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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 22 de Junho

ANEXAÇÃO DA MACEDÔNIA

    Em 168 antes de Cristo, a República Romana derrota o rei Perseu na Batalha de Pidna (hoje Kitros, na Grécia) e anexa a Macedônia.

É a batalha decisiva na Terceira Guerra da Macedônia. Com manobras táticas de grande agilidade e destreza, o general romano Lúcio Emílio Paulo atrai os macedônios de sua posição inexpugnável no Rio Elpeu para uma planície ao sul de Pidna em que ficam mais vulneráveis.

As espadas pequenas e leves dos legionários romanos são mais eficientes do que as lanças dos macedônios no combate corpo a corpo. De cerca de 40 mil soldados macedônios, 25 mil são mortos e 10 mil viram prisioneiros.

É o fim da civilização helenística e da dinastia criada por Felipe da Macedônia e seu filho Alexandre, o Grande. Muito antes de se tornar oficialmente um império, em 27 AC, Roma é uma potência imperial. 

GALILEU SE RETRATA

    Em 1633, processado pela Inquisição, que o acusa de heresia, o físico e astrônomo italiano Galileu Galilei é obrigado a se retratar e rejeitar a teoria do polonês Nicolau Copérnico de que o Sol e não a Terra é o centro do Sistema Solar.

Galileu nasce em Pisa em 15 de fevereiro de 1564, filho mais velho do músico Vincenzo Galilei. Nos anos 1570, a família vai para Florença. Em 1581, ele entra para a Universidade de Pisa para estudar medicina, mas se apaixona por matemática. Sai em 1585 sem se formar.

Durante anos, dá aulas particulares de matemática em Florença e Siena. Nesta época, ele pensa numa nova forma de equilíbrio hidrostático, entre a força da gravidade que atrai para dentro de uma estrela e força resultante da diferença de pressão, e começa a estudar o movimento. Em 1588, candidata-se a professor de matemática na Universidade de Bolonha, mas não consegue a vaga. Em 1589, vira professor da Universidade de Pisa.

Ao jogar objetos de pesos diferentes da Torre Inclinada, derruba a tese de Aristóteles de que a velocidade de queda dos corpos depende do peso. Acredita mais nas ideias de Arquimedes. As críticas a Arquimedes o tornam impopular entre os colegas e seu contrato não é renovado em 1592. Vai então para a Universidade de Pádua, onde leciona de 1592 a 1610.

Suas descobertas com o telescópio levam à aceitação da teoria heliocêntrica do astrônomo polonês Nicolau Copérnico de que o Sol é o centro do Sistema Solar e a Terra orbita ao redor do Sol. Por ir contra a teoria geocêntrica de Ptolomeu, é processado pela Inquisição.

Em 1613, hierarcas da Igreja Católica começam a ficar alarmados pelo apoio de Galileu às ideias de Copérnico. No primeiro julgamento, em 1616, Galileu é condenado a "abster-se completamente de ensinar, defender ou discutir sua doutrina" e a "abandonar completamente a opinião de que o Sol fica parado no centro do mundo e a Terra se move e, doravante, não mantê-la, ensiná-la ou defendê-la, oralmente ou por escrito."

Em 1624, o papa Urbano VIII o autoriza a escrever suas teses, mas alerta para pegar leve com a teoria de Copérnico.

Com a publicação de Diálogo a Respeito dos Dois Principais Sistemas Mundiais, Ptolomaico e Copernicano, em 1632, Galileu é processado por heresia pela Inquisição e condenado à prisão perpétua em 1633. A pena é comutada para prisão domiciliar, em que ele fica até a morte, em 8 de janeiro de 1642.

Ele teria se retratado ao falar sobre a Terra e rejeitar a teoria de Copérnico, mas a frase "no entanto, ela se move", não tem comprovação histórica.

O papa João Paulo II reabre a questão em 1979, mas a Igreja Católica reluta em aceita a verdade científica. Em 15 de fevereiro de 1990, em pronunciamento na Universidade La Sapienza, em Roma, o cardeal Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI, cita teólogos para dizer: "A Igreja no tempo de Galileu esteve mais perto da razão do que o próprio Galileu, e levou em consideração também as consequências éticas e sociais dos ensinamentos de Galileu. Seu veredito contra Galileu foi racional e justo, e a revisão deste veredito só pode ser justificada com base no que é politicamente oportuno."

Na época, o cardeal Ratzinger era prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, o departamento mais antigo da Cúria Romana, a antiga Inquisição.

Em artigo no jornal oficial do Vaticano, L'Osservatore Romano, em 4 de novembro de 1992, João Paulo II admite o erro da Igreja: "Graças a sua intuição como um físico brilhante, e com base em diferentes argumentos, Galileu, que praticamente inventou o método experimental, entendeu por que o Sol poderia funcionar como centro do mundo como era conhecido então, isto é, do sistema planetário. O erro dos teólogos daquele tempo, quando mantiveram a centralidade da Terra, foi pensar que nosso conhecimento da estrutura física do mundo era, de alguma forma, imposto pelo sentido literal da Sagrada Escritura." 

NAPOLEÃO ABDICA

    Em 1815, depois da derrota na Batalha de Waterloo, o imperador Napoleão Bonaparte abdica pela segunda vez ao trono da França.

Napoleão nasce em 15 de agosto de 1769 em Ajácio, a capital da ilha da Córsega, que dois anos antes se torna parte da França. Com a derrocada da aristocracia na Revolução Francesa de 1789, Napoleão ascende rapidamente na hierarquia do Exército, onde antes para ser general precisava ter quatro gerações de nobreza.

General aos 24 anos, depois da campanha do Egito, em 1798, Napoleão é nomeado cônsul em 1799 e acaba com a revolução na França, enquanto seu exército cidadão luta contra as monarquias europeias. Em 1804, Napoleão se coroa imperador.

Ele não consegue invadir a Inglaterra por causa das derrotas para o almirante Horácio Nelson em Abukir (1799) e Trafalgar (1805). Mas controla maioria do continente, inclusive a Península Ibérica, o que provoca a fuga da família real portuguesa para o Brasil e a independência da América Latina.

Seu maior erro é a invasão da Rússia em 24 de junho de 1812 com o Grande Exército, de 600 mil homens. Depois de uma vitória francesa com enormes perdas na Batalha de Borodino, o Exército russo recua e incendeia Moscou, deixando os franceses sem abrigo e sem comida no início do outono no Hemisfério Norte. A fuga termina em 14 de dezembro. Napoleão nunca se recupera da Campanha da Rússia.

Em 1813, a Sexta Coligação contra Napoleão (Áustria, Prússia, Rússia, Reino Unido, Suécia e alguns estados alemães) o derrota na Batalha de Leipzig. No ano seguinte, seus inimigos invadem Paris. Em 11 de abril de 1814, Napoleão abdica e vai para o exílio na Ilha de Elba, no Mar Mediterrâneo.

