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terça-feira, 26 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 26 de Maio

ÚLTIMOS GUERREIROS 

    Em 1865, o general Edmund Kirby Smith, comandante da Divisão Transmississípi dos Estados Confederados da América (Sul), se entrega.


 
É um dos últimos generais do Sul a se render na Guerra da Secessão ou Guerra Civil Americana (1861-65), iniciada pelo presidente Abraham Lincoln para impedir a separação dos estados do Sul, que não aceitam a abolição da escravatura. Desde janeiro de 1863, sua missão é manter o Rio Mississípi aberto à navegação dos confederados, mas ele mostra maior interesse em recapturar os estados do Arkansas e do Missouri.

SALVO POR UM VOTO

    Em 1868, o presidente Andrew Johnson é absolvido por um voto no julgamento do processo de impeachment no Senado dos EUA. Falta um voto para a maioria de dois terços exigida pela Constituição.


Johnson, que sucede a Abraham Lincoln quando este é assassinado, em 15 de abril de 1865, no início do segundo mandato, sabota a Reconstrução depois de Guerra da Secessão (1861-65). É considerado o pior presidente da história dos EUA, disputando com Donald Trump.

Primeiro presidente americano a ser alvo de impeachment, é denunciado pela Câmara com 11 acusações, inclusive de ignorar a rejeição de um veto seu a um projeto de lei; demitir um secretário da Guerra protegido por decisão do Congresso; e nomear outro secretário sem a aprovação do Senado, durante um recesso.

COROADO ÚLTIMO CZAR

     Em 1896, o último czar da Rússia, Nicolau II, é coroado.


Ele também é rei da Polônia e grão-duque da Finlândia. Fica conhecido como Nicolau, o Sanguinário, por causa da Tragédia de Khodinka, em que 1.839 pessoas morrem nas festas da coroação, da perseguição aos judeus, das execuções de adversários políticos e do Domingo Sangrento na repressão à Revolução de 1905, consequência da derrota para o Japão na Guerra do Pacífico (1904-5) e precursora das revoluções de 1917, resultado da derrota humilhante na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Nicolau II e o império czarista caem na Revolução de Fevereiro de 1917. O imperador deposto, sua mulher e filhos são executados sumariamente em 17 de julho de 1918 pelos comunistas, que tomam o poder na Revolução de Outubro de 1917.

DRÁCULA NAS LIVRARIAS

    Em 1897, as primeiras cópias do livro Drácula, do escritor irlandês Bram Stoker, são vendidas em livrarias de Londres.


Deficiente quando criança, Stoker se torna jogador de futebol na universidade. Depois de formado, trabalha durante dez anos como funcionário público no Castelo de Dublin, enquanto faz crítica teatral no jornal Dublin Mail. 

Stoker publica em 1890 o primeiro de 17 livros de ficção. Drácula o torna famoso. O personagem central, o Conde Drácula, é inspirado em Vlad III, o Empalador, príncipe da Valáquia, hoje uma região da Romênia, que comete uma série de atrocidades nas guerras contra o Império Otomano no século 15.

FIM DE UM SÍMBOLO

    Em 1927, a Ford conclui a fabricação do último Ford Modelo T. Henry Ford e o filho Edsel dirigem o carro, o último de 15 milhões produzidos pela Ford. 

Relativamente barato e eficiente, o Ford Modelo T, lançado em outubro de 1908, pesa 545 quilos, tem um motor de quatro cilindros e 20 cavalos de força. Faz de 3,47 a 5,54 quilômetros por litro de gasolina e atinge até 72 km/h. 

O modelo econômico custa US$ 260, cerca de US$ 6 mil ou pouco menos de R$ 32 mil a preços de hoje. É decisivo para a popularização do automóvel nos EUA, descrito pelo sociólogo canadense Marshall McLuhan como a "noiva mecânica" dos norte-americanos.

EUA ACUSAM URSS DE ESPIONAGEM

    Em 1960, os EUA acusam a União Soviética nas Nações Unidas de espionagem.


 
É uma reação às criticas da URSS, que abate um avião-espião U-2 em território soviético em 1º de maio daquele ano. Inicialmente, os EUA negam a espionagem, mas os soviéticos apresentam os restos da aeronave e o piloto, Francis Gary Powers. Ele é libertado em Berlim numa troca da espiões em 10 de fevereiro de 1962.

