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quarta-feira, 29 de julho de 2020

China retalia com moderação na Guerra dos Consulados

Consulado dos EUA em Chengdu será fechado como o chinês em Houston

Em represália pelo encerramento das atividades do consulado chinês em Houston, no Texas, a China mandou fechar na sexta-feira, 24 de julho, o consulado dos Estados Unidos em Chengdu, capital da província de Sichuã. Foi uma retaliação moderada no momento em que o país mais poderoso do mundo e a superpotência em ascensão estão à beira de uma nova guerra fria.

Leia mais em QuarentenaNews.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Analistas apontam maiores riscos de conflitos internacionais em 2020


Todos os anos o Centro para Ação Preventiva do Conselho de Relações Exteriores pede a especialistas em política externa, segurança e defesa para fazerem uma lista dos piores conflitos armados em andamento ou em potencial, as possibilidades de escalada no próximo ano e o impacto internacional. 

Para 2020, foram citados 13 conflitos, com  destaque para o risco de um grande atentado terrorista contra os Estados Unidos cometido ou inspirado por uma organização estrangeira como Al Caeda ou Estado Islâmico, um ataque cibernético à infraestrutura do país, inclusive ao sistema eleitoral, que pode partir da China, da Rússia, do Irã ou da Coreia do Norte, e um confronto entre os Estados Unidos e o Irã ou seus aliados. Meu comentário:

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Indonésia instala bases militares perto do Mar do Sul da China

As Forças Armadas da Indonésia planejam instalar três bases militares para operações conjuntas nas ilhas Riaus, no Kalimantão do Norte e em Papua, noticiou o jornal Jakarta Post, citando como fonte um oficial não identificado.

A base nas ilhas Riaus fará parte da estratégia da Indonésia para patrulhar o Mar do Sul da China e áreas próximas contra intromissão de navios pesqueiros da China, das Filipinas, da Malásia e do Vietnã.

A prioridade da Indonésia é controlar seu vasto arquipélago de mais de 17 mil ilhas, que se estende por 5 mil quilômetros e o mar territorial entre elas. Mas, ao contrário de Brunei, das Filipinas, da Malásia, de Taiwan e do Vietnã, não tem disputas territoriais com a China, que reivindica a soberania sobre 90% do Mar do Sul da China.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Vietnã amplia presença no Mar do Sul da China

É uma expansão modesta perto do agressivo militarismo da China, mas o Vietnã aumenta continuamente sua presença nas Ilhas Spratly, no Mar do Sul da China. Fotos de satélite mostram a abertura de um novo canal junto ao Recife Ladd e a ampliação das instalações na área.

O regime comunista chinês reivindica a soberania sobre 90% do Mar do Sul da China. Tem disputas territoriais na região com Brunei, as Filipinas, a Indonésia, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. Em 12 de junho de 2016, o Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas negou validade à linha de nove traços que demarca o mar territorial reivindicado pela China.

Em 18 de março, uma foto revelou um canal recém-dragado a sudoeste do recife, com uma draga e dois grandes navios, levando a uma lagoa onde havia 21 embarcações menores, provavelmente barcos pesqueiros vietnamitas.

Ao aproximar a imagem, dá para ver a draga depositando areia numa barcaça ao lado. As Filipinas usam o mesmo método nas Ilha Thitu. A China prefere dragas de sucção, mais rápidas e agressivas, com um dano muito maior à natureza.

As imagem de 3 de junho mostram a ampliação de uma instalação no Norte do recife com os sedimentos dragados no canal e cerca de 80 pequenos barcos pesqueiros vietnamitas. Com esta obra, o Vietnã aumentou 21 das 49 instalações que mantém nas Ilhas Spratly. O novo canal permite o acesso e suprimento de grandes navios dentro da lagoa.

Ladd é o mais ocidental dos recifes e rochedos ocupados das Ilhas Spratly. A sudoeste, há vários bancos de areia totalmente submersos que a China reivindica como parte do arquipélago, assim como campos de petróleo e gás que foram objeto de atrito entre Beijim e Hanói em 2017.

Os Estados Unidos e a maioria da sociedade internacional apoiam a posição vietnamita de que as áreas submersas são parte da plataforma continental do Vietnã. A nova instalação inclui uma plataforma hexagonal com largura máxima de 30 metros.