O general foge de Elba em fevereiro de 1815 e retoma o poder em 20 de março, mas o segundo reinado dura apenas 100 dias. Um exército da Sétima Coligação (Reino Unido, Áustria, Prússia e Rússia), sob o comando do Duque de Wellington, vence Napoleão na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 18 de junho de 1815. Ele abdica em e vai preso para a Ilha de Santa Helena, uma possessão britânica no Oceano Atlântico, onde morre em 5 de maio de 1821.

ALEMANHA INVADE URSS

     Em 1941, começa a Operação Barbarossa, a invasão da União Soviética pela Alemanha nazista e aliados durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

É o fim do Pacto Germano-Soviético, assinado em 23 de agosto de 1939 para dividir a Polônia e permitir à Alemanha Nazista tomar a Europa Ocidental sem temer ataques vindos do Leste. A maior invasão militar da história é o maior erro de Adolf Hitler e custa a derrota. Mais de 80% das tropas alemãs são derrotadas na frente oriental.

A invasão nazista tem três braços. Na frente norte, marcha rumo a Leningrado, hoje São Petersburgo, cercada durante 900 dias sem que a Alemanha tenha conseguido conquistar a antiga capital da Rússia czarista. No centro, avança sobre Moscou, mas não consegue tomar a capital russa, protegida pelo rigor do inverno, e perde a Batalha de Moscou, sua primeira grande derrota. Na frente sul, toma Kiev, a capital da Ucrânia e avança até Stalingrado.

Na Batalha de Stalingrado, talvez a mais importante a história, com cerca de 2 milhões de mortes de 23 de agosto de 1942 a 2 de fevereiro, o Exército Vermelho contém a ofensiva nazista e inicia a marcha rumo a Moscou, que tomaria em 8 de maio de 1945, no fim da guerra na Europa.

Do ponto de vista do número de mortes, a Segunda Guerra Mundial é principalmente um conflito entre a URSS, que perdeu 27 milhões de pessoas, e a Alemanha, que perdeu 11 milhões.

CAÇA ÀS BRUXAS

    Em 1950, como parte da campanha do senador Joseph McCarthy contra a "ameaça vermelha" durante a Guerra Fria, músicos como Leonard Bernstein, Aaron Copland, Lena Horn e Pete Seeger são acusados de simpatizar com o comunismo no documento Canais Vermelhos: o relatório sobre a influência comunista no rádio e na televisão.

Eles se juntam a outros nomes da indústria cultural dos EUA como Orson Welles, Lilian Hellman, Arthur Miller, Dorothy Parker e Charles Chaplin.
McCarthy fica conhecido naquele ano por sua cruzada contra a suposta infiltração esquerdista nos EUA alegando haver mais de 200 "notórios comunistas" no Departamento de Estado. Nos anos seguintes, estende sua campanha sobre a Ameaça Vermelha a todos os órgãos do governo dos EUA e a outros setores, como o cultural.

Mesmo sem descobrir nenhum comunista enrustido, o macartismo provoca uma histeria anticomunista e a perseguição política de supostos esquerdistas.
 
Em 1954, McCarthy está marginalizado. Quando faz acusações durante o governo democrata de Harry Truman (1945-53), os republicanos o usam como arma política. Depois da vitória e posse de Dwight Eisenhower (1953-61), vira um estorvo para o Partido Republicano.

Com o seu poder desvanecendo, em 1954, McCarthy começa investigações sobre infiltração comunista no Exército dos EUA. Como as audiências são televisionadas, pela primeira vez o povo americano vê o senador McCarthy em ação. Seu estilo agressivo e histérico desagrada.

Em uma última e desesperada tentativa de se reabilitar, McCarthy denuncia a infiltração na CIA, mas ninguém o leva a sério. O presidente Eisenhower, o secretário de Estado, John Foster Dulles, e o diretor-geral da CIA, Allen Dulles, irmão do secretário, rejeitam as acusações como temerárias e sem fundamento.

O macartismo está nas origens do trumpismo. O guru de Donald Trump, o advogado Roy Cohn, foi assessor de McCarthy e ensinou seu pupilo a "lutar, lutar, lutar", nunca recuar, nunca admitir nenhum erro e muito menos a derrota, e nunca pedir desculpas.

Há um ano, uma subsecretária do governo Donald Trump afirmou que McCarthy estava certo ao denunciar a infiltração comunista no governo dos EUA e que o mesmo Estado Profundo atacou McCarthy, derrubou o presidente Richard Nixon e hoje ataca Donald Trump, um neofascista, o único presidente dos EUA até hoje que não reconheceu a derrota e tentou dar um golpe de Estado para não entregar o poder democraticamente.

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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 10 de Junho

IMPERADOR SE AFOGA

    Em 1190, o imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Frederico I ou Frederico Barbarossa ou Barba Ruiva, morre afogado ao tentar cruzar o Rio Saleph, no reino armênio da Cilícia, hoje Rio Goksu, no Sul da Turquia, quando vai para a Terceira Cruzada, a Cruzada dos Reis.

Frederico nasce em dezembro de 1122 em Haguenau, na França. Em 4 de março de 1152, é eleito rei da Alemanha em Frankfurt e coroado cinco dias depois em Aachen. Ele se torna rei da Itália em 1155 e é coroado pelo Papa Adriano IV imperador do Sacro Império.

Muitos historiadores o consideram o imperador mais importante do Sacro Império na Idade Média, combinando longevidade, ambição, capacidade de organização e inteligência política.

SUPOSTA FEITICEIRA ENFORCADA

    Em 1692, Bridget Bishop é a primeira das "feiticeiras de Salém", na Colônia da Baía de Massachusetts, a ser enforcada depois de ser condenada por "certas artes detestáveis chamadas de feitiçaria e bruxaria".

A Inquisição ou o Santo Ofício persegue, condena e executa supostos hereges desde 1184. A Caça às Bruxas começa na Europa por volta de 1300.

No século 14, já no fim da Idade Média, o medo da heresia e do satanismo aumentam o número de acusações de cometer atos diabólicos e geram uma caça às bruxas, agravada pela pandemia da peste, a pior da história, que mata 40% a 60% da população da Europa de 1346 a 1353.

Em 1484, o Papa Inocêncio VIII condena a bruxaria numa bula papal e envia inquisidores para perseguir e processar bruxas.

As bruxas são consideradas inimigas de Deus e aliadas do demônio, com quem fariam orgias sexuais durante a noite. Elas teriam a capacidade de se transformar de seres humanos em animais e depois em outros animais e humanos diferentes.

Entre 1400 e 1775, um período que inclui a Contrarreforma e a Guerra dos Trinta Anos (1618-48), estima-se que 110 mil pessoas sejam processadas por bruxaria na Europa e na América, e 40 a 60 mil executadas. A última execução acontece na Suíça em 1758.

