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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Preços dos alimentos sobem 8% em quatro meses

Os preços internacionais da comida registraram forte crescimento no fim de 2011 e no início de 2012, "ameaçando a parcela mais pobre da humanidade", adverte o Observatório dos Preços dos Alimentos do Banco Mundial.

De dezembro do ano passado a março deste, o milho subiu 9% e a soja 7%. Entre os alimentos básicos, só o arroz não aumentou. Na média, os preços estão 6% abaixo do recorde, registrado em fevereiro de 2011.

A alta de 8% é atribuída ao aumento nos preços do petróleo, a problemas climáticos e à forte demanda da Ásia por alimentos importados.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um quarto das crianças do mundo passa fome

Uma em cada quatro crianças, cerca de 25%, não come o necessário para um crescimento sadio e 300 morrem de fome a cada hora, denuncia um novo relatório divulgado pela organização não governamental Save the Children (Salve as Crianças).

Cerca de 170 milhões de crianças de menos de 5 anos são subnutridas desde o nascimento porque suas mães não se alimentaram adequadamente para amamentá-las, e a situação está se agravando com a inflação mundial nos preços dos alimentos.

No início de 2008, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas alertou para uma crise causada pela alta nos preços dos alimentos. Com a crise financeira internacional, a inflação cedeu, mas o forte aumento do desemprego reduziu o poder de compra das populações mais pobres.

Agora, os preços voltam a subir. No Afeganistão, a alta foi de 25%; no Quênia, de 40%.

A inflação de alimentos e o desemprego foram as principais causas das revoltas populares da chamada Primavera Árabe, que derrubou ditadores na Tunísia, no Egito e na Líbia.

No relatório Uma Vida Livre da Fome: Atacando a Desnutrição Infantil, um terço dos pais disseram que seus filhos se queixam rotineiramente de que não têm comida suficiente. Uma em cada seis famílias nunca tem dinheiro para comprar carne, leite e legumes. No Afeganistão, 60% das crianças não comem o mínimo necessário para crescer.

"Se não houver uma ação conjunta, nos próximos 15 anos, teremos meio bilhão de crianças com desenvolvimento físico e mental prejudicado", adverte Justin Forsyth, ouvido pelo jornal inglês The Independent.

Como os pobres gastam a maior parte de sua renda com comida, uma em cada quatro famílias foi forçada a reduzir seu consumo de alimentos. Uma em cada seis crianças deixou a escola para ajudar seus pais a sustentar a família.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Produção global de cereais será menor que previsto

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO) reduziu sua previsão para a produção mundial de cereais para este ano de 2,315 para 2,302 milhões de toneladas. 

Com problemas meteorológicos nos Estados Unidos e na Europa, a pressão inflacionária vai se manter, alerta a agência da ONU, citada na revista América Economia.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Preços dos alimentos batem novo recorde

A inflação mundial nos preços dos alimentos foi de 2,2% em fevereiro, com os preços atingindo novos recordes, anunciou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO, do inglês).

Em 2008, uma crise mundial de alimentos gerou vários protestos. Na origem da atual revolta árabe, estão protestos contra os preços dos alimentos, a carestia, o desemprego e a corrupção.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Inflação de alimentos joga milhões na miséria

Cerca 44 milhões de pessoas caíram na miséria desde junho do ano passado por causa da inflação nos preços dos alimentos, alerta o Banco Mundial. Desde outubro de 2010, a alta foi de 15%.

O aumento da demanda dos países em desenvolvimento e o aquecimento global configuram uma mudança estrutural no mercado mundial de alimentos. A tendência é alta por longo tempo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Banco Mundial quer G-20 contra crise de alimentos


Em artigo no Financial Times de hoje, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, diz que o Grupo dos 20 (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia) deve agir para tornar o mercado mais eficiente para enfrentar a inflação mundial nos preços dos alimentos.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

FAO convoca reunião sobre inflação em alimentos

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO) convoca uma reunião no dia 23 para discutir os aumentos de preços dos alimentos, que causaram protestos com sete mortes em Moçambique. 