Nos anos 1980s e 1990s, o Vietnã construiu uma série de pequenas plataformas chamadas de "estações de serviço econômicas, científicas e tecnológicas sobre os bancos de areia submersos". Extremamente vulneráveis, foram ameaçadas de destruição pela China no conflito em torno do petróleo e gás no ano passado.

A ameaça é uma das razões para o Vietnã aumentar sua presença nas Ilhas Spratly. Agora, a lagoa do Recife Ladd pode abrigar barcos de patrulha. A grande quantidade de barcos pesqueiros na região indica que o Vietnã vai adotar a doutrina militar chinesa.

O Exército Popular de Libertação da China usa uma milícia de pescadores como força avançada ou linha de defesa em províncias costeiras ou águas territoriais disputadas. O Vietnã aprendeu com a dificuldade para enfrentar esta tática chinesa num impasse em torno de uma plataforma de petróleo em 2014. A partir daí, passou a recrutar seus próprios pescadores para a luta.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

EUA aumentam patrulhamento no Mar do Sul da China

Num desafio à reivindicação de soberania da China sobre 90% do Mar do Sul da China, bombardeiros B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos passaram perto ontem das disputadas Ilhas Spratly, no Mar do Sul da China, revelou hoje a rede de televisão americana CNN.

Os EUA também pretendem enviar navios de guerra para atravessar o Estreito de Taiwan em bases regulares. A última vez que um porta-aviões americanos passou por lá foi em 2007.

As medidas alimentam a tensão e a rivalidade entre as duas superpotências.

A China reforçou sua presença militar no Mar do Sul da China, onde construiu ilegalmente várias ilhas artificiais, com a instalação de equipamentos para guerra cibernética e mísseis antiaéreos nas ilhas Paracel e Spratly. Brunei, as Filipinas, a Indonésia, a Malásia, Taiwan e o Vietnã têm disputas territoriais com a China na região.

Em 29 de maio, durante conferência sobre segurança em Cingapura, o secretário da Defesa dos EUA, James Mattis, afirmou que o país vai continuar "batendo tambor com firmeza" em manobras militares navais para contestar a reivindicação chinesa de soberania.

O Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas, com sede em Haia, na Holanda, rejeitou em 12 de julho de 2016 o mapa usado pela China para alegar soberania sobre quase todo o Mar do Sul da China, em ação proposta pelas Filipinas. O regime comunista chinês ignorou a decisão.

Em 1996, o então presidente Bill Clinton mandou a Marinha dos EUA para o estreito quando a China ameaçava a eleição presidencial em Taiwan. Beijim considerou uma humilhação. Hoje, conta com porta-aviões, mísseis e satélites instalados para evitar uma repetição do desafio.

No momento, a China pressiona as companhias aéreas internacionais a usarem Taiwan, China, em seus voos para a ilha que o regime comunista chinês considera uma província rebelde. O governo Donald Trump não quer que as empresas americanas se submetam à exigência.

sábado, 2 de junho de 2018

EUA criticam China por militarizar áreas disputadas do Mar do Sul da China

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, general James Mattis, acusou a China de "intimidação", "coerção" e demonstração de força pela crescente militarização do Mar do Sul da China, onde o regime comunista chinês tem disputas territoriais com Brunei, as Filipinas, a Indonésia, a Malásia, Taiwan e o Vietnã, noticiou o jornal The New York Times.

"Apesar das alegações em contrário da China, a instalação desses sistemas de armas está diretamente ligado ao uso militar para intimidação e coerção", declarou Mattis em discurso numa conferência regional sobre segurança em Cingapura.

Mattis desconvidou a China para uma grande manobra naval por causa da instalação de mísseis antiaéreos e antinavio nas Ilhas Spratlys. Essas iniciativas chinesas, acrescentou o secretário da Defesa, "em contraste direto com a abertura que nossa estratégia promove", questionando "as grandes metas da China".

Em 2014 e 2016, a China participou da grande manobra naval Orla do Pacífico. Mattis explicou que a retirada do convite era uma "resposta inicial" à agressividade crescente da China no Mar do Sul da China. Mas afirmou estar pronto para cooperar com a China "sempre que for possível".