Em Salém, 200 pessoas são processadas de fevereiro de 1693 a maio de 1694. Trinta são condenadas, mas só 20 executadas; 19 morrem na forca (14 mulheres e 5 homens) e uma mulher idosa é esmagada com pedras. Outros 5 réus morrem na prisão.

ORIGEM DO PARA-RAIOS

  Em 1752, Benjamin Franklin, um dos fundadores dos Estados Unidos, inventor do para-raio, empina um papagaio (pandorga ou pipa) durante uma tempestade para provar a ligação entre os raios e a eletricidade.

Cientista, escritor, político e diplomata, Franklin usa um fio metálico para empinar uma pandorga de papel preso a uma chave de metal manipulada através de um fio de seda. Ao lado do filho, observa a carga elétrica do raio descer até a terra.

Para dar utilidade prática à descoberta, usa hastes de ferro ligadas à terra colocadas ao lado ou no teto de edificações para desviar as cargas elétricas dos raios para o solo com segurança. Cria o para-raios.

ESTREIA TRISTÃO E ISOLDA

    Em 1865, estreia Tristão e Isolda, o primeiro exemplo do que o compositor Richard Wagner chama de "drama musical", que se torna a ópera mais importante da Alemanha do fim do século 19.

A ópera se baseia num romance medieval com origem numa lenda celta. Tristão é encarregado de pedir a mão de Isolda em casamento em nome do seu tio, o rei Marco, da Cornualha. Consegue, mas os dois acabam tomando por engano uma poção de amor, o que os torna apaixonados um pelo outro.

O romance é cheio de dificuldades e perigos porque ambos tentam manter a lealdade ao rei. Durante a maior parte da ópera, o rei e seus cortesões tentam armar uma cilada para os amantes. Preso e condenado à morte na fogueira, Tristão salta de um penhasco e resgata Isolda, que o rei entrega a um bando de leprosos.

Eles fogem para a floresta de Morrois e ficam lá até serem descobertos pelo rei Marco, com quem fazem um acordo de paz que restaura o casamento de Marco e Isolda. Tristão vai para a Bretanha, onde se casa com Isolda das Mãos Brancas, mas não consuma o casamento. Ferido por uma arma envenenada, ele procura a outra Isolda, a única capaz de curá-lo.

Se Isolda concordar, ela vai chegar num navio com vela branca; se recusar, irá um navio com vela preta. A mulher de Tristão descobre e diz ao marido que o navio tem a vela negra. Isolda chega tarde demais para salvar o amante e entrega sua vida num abraço final.

Depois das mortes, há um milagre. Duas árvores brotam de seus túmulos e seus galhos e ramos se entrelaçam para que nunca mais eles sejam separados. 

ITÁLIA VAI À GUERRA

    Em 1940, nove meses depois do início da Segunda Guerra Mundial, o ditador italiano Benito Mussolini declara guerra ao Reino Unido e à França, esta última invadida em maio daquele ano pela Alemanha Nazista, aliada da Itália.

Quando a Alemanha invade a Polônia, em 1º de setembro de 1939, marco do início do maior conflito armado da história, a Itália não está preparada. Com o colapso da França, o líder fascista decide que chega a hora de aplicar o Pacto de Aço firmado com o ditador nazista Adolf Hitler e entrar na guerra.

Os nazistas entram em Paris em 14 de junho. A França assina a rendição em 22 de junho. Hitler retira de um museu o trem onde a Alemanha se rendera no fim da Primeira Guerra Mundial, e faz do acontecimento uma espécie de redenção pela derrota em 1918.

Um dia depois do ataque japonês a Pearl Harbor, no Havaí, em 8 de dezembro de 1941, Mussolini declara guerra aos Estados Unidos, aliando-se também ao Império do Japão.

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terça-feira, 2 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 2 de Junho

 ÚLTIMO EXÉRCITO SULISTA

     Em 1865, depois da rendição do general Edmund Kirby Smith, comandante das forças dos Estados Confederados do Sul a oeste do Rio Mississípi, em 26 de maio, mais de um mês depois do fim da Guerra da Secessão ou Guerra Civil Norte-Americana, em 19 de abril, o último exército sulista abandona a luta. É o fim definitivo da guerra mais mortal da história dos EUA, com um total de mortos estimado em 620 mil.

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861, quando as forças do Sul, que era contra a abolição da escravatura e queria se separar da União, sob o comando do general Pierre Beauregard, bombardeiam o Forte Sumter no porto de Charleston, na Carolina do Sul. Durante 34 horas, 50 canhões e morteiros do Sul disparam mais de 4 mil vezes contra o forte. No dia seguinte, o comandante nortista, major Robert Anderson, se rende.

Dois dias depois, o presidente Abraham Lincoln convoca 75 mil voluntários para deter a insurreição sulista. Depois de quatro anos de guerra, o comandante militar do Sul, general Robert Lee, se rende ao comandante militar do Norte, general Ulysses Grant, em 19 de abril, mas alguns focos de resistência subsistem.

CIDADANIA INDÍGENA

   Em 1924, o Congresso aprova a Lei de Cidadania Indígena, dando cidadania a todos os índios nascidos em território americano.

Antes da Guerra da Secessão (1861-65), a cidadania é limitada a mestiços. Com a emancipação, os negros ganham este direito, que só seria completado um século depois com a Lei de Direitos Civis.

REPÚBLICA ITALIANA

    Em 1946, depois da queda do Fascismo e da derrota na Segunda Guerra Mundial (1939-45), os italianos votam em plebiscito para tornar o país, que era uma monarquia desde a unificação, numa república.

Ao todo, 12.718.641 (54,3%) votam na república e 10.718.502 (45,7%) na monarquia. Com este resultado, o rei Umberto II, que ascende ao trono um mês antes, vai para o exílio em 13 de junho.

A Itália torna-se oficialmente uma república em 18 de junho e a data do plebiscito (2 de junho) é declarada Dia da República.

COROAÇÃO DE ELIZABETH II

    Em 1953, Elizabeth II é coroada rainha da Inglaterra e do Reino Unido. 

Mais de mil dignatários e convidados assistem à cerimônia de coroação na Abadia de Westminster, em Londres. Ao nascer, em 1926, Elizabeth é a primeira filha do príncipe Albert Frederick Arthur George, segundo filho do rei George V. Quando o rei morre, em 1936, ascende ao trono o rei Eduardo VIII, que abdica para se casar com Wallis Simpson, uma norte-americana divorciada.

O pai de Elizabeth é coroado como George VI, que reina durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), quando o Reino Unido é bombardeado impiedosamente. Elizabeth torna-se a herdeira do trono. Seu reinado é o mais longo da história, superando os de Luís XIV, na França (1643-1715), e da rainha Vitória, na Inglaterra (1837-1901).

CAÇA ÀS BRUXAS

    Em 1954, o senador republicano Joseph McCarthy denuncia a infiltração comunista na Agência Central de Inteligência (CIA) e na indústria nuclear dos Estados Unidos. As acusações são logo desconsideradas como sensacionalismo barato.

