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terça-feira, 29 de julho de 2025

Hoje na História do Mundo: 29 de Julho

 DERROTA DA ARMADA INVENCÍVEL

    Em 1588, sob o comando de Lorde Charles Howard e Sir Francis Drake, a Inglaterra derrota a Armada Invencível da Espanha.

Depois de uma batalha feroz de oito horas perto de Gravelines, na França, uma mudança no vento ajuda a frota espanhola a fugir para o Mar do Norte.

Com o fracasso da invasão, a Armada começa sua longa e trágica volta à Espanha, contornando o Norte da Escócia para ser dizimada por tempestades. Os ingleses a perseguem até a Escócia.

No fim dos anos 1580, o rei Felipe II, da Espanha, planeja tomar a Inglaterra – que se torna protestante em 1534 e apoia os rebeldes holandeses – e trazê-la de volta para a Igreja Católica Apostólica Romana. Um ataque de Drake ao porto de Cádiz atrasa o ataque.

A Armada zarpa de Lisboa em 19 de maio de 1558 com 130 navios, 2,5 mil canhões, 8 mil marinheiros e 20 mil fuzileiros navais. Por causa de tempestades, só chega à costa da Inglaterra dois meses depois, quando os ingleses estão preparados.

Em 27 de julho, a Armada ancora no porto de Calais, na França, preparando-se para embarcar um Exército espanhol que vem da região de Flandres, na Bélgica. Logo após a meia-noite de 29 de julho, os ingleses mandam barcos pegando fogo em direção à frota espanhola, que sai do porto às pressas. Desorganizada, a Armada é atacada pelos ingleses ao amanhecer perto de Gravelines.

Com canhões superiores, a Inglaterra vence a batalha decisiva. Quando o resto da Armada chega à Espanha, em outubro, perdera a metade dos navios e 15 mil homens.

A vitória torna a Inglaterra da rainha Elizabeth I numa potência mundial que começa a construir o maior império que o mundo já viu.

 HITLER SE TORNA LÍDER DO PARTIDO

    Em 1921, Adolf Hitler se torna líder do Partido Trabalhista Nacional-Socialista da Alemanha, o partido nazista, que vira um partido de massas, chega ao poder em 1933 e impõe um regime totalitário na Alemanha até a derrota na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Hitler nasce em 20 de abril de 1889 em Braunau am Inn, na Áustria. Estudante pobre, não conclui o ensino médio. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), ele adere a um regimento bávaro do Exército da Alemanha. É considerado um soldado com bravura, mas não é promovido além de cabo por seus superiores, que não veem nele capacidade de liderança.

Depois do fracassado Golpe da Cervejaria de Munique, em 1923, Hitler é preso e condenado. Na cadeia, escreve o livro Minha Luta, publicado em 1925, para apresentar o programa político que leva o nazismo ao poder.

A oportunidade vem em 1932. No auge da Grande Depressão (1929-39), o desemprego na Alemanha chega a 30% e os nazistas ganham duas eleições, sem maioria absoluta. Hitler é nomeado chanceler (primeiro-ministro) em 30 de janeiro de 1933.

Em 27 de fevereiro de1933, os nazistas tocam fogo no Reichstag (Parlamento) e culpam os comunistas. Com a Lei Habilitante, Hitler consegue poderes espaciais e os nazistas ampliam sua bancada parlamentar em nova eleição.

Depois da morte do presidente Paul von Hindenburg em 2 de agosto de 1934, um referendo aprova em 19 de agosto com quase 90% dos votos a unificação dos cargos de presidente e chanceler. Hitler se torna o Führer (Guia), passa a governar com poderes absolutos e inicia a revanche contra os países que venceram e humilharam a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa em 1º de setembro de 1939, com a invasão da Polônia. Diante da derrota, Hitler se suicida em 30 de abril de 1945. Oito dias depois, o Exército Vermelho toma Berlim e acaba a guerra na Europa.

EUA CRIAM A NASA

    Em 1958, o Congresso dos Estados Unidos aprova a criação da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA), a agência responsável pelas viagens espaciais do país. É a resposta americana ao lançamento pela União Soviética, em 4 de outubro de 1957, do Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra.

Do tamanho de uma bola de basquete, com 83 quilos, o Sputnik I apita nos radares americanos durante 93 horas, mostrando que a URSS seria capaz de atacar os EUA com um míssil nuclear.

Os soviéticos mantêm a vanguarda na corrida espacial. Enviam o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, em 12 de abril de 1961; a primeira mulher, Valentina Tereshkova, em 16 de junho de 1963; e realizam o primeiro passeio no espaço fora da nave com Alexei Leonov, em 18 de março de 1965.

Como as armas atômicas soviéticas estão sob o controle das Forças de Defesa Estratégicas, subordinadas ao Exército Vermelho, mais preocupado com uma guerra na Europa, na época da Crise dos Mísseis em Cuba, em 1962, os EUA já tem superioridade em mísseis nucleares, que seria neutralizada pelos mísseis instalados em Cuba.

Em 20 de julho de 1969, dois astronautas dos EUA desembarcam na Lua marcando o triunfo do país na corrida espacial.

"ACENDA MEU FOGO"

    Em 1967, a banda de rock californiana The Doors emplaca seu primeiro primeiro lugar nas paradas de sucesso com o compacto simples Light My Fire.

A banda nasce em 1965 na Califórnia na Universidade da Califórnia em Los Angeles, onde o cantor e compositor Jim Morrison, um dos maiores poetas da história do rock, e o tecladista Ray Manzarek estudam cinema na Faculdade de Teatro, Cinema e Televisão. 

Em julho de 1965, eles se encontram em Venice Beach e Morrison apresenta algumas canções a Manzarek. Impressionado por Moonlight Drive, o baterista sugere que formem uma banda. Eles convidam o guitarrista Robby Krieger (segundo à esquerda) e o baterista John Densmore (primeiro à esquerda).

O nome é inspirado pelo livro As Portas da Percepção, de Aldous Huxley, que por sua vez o tira de um poema do William Blake no século 19: "Se as portas da percepção fossem abertas, tudo apareceria como realmente é: infinito."

The Doors se tornam uma das bandas mais influentes e controversas dos anos 1960, principalmente por causa das performances imprevisíveis de Morrison. Light my Fire é um dos grandes sucessos do Louco Verão do Amor de 1967 na Califórnia. The Doors são equiparadas às grandes bandas do rock lisérgico de São Francisco, o Grateful Dead e o Jefferson Airplane.

Entre muitas controvérsias, depois de faltar a show e viagens por excesso de álcool e drogas, Jim Morrison é preso obscenidade num concerto em Miami em que ameaça mostrar o pau em 1º de março de 1969. Concertos em 20 cidades são cancelados.

O último concerto de The Doors com Jim Morrison é em 12 de dezembro de 1970 em Nova Orleans. Em março de 1971, ele vai com a namorada, Pamela Courson, para Paris, onde morre em 3 de julho. 

Morrison está enterrado no Cemitério de Père Lachaise, onde seu túmulo é o mais visitado, principalmente por doidões que vão beber e se drogar junto à sepultura do ídolo.

The Doors continuam como um trio até se dissolver em 1973. 

CASAMENTO REAL

    Em 1981, o príncipe Charles se casa com Lady Diana Spencer, num casamento de sonhos que vira manchete no mundo inteiro, mas ao longo dos anos se transforma em pesadelo.

Diana mora com amigas em Londres. Está limpando o chão da cozinha quando ouve no rádio que é a escolhida para ser a próxima princesa de Gales. O príncipe Philip, pai de Charles, é decisivo na escolha.