EQUILÍBRIO DO TERROR NUCLEAR

    Em 1972, o presidente norte-americano Richard Nixon e o líder soviético Leonid Brejnev assinam o Tratado de Mísseis Antibalísticos (ABM), também conhecido como MAD (Mutually Assured Destruction), que significa louco em inglês ou destruição mutuamente assegurada. 

O acordo proíbe os Estados Unidos e a União Soviética de instalar sistemas de defesa antimísseis, o que garante que as armas nucleares arrasem o inimigo. É o equilíbrio do terror nuclear da Guerra Fria. Este acordo é abandonado em 2002 pelos EUA sob o argumento de que mísseis do Irã poderiam atingir o país ou aliados. A Rússia não acredita nessa desculpa.

Todos os acordos que levam ao frio da Guerra Fria caducaram. O último é o Terceiro Tratado de Redução de Forças Estratégicas (START-3), fechado em 2010 pelos presidentes Barack Obama e Dimitri Medvedev, prorrogado até 5 de fevereiro de 2026. 

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 24 de Fevereiro

 BATALHA DE PÁVIA

    Em 1525, as forças do imperador Carlos V, do Sacro Império Romano-Germânico, impõe uma derrota decisiva ao exército do rei Francisco I da França.

No fim de 1524, a França invade a Lombardia, toma Milão e cerca Pávia, 25 quilômetros ao sul, controlada pelo Sacro Império. Carlos V manda então um exército sob o comando do Marquês de Pescara, que aniquila o exército francês.

Francisco I é capturado em Mirabello e levado para Madri, onde um ano depois assina um tratado de paz renunciando as reivindicações da França sobre a Itália, que fica sob o domínio da Dinastia dos Habsburgo.

Arqui-inimigos, Carlos I da Espanha e Francisco I da França disputam a eleição para imperador do Sacro Império. Carlos I compra votos e vira o imperador Carlos V do império fundado por Carlos Magno em 800.

A vitória consolida o poder dos Habsburgo na Europa e do Império Espanhol na América.

REVOLUÇÃO ANTIMONÁRQUICA NA FRANÇA

    Em 1848, uma onda de revoluções contra a monarquia que varre a Europa chega à França, único país onde a revolta é bem-sucedida, criando a Segunda República, que vai até 1852, quando Luís Napoleão Bonaparte, sobrinho do imperador Napoleão I, se proclama imperador Napoleão III, dando início ao Segundo Império.


A primeira revolução começa em janeiro na Sicília. Depois da França, chega à Itália, à Prússia, ao Império Austríaco e ao resto do continente. Só a Espanha, a Rússia e os países da Escandinávia ficam fora. 

No Reino Unido, é uma pequena manifestação do cartismo, um movimento de 1838 liderado pelo radical William Lovett, que defende uma Carta do Povo com sufrágio universal para os homens, distritos eleitorais iguais, voto secreto, eleição anual do Parlamento, pagamento aos parlamentares e fim da exigência de ser proprietário para ser deputado. Na Irlanda, há uma agitação republicana.

Na Bélgica, na Holanda e na Dinamarca, há manifestações pacíficas por reformas das instituições. As grandes insurreições pela democracia acontecem em Paris, Viena e Berlim, mas só tem sucesso na França, onde a Segunda República introduz o sufrágio universal para os homens.

O príncipe Luís Napoleão é o primeiro presidente da França eleito pelo voto popular. Dá um golpe contra a Assembleia Nacional em 2 de dezembro de 1851 e funda no ano seguinte o Segundo Império. Ele acaba com a derrota para a Prússia na Guerra Franco-Prussiana (1870-71), o que leva à unificação da Alemanha.

CÂMARA DENUNCIA PRESIDENTE

    Em 1868, por 126-47, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos decide abrir um processo de impeachment do presidente Andrew Johnson (1865-69), cuja leniência em relação ao Sul no período da Reconstrução irrita a ala radical do Partido Republicano.

Johnson é vice-presidente de Abraham Lincoln (1861-65), o presidente durante a Guerra da Secessão (1861-65), que vai à guerra contra os estados do Sul para manter a União e abolir a escravidão.

Depois da guerra civil, Johnson autoriza a rápida reintegração dos estados do Sul à União sem garantias de proteção aos escravos libertos. Durante seu governo, os EUA compram o Alasca da Rússia.

