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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Nikkei compra FT por 844 milhões de libras

A companhia jornalística japonesa Nikkei, editora do jornal econômico Nihon Keizai Shimbun, vai comprar o Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa por 844 milhões de libras, cerca de US$ 1,32 bilhão. O grupo Pearson, atual dono do FT, vai se concentrar na área de educação profissional.

O FT, impresso na cor salmão, é um dos jornais mais importantes do mundo. Depois de 58 anos, o grupo Pearson decidiu vender o jornal. O grupo, com sede em Londres, obtém 60% de seu faturamento na América do Norte e três quartos de sua renda total vêm da educação.

Fundado em 1888 como London Financial Guide, um mês depois rebatizado como FT, o jornal é impresso desde 1893 na cor salmão para se diferenciar dos concorrentes. Em 1957, foi comprado pelo grupo Pearson.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Números de 2013 do FT indicam queda do Brasil

Com crescimento pífio, inflação alta e destruição irracional de recursos naturais, 2013 foi um ano ruim para a economia brasileira, o que confirmam os Números do Ano escolhidos pela redação do Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa.

Entre os destaques negativos do ano, as perdas de US$ 30 bilhões das empresas de Eike Batista e de US$ 200 bilhões no valor de mercado da Petrobrás desde 2009, e o aumento de 28% no desmatamento da Amazônia, reflexo da aprovação do novo Código (anti)Florestal.

As ações do Twitter estrearam na bolsa de valores com alta de 70%, tornando mais 1,6 mil investidores em milionários. A Apple está montada em 10% do total de dinheiro que as empresas americanas guardam em seus cofres.

Para comprar 150 Boeings 777, a maior ordem já feita à empresa, a companhia aérea Emirates Airlines vai pagar US$ 55,6 bilhões.

O preço médio dos dez melhores curso de mestrado de tempo integral em administração de empresas (MBAs) subiu para US$ 107 mil.

sexta-feira, 1 de março de 2013

FT ironiza Mantega por crescimento medíocre do PIB

Nem o crescimento medíocre de 0,9% da economia brasileira no ano passado tira o sorriso e o otimismo vazio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ironizou hoje o blog Além dos BRICS, do jornal inglês Financial Times.

Há dois anos, Mantega prevê crescimento de 4% para o produto interno bruto do Brasil, a soma de todas as riquezas que o país produz num ano menos as importações. Em 2011, foram apenas 2,7%; em 2012, 0,9%. Essa sucessão de erros derrubaria um ministro em outro país.

Desta vez, a desculpa de Mantega vem do exterior. É a crise financeira internacional. Os Estados Unidos, onde a crise começou, avançaram 2,2% no ano passado, quase duas vezes e meia a mais do que o Brasil, apesar do conflito permanente entre o presidente Barack Obama e a maioria republicana na Câmara em torno do déficit orçamentário. E o Japão cresceu 1,9%, mesmo enfrentando problemas crônicos de estagnação e deflação.

Na comparação com os emergentes, o Brasil fica muito pior.

O México, principal adversário na luta pela liderança econômica da América Latina, cresceu 3,9%. Entre os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), apontados no início da década passada como os tijolos (bricks, em inglês) que construíram o crescimento econômico mundial até 2050, a China avançou 7,8%, a Índia 5% e a Rússia 3,4%

Outros sinais negativos, aponta o FT, são a queda de 17,2% para 14,8% do PIB na taxa de poupança e de 19,3% para 18,1% no investimento. As políticas de expansão do crédito de Lula e Dilma favorecem o consumo e não a poupança e o investimento.

Para o jornal inglês, porta-voz do centro financeiro de Londres, em vez de cortar despesas correntes, o governo acaba reduzindo seus próprios investimentos. Sem investimento, não há crescimento.

Os primeiros indicadores econômicos de 2013 apontam uma aceleração da atividade econômica. Mas não se deve esperar um crescimento significativo nem acreditar em Mantega.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

EUA mobilizaram US$ 13 trilhões para salvar bancos

A Reserva Federal (banco central), o Tesouro e a Corporação Federal de Garantia de Depósitos ofereceram US$ 13 trilhões em garantias de crédito para ancorar o sistema financeiro dos Estados Unidos no fim de 2008, quando o banco Lehman Brothers quebrou e o mercado de crédito entrou em colapso.

É a melhor lição para a Europa, que precisa agora salvar seus bancos dos prejuízos causados pela crise das dívidas públicas, afirma o ex-subsecretário do Tesouro no governo Bill Clinton, Roger Altman.

