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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Ômicron está em 77 países e se propaga de modo alarmante, diz OMS

 A nova cepa do coronavírus de 2019, identificada em 24 de novembro em uma amostra coletada em 9 de novembro na África do Sul, chegou a pelo menos 77 países, inclusive o Brasil, e se propaga de num ritmo sem precedentes e alarmante, advertiu hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Sem dados de cinco estados por causa do ataque de pirataria cibernética ao Ministério da Saúde, o Brasil notificou mais 141 mortes e 5.083 diagnósticos positivos de covid-19 nesta terça-feira. O país soma agora 22194.297 casos confirmados e 617.121 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 34% em duas semanas para 151. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 38% em duas semanas para 5.427.

No mundo, já são 271.462.242 casos confirmados e 5.320.575 mortes. Mais de 244 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 22 milhões enfrentam casos leves ou médios e 89.405 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 119.072 casos e 1.599 mortes na terça-feira, com contágio e mortes em alta no que o presidente Joe Biden voltou a descrever como uma pandemia de não vacinados.O país tem o maior número de casos confirmados (50.233.338) e de mortes (800.343) na pandemia.  

A média diária de casos novos dos últimos sete dias nos EUA cresceu 47% em duas semanas para 122.054. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 40% em duas semanas para 1.285. As hospitalizações tiveram alta de 21% em duas semanas para 66.785.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson enfrentou uma revolta de cerca de 100 deputados do Partido Conservador contra o Plano B, as novas medidas de combate à pandemia: trabalho à distância, uso de máscaras em locais fechados de uso coletivo e grandes eventos, e o passe da vacina para acesso a boates, clubes noturnos e grandes eventos. O governo precisou de votos da oposição trabalhista para aprovar as medidas.

A França registrou um recorde para o ano de 63.405 casos novos num dia.

Em artigo no jornal The New York Times, os médicos Monica Gandhi e Sarah Zhang argumentam que hoje o número de hospitalizações é um indicador mais importante do controle da pandemia do que o número de casos novos. Citam como exemplo Cingapura, um dos países, na verdade uma cidade-estado, mais vacinados, com 83% plenamente vacinados. O contágio voltou a crescer, mas 98,7% dos casos são leves ou assintomáticos.

Duas doses de vacinas da Pfizer-BioNTech reduzem em 70% o risco de hospitalização por causa da variante ômicron, concluiu um estudo realizado pelo maior plano de saúde privado da África do Sul. O laboratório Pfizer anunciou que seu remédio Paxlovid consegue reduzir em 89% o risco de hospitalização e morte pela variante ômicron.

Mais de 8,52 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas no mundo até agora. Mais de 4,42 bilhões de pessoas tomaram ao menos uma dose, 56.67% da população mundial, mas só 7,3% nos países pobres. Cerca de 48% da humanidade (3,744 bilhões) completaram a vacinação.

A China lidera com 2,62 bilhões de doses aplicadas e mais de 80% de seus 1,412 bilhão de habitantes plenamente vacinados. Em seguida, vem a Índia (1,35 bilhão), a União Europeia (801,6 milhões) e os EUA, onde 239,6 milhões receberam a primeira dose, 202,5 milhões (60,81% da população norte-americana) e 56,3 milhões tomaram a dose extra, num total de 498,4 milhões de doses aplicadas.

O Brasil deu a primeira dose a 160,2 milhões de pessoas, pouco menos de 140 milhões (65,63% da população brasileira) completaram a vacinação e 21 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 321,5 milhões de doses aplicadas.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Universidades processam Trump para impedir cassação de vistos

Cerca de 60 universidades, 17 estados e o Distrito de Colúmbia processam o governo Donald Trump para impedir a cassação dos vistos de estudantes que não estejam assistindo a aulas presenciais. 

Em Los Angeles e São Diego, as escolas primárias e secundárias só devem ter aulas presenciais no próximo ano, apesar das pressões de Trump e da secretária de Educação, Betsy DeVos. 

As duas maiores cidades do Sul da Califórnia alegam que o reinício das aulas exige uma queda no número de novas infecções e ampla disponibilidade de testes. A Califórnia num tem nem uma coisa nem outra.