Os preços internacionais dos alimentos dobraram entre 2003 e 2008. Caíram com a crise mundial, mas voltam a subir. Como a Rússia prorrogou ontem até meados de 2011 a proibição de exportar trigo, há um impacto direto sobre o preço do pão.

• Em Gana, o Fórum pela Revolução Agrícola na África pediu investimentos no setor. A revista inglesa The Economist da semana passada diz que a revolução agrícola promovida no Brasil pela Embrapa deve servir de modelo para países tropicais.

domingo, 26 de outubro de 2008

Crise de alimentos agrava problema da fome

Na medida em que o dinheiro se torna mais escasso no sistema financeiro internacional e a atividade econômica diminui, quem paga o preço final são os cidadãos mais pobres e fragilizados do planeta: quem passa fome terá ainda mais dificuldades para comer.

Leia mais na edição deste domingo do jornal The Washington Post.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Famintos do mundo são quase um bilhão

Os países ricos que colocaram mais de US$ 3 trilhões à disposição dos bancos para evitar um colapso do sistema financeiro internacional não são capazes de dar os US$ 30 bilhões pedidos pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO).

Desde o início do ano, o total de pessoas ameaçada pela fome no mundo subiu 119 milhões por causa da inflação mundial nos preços dos alimentos nos últimos anos, que já começam a baixar por causa da crise econômica global. Mas o total de necessitados de ajuda de emergência chegou a 967 milhões, alerta a organização não-governamental britânica Oxfam (Comitê de Oxford para Alívio da Fome).

A crise de alimentos "força as pessoas a comerem menos e alimentos de menos qualidade, tira crianças da escola e obriga agricultores a migrarem do campo para a cidade, onde vão morar em favelas", adverte o relatório divulgado hoje, Dia Mundial da Alimentação.

Na Somália, os preços do trigo aumentaram 300% nos 15 meses até abril deste ano.

Em Nova Iorque, o relator especial da ONU sobre direito à alimentação, Oliver de Schutter, propôs a adoção de regras internacionais para a produção de biocombustíveis e o congelamento de investimentos para produção de biocombustíveis em grande escala para exportação, alegando que ameaça alguns dos países mais frágeis do mundo.

Schutter defendeu ainda a formação de estoques reguladores nacionais e internacionais para combater a especulação com os preços dos alimentos em função de problemas climáticos e quebras de safras. Assim, os países não precisariam recorrer ao mercado para alimentar suas populações necessitadas.

A Oxfam pede que a mesma determinação usada para resolver a crise financeira global seja aplicada no combate à fome.

Na reunião de cúpula sobre a crise de alimentos, realizada de 3 a 5 de junho deste ano na sede da FAO, em Roma, esta organização pediu US$ 30 bilhões para acabar com a fome. Ouviu promessas de US$ 12 bilhões. Até agora, só recebeu US$ 1 bilhão.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Fome ameaça 3,5 milhões de somalianos

A fome na Somália pode matar mais do que o genocídio de Darfur, no Sudão. Nos próximos meses, cerca de 3,5 milhões de somalianos precisarão de ajuda de emergência para enfrentar a fome, adverte o coordenador da ajuda humanitária das Nações Unidas na região, Mark Bowden.

Como em grandes fomes coletivas anteriores na África, uma série de fatores se soma para produzir mais uma catástrofe na Somália: guerra civil, secas prolongadas, inflação nos preços dos alimentos e o colapso da moeda, num país que vive na anarquia, sem governo, desde 1991.

Por causa da violência e da guerra sem fim, da falta de governo e de polícia, é muito difícil para as organizações internacionais distribuir comida aos somalianos mais necessitados.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Índia aumenta taxa básica de juros para 8% ao ano

Para combater a inflação, o banco central da Índia aumentou em caráter de emergência sua taxa básica de juros em 0,25 para 8% ao ano, na primeira alta em mais de um ano.

O Banco da Reserva da Índia soma-se aos esforços de outros bancos centrais da Ásia, reduzindo o crescimento para evitar uma disparada da inflação.

A Aliança Progressista Unida, que governa a Índia sob a liderança do Partido do Congresso, luta para enfrentar a alta nos preços do petróleo, dos alimentos, do aço e do cimento que ameaça elevar a inflação no continente a níveis não-vistos há mais de uma década.

