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quarta-feira, 29 de julho de 2020

China retalia com moderação na Guerra dos Consulados

Consulado dos EUA em Chengdu será fechado como o chinês em Houston

Em represália pelo encerramento das atividades do consulado chinês em Houston, no Texas, a China mandou fechar na sexta-feira, 24 de julho, o consulado dos Estados Unidos em Chengdu, capital da província de Sichuã. Foi uma retaliação moderada no momento em que o país mais poderoso do mundo e a superpotência em ascensão estão à beira de uma nova guerra fria.

Leia mais em QuarentenaNews.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Trump vai reduzir abertura em relação a Cuba

CAMBRIDGE-MA, EUA - O presidente Donald Trump deve anunciar amanhã sua política para Cuba. Deve restringir o turismo, a remessa de dinheiro e qualquer negócio com empresas ligadas às Forças Armadas, mas não reverter totalmente o reatamento realizado pelo governo Barack Obama, noticiou o boletim de notícias The Hill.

Em discurso em Miami, na Flórida, onde se concentra a maior comunidade cubano-americana, o presidente deve anunciar "marcos de referência" nas relações entre os dois países, exigindo a libertação de todos os presos políticos e a realização de eleições diretas na ilha, governada há 58 anos pela ditadura dos irmãos Fidel e Raúl Castro.

Trump não vai ressuscitar a polícia conhecida como "pé seco, pé molhado", revogada por Obama, pela qual cubanos que colocassem o pé em terra tinham direito de asilo automático nos Estados Unidos. As visitas individuais de americanos serão proibidas. Em grupo, as visitas serão permitidas. Os voos comerciais entre os dois países também serão mantidos.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Turquia e Israel preparam troca de embaixadores

A Turquia e Israel vão trocar embaixadores nos próximos dias depois de um acordo de reconciliação sobre o ataque israelense a uma flotilha que tentava romper o bloqueio naval à Faixa de Gaza e levar ajuda aos palestinos em que dez turcos morreram, anunciou ontem a Agência France Presse (AFP) citando fontes de Ancara.

Como os dois países têm interesses comuns em meio ao caos no Oriente Médio, o acordo foi possível. Ambos tiveram de fazer concessões.

Depois que a França praticamente vetou a candidatura da Turquia à União Europeia, o presidente Recep Tayyip Erdogan decidiu reorientar o país para a Ásia, islamizando o regime. Apoiava o governo da Irmandade Muçulmana no Egito e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza.

Nos últimos dez anos, as relações entre Israel e a Turquia esfriaram, mas agora há um degelo. Com o recuo estratégico dos Estados Unidos, as potências regionais entram no vácuo, observa a empresa de consultoria e análises estratégicas Stratfor.

Os EUA deixaram de ser a potência militar dominante no Oriente Médio. Entram com a Força Aérea e o apoio logístico, deixando o combate direto em terra a cargo de aliados locais. Ao mesmo tempo, tentam criar um equilíbrio de forças em que nenhum país se torne a potência regional hegemônica.

Além de Israel, uma potência nuclear, com o Iraque e a Síria em guerras civis arrasadoras, disputam o poder a Turquia, o Irã e a Arábia Saudita em aliança com as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico.

O Irã constrói sua influência através da comunidade xiita no Iraque, no Líbano, na Síria, no Bahrein, no Iêmen, além de ter influência sobre os xiitas em todo o Oriente Médio, inclusive na rival Arábia Saudita.

A coalizão saudita foi abalada pela reaproximação entre EUA e Irã e o acordo nuclear com grandes potências das Nações Unidas com a república islâmica em torno da questão nuclear. Tratou de reforçar sua posição com acordos de cooperação econômica e segurança.

Desde 2011, a Arábia Saudita deu empréstimos e ajuda de US$ 3 bilhões ao Egito e US$ 1,8 bilhão à Jordânia. Em fevereiro de 2015, deu US$ 5 bilhões ao Exército do Sudão. Os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait e Omã prometeram mais US$ 10 bilhões ao Egito.

Os interesses da Turquia e da Arábia Saudita, ambas aliadas dos EUA, convergem em certo sentido. Durante a Guerra Fria, ajudaram a conter a influência da União Soviética. Na guerra civil da Síria, os dois países apoiam rebeldes que lutam contra a ditadura de Bachar Assad.

As relações entre Israel e a Turquia vinham se deteriorando desde a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza em 2008-9. O ataque ao navio turco Mavi Marmara, da chamada Flotilha de Liberdade de Gaza, em 31 de maio de 2010, com a morte de dez pessoas, foi um golpe direto.

A Turquia rebaixou as relações diplomáticas e suspendeu a cooperação militar.