A pandemia contaminou mais um milhão de pessoas em quatro dias. Foram seis dias para o 11º milhão, 5 dias para o 12º milhão e 4 dias para o 13º milhão de casos confirmados. No fim de semana, houve um novo recorde mundial para o número de novos casos por dia, mais de 230 mil. No mundo inteiro, são mais de 13,236 milhão de casos, mais de 575 mil mortes e 7,696 milhões de pacientes curados.

Os Estados Unidos lideram com mais de 3,4 milhão de casos e mais de 138 mil mortes. Pelo menos 35 dos 50 estados registram alta na contaminação. 

No sábado, o presidente Donald Trump usou máscara pela primeira vez em público, ao visitar o Centro Médico Walter Reed, um hospital militar nos arredores de Washington. Mas fez questão de dizer que era algo excepcional, quando os médicos querem que seja uma regra. 

Enquanto isso, seu principal adversário na eleição presidencial de 3 de novembro, o ex-vice-presidente Joe Biden, tem uma vantagem de 9 pontos percentuais na média das pesquisas e ficou na frente numa pesquisa no Texas, um estado conservador com a segunda maior população do país. Se Trump perder no Texas, a derrota é certa.

No domingo, a Flórida bateu novo recorde nacional de casos novos num dia 16,3 mil. Com 21,5 milhões de habitantes, a Flórida tem hoje mais casos novos da covid-19 do que toda a União Europeia, de quase 450 milhões de habitantes.

Na Califórnia, o governador Gavin Newsom recua na abertura da economia. Fechou praias, museus, bares, igrejas e salas de cinema, e impediu restaurantes de servir refeições em espaços fechados.

Nova York teve o primeiro dia sem mortes.

Com 770 mortes e 21.783 casos novos em 24 horas, o Brasil chegou a 72.921 mortes e 1,888 milhão de casos confirmados.

O México ultrapassou a Itália. Com mais de 35 mil óbitos, é o quarto país do mundo em número absoluto de mortes pelo coronavírus, depois dos EUA, do Brasil e do Reino Unido.

O diretor da delegacia regional do banco central dos Estados Unidos no Texas declarou que usar máscara é a chave para a retomada do crescimento econômico. 

A exemplo da Alemanha, da Espanha, da Grécia e da Itália, a partir de 24 de julho, o Reino Unido vai tornar obrigatório o uso de máscaras em lojas, sob pena de multa de 100 libras, cerca de R$ 677.

As exportações da China cresceram 0,5% em junho e as importações, 2,7%.

O produto interno bruto de Cingapura sofreu uma queda de recorde 12,6% no segundo trimestre na comparação anual.

Diante de uma recessão, o ditador Vladimir Putin adia em seis anos um programa de investimentos de US$ 360 bilhões, cerca de R$ 1,94 trilhão, para estimular o crescimento da Rússia.

Nove em dez brasileiros receberam notícias falsas sobre a pandemia, concluiu uma investigação da organização não governamental Avaaz.

A autorização para a vacina desenvolvida pelos laboratórios Pfizer e BioNTech vai ter tramitação rápida, anunciou a Administração de Alimentos e Medicamentos, o órgão regular dos Estados Unidos. Meu comentário:

sábado, 21 de março de 2020

Pandemia tem mais de 307 mil casos e 13 mil mortes

Com mais de 53,5 mil casos e 4.825 mortes, a Itália bateu hoje pelo terceiro dia consecutivo o recorde de mortes num dia na pandemia do novo coronavírus: 794. A taxa de mortalidade subiu para 9%.

No mundo inteiro, já são mais de 307 mil casos e 13.050 mortes, o que dá uma letalidade de 4,2%. Quase 93 mil pessoas foram curadas. Um bilhão de pessoas receberam orientação de ficar em casa.

O Brasil 1.128 casos e 18 mortes. A taxa de mortalidade está em 1,6%. Um doente na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, é o primeiro registrado numa favela carioca, onde a situação pode ser catastrófica.

Depois de contrariar a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o governo brasileiro anunciou hoje que em breve terá 10 milhões de kits de exame. Serão instalados hospitais de campanha para que as pessoas possam fazer o teste em sistema de drive-thru, sem sair do carro.