Com conflito entre o Legislativo e o Executivo, o Congresso aprova a Lei de Posse do Cargo (1867), que limita a capacidade do presidente de nomear e demitir assessores. Quando Johnson demite o secretário da Guerra, Edwin Stanton, a Câmara vota o impeachment. Ele é salvo no Senado. Falta um voto para a maioria de dois terços necessária para afastar o presidente dos EUA.

PRIMEIRA ELEIÇÃO DE PERÓN

    Em 1946, o vice-presidente e ministro da Guerra Juan Domingo Perón é eleito presidente da Argentina pela primeira vez, funda o peronismo e se torna o político dominante do país até os dias de hoje, mais de 50 anos depois de sua morte.

O coronel Perón é nomeado secretário do Trabalho e da Seguridade Social de um governo militar em dezembro de 1943. Com o apoio do movimento sindical, cria a Justiça do Trabalho, escolas técnicas e um hospital e policlínica para ferroviários. Vira o herói dos descamisados.

Destituído e preso num golpe em 9 de outubro de 1945, sob pressão dos sindicatos e de sua segunda mulher, Maria Eva Duarte de Perón, a Evita, volta nos braços do povo. Em 17 de outubro daquele ano, o Dia da Lealdade para os peronistas, faz seu primeiro discurso triunfal na sacada da Casa Rosada.

Eleito com 52,4% dos votos, Perón nacionaliza os bancos e ferrovias, o Banco Central e algumas companhias de eletricidade. Dá vários benefícios aos trabalhadores: aumento do salário mínimo, 13º salário, folgas semanais, redução da jornada de trabalho, aposentadoria, férias remuneradas, seguro-saúde e cobertura para acidentes de trabalho. Entre 1945 e 1948, a economia argentina cresce a um ritmo recorde de 8,5% ao ano, enquanto os salários reais aumentam 46%.

Reeleito em 11 de novembro de 1951 com 63,5%, depois de uma campanha pelo voto feminino liderada por Evita, Perón governa até 16 de setembro de 1955, quando é deposto por um golpe militar e foge para o exílio. 

Perón volta à Argentina em 1973, é reeleito para um terceiro mandato e governa o país até morrer, em 1º de julho de 1974, deixando no poder sua terceira mulher, María Estela Martínez de Perón, a Isabelita, que não tem o carisma de Evita e é deposta num golpe militar em 24 de março de 1976, início de uma ditadura cruel acusada de matar 30 mil argentinos.

INVASÃO DA UCRÂNIA

    Em 2022, oito anos depois de anexar ilegalmente a Crimeia, a Rússia do ditador Vladimir Putin invade a ex-república soviética da Ucrânia a pretexto de "desmilitarizar" e "desnazificar" o país como se ameaçasse a Rússia.

Os EUA se oferecem para retirar do país o presidente Volodymyr Zelensky, acusado de ser nazista, apesar de ser judeu, mas ele pede dinheiro e armas para resistir. Um mês depois, a Rússia abandona a região de Kiev e concentra a ofensiva no Leste e no Sul da Ucrânia.

Contra todas as previsões, a Ucrânia resiste há quatro anos, com o apoio dos EUA e da Europa. Não se sabe o número de mortos nesta guerra, mas seriam centenas de milhares de resto. De acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), de Washington, o total de baixas militares está em torno de 1,8 milhão, com 325 mil soldos russos e 140 mil ucranianos mortos. Com a fadiga do apoio internacional e a maior capacidade russa de repor homens, armas e munições no campo de batalho, no momento, a Rússia parece mais perto da vitória. Mas não ter conseguido vencer um inimigo menor e mais fraco é uma derrota em si.

Com a reeleição de Donald Trump, que promete na campanha acabar com a guerra em 24 horas, há uma ameaça de que os EUA abandonem a Ucrânia. Antes da abertura de negociações, Trump cede a várias exigências de Putin e exige um acordo para explorar a metade dos recursos naturais ucranianos, no valor de US$ 500 bilhões, que Zelensky rejeita inicialmente, mas depois aceita porque não pode abrir mão do apoio de Washington.

Após quatro anos de guerra, as negociações continuam num impasse. Putin exige o controle total sobre quatro províncias ucranianas que não consegue tomar no campo de batalha, rejeita a presença de tropas de países da Europa e mantém a chantagem nuclear. Zelensky rejeita as concessões territoriais e exige amplas garantias de segurança contra um futuro ataque russo.