Uma inflação em alta pode derrubar o governo indiano, que precisa convocar eleições gerais até maio de 2009. A expectativa é de nova elevação da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na próxima reunião do BRI, em 29 de julho.

No momento, a inflação anual da Índia está em 8,24%. É a maior em três anos e meio. O limite considerado tolerável pelo banco central é 5,5% ao ano.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Unicef teme por 6 milhões de crianças etíopes

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) teme pela desnutrição de 6 milhões de crianças com até cinco anos na Etiópia, que tem a segunda maior população entre os países da África, com cerca de 80 milhões de habitantes.

Na semana passada, o governo etíope estimou que mais 4,5 milhões de pessoas vão precisar de ajuda de alimentos de emergência, além dos 8 milhões que já recebem essa ajuda.

Mais de 126 mil crianças tem necessidade de tratamento de emergência contra a desnutrição. O Programa Mundial de Alimentos precisa de mais US$ 150 milhões só para a Etiópia.

O governo britânico prometeu uma ajuda de 10 milhões de libras, cerca de US$ 20 milhões.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Togo vende milho subsidiado para vencer fome

Para evitar que a inflação mundial nos preços dos alimentos provoque fome, o governo do Togo, um dos países mais pobres do mundo, vai vender 7 mil toneladas de milho pela metade do preço do mercado.

Com o aumento do consumo na Ásia, a mudança do clima, os biocombustíveis e a especulação no mercado de produtos agrícolas, os preços dos alimentos subiram mais de 80% nos últimos três anos.

A situação é especialmente grave no Togo, um dos países mais pobres do mundo. Uma seca atrasou o plantio deste ano em um mês. O governo resolveu intervir logo para evitar uma alta especulativa nos preços alimentos no armazém da esquina.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Diretor da FAO quer US$ 30 bilhões para ajuda

Às vésperas da conferência de cúpula sobre a crise mundial de alimentos, o diretor da Organização das Nações Unidas para Alimentos e Agricultura (FAO), Jacques Diouf, quer que os países ricos aumentem em 10 vezes, para US$ 30 bilhões, a verba para ajuda alimentar.

Mais de 150 países participam da conferência, realizada em Roma, na Itália, sede da FAO. São esperados 40 chefes de Estado e de governo, entre eles os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; da França, Nicolas Sarkozy; e do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

Em todo o mundo, cerca de 150 milhões de crianças passam fome, a maior parte na África. Seis milhões morrem de fome por ano. Pelo menos 54 países não produzem comida suficiente para alimentar suas populações.

Este desafio cresce com a alta do petróleo, o aumento da demanda dos países em desenvolvimento, a mudança do clima, a produção de biocombustíveis e outros fatores. As previsões são de que os preços da comida se mantenham elevados pelos próximos 10 anos.

Pela primeira vez em 25 anos, observa o diretor-geral da FAO, há incentivos reais para investimentos na agricultura. Há necessidade de dobrar a produção mundial de alimentos até 2050, quando a população da Terra será de cerca de 9 bilhões.

Hoje, cerca de 860 milhões de pessoas estão ameaçadas. Precisam de ajuda alimentar para sobreviver. A ONU e outras organizações internacionais temem que a inflação nos preços dos alimentos dobrem o número de necessitados.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Fundo da ONU quer mudar luta contra pobreza

A era da comida barata acabou. O mundo precisa mudar a estratégia de combate à miséria, observou o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Lannart Bage.

"Sempre achamos que o mercado internacional ofereceria comida barata e acessível. Não é mais assim. Precisamos entender que é um problema estrutural profundo. Não é por causa dos biocombustíveis nem da mudança do clima ou de outros fatores imediatos. Tudo isso soma, mas há um fenômeno estrutural subjacente", declarou Bage em Roma, na Itália, sede da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Por outro lado, nos últimos 20 anos, centenas de milhões de pessoas saíram da pobreza. "Nunca antes na história humana tanta gente saiu da pobreza. É uma coisa boa mas, diante da mudança de clima, precisa ser feita de maneira sustentável dos pontos de vista ecológico e ambiental", acrescentou o presidente do FIDA. "Para isso, precisamos nos reengajar no verdadeiro sustento da existência do homem - a comida".