Pelo terceiro dia seguido, a China, onde houve o primeiro surto, com o primeiro caso registrado em 17 de novembro, não teve nenhum caso novo de transmissão interna pelas estatísticas oficiais do regime comunista. Teve mais de 83 mil casos, 46 novos casos hoje, 3.261 mortes e mais de 72 mil casos de cura.

O terceiro país mais atingido é os Estados Unidos, com 26,6 mil casos, 340 mortes e mortalidade de 1,27%. Ultrapassou hoje em número de casos a Espanha, onde há 25,5 mil casos e o total de mortos passou de mil hoje e chegou a 1.381, com letalidade de 5,4%.

A Alemanha tem 22,3 mil casos, sendo mais de 2,5 mil casos novos hoje, 84 mortes e índice de letalidade de 0,37%.

No Irã, terceiro país em número de mortos, atrás apenas da Itália e da China, são mais de 20,6 mil casos, 1.556 mortes e uma taxa de mortalidade de 7,5%.

A França tem pouco menos de 14,5 mil casos, 562 mortes e taxa de letalidade de 3,9%. Dos 6.172 hospitalizados, 1.525 estão entubados. O governo francês encomendou à indústria 250 milhões de máscaras cirúrgicas. O confinamento, que no momento vai até o fim do mês, deve ser prorrogado com medidas mais duras, avisou o ministro do Interior, Christophe Castaner.

Todos os outros países têm menos de 10 mil casos da covid-19.

Cingapura, uma cidade-estado da Ásia vista como modelo do combate ao coronavírus, com 432 casos, teve hoje as primeiras duas mortes. A taxa de letalidade está em 0,46%.

Diante da ameaça de uma recessão e até de uma depressão da economia mundial, os EUA já pensam num plano de estímulo à retomada do crescimento na maior economia do mundo de US$ 2 trilhões, quase 10% do produto interno bruto.

Os programas de incentivo de cerca de 1% do PIB anunciados pelos países da Europa são considerados insuficientes. Na Alemanha, o governo prometeu um plano de 356 bilhões de euros de gastos públicos e destinou mais 822 bilhões de euros para emprestar a empresas e pessoas.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Acordo da Parceria Transpacífica é assinado por 12 países

Em cerimônia na Nova Zelândia, 12 países da América, da Ásia e da Oceania assinaram hoje a Parceria Transpacífica (TPP, do inglês), um acordo de liberalização comercial que visa a estabelecer regras de longo prazo para o comércio na região. A China e a Coreia do Sul não fazem parte.

Os países-membros da TPP - Estados Unidos, Japão, Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Chile, México, Peru, Cingapura, Malásia, Vietnã e Brunei - representam hoje 40% da economia global. Cada um terá agora dois anos para ratificar o acordo.

Um objetivo central do acordo é reduzir barreiras comerciais e criar normas para resolver possíveis disputas com base no direito internacional para evitar conflitos.

Este será um dos principais argumentos do presidente Barack Obama para tentar convencer o Congresso de maioria oposicionista: "Se não impusermos as regras, a China o fará."

Obama gostaria de ver a TPP ratificada ainda em seu governo, mas há pouca esperança de que isto aconteça durante a campanha eleitoral deste ano.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

EUA, Japão e 10 países fazem maior acordo regional de comércio

Os Estados Unidos, o Japão e outros dez países da orla do Oceano Pacífico (Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã) anunciaram hoje o maior acordo regional de liberalização comercial. 

A Parceria TransPacífica (TTP, do inglês) reduz barreiras para bens e serviços e cria regras comuns sobre investimentos, propriedade intelectual, meio ambiente e trabalho em um novo mercado comum que produz hoje 40% da riqueza mundial.

As negociações duraram cinco anos e foram prejudicadas pela crise econômica mundial. Ao excluir a China, a TTP pretende estabelecer regras para o comércio internacional antes que o regime comunista chinês queira impor as suas.

"Com mais de 95% dos nossos consumidores em potencial vivendo fora de nossas fronteiras, não podemos deixar países como a China definir as regras da economia global. Nós devemos escrever estas regras", afirmou o presidente Barack Obama.