Pela tradição da monarquia britânica, Diana é examinada pelo ginecologista da rainha Elizabeth II para certificar sua virgindade, o que não é exigido da princesa Kate Middleton, mulher do príncipe William, o filho mais velho de Charles e Diana.

A princesa Diana não se adapta aos rígidos protocolos da monarquia britânica e o casal se afasta progressivamente, trava uma guerra através da imprensa sensacionalista e se divorcia em 1992, que a rainha descreve como um "ano horrível", que também tem o incêndio no Castelo de Windsor.

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Hoje na História do Mundo: 3 de Julho

BATALHA DECISIVA

    Em 1863, com o fracasso de uma tentativa do general Robert Lee, comandante militar dos Estados Confederados da América (Sul), de quebrar as linhas de defesa da União (Norte), termina com a vitória nortista a Batalha de Gettysburg, a mais decisiva da Guerra da Secessão (1861-65), a Guerra Civil Norte-Americana.

Depois de vencer a Batalha de Chancellorsville, o general Lee lança sua segunda invasão do Norte. Leva seu exército de 75 mil soldados do Norte da Virgínia para Maryland e a Pensilvânia. O objetivo é travar auma grande batalha em território do Norte para quebrar a força moral das tropas da União e esperar uma intervenção da França ou do Reino Unido em seu favor.

O Exército do Potomac, com 90 mil soldados, persegue os confederados até o estado de Maryland, mas o general Joseph Hooker, derrotado em Chancellorsville, teme atacar Lee. Os confederados dividem sua forças em busca de alvos para atacar, entre eles Harriburgo, a capital da Pensilvânia.

Diante da relutância, o presidente Abraham Lincoln substitui Hooker pelo general George Meade. Lee sabe da presença do exército da União e concentra suas forças perto da cidade de Gettysburg, na Pensilvânia.

Sob o comando do general Henry Heth, uma divisão do Sul marcha sobre Gettysburg em 1º de julho na esperança de encontrar suprimentos e se defronta com três brigadas de cavalaria da União. Começa a Batalha de Gettysburg. Lee e Meade mandam seus soldados entrar na luta.

No meio da tarde, 19 mil soldados federais enfrentam 24 mil confederados. Pouco depois, quando chega ao campo de batalha, o general Lee ordena um avanço geral. As tropas da União recuam até a Colina do Cemitério, ao sul da cidade.

O resto dos soldados de Meade chega à noite. Na tarde de 2 de julho, depois de consolidar suas posições, o general sulista James Longstreet lança uma ofensiva, mas discorda do plano de batalha do general Lee. Depois de três horas e milhares de mortes, o combate cessa.

Em 3 de julho, depois de não conseguir quebrar as linhas da União pelos flancos direito e esquerdo, Lee faz um ataque frontal, com um bombardeio maciço pelo centro, com 15 mil homens sob o comando do general George Pickett. Os federais respondem, num dos maiores bombardeios da guerra civil.

Quando Pickett avança, vê que o bombardeio de Lee não debilita as linhas inimigas. É alvo de intenso bombardeio nortista. Ao mesmo tempo, a infantaria ianque ataca a retaguarda do avanço de Pickett para dividir os confederados. Poucos chegam até a linha de frente da União e logo são mortos. Mais de 7 mil confederados morrem em uma hora.

No fim da Batalha de Gettysburg, o Exército do Potomac está muito debilitado para perseguir as forças em retirada de Lee. O total de mortes é estimado entre 46 e 51 mil pessoas. 

É uma virada na guerra civil. Nunca mais o Sul tenta invadir o Norte. Em 19 de novembro de 1863, ao consagrar um cemitério no local da batalha, Lincoln faz o Discurso de Gettysburg, considerado o discurso político mais importante da História dos Estados Unidos.

MORTE DE BRIAN

    Em 1969, o guitarrista e multi-instrumentista dos Rolling Stones Brian Jones é encontrado morto na piscina aos 27 anos, na que é considerada uma morte acidental por afogamento.

John Lennon comenta em 1970: "No início, Brian Jones era o mais interessante dos Rolling Stones, mas é um daqueles caras que se desintegraram diante de nós."

Por causa do abuso de drogas, Jones falta a ensaios e gravações, e erra na hora de tocar. Os EUA lhe negam visto para uma excursão em 1969. Em 8 de junho, Mick Jagger e Keith Richards o demitem da banda. Richards já tinha tomado a namorada dele, a modelo e atriz Anita Pallenberg.

Jimi Hendrix e Janis Joplin morreriam em 1970, Jim Morrison em 1971, Kurt Cobain em 1994 e Amy Winehouse em 2011 – todos aos 27 anos, por excesso de drogas.

MORTE DE JIM MORRISON

    Em 1971, o cantor, compositor e poeta Jim Morrison, líder da banda de rock norte-americana The Doors, é encontrado morto aos 27 anos na banheira de seu apartamento em Paris.

A causa da morte é colapso cardíaco, provavelmente devido a uma dose excessiva de heroína. Não há autópsia.

Rei Lagarto seduz uma geração com suas letras e sua presença no palco, com as ideias do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, do poeta francês Arthur Rimbaud, do poeta e pintor inglês William Blake e do escritor norte-americano Aldous Huxley. 

O abuso de drogas o transforma num gênio indomável. Quase sempre doidão, "era difícil gravar, fazer um show e até mesmo tomar um avião com ele", admite Ray Manzarek, o baterista da banda.

Morrison é preso e acusado de "exposição indecente" e "profanidade" por ter ameaçado mostrar seu pênis durante um show em Miami, em 1º de março de 1969. Vários concertos da banda são cancelados. 

Em 20 de setembro de 1970, Morrison é condenado e, em 30 de outubro, sentenciado a seis meses de prisão e multa de US$ 500. Fica em liberdade por pagar fiança de US$ 50 mil.

"Perdi muito tempo e energia com o julgamento em Miami, cerca de um ano e meio", reconhece Morrison depois em entrevista. "Mas acho que foi uma experiência válida porque antes do julgamento eu tinha uma visão estudantil irrealista sobre o sistema judicial norte-americano. Meus olhos se abriram um pouco. Há muitos caras negros que em cinco minutos pegam 20, 25 anos de cadeia. Se eu não tivesse fundos ilimitados para continuar lutando, ficaria uns três anos preso. Se você tem dinheiro, geralmente não vai preso."

O túmulo de Morrison é o mais visitado no Cemitério Père Lachaise, em Paris, onde também estão sepultados o pianista e compositor polonês Frédéric Chopin, o escritor Honoré de Balzac e o escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde. Os fãs costumam beber e se drogar em homenagem ao ídolo.

VITÓRIA EM ENTEBBE

    Em 1976, um comando de Israel lança uma operação de resgate para libertar reféns de um avião Airbus A300 da companhia aérea Air France com 248 passageiros, dos quais 77 israelenses, sequestrado e levado para Entebbe, em Uganda, no coração da África, por terroristas da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e das Células Revolucionárias alemãs.

O voo AF139 vai de Telavive, em Israel, para Paris, a capital da França, em 27 de junho com escala em Atenas, a capital da Grécia, onde os quatro terroristas embarcam. Oito minutos depois de decolagem de Atenas, pouco depois do meio-dia, eles assumem o controle da aeronave.