Em artigo publicado num blogue do jornal inglês Financial Times, ele alega que não há alternativa a não ser uma reação em grande escala. Hoje, o mercado de crédito voltou a funcionar e o sistema bancário recapitalizado se estabilizou.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

S&P é duramente criticada por rebaixar EUA

A redução da nota de crédito da dívida pública dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Standard & Poor's foi "precipitada, errada e perigosa", acusa hoje o corretor de investimentos Bill Miller, da Legg Mason Capital Management.

Em artigo no jornal Financial Times, Miller considera uma ignorância e uma irresponsabilidade da agência rebaixar o crédito soberano dos EUA, diante dos riscos para um mercado financeiro fragilizado.

É pior ainda, acrescenta, por ter sido tomada no fim da pior semana para as bolsas de valores desde 2008 e numa hora de agravamento da crise das dívidas públicas da Zona do Europa.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Renegociação da dívida grega é calote, diz S&P

A proposta da Alemanha e da França para renegociação da dívida pública da Grécia equivale a um calote parcial porque forçaria os investidores a aceitar a troca de títulos por outros de prazo mais longo, adverte a agência de classificação de risco Standard & Poor's, noticia hoje o jornal inglês Financial Times.


A agência Moody's declarou que prefere esperar pelo resultado das negociações para fazer sua avaliação.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

AIE usa estoques para baixar preço do petróleo

Os preços internacionais do petróleo caíram mais de 7% hoje com o anúncio da Agência Internacional de Energia de que os países ricos vão usar parte de seus estoques estratégicos para compensar a falta de petróleo da Líbia, que está em guerra civil, informa o jornal Financial Times.

Serão 60 mil barris por dia durante os próximos 30 dias. 

Em Londres, o barril de petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, terminou o dia a US$ 107,26.

É a terceira vez desde que a AIE foi criada, em 1974, como resposta à primeira crise do petróleo, que decide usar seus estoques para estabilizar o mercado. A última tinha sido em 1991.

Antes da rebelião popular, a Líbia produzia cerca de 1,6 milhão de barris por dia. Com a guerra, 132 milhões de barris já teriam deixado de ser produzidos.

Os estoques americanos estão no momento no nível recorde de 727 milhões de barris.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Oposição grega rejeita medidas de austeridade

O líder da oposição na Grécia, deputado conservador Antonis Samaras, afastou hoje a possibilidade de apoiar o pacote de medidas do governo para cortar gastos públicos e aumentar impostos com o objetivo de reduzir o déficit público do país, revela o jornal inglês Financial Times.

“Estão me pedindo para apoiar o mesmo tipo de remédio para um paciente que está morrendo com esse remédio”, afirmou Samaras, líder do Partido Nova Democracia. “Não vou fazer isso.”

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Lagarde abre espaço para emergentes no FMI

Para garantir apoio à sua candidatura a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), a ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, prometeu dar mais voz às grandes economias emergentes, oferecendo-lhes posições de destaque na hierarquia da instituição.

Antes de visitar o Brasil e a China, Christine Lagarde deu entrevista ao jornal inglês Financial Times.

No início da semana, os países do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) divulgaram nota repudiando "uma convenção não escrita e obsoleta que diz que o diretor-geral do FMI deve ser europeu".

quarta-feira, 18 de maio de 2011

BCE resiste à reestruturação da dívida da Grécia

Na luta para resolver a crise das dívidas públicas dos países da Zona do Euro, há uma divisão entre a tecnocracia do Banco Central de Europa, que considera um calote totalmente inaceitável, e os líderes políticos da União Europeia, revela o jornal inglês Financial Times. 

Cada vez mais, os governos nacionais veem uma reestruturação das dívidas não só como inevitável, mas também como a melhor maneira para estabilizar a situação e permitir uma retomada do crescimento. 

Com a reestruturação, teria de haver uma redução da dívida, o que implica perdas para investidores, inclusive grandes bancos de outros países europeus. Mas é melhor do que submeter países da periferia da Europa como Grécia e Portugal a longas recessões que vão deteriorar ainda mais suas economias.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Siemens alerta Brasil sobre desindustrialização

O Brasil corre um sério risco de "desindustrialização" se não fizer um controle rígido da entrada de capitais para impedir a valorização do real, advertiu hoje o diretor no país da empresa transnacional alemã Siemens, Adilson Antonio Primo.

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, Primo declarou que o real forte está acabando com as exportações do grupo no Brasil: “Precisamos medidas mais amplas e mais duras. Se o dólar cair abaixo de R$ 1,50, será um verdadeiro desastre para nós.”

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Reino Unido cresceu 0,5% no primeiro trimestre

Depois de encolher 0,5% no último trimestre de 2010, principalmente por causa do rigoroso inverno no Hemisfério Norte, a economia do Reino Unido cresceu 0,5% nos primeiros três meses de 2011, informa Escritório Nacional de Estatísticas do país, citado pelo jornal Financial Times.