Israel concordou em pedir desculpas e indenizar as famílias dos mortos em US$ 20 milhões, mas o bloqueio a Gaza dificulta a plena normalização das relações bilaterais. Até a ajuda humanitária da Turquia a Gaza é considerada ameaça à segurança nacional israelense.

Para fortalecer sua posição regional, Israel usa suas reservas de gás natural para acordos com o Egito e a Jordânia, os dois únicos países árabes com que assinou a paz. O presidente Erdogan acaba de pedir desculpas à Rússia pelo abate de um avião de caça na guerra civil da Síria em 24 de novembro de 2015, mas as relações com a Rússia estão abaladas.

O gás é mais um interesse a aproximar a Turquia de Israel. O objetivo turco é diversificar as parcerias no setor de energia para ter alternativas de suprimento. Além de Israel, deve negociar gás natural com o Azerbaijão e o Curdistão iraquiano.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Raúl Castro nega existência de presos políticos em Cuba

Durante entrevista coletiva hoje em Havana ao lado do presidente Barack Obama, o ditador Raúl Castro negou que existam presos políticos em Cuba: "Dê-me uma lista e eles estarão soltos antes que chegue a noite."

Na conversa reservada dos dois líderes, Raúl afirmou que as relações bilaterais não serão normalizadas até que os Estados Unidos devolvam a Baía de Guantânamo, onde o governo americano mantém uma base militar desde a guerra contra a Espanha, em 1898, que levou à independência de Cuba. Na entrevista, insistiu também na revogação do embargo econômico em vigor desde 1962.

O presidente americano manifestou a certeza de que o novo relacionamento levará ao fim do embargo econômico à ilha. Como depende do Congresso, hoje dominado pela oposição conservadora, não fez previsão de data. E declarou: "O futuro de Cuba será definido pelos cubanos."

Ao ser questionado sobre a situação dos direitos humanos em Cuba, Raúl apontou problemas sociais nos EUA, como a falta de saúde e educação gratuitas para todos, a pobreza e a discriminação racial. A declaração de Raúl negando a existência de presos políticos no país foi reproduzida pelo jornal venezuelano El Nacional.

Obama admitiu que as diferenças de mais de 50 anos entre os dois países não serão resolvidas numa visita e defendeu o reatamento como benéfico para os dois povos: "É um novo dia nas relações entre EUA e Cuba."

Amanhã, ele se reúne com dissidentes, inclusive da Comissão de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional e do grupo dissidente das Damas de Branco, que teve várias militantes detidas no domingo, e faz um discurso a ser transmitido ao vivo pela televisão estatal cubana.

Depois, Obama viaja para a Argentina, num sinal de apoio dos EUA ao novo presidente, Mauricio Macri.

domingo, 20 de março de 2016

Obama não deve repetir visita de Coolidge a Cuba, diz Miami Herald

O presidente Barack Obama chega hoje a Havana numa visita para sacramentar o reatamento dos Estados Unidos com Cuba. Ele é mais popular na ilha do que os irmãos Fidel e Raúl Castro, mas deve evitar as gafes do único presidente americano a visitar Cuba no exercício do cargo até hoje, Calvin Coolidge.

A viagem de Coolidge foi marcada por orgias de sexo e drogas de membros da delegação dos EUA. Cal Silencioso era um presidente em fim de mandato em busca de algum sucesso em política externa, lembra o jornal The Miami Herald. E chegou de navio de guerra.

Como Cuba protestava contra o aumento das tarifas de importação de açúcar e a América Latina contra as intervenções militares dos EUA no Haiti, na Nicarágua e na República Dominicana, Coolidge foi à reunião da União Pan-Americana, antecessora da Organização dos Estados Americanos (OEA) em janeiro de 1928.

Seu plano era iniciar uma campanha mundial para renunciar à guerra como instrumento de política externa. Oito anos antes, o Senado havia vetado a participação dos EUA na Liga das Nações, a primeira organização interestatal de caráter universal para defender a paz mundial. Fracassou em tudo.

Os EUA não baixaram as tarifas, quebrando a promessa feita ao presidente cubano, Gerardo Machado. Os fuzileiros navais invadiram a Nicarágua de novo e o tratado de paz, conhecido como Pacto Briand-Kellogg, aprovado por mais de 60 países, não conseguiu evitar a Segunda Guerra Mundial. Tornou-se num dos acordos mais inúteis da história diplomática.

Em plena Lei Seca, que proibia a venda de bebidas alcoólicas nos EUA, a festa começou em Key West, a cidade do extremo sul da Flórida, onde não havia Lei Seca. Pelo menos um repórter ainda estava tão bêbado na manhã seguinte que caiu no mar ao embarcar no navio.