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Índice de preços da FAO caiu em abril

O índice dos preços internacionais dos alimentos calculado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO) apresentou uma pequena queda em abril depois de um ano e três meses de alta e de subir 52% em um ano.

A queda foi de 217 em março para 216,7 em abril de 2008. Um ano antes, o índice de preços da FAO estava 141,7. Houve redução nos preços de acúçar, arroz, soja e trigo, entre outros produtos.

Os analistas observam que as causas da crise mundial de alimentos são estruturais. É provável que seja um alívio passageiro. Mas é um alívio.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

China quer terras agrícolas no exterior

Diante da crise mundial de alimentos, a China está estimulando suas empresas a comprar fazendas no exterior para garantir a segurança alimentar.

Uma proposta do Ministério da Agricultura vai tornar a aquisição de terras no exterior uma peça central da política agrícola chinesa. Até agora, os investimentos agrícolas da China no estrangeiro eram poucos e pequenos.

Se o plano for aprovado, pode enfrentar grande resistência internacional por questões de soberania nacional, por causa da crise de alimentos e do risco de mais desmatamento quando o mundo enfrenta a ameaça do aquecimento global.

"Não há nenhuma dificuldade em aprovar esta proposta", comentou um alto funcionário chinês. "O problema virá quando governos estrangeiros não quiserem se desfazer de sua própria terra".

Cheios de dinheiro com a alta nos preços do petróleo, os países ricos do Oriente Médio estão investindo mais e mais no exterior. A Líbia tem um projeto para produção de trigo na ex-república soviética da Ucrânia. A Arábia Saudita pretende investir em agricultura e pecuária por uma questão de segurança alimentar.

No caso da China, com 40% dos agricultores do mundo mas apenas 9% das terras aráveis, os conselheiros do governo recomendam o investimento externo como maior garantia de suprimento alimentar de longo prazo, inclusive na propriedade de terras.

A inflação nos preços dos alimentos na China foi de 25% nos primeiros três meses do ano em comparação com igual período em 2007. É a maior no setor desde o início dos anos 90.

domingo, 4 de maio de 2008

Sudeste Asiático chega a acordo sobre arroz

Em reunião dos ministros da Economia e de Finanças, os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) chegaram a um acordo neste fim de semana, em Báli, na Indonésia, para cooperar na estabilização dos preços e do mercado internacional do arroz, para aumentar a produtividade e a eficiência no plantio, colheita, armazenagem e distribuição do cereal.

A Asean congrega tanto o maior exportador mundial de arroz, a Tailândia, como o segundo maior, o Vietnã, e o maior importador, as Filipinas. Os outros membros são Indonésia, Brunei, Cingapura, Cambodja, Laos, Malásia e Birmânia.

Ao contrário do sugerira a Tailândia na semana passada, não há intenção de formar um cartel de produtores de arroz do tipo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Os ministros se comprometeram "a manter práticas comerciais justas e um comércio regional de arroz organizado".

terça-feira, 29 de abril de 2008

ONU cria força-tarefa contra crise de alimentos

No segundo de dois dias de reunião de suas 27 agências em Berna, na Suíça, a Organização das Nações Unidas decidiu criar uma força-tarefa para enfrentar a crise global deflagrada pela inflação mundial nos preços dos alimentos.

O secretário-geral Ban Ki Moon pediu US$ 2,5 bilhões para garantir a ajuda aos cerca de 40 países pobres mais afetados pela crise global de alimentos na avaliação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO). Pelos cálculos do Banco Mundial, 100 milhões de pessoas correm risco de cair abaixo da linha de pobreza.

A ONU estima que a demanda mundial de alimentos deve dobrar até 2050.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

FMI pede fim de restrições à exportação

O Fundo Monetário Internacional fez um apelo hoje contra as restrição a exportações de alimentos que estão sendo impostas por grande importadores para evitar a inflação e o desabastecimento no mercado interno.

Para não agravar ainda mais a inflação global nos preços dos alimentos, que já ameaça as populações mais pobres da Terra, o FMI argumentando que não se devem criar entraves ao comércio.