McCarthy fica conhecido em 1950, quando lança sua cruzada contra a Ameaça Vermelha, a suposta infiltração esquerdista nos EUA alegando há mais de 200 "notórios comunistas" no Departamento de Estado. Nos anos seguintes, amplia sua campanha a todos os órgãos do governo dos EUA e a outros setores, como o cultural. Até Charles Chaplin, considerado o melhor ator da história do cinema, entra nas suas listas negras.

Mesmo sem descobrir nenhum comunista enrustido, o macartismo provoca uma histeria anticomunista e a perseguição política de supostos esquerdistas. Em 1954, McCarthy está marginalizado. Quando faz acusações durante o governo democrata de Harry Truman (1945-53), os republicanos o usam como arma política. Depois da vitória e da posse de Dwight Eisenhower (1953-61), vira um estorvo para o Partido Republicano.

Com o seu poder desvanecendo, em 1954, McCarthy inicia investigações sobre infiltração comunista no Exército dos EUA. Como as audiências são televisionadas, pela primeira vez o povo americano vê o senador McCarthy em ação. Seu estilo agressivo e histérico desagrada.

Em uma última e desesperada tentativa de se reabilitar, McCarthy denuncia a infiltração na CIA, mas ninguém o leva a sério. O presidente Eisenhower, o secretário de Estado, John Foster Dulles, e o diretor-geral da CIA, Allen Dulles, irmão do secretário, rejeitam as acusações como temerárias e sem fundamento.

TERRORISMO DOMÉSTICO

    Em 1997, o terrorista de extrema direita Timothy McVeigh, ex-soldado do Exército dos EUA, é condenado por 15 acusações de assassinato e conspiração por causa do atentado com caminhão-bomba contra um prédio do governo federal na Cidade de Oklahoma em 19 de abril de 1995.

A operação de resgate dura duas semanas. O total de mortos é 168, inclusive 19 crianças pequenas que estavam na creche do edifício.

O ataque acontece dois anos depois de uma operação do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, contra a seita davidiana, em que morrem cerca de 80 pessoas. McVeigh é condenado à morte e executado em junho de 2001. 

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domingo, 1 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 1º de Março

CAÇA ÀS BRUXAS

    Em 1692, Sarah Goode, Sarah Osbornee e Tituba, uma escrava de Barbados, são acusadas de bruxaria na vila de Salém, na Colônia da Baía de Massachusetts, parte do Império Britânico. No mesmo dia, Tituba, provavelmente sob tortura confessa o crime, o que leva as autoridades a iniciar uma caça às "feiticeiras" de Salém.

O problema começou um mês antes, quando Elizabeth Parris, de 9 anos, e Abigail Williams, de 11 anos, filha e sobrinha do reverendo Samuel Parris, começam a sofrer distúrbios e doenças misteriosas. Um médico atribui os problemas a bruxaria.

Sob pressão dos adultos, as duas crianças e outros residentes de Salém acusam mais de 150 homens e mulheres de práticas satânicas.

NASCIMENTO DE CHOPIN

    Em 1810, o músico polonês radicado na França Frédéric François Chopin, um dos maiores compositores de todos os tempos, o poeta do piano, nasce em Zelazowa Mola, filho de um imigrante francês que trabalha como tutor da aristocracia na Polônia.

Quando Frédéric tem oito meses, o pai, Nicholas, se torna professor de francês do Liceu de Varsóvia. Chopin estuda no liceu de 1823 a 1826.

Sempre muito atento quando a mãe ou a irmã toca piano, aos seis anos ele tenta reproduzir o que ouve. No ano seguinte, começa a estudar piano. Aos oito anos, faz a primeira apresentação em público num concerto beneficente. Três anos depois, toca para o czar Alexandre I, da Rússia, que vai à abertura do Parlamento em Varsóvia.

Na segunda metade do século 18, há três divisões da Polônia entre a Rússia, a Prússia e a Áustria. Em 1795, a Polônia deixa de existir. Só recupera a independência em 1918, depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18). É nessa Polônia ocupada que Chopin nasce e cresce.

O menino-prodígio também compõe. Aos sete anos, escreve a primeira Polonaise. Aos 16 anos, Chopin entra para o recém-criado Conservatório de Varsóvia, sob a direção do compositor polonês Joseph Elsner, com quem Chopin havia estudado. 

Elsner compreende que precisa lhe dar total liberdade de criação, em vez de submetê-lo ao rigor acadêmico. Chopin estuda harmonia e composição, e tem ampla liberdade para se desenvolver como pianista.

Chopin vai a Berlim em 1828 e se apresenta pela primeira vez em Viena, capital do Império Austríaco, um dos grandes centros culturais do mundo, especialmente para música clássica, em 1829. Quando sai da Polônia, em 1830, para estudar na Alemanha e na Itália, estoura uma revolta polonesa contra a Rússia. Ele está em Viena quando recebe a notícia.

Em julho de 1831, Chopin vai para Paris, onde encontra o ambiental ideal para o florescimento de sua arte. Logo estabelece ligações com os imigrantes e refugiados poloneses e com compositores como Franz Liszt, Hector Berlioz, Vincenzo Bellini e Felix Mendelssohn.

Também conhece Aurora Dudevant, uma escritora que usa o pseudônimo de George Sand, com quem começa um relacionamento amoroso em 1838. Eles alugam uma casa em Mayorca, uma das Ilhas Baleares, da Espanha, onde Chopin fica doente. Quando o dono da casa ouve rumores de tuberculose, manda eles saírem.

Durante 10 anos, Chopin luta contra a tuberculose. Faz a última apresentação no Guildhall, em Londres, em 16 de novembro de 1848, para arrecadar dinheiro para os exilados poloneses. Morre em Paris em 17 de outubro de 1849.


FIM DA GUERRA DO PARAGUAI

    Em 1870, com a morte do ditador Francisco Solano López na Batalha de Cerro Corá, termina a Guerra do Paraguai ou a Guerra da Tríplice Aliança de Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai, que a chama de Guerra Grande.

Maior conflito armado internacional da história da América Latina, a Guerra do Paraguai começa em 12 de outubro de 1864. Neste ano, o Brasil invade o Uruguai, intervém na Guerra do Uruguai, uma guerra civil, ao lado do Partido Colorado na luta contra o Partido Blanco. Cai o presidente Bernardo Berro, alvo da Cruzada Libertadora lançada no ano anterior pelo líder colorado, general Venancio Flores.

Berro é aliado de Solano López e dos federalistas argentinos. Além do Brasil, Flores tem o apoio de Bartolomeu Mitre, presidente da Argentina, um unitário que se opõe aos federalistas.

Em 11 de novembro, o Paraguai apreende o navio brasileiro Marquês de Olinda. Ele transporta o presidente da província do Mato Grosso, que morre numa prisão paraguaia. Um mês depois, em 14 de dezembro, o Paraguai invade o Sul do Mato Grosso.