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Hoje na História do Mundo: 26 de Maio

 ÚLTIMOS GUERREIROS 

    Em 1865, o general Edmund Kirby Smith, comandante da Divisão Transmississípi dos Estados Confederados da América (Sul), se entrega.


 
É um dos últimos generais do Sul a se render na Guerra da Secessão ou Guerra Civil Americana (1861-65), iniciada pelo presidente Abraham Lincoln para impedir a separação dos estados do Sul, que não aceitam a abolição da escravatura. Desde janeiro de 1863, sua missão é manter o Rio Mississípi aberto à navegação dos confederados, mas ele mostra maior interesse em recapturar os estados do Arkansas e do Missouri.

SALVO POR UM VOTO

    Em 1868, o presidente Andrew Johnson é absolvido por um voto no julgamento do processo de impeachment no Senado dos EUA.


Johnson, que sucede a Abraham Lincoln quando este é assassinado, no início do segundo mandato, sabota a Reconstrução depois de Guerra da Secessão (1861-65). É considerado o pior presidente da história dos EUA, disputando com Donald Trump.

Primeiro presidente americano a ser alvo de impeachment, é denunciado pela Câmara com 11 acusações, inclusive de ignorar a rejeição de um veto seu a um projeto de lei; demitir um secretário da Guerra protegido por decisão do Congresso; e nomear outro secretário sem a aprovação do Senado, durante um recesso.

COROADO ÚLTIMO CZAR

     Em 1896, o último czar da Rússia, Nicolau II, é coroado.


Ele também é rei da Polônia e grão-duque da Finlândia. Fica conhecido como Nicolau, o Sanguinário, por causa da Tragédia de Khodinka, em que 1.839 pessoas morrem nas festas da coroação, da perseguição aos judeus, das execuções de adversários políticos e do Domingo Sangrento na repressão à Revolução de 1905, consequência da derrota para o Japão na Guerra do Pacífico (1904-5) e precursora das revoluções de 1917, resultado da derrota humilhante na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Nicolau II e o império czarista caem na Revolução de Fevereiro de 1917. O imperador deposto, sua mulher e filhos são executados sumariamente em 17 de julho de 1918 pelos comunistas, que tomam o poder na Revolução de Outubro de 1917.

DRÁCULA NAS LIVRARIAS

    Em 1897, as primeiras cópias do livro Drácula, do escritor irlandês Bram Stoker, são vendidas em livrarias de Londres.


Deficiente quando criança, Stoker se torna jogador de futebol na universidade. Depois de formado, trabalha durante dez anos como funcionário público no Castelo de Dublin, enquanto faz crítica teatral no jornal Dublin Mail. 

Stoker publica em 1890 o primeiro de 17 livros de ficção. Drácula o torna famoso. O personagem central, o Conde Drácula, é inspirado em Vlad III, o Empalador, príncipe da Valáquia, hoje uma região da Romênia, que comete uma série de atrocidades nas guerras contra o Império Otomano no século 15.

FIM DE UM SÍMBOLO

    Em 1927, a Ford conclui a fabricação do último Ford Modelo T. Henry Ford e o filho Edsel dirigem o carro, o último de 15 milhões produzidos pela Ford. 

Relativamente barato e eficiente, o Ford Modelo T, lançado em outubro de 1908, pesa 545 quilos, tem um motor de quatro cilindros e 20 cavalos de força. Faz de 3,47 a 5,54 quilômetros por litro de gasolina e atingia até 72 km/h. 

O modelo econômico custa US$ 260, cerca de US$ 6 mil ou pouco menos de R$ 32 mil a preços de hoje. É decisivo para a popularização do automóvel nos EUA, descrito pelo sociólogo canadense Marshall McLuhan como a "noiva mecânica".

EUA ACUSAM URSS DE ESPIONAGEM

    Em 1960, os EUA acusam a União Soviética nas Nações Unidas de espionagem.


 
É uma reação às criticas da URSS, que havia abatido um avião-espião U-2 em território soviético em 1º de maio daquele ano. Inicialmente, os EUA negaram a espionagem, mas os soviéticos apresentaram os restos da aeronave e o piloto, Francis Gary Powers. Ele é libertado em Berlim numa troca da espiões em 10 de fevereiro de 1962.

