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domingo, 15 de novembro de 2020

Acordo comercial da Ásia e do Pacífico exclui EUA

Os líderes de 15 países da Ásia e do Oceano Pacífico anunciaram hoje a conclusão do maior acordo comercial da história para reduzir em até 90% em dez anos as barreiras entre países com um terço da população e da produção mundiais, inclusive a China, o Japão e a Coreia do Sul. Até 2030, a Parceria Econômica Regional Ampla (RCEP) deve agregar US$ 200 bilhões, quase R$ 1,15 trilhão, por ano à economia mundial.

No primeiro dia de seu desgoverno, o presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos da Parceria Transpacífica (TPP). O objetivo do governo Barack Obama era criar uma ordem econômica regional à qual a China teria de aderir aceitando as regras preexistentes. É mais uma herança maldita de Trump que reduz a importância dos EUA.

A RCEP aproveita os acordos de livre comércio assinados pela Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) - Brunei, Camboja, Cingapura, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Tailândia e Vietnã - e os transforma num pacto multilateral único com a Austrália, a China, o Japão, a Coreia do Sul, a Austrália e a Nova Zelândia. Ficam de fora os Estados Unidos, o Canadá, a Rússia e os países da América Latina que faziam parte da TPP (Chile, México e Peru).

Enquanto os EUA, sob Trump, recuaram para um nacionalismo isolacionista, a China dobra a aposta na globalização e no livre comércio,

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Acordo da Parceria Transpacífica é assinado por 12 países

Em cerimônia na Nova Zelândia, 12 países da América, da Ásia e da Oceania assinaram hoje a Parceria Transpacífica (TPP, do inglês), um acordo de liberalização comercial que visa a estabelecer regras de longo prazo para o comércio na região. A China e a Coreia do Sul não fazem parte.

Os países-membros da TPP - Estados Unidos, Japão, Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Chile, México, Peru, Cingapura, Malásia, Vietnã e Brunei - representam hoje 40% da economia global. Cada um terá agora dois anos para ratificar o acordo.

Um objetivo central do acordo é reduzir barreiras comerciais e criar normas para resolver possíveis disputas com base no direito internacional para evitar conflitos.

Este será um dos principais argumentos do presidente Barack Obama para tentar convencer o Congresso de maioria oposicionista: "Se não impusermos as regras, a China o fará."

Obama gostaria de ver a TPP ratificada ainda em seu governo, mas há pouca esperança de que isto aconteça durante a campanha eleitoral deste ano.