Por volta das 14h, o avião pede licença para aterrisar em Bengási, na Líbia, governada pelo ditador Muamar Kadafi, para um reabastecimento que permita mais quatro horas de voo. Fica seis horas e meia em Bengási, onde uma mulher é libertada, e segue viagem para Entebbe, a antiga capital de Uganda, onde fica o maior aeroporto do país governado pelo ditador Idi Amin. Chega por volta das 3h de 28 de junho. Os reféns são levados para um antigo terminal.

Em Israel, o primeiro-ministro Yitzhak Rabin reúne alguns ministros, entre eles Shimon Peres, da Defesa, para tomar providências para libertar os reféns israelenses.

Em 29 de junho, os terroristas anunciam suas exigências: a libertação até 1º de julho às 14h de 53 presos, 13 na Alemanha Ocidental, na França, na Suíça e no Quênia, e 40 em Israel. Caso contrário, ameaçam explodir o avião com os reféns a bordo. A Alemanha Ocidental e a França se recusam a soltar presos.

Oficialmente, a ditadura de Idi Amin se declara neutra, mas na realidade apoia os sequestradores. Idi Amin havia expulsado todos os israelenses de Uganda depois que Israel se negou a fornecer aviões de caça ao país.

Em 30 de junho, os terroristas libertam 47 reféns, nenhum israelense. O capitão e a tripulação decidem ficar com os passageiros. Quando os reféns libertados confirmam a suspeita de apoio da ditadura de Idi Amin aos terroristas, Israel toma a decisão de agir.

Como o aeroporto foi construído por uma empresa de Israel, as autoridades israelenses conseguem mapas detalhados para planejar a operação de resgate. O general brigadeiro Dan Shonrom, comandante de paraquedistas, é nomeado chefe da operação em Israel e Yonatan Netanyahu, irmão do atual primeiro-ministro, comandante da força-tarefa.

Israel tenta negociar, mas os terroristas exigem a libertação dos presos. Ampliam o prazo até 14h de 4 de julho. O comando é dividido em cinco grupos de assalto para assumir o controle da pista e dos dois terminais do aeroporto, impedir a intervenção das Forças Armadas de Uganda e evacuar os reféns, levando-os para um avião de transporte C-130 Hercules.

Na madrugada de 3 de julho, o ministro da Defesa de Israel, Shimon Peres, recebe o aviso de que o comando está pronto para entrar em ação. Os aviões israelenses partem do Aeroporto Ben Gurion às 13h20 de 3 de julho. Eles se reabastecem em Charm al-Cheikh, no Egito, e voam para Uganda.

Quando a ação começa, os ugandenses percebem a invasão, mas são rechaçados. Os reféns estão no salão principal do terminal velho, deitados no chão. Muitos dormem. Quatro terroristas que montam guarda são mortos imediatamente.

As ordens são tratar os soldados ugandenses como inimigos armados a serem atacados se abrirem fogo e eliminar todos os terroristas. A ação no terminal antigo dura três minutos.

O segundo avião pousa sete minutos depois do primeiro, com soldados e veículos de transporte que atacam o novo terminal. A principal resistência vem da torre de controle, de onde parte uma rajada de metralhadora que mata Yoni Netanyahu.

Ao todo, sete terroristas e 45 soldados ugandenses são mortos; 102 dos 106 reféns são libertados. Do lado israelense, Netanyahu e três reféns morrem. Às 0h30 de 4 julho, uma hora e meia depois da aterrissagem do primeiro avião, o último avião israelense deixa o Aeroporto de Entebbe.

TRAGÉDIA NO GOLFO

    Em 1988, o cruzador norte-americano Vincennes abate um avião de passageiros Airbus da Iran Air no Golfo Pérsico, matando todas as 290 pessoas a bordo.

A Guerra Irã-Iraque (1980-88) está no fim. Os EUA patrulham o golfo para evitar ataques a navios petroleiros e alegam que confundiram o avião civil com um caça-bombardeiro iraniano. O sistema de defesa Aegis, o Escudo de Zeus, que seria capaz de distinguir uma barata a quilômetros de distância, derruba o Airbus iraniano. 

O ditador do Irã, aiatolá Ruhollah Khomeini, aceita em 20 de julho a Resolução nº 598 do Conselho de Segurança das Nações Unidos, que propõe um cessar-fogo. A trégua entra em vigor em 20 de agosto, depois de quase oito anos de uma guerra que mata entre 500 mil e 1 milhão de muçulmanos.

GOLPE NO EGITO

     Em 2013, o comandante das Forças Armadas do Egito, general Abdel Fattah al-Sissi, lidera um golpe militar e derruba o governo da Irmandade Muçulmana e do presidente Mohamed Mursi, eleito na chamada Primavera Árabe.

Quando uma revolta popular derruba, em 11 de fevereiro de 2011, o ditador Hosni Mubarak, que estava no poder há 30 anos, um mês depois da queda de Zine el-Abidine Ben Ali na Tunísia, só há duas instituições organizadas no Egito: as Forças Armadas e a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico, fundado em 1928 por Hassan al-Bana para reislamizar o mundo muçulmano numa reação ao imperialismo ocidental.

Como único movimento político organizado, a Irmandade Muçulmana vence as primeiras eleições democráticas da história do país para a Assembleia Nacional e a Presidência. Em 30 de junho de 2013, primeiro aniversário da vitória de Mursi, 14 milhões de pessoas protestam nas ruas contra o autoritarismo do governo da Irmandade Muçulmana, acusada de sequestrar a revolução. Cinco manifestantes são mortos.

No dia seguinte, populares atacam e saqueiam a sede nacional da Irmandade Muçulmana no Cairo. Outras oito pessoas morrem numa manifestação diante de um quartel. Em 3 de julho, são mortos 16 partidários da Irmandade Muçulmana. À noite, o Comando Supremo das Forças Armadas divulga um comunicado anunciando o fim do governo Mursi.

A repressão violenta leva à morte de pelo menos mil pessoas, massacradas pelas forças de segurança em 14 de agosto. A Irmandade Muçulmana afirma que são 2,6 mil mortes. Mursi é preso e condenado a 20 anos de cadeia por prisões ilegais e torturas cometidas sob seu governo. 

Em 17 de junho de 2019, a televisão estatal egípcia anuncia que Mursi desmaia durante uma audiência sobre acusações de espionagem. Levado a um hospital, ele morre, supostamente de ataque cardíaco. 

segunda-feira, 29 de julho de 2024

Hoje na História do Mundo: 29 de Julho

 DERROTA DA ARMADA INVENCÍVEL

    Em 1588, sob o comando de Lorde Charles Howard e Sir Francis Drake, a Inglaterra derrota a Armada Invencível da Espanha.

Depois de uma batalha feroz de oito horas perto de Gravelines, na França, uma mudança no vento ajuda a frota espanhola a fugir para o Mar do Norte.

Com o fracasso da invasão, a Armada começa sua longa e trágica volta à Espanha, contornando o Norte da Escócia para ser dizimada por tempestades. Os ingleses a perseguem até a Escócia.

No fim dos anos 1580, o rei Felipe II, da Espanha, planeja tomar a Inglaterra – que se torna protestante em 1534 e apoia os rebeldes holandeses – e trazê-la de volta para a Igreja Católica Apostólica Romana. Um ataque de Drake ao porto de Cádiz atrasa o ataque.

A Armada zarpa de Lisboa em 19 de maio de 1558 com 130 navios, 2,5 mil canhões, 8 mil marinheiros e 20 mil fuzileiros navais. Por causa de tempestades, só chega à costa da Inglaterra dois meses depois, quando os ingleses estão preparados.

Em 27 de julho, a Armada ancora no porto de Calais, na França, preparando-se para embarcar um Exército espanhol que vem da região de Flandres, na Bélgica. Logo após a meia-noite de 29 de julho, os ingleses mandam barcos pegando fogo em direção à frota espanhola, que sai do porto às pressas. Desorganizada, a Armada é atacada pelos ingleses ao amanhecer perto de Gravelines.

Com canhões superiores, a Inglaterra vence a batalha decisiva. Quando o resto da Armada chega à Espanha, em outubro, perdera a metade dos navios e 15 mil homens.

A vitória torna a Inglaterra da rainha Elizabeth I numa potência mundial que começa a construir o maior império que o mundo já viu.

 HITLER SE TORNA LÍDER DO PARTIDO

    Em 1921, Adolf Hitler se torna líder do Partido Trabalhista Nacional-Socialista da Alemanha, o partido nazista, que vira um partido de massas, chega ao poder em 1933 e impõe um regime totalitário na Alemanha até a derrota na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Hitler nasce em 20 de abril de 1889 em Braunau am Inn, na Áustria. Estudante pobre, não conclui o ensino médio. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), ele adere a um regimento bávaro do Exército da Alemanha. É considerado um soldado com bravura, mas não é promovido além de cabo por seus superiores, que não veem nele capacidade de liderança.

Depois do fracassado Golpe da Cervejaria de Munique, em 1923, Hitler é preso e condenado. Na cadeia, escreve o livro Minha Luta, publicado em 1925, para apresentar o programa político que leva o nazismo ao poder.

A oportunidade vem em 1932. No auge da Grande Depressão (1929-39), o desemprego na Alemanha chega a 12,5% e os nazistas ganham as primeiras eleições, sem maioria absoluta. Hitler é nomeado chanceler (primeiro-ministro) em 30 de janeiro de 1933.

Em 27 de fevereiro de1933, os nazistas tocam fogo no Reichstag (Parlamento) e culpam os comunistas. Com a Lei Habilitante, Hitler consegue poderes espaciais e os nazistas ampliam sua bancada parlamentar em nova eleição.

Depois da morte do presidente Paul von Hindenburg em 2 de agosto de 1934, um referendo aprova em 19 de agosto com quase 90% dos votos a unificação dos cargos de presidente e chanceler. Hitler se torna o Führer (Guia), passa a governar com poderes absolutos e inicia a revanche contra os países que venceram a humilharam a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa em 1º de setembro de 1939, com a invasão da Polônia. Diante da derrota, Hitler se suicida em 30 de abril de 1945. Oito dias depois, o Exército Vermelho toma Berlim e acaba a guerra na Europa.

EUA CRIAM A NASA

    Em 1958, o Congresso dos Estados Unidos aprova a criação da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA), a agência responsável pelas viagens espaciais do país. É a resposta americana ao lançamento pela União Soviética, em 4 de outubro de 1957, do Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra.

Do tamanho de uma bola de basquete, com 83 quilos, o Sputnik I apita nos radares americanos durante 93 horas, mostrando que a URSS seria capaz de atacar os EUA com um míssil nuclear.

Os soviéticos mantêm a vanguarda na corrida espacial. Enviam o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, em 12 de abril de 1961; a primeira mulher, Valentina Tereshkova, em 16 de junho de 1963; e realizam o primeiro passeio no espaço fora da nave com Alexei Leonov, em 18 de março de 1965.

Como as armas atômicas soviéticas estão sob o controle das Forças de Defesa Estratégicas, subordinadas ao Exército Vermelho, mais preocupado com uma guerra na Europa, na época da Crise dos Mísseis em Cuba, em 1962, os EUA já tem superioridade em mísseis nucleares, que seria neutralizada pelos mísseis instalados em Cuba.

"ACENDA MEU FOGO"

    Em 1967, a banda de rock californiana The Doors emplaca seu primeiro primeiro lugar nas paradas de sucesso com o compacto simples Light My Fire.

CASAMENTO REAL

    Em 1981, o príncipe Charles se casa com Lady Diana Spencer, num casamento de sonhos que vira manchete no mundo inteiro, mas ao longo dos anos se transforma em pesadelo.

Diana mora com amigas em Londres. Está limpando o chão da cozinha quando ouve no rádio que é a escolhida para ser a próxima princesa de Gales. O príncipe Philip, pai de Charles, é decisivo na escolha.

Pela tradição da monarquia britânica, Diana é examinada pelo ginecologista da rainha Elizabeth II para certificar sua virgindade, o que não é exigido da princesa Kate Middleton, mulher do príncipe William, o filho mais velho de Charles e Diana.

A princesa Diana não se adapta aos rígidos protocolos da monarquia britânica e o casal se afasta progressivamente, trava uma guerra através da imprensa sensacionalista e se divorcia em 1992, que a rainha descreve como um "ano horrível", que também tem um incêndio no Castelo de Windsor.

quarta-feira, 3 de julho de 2024

Hoje na História do Mundo: 3 de Julho

BATALHA DECISIVA

    Em 1863, com o fracasso de uma tentativa do general Robert Lee, comandante militar dos Estados Confederados da América (Sul), de quebrar as linhas de defesa da União (Norte), termina com a vitória nortista a Batalha de Gettysburg, a mais decisiva da Guerra da Secessão (1861-65), a Guerra Civil Norte-Americana.

Depois de vencer a Batalha de Chancellorsville, o general Lee lança sua segunda invasão do Norte. Leva seu exército de 75 mil soldados do Norte da Virgínia para Maryland e a Pensilvânia. O objetivo é travar auma grande batalha em território do Norte para quebrar a força moral das tropas da União e esperar uma intervenção da França ou do Reino Unido em seu favor.

O Exército do Potomac, com 90 mil soldados, persegue os confederados até o estado de Maryland, mas o general Joseph Hooker, derrotado em Chancellorsville, teme atacar Lee. Os confederados dividem sua forças em busca de alvos para atacar, entre eles Harriburgo, a capital da Pensilvânia.

Diante da relutância, o presidente Abraham Lincoln substitui Hooker pelo general George Meade. Lee sabe da presença do exército da União e concentra suas forças perto da cidade de Gettysburg, na Pensilvânia.

Sob o comando do general Henry Heth, uma divisão do Sul marcha sobre Gettysburg em 1º de julho na esperança de encontrar suprimentos e se defronta com três brigadas de cavalaria da União. Começa a Batalha de Gettysburg. Lee e Meade mandam seus soldados entrar na luta.

No meio da tarde, 19 mil soldados federais enfrentam 24 mil confederados. Pouco depois, quando chega ao campo de batalha, o general Lee ordena um avanço geral. As tropas da União recuam até a Colina do Cemitério, ao sul da cidade.

O resto dos soldados de Meade chega à noite. Na tarde de 2 de julho, depois de consolidar suas posições, o general sulista James Longstreet lança uma ofensiva, mas discorda do plano de batalha do general Lee. Depois de três horas e milhares de mortes, o combate cessa.

Em 3 de julho, depois de não conseguir quebrar as linhas da União pelos flancos direito e esquerdo, Lee faz um ataque frontal, com um bombardeio maciço pelo centro, com 15 mil homens sob o comando do general George Pickett. Os federais respondem, num dos maiores bombardeios da guerra civil.

Quando Pickett avança, vê que o bombardeio de Lee não debilita as linhas inimigas. É alvo de intenso bombardeio nortista. Ao mesmo tempo, a infantaria ianque ataca a retaguarda do avanço de Pickett para dividir os confederados. Poucos chegam até a linha de frente da União e logo são mortos. Mais de 7 mil confederados morrem em uma hora.

No fim da Batalha de Gettysburg, o Exército do Potomac está muito debilitado para perseguir as forças em retirada de Lee. O total de mortes é estimado entre 46 e 51 mil pessoas. 

É uma virada na guerra civil. Nunca mais o Sul tenta invadir o Norte. Em 19 de novembro de 1863, ao consagrar um cemitério no local da batalha, Lincoln faz o Discurso de Gettysburg, considerado o discurso político mais importante da História dos Estados Unidos.

MORTE DE BRIAN

    Em 1969, o guitarrista e multi-instrumentista dos Rolling Stones Brian Jones é encontrado morto na piscina aos 27 anos, na que é considerada uma morte acidental por afogamento.

John Lennon comenta em 1970: "No início, Brian Jones era o mais interessante dos Rolling Stones, mas é um daqueles caras que se desintegraram diante de nós."

Por causa do abuso de drogas, Jones falta a ensaios e gravações, e erra na hora de tocar. Os EUA lhe negam visto para uma excursão em 1969. Em 8 de junho, Mick Jagger e Keith Richards o demitem da banda. Richards já tinha tomado a namorada dele, a modelo e atriz Anita Pallenberg.

Jimi Hendrix e Janis Joplin morreriam em 1970, Jim Morrison em 1971, Kurt Cobain em 1994 e Amy Winehouse em 2011 – todos aos 27 anos, por excesso de drogas.

MORTE DE JIM MORRISON

    Em 1971, o cantor, compositor e poeta Jim Morrison, líder da banda de rock norte-americana The Doors, é encontrado morto aos 27 anos na banheira de seu apartamento em Paris.

A causa da morte é colapso cardíaco, provavelmente devido a uma dose excessiva de heroína. Não houve autópsia.

Rei Lagarto seduz uma geração com suas letras e sua presença no palco, com as ideias do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, do poeta francês Arthur Rimbaud, do poeta e pintor inglês William Blake e do escritor norte-americano Aldous Huxley. 

O abuso de drogas o transforma num gênio indomável. Quase sempre doidão, "era difícil gravar, fazer um show e até mesmo tomar um avião com ele", admitiu Ray Manzarek, o baterista da banda.

Morrison é preso e acusado de "exposição indecente" e "profanidade" por ter ameaçado mostrar seu pênis durante um show em Miami, em 1º de março de 1969. Vários concertos da banda são cancelados. 

Em 20 de setembro de 1970, Morrison é condenado e, em 30 de outubro, sentenciado a seis meses de prisão e multa de US$ 500. Fica em liberdade por pagar fiança de US$ 50 mil.

"Perdi muito tempo e energia com o julgamento em Miami, cerca de um ano e meio", reconhece Morrison depois em entrevista. "Mas acho que foi uma experiência válida porque antes do julgamento eu tinha uma visão estudantil irrealista sobre o sistema judicial norte-americano. Meus olhos se abriram um pouco. Há muitos caras, negros, que em cinco minutos pegam 20, 25 anos de cadeia. Se eu não tivesse fundos ilimitados para continuar lutando, ficaria uns três anos preso. Se você tem dinheiro, geralmente não vai preso."

O túmulo de Morrison é o mais visitado no Cemitério Père Lachaise, em Paris, onde também estão sepultados o pianista e compositor polonês Frédéric Chopin, o escritor Honoré de Balzac e o escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde. Os fãs costumam beber e se drogar em homenagem ao ídolo.

VITÓRIA EM ENTEBBE

    Em 1976, um comando de Israel lança uma operação de resgate para libertar reféns de um avião Airbus A300 da companhia aérea Air France com 248 passageiros, dos quais 77 israelenses, sequestrado e levado para Entebbe, em Uganda, no coração da África, por terroristas da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e das Células Revolucionárias alemãs.

O voo AF139 vai de Telavive, em Israel, para Paris, a capital da França, em 27 de junho com escala em Atenas, a capital da Grécia, onde os quatro terroristas embarcam. Oito minutos depois de decolagem de Atenas, pouco depois do meio-dia, eles assumem o controle da aeronave.

Por volta das 14h, o avião pede licença para aterrisar em Bengási, na Líbia, governada pelo ditador Muamar Kadafi, para reabastecimento que permita mais quatro horas de voo. Fica seis horas e meia em Bengási, onde uma mulher é libertada, e segue viagem para Entebbe, a antiga capital de Uganda, onde fica o maior aeroporto do país governado pelo ditador Idi Amin. Chega por volta das 3h de 28 de junho. Os reféns são levados para um antigo terminal.

Em Israel, o primeiro-ministro Yitzhak Rabin reúne alguns ministros, entre eles Shimon Peres, da Defesa, para tomar providências para libertar os reféns israelenses.

Em 29 de junho, os terroristas anunciam suas exigências: a libertação até 1º de julho às 14h de 53 presos, 13 na Alemanha Ocidental, na França, na Suíça e no Quênia, e 40 em Israel. Caso contrário, ameaçam explodir o avião com os reféns a bordo. A Alemanha Ocidental e a França se recusam a soltar presos.

Oficialmente, a ditadura de Idi Amin se declara neutra, mas na realidade apoia os sequestradores. Idi Amin havia expulsado todos os israelenses de Uganda depois que Israel se negou a fornecer aviões de caça ao país.

Em 30 de junho, os terroristas libertam 47 reféns, nenhum israelense. O capitão e a tripulação decidem ficar com os passageiros. Quando os reféns libertados confirmam a suspeita de apoio da ditadura de Idi Amin aos terroristas, Israel toma a decisão de agir.

Como o aeroporto foi construído por uma empresa de Israel, as autoridades israelenses conseguem mapas detalhados para planejar a operação de resgate. O general brigadeiro Dan Shonrom, comandante de paraquedistas, é nomeado chefe da operação em Israel e Yonatan Netanyahu, irmão do atual primeiro-ministro, comandante da força-tarefa.

Israel tenta negociar, mas os terroristas exigem a libertação dos presos. Ampliam o prazo até 14h de 4 de julho. O comando é dividido em cinco grupos de assalto para assumir o controle da pista e dos dois terminais do aeroporto, impedir a intervenção das Forças Armadas de Uganda e evacuar os reféns, levando-os para avião de transporte C-130 Hercules.

Na madrugada de 3 de julho, o ministro da Defesa de Israel, Shimon Peres, recebe o aviso de que o comando está pronto para entrar em ação. Os aviões israelenses partem do Aeroporto Ben Gurion às 13h20 de 3 de julho. Eles se reabastecem em Charm al-Cheikh, no Egito, e voam para Uganda.

Quando a ação começa, os ugandenses percebem a invasão, mas são rechaçados. Os reféns estão no salão principal do terminal velho, deitados no chão. Muitos dormem. Quatro terroristas que montam guarda são mortos imediatamente.

As ordens são tratar os soldados ugandenses como inimigos armados a serem atacados se abrirem fogo e eliminar todos os terroristas. A ação no terminal antigo dura três minutos.

O segundo avião pousa sete minutos depois do primeiro, com soldados e veículos de transporte que atacam o novo terminal. A principal resistência vem da torre de controle, de onde parte uma rajada de metralhadora que mata Yoni Netanyahu.

Ao todo, sete terroristas e 45 soldados ugandenses são mortos; 102 dos 106 reféns são libertados. Do lado israelense, Netanyahu e três reféns morrem. Às 0h30 de 4 julho, uma hora e meia depois da aterrissagem do primeiro avião, o último avião israelense deixa o Aeroporto de Entebbe.

TRAGÉDIA NO GOLFO

    Em 1988, o cruzador americano Vincennes abate um avião de passageiros Airbus da Iran Air no Golfo Pérsico, matando todas as 290 pessoas a bordo.

A Guerra Irã-Iraque (1980-88) está no fim. Os EUA patrulham o golfo para evitar ataques a navios petroleiros e alegam que confundiram o avião civil com um caça-bombardeiro iraniano. O sistema de defesa Aegis, o Escudo de Zeus, que seria capaz de distinguir uma barata a quilômetros de distância, derruba o Airbus iraniano. 

O ditador do Irã, aiatolá Ruhollah Khomeini, aceita em 20 de julho a Resolução nº 598 do Conselho de Segurança das Nações Unidos, que propõe um cessar-fogo. A trégua entra em vigor em 20 de agosto, depois de quase oito anos de uma guerra que mata entre 500 mil e 1 milhão de muçulmanos.

GOLPE NO EGITO

     Em 2013, o comandante das Forças Armadas do Egito, general Abdel Fattah al-Sissi, lidera um golpe militar e derruba o governo da Irmandade Muçulmana e do presidente Mohamed Mursi, eleito na chamada Primavera Árabe.

Quando uma revolta popular derruba, em 11 de fevereiro de 2011, o ditador Hosni Mubarak, que estava no poder há 30 anos, um mês depois da queda de Zine ben Ali na Tunísia, só há duas instituições organizadas no Egito: as Forças Armadas e a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico, fundado em 1928 por Hassan al-Bana para reislamizar o mundo muçulmano numa reação ao imperialismo ocidental.

Como único movimento político organizado, a Irmandade Muçulmana vence as primeiras eleições democráticas da história do país para a Assembleia Nacional e a Presidência. Em 30 de junho de 2013, primeiro aniversário da vitória de Mursi, 14 milhões de pessoas protestam nas ruas contra o autoritarismo do governo da Irmandade Muçulmana, acusada de sequestrar a revolução. Cinco manifestantes são mortos.

No dia seguinte, populares atacam e saqueiam a sede nacional da Irmandade Muçulmana no Cairo. Outras oito pessoas morrem numa manifestação diante de um quartel. Em 3 de julho, são mortos 16 partidários da Irmandade Muçulmana. À noite, o Comando Supremo das Forças Armadas divulga um comunicado anunciando o fim do governo Mursi.

A repressão violenta leva à morte de pelo menos mil pessoas, massacradas pelas forças de segurança em 14 de agosto. A Irmandade Muçulmana afirma que são 2,6 mil mortes. Mursi é preso e condenado a 20 anos de cadeia por prisões ilegais e torturas cometidas sob seu governo. 

Em 17 de junho de 2019, a televisão estatal egípcia anuncia que Mursi desmaia durante uma audiência sobre acusações de espionagem. Levado a um hospital, ele morre, supostamente de ataque cardíaco. 

sábado, 29 de julho de 2023

Hoje na História do Mundo: 29 de Julho

 DERROTA DA ARMADA INVENCÍVEL

    Em 1588, sob o comando de Lorde Charles Howard e Sir Francis Drake, a Inglaterra derrota a Armada Invencível da Espanha.


 Depois de uma batalha feroz de oito horas perto de Gravelines, na França, uma mudança no vento ajuda a frota espanhola a fugir para o Mar do Norte.

Com o fracasso da invasão, a Armada começa sua longa e trágica volta à Espanha, contornando o Norte da Escócia para ser dizimada por tempestades. Os ingleses a perseguem até a Escócia.

No fim dos anos 1580, o rei Felipe II, da Espanha, planeja tomar a Inglaterra – que se torna protestante em 1534 e apoia os rebeldes holandeses – e trazê-la de volta para a Igreja Católica Apostólica Romana. Um ataque de Drake ao porto de Cádiz atrasa o ataque.

A Armada zarpa de Lisboa em 19 de maio de 1558 com 130 navios, 2,5 mil canhões, 8 mil marinheiros e 20 mil fuzileiros navais. Por causa de tempestades, só chega à costa da Inglaterra dois meses depois, quando os ingleses estão preparados.

Em 27 de julho, a Armada ancora no porto de Calais, na França, preparando-se para embarcar um Exército espanhol que estava na região de Flandres, na Bélgica. Logo após a meia-noite de 29 de julho, os ingleses mandam barcos pegando fogo em direção à frota espanhola, que sai do porto às pressas. Desorganizada, a Armada é atacada pelos ingleses ao amanhecer perto de Gravelines.

Com canhões superiores, a Inglaterra vence a batalha decisiva. Quando o resto da Armada chega à Espanha, em outubro, perdera a metade dos navios e 15 mil homens.

A vitória torna a Inglaterra da rainha Elizabeth I numa potência mundial que começa a construir o maior império que o mundo já viu.

 HITLER SE TORNA LÍDER DO PARTIDO

    Em 1921, Adolf Hitler se torna líder do Partido Trabalhista Nacional-Socialista da Alemanha, o partido nazista, que vira um partido de massas, chega ao poder em 1933 e impõe um regime totalitário na Alemanha até a derrota na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Hitler nasce em 20 de abril de 1889 em Braunau am Inn, na Áustria. Estudante pobre, não conclui o ensino médio. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), ele adere a um regimento bávaro do Exército da Alemanha. É considerado um soldado com bravura, mas não é promovido além de cabo por seus superiores, que não veem nele capacidade de liderança.

Depois do fracassado Golpe da Cervejaria de Munique, em 1923, Hitler é preso e condenado. Na cadeia, escreve o livro Minha Luta, publicado em 1925, para apresentar o programa político que levaria o nazismo ao poder.

A oportunidade vem em 1932. No auge da Grande Depressão (1929-39), o desemprego na Alemanha chega a 12,5% e os nazistas ganham as primeiras eleições, sem maioria absoluta. Hitler é nomeado chanceler (primeiro-ministro) em 30 de janeiro de 1933.

Em 27 de fevereiro de1933, os nazistas tocam fogo no Reichstag (Parlamento) e culpam os comunistas. Com a Lei Habilitante, Hitler consegue poderes espaciais e os nazistas ampliam sua bancada parlamentar em nova eleição.

Com a morte do presidente Paul von Hindenburg, em 19 de agosto de 1934, um referendo aprova com quase 90% dos votos a unificação dos cargos de presidente e chanceler. Hitler se torna o Führer (Guia), passa a governar com poderes absolutos e inicia a revanche contra os países que venceram a humilharam a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa em 1º de setembro de 1939, com a invasão da Polônia. Diante da derrota, Hitler se suicida em 30 de abril de 1945. Oito dias depois, o Exército Vermelho toma Berlim e acaba a guerra na Europa.

EUA CRIAM A NASA

    Em 1958, o Congresso dos Estados Unidos aprova a criação da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA), a agência responsável pelas viagens espaciais do país. É a resposta americana ao lançamento pela União Soviética, em 4 de outubro de 1957, do Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra.

Do tamanho de uma bola de basquete, com 83 quilos, o Sputnik I apita nos radares americanos durante 93 horas, mostrando que a URSS seria capaz de atacar os EUA com um míssil nuclear.

Os soviéticos mantêm a vanguarda na corrida espacial, enviado o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, em 12 de abril de 1961; a primeira mulher, Valentina Terechkova, em 16 de junho de 1963; e realizando o primeiro passeio no espaço fora da nave com Alexei Leonov, em 18 de março de 1965.

Como as armas atômicas soviéticas estão sob o controle das Forças de Defesa Estratégicas, subordinadas ao Exército Vermelho, mais preocupado com uma guerra na Europa, na época da Crise dos Mísseis em Cuba, em 1962, os EUA já tem superioridade em mísseis nucleares, que seria neutralizada pelos mísseis instalados em Cuba.

"ACENDA MEU FOGO"

    Em 1967, a banda de rock californiana The Doors emplaca seu primeiro primeiro lugar nas paradas de sucesso com o compacto simples Light My Fire.

CASAMENTO REAL

    Em 1981, o príncipe Charles se casa com Lady Diana Spencer, num casamento de sonhos que vira manchete no mundo inteiro, mas ao longo dos anos se transforma em pesadelo.

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Hoje na História do Mundo: 3 de Julho

BATALHA DECISIVA

    Em 1863, com o fracasso de uma tentativa do general Robert Lee, comandante militar dos Estados Confederados da América (Sul), de quebrar as linhas de defesa da União (Norte), termina com a vitória nortista a Batalha de Gettysburg, a mais decisiva da Guerra da Secessão (1861-65), a Guerra Civil Norte-Americana.

Depois de vencer a Batalha de Chancellorsville, o general Lee lança sua segunda invasão do Norte. Leva seu exército de 75 mil soldados do Norte da Virgínia para Maryland e a Pensilvânia. O objetivo é uma grande batalha em território do Norte para quebrar a força moral das tropas da União e esperar uma intervenção da França ou do Reino Unido em seu favor.

O Exército do Potomac, com 90 mil soldados, persegue os confederados até o estado de Maryland, mas o general Joseph Hooker, derrotado em Chancellorsville, teme atacar Lee. Os confederados dividem sua forças em busca de alvos para atacar, entre eles Harriburgo, a capital da Pensilvânia.

Diante da relutância, o presidente Abraham Lincoln substitui Hooker pelo general George Meade. Lee sabe da presença do exército da União e concentra suas forças perto da cidade de Gettysburg, na Pensilvânia.

Sob o comando do general Henry Heth, uma divisão do Sul marcha sobre Gettysburg em 1º de julho na esperança de encontrar suprimentos e se defronta com três brigadas de cavalaria da União. Começa a Batalha de Gettysburg. Lee e Meade mandam seus soldados entrar na luta.

No meio da tarde, 19 mil soldados federais enfrentam 24 mil confederados. Pouco depois, quando chega ao campo de batalha, o general Lee ordena um avanço geral. As tropas da União recuam até a Colina do Cemitério, ao sul da cidade.

O resto dos soldados de Meade chega à noite. Na tarde de 2 de julho, depois de consolidar suas posições, o general sulista James Longstreet discorda do general Lee, mas ataca assim mesmo. Depois de três horas e milhares de mortes, o combate cessa.

Em 3 de julho, depois de não conseguir quebrar as linhas da União pelos flancos direito e esquerdo, Lee faz um ataque frontal, com um bombardeio maciço pelo centro, com 15 mil homens sob o comando do general George Pickett. Os federais respondem, num dos maiores bombardeios da guerra civil.

Quando Pickett avança, vê que o bombardeio de Lee não debilita as linhas inimigas. É alvo de intenso bombardeio nortista. Ao mesmo tempo, a infantaria ianque ataca a retaguarda do avanço de Pickett para dividir os confederados. Poucos chegam até a linha de frente da União e logo são mortos. Mais de 7 mil confederados morrem em uma hora.

No fim da Batalha de Gettysburg, o Exército do Potomac está muito debilitado para perseguir as forças em retirada de Lee. O total de mortes é estimado entre 46 e 51 mil pessoas soldados. 

É um virada na guerra civil. Nunca mais o Sul tenta invadir o Norte. Em 19 de novembro de 1963, ao inaugurar um cemitério no local da batalha, Lincoln faz o Discurso de Gettysburg, considerado o discurso político mais importante da História dos Estados Unidos.

MORTE DE BRIAN

    Em 1969, o guitarrista e multi-instrumentista dos Rolling Stones Brian Jones é encontrado morto na piscina aos 27 anos, na que é considerada uma morte acidental por afogamento.

John Lennon comenta em 1970: "No início, Brian Jones era o mais interessante dos Rolling Stones, mas é um daqueles caras que se desintegraram diante de nós."

Por causa do abuso de drogas, Jones falta a ensaios e gravações, e erra na hora de tocar. Os EUA lhe negam visto para uma excursão em 1969. Em 8 de junho, Mick Jagger e Keith Richards o demitem da banda. Richards já tinha tomado a namorada dele, a modelo e atriz Anita Pallenberg.

Jimi Hendrix e Janis Joplin morreriam em 1970, Jim Morrison em 1971, Kurt Cobain em 1994 e Amy Winehouse em 2011 – todos aos 27 anos, por excesso de drogas.

MORTE DE JIM MORRISON

    Em 1971, o cantor, compositor e poeta Jim Morrison, líder da banda de rock norte-americana The Doors, é encontrado morto aos 27 anos na banheira de seu apartamento em Paris.

A causa da morte é colapso cardíaco, provavelmente devido a uma dose excessiva de heroína. Não houve autópsia.

Rei Lagarto seduz uma geração com suas letras e sua presença no palco, com as ideias do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, do poeta francês Arthur Rimbaud, do poeta e pintor inglês William Blake e o escritor norte-americano Aldous Huxley. 

O abuso de drogas o transforma num gênio indomável. Quase sempre doidão, "era difícil gravar, fazer um show e até mesmo tomar um avião", admitiu Ray Manzarek, o baterista da banda.

Morrison é preso e acusado de "exposição indecente" e "profanidade" por ter ameaçado mostrar seu órgão genital durante um show em Miami, em 1º de março de 1969. Vários concertos da banda são cancelados. 

Em 20 de setembro de 1970, Morrison é condenado e, em 30 de outubro, sentenciado a seis meses de prisão e multa de US$ 500. Fica em liberdade por pagar fiança de US$ 50 mil.

"Perdi muito tempo e energia com o julgamento em Miami, cerca de um ano e meio", reconhece Morrison depois em entrevista. "Mas acho que foi uma experiência válida porque antes do julgamento eu tinha uma visão estudantil irrealista sobre o sistema judicial norte-americano. Meus olhos se abriram um pouco. Há muitos caras, negros, que em cinco minutos pegam 20, 25 anos de cadeia. Se eu não tivesse fundos ilimitados para continuar lutando, ficaria uns três anos preso. Se você tem dinheiro, geralmente não vai preso."

O túmulo de Morrison é o mais visitado no Cemitério Père Lachaise, em Paris, onde também estão sepultados o pianista e compositor polonês Frédéric Chopin, o escritor Honoré de Balzac e o escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde. Os fãs costumam beber e se drogar em homenagem ao ídolo.

TRAGÉDIA NO GOLFO

    Em 1988, o cruzador americano Vincennes abate um avião de passageiros Airbus da Iran Air no Golfo Pérsico, matando todas as 290 pessoas a bordo.

A Guerra Irã-Iraque (1980-88) está no fim. Os EUA patrulham o golfo para evitar ataques a navios petroleiros e alegam que confundiram o avião civil com um caça-bombardeiro iraniano. O sistema de defesa Aegis, o Escudo de Zeus, que seria capaz de distinguir uma barata a quilômetros de distância, derruba o Airbus iraniano. 

O ditador do Irã, aiatolá Ruhollah Khomeini, aceita em 20 de julho a Resolução nº 598 do Conselho de Segurança das Nações Unidos, que propõe um cessar-fogo. A trégua entra em vigor em 20 de agosto, depois de quase oito anos de uma guerra que matou entre 500 mil e 1 milhão de muçulmanos.

GOLPE NO EGITO

     Em 2013, o comandante das Forças Armadas do Egito, general Abdel Fattah al-Sissi, lidera um golpe militar e derruba o governo da Irmandade Muçulmana e do presidente Mohamed Mursi, eleito na chamada Primavera Árabe.

Quando uma revolta popular derruba, em 11 de fevereiro de 2011, o ditador Hosni Mubarak, que estava no poder há 30 anos, um mês depois da queda de Zine ben Ali na Tunísia, só há duas instituições organizadas no Egito: as Forças Armadas e a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico, fundado em 1928 por Hassan al-Bana para reislamizar o mundo muçulmano numa reação ao imperialismo ocidental.

Como único movimento político organizado, a Irmandade Muçulmana vence as primeiras eleições democráticas da história do país para a Assembleia Nacional e a Presidência. Em 30 de junho de 2013, primeiro aniversário da vitória de Mursi, 14 milhões de pessoas protestam nas ruas contra o autoritarismo do governo da Irmandade Muçulmana, acusada de sequestrar a revolução. Cinco manifestantes são mortos.

No dia seguinte, populares atacam e saqueiam a sede nacional da Irmandade Muçulmana no Cairo. Outras oito pessoas morrem numa manifestação diante de um quartel. Em 3 de julho, são mortos 16 partidários da Irmandade Muçulmana. À noite, o Comando Supremo das Forças Armadas divulga um comunicado anunciando o fim do governo Mursi.

A repressão violenta leva à morte de pelo menos mil pessoas, massacradas pelas forças de segurança em 14 de agosto. A Irmandade Muçulmana afirma que são 2,6 mil mortes. Mursi é preso e condenado a 20 anos de cadeia por prisões ilegais e torturas cometidas sob seu governo. 

Em 17 de junho de 2019, a televisão estatal egípcia anuncia que Mursi desmaia durante uma audiência sobre acusações de espionagem. Levado a um hospital, ele morre, supostamente de ataque cardíaco. 

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Hoje na História do Mundo: 29 de Julho

DERROTA DA ARMADA INVENCÍVEL

    Em 1588, sob o comando de Lorde Charles Howard e Sir Francis Drake, a Inglaterra derrota a Armada Invencível da Espanha. 

Depois de uma batalha feroz de oito horas perto de Gravelines, na França, uma mudança no vento ajuda a frota espanhola a fugir para o Mar do Norte.

Com o fracasso da invasão, a Armada começa sua longa e trágica volta à Espanha, contornando o Norte da Escócia para ser dizimada por tempestades. Os ingleses a perseguem até a Escócia.

No fim dos anos 1580, o rei Felipe II, da Espanha, planeja tomar a Inglaterra – que se torna protestante em 1534 e apoia os rebeldes holandeses – e trazê-la de volta para a Igreja Católica Apostólica Romana. Um ataque de Drake ao porto de Cádiz atrasa o ataque.

A Armada zarpa de Lisboa em 19 de maio de 1558 com 130 navios, 2,5 mil canhões, 8 mil marinheiros e 20 mil fuzileiros navais. Por causa de tempestades, só chega à costa da Inglaterra dois meses depois, quando os ingleses estão preparados.

Em 27 de julho, a Armada ancora no porto de Calais, na França, preparando-se para embarcar um Exército espanhol que estava na região de Flandres, na Bélgica. Logo após a meia-noite de 29 de julho, os ingleses mandam barcos pegando fogo em direção à frota espanhola, que sai do porto às pressas. Desorganizada, a Armada é atacada pelos ingleses ao amanhecer perto de Gravelines.

Com canhões superiores, a Inglaterra vence a batalha decisiva. Quando o resto da Armada chega à Espanha, em outubro, perdera a metade dos navios e 15 mil homens.

A vitória torna a Inglaterra da rainha Elizabeth I numa potência mundial que começa a construir o maior império que o mundo já viu.

 HITLER SE TORNA LÍDER DO PARTIDO

    Em 1921, Adolf Hitler se torna líder do Partido Trabalhista Nacional-Socialista da Alemanha, o partido nazista, que vira um partido de massas, chega ao poder em 1933 e impõe um regime totalitário na Alemanha até a derrota na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Hitler nasce em 20 de abril de 1889 em Braunau am Inn, na Áustria. Estudante pobre, não conclui o ensino médio. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), ele adere a um regimento bávaro do Exército da Alemanha. É considerado um soldado com bravura, mas não é promovido além de cabo por seus superiores, que não veem nele capacidade de liderança.

Depois do fracassado Golpe da Cervejaria de Munique, em 1923, Hitler é preso e condenado. Na cadeia, escreve o livro Minha Luta, publicado em 1925, para apresentar o programa político que levaria o nazismo ao poder.

A oportunidade vem em 1932. No auge da Grande Depressão (1929-39), o desemprego na Alemanha chega a 12,5% e os nazistas ganham as primeiras eleições, sem maioria absoluta. Hitler é nomeado chanceler (primeiro-ministro) em 30 de janeiro de 1933.

Em 27 de fevereiro de1933, os nazistas tocam fogo no Reichstag (Parlamento) e culpam os comunistas. Com a Lei Habilitante, Hitler consegue poderes espaciais e os nazistas ampliam sua bancada parlamentar em nova eleição.

Com a morte do presidente Paul von Hindenburg, em 19 de agosto de 1934, um referendo aprova com quase 90% dos votos a unificação dos cargos de presidente e chanceler. Hitler se torna o Führer (Guia), passa a governar com poderes absolutos e inicia a revanche contra os países que venceram a humilharam a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa em 1º de setembro de 1939, com a invasão da Polônia. Diante da derrota, Hitler se suicida em 30 de abril de 1945. Oito dias depois, o Exército Vermelho toma Berlim e acaba a guerra na Europa.

EUA CRIAM A NASA

    Em 1958, o Congresso dos Estados Unidos aprova a criação da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA), a agência responsável pelas viagens espaciais do país. Foi a resposta americana ao lançamento pela União Soviética, em 4 de outubro de 1957, do Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra.

Do tamanho de uma bola de basquete, com 83 quilos, o Sputnik I apita nos radares americanos durante 93 horas, mostrando que a URSS seria capaz de atacar os EUA com um míssil nuclear.

Os soviéticos mantêm a vanguarda na corrida espacial, enviado o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, em 12 de abril de 1961; a primeira mulher, Valentina Terechkova, em 16 de junho de 1963; e realizando o primeiro passeio no espaço fora da nave com Alexei Leonov, em 18 de março de 1965.

Como as armas atômicas soviéticas estão sob o controle das Forças de Defesa Estratégicas, subordinadas ao Exército Vermelho, mais preocupado com uma guerra na Europa, na época da Crise dos Mísseis em Cuba, em 1962, os EUA já tem superioridade em mísseis nucleares, que seria neutralizada pelos mísseis instalados em Cuba.

"ACENDA MEU FOGO"

    Em 1967, a banda de rock californiana The Doors emplaca seu primeiro primeiro lugar nas paradas de sucesso com o compacto simples Light My Fire.

CASAMENTO REAL

    Em 1981, o príncipe Charles se casa com Lady Diana Spencer, num casamento de sonhos que vira manchete no mundo inteiro, mas ao longo dos anos se transforma em pesadelo.