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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Indonésia instala bases militares perto do Mar do Sul da China

As Forças Armadas da Indonésia planejam instalar três bases militares para operações conjuntas nas ilhas Riaus, no Kalimantão do Norte e em Papua, noticiou o jornal Jakarta Post, citando como fonte um oficial não identificado.

A base nas ilhas Riaus fará parte da estratégia da Indonésia para patrulhar o Mar do Sul da China e áreas próximas contra intromissão de navios pesqueiros da China, das Filipinas, da Malásia e do Vietnã.

A prioridade da Indonésia é controlar seu vasto arquipélago de mais de 17 mil ilhas, que se estende por 5 mil quilômetros e o mar territorial entre elas. Mas, ao contrário de Brunei, das Filipinas, da Malásia, de Taiwan e do Vietnã, não tem disputas territoriais com a China, que reivindica a soberania sobre 90% do Mar do Sul da China.

sábado, 19 de maio de 2018

China leva bombardeiros estratégicos para o Mar do Sul da China

Em mais uma reafirmação de seu crescente poderio militar, pela primeira vez, um bombardeiro estratégico de longo alcance da China pousou numa pista de pouso construída em ilhas artificiais no Mar do Sul da China, que o regime comunista chinês disputa com seis países vizinhos, noticiou o jornal oficial Diário da China. O avião com capacidade nuclear foi participar de uma manobra militar na região disputada.

A China reivindica 90% da superfície do Mar do Sul da China com base num antigo mapa, rejeitado pelo Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas, com sede em Haia, na Holanda, em 12 de julho de 2016, numa questão levantada pelas Filipinas. O governo chinês ignorou a decisão.

O treinamento com o bombardeiro H-6K deixa claro que a ditadura chinesa está pronta para intimidar os países vizinhos, no caso Brunei, Filipinas, Indonésia, Malásia, Taiwan e Vietnã, e se necessário usar a força para afirmar sua reivindicação de soberania sobre o Mar do Sul da China.

É uma disputa sobre ilhotas, atóis e recifes em águas por onde passam um terço do comércio marítimo mundial e 39% do comércio exterior chinês, com grande potencial pesqueiro, jazidas de petróleo e gás natural.

Os Estados Unidos acusam a China de militarizar a região para se impor pela força. Cruzam o mar com seus navios de guerra para destacar que são águas internacionais abertas à livre navegação. Como os EUA não devem entrar em guerra com a China por causa do Mar do Sul da China, a demonstração de força de Beijim tem como alvo os vizinhos litigantes.

A China está desenvolvendo sua Marinha de guerra para neutralizar a superioridade militar dos EUA na Ásia. Transformou ilhotas, atóis e recifes em sete ilhas artificiais no arquipélago das Ilhas Spratlys, onde instalou portos, aeroportos, quartéis, radares, hangares, búnqueres, equipamentos de telecomunicações e de guerra eletrônica.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

China constrói hangares para aviões de guerra em mar disputado

A República Popular da China está construindo hangares reforçados em três ilhas artificiais sob seu controle em áreas disputadas do Mar do Sul da China, revelaram imagens de satélites-espiões dos Estados Unidos obtidas pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington, noticiou o jornal The New York Times.

Nenhum avião de combate aparece nas imagens. O regime comunista chinês afirma que os hangares são para aviões civis. Pela análise do CSIS, a espessura das paredes, muito mais grossas do que necessário para aviões civis, indica a possibilidade de uso militar.

Os maiores hangares seriam capazes de abrigar o bombardeiro H-6, o avião de reabastecimento H-6U, o avião de transporte militar Y-8 e o avião-radar KJ200.

Com os novos radares, a China vai poder estacionar aviões permanentemente nas ilhas artificiais, construções ilegais à luz da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Até agora, a China tinha de fazer uma rotação para evitar o desgaste das aeronaves num ambiente hostil no meio do mar.

A China tem conflitos territoriais no Mar do Sul da China com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. Em 12 de julho, o Tribunal Permanente de Arbitragem das Nações Unidas deu razão às Filipinas, rejeitando os supostos "direitos históricos" alegados pela China para reivindicar 90% do Mar do Sul da China. O regime comunista chinês ignorou a decisão.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Acordo da Parceria Transpacífica é assinado por 12 países

Em cerimônia na Nova Zelândia, 12 países da América, da Ásia e da Oceania assinaram hoje a Parceria Transpacífica (TPP, do inglês), um acordo de liberalização comercial que visa a estabelecer regras de longo prazo para o comércio na região. A China e a Coreia do Sul não fazem parte.

Os países-membros da TPP - Estados Unidos, Japão, Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Chile, México, Peru, Cingapura, Malásia, Vietnã e Brunei - representam hoje 40% da economia global. Cada um terá agora dois anos para ratificar o acordo.

Um objetivo central do acordo é reduzir barreiras comerciais e criar normas para resolver possíveis disputas com base no direito internacional para evitar conflitos.

Este será um dos principais argumentos do presidente Barack Obama para tentar convencer o Congresso de maioria oposicionista: "Se não impusermos as regras, a China o fará."

Obama gostaria de ver a TPP ratificada ainda em seu governo, mas há pouca esperança de que isto aconteça durante a campanha eleitoral deste ano.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

EUA e China discutem alívio de tensão no Mar do Sul da China

Líderes militares dos Estados Unidos e da China vão se reunir em Beijim no início de novembro de 2015 para discutir o relaxamento de tensões no Mar do Leste da China, revelaram fontes diplomáticas citadas pelo jornal japonês Asahi Shimbun.