No domingo passado, dois navios de guerra dos EUA passaram a menos de 12 milhões das ilhas, ilhotas, recifes e ilhas artificias sobre as quais a China reivindica soberania para reafirmar seu direito de navegação em águas internacionais.

A China reivindica a soberania sobre 90% do Mar do Sul da China com base num mapa antigo que não foi aceito em caso apresentado pelas Filipinas junto ao Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas.

"Os EUA vão continuar buscando um relacionamento construtivo baseado em resultados com a China, competindo vigorosamente onde for necessário", alertou o general, conhecido como Cachorro Louco.

A dez dias do encontro histórico do presidente Donald Trump com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, o secretário tentou tranquilizar os aliados de que os EUA vão tentar conter o expansionismo e a agressividade da China e a ameaça nuclear norte-coreana.

"Nosso foco é modernizar nossa aliança tanto com a República da Coreia quanto com o Japão, transformando essas alianças decisivas para enfrentar os desafios do século 21", disse Mattis. Também prometeu continuar protegendo Taiwan, a ilha que a China considera uma província rebelde.

sábado, 19 de maio de 2018

China leva bombardeiros estratégicos para o Mar do Sul da China

Em mais uma reafirmação de seu crescente poderio militar, pela primeira vez, um bombardeiro estratégico de longo alcance da China pousou numa pista de pouso construída em ilhas artificiais no Mar do Sul da China, que o regime comunista chinês disputa com seis países vizinhos, noticiou o jornal oficial Diário da China. O avião com capacidade nuclear foi participar de uma manobra militar na região disputada.

A China reivindica 90% da superfície do Mar do Sul da China com base num antigo mapa, rejeitado pelo Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas, com sede em Haia, na Holanda, em 12 de julho de 2016, numa questão levantada pelas Filipinas. O governo chinês ignorou a decisão.

O treinamento com o bombardeiro H-6K deixa claro que a ditadura chinesa está pronta para intimidar os países vizinhos, no caso Brunei, Filipinas, Indonésia, Malásia, Taiwan e Vietnã, e se necessário usar a força para afirmar sua reivindicação de soberania sobre o Mar do Sul da China.

É uma disputa sobre ilhotas, atóis e recifes em águas por onde passam um terço do comércio marítimo mundial e 39% do comércio exterior chinês, com grande potencial pesqueiro, jazidas de petróleo e gás natural.

Os Estados Unidos acusam a China de militarizar a região para se impor pela força. Cruzam o mar com seus navios de guerra para destacar que são águas internacionais abertas à livre navegação. Como os EUA não devem entrar em guerra com a China por causa do Mar do Sul da China, a demonstração de força de Beijim tem como alvo os vizinhos litigantes.

A China está desenvolvendo sua Marinha de guerra para neutralizar a superioridade militar dos EUA na Ásia. Transformou ilhotas, atóis e recifes em sete ilhas artificiais no arquipélago das Ilhas Spratlys, onde instalou portos, aeroportos, quartéis, radares, hangares, búnqueres, equipamentos de telecomunicações e de guerra eletrônica.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

China instala mísseis em áreas disputadas do Mar do Sul da China

Nos últimos 30 dias, a China consolidou a ocupação militar do Mar do Sul da China, instalando mísseis antiaéreos e antinavios em ilhas artificiais construídas ilegalmente, noticiou ontem a televisão americana CNBC, especializada em economia. As águas territoriais são disputadas pela China com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã.

O regime comunista chinês reivindica a soberania sobre 90% da superfície do Mar do Sul da China com base em mapas antigos rejeitados pela Corte Internacional de Justiça das Nações Unidas, com sede em Haia, na Holanda, em reclamação feita pelas Filipinas. Acaba de quebrar a promessa de não militarizar os recifes que transformou em ilhas artificiais.

A notícia atrapalha as negociações iniciadas hoje para evitar uma guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, que ainda não confirmaram a instalação dos mísseis. No mês passado, a China fez sua maior manobra de treinamento naval perto da ilha de Hainã. Três navios italianos que passaram pelo mar foram advertidos.

As relações da Austrália com a China, sua maior parceira comercial, se deterioraram desde que o governo australiano começou a combater a influência chinesa no país. O governo australiano está proibindo o fim de contribuições eleitorais vindas do exterior. A China protestou contra "a mentalidade da Guerra Fria e o viés ideológico" do que chamou de "típica histeria anti-China".