É uma vitória para Obama, que investiu na negociação como uma peça central de seu legado histórico, e para o primeiro-ministro Shinzo Abe, que luta para vencer a deflação e a estagnação da economia japonesa.

"A parceria nivela o campo de jogo para nossos fazendeiros, agricultores e industriais ao eliminar mais de 18 mil impostos que vários países impunham a seus produtos", declarou Obama. "Inclui os compromissos mais fortes com o trabalho e o meio ambiente de qualquer acordo comercial da história."

Durante as negociações, vários problemas vieram à tona, por exemplo, entre as indústrias automobilísticas dos EUA e do Japão. No último momento, o Canadá e o Japão concordaram em ampliar o acesso de laticínios dos EUA a seus mercados. Pela primeira vez, o Vietnã será obrigado a aceitar a criação de sindicatos independentes.

Outra questão difícil foi o prazo de 12 anos de patentes sobre medicamentos de origem biológica exigido pela indústria farmacêutica americana antes que sejam fabricados genéricos com os mesmos fármacos. O acerto final neste ponto foi negociado entre os EUA e a Austrália. O prazo será de cinco anos, podendo ser estendido a oito no caso de medicamentos de origem biológica.

Para entrar em vigor, a TTP precisa ser aprovada pelos parlamentos dos países. A maior dificuldade deve ser no Congresso dos EUA. Também pode haver dificuldades no Canadá, que está em campanha eleitoral, e na Austrália.

domingo, 22 de março de 2015

Fundador de Cingapura e pai do modelo asiático morre aos 91 anos

O fundador de Cingapura e primeiro-ministro de 1959 e 1990, Lee Kuan Yew, morreu hoje aos 91 anos. Ao transformar um pequeno entreposto colonial num dos países mais ricos do mundo, ele criou o modelo sociopolítico asiático. A renda média por habitante passou de US$ 550 nos anos 1950s para US$ 80 mil por ano em 2013. Seu porto é o segundo mais movimentado do mundo.

Sob a inspiração do filósofo chinês Confúcio, o modelo asiático combina autoritarismo, disciplina e valores morais rígidos com desenvolvimento científico e tecnológico, eficiência econômica e administrativa. Há uma renúncia à liberdade individual em troca da prosperidade e da harmonia social. É antidemocrático e antiliberal politicamente, mas a favor da economia de mercado.

Um dos personagens mais importantes do extraordinário desenvolvimento da Ásia nas últimas décadas, Lee Kuan Yew era filho de uma família chinesa rica que se mudou da província de Cantão para Cingapura em 1863, quando a cidade era uma colônia e sede da maior base naval do Império Britânico no Leste da Ásia.

Lee nasceu em 1923 como súdito da coroa britânica. Seus avós perderam a fortuna durante a Grande Depressão (1929-39). O pai virou um pequeno comerciante pobre.

A primeira língua de Lee era o inglês. Só depois de entrar na política, ele aprendeu chinês, malaio e tamil. Primeiro colocado numa espécie de vestibular realizado na Malaia Britânica, ele estava pronto para fazer universidade na Inglaterra em 1939, quando estourou a Segunda Guerra Mundial. Teve de adiar seus planos.

Em 1942, o Exército Imperial do Japão tomou Cingapura. "Os três anos e meio da ocupação japonesa foram os mais importantes da minha vida", contou Lee em suas memórias. "Eles me deram lições vívidas sobre o comportamento e as sociedades humanas, suas motivações e seus impulsos... Vi todo um sistema social desabar de repente diante de um Exército de ocupação totalmente impiedoso."

Com a guerra, Lee Kuan Yew entendeu que o Império Britânico não continuaria a dominar Cingapura eternamente e sentiu necessidade de entrar na política

Depois da guerra, ele finalmente foi estudar na Grã-Bretanha. Ficou um período curto na London School of Economics e foi para Universidade de Cambridge, onde se tornou socialista, se casou com Kwa Geok Choo se formou em direito com distinção e louvor. Em 1950, tornou-se advogado.

De volta a Cingapura, entrou na política em plena descolonização do pós-guerra e, em 1954, criou o Partido de Ação Popular (PAP). Em 1955, uma nova Constituição ampliou o número de membros eleitos do Conselho Legislativo, que passaram a ser 25 de um total de 32 cadeiras.