Na volta aos EUA, toda a delegação, inclusive os repórteres que cobriam viagem, foram avisados de não teriam de passar pela alfândega. Vendedores de bebidas improvisaram uma loja no hotel onde os americanos estavam hospedados. Alguns compraram malas extras para levar bebidas alcoólicas.

terça-feira, 15 de março de 2016

EUA permitem viagens individuais a Cuba

A seis dias da primeira visita de um presidente dos Estados Unidos a Cuba desde 1928, o governo americano anunciou hoje o relaxamento de mais sanções impostas ao regime comunista da ilha. A partir de agora, os cubanos poderão abrir contas em bancos dos EUA e os americanos poderão fazer visitas individuais ao país.

Os cubanos também poderão usar o dólar em transações financeiras, anunciaram os departamentos (ministérios) do Tesouro e do Comércio.

Até agora, os americanos podiam fazer "visitas educacionais" a Cuba em grupos de turismo. Daqui para a frente, poderão fazer "visitas educativas de pessoas a pessoas".

"As medidas tomadas hoje estão baseadas nas ações dos últimos 15 meses", declarou o secretário do Comércio dos EUA, Jacob Lew. "Continuamos a romper barreiras econômicas, dar mais poder ao povo cubano, avançar na liberdade financeira e traçar um novo caminho nas relações entre os EUA e Cuba."

Desde 1962, os EUA impuseram um embargo econômico total ao regime então liderado por Fidel Castro e hoje por seu irmão Raúl. Em dezembro de 2014, os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciaram simultaneamente o reatamento de relações diplomáticas entre os dois países.

Mas, desde 1992, o embargo é lei aprovada pelo Congresso dos EUA e só pode ser revogado quando houver eleições democráticas na ilha. Com a maioria republicana dominando a Câmara e o Senado, por enquanto isso é impossível.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Obama vai a Cuba em março

O presidente Barack Obama deve ir a Cuba em março de 2016. Será a primeira visita de um presidente dos Estados Unidos à ilha em 88 anos, anunciou o jornal The Wall Street Journal citando como fonte altos funcionários públicos americanos.

Em dezembro de 2014, os EUA e Cuba anunciaram a decisão de reatar as relações diplomáticas depois de mais de 50 anos de hostilidades, desde que a revolução liderada por Fidel Castro alinhou o país com a União Soviética durante a Guerra Fria.

No seu último Discurso sobre o Estado da União, Obama pediu ao Congresso que acabe com o embargo econômico imposto a Cuba a partir de 1960. A viagem é mais um desafio do presidente à maioria conservadora que domina a Câmara e o Senado. Desde Calvin Coolidge em 1928, nenhum presidente dos EUA foi a Cuba no exercício do mandato.

Em ano eleitoral, não há a menor chance de suspender o embargo. Desde 1992, é lei aprovada pelo Congresso. Só pode ser revogado com base nessa lei se houver eleições democráticas em Cuba.

A Casa Branca confirmou a notícia e informou que a viagem deve ser realizada em 21 e 22 de março.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Mais de 43 mil cubanos foram para os EUA em 12 meses

O reatamento de relações acelera a migração de cubanos para os Estados Unidos. Durante o ano fiscal americano encerrado em 30 de setembro de 2015, mais de 43 mil cubanos entraram no país, 77% a mais do que no ano fiscal anterior, noticiou hoje o jornal Latin American Herald Tribune.

Foram 43.159 cubanos, em comparação com 24.218 de outubro de 2013 a setembro de 2014, revelou a polícia de fronteiras dos EUA. Os principais pontos de entrada são a fronteira com o México e as cidades de Miami, Tampa, Búfalo e Seattle.

A grande maioria (30.966) passou pelo México, enquanto 9.999 desembarcaram no aeroporto de Miami. Mais de 4 mil foram interceptados pela guarda costeira no Estreito da Flórida, o Mar do Caribe e o Oceano Atlântico.

Desde 1966, os EUA adotam uma política conhecida como "pé seco, pé molhado". Os imigrantes que conseguem chegar a terra firme têm direito de asilo político, enquanto os detidos no mar são devolvidos à ilha.

Para o diretor do Instituto de Pesquisas sobre Cuba da Universidade Internacional da Flórida, Jorge Duany, "é uma tendência que definitivamente vai continuar aumentando", especialmente através da fronteira seca com o México.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Kerry festeja em Havana o reatamento com Cuba

Os mesmos fuzileiros navais em que 1961 retiraram a bandeira dos Estados Unidos da embaixada em Cuba quando os dois países romperam relações diplomáticas hastearam a bandeira hoje em Havana diante do secretário de Estado americano, John Kerry, para festejar o reatamento.