Os EUA fazem regularmente "operações de liberdade de navegação" no Mar do Sul da China. A Austrália não faz o mesmo deliberadamente.

Com seu extraordinário desenvolvimento econômico e a rápida ascensão a superpotência, a China intimida cada vez mais seus vizinhos. Ontem, fez um treinamento naval com munição real no Estreito de Taiwan.

Depois de uma dessas manobras militares, o ditador Xi Jinping declarou a bordo de um contratorpedeiro que a China precisa criar a maior força naval do mundo, o que a coloca em rota de colisão com os EUA.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

EUA fazem patrulha naval em área disputada do Mar do Sul da China

NOVA YORK - Navios de guerra dos Estados Unidos fizeram uma patrulha naval perto da Ilha de Tritão, parte do arquipélago das Ilhas Paracel, no Mar do Sul da China, onde o regime comunista chinês tem disputas territoriais com vários países vizinhos, neste caso específico com Taiwan e o Vietnã. É um sinal do crescente descontentamento do governo Donald Trump com a China.

Depois de acusar a China de manipular o câmbio e tirar empregos dos EUA durante a campanha, no poder, Trump adotou um tom mais suave, na expectativa de usar a influência chinesa junto à ditadura stalinista da Coreia do Norte para controlar o programa nuclear norte-coreano.

A China domina a ilha desde 1974, quando tomou seu controle do Vietnã, e reivindica 90% do Mar do Sul da China. A demanda chinesa foi rejeitada no ano passado pela Corte Permanente de Arbitragem, em caso iniciado pelas Filipinas, mas o governo de Beijim ignorou o resultado.

Trump deve se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, durante a reunião de cúpula do Grupo dos 20 (as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia), a ser realizado em 7 e 8 de julho de 2017 em Hamburgo, na Alemanha.

Os chineses alegam não ter poder para mudar o comportamento errático do seu aliado do Norte, mas também usam o conflito como uma carta na manga para negociar com os EUA. O próprio Trump já admitiu que a estratégia não deu resultado.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Trump e Xi se encontram em 6 e 7 de abril na Flórida

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, vai se reunir pela primeira vez em 6 e 7 de abril de 2017 no clube Mar-a-Lago, de propriedade de Trump, na Flórida. Será um diálogo difícil, depois das acusações de comércio desleal feitas durante a campanha eleitoral nos EUA e do contato direto de Trump com a presidente de Taiwan, num desafio à política de que só existe uma China.

Em fevereiro, o presidente americano recebeu o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, no mesmo lugar. O Japão é aliado dos EUA desde a derrota na Segunda Guerra Mundial, mas Abe está decepcionado com o abandono por Trump da Parceria Transpacífica, um acordo de comércio e investimentos negociado pelo governo Barack Obama.

Com a China, a conversa será muito mais carregada. Trump está determinado a renegociar as relações comerciais com os países que têm saldo positivo no comércio com os EUA. A maior saldo é o chinês. O presidente e sua equipe acusam a China de manipular o câmbio e desvalorizar o iuane para aumentar a competitividade das exportações chinesas.

No Mar do Sul da China, onde o regime comunista chinês constrói ilhas artificiais para instalar bases e garantir à força sua reivindicação de soberania sobre 90% da superfície, o secretário de Estado, Rex Tillerson, ameaça impor um bloqueio naval às bases chinesas para defender a livre navegação. Em visita à Coreia do Sul e ao Japão, o secretário da Defesa, James Mattis, falou em solução diplomática.

Outro problema sério é a chantagem nuclear da Coreia do Norte. Neste momento, há uma movimentação detectada por satélites em instalações atômicas norte-coreanas. Pode ser a preparação para o quinto teste nuclear do país.

Como a China é a maior aliada da ditadura stalinista de Pionguiangue, os EUA pressionam a China a controlar o regime sanguinário de Kim Jong Un, acusado de mandar matar o meioirmão Kim Jong Nam na Malásia. A China anunciou a suspensão da compra de carvão norte-coreano, mas os analistas não acreditam que Beijim pressione demais por temer o colapso do governo do país vizinho.