Nas eleições, a Frente Trabalhista, dos antigos aliados de Lee, elegeu 13 deputados e o PAP só três. Entre eles, Lee Kuan Yew, vencedor num distrito habitado por chineses pobres.

Em 1956, Lee voltou a Londres com parte de uma delegação interessada em negociar a autonomia da colônia, sem sucesso. As negociações foram retomadas em 1957. No ano seguinte, houve o acordo: Cingapura passava a ser uma cidade-estado dentro da Comunidade Britânica.

Em maio de 1959, com uma plataforma anticolonialista e anticomunista que propunha reformas sociais e uma possível união com a Malásia, o partido de Lee conquistou 43 das 51 cadeiras. Ele se negou a formar o governo até a libertação de esquerdistas de seu partido presos desde 1956.

Aos 35 anos, Lee Kuan Yew foi empossado como primeiro-ministro de Cingapura em 5 de junho de 1959. Dois anos depois, a ala esquerdista saiu do partido para fundar a Frente Socialista e Lee afastou os últimos comunistas.

Um de seus sonhos era formar uma federação ligando a ilha de Cingapura à Malásia por considerar "uma Cingapura independente um absurdo político, econômico e geográfico". Em 31 de agosto de 1963, depois de um referendo realizado no ano anterior, Cingapura formou uma federação com a Malásia. Lee manteve o controle sobre o Parlamento cingapureano.

Em 1964, Lee cometeu o erro de disputar as eleições nacionais da Malásia com seu partido em que 75% eram de origem chinesa, gerando tensão e violência entre chineses e malaios. Estes suspeitavam que Lee quisesse se tornar primeiro-ministro.

Depois de uma votação de 126-0 no Parlamento da Malásia, a federação foi dissolvida. Em 9 de agosto de 1965, a República de Cingapura se tornava um país independente dentro da Comunidade Britânica sob a liderança de Lee Kuan Yew.

Como a Frente Socialista passou a boicotar as eleições a partir de 1966, o PAP elegeu todos os deputados nas eleições de 1968, 1972, 1976 e 1980, dando plenos poderes a Lee para impor seu modelo. Para um pequeno país sobre, precisava de uma economia forte, moderna e industrializada.

O governo incentivou o investimento estrangeiro e acordos entre empresas e sindicatos para garantir a paz social com base nos valores confucionistas de cooperação, disciplina, austeridade e respeito à autoridade e à família.

Lee e o primeiro-ministro ministro malasiano Mahathir Mohamed passaram a chamá-los de "valores da Ásia", apresentando-os como alternativa ao liberalismo e à permissividade do Ocidente.

Cingapura censura, usa punições físicas (um jovem americano que riscou um carro propositalmente foi condenado a chibatadas) e pune o uso de drogas pela simples presença de substâncias proibidas no sangue, sem necessidade de apreensão. É proibido mascar chiclete.

"Por que deveríamos importar este hábito ocidental nojento?", argumentava Lee Kuan Yew para defender a medida.

No fim dos anos 1980s, Cingapura tinha a segunda maior renda per capita do Leste da Ásia, atrás apenas do Japão, e se tornara o maior centro financeiro do Sudeste Asiático. Em novembro de 1990, no mesmo mês de sua admiradora Margaret Thatcher, Lee Kuan Yew renunciou à chefia do governo.

Seu sucessor, Goh Chok Tong nomeou Lee ministro sênior do governo de Cingapura, onde ele continuou a exercer atividades políticas como um grande conselheiro e uma espécie de pai da pátria, um estadista e um oráculo a ser consultado em momentos de crise.

Em 2004, Goh passou o poder para Lee Hsien Loong, filho do grande arquiteto do milagre cingaporeano, que foi "ministro mentor" do governo até novembro de 2011.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Indonésia localiza 40 corpos de desastre aéreo no Mar de Java

Os destroços do Airbus A320-200 da companhia aérea Air Asia que desapareceu no domingo passado foram encontrados hoje depois de serem avistados por pescadores no Estreito de Karimata, perto da Ilha de Bornéu, no Mar de Java. Cerca de 40 corpos foram localizados pela Marinha da Indonésia e três resgatados.