López sonha em criar um Grande Paraguai, conquistando o Uruguai, o Mato Grosso, o Rio Grande do Sul e as províncias argentinas de Missiones e Corrientes. Em 1865, o Paraguai invade Corrientes e o Rio Grande do Sul, e a Argentina entra na guerra.

O Paraguai invade Corrientes em 13 de abril. A Argentina, o Brasil e o Uruguai firmam o Tratado da Tríplice Aliança em 1º de maio de 1865. O tratado prevê que "o Paraguai deve ser responsabilizado por todas as consequências do conflito, pagar todas as dívidas de guerra" e "ficar sem qualquer fortaleza e força militar".

Solano López conta com o apoio do general federalista Justo José de Urquiza, inimigo de Mitre na política argentina, mas Urquiza prefere apoiar seu país a um líder estrangeiro.

Em 11 de junho de 1865, uma esquadra brasileira sob o comando do almirante Francisco Manuel Barroso, destrói a poderosa marinha paraguaia na Batalha Naval do Riachuelo e impede o Paraguai de ocupar permanentemente o território argentino. 

Ao dar o controle da navegação na Bacia do Rio da Prata aos aliados, é a batalha decisiva da guerra. Os paraguaios avançam até o Rio Grande do Sul. Tomam São Borja, Itaqui e Uruguaiana. O Barão de Porto Alegre sai da capital da província para enfrentar o inimigo. Em 18 de setembro de 1865, a guarnição paraguaia se rende.

Em 16 de abril de 1866, os aliados invadem o Paraguai. Depois de duas vitórias do general brasileiro Manuel Luís Osório, os paraguaios contêm a contraofensiva na primeira grande batalha terrestre da guerra, em Estero Bellaco, em 2 de maio.

Vitorioso, Solano López aposta numa vitória na Batalha de Tuiuti. Em 24 de maio de 1866, 25 mil paraguaios enfrentam 35 mil aliados no combate mais sangrento da guerra, que termina com 6 mil vítimas entre os aliados e 12 mil entre os paraguaios.

O Paraguai se recupera e vence as forças de Mitre e Flores na Batalha do Boqueirão, mas perde a Batalha do Curuzu para o general brasileiro Porto Alegre.

Em 12 de setembro de 1866, depois de perder a Batalha do Curuzu, Solano López convida Mitre e Flores para uma conferência de paz em Yatayty Cora. Há uma "discussão acalorada". Percebendo que a guerra está perdida, Solano López quer negociar a paz. Mitre exige que ele cumpra o que está no Tratado da Tríplice Aliança, que inviabiliza a paz com Solano López no poder. Ele não aceita.

Dias depois, na Batalha de Curupaiti, em 22 de setembro de 1866, os aliados atacam as forças paraguaias frontalmente e sofrem sua maior derrota, o que atrasa a ofensiva por 10 meses, até 18 de julho de 1867.

O Brasil decide então criar um comando unificado das forças brasileiras. O imperador nomeia o general Luís Alves de Lima e Silva, o Marquês e futuro Duque de Caxias, como comandante em 10 de outubro de 1866. Com a saída de Mitre em fevereiro de 1867, Caxias se torna o comandante geral aliado. Obtém vitórias decisivas como em Humaitá. Em 1869, passa o comando para o Conde d'Eu, marido da Princesa Isabel.

Ao todo, o Império do Brasil manda 150 mil homens para a guerra, dos quais 50 mil morrem. Com mais 10 mil civis mortos, 60 mil brasileiros morrem na Guerra do Paraguai. A Argentina e o Uruguai perdem a metade de suas tropas, e o Paraguai 300 mil pessoas entre mortos em combate, de fome e de doenças causadas pela guerra. Só 10% da população adulta masculina do Paraguai sobrevivem.

Por causa da invasão e tentativa de conquistar o território brasileiro, o imperador Dom Pedro II só aceita a rendição incondicional de Solano López. A Guerra do Paraguai marca a entrada dos militares na política brasileira.

PRIMEIRO PARQUE NACIONAL

    Em 1872, o Congresso dos Estados Unidos aprova a criação do Parque Nacional de Yellowstone, o primeiro parque nacional do país e talvez do mundo, dividido entre os estados de Montanha, Wyoming e Idaho.

Com quase 9 mil quilômetros quadrados, Yellowstone não é só o mais antigo e mais conhecido parque nacional dos EUA. É também o maior. Alguns naturalistas alegam que não é o mais antigo do mundo por causa do Parque Nacional Bogd Khan, na Mongólia, que seria de 1778.

Yellowstone é declarado reserva da biosfera em 1976 pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) e patrimônio da humanidade em 1978. Fica numa região com atividade sísmica e geológica há dezenas de milhares de ano. Tem a maior quantidade de fontes geotérmicas do mundo.

PROIBIDA EXECUÇÃO DE MENORES

    Em 2005, por 5-4, a Suprema Corte dos Estados Unidos decide que é inconstitucional executar condenados que cometeram crimes antes dos 18 anos de idade.


O tribunal considera que a execução de menores viola das emendas nºs 8 e 14 à Constituição dos EUA. A Emenda nº 8 proíbe a "punição cruel e incomum". A Emenda nº 14 garante a proteção igual para todos.

No voto vencedor, o ministro-relator Anthony Kennedy escreve que, "quando um jovem criminoso comete um crime odioso, o Estado pode tirar algumas liberdades básicas, mas não pode extinguir sua vida e o potencial de alcançar uma compreensão madura de sua própria humanidade."

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 5 de Dezembro

 CAÇA ÀS BRUXAS

    Em 1484, o Papa Inocêncio VIII condena a bruxaria numa bula papal e envia inquisidores para perseguir e processar bruxas.

O Santo Ofício, a Inquisição, persegue, condena e executa supostos hereges desde 1184. No século 14, já no fim da Idade Média, o medo da heresia e do satanismo aumentam o número de acusações de cometer atos diabólicos e geram uma caça às bruxas, agravada pela pandemia da peste, a pior da história, que matou 40% a 60% da população da Europa de 1346-53.

As bruxas são consideradas inimigas de Deus e aliadas do demônio, com quem fariam orgias sexuais durante a noite. Elas teriam a capacidade de se transformar de seres humanos em animais e depois em outros animais e humanos diferentes.

Entre 1400 e 1775, um período que inclui a Contrarreforma e a Guerra dos Trinta Anos (1618-48), estima-se que 100 mil pessoas sejam processadas por bruxaria na Europa e na América, e 40 a 60 mil executadas.

CORRIDA DO OURO

    Em 1848, na mensagem anual ao Congresso dos Estados Unidos, o presidente James Polk confirma a descoberta de ouro na Califórnia, deflagrando uma corrida do ouro que atrai 300 mil pessoas para o território.

John Sutter está construindo em moinho d'água para sua serraria em Coloma, a 80 quilômetros a leste de onde hoje fica Sacramento, a capital do estado, quando seu carpinteiro James Marshall vê reflexos dourados no leito do rio.