A questão nuclear norte-coreana é uma carta que a China tem na manga para negociar com os EUA. Mas a ameaça de um bombardeio nuclear levou Washington a instalar um sistema de defesa antimísseis na Coreia do Sul. O regime chinês vê uma desvantagem estratégica num possível conflito futuro com os americanos.

Em discurso no Fórum Econômico Mundial, em janeiro deste ano, o dirigente máximo chinês defendeu o livre comércio. O protecionismo de Trump assusta, mas a China tem grande poder de pressão. Várias empresas americanas têm fábricas na China.

As relações diplomáticas entre os EUA e a China estão praticamente congeladas desde dezembro, quando Trump quebrou uma tradição que vem desde o reatamento das relações entre os dois países, em 1979. Ele aceitou um telefonema de cumprimentos pela vitória da presidente Tsai Ing-wen, da Taiwan, que o regime comunista chinês considera uma província rebelde.

Trump insinuou ainda uma mudança nas relações com Taiwan, ameaçando ignorar a política de uma só China ou colocá-la em jogo em negociações comerciais. Beijim respondeu que essa política é inegociável.

A primeira conversa telefônica entre os dois homens mais poderosos do mundo aconteceu em 10 de fevereiro, 20 dias depois da posse de Trump. O presidente americano prometeu respeitar o princípio de que só existe uma China, representada pelo regime comunista de Beijim.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Xi Jinping deve usar Congresso do PC para consolidar poder na China

O personalismo político do dirigente supremo, Xi Jinping, ameaça romper uma regra estabelecida depois do Massacre na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em 1989: cada líder supremo deve cumprir no máximo dois períodos de cinco anos como chefe do Partido Comunista e presidente do país.

Desde que Xi foi elevado a um dos principais líderes do PC, como MaoTsé-tung e Deng Xiaoping, cresce a especulação de que vai tentar prorrogar seu mandato como dirigente máximo além de 2022 no partido e 2023 na Presidência.

Todas as atenções se voltam para o 19º Congresso do PC, a ser realizado em outubro ou novembro de 2017. Em sua Conferência de Trabalho Econômica Central, ao escolher a "estabilidade econômica" como meta para o ano, o partido deixou claro que as reformas econômicas para sanear as empresas estatais, conter a especulação imobiliária e fortalecer o mercado interno ficarão em segundo plano.

O PC teme uma crise econômica capaz de abalar seu monopólio de poder. A China está irritada porque os Estados Unidos e a União Europeia não a reconhecem como uma economia de mercado 15 anos depois da entrada do país na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Uma verdadeira economia de mercado só pode prosperar num Estado de Direito, onde quem se sentir lesado possa acionar a Justiça para fazer valer seus direitos. No regime comunista chinês, como o partido está acima da lei, isso é impossível, observou Martin Wolf, principal comentarista econômico do jornal inglês Financial Times.

Assim, a meta é crescer acima de 6% neste ano. As consequências devem ser maior endividamento do setor público, mais fuga de capital e desvalorização do iuane, alimentando a guerra econômica que Trump ameaça travar com a superpotência ascendente, com impacto sobre o mundo inteiro.

Quando ligou provocativamente para a presidente de Taiwan, que o regime comunista chinês considera uma ilha rebelde, Trump cutucou o dragão, indicando que vai jogar duro para tentar reduzir o déficit com a China.

Por sua vez, os chineses capturaram um drone submarino dos EUA, num sinal de que não querem interferência de Washington em suas disputas territoriais com os países vizinhos no Mar do Sul da China. Em comércio, os chineses ameaçam taxar as importações americanos, se Trump impuser alguma sobretaxa. A indústria automobilística dos EUA é um alvo fundamental.

E ainda tem a questão da Coreia do Norte, determinada a desenvolver mísseis nucleares capazes de atingir o território americano. Uma agenda carregada para 2017.

sábado, 17 de dezembro de 2016

China promete devolver drone submarino capturado dos EUA

A República Popular da China prometeu hoje devolver um drone de pesquisa submarina dos Estados Unidos capturado durante a semana no Mar do Sul da China, onde o regime comunista chinês tem conflitos territoriais com Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã, anunciou hoje Peter Cook, o porta-voz do Departamento da Defesa dos EUA.

Nas palavras do assessor de imprensa do Pentágono, os EUA "garantiram um entendimento" para a restituição do equipamento. Os chineses capturaram para examinar se é um instrumento de espionagem e para absorver a tecnologia.