"Estamos aqui porque os presidentes Barack Obama e Raúl Castro resolveram deixar de ser reféns da história", declarou Kerry, o primeiro secretário de Estado a visitar Cuba desde antes da revolução liderada por Fidel Castro.

A luta agora é pelo fim do embargo econômico imposto na mesma época para sufocar o regime comunista cubano e pela abertura política em Cuba, onde há centenas de presos políticos. Raúl Castro ensaiou uma abertura econômica autorizando a abertura de microempresas individuais ou familiares, mas não liberalizou o regime político.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Hillary Clinton pede amanhã fim do embargo a Cuba

Em campanha para ser a primeira mulher a presidir os Estados Unidos, a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton vai pedir amanhã, durante visita ao Sul da Flórida, o fim do embargo econômico ao regime comunista de Cuba, informa o jornal Latin American Herald Tribune.

Hillary vai participar de dois eventos da campanha. Na Universidade Internacional da Flórida em Miami, onde vive a maior comunidade cubana no exílio, ela vai apelar ao Partido Republicano que abandone "as políticas fracassadas do passado".

Antes, a ex-secretária de Estado participa em Forte Lauderdale de um fórum da Liga Urbana Nacional, uma organização de defesa dos direitos civis, ao lado do ex-governador da Flórida Jeb Bush, um dos favoritos na disputa pela candidatura republicana, que se opõe ao reatamento de relações com Cuba.

"As concessões do presidente Barack Obama aos Castro não resultou em maior liberdade ou democracia para o povo cubano", declarou Jeb, acrescentando que no passado recente Hillary era contra diminuir as restrições a Cuba. "A repressão de Havana aos dissidentes continua, apesar das concessões unilaterais, e o fato é que 75 ativistas pela democracia foram presos no último fim de semana."

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Mais de 70% são a favor do reatamento e fim do embargo a Cuba

Setenta e três por cento dos americanos são favoráveis ao restabelecimento de relações diplomáticas com Cuba e 72% querem o fim do embargo econômico à ilha, indica uma sondagem feita pelo Centro de Pesquisas Pew.

Nos últimos meses, houve um aumento do apoio ao reatamento, selado ontem com a reabertura das embaixadas em Havana e Washington. Em janeiro de 2015, 63% eram a favor do reatamento e 66% favoráveis a acabar com o boicote econômico imposto contra o regime comunista cubano depois da estatização de propriedades de americanos na ilha.

Depois de 54 anos de ruptura, o presidente Barack Obama e o ditador Raúl Castro anunciaram em 17 de dezembro de 2014 uma reconciliação que marca o fim da Guerra Fria na América Latina. O fim do embargo depende de decisão do Congresso dos EUA, onde a oposição conservadora tem maioria na Câmara e no Senado.

Entre os democratas, 83% aprovam a iniciativa do presidente Obama e 82% o fim do embargo. Entre os independentes, 75% apoiam o reatamento. No eleitorado republicano, o apoio ao fim do boicote econômico cresceu de 47% em janeiro para 59%.

Cerca de 74% dos negros e hispânicos, e 72% dos brancos, querem o fim das restrições econômicas; 43% acreditam que Cuba vai ser tornar "mais democrática" nos próximos anos.

A pesquisa ouviu 2.002 adultos de 14 a 20 de julho de 2015.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Bandeira de Cuba tremula em Washington

Com a reabertura das embaixadas, os Estados Unidos e Cuba reataram hoje as relações diplomáticas, rompidas há 54 anos, depois da vitória da revolução liderada por Fidel Castro. 

Em Washington, a bandeira cubana foi hasteada numa cerimônia com a presença de centenas de pessoas. Pouco antes, foi colocada na entrada do Departamento de Estado.

A embaixada dos EUA em Havana abriu logo depois da meia-noite sem uma cerimônia oficial. O secretário de Estado americano, John Kerry, visita Cuba em 14 de agosto para celebrar o reatamento. Ainda não há um embaixador indicado. A maioria oposicionista no Senado ameaça dificultar e nomeação.

No auge da Guerra Fria, de 14 a 27 de outubro de 1962, a tentativa de instalação de mísseis nucleares soviéticos em Cuba deixou o mundo mais perto do que nunca de uma guerra nuclear entre os EUA e a União Soviética.

A ruptura de relações diplomáticas era anterior, de 3 de janeiro de 1961. Em 17 de dezembro de 2014, o presidente Barack Obama e o ditador Raúl Castro anunciaram o reatamento.