A aeronave sumiu dos radares durante uma tempestade quando ia de Subaraya, na Indonésia, para Cingapura com 262 pessoas a bordo. A maioria dos passageiros era indonésia.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Avião da Air Asia desaparece entre a Indonésia e Cingapura

O presidente da companhia aérea malasiana Air Asia, Tony Fernandez, foi hoje para Subaraya, na Indonésia, de onde saiu o avião que desapareceu ontem na rota para Cingapura, com 266 pessoas a bordo, noticiou a rede de televisão americana CNN. A maioria dos 155 passageiros era indonésia.

Antes do desaparecimento do Airbus A320-200, o piloto pediu autorização às autoridades da Indonésia para mudar de rota para não passar por uma tempestade. O avião sumiu 42 minutos depois de decolar. Ao que tudo indica, caiu no mar. As buscas foram suspensas durante a noite.

A Air Asia divulgou na Internet um número de telefone para parentes das pessoas a bordo do voo QZ8501 pedirem informações e outro para jornalistas, de modo a não congestionar a linha para as famílias.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

General chinês: EUA sofrem de disfunção erétil

Ao comentar as críticas de Washington à agressividade chinesa nas disputas territoriais com países vizinhos no Mar da China Meridional, durante o Diálogo de Xangrilá, realizado em Cingapura no último fim de semana, o general Zhu Chenghu, professor da Universidade da Defesa Nacional, disse em tom provocativo que os Estados Unidos sofrem de "disfunção erétil".

"À medida que o poder dos EUA declina, Washington precisa confiar nos aliados para conter o desenvolvimento da China", declarou o general a uma televisão de língua chinesa. "Mas se vão se envolver ou intervir militarmente numa disputa territorial entre a China e seus vizinhos é outra história."

Em seguida, disparou: "Podemos ver na situação da Ucrânia uma espécie de disfunção erétil."

A Síria é um exemplo melhor da hesitação do governo Obama de usar a força. Os EUA não entrariam em guerra com uma potência nuclear como a Rússia por causa da Ucrânia. A mesma lógica se aplica aos vizinhos da China, com a exceção do Japão e da Coreia do Sul.

Na corrida tecnológica, ataques de saturação com mísseis de cruzeiro podem se tornar a maior ameaça a grupos navais dos EUA liderados por porta-aviões, adverte um ensaio do Centro Chinês para Estudo de Assuntos Militares da Universidade da Defesa Nacional.

terça-feira, 9 de abril de 2013

PS expulsa ex-ministro do Orçamento da França

Por unanimidade, o comitê executivo nacional do Partido Socialista expulsou hoje o ex-ministro do Orçamento da França Jérôme Cahuzac, que admitiu na semana passada ter contas secretas na Suíça e em Cingapura há 20 anos, "por causar grandes prejuízos ao partido e a seus princípios".

É o maior escândalo da presidência de François Hollande, no poder há menos de um ano. Diante da reação negativa, o governo socialista ordenou a todos os ministros que apresentem até 15 de abril suas declarações de bens ao público para aumentar a transparência, noticiou a RFI (Rádio França Internacional).

Hoje o novo ministro do Orçamento, Bernard Cazeneuve, pediu na Assembleia Nacional que os arquivos com 2,5 milhões de documentos bancários sigilosos sobre paraísos fiscais revelados na quinta-feira passada por vários jornais sejam entregues à Justiça. Sua descoberta foi feita pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Zurique é a cidade mais cara do mundo

Com a valorização do franco suíço, Zurique ultrapassou Tóquio e se tornou a cidade com custo de vida mais alto do mundo no ano passado, concluiu uma pesquisa da Economist Intelligence Unit.

A pesquisa, divulgada duas vezes por ano, soma os custos de bens e serviços como alimentação, transporte, escolas particulares e serviços domésticos, mas não o preço da moradia.

Nova York é a base, com índice 100. Como Zurique chegou a 170 e Tóquio a 166, isso significa que o custo de vida nestas cidades é respectivamente 70% e 66% maior do que na principal cidade dos Estados Unidos.

Genebra, na Suíça, e Osaka-Kobe, no Japão, ficaram empatadas. Das outras dez cidades mais caras, três são europeias - Oslo, Paris e Frankfurt - e três da Ásia e da Austrália - Cingapura, Adelaide, na Austrália; e Wellington, na Nova Zelândia.