Foi também uma resposta da China ao telefonema do presidente eleito, Donald Trump, à presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, a ilha para onde os nacionalistas fugiram em 1949, por causa da vitória da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung. O regime comunista chinês considera Taiwan uma província rebelde e pretende reanexá-la.

Desde o reatamento de relações com a China comunista, em 1979, nenhum presidente dos EUA havia entrado em contato direto com um presidente taiwanês, aceitando a política oficial de Beijim de que só existe uma China, representada pelo regime comunista no poder desde 1949.

A China reivindica a soberania sobre 90% do Mar do Sul da China com base num mapa antigo com a linha dos nove traços, rejeitado por tribunais internacionais, enquanto os EUA tentam manter os direitos internacionais de navegação numa das rotas mais movimentadas do comércio mundial.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Conversa de Trump com Taiwan foi planejada durante meses

Quando o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, falou por telefone com a presidente da Taiwan, Tsai Ing-wen, alegou que havia apenas atendido a uma chamada para cumprimentá-lo pela vitória. Na realidade, foi uma provocação intencional para mostrar dureza no relacionamente com o a China, revelou hoje o jornal The Washington Post.

Os presidentes dos dois países não se falavam desde 1979, quando os EUA romperam com Taiwan, uma exigência da República Popular da China para o estabelecimento de relações bilaterais. Washington aceitou assim a política chinesa de que só existe uma China, representada pelo regime comunista de Beijim.

No domingo, Trump voltou ao ataque, acusando a China de manipular o câmbio e de intimidar os países vizinhos com sua reivindicação territorial sobre 90% do Mar do Sul da China.

O telefonema histórico foi consequência de meses de preparação. A equipe de Trump buscava uma nova estratégia para o relacionamento com Taiwan antes mesmo do magnata imobiliário garantir a candidatura do Partido Republicano à Casa Branca.

A jogada reflete também a visão de assessores linha-dura que defendem atitudes mais firmes contra o que consideram abusos de poder da superpotência em ascensão. No seu estilo negocial da fazer política, Trump ataca e tenta desestabilizar a outra parte para depois fazer um jogo de sedução e apresentar suas propostas.

Alguns membros da equipe de transição de Trump são a favor de posições mais duras em relação à China e mais amigável com Taiwan, inclusive o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Reince Priebus. Em artigo para a revista Foreign Affairs intitulado Visão de Donald Trump de Paz através da Força na Ásia e no Pacífico, dois assessores do presidente eleito, Peter Navarro e Alexander Gray, descrevem Taiwan como um "farol da democracia" na Ásia.

A ilha que a China considera uma província rebelde é apresentada como "o aliado dos EUA mais vulnerável militarmente no mundo inteiro".

Logo depois da vitória de Trump, seus assessores fizeram uma lista de líderes mundiais com quem ele falaria ao telefone. "Taiwan sempre esteve no topo da lista", declarou Stephen Yates, assessor do governo George W. Bush (2001-9).

Diante das tentativas da equipe de Trump, inclusive do vice-presidente Mike Pence, de dizer que a ligação partiu de Taipé, Alex Huang, porta-voz da presidente Tsai, declarou à agência Reuters que "é claro que os dois lados chegaram a um acordo antes do contato telefônico."

Com a provocação, Trump quis deixar claro aos chineses que nada será como antes. Os chineses reagiram com cautela, seguindo um antigo provérbio que diz: "Como resistir a um milhão de mudanças? Continuando a ser quem você é."

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Indonésia apreende barcos pesqueiros da China

A Guarda Costeira da Indonésia capturou ontem dois barcos pesqueiros chineses perto do Arquipélago de Riau, no Mar do Sul da China, anunciou o ministro do Mar e da Pesca indonésio, Susi Pudjiastuti, citado pela agência de notícias japonesa Kyodo.

Foi o primeiro incidente desde 12 de julho de 2016, quando a Corte Permanente de Arbitragem, um tribunal internacional com sede em Haia, na Holanda, ignorou os "direitos históricos" reivindicados pelo regime comunista chinês sobre 90% do Mar do Sul da China.

No início da semana, a Indonésia revelou a intenção de realizar patrulhas navais conjuntas com os Estados Unidos e o Japão em seu mar territorial para combater ameaças como pirataria e pesca ilegal.