O chefe da delegação americana será o almirante Harry Harris, comandante do Comando do Pacífico das Forças Armadas dos EUA.

A proposta é discutir a cooperação entre as duas grandes potências tendo em vista especialmente as disputas territoriais da China com os países vizinhos no Mar do Sul da China, onde o regime comunista chinês está aterrando recifes para construir ilhas artificial onde construiu até pistas de pouso para aviões de guerra.

Os EUA não têm posição, mas exigem que as disputas com Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã sejam resolvidas diplomaticamente, com respeito pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Para reforçar sua posição, há dois dias um contratorpedeiro americano passou a menos de 12 milhas náuticas do recife de Subi, que não pode ser considerado uma ilha com base na lei internacional.

domingo, 27 de outubro de 2013

Japão rejeita mudanças pela força na Ásia

Num recado direto para a China, o primeiro-ministro Shinzo Abe declarou hoje a militares japoneses que o Japão não vai tolerar mudanças no status quo pela força. O país anunciou recentemente a realização de grandes manobras militares para proteger algumas ilhas remotas a sudoeste das ambições chinesas.

A China disputa ilhas ou mar territorial com o Japão, a Coreia do Norte, a Coreia do Sul, as Filipinas, a Malásia, o Vietnã, Brunei e Taiwan. Também tem conflitos de fronteiras terrestres com a Índia, o Butão e a Coreia do Norte.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Mapa em passaporte da China irrita países vizinhos

Na sua ascensão a superpotência, a China, cada vez mais confiante e autossuficiente, está comprando briga com quase todos os países vizinhos. O novo passaporte chinês traz um mapa impresso com marca d'água que inclui no território nacional todas as áreas onde há conflitos territoriais.

A Grande China inclui duas regiões de fronteira disputadas com a Índia, a ilha de Taiwan e uma grande área do Mar da China Meridional onde há ilhas reivindicadas por outros cinco países: Brunei, Filipinas, Indonésia, Malásia e Vietnã. É uma afronta ao protocolo diplomático para a solução pacífica desse tipo de conflito.

O maior impacto é nos países menores que se sentem intimidados como Brunei, as Filipinas, a Malásia e o Vietnã. Na última reunião de cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), esses países não conseguiram registrar no documento final seu desconforto em relação ao crescente imperialismo chinês. Como país-sede da conferência, o Camboja, fiel aliado de Beijim, vetou qualquer referência ao problema.

No Vietnã, os oficiais de imigração se recusam a carimbar os novos passaportes chineses. A Índia acrescentou sua versão do mapa no visto que emite para os chineses entrarem no país. Os governos das Filipinas e de Taiwan fizeram protestos formais à China.

Veja o mapa no passaporte e as regiões em disputa num blog do jornal The Washington Post.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

China acusa Japão de roubar ilhas em disputa

A China acusou hoje o Japão de roubar um arquipélago disputado entre os dois países depois que o governo japonês comprou as três das oito ilhas Senkaku, que os chineses chamam de Diaoyu, por US$ 30 milhões.

O governo do primeiro-ministro Yoshihiko Noda alega que comprou as ilhas para evitar que o prefeito direitista de Tóquio, Shintaro Ishihara, o fizesse. Isso poderia agravar o conflito com a China. Ishihara planeja explorar as ilhas, o que aparentemente não está nos planos do governo central japonês.

Numa demonstração de força, observa o jornal The New York Times, a China enviou dois navios-patrulha da Marinha para as ilhas, como costuma fazer no Mar da China Meridional, onde têm disputas com o Vietnã, as Filipinas, a Malásia, Brunei e Taiwan, está última considerada pelo regime comunista chinês como uma parte desgarrada do país.

Na recente visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a Beijim, na semana passada, a China acusou os Estados Unidos de se meter em suas "disputas territoriais legítimas".

A irresistível ascensão da China já mudou o xadrez político mundial, mas sua postura cada vez mais agressiva na defesa de direitos que considera históricos, de um passado em que era o centro do mundo na Ásia, aumenta a importância da presença militar dos EUA no Leste da Ásia.

Há poucos meses, o presidente Barack Obama anunciou que os EUA concentrarão mais poderio militar   no Oceano Pacífico do que no Atlântico. A China não gostou.

"O Pacífico é suficientemente grande para nós todos", respondeu Hillary.

Mais do que disputas territoriais, estes atritos fazem parte da ascensão da China à condição de superpotência e o declínio relativo dos EUA, que devem ser ultrapassados entre 2020 e 2030 como maior economia do mundo, mas devem continuar sendo a maior superpotência militar do planeta.

domingo, 4 de maio de 2008

Sudeste Asiático chega a acordo sobre arroz

Em reunião dos ministros da Economia e de Finanças, os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) chegaram a um acordo neste fim de semana, em Báli, na Indonésia, para cooperar na estabilização dos preços e do mercado internacional do arroz, para aumentar a produtividade e a eficiência no plantio, colheita, armazenagem e distribuição do cereal.

A Asean congrega tanto o maior exportador mundial de arroz, a Tailândia, como o segundo maior, o Vietnã, e o maior importador, as Filipinas. Os outros membros são Indonésia, Brunei, Cingapura, Cambodja, Laos, Malásia e Birmânia.

Ao contrário do sugerira a Tailândia na semana passada, não há intenção de formar um cartel de produtores de arroz do tipo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Os ministros se comprometeram "a manter práticas comerciais justas e um comércio regional de arroz organizado".