Os dois decidem virar sócios e manter o segredo, mas logo a notícia se espalha. Os aventureitos atravessam o Istmo do Panamá, sob risco de pegar doenças tropicais, dão a volta de navio pelo Sul da América do Sul, passando pelo Cabo Horn, o lugar mais perigoso da navegação, ou fazem a viagem de milhares de quilômetros por terra em que a cólera mata mais do que os indígenas.

Ao todo, cerca de US$ 2 bilhões de ouro são extraídos na Califórnia.

FIM DA LEI SECA

    Em 1933, a 21ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos é ratificada, anula a Emenda nº 18 e acaba com a época da Lei Seca (1920-33), o período da história do país em que é proibido produzir, vender, transportar e consumir bebidas alcoólicas.

Nesta data, os estados da Pensilvânia, de Ohio e de Utah ratificam a emenda, completando o total de três quartos dos estados exigido para reformar a Constituição dos EUA.

O movimento para proibir o consumo de bebidas alcoólicas começa no início do século 19 nos EUA. No fim do século, tem força suficiente para influenciar o debate político e eleger representantes. Vários estados proíbem a fabricação e consumo de bebidas com álcool em seus territórios.

Em dezembro de 1917, o Congresso aprova a Emenda nº 18. Ela é ratificada em 16 de janeiro de 1919. Entra em vigor em 17 de janeiro de 1920.

TRIÂNGULO DAS BERMUDAS

    Em 1945, uma esquadrilha com cinco aviões bombardeiros Avenger da Marinha dos Estados Unidos decola às 14h10 da base aeronaval de Forte Lauderdale, na Flórida. Em um treinamento de rotina, deve voar 192 quilômetros ao todo e regressar à base. Todos desaparecem no Triângulo das Bermudas, no Oceano Atlântico.

Duas horas após o início do voo, o comandante da esquadrilha, com mais de seis meses de experiência de voo na região, informa que seus equipamentos de bordo não estão funcionando. Ele não consegue determinar sua posição. O mesmo acontece com os outros aviões.

Os operadores de radiocomunicação em terra não conseguem contato com as aeronaves. Depois de duas horas de mensagens confusas dos aviadores, uma transmissão de rádio capta mensagem do comandante convocando seus homens para se preparar para deixar o avião por falta de combustível.

A esta altura, os radares terrestres localizam a esquadrilha a leste da Flórida e ao norte das Ilhas Bahamas. ÀS 19h27, um avião Mariner inicia uma operação de busca e resgate. Três minutos depois, avisa que a missão está em andamento. É sua última mensagem. Um navio-tanque que passava por ali teria visto uma explosão às 19:50.

O desaparecimento dos 13 tripulantes do Mariner e dos 14 dos Avengers do Voo 19 leva a uma das maiores operações de busca realizadas até aquela época, em milhares de quilômetros quadrados do Oceano Atlântico, do Golfo do México e do interior da Flórida. Nenhum resto dos homens nem dos aviões é encontrado.

A Marinha atribui o fracasso da operação de busca ao mau tempo. O desaparecimento da esquadrilha alimenta o mito de que o Triângulo das Bermudas – que tem como vértices Miami, as Bermudas e São João de Porto Rico –, é uma região onde há problemas com os equipamentos de navegação onde aviões e navios desaparecem sem deixar rastro. 

ADEUS, MANDELA

    Em 2013, morre aos 95 anos Nelson Mandela, um dos maiores estadistas da segunda metade do século 20, o líder que negociou o fim do odioso regime segregacionista do apartheid e levou a democracia e a maioria negra ao poder na África do Sul depois de 300 anos de dominação da minoria branca.

Rolihlahla Nelson Mandela nasce em 18 de julho de 1918 na nobreza da tribo xhoza. Estuda direito e, sob Influência das ideias do líder pacifista da independência da Índia, o Mahatma Gandhi, nos anos 1940s, entra para a Liga Jovem do Congresso Nacional Africano (CNA). 

Depois da morte de 69 negros no Massacre de Sharpeville, em 1960, o CNA decide aderir à luta armada. Mandela vira líder do braço armado do CNA, Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação). 

Quando volta de treinamento militar no exterior, é preso, em 1962, e condenado à morte em 1964. A sentença depois é reformada para prisão perpétua. Durante o julgamento, ele diz que está lutando contra a ditadura da minoria branca e promete lutar contra uma ditadura da maioria negra.

Nos momentos mais violentos da guerra civil não declarada da África do Sul, o regime segregacionista apela a Mandela, que sempre insiste que presos não podem negociar.

Mandela passa 27 anos preso até ser libertado em 11 de fevereiro de 1990 para negociar o fim do regime que o encarcerou. Até sua imagem era proibida no país. A pneumonia que o matou foi resultado das condições desumanas na prisão da ilha de Robben, onde ficou 16 anos.

Diante da grande pressão internacional, do boicote internacional à economia sul-africana e do fim da Guerra Fria, ao tomar posse, em 1989, o presidente branco Frederik de Klerk anuncia a intenção de libertar Mandela e negociar o fim do apartheid. Ambos dividem o Prêmio Nobel da Paz em 1993.

Depois de negociações tensas e difíceis, em 27 de abril de 1994, Mandela assume como o primeiro presidente eleito democraticamente da África do Sul. Convida para a posse um de seus carcereiros. Fiel à democracia, ao contrário da maioria dos líderes africanos, deixa o governo depois do primeiro mandato.

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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 24 de Novembro

 GUERRA DA SUCESSÃO ESPANHOLA

    Em 1700, Luís XIV, o rei mais poderoso da história da França, o Rei Sol, proclama seu neto Felipe de Anjou como rei da Espanha depois da morte de Carlos II, último rei espanhol da Dinastia dos Habsburgo, que não deixa filhos. A reação de países que temem a união de países tão poderosos como Espanha e França causa a Guerra da Sucessão Espanhola (1701-14).

A guerra começa em 9 de julho de 1701. É para decidir quem vai governar o imenso Império Espanhol, a Dinastia de Bourbon ou a Dinastia dos Habsburgo. A França teme a união entre Espanha e Áustria, centro do Sacro Império Romano-Germânico. O imperador Leopoldo I quer a coroa para seu filho, o arquiduque Carlos.

Em 1702, a Grande Aliança formada por Áustria, Baviera, Brandemburgo, Sacro Império Romano-Germânico, Inglaterra, Portugal, Espanha, República dos Sete Países Baixos Unidos, Suécia, Saxônia, Eleitorado de Palatinato, Roma e Japão declara guerra à França.

Na América do Sul, a Colônia do Sacramento, que está em poder dos portugueses, é cercada em 1704 pelos espanhóis, que a mantém até o fim da guerra.

A paz é negociada no Tratado de Utrecht (1713), que faz a Espanha devolver a Colônia do Sacramento, mas a guerra só termina em 7 de março de 1714. Felipe de Anjou é reconhecido como o rei Felipe V da Espanha, mas há uma erosão do poder da Espanha e da França. A Grã-Bretanha, resultado da união entre Inglaterra e Escócia em 1707, se torna a maior potência da Europa.