O pleno restabelecimento das relações bilaterais ainda dependem do fim do embargo econômico imposto pelos EUA em retaliação à estatização de propriedades de americanos na ilha. Isso depende do Congresso dos EUA, onde a oposição conservadora é maioria.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

EUA e Cuba reabrem embaixadas ainda neste mês

O presidente Barack Obama anunciou há pouco que os Estados Unidos vão reabrir sua embaixada em Havana a partir de 20 de julho de 2015, reatando formalmente as relações com Cuba, rompidas há 54 anos. A reabertura será feita com a presença do secretário de Estado americano, John Kerry. O governo cubano confirmou.

Durante entrevista nos jardins da Casa Branca, Obama afirmou que o isolamento de Cuba foi improdutivo, não derrubou o regime comunista e só causou mais sofrimento ao povo cubano.

Em nota, o Ministério do Exterior de Cuba citou uma carta do presidente Obama para confirmar a reabertura das embaixadas em Havana e Washington em 20 de julho ou nos dias seguintes.

Obama e o dirigente cubano Raúl Castro anunciaram o reatamento em 17 de dezembro de 2014, depois de um ano e meio de negociações secretas apoiadas pelo Vaticano e o papa Francisco.

Ao longo dos últimos 54 anos, os EUA mantiveram uma seção de negócios dentro da Embaixada da Suécia. Com cerca de 50 funcionários, era maior do que a maioria das embaixadas em Havana. Na prática, os EUA e Cuba tinham muitos problemas comuns a tratar, como tráfico de drogas, navegação no Estreito da Flórida, refugiados e a base naval de Guantânamo, e mantinham relações informalmente em várias áreas.

O embargo econômico em vigor desde 1960 só pode ser revogado pelo Congresso dos EUA, onde a maioria da oposição republicana é contra antes da democratização de Cuba. Mas a reaproximação é irreversível e Obama pediu ao Congresso o fim do embargo.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

EUA retiram Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo

O Departamento de Estado retirou hoje oficialmente Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo, abrindo caminho para que o país possa manter contas bancárias nos Estados Unidos e assim reabrir sua embaixada em Washington selando o reatamento diplomático entre os dois países depois de 54 anos. O boicote econômico à ilha continua.

A normalização total das relações EUA-Cuba depende do fim do embargo, que se baseia em leis aprovadas pelo Congresso e só pode ser revogado por deputados e senadores. Como o Partido Republicano tem maioria absoluta tanto na Câmara como no Senado, o fim do embargo terá de esperar mais um pouco.

Na prática, o número de americanos que visitam a ilha aumentou seus vezes desde o anúncio do reatamento, em 17 de dezembro de 2014. Há um novo dinamismo no mercado imobiliário na ilha, com restauração de prédios históricos na Velha Havana à espera das crescentes oportunidades de negócios. Mas é evidente que o regime comunista não pretende promover nenhuma abertura política.

Cuba foi incluída na lista em 1982, no governo Ronald Reagan (1981-89), sob a alegação de fornecer treinamento, armas e refúgio para grupos guerrilheiros em atividade na América Latina. Em 14 de abril de 2015, o presidente Barack Obama anunciou a intenção de remover Cuba da lista negra.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Americanos fazem primeira regata EUA-Cuba em 50 anos

Doze iatistas dos Estados Unidos chegaram no sábado, 16 de maior de 2015, a Cuba em quatro catamarãs no Desafio de Havana, a primeira regata autorizada oficialmente entre os dois países em mais de 50 anos, noticiou o jornal peruano El Comercio.

"Este é um momento histórico", declarou George Bellenger pouco depois de chegar ao Clube Náutico Internacional Ernest Hemingway. "Pela primeira vez em 50 anos, recebemos permissão do governo dos EUA para viajar a Cuba."

O catamarã Wolbem, de Bellenger, foi o primeiro dos quatro Hobie-Cats 16 a cruzar a linha de chegada. Mas, desta vez, mais importante do que vencer a prova era participar do momento histórico, enfrentando o calor, o sol forte e o mar agitado.

Quatorze barcos de apoio acompanharam a regata, inclusive duas réplicas de escunas do século 18. Um quinto catamarã abandonou a prova.

Ao todo, 50 americanos chegaram a Havana, inclusive o prefeito da cidade da cidade de Cayo Hueso, Craig Cates. Ele fez questão de participar de mais esta celebração do reatamento das relações entre os EUA e Cuba, rompidos desde 1961, anunciado em dezembro pelo presidente Barack Obama e o ditador Raúl Castro.

"Esta regata tem um significado de esperança e otimismo com as futuras relações que estão sendo construídas entre os dois países", declarou à Agência France Presse (AFP) o comodoro do clube Hemingway, José Miguel Díaz. Ele acrescentou que "dez barcos americanos já obtiveram permissão para participar do próximo Torneio Internacional de Pesca Ernest Hemingway", a ser realizado de 25 a 30 de maio. Dois netos do escritor, John e Patrick, foam convidados.