Londres ficou em 17º lugar e Nova York no 47%, empatada com Chicago.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Economia da Tailândia recuou 4,3% no fim do ano

A Tailândia, segunda maior economia do Sudeste Asiático, depois da Indonésia, sofreu uma queda de 4,3% no último trimestre do ano passado na comparação com o mesmo período em 2007 por causa da queda nas exportações e das manifestações de protesto, que prejudicaram o turismo.

O maior centro financeiro da região, Cingapura, uma cidade-estado com forte dependência do comércio exterior, já está oficialmente em recessão. No segundo semestre de 2008, teve dois trimestres consecutivos de queda no produto interno bruto - o critério normalmente usado pelos economistas para caracterizar uma recessão.

Diante do agravamento da crise, o governo tailandês reduziu as projeções sobre o desempenho da economia em 2009 de um crescimento de 3% a 4% para uma estagnação ou contração de 1%. Os analistas já consideram uma recessão inevitável.

domingo, 4 de maio de 2008

Sudeste Asiático chega a acordo sobre arroz

Em reunião dos ministros da Economia e de Finanças, os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) chegaram a um acordo neste fim de semana, em Báli, na Indonésia, para cooperar na estabilização dos preços e do mercado internacional do arroz, para aumentar a produtividade e a eficiência no plantio, colheita, armazenagem e distribuição do cereal.

A Asean congrega tanto o maior exportador mundial de arroz, a Tailândia, como o segundo maior, o Vietnã, e o maior importador, as Filipinas. Os outros membros são Indonésia, Brunei, Cingapura, Cambodja, Laos, Malásia e Birmânia.

Ao contrário do sugerira a Tailândia na semana passada, não há intenção de formar um cartel de produtores de arroz do tipo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Os ministros se comprometeram "a manter práticas comerciais justas e um comércio regional de arroz organizado".

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Estilo de vida ocidental dá câncer de seio

A incidência de câncer de seio aumentou 80% no Reino Unido desde os anos, atingiu níveis quase epidêmicos na Europa e nos Estados Unidos, e se espalha pelo resto do mundo. Cerca de 1,3 milhão de novos casos foram diagnosticados em 2007.

Entre as causas, está a prosperidade crescente, que leva à adoção de estilos de vida ocidentais, do consumismo.

Uma dieta rica em gorduras, famílias pequenas, a maternidade adiada e o aleitamento por pouco tempo aumentam o risco de câncer de seio, assim como a obesidade e o consumo de bebidas alcoólicas.

Desde 2006, o câncer de seio superou o câncer nos pulmões, que atinge ambos os sexos, como o tipo mais comum da doença na Europa, por causa das campanhas cada vez maiores contra o tabaco.

Com o rápido crescimento da Ásia, a incidência da doença dobrou no Japão, em Cingapura e na Coréia do Sul. Na China, houve um aumento de 20% a 30% nos últimos 10 anos.

Leia mais no jornal inglês The Independent.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Superjumbo da Airbus decola em Cingapura

O primeiro vôo comercial do superjumbo A380, fabricado pela companhia aeronáutica européia Airbus, decolou há pouco de Cingapura com destino a Sídnei, na Austrália, com 455 passageiros que pagaram até US$ 100 mil pelo privilégio de fazer esta viagem pioneira e 30 tripulantes, entre eles quatro pilotos. A viagem deve durar sete horas e meia.

Este novo avião tem capacidade de transportar até 850 passageiros com maior eficiência energética do que os concorrentes da Boeing americana. Chega ao mercado dois anos depois do previsto, o que deu um prejuízo de bilhões de euros à empresa européia. Com asas que se estendem por 80 metros, o A380 vai exigir reformas nos aeroportos.

A Singapore Airlines promoveu o vôo dizendo que o A380 "cria um novo padrão de luxo e conforto".

Sete horas e meia depois, como previsto, o vôo chegou a seu destino. Pelo depoimento do repórter Richard Quest, da CNN, que estava a bordo, realmente a primeira classe do superjumbo tem um padrão de luxo acima do que se viu até agora na aviação comercial.