EQUILÍBRIO DO TERROR NUCLEAR

    Em 1972, o presidente norte-americano Richard Nixon e o líder soviético Leonid Brejnev assinam o Tratado de Mísseis Antibalísticos (ABM), também conhecido como MAD (Mutually Assured Destruction), que significa louco em inglês ou destruição mutuamente assegurada. 

O acordo proíbe os Estados Unidos e a União Soviética de instalar sistemas de defesa antimísseis, o que garantia que as armas nucleares arrasariam o inimigo. Era o equilíbrio do terror nuclear da Guerra Fria. É abandonado em 2002 pelos EUA sob o argumento de que mísseis do Irã poderiam atingir o país ou aliados. A Rússia não acredita nessa desculpa.

Todos os acordos que levam ao frio da Guerra Fria caducaram. Resta apenas o Terceiro Tratado de Redução de Forças Estratégicas (START-3), fechado em 2010 pelos presidentes Barack Obama e Dimitri Medvedev, que foi prorrogado até 5 de fevereiro de 2026.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 24 de Fevereiro

BATALHA DE PÁVIA

    Em 1525, as forças do imperador Carlos V, do Sacro Império Romano-Germânico, impõe uma derrota decisiva ao exército do rei Francisco I da França.

No fim de 1524, a França invade a Lombardia, toma Milão e cerca Pávia, 25 quilômetros ao sul, controlada pelo Sacro Império. Carlos V manda então um exército sob o comando do Marquês de Pescara, que aniquila o exército francês.

Francisco I é capturado em Mirabello e levado para Madri, onde um ano depois assina um tratado de paz renunciando as reivindicações da França sobre a Itália, que fica sob o domínio da Dinastia dos Habsburgo.

Arqui-inimigos, Carlos I da Espanha e Francisco I da França disputaram a eleição para imperador do Sacro Império. Carlos I compra votos e vira o imperador Carlos V do império fundado por Carlos Magno em 800.

A vitória consolida o poder dos Habsburgo na Europa e do Império Espanhol na América.

REVOLUÇÃO ANTIMONÁRQUICA NA FRANÇA

    Em 1848, uma onda de revoluções contra a monarquia que varre a Europa chega à França, único país onde a revolta é bem-sucedida, criando a Segunda República, que vai até 1852, quando Luís Napoleão Bonaparte, sobrinho do imperador Napoleão I, se proclama imperador Napoleão III, dando início ao Segundo Império.


A primeira revolução começa em janeiro na Sicília. Depois da França, chega à Itália, à Prússia, ao Império Austríaco e ao resto do continente. Só a Espanha, a Rússia e os países da Escandinávia ficam fora. 

No Reino Unido, é uma pequena manifestação do cartismo, um movimento de 1838 liderado pelo radical William Lovett, que defende uma Carta do Povo com sufrágio universal para os homens, distritos eleitorais iguais, voto secreto, eleição anual do Parlamento, pagamento aos parlamentares e fim da exigência de ser proprietário para ser deputado. Na Irlanda, há uma agitação republicana.

Na Bélgica, na Holanda e na Dinamarca, há manifestações pacíficas por reformas das instituições. As grandes insurreições pela democracia acontecem em Paris, Viena e Berlim, mas só tem sucesso na França, onde a Segunda República introduz o sufrágio universal para os homens.

O príncipe Luís Napoleão é o primeiro presidente da França eleito pelo voto popular. Dá um golpe contra a Assembleia Nacional em 2 de dezembro de 1851 e funda no ano seguinte o Segundo Império, que acaba com a derrota para na Guerra Franco-Prussiana (1870-71), que leva à unificação da Alemanha.

CÂMARA DENUNCIA PRESIDENTE

    Em 1868, por 126-47, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos decide abrir um processo de impeachment do presidente Andrew Johnson (1865-69), cuja leniência em relação ao Sul no período da Reconstrução irrita a ala radical do Partido Republicano.

Johnson é vice-presidente de Abraham Lincoln (1861-65), o presidente durante a Guerra da Secessão (1861-65), que vai à guerra contra os estados do Sul para manter a União e abolir a escravidão.