O 1º Desafio de Havana foi realizado em 2000 sem autorização do governo dos EUA, quatro anos antes do presidente George W. Bush proibir expressamente viagens de barcos de passeio a Cuba.

Amanhã, os Hobie-Cats participam de uma regata com iatistas cubano diante do Malecón, em Havana. Na quinta-feira, voltam para a Flórida.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Hollande faz visita histórica a Cuba e pede fim do embargo

O presidente da França, François Hollande, faz hoje uma visita histórica a Cuba, com direito a um raro encontro com o comandante Fidel Castro. É o primeiro chefe de Estado de uma potência ocidental a visitar a ilha depois do reatamento do regime comunista com os Estados Unidos e a primeira visita de um presidente francês a Cuba. Mas chega à ilha que era vista pela esquerda europeia como um paraíso socialista mais interessado em fazer negócios, observa o jornal Le Monde.

De olho na abertura econômica do regime e no fim do embargo americano, "a França é a primeira, em nome da Europa e dos países ocidentais, a poder dizer aos cubanos que estamos a seu lado se eles decidirem eles mesmos atravessar as etapas necessárias rumo à abertura", declarou Hollande aos jornalistas que o acompanham. Na agenda, nenhum encontro com dissidentes.

Em Havana, o presidente francês prometeu se empenhar pelo fim do embargo econômico imposto pelos EUA depois da desapropriação de propriedades de americanos pela revolução cubana. Desde 1991, a França vota todos os anos pelo fim do embargo na Assembleia Geral das Nações Unidas.

"Vocês sabem que a França é a favor de suspender o embargo que trava o desenvolvimento cubano", afirmou Hollande diante de uma plateia de estudantes cuidadosamente selecionados pelo regime comunista na Universidade de Havana. Isso depende do Congresso dos EUA, cada vez mais reacionário.

Depois do fim da União Soviética, em 1991, Cuba enfrentou uma situação econômica muito difícil, aliviada pela ascensão de Hugo Chávez ao poder na Venezuela, em 1999. Com a crise econômica venezuelana, o regime comunista cubano iniciou uma abertura econômica sob Raúl Castro, que sucedeu Fidel em 2006.

Hoje há mais de 500 mil microempresas que o governo autorizou a funcionar para poder demitir 1 milhão de funcionários públicos num programa chamado oficialmente de "atualização" da economia. Décima maior parceira comercial de Cuba, a França quer aumentar sua participação no mercado cubano, que se reintegra plenamente ao sistema capitalista.

Ontem, depois de participar das comemorações do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial em Moscou, o ditador Raúl Castro visitou o Vaticano para agradecer a mediação do papa Francisco e da Igreja Católica no reatamento das relações com os EUA. Educado pelos jesuítas como o irmão Fidel, Raúl disse que com o atual papa pensa até em voltar à igreja.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Rádio Manchete debate reatamento EUA-Cuba

Nesta quarta-feira ao meio-dia estarei no programa Confronto Manchete, na Rádio Manchete 760 kHz AM, no Rio de Janeiro, para discutir o restamento entre os EUA e Cuba e a candidatura à Casa Branca do senador republicano Marco Rubio, filho de exilados cubanos.

O link dá acesso à transmissão ao vivo.

domingo, 12 de abril de 2015

Negociações entre EUA e Cuba levaram um ano e meio

Quando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o ditador de Cuba, Raúl Castro, apertaram as mãos no funeral do libertador da África do Sul, Nelson Mandela, em 15 de dezembro de 2013, os dois países já negociavam há seis meses o restabelecimento de relações diplomáticas depois de mais de 50 anos. Fizeram questão de manter o silêncio para evitar que os radicais dos dois lados bombardeassem o reatamento, revela o jornal francês Le Monde.

Um ano depois, em 17 de dezembro de 2004, Obama e Castro anunciaram para surpresa do resto do mundo o fim do que o Monde chama de uma "guerra fria tropical e anacrônica". Neste fim de semana, os líderes dos EUA e Cuba se reuniram pela primeira vez desde 1956, na 7ª Cúpula das Américas, realizada no Panamá.

Quando chegou ao poder, Obama estava decidido a adotar uma política de engajamento construtivo com tradicionais inimigos dos EUA como Cuba e o Irã. Em 2009, levantou restrições de viagem e remessas de dinheiro impostas pelo governo George W. Bush em 2003 a Cuba. Mas o caminho teria vários obstáculos, como registra o Conselho de Relações Exteriores dos EUA.

