.

O pai de Elizabeth é coroado como George VI, que reina durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), quando o Reino Unido é bombardeado impiedosamente. Elizabeth torna-se a herdeira do trono. Seu reinado é o mais longo da história, superando os de Luís XIV, na França (1643-1715), e da rainha Vitória, na Inglaterra (1837-1901).

CAÇA ÀS BRUXAS

    Em 1954, o senador republicano Joseph McCarthy denuncia a infiltração comunista na Agência Central de Inteligência (CIA) e na indústria nuclear dos Estados Unidos. As acusações são logo desconsideradas como sensacionalismo barato.

McCarthy fica conhecido em 1950, quando lança sua cruzada contra a Ameaça Vermelha, a suposta infiltração esquerdista nos EUA alegando há mais de 200 "notórios comunistas" no Departamento de Estado. Nos anos seguintes, amplia sua campanha a todos os órgãos do governo dos EUA e a outros setores, como o cultural. Até Charles Chaplin, considerado o melhor ator da história do cinema, entra nas suas listas negras.

Mesmo sem descobrir nenhum comunista enrustido, o macartismo provoca uma histeria anticomunista e a perseguição política de supostos esquerdistas. Em 1954, McCarthy está marginalizado. Quando faz acusações durante o governo democrata de Harry Truman (1945-53), os republicanos o usam como arma política. Depois da vitória e da posse de Dwight Eisenhower (1953-61), vira um estorvo para o Partido Republicano.

Com o seu poder desvanecendo, em 1954, McCarthy inicia investigações sobre infiltração comunista no Exército dos EUA. Como as audiências são televisionadas, pela primeira vez o povo americano vê o senador McCarthy em ação. Seu estilo agressivo e histérico desagrada.

Em uma última e desesperada tentativa de se reabilitar, McCarthy denuncia a infiltração na CIA, mas ninguém o leva a sério. O presidente Eisenhower, o secretário de Estado, John Foster Dulles, e o diretor-geral da CIA, Allen Dulles, irmão do secretário, rejeitam as acusações como temerárias e sem fundamento.

TERRORISMO DOMÉSTICO

    Em 1997, o terrorista de extrema direita Timothy McVeigh, ex-soldado do Exército dos EUA, é condenado por 15 acusações de assassinato e conspiração por causa do atentado com caminhão-bomba contra um prédio do governo federal na Cidade de Oklahoma em 19 de abril de 1995.

A operação de resgate dura duas semanas. O total de mortos é 168, inclusive 19 crianças pequenas que estavam na creche do edifício.

O ataque acontece dois anos depois de uma operação do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, contra a seita davidiana, em que morrem cerca de 80 pessoas. McVeigh é condenado à morte e executado em junho de 2001. 

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terça-feira, 26 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 26 de Maio

ÚLTIMOS GUERREIROS 

    Em 1865, o general Edmund Kirby Smith, comandante da Divisão Transmississípi dos Estados Confederados da América (Sul), se entrega.


 
É um dos últimos generais do Sul a se render na Guerra da Secessão ou Guerra Civil Americana (1861-65), iniciada pelo presidente Abraham Lincoln para impedir a separação dos estados do Sul, que não aceitam a abolição da escravatura. Desde janeiro de 1863, sua missão é manter o Rio Mississípi aberto à navegação dos confederados, mas ele mostra maior interesse em recapturar os estados do Arkansas e do Missouri.

SALVO POR UM VOTO

    Em 1868, o presidente Andrew Johnson é absolvido por um voto no julgamento do processo de impeachment no Senado dos EUA. Falta um voto para a maioria de dois terços exigida pela Constituição.


Johnson, que sucede a Abraham Lincoln quando este é assassinado, em 15 de abril de 1865, no início do segundo mandato, sabota a Reconstrução depois de Guerra da Secessão (1861-65). É considerado o pior presidente da história dos EUA, disputando com Donald Trump.