TEORIA DA EVOLUÇÃO

    Em 1859, o naturalista inglês Charles Darwin publica o livro A Origem das Espécies, onde apresenta a Teoria da Evolução em processos que chama de "seleção natural", a sobrevivência do mais apto a se adaptar às alterações do meio ambiente, e a "seleção sexual", pela qual as fêmeas escolhem os machos mais fortes, mais bonitos ou mais inteligentes (ou mais ricos, no caso da espécie humana).


Darwin recebe influência do naturalista francês Jean-Baptiste de Lamarck e do economista britânico Thomas Malthus. Formula sua teoria depois de uma viagem de cinco anos pelo mundo no navio Beagle, quando passa pelo Brasil, as Ilhas Galápagos, no Equador, e a Nova Zelândia.

A Teoria da Evolução é de 1844. Darwin teme divulgá-la por contrariar as versões religiosas sobre a origem do mundo. Em 1858, as ideias são apresentadas pelo naturalista inglês Alfred Wallace. Os dois enunciam a teoria na Sociedade de Lineu, em Londres.

O lançamento do livro provoca forte reação das igrejas. O fundamentalismo religioso é uma reação dos cristãos dos EUA à Teoria da Evolução exposta numa coleção de livros chamada de Fundamentos, que defende o criacionismo, a ideia de que Deus criou o mundo.

Darwin influencia Sigmund Freud, o criador da psicanálise, e sua teoria dos instintos de vida e de morte, sexualidade e agressividade.

DEZ DE HOLLYWOOD

    Em 1947, durante a Guerra Fria, por 346 a 17 votos, a Câmara de Representantes dos Estados Unidos denuncia 10 diretores, produtores e roteiristas da indústria cinematográfica por desacato ao Congresso ao se negar a cooperar com a Comissão de Atividades Antiamericanas, que investiga a infiltração comunista em Hollywood.

Os 10 são condenados a um ano de prisão. A Suprema Corte mantém as acusações porque eles se negam a responder se um dia pertenceram ao Partido Comunista. 

A histeria anticomunista e a caça aos comunistas leva à criação de listas negras em Hollywood até os anos 1960, muito depois da desmoralização do senador Joe McCarthy, censurado em 2 de dezembro de 1954 depois de denunciar a infiltração comunista nas Forças Armadas.

LEE OSWALD ASSASSINADO

    Em 1963, dois dias depois do assassinato do presidente John Kennedy, Jacob Rubinstein, mais conhecido como Jack Ruby, mata o único suspeito, Lee Harvey Oswald, no subsolo de uma delegacia de polícia em Dallas, no Texas, quando era levado para cela mais segura.

JFK morre com dois tiros na cabeça. Um terceiro fere o governador do Texas, John Connally. Menos de uma hora mais tarde, Oswald mata um policial que o interpela nas ruas de Dallas. Meia hora depois, é preso.

Ruby, um dono de boate de Dallas supostamente ligado à máfia, alega ter feito um gesto patriótico ao vingar a morte do presidente, mas suas relações suspeitas alimentam teorias conspiratórias. É condenado à morte. 

O Tribunal de Justiça do Texas anula o processo. Ele morre na cadeia de câncer de pulmão em 1967, enquanto aguarda novo julgamento.

TERROR NO EGITO

    Em 2017, uma bomba explode na mesquita de al-Rawdah, frequentada por muçulmanos sufistas, no Norte da Península do Sinai, e os terroristas abrem fogo contra a multidão em fuga, matando 311 pessoas, inclusive 27 crianças, e ferindo outras 128, no pior atentado terrorista da história recente do Egito.

Uma revolta popular derruba o ditador egípcio Hosni Mubarak durante a Primavera Árabe, em 11 de fevereiro de 2011. Única força de oposição organizada no país, a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico do mundo, vence as eleições para a Assembleia Nacional e para a Presidência, mas Mohamed Mursi, o único chefe de Estado eleito democraticamente na história do país, dura só um ano no cargo.

Em 3 de julho de 2013, os militares retomam o poder num golpe liderado pelo comandante das Forças Armadas, general Abdel Fattah al-Sissi. Quando as forças de segurança matam mil pessoas ao atirar contra uma manifestação de protesto um mês depois, os islamistas entendem que acabou o espaço para a luta pacífica.

Nenhum grupo assume a responsabilidade pelo atentado. As suspeitas recaem sobre a organização terrorista Estado Islâmico, extremistas da corrente salafista ou wahabista do Islã, autoritária, moralista e reacionária, criada em reação ao sufismo.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 20 de Outubro

  FIM DA LONGA MARCHA

    Em 1935, depois de 368 dias em fuga por 9 mil quilômetros para escapar dos nacionalistas do Kuomintang (KMT), 4 mil comunistas chineses sobreviventes liderados por Mao Tsé-tung chegam a Xansi, no Noroeste da China, pondo fim à Longa Marcha.

A China é um dos temas do debate entre Leon Trotsky e Josef Stalin na luta pelo poder dentro do Partido Comunista da União Soviética depois de morte de Vladimir Lenin, em 1924. Como a China não tem indústria nem operariado, Stalin, vencedor na disputa, manda o Partido Comunista chinês fazer uma política de frente popular em aliança com a burguesia, representada pelo KMT.

A guerra civil chinesa começa em 1927, quando Stalin consolida o poder em Moscou, o que leva os comunistas chineses a proclamar em 1931 a fundação da República Soviética da China, com base província Jiangxi, sob a liderança de Mao Tsé-tung.

O KMT lança então uma campanha implacável, com cinco cercos à área controlada pelos comunistas, e causa morte de fome de centenas de milhares de camponeses.

Aos comunistas, só resta a fuga. Eles rompem o cerco num ponto mais fraco e iniciam a Longa Marcha, que termina em 20 de outubro de 1935 diante da Grande Muralha.

Em 1937, o Japão, que já ocupava a Manchúra desde 1931, invade as principais cidades da China e assume o controle do país. Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a guerra civil civil chinesa recomeça. 

Os comunistas, fortalecidos pela guerra de guerrilhas travada contra o Império do Japão, tomam o poder em 1º de outubro de 1949 e, sob a liderança de Mao, fundam a República Popular da China. Os nacionalistas do KMT fogem para Taiwan, que os comunistas ameaçam invadir.

COMUNISTAS EM HOLLYWOOD

    Em 1947, com a histeria anticomunista da Ameaça Vermelha no início da Guerra Fria, em sua caça às bruxas, a Comissão de Atividades Antiamericanas do Congresso dos Estados Unidos começa a investigar a infiltração comunista num dos lugares mais ricos e charmosos do mundo: a indústria cinematográfica de Hollywood.