No mesmo ano, Alan Gross, subcontratado pela Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID) para instalar equipamentos de telecomunicação e dar acesso à Internet à comunidade judaica, foi preso e condenado em Havana a 15 anos de prisão sob a acusação de tentar desestabilizar o regime.

O ditador Raúl Castro, dirigente máximo desde que Fidel ficou gravamente doente em 2006, aproveitou a oportunidade para barganhar a libertação dos Cinco de Cuba, agentes presos em Miami em 1998 e condenados em 2001 por espionar os 47 grupos anticastristas suspeitos de organizar ações terroristas em Cuba. Os cinco viraram heróis nacionais na ilha.

Outro obstáculo à reaproximação é a inclusão de Cuba na lista de países que apoiam o terrorismo desde 1982, quando guerrilheiros colombianos foram treinados na ilha. Em 1992, Fidel declarou publicamente que não ajudaria mais grupos rebeldes estrangeiros.

Em 2013, o relatório do Departamento de Estado declarou não haver evidências de que o país estivesse fornecendo armas, dinheiro ou treinamento a insurgentes. O presidente Obama não retirou Cuba da lista. Prometeu estudar o assunto. É uma carta na manga para a negociação sobre a reabertura das embaixadas. Cuba teme que um número maior de diplomatas americanos trabalhe ativamente para mudar o regime.

Mas as violações dos direitos humanos continuam, denuncia a organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos), atingindo quem ousa protestar contra o regime com prisões, espancamento, tortura, restrições de viagem e expulsão do país.

Obama e Castro tinham boas razões para manter o diálogo secreto. Em Washington e Miami, a cólera dos republicanos, especialmente os de origem cubana, bombardearia as negociações. Por isso, Obama concentrou as negociações na Casa Branca, à distância da imensa máquina do Departamento de Estado, onde a notícia poderia vazar.

Por outro lado, em Cuba, os grupos mais radicais contrários a uma abertura econômica, os serviços secretos, a polícia política e a burocracia têm interesse na manutenção do status quo e muito a perder com o fim da ditadura e de uma economia estatizada - e o apoio discreto do comandante Fidel Castro.

A máquina de segurança do Estado teme o revanchismo de suas vítimas e "a propaganda usa a existência de um inimigo externo formidável, os EUA, para dissimular o regime autoritário", acusa o história e dissidente social-democrata Manuel Cuesta Morúa.

O primeiro encontro aconteceu em junho de 2013. A delegação americana foi chefiada por Benjamin Rhodes, coautor dos famosos discursos de Obama que se tornou assessor presidencial para o Hemisfério Ocidental no Conselho de Segurança Nacional dos EUA. Fazia parte da equipe o ex-encarregado de negócios dos EUA em Havana Ricardo Zuniga, de origem hondurenha.

Apesar da ruptura, os dois países nunca cortaram totalmente o contato. Na antiga embaixada americana, nota o Monde, os diplomatas americanos e até mesmo fuzileiros navais uniformizados trabalham no que seria apenas uma seção de interesses ligada à embaixada da Suíça. Na verdade, é a maior representação diplomática em Havana e não há suíços por ali.

A imigração era tema de encontros diplomáticos. Na base de Guantânamo, os militares dos dois países mantêm contatos regulares para evitar incidentes. Diplomatas e militares apoiariam a normalização das relações mais do que outros setores da diplomacia cubana.

A ampliação do porto de Porto Mariel, um projeto estratégico do regime financiado e construído pelo Brasil, não se justifica sem o fim do embargo americano, e Raúl é há décadas o "inamovível ministro das Forças Armadas revolucionárias", lembra o jornal francês.

O Vaticano, que nunca rompeu com Cuba, teve um papel decisivo. As visitas de Fidel a Roma em 1996 e a Cuba dos papas João Paulo II, em 1998, e Bento XVI, em 2012, testemunham a importância que o regime passou a dar às relações com a Santa Sé.

Depois da libertação, em 2011, de 75 prisioneiros condenados a longas penas de prisão pela Primavera Negra de 2003, deputados americanos procuraram o Vaticano em 2012 para intermediar as negociações para libertar Alan Gross. Sabiam que ele não seria solto sem contrapartidas.

Dois dias depois do aperto de mãos no funeral de Mandela, em 17 de dezembro de 2013, o encarregado de Cuba no Arquivo de Segurança Nacional da Universidade George Washington, Peter Kornbluth, chegava a Havana com os maiores especialistas americanos em Cuba, inclusive um veterano do Departamento de Estado, Wayne Smith, encarregado de negócios americano na ilha nos governos Jimmy Carter e Ronald Reagan.

O fator Gross foi decisivo. Quando Kornbluth visitou-o na prisão, ele disse: "Sou uma bomba-relógio." Com a saúde precária, Gross corria o risco de morrer na cadeira da ditadura cubana. Isso retardaria o reatamento em mais alguns anos. Era preciso agir logo.

