Os pesquisadores Rainer Weiss, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), um alemão naturalizado americano, e os americanos Kip Thorne e Barry Barish, do Instituto de Tecnologia da California (Caltech), ganharam hoje o Prêmio Nobel da Física de 2017 por criarem um instrumento capaz de detectar as ondas gravitacionais, "uma descoberta que abalou no mundo", nas palavras da Academia de Ciências da Suécia.
Com seu trabalho, eles comprovaram uma conclusão da Teoria Geral da Relatividade de Albert Einstein, em 1916, de que toda massa em aceleração no espaço produz ondulações que se irradiam na velocidade da luz. Como ninguém conseguia detectar essas ondas gravitacionais, o próprio Einstein chegou a duvidar de sua existência.
Para comprovar a existência das ondas gravitacionais, os três físicos fizeram um projeto de 40 anos financiado pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, com a participação de cientistas de 15 países, inclusive do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Universidade Estadual Paulista (Unep), do Brasil.
Esse trabalho levou à construção de dois detectores idênticos instalados a uma distância de 2.880 quilômetros. Um fica em Hanford, no estado de Washington, no Noroeste dos EUA, e o outro em Livingston, na Lousiana, no Sudeste do país.
Em 14 de setembro de 2015, o Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria a Laser (LIGO), de US$ 1,1 bilhão, captou uma distorção causada por ondas gravitacionais geradas pelo choque de dois buracos negros num lugar distante do Universo situado a um bilhão de anos-luz da Terra. O anúncio oficial foi feito em 11 de fevereiro de 2016.
A colisão de dois buracos negros liberou mais energia do que todas as estrelas do universo juntas. Quando a onda gravitacional chegou à Terra um bilhão de anos depois era milhares de vezes menor do que o núcleo de um átomo. Mesmo assim, foi percebido pelo observatório.
"O sinal era extremamente fraco quando chegou à Terra, mas foi uma revolução promissora na astrofísica", declarou o Comitê do Nobel. "As ondas gravitacionais são uma maneira inteiramente nova de observar os acontecimentos mais violentos do espaço sideral e testar os limites do nosso conhecimento."
Weiss ficará com a metade do prêmio, de US$ 1,1 milhão (R$ 3,478 milhões). Seus dois colegas dividirão o resto.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 3 de outubro de 2017
Ondas gravitacionais dão o Prêmio Nobel de Física a americanos
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Cientistas descobrem ondas gravitacionais descritas por Einstein
A colisão de dois buracos negros, um com 29 vezes a massa do Sol e outro com 39 vezes a massa do Sol, formou um buraco negro com 62 vezes a massa do Sol. A massa restante foi convertida em ondas gravitacionais detectadas por cientistas aqui na Terra, anunciaram hoje cientistas nos Estados Unidos.
"É a primeira vez que um sistema desses foi observado, um buraco negro binário em fusão, é a confirmação de que esses sistema existem no Universo", declarou David Reitze, diretor-executivo do LIGO, sigla em inglês para o Observatório de Ondas Gravitacionais com Interferômetro a Laser.
Em sua Teoria da Relatividade, o físico alemão Albert Einstein, o cientista mais importante do século 20, previu há cem anos a existência de ondas gravitacionais. Hoje suas ideias foram comprovadas por uma fusão de buracos negros ocorrida há um bilhão de anos.
Einstein argumentou que o tempo e o espaço não era imutáveis como se acreditava desde que as teorias de Isaac Newton lançaram as bases da Física moderna, inclusive a Lei da Gravitação Universal.
O LIGO tem duas instalações nos estados de Washington e da Lousiana. Sua descoberta abre uma nova janela para o universo, uma nova maneira de observar o espaço.
"É a primeira vez que um sistema desses foi observado, um buraco negro binário em fusão, é a confirmação de que esses sistema existem no Universo", declarou David Reitze, diretor-executivo do LIGO, sigla em inglês para o Observatório de Ondas Gravitacionais com Interferômetro a Laser.
Em sua Teoria da Relatividade, o físico alemão Albert Einstein, o cientista mais importante do século 20, previu há cem anos a existência de ondas gravitacionais. Hoje suas ideias foram comprovadas por uma fusão de buracos negros ocorrida há um bilhão de anos.
Einstein argumentou que o tempo e o espaço não era imutáveis como se acreditava desde que as teorias de Isaac Newton lançaram as bases da Física moderna, inclusive a Lei da Gravitação Universal.
O LIGO tem duas instalações nos estados de Washington e da Lousiana. Sua descoberta abre uma nova janela para o universo, uma nova maneira de observar o espaço.
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