Entre os suspeitos, estão o compositor Aaron Copland, os escritores Dashiell Hammett, Dorothy Parker e Lillian Hellman, o dramaturgo Arthur Miller, o diretor Orson Welles e o ator Charles Chaplin.

Do outro lado, entre os dedos-duros, o diretor Elia Kazan, os atores Gary Cooper e Robert Taylor, e os chefões Walt Disney e Jack Warner.

ABERTA ÓPERA DE SÍDNEI

    Em 1973, depois de 15 anos de construção, o teatro da Ópera de Sídnei, uma obra de US$ 80 milhões do arquiteto dinamarquês Jorn Utzon financiada com dinheiro de loteria que vira o símbolo da principal cidade da Austrália.

Com seu teto de conchas concêntricas, a Ópera de Sídnei tem vários auditórios e realiza cerca de 3 mil espetáculos por ano. A primeira apresentação é uma montagem de Guerra e Paz, do compositor russo Serguei Prokofiev, pela Ópera da Austrália. 

MASSACRE DE SÁBADO À NOITE

    Em 1973, o advogado-geral da União dos Estados Unidos, Robert Bork, demite o procurador-especial Archibald Cox, que investiga o Escândalo de Watergate. 

O procurador-geral Elliot Richardson, e o subprocurador-geral, William Ruckelshaus se negam a demitir Cox e pedem demissão em protesto.

O procurador especial investiga a invasão da sede do Partido Democrata no Edifício Watergate, em 17 junho de 1972, que vira um escândalo com reportagens de Bob Woodward e Carl Bernstein no jornal The Washington Post. Eles revelam que os supostos ladrões faziam parte do grupo de encanadores da Casa Branca e botariam equipamentos de escuta no diretório nacional do partido adversário.

O rastro do dinheiro os leva ao comitê da campanha de reeleição do presidente Richard Nixon (1969-74) e à Casa Branca. O Massacre de Sábado à Noite é um momento decisivo para a perda de credibilidade de Nixon, acusado de abuso de poder e obstrução de justiça num inquérito de um processo de impeachment.

Outro golpe decisivo é a decisão de Suprema Corte de entregar ao Congresso as fitas das gravações feitas pelo governo das reuniões no Salão Oval da Casa Branca.

Com a perda do apoio do Partido Republicano, Nixon renuncia em 9 de agosto e um mês depois recebe o perdão do novo presidente, Gerald Ford. Mas todos os ministros envolvidos vão para a cadeia.

KADAFI ASSASSINADO

   Em 2011, o coronel Muamar Kadafi, o ditador há mais tempo no poder na África e no mundo árabe, desde 1969, é capturado e morto por rebeldes perto de Sirte, sua cidade natal. 

Kadafi nasce em junho de 1942 numa família de beduínos. Faz a Academia Militar Real em Bengázi e um breve treinamento no Reino Unido. 

Em 1º de setembro de 1969, derruba o rei Idris, aliado do Ocidente, num golpe branco, proclama uma revolução, fecha bases militares norte-americanas e britânicas na Líbia, assume o controle do petróleo, a grande riqueza do país, prende, tortura e mata dissidentes políticos. Seu manifesto político é o Livro Verde.

O coronel financia grupos guerrilheiros e terroristas como o Exército Republicano Irlandês (IRA), que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, e a Facção do Exército Vermelho, também conhecida como grupo Baaden-Meinhof, na Alemanha. Vira inimigo das potências ocidentais.

Depois de um atentado contra uma discoteca frequentada por soldados norte-americanos em Berlim Ocidental, em abril de 1986, o presidente Ronald Reagan ordena um bombardeio contra o palácio do ditador líbio, que sobrevive.

Um atentado contra um Boeing 747 da PanAm na rota Londres-Nova York mata todas as 259 pessoas a bordo e 11 no solo em Lockerbie, na Escócia, em 21 de dezembro de 1988. Há suspeitas de um atentado de grupos palestinos a serviço do Irã, numa vingança contra o abate de um Airbus iraniano com 290 pessoas a bordo por um navio dos Estados Unidos em 3 de julho de 1980, no fim da Guerra Irã-Iraque (1980-88).

Os EUA acusam dois agentes líbios. Outro atentado, contra um avião de passageiros companhia francesa UTA, em 19 de setembro de 1989, no Níger, mata as 170 pessoas abordo, é atribuído a líbios. Nos dois casos, inicialmente Kadafi se nega a entregar os suspeitos.

Sob pressão dos EUA e da França, as Nações Unidas impõe sanções à Líbia em 1992. Kadafi entrega os suspeitos do atentado de Lockerbie em 1999. Um é condenado. O outro é absolvido.

Com a guerra contra o terrorismo e a invasão do Iraque, Kadafi e o Ocidente têm um inimigo comum, o extremismo muçulmano, e o ditador teme uma invasão norte-americana. Em dezembro de 2003, o dirigente líbio faz um acordo com as potências ocidentais e concorda em desmantelar todos os programas de armas de destruição em massa.

Durante a Guerra contra o Terror, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra Nova York e o Pentágono, a Líbia é usada para sessões de tortura pela CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA).

Diante do refluxo do pan-arabismo, Kadafi decide assumir sua identidade africana. É um dos grandes incentivadores da transformação da Organização para Unidade Africana (OAU) em União Africana, em 2001 e 2002.

O fim vem com a Primavera Árabe. Depois da queda de Zine ben Ali, na Tunísia, e de Hosni Mubarak, no Egito, em 17 de fevereiro de 2011 começa a revolta na Líbia. Os rebeldes tomam Bengázi, a segunda maior cidade do país, situada no Leste da Líbia. Kadafi ameaça esmagar a rebelião e matar os revoltosos como se fossem "ratos e baratas".

Em 17 de março de 2011, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprova a criação de uma zona de exclusão áerea, proibindo Kadafi de bombardear os rebeldes. No dia seguinte, o presidente Barack Obama ordena os primeiros ataques dos EUA às forças do ditador, que promete uma trégua, mas continua atacando os rebeldes.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) assume em 25 de março o comando militar da operação contra Kadafi, aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em 16 de maio, o procurador-geral do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno Ocampo, pede a prisão do líder líbio por "crimes contra a humanidade".

Quando os rebeldes tomam Trípoli, a capital líbia, em 20 de agosto, Kadafi foge. Com poucas cidades ainda em poder de seus aliados, ele se refugia em Sirte, sua terra natal. Ainda tenta negociar uma transição pacífica do poder, mas a proposta é rejeitada.

Em 20 de outubro, ele sai de Sirte e tenta entrar num comboio militar em fuga para o Vale Jarref. A OTAN bombardeia o comboio. Destrói 14 veículos e mata 53 pessoas. Kadafi e um pequeno grupo fogem para uma vila próxima bombardeada pela milícia de Missurata.

No fim, cercados pela milícia, Kadafi e seus guarda-costas se refugiam num local em obras. O ditador se esconde dentro de grandes tubos de concreto de uma obra. Morre com a explosão de uma granada.

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