Em 13 de janeiro de 2014, o secretário de Estado americano, John Kerry, se encontrou com o papa Francisco. Obama foi a Roma em 27 de março do mesmo ano. Logo depois, Francisco enviou cartas aos dois presidentes sugerindo uma troca de prisioneiros.

Dos Cinco de Cuba, que o jornalista brasileiro chamou de Os últimos soldados da Guerra Fria em livro com este título, três ainda estavam presos. Eles foram soltos em 17 de dezembro de 2014, quando Obama e Raúl anunciaram o histórico restabelecimento de relações entre os dois países, em troca de Alan Gross e de Rolando Sarraff Trujillo, um espião americano preso há 20 anos em Havana.

Raúl apresentou o acordo como "uma vitória cubana": "Gerardo, Tony e Ramón foram libertados há alguns minutos e embarcaram para Havana." As negociações secretas haviam funcionado. A reconciliação vai enfrentar a mesma sorte de obstáculos.

sábado, 11 de abril de 2015

Obama e Raúl Castro têm encontro histórico no Panamá

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o ditador de Cuba, Raúl Castro, tiveram um encontro bilateral histórico entre os líderes dos dois países hoje durante a 7ª Cúpula das Américas, realizada ontem e hoje no Panamá. Isso não acontecia há quase 60 anos, desde a vitória da revolução comunista em Cuba. Em dezembro de 2014, eles anunciaram o reatamento das relações diplomáticas, rompidas em 1961.

"Este é obviamente um encontro histórico", declarou o presidente americano ao se sentar: "A Guerra Fria já acabou faz tempo. Não quero continuar uma luta que começou antes do meu nascimento." Desde 1956, os líderes dos dois países não se reuniam.

Obama prometeu "virar a página" em relação às controvérsias do passado e afirmou não estar interessado em "mudança de regime" em Cuba, mas na "liberdade do povo cubano". Ele não anunciou a retirada de Cuba da lista dos países que apoiam o terrorismo. Prometeu estudar o caso.

As negociações para a reabertura de embaixadas não foram concluídas. Mesmo sem relações diplomáticas, a representação dos EUA em Havana tem 50 diplomatas, que não têm liberdade para viajar dentro do país. Precisam de autorização do governo.

Com a reabertura oficial das embaixadas, Cuba teme que o número de agentes americanos aumente ainda mais e que eles apoiem ativamente os dissidentes. Retirar o governo cubano da lista dos que apoiam o terrorismo é uma carta do governo Obama nesta negociação.

Em seu discurso na conferência de cúpula, Raúl Castro criticou os EUA, principalmente o embargo econômico e o centro de detenção ilegal de Guantânamo, mas elogiou Obama, que descreveu como um homem sincero e honesto: "Peço desculpas ao presidente Obama porque ele não tem culpa de nada disso. Os dez presidentes americanos que vieram antes têm dívidas conosco, mas Obama, não. Ele é um homem honesto e isto se deve à sua origem humilde."

A maior exigência de Cuba é o fim do embargo econômico imposto a partir de 1960 e ampliado a partir de fevereiro de 1962. Desde 1991, o boicote está em lei. Só pode ser revogado pelo Congresso dos EUA, no momento dominado pela oposição conservadora, e de acordo com a lei quando houver pluralidade partidária e eleições livres na ilha.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Venezuela não é ameaça aos EUA, admite a Casa Branca

A Venezuela não ameaça a segurança nacional dos Estados Unidos. O decreto baixado pelo presidente Barack Obama tinha uma linguagem-padrão exigida pela legislação americana para justificar a imposição de sanções a sete altos funcionários do regime chavista acusados de violar os direitos humanos, explicou ontem o assessor adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Benjamin Rhodes.

O decreto causou reação negativa na América Latina e levou o presidente Nicolas Maduro a denunciar mais uma suposta conspiração internacional para derrubá-lo, como se o caos econômico na Venezuela não fosse seu maior risco. A explicação de Washington chega às vésperada da 7ª Cúpula das Américas, a ser realizada em 10 e 11 de abril de 2015 no Panamá.

Pela primeira vez, Cuba estará presente por causa do reatamento com os EUA, em fase de negociações finais. Sem um acordo para reabrir as embaixadas, o governo Obama deve retirar Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo do Departamento de Estado como gesto de boa.

A Casa Branca não quer que a Venezuela estrague a festa. Mas o assessor presidencial para o Hemisfério Ocidental, Ricardo Zuniga, afirmou que o regime chavista é uma ameaça para os países vizinhos e outros países da região.