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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Doutrina Trump explica crise diplomática com o Brasil

Ao impor as maiores tarifas depois da China, enquadrar organizações criminosas como terroristas, tentar enviar diplomatas para questionar o sistema eleitoral brasileiro e cassar o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, o governo Donald Trump deixa clara a intenção de interferir nas eleições brasileiras para apoiar a extrema direita.

A campanha eleitoral começa aqui oficialmente em 16 de agosto. Novas agressões de Washington, especialmente do secretário de Estado, Marco Rubio, devem marcar a tentativa de eleger um governo aliado e subserviente no maior e mais rico país da América Latina, o único pais importante da região governado pela esquerda.

Trump lidera um movimento neofascista. Seu guru, Steve Bannon, se apresenta como um "leninista de direita". Quer criar uma Internacional Neofascista com partidos de extrema direita da América e da Europa. O Brasil é no momento o principal alvo dessa estratégia. 


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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Tarifaço de Trump é interferência direta nas eleições no Brasil

Ao aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil a partir de 22 de julho, o governo Donald Trump toma mais uma medida para interferir diretamente no resultado das eleições. Como os Estados Unidos têm saldo positivo no comércio com o Brasil, não há razões econômicas para o tarifaço. É uma jogada política para ajudar candidatura de extrema direita do senador Flávio Bolsonaro, o tariflávio.


Há mais de 2.100 produtos isentos, especialmente o que os EUA não produzem ou não produzem em quantidade suficiente para suprir o consumo interno, entre eles carnes, café, suco de laranja e partes para fabricar aviões. Serão atingidos mais de 4 mil produtos, 18% das exportações brasileiras para os EUA, inclusive calçados, móveis e máquinas.

Desde o início da guerra comercial de Trump no ano passado, as exportações para os EUA caíram de 11% para 9% das vendas ao exterior do Brasil, enquanto subiram 17% as vendas para a China. 

Assim, se o objetivo central de Trump é reduzir a influência chinesa na América Latina, o tarifaço é totalmente contraproducente. Mesmo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não ganhe as eleições, os empresários que fazem negócios com a China vão continuar fazendo negócios com o Brasil.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Trump e Rubio querem derrubar regimes da Venezuela e de Cuba

O presidente Donald Trump reuniu o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos nesta noite para discutir os próximos passos do que parece uma tentativa de derrubar o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e por tabela o regime comunista de Cuba.

Trump deu um ultimato em 21 de novembro. Pressionou Maduro a renunciar em uma semana. O ditador venezuelano aceitou, em princípio, a ideia de ir para o exílio, mas exigiu anistia para si, a familía e mais de 100 altos dirigentes venezuelanos.

Em agosto, os EUA começaram a enviar navios de guerra para perto da costa da Venezuela sob o pretexto de combater o tráfico de drogas. O maior navio de guerra do mundo, o porta-aviões Gerald Ford, chegou em novembro. Hoje, há 11 navios da Marinha com 15 mil soldados dos EUA a bordo.

É uma força-tarefa formidável. Indica que os objetivos de Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio, de origem cubana, vão muito além do narcotráfico. A Venezuela não é um dos países mais importantes no tráfico de drogas para os EUA. Mas é pouco provável uma invasão em larga escala, com uma operação terrestre. Morreriam muitos norte-americanos, o que provocaria uma forte reação interna nos EUA, inclusive dos partidários de Trump, que são isolacionistas. Não querem o país envolvido em guerras no exterior.

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terça-feira, 15 de março de 2016

Trump e Hillary vencem na Flórida e Rubio abandona

Com uma derrota arrasadora no estado da Flórida, que representa no Senado, Marco Rubio abandonou hoje a corrida à Casa Branca. Os vencedores foram o bilionário Donald Trump, no Partido Republicano, e a ex-secretária de Estado americana Hillary Clinton, no Partido Democrata, noticiou o jornal The New York Times.

Hillary venceu também no estado de Ohio, onde a vitória republicana ficou com o governador John Kasich, que assim continua na luta para ser a alternativa a Trump aceitável pela cúpula do do partido.

No fim da noite, entre os republicanos, Trump venceu em três estados e Kasich em Ohio. Conseguiu 46% dos votos da Flórida seguido por Rubio com 27% e Ted Cruz com 17%. Ganhou em Illinois com 39% contra 31% de Cruz e 20% de Kasich. Na Carolina do Norte, teve 40% dos votos contra 37% de Cruz e 13% de Kasich.

Kasich levou Ohio, onde é governador, com 47% contra 36% de Trump e 13% para Cruz. A prévia do Missouri ainda está indefinida. Trump tem pequena vantagem, mas está praticamente empatado com Cruz com 41% para cada um.