O regime comunista chinês tem disputas territoriais no Mar do Sul da China com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. A Indonésia não reivindica a soberania sobre ilhas ou recifes, mas o mapa com a "linha de nove traços" usada pela China invade a zona econômica exclusiva indonésia ao redor das Ilhas Riau.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

China e Rússia fazem manobras militares no Mar do Sul da China

A China e a Rússia iniciaram ontem um grande exercício militar conjunto de oito dias no Mar do Sul da China, disputado pelo regime comunista chinês com vários países do Sudeste Asiático: Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã.

Cinco navios, dois helicópteros, equipamentos anfíbios, submarinos e cerca de 100 soldados participam da manobra descrita pelo Ministério da Defesa da China como "rotineira". Eles vão treinar operações antissubmarinos e simular desembarque e ocupação de ilhas.

Há dois meses, a Corte Permanente de Arbitragem, um tribunal internacional com sede em Haia, na Holanda, rejeitou a pedido das Filipinas os "direitos históricos" reivindicados pela China sobre 90% do Mar do Sul da China. Os Estados Unidos têm enviado navios de guerra à região para reafirmar o direito de navegação.

Desde 2012, a China e a Rússia fazem exercícios militares conjuntos. Já treinaram juntas no Mar Mediterrâneo e no Mar do Japão, onde a China disputa com o Japão a soberania sobre as ilhas Senkaku, chamada de Diaoyu pelos chineses.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Japão fornece novos barcos de patrulha ao Vietnã

O Japão está disposto a fornecer novos barcos para a Guarda Costeira do Vietnã aumentar a capacidade de patrulhar suas águas territoriais por causa da disputa com a China no Mar do Sul da China, revelou hoje a agência de notícias japonesa Kyodo.

A promessa foi feita num encontro entre os primeiros-ministros japonês, Shinzo Abe, e vietnamita, Nguyen Xuan Phuc, durante a reunião de cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) realizada em Vientiane, a capital do Laos.

No mesmo encontro, o Japão havia prometido ajuda militar às Filipinas e à Malásia, que também disputam o Mar do Sul da China com o regime comunista chinês.

Os Estados Unidos também aumentaram a ajuda às Filipinas. Hoje, o presidente Barack Obama defendeu a decisão da Corte Permanente de Arbitragem, um tribunal internacional com sede em Haia, na Holanda, de rejeitar os "direitos históricos" reivindicados pela China sobre 90% do Mar do Sul da China.

Obama apoia decisão de tribunal internacional contra a China

A decisão do Tribunal Permanente de Arbitragem negando os alegados "direitos históricos" da China sobre 90% do Mar do Sul da China deve ser cumprida, declarou hoje o presidente Barack Obama ao participar da reunião de cúpula dos Estados Unidos com os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) realizada em Vientiane, no Laos.

O mapa chinês
O tribunal ajudou a esclarecer a questão dos direitos marítimos na região, acrescentou Obama.

Em 12 de julho de 2016, a pedido das Filipinas, a corte de arbitragem negou validade ao mapa baseado na "linha de nove traços", usado pela China para reivindicar a soberania sobre a região em disputa. Mas se recusou a resolver as disputas de soberanias e a fixar limites nas águas territoriais de cada paz.

A China, que tem disputas territoriais no Mar do Sul da China com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã, ignorou a decisão do tribunal internacional. As Filipinas preferem usá-la como instrumento de barganha em futuras negociações bilaterais.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

EUA e Japão dão ajuda militar a países no Mar do Sul da China

Os Estados Unidos e o Japão prometeram hoje aumentar a ajuda militar aos países envolvidos em disputas territoriais com a China no Mar do Sul da China (Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã), reportou hoje a Agência France Presse (AFP).

De acordo com a Guarda Costeira das Filipinas, os EUA vão dar dois aviões-espiões usados para aumentar a vigilância aérea e orientar as patrulhas navais do país. O Japão vai fornecer navios, barcos, equipamento de telecomunicações e treinamento para a Guarda Costeira da Malásia.

Ontem, o Japão havia prometido às Filipinas dois navios de patrulha costeira e cinco aviões-espiões usados. O governo japonês vem gradualmente aumentando a ajuda militar às Filipinas. Antes, prometera dez barcos-patrulha.

Hoje o governo filipino denunciou a construção de mais uma ilha artificial pelo regime comunista chinês nos rochedos de Scarborough.

Diante do crescente poderio militar chinês e do recuo estratégico dos EUA, o primeiro-ministro Shinzo Abe tenta reverter as limitações ao uso da força no exterior impostas ao Japão na Constituição de 1947, durante a ocupação americana depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Na sua estratégia de contenção da China, também se aproxima da Índia e do Vietnã.

Filipinas acusam China de planejar construção de ilha em rochedo

As Filipinas divulgaram hoje fotos que mostram preparativos da China para construir uma ilha artificial sobre os rochedos de Scarborough, em águas disputadas pelos dois países no Mar do Sul da China, noticiou a Agência France Presse (AFP).

A acusação acontece no dia de abertura da reunião anual da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Vientiane, no Laos, onde a China é observadora, representada pelo primeiro-ministro Li Keqiang.

Nas fotos, há navios e outros equipamentos de dragagem e construção no banco de areia de Scarborough, do qual afloram apenas rochedos, indicando que estão prestes a entrar em atividade.

O regime comunista chinês nega estar construindo mais ilhas artificiais como fez em recifes, atóis e outras áreas do Mar do Sul da China, que disputa com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. A China fez pistas de pouso e hangares reforçados para abrigar aviões de guerra. Deixou claro que pode usar a força para impor suas reivindicações.

De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, ilhas dão direito a um mar
O mapa chinês
territorial com zona econômica exclusiva por um raio de 200 milhas náuticas, enquanto recifes, atóis, bancos de areia, rochedos e ilhas temporárias têm direito a apenas 12 milhas.

Em 12 de julho de 2016, a pedido das Filipinas, a Corte Permanente de Arbitragem, um tribunal internacional com sede em Haia, na Holanda decidiu que a China não tem os "direitos históricos" reivindicados com base num mapa conhecido como a "linha de nove traços", que lhe daria 90% do Mar do Sul da China.

O tribunal esclareceu ainda que não iria tomar decisões sobre soberania e limites das águas territoriais dos dois países.

O governo chinês ignorou o resultado do julgamento, enquanto as Filipinas preferem usá-lo como instrumento de barganha em negociações com Beijim. Para início de conversa, a China exige que as Filipinas desconheçam a decisão do tribunal de arbitragem.

As pressões da China sobre as Filipinas estariam por trás da incontinência verbal do novo presidente filipino, Rodrigo Duterte, que chamou o presidente Barack Obama de "filho da puta" numa língua local, dizendo que não aceitaria críticas dos Estados Unidos, antiga potência colonial, em relação à sua guerra contra as drogas. Em dois meses, mais de 2,4 mil pessoas foram mortas.

Obama cancelou o encontro. Isso complica a política dos EUA na Ásia, onde é única potência capaz de contrabalançar o crescente poderio militar chinês. Navios de guerra americanos têm cruzado os mares disputados para reafirmar o direito de navegação em águas internacionais.

Estão em jogo especialmente os recursos naturais do Mar do Sul da China, que inclui reservas estimadas em 7,7 bilhões de barris de petróleo e 266 trilhões de metros cúbicos de gás natural, e pescado em abundância.

Em volume, mais de 50% das mercadorias exportadas no mundo passam pelos estreitos de Málaca, Sunda e Lombok. É a segunda rota mais movimentada do comércio internacional.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Vietnã instala lançadores de foguetes em ilhas disputas com a China

O regime comunista do Vietnã fortificou as ilhas sob seu controle no Mar do Sul da China com a instalação de lançadores móveis de foguetes capazes de atacar as instalações militares e as pistas de pouso das ilhas dominadas pela China, noticiou a agência Reuters.

Nos últimos meses, o governo de Hanói colocou lança-foguetes em cinco bases das Ilhas Spratlys. Os lançadores estão escondidos da espionagem aérea e não estão carregados. Podem ser armados em dois a três dias.

A China está fazendo hangares reforçados em ilhas e ilhas artificiais que construiu no Mar do Sul da China, revelaram imagens de satélites-espiões. Assim, eles serão capazes de abrigar permanentemente aviões bombardeiros, de caça e de transporte.