Depois da guerra civil, Johnson autoriza a rápida reintegração dos estados do Sul à União sem garantias de proteção aos escravos libertos. Durante seu governo, os EUA compram o Alasca da Rússia.

Com conflito entre o Legislativo e o Executivo, o Congresso aprova a Lei de Posse do Cargo (1867), que limita a capacidade do presidente de nomear e demitir assessores. Quando Johnson demite o secretário da Guerra, Edwin Stanton, a Câmara vota o impeachment. Ele é salvo no Senado. Falta um voto para a maioria de dois terços necessária para afastar o presidente dos EUA.

PRIMEIRA ELEIÇÃO DE PERÓN

    Em 1946, o vice-presidente e ministro da Guerra Juan Domingo Perón é eleito presidente da Argentina pela primeira vez, funda o peronismo e se torna o político dominante do país até os dias de hoje, muito além de sua morte.

O coronel Perón é nomeado secretário do Trabalho e da Seguridade Social de um governo militar em dezembro de 1943. Com o apoio do movimento sindical, cria a Justiça do Trabalho, escolas técnicas e um hospital e policlínica para ferroviários. Vira o herói dos descamisados.

Destituído e preso num golpe em 9 de outubro de 1945, sob pressão dos sindicatos e de sua segunda mulher, Maria Eva Duarte de Perón, a Evita, volta nos braços do povo. Em 17 de outubro daquele ano, o Dia da Lealdade para os peronistas, faz seu primeiro discurso triunfal na sacada da Casa Rosada.

Eleito com 52,4% dos votos, Perón nacionaliza os bancos e ferrovias, o Banco Central e algumas companhias de eletricidade. Dá vários benefícios aos trabalhadores: aumento do salário mínimo, 13º salário, folgas semanais, redução da jornada de trabalho, aposentadoria, férias remuneradas, seguro-saúde e cobertura para acidentes de trabalho. Entre 1945 e 1948, a economia argentina cresce a um ritmo recorde de 8,5% ao ano, enquanto os salários reais aumentam 46%.

Reeleito em 11 de novembro de 1951 com 63,5%, depois de uma campanha pelo voto feminino liderada por Evita, Perón governa até 16 de setembro de 1955, quando é deposto por um golpe militar e foge para o exílio. 

Perón volta à Argentina em 1973, é reeleito para um terceiro mandato e governa o país até morrer, em 1º de julho de 1974, deixando no poder sua terceira mulher, María Estela Martínez de Perón, a Isabelita, que não tem o carisma de Evita e é deposta num golpe militar em 24 de março de 1976, início de uma ditadura cruel acusada de matar 30 mil argentinos.

INVASÃO DA UCRÂNIA

    Em 2022, oito anos depois de anexar ilegalmente a Crimeia, a Rússia do ditador Vladimir Putin invade a ex-república soviética da Ucrânia a pretexto de "desmilitarizar" e "desnazificar" o país como se representasse ameaça à Rússia.

Os EUA se oferecem para retirar do país o presidente Volodymyr Zelensky, acusado de ser nazista, apesar de ser judeu, mas ele pede dinheiro e armas para resistir. Um mês depois, a Rússia abandona a região de Kiev e concentra a ofensiva no Leste e no Sul da Ucrânia.

Contra todas as previsões, a Ucrânia resiste há três anos, com o apoio dos EUA e da Europa. Não se sabe o número de mortos nesta guerra, mas seriam pelo menos mais de 100 mil de cada lado. Com a fadiga deste apoio e a maior capacidade russa de repor homens, armas e munições no campo de batalho, no momento, a Rússia está mais perto da vitória.

Com a reeleição de Donald Trump, que promete na campanha acabar com a guerra em 24 horas, há uma ameaça de que os EUA abandonem a Ucrânia. Antes da abertura de negociações, Trump cede a várias exigências de Putin e exige um acordo para explorar a metade dos recursos naturais ucranianos, no valor de US$ 500 bilhões, que Zelensky rejeita

domingo, 26 de maio de 2024

Hoje na História do Mundo: 26 de Maio

 ÚLTIMOS GUERREIROS 

    Em 1865, o general Edmund Kirby Smith, comandante da Divisão Transmississípi dos Estados Confederados da América (Sul), se entrega.