O Tesouro festejou a retomada do crescimento econômico. Mas o porta-voz da oposição para economia e finanças, deputado Ed Balls, acusou o governo de coalizão conservador-liberal-democrata de paralisar a recuperação da economia com cortes de gastos no valor recorde de 83 bilhões de libras em quatro anos.

As medidas restritivas foram adotadas para enfrentar o elevado endividamento público causado pela crise financeira internacional de 2008-9.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Talebã libertam mais de 500 presos no Afeganistão

Durante o longo inverno no Afeganistão, a Milícia dos Talebã (Estudantes) entrou embaixo da terra para construir um túnel de mais de 300 metros até a maior prisão do Sul do país, Sarposa, situada na cidade de Candahar, onde a milícia nasceu. Mais de 500 militantes fugiram no domingo, informa o jornal The Washington Post.

A fuga mostra a determinação dos talebã de continuar lutando, num momento em que os Estados Unidos intensificam o processo de negociações secretas com elementos mais moderados da milícia, a fim de cumprir a meta de retirar as forças americanas do país em 2012.

É o que revelou o jornalista paquistanês Ahmed Rashid, em artigo publicano no Financial Times.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Vendas no atacado caem nos EUA

Pela primeira vez em um ano e oito meses, as vendas no atacado caíram no mês de março nos Estados Unidos, noticiou o jornal Financial Times.

A queda de 0,8%, para US$ 379 bilhões, veio depois de um avanço de 3,3% em fevereiro.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Banco Mundial quer G-20 contra crise de alimentos


Em artigo no Financial Times de hoje, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, diz que o Grupo dos 20 (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia) deve agir para tornar o mercado mais eficiente para enfrentar a inflação mundial nos preços dos alimentos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

G-20: "dividido, ineficiente e ilegítimo

O Grupo dos 20 (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia) está "dividido, é ineficiente e ilegítimo", afirma hoje Gideon Rachman, em comentário no Financial Times.

Ele aponta sete divisões internas no grupo:
• superavitários x deficitários;
• manipuladores x manipulados;
• corte de gastos x estímulo;
• democracia x autocracia;
• Ocidente x resto;
• intervencionistas x soberanistas;
• e grandes x pequenos.

terça-feira, 9 de março de 2010

FT fala em guerra comercial EUA-Brasil

O aumento pelo Brasil das alíquotas de importação de alguns produtos americanos, em retaliação pelos subsídios dos Estados Unidos às exportações de algodão, ameaça provocar uma guerra comercial entre os dois países, alerta hoje o jornal inglês Financial Times.


As tarifas de importação de carros dos EUA sobem de 35% para 50%. Para eletrodomésticos como televisores, refrigeradores e câmeras de vídeo, de 20% para 40%. E o imposto sobre cosméticos dobra de 18% para 36%.


Em 2002, o Brasil recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC) para protestar contra os subsídios ao algodão americano. Agora, a OMC autorizou a retaliação brasileira no valor de US$ 560 milhões.


A questão deve ser negociada nos próximos 30 dias entre os dois governos. O objetivo da retaliação é atingir setores politicamente sensíveis do aparelho produtivo do outro país, como a indústria automobilística, para que esses setores pressionem, no caso, os algodoeiros para não serem punidos por causas dos subsídios agrícolas.


O ideal é que a prática que distorce o comércio internacional seja eliminada. Mas o subsídio ao algodão está na Lei Agrícola dos EUA. É uma batalha a ser travada num Congresso ideologicamente dividido pelo governo Barack Obama e pelo radicalismo cada vez maior da oposição republicana.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Bancos londrinos terão de revelar salários milionários

Os grandes bancos do centro financeiro de Londres terão de revelar a lista dos funcionários que recebem mais de um milhão de libras por ano, cerca de R$ 2,85 milhões.

A proposta é de Sir David Walker, uma das autoridades bancárias da City, revelou o Financial Times.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Japão cresce no ritmo mais forte em dois anos

A economia do Japão, a segunda maior do mundo, surpreendeu no terceiro trimestre de 2009, crescendo a uma taxa anual de 4,8%, o ritmo mais forte em dois anos, graças ao aumento das exportações e aos incentivos ao consumo interno.

Leia mais no Financial Times. O acesso pode ser restrito a assinantes.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

FT: Brasil é a potência do século 21 a observar

O Brasil é a potência emergente mais interessante, rica, diversa e democrática, apesar da criminalidade elevada, afirma hoje o colunista Michael Skapinker, no Financial Times.