Trump lidera com 621 delegados à convenção nacional que vai indicar oficialmente o candidato republicano, seguido por Cruz com 395, Rubio com 168 e Kasich com 138. Se Rubio apoiar outro aspirante, agora que abandonou a disputa, ele pode herdar os delegados do senador da Flórida. São necessários 1.237 delegados para ser o candidato republicano.

Entre os democratas, Hillary obteve uma grande vitória contra o senador socialista Bernie Sanders por 65% a 33% na Flórida e boas vitórias em Ohio por 57% a 43% e na Carolina do Norte por 55% a 41%. Ganhou por 50% a 49% em Illinois. Com 99% dos votos apurados, a primária do Missouri estava praticamente empatada em 50%, com pequena vantagem de Hillary.

A ex-secretária já conquistou 1.094 dos 2.383 delegados necessários para garantir a candidatura do Partido Democrata contra 774 para Sanders. Com os superdelegados, Hillary tem cerca de 1,5 mil delegados, uma vantagem praticamente impossível de ser neutralizada por Sanders. Mas o senador socialista ainda não desistiu da luta.


quinta-feira, 3 de março de 2016

Mitt Romney denuncia Donald Trump como "uma fraude"

O candidato do Partido Republicano vencido pelo presidente Barack Obama na eleição de 2012, o ex-governador Mitt Romney atacou duramente hoje o bilionário Donald Trump, líder da disputa pela candidatura na eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos, acusando-o de falsidade e fraude.

É mais uma tentativa de conter o irresistível falastrão, que faz campanha atacando a tudo e a todos, com tiradas racistas e sexistas, Romney questionou a honestidade, a integridade, o comportamento e seu equilíbrio emocional. Afirmou que suas propostas econômicas vão gerar uma grande recessão e que sua política externa vai enfraquecer os EUA.

"Se nós, republicanos, escolhermos Donald Trump como nosso candidato, a perspectiva de um futuro próspero e seguro será grandemente diminuída", advertiu Romney em discurso de 17 minutos no Instituto Hinckley, da Universidade de Utah.

Com sete vitórias em 12 eleições prévias e convenções regionais realizadas na Superterça-feira, Trump disparou na liderança, provocando a reação da cúpula do partido através do ex-candidato.

"Donald Trump é falso e uma fraude", acusou Romney. "Suas promessas valem tanto quanto um diploma da Universidade Trump. Ele está manipulando o povo americano como um aproveitador: ele segue livremente rumo à Casa Branca e nós ficamos com chapéu de palhaço."

Em comício em Portland, no estado do Maine, Romney chamou Trump de "candidato fracassado" e desleal: "Vocês podem ver como ele é leal", atacou Trump. "Ele implorou por meu apoio. Eu poderia ter dito, Mitt, se ajoelhe. Ele teria se ajoelhado. Estava mendigando."

Romney pediu aos republicanos que apoiem os outros candidatos, citando explicitamente o senador Marco Rubio na eleição primária da Flórida e o governador John Kasich na prévia do estado de Ohio, ambas marcadas para 15 de março. Até agora, eles só ganharam em estados pequenos e pouco expressivos.

terça-feira, 1 de março de 2016

Trump e Hillary disparam na Superterça-feira

Com eleições primárias em 12 estados e um território, a Superterça-feira é um momento decisivo da corrida para Casa Branca. Hoje, Hillary Clinton praticamente consolidou a vitória na disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos, enquanto o bilionário Donald Trump abriu vantagem sobre os adversários do Partido Republicano.

Até agora, Trump ganhou em cinco estados (Alabama, Geórgia, Massachusetts, Tennessee e Virgínia) e o ultraconservador Ted Cruz em dois (Texas e Oklahoma).

Entre os democratas, Hillary (Alabama,  Arkansas, Geórgia, Texas, Tennessee e Virgínia) venceu em seis estados e o senador socialista Bernie Sanders em dois (Oklahoma e Vermont).

No fim da apuração, já de madrugada, Hillary somava sete vitórias, ganhando também em Massachusetts, enquanto Sanders levou a melhor também no Colorado e em Minnesotta.

No Partido Republicano, Cruz também ganhou no Alasca, somando três vitórias, enquanto o favorito da cúpula do partido, o senador da Flórida Marco Rubio venceu em Minnesotta, conquistando sua primeira vitória, mas num estado pequeno, que manda poucos delegados para a convenção nacional que vai indicar o candidato do partido à eleição presidencial de novembro de 2016.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Ted Cruz larga na frente na corrida republicana à Casa Branca

Com 97% dos votos apurados, o senador ultraconservador e evangélico Ted Cruz lidera as convenções regionais do Partido Republicano no estado de Iowa com 28% dos votos, seguido pelo bilionário Donald Trump com 24% e o senador Marco Rubio com 23%, enquanto nenhum dos aspirantes chegou a 10%.