 
É um dos últimos generais do Sul a se render na Guerra da Secessão ou Guerra Civil Americana (1861-65), iniciada pelo presidente Abraham Lincoln para impedir a separação dos estados do Sul, que não aceitam a abolição da escravatura. Desde janeiro de 1863, sua missão era manter o Rio Mississípi aberto à navegação dos confederados, mas estava mais interessado em recapturar os estados do Arkansas e Missouri.

SALVO POR UM VOTO

    Em 1868, o presidente Andrew Johnson é absolvido por um voto no julgamento do processo de impeachment no Senado dos EUA.


Johnson, que sucede a Abraham Lincoln quando este é assassinado, no início do segundo mandato, sabota a Reconstrução depois de Guerra da Secessão (1861-65). É considerado o pior presidente da história dos EUA, disputando com Donald Trump.

Primeiro presidente americano a ser alvo de impeachment, foi denunciado pela Câmara com 11 acusações, inclusive ignorar a rejeição de um veto seu a um projeto de lei; demitir um secretário da Guerra protegido por decisão do Congresso; e nomear outro secretário sem a aprovação do Senado, que estava em recesso.

COROADO ÚLTIMO CZAR

     Em 1896, o último czar da Rússia, Nicolau II, é coroado.


Ele também é rei da Polônia e grão-duque da Finlândia. Fica conhecido como Nicolau, o Sanguinário, por causa da Tragédia de Khodinka nas festas da coroação, da perseguição aos judeus, das execuções de adversários políticos e do Domingo Sangrento na repressão à Revolução de 1905, consequência da derrota para o Japão na Guerra do Pacífico e precursora das revoluções de 1917, resultado da derrota humilhante na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Nicolau II e o império czarista caem na Revolução de Fevereiro de 1917. O imperador deposto, sua mulher e filhos são executados sumariamente em 17 de julho de 1918 pelos comunistas, que tomam o poder na Revolução de Outubro do ano anterior.

DRÁCULA NAS LIVRARIAS

    Em 1897, as primeiras cópias do livro Drácula, do escritor irlandês Bram Stoker, são vendidas em livrarias de Londres.


Deficiente quando criança, Stoker se torna jogador de futebol na universidade. Depois de formado, trabalha durante dez anos como funcionário público no Castelo de Dublin, enquanto faz crítica teatral no jornal Dublin Mail. 

Stoker publica em 1890 o primeiro de 17 livros de ficção. Drácula o torna famoso. O personagem central, o Conde Drácula, é inspirado em Vlad III, o Empalador, príncipe da Valáquia, hoje uma região da Romênia, que comete uma série de atrocidades nas guerras contra o Império Otomano no século 15.

FIM DE UM SÍMBOLO

    Em 1927, a Ford conclui a fabricação do último Ford Modelo T. Henry Ford e o filho Edsel dirigem o carro, o último de 15 milhões produzidos pela Ford. 

Relativamente barato e eficiente, o Ford Modelo T, lançado em outubro de 1908, pesa 545 quilos, tem um motor de quatro cilindros e 20 cavalos de força. Faz de 3,47 a 5,54 quilômetros por litro de gasolina e atingia até 72 km/h. 

O modelo econômico custa US$ 260, cerca de US$ 6 mil ou pouco menos de R$ 32 mil a preços de hoje. É decisivo para a popularização do automóvel nos EUA, descrito pelo sociólogo canadense Marshall McLuhan como a "noiva mecânica".

EUA ACUSAM URSS DE ESPIONAGEM

    Em 1960, os EUA acusam a União Soviética nas Nações Unidas de espionagem.


 
É uma reação às criticas da URSS, que havia abatido um avião-espião U-2 em território soviético em 1º de maio daquele ano. Inicialmente, os EUA negaram a espionagem, mas os soviéticos apresentaram os restos da aeronave e o piloto, Francis Gary Powers. Ele é libertado em Berlim numa troca da espiões em 10 de fevereiro de 1962.

EQUILÍBRIO DO TERROR NUCLEAR

    Em 1972, o presidente americano Richard Nixon e o líder soviético Leonid Brejnev assinam o Tratado de Mísseis Antibalísticos (ABM), também conhecido como MAD, que significa louco em inglês ou destruição mutuamente assegurada. 

O acordo proíbe os Estados Unidos e a União Soviética de instalar sistemas de defesa antimísseis, o que garantia que as armas nucleares arrasariam o inimigo. Era o equilíbrio do terror nuclear da Guerra Fria. É abandonado em 2002 pelos EUA sob o argumento de que mísseis do Irã poderiam atingir o país ou aliados. A Rússia não acredita nessa desculpa.

sábado, 24 de fevereiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 24 de Fevereiro

CÂMARA DENUNCIA PRESIDENTE

    Em 1868, por 126-47, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos decide abrir um processo de impeachment do presidente Andrew Johnson (1865-69), cuja leniência em relação ao Sul no período da Reconstrução pós-Guerra da Secessão (1861-65) irrita a ala radical do Partido Republicano.

Johnson é vice-presidente de Abraham Lincoln (1861-65), o presidente durante a Guerra da Secessão (1861-65), que vai à guerra contra os estados do Sul para manter a União e abolir a escravidão.

Depois da guerra civil, Johnson autoriza a rápida reintegração dos estados do Sul à União sem garantias de proteção aos escravos libertos. Durante seu governo, os EUA compram o Alasca da Rússia.

Com conflito entre o Legislativo e o Executivo, o Congresso aprovou a Lei de Posse do Cargo (1867), que limita a capacidade do presidente de nomear e demitir assessores. Quando Johnson demite o secretário da Guerra, Edwin Stanton, a Câmara vota o impeachment. Ele é salvo no Senado por um voto. Falta um voto no Senado para a maioria de dois terços necessárias para afastar o presidente dos EUA.

PRIMEIRA ELEIÇÃO DE PERÓN

    Em 1946, o vice-presidente e ministro da Guerra Juan Domingo Perón é eleito presidente da Argentina pela primeira vez, funda o peronismo e se torna o político dominante do país até os dias de hoje, muito além de sua morte.

O coronel Perón é nomeado secretário do Trabalho e da Seguridade Social de um governo militar em dezembro de 1943. Com o apoio do movimento sindical, cria a Justiça do Trabalho, escolas técnicas e um hospital e policlínica para ferroviários. Vira o herói dos descamisados.

Destituído e preso num golpe em 9 de outubro de 1945, sob pressão dos sindicatos e de sua segunda mulher, Maria Eva Duarte de Perón, a Evita, volta nos braços do povo. Em 17 de outubro daquele ano, o Dia da Lealdade para os peronistas, faz seu primeiro discurso triunfal na sacada da Casa Rosada.

Eleito com 52,4% dos votos, Perón nacionaliza os bancos e ferrovias, o Banco Central e algumas companhias de eletricidade. Dá vários benefícios aos trabalhadores: aumento do salário mínimo, 13º salário, folgas semanais, redução da jornada de trabalho, aposentadoria, férias remuneradas, seguro-saúde e cobertura para acidentes de trabalho. Entre 1945 e 1948, a economia argentina cresce a um ritmo recorde de 8,5% ao ano, enquanto os salários reais cresceram 46%.

Reeleito em 11 de novembro de 1951 com 63,5%, depois de uma campanha pelo voto feminino liderada por Evita, Perón governa até 16 de setembro de 1955, quando é deposto por um golpe militar e foge para o exílio. 

Perón volta à Argentina em 1973, é reeleito para um terceiro mandato e governa o país até morrer, em 1º de julho de 1974, deixando no poder sua terceira mulher, María Estela Martínez de Perón, a Isabelita, que não tem o carisma de Evita e é deposta num golpe militar em 24 de março de 1976, início de uma ditadura cruel acusada de matar 30 mil argentinos.

INVASÃO DA UCRÂNIA

    Em 2022, oito anos depois de anexar ilegalmente a Crimeia, a Rússia do ditador Vladimir Putin invade a ex-república soviética da Ucrânia a pretexto de "desmilitarizar" e "desnazificar" o país como se representasse ameaça à Rússia.

Os EUA se oferecem para retirar do país o presidente Volodymyr Zelensky, acusado de ser nazista, apesar de ser judeu, mas ele pede dinheiro e armas para resistir. Um mês depois, a Rússia abandona a região de Kiev e concentra a ofensiva no Leste e no Sul da Ucrânia.

Contra todas as previsões, a Ucrânia resiste há dois anos, com o apoio dos EUA e da Europa. Não se sabe o número de mortos nesta guerra. Com a fadiga deste apoio e a maior capacidade russa de repor homens, armas e munições no campo de batalho, no momento, a Rússia está mais perto da vitória.