Primeiro presidente americano a ser alvo de impeachment, é denunciado pela Câmara com 11 acusações, inclusive de ignorar a rejeição de um veto seu a um projeto de lei; demitir um secretário da Guerra protegido por decisão do Congresso; e nomear outro secretário sem a aprovação do Senado, durante um recesso.

COROADO ÚLTIMO CZAR

     Em 1896, o último czar da Rússia, Nicolau II, é coroado.


Ele também é rei da Polônia e grão-duque da Finlândia. Fica conhecido como Nicolau, o Sanguinário, por causa da Tragédia de Khodinka, em que 1.839 pessoas morrem nas festas da coroação, da perseguição aos judeus, das execuções de adversários políticos e do Domingo Sangrento na repressão à Revolução de 1905, consequência da derrota para o Japão na Guerra do Pacífico (1904-5) e precursora das revoluções de 1917, resultado da derrota humilhante na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Nicolau II e o império czarista caem na Revolução de Fevereiro de 1917. O imperador deposto, sua mulher e filhos são executados sumariamente em 17 de julho de 1918 pelos comunistas, que tomam o poder na Revolução de Outubro de 1917.

DRÁCULA NAS LIVRARIAS

    Em 1897, as primeiras cópias do livro Drácula, do escritor irlandês Bram Stoker, são vendidas em livrarias de Londres.


Deficiente quando criança, Stoker se torna jogador de futebol na universidade. Depois de formado, trabalha durante dez anos como funcionário público no Castelo de Dublin, enquanto faz crítica teatral no jornal Dublin Mail. 

Stoker publica em 1890 o primeiro de 17 livros de ficção. Drácula o torna famoso. O personagem central, o Conde Drácula, é inspirado em Vlad III, o Empalador, príncipe da Valáquia, hoje uma região da Romênia, que comete uma série de atrocidades nas guerras contra o Império Otomano no século 15.

FIM DE UM SÍMBOLO

    Em 1927, a Ford conclui a fabricação do último Ford Modelo T. Henry Ford e o filho Edsel dirigem o carro, o último de 15 milhões produzidos pela Ford. 

Relativamente barato e eficiente, o Ford Modelo T, lançado em outubro de 1908, pesa 545 quilos, tem um motor de quatro cilindros e 20 cavalos de força. Faz de 3,47 a 5,54 quilômetros por litro de gasolina e atinge até 72 km/h. 

O modelo econômico custa US$ 260, cerca de US$ 6 mil ou pouco menos de R$ 32 mil a preços de hoje. É decisivo para a popularização do automóvel nos EUA, descrito pelo sociólogo canadense Marshall McLuhan como a "noiva mecânica" dos norte-americanos.

EUA ACUSAM URSS DE ESPIONAGEM

    Em 1960, os EUA acusam a União Soviética nas Nações Unidas de espionagem.


 
É uma reação às criticas da URSS, que abate um avião-espião U-2 em território soviético em 1º de maio daquele ano. Inicialmente, os EUA negam a espionagem, mas os soviéticos apresentam os restos da aeronave e o piloto, Francis Gary Powers. Ele é libertado em Berlim numa troca da espiões em 10 de fevereiro de 1962.

EQUILÍBRIO DO TERROR NUCLEAR

    Em 1972, o presidente norte-americano Richard Nixon e o líder soviético Leonid Brejnev assinam o Tratado de Mísseis Antibalísticos (ABM), também conhecido como MAD (Mutually Assured Destruction), que significa louco em inglês ou destruição mutuamente assegurada. 

O acordo proíbe os Estados Unidos e a União Soviética de instalar sistemas de defesa antimísseis, o que garante que as armas nucleares arrasem o inimigo. É o equilíbrio do terror nuclear da Guerra Fria. Este acordo é abandonado em 2002 pelos EUA sob o argumento de que mísseis do Irã poderiam atingir o país ou aliados. A Rússia não acredita nessa desculpa.

Todos os acordos que levam ao frio da Guerra Fria caducaram. O último é o Terceiro Tratado de Redução de Forças Estratégicas (START-3), fechado em 2010 pelos presidentes Barack Obama e Dimitri Medvedev, prorrogado até 5 de fevereiro de 2026. 

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