Foram os primeiros votos populares da eleição presidencial de novembro de 2016 nos Estados Unidos. No Partido Democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton tem uma vantagem mínima sobre o senador socialista Bernie Sanders.

Cruz é o mais reacionário de todos os candidatos republicanos e não conta com o apoio da cúpula do partido. Chegou a discursar durante 72 horas seguidas no Senado para forçar o fechamento do governo federal por falta de orçamento na expectativa de acabar com o programa de saúde universal de Obama.

Com esse radicalismo, não tem a menor chance na eleição, que será decidida por independentes, mas a cúpula do partido não vai se incomodar se ele tirar a aura de invencibilidade de Trump, que lidera as pesquisas, mas ainda não ganhou nada.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Trump sobe em pesquisa da NBC e do Wall Street Journal

Apesar das críticas à sua proposta de proibir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos, o magnata imobiliário Donald Trump avançou na pesquisa da rede de televisão NBC e do jornal The Wall Street Journal sobre a disputa da candidatura do Partido Republicano à Casa Branca em 2016.

Depois de atingir impressionantes 35% em pesquisa da rede de TV CBS e do jornal The New York Times, Trump teve o apoio de 27% dos entrevistados, ultrapassando o médico-cirurgião Ben Carson, que sofreu uma queda forte e foi superado pelos senadores Ted Cruz e Marco Rubio.

Cruz, o mais conservador entre os políticos profissionais aspirantes à candidatura da oposição, ficou em segundo lugar com 22%. Ele tem o cuidado de não criticar Trump na expectativa de herdar os votos do magnata quando este sair da corrida à Casa Branca.

Trump não parece disposto a desistir. Se for boicotado pela cúpula do partido, ameaça concorrer como candidato independente. Isso dividiria o eleitorado conservador, facilitando a vitória da ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, franca favorita no Partido Democrata.

O senador Marco Rubio, da Flórida, filho de imigrantes cubanos, que hoje seria o favorito dos caciques republicanos, ficou em terceiro com 15%.

Carson desabou de 29% no fim de outubro, quando liderava a disputa, para 11%, em parte pelas besteiras que falou depois dos atentados terroristas em Paris e em San Bernardino, na Califórnia, que trouxeram a política externa e a segurança nacional para o centro do debate. O cirurgião aposentado chegou a dizer que as Pirâmides do Egito eram silos para estocar grãos.

A pesquisa não dá muita esperança ao favorito no início da campanha, o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho e irmão de ex-presidentes dos EUA. Jeb teve 7%. A ex-diretora-executiva da transnacional Hewlett-Packard Carli Fiorina ficou com 5%. O ex-governador de Arkansas Mike Huckabee e o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, não passaram de 3%. O governador de Ohio, John Kasich, e o senador Rand Paul encerraram a fila com 2%.

As eleições primárias que vão apontar os candidatos começam em 1º de fevereiro de 2016.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Governador Scott Walker abandona corrida à Casa Branca

Depois de iniciar a campanha como um dos favoritos dos meios de comunicação e da cúpula do Partido Republicano, diante da falta de apoio nas pesquisas e de dinheiro, o governador de Wisconsin, Scott Walker, abandonou hoje a disputa pela candidatura de oposição à Presidência dos Estados Unidos em 2016.

É o segundo dos 14 aspirantes republicanos a tirar o time de campo. O primeiro foi o ex-governador do Texas Rick Perry. Em 2012, Perry chegou a liderar as pesquisas. Caiu quando não soube dizer num debate quais as três agências do governo federal que fecharia se fosse eleito.

Em seu anúncio, Walker atribuiu seu fracasso à inesperada popularidade nas pesquisas de intenção de voto do magnata imobiliário Donald Trump, que vem atacando ferozmente todos os rivais e se negou a se comprometer a apoiar quem for escolhido nas eleições primárias. Ameaça concorrer como candidato independente.

Ao fazer isso em 1992, o magnata Ross Perot ajudou Bill Clinton a derrotar George Bush, o pai, dando a Casa Branca ao Partido Democrata.

Walker recomendou o abandono da corrida aos outros candidatos com poucas chances para que o Partido Republicano possa se concentrar em evitar que Trump ganhe a parada.

Na segunda-feira à noite, o senador texano Ted Cruz, talvez o candidato mais à direita de todos, tinha encontro marcado em Nova York com um doador da campanha de Walker. Jeb Bush, outro favorito que não decolou ia telefonar para outro doador.

Na última pesquisa da televisão americana CNN, Walker não pontuou. Trump continua em primeiro, mas caiu de 32% para 24%. A alta executiva Carly Fiorina, ex-diretora-geral da empresa de informática HP, pulou três pontos para o segundo lugar com 15% por causa de seu bom desempenho no segundo debate da campanha. Passou à frente do neurocirurgião Ben Carson, que agora é o terceiro com 14%.

A característica comum dos três primeiros colocados é que nenhum é político de carreira. O velho discurso do Partido Republicano contra os políticos em geral e os de Washington em particular colou.

O quarto colocado é o jovem senador da Flórida Marco Rubio, filho de exilados cubanos, considerado um dos vencedores do debate ao lado de Fiorina. Com 11%, Rubio passou o ex-governador da Flórida Jeb Bush, irmão e filho de ex-presidentes, considerado o favorito da cúpula do partido, que aparece em quinto lugar com 9%.

Logo atrás, dois evangélicos, o senador Ted Cruz e o ex-governador do Arkansas Mick Huckabee com 6%; o senador libertário do Kentucky Rand Paul, com 4%; o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, com 3%; o governador de Ohio, John Kasich, com 2%; e o ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum, com 1%.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Mais três republicanos entram na corrida à Casa Branca

De olho no voto evangélico, o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, um conservador em questões sociais, lançou hoje sua campanha à candidatura do Partido Republicano na eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos. Ontem, foi a vez da executiva Carly Fiorina e o neurocirurgião aposentado Ben Carson.

Enquanto no Partido Democrata a candidatura da ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton parece imbatível, no campo republicano, a expectativa hoje é que a disputa envolva oito ou nove candidatos.

Além dos três citados acima, aspiram a candidatura republicana três senadores eleitos com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá: Ted Cruz, Rand Paul e Marco Rubio. Cruz e Rubio têm ascendência cubana. Os favoritos, o ex-governador da Flórida Jeb Bush e o governador de Wisconsin, Scott Walker, ainda não se lançaram, assim como o governador de Nova Jérsei, Chris Christie.

Huckabee, de 60 anos, disputou a canditadura republicana em 2008, quando ficou em segundo na contagem de delegados à convenção nacional do partido e em terceiro no voto popular o no número de estados onde venceu nas eleições primárias, atrás do senador John McCain e do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. McCain perdeu para Obama em 2008 e Romney em 2012.

Na propaganda na Internet, Huckabee promete defender o direito de andar armado e lutar contra novas leis, registros e regulamentações para comprar e portar armas. Ele defende o reforço do patrulhamento nas fronteiras e é contra a anistia para imigrantes ilegais decretada pelo presidente Barack Obama.

"A educação é uma função da família e não do governo federal", argumenta Huckabee. "As decisões educacionais são melhores quando feitas pelas autoridades mais próximas, pais e mães." Em economia, acrescenta, "eu acredito em autossuficiência": "Um país que não é capaz de se alimentar, produzir combustíveis por si próprio e se defender não pode ser verdadeiramente livre."

As duas candidaturas lançadas ontem, de Carson e Fiorina, ambos distantes das máquinas partidárias de Washington, são consideradas marginais, sem chance real de obter a indicação.

Carly Fiorina, de 60 anos, foi diretora-presidente da empresa de alta tecnologia Hewlett-Packard, de onde saiu com fama de autoritária e arrogante. Seu papel na campanha será denunciar a burocracia, a esclerose das máquinas partidárias e as políticas do Partido Democrata contrárias à economia de mercado.

Fiorina já responsabilizou o excesso de regulamentação pela falta d'água na Califórnia e acusa o governo Obama de não ter eliminado nenhuma dificuldade burocrática ao empreendorismo, que considera a solução para todos os problemas do país. Em entrevista à rede de televisão ABC, ela disse que é "a melhor pessoa" para governar os EUA porque entende "como a economia funciona".

Ben Carson é o único negro até agora na corrida à Casa Branca. Neurocirurgião renomado internacionalmente, ele anunciou ontem num discurso em Detroit. Ele é adventista, tem 63 anos e foi condecorado pelo então presidente George W. Bush com a Medalha da Liberdade, a maior honraria civil do governo dos EUA.

Crítico da reforma da saúde pública feita pelo governo Obama, Carson chegou a dizer em 2013 que "foi a pior coisa que aconteceu neste país desde a escravidão". Ao lançar sua candidatura, declarou que "muitos americanos têm medo de dizer o que pensam" e que é hora de repensar as lições dos fundadores do país "para podermos ser livres".

As eleições primárias e convenções estaