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sábado, 4 de julho de 2026

EUA fazem 250 anos com ameaça de Trump à democracia

 Os Estados Unidos completam 250 desde a Declaração de Independência sob a maior ameaça à democracia desde a Guerra da Secessão (1861-65), quando o Sul tentou se separar para manter a escravidão.

A ameaça hoje é o extremista de direita encarnado por Donald Trump, o único presidente que se recusou a reconhecer o resultado de uma eleição e até hoje insiste que ganhou. Trump é racista e tem uma polícia de imigração assassina. Ataca as instituições fundamentais da democracia como a liberdade de imprensa e a independência do Judiciário.

É claro que a democracia norte-americana tem muitos problemas: a escravidão, que o presidente Barack Obama chamou de pecado original da União; a segregação racial e o racismo que persistem até hoje; o imperialismo, o apoio a ditaduras e as intervenções militares; um sistema político desmobilizante, que tenta suprimir o voto das minorias; e, no momento, um Congresso e uma Suprema Corte subservientes à Casa Branca.

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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Washington lançou bases da política externa dos EUA


No seu Discurso de Despedida, em 19 de setembro 1796, há exatamente 217 anos, o primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, lançou as bases da política externa americana. É uma de seus bases ideológicas, ao lado da Doutrina Monroe e da tese do Destino Manifesto, que justificou a Marcha para o Oeste e a conquista de grande parte do território do México.

Washington advertiu que a paz, a independência, a segurança, a liberdade e a prosperidade dependiam da união entre os estados, criticou o faccionalismo dos partidos políticos, defendeu a separação dos poderes, o livre comércio e a neutralidade, alertado os americanos a não se envolver em guerras nem alianças na Europa.

Esse isolacionismo só foi rompido em 1917, quando os EUA entraram na Primeira Guerra Mundial depois de vários ataques de submarinos da Alemanha à navegação e ao comércio no Oceano Atlântico.

Depois da Primeira Guerra Mundial, quando o Senado dos EUA rejeitou a Liga das Nações, o país recuou para seu isolacionismo, que durou até o ataque japonês a Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941. Com a vitória na Segunda Guerra Mundial, os EUA se transformaram numa superpotência e projetaram seu poderio militar pelo mundo inteiro durante a Guerra Fria.

Neste momento de crise econômica e declínio da influência nos EUA, a hesitação do governo Barack Obama e do Congresso em relação à guerra civil na Síria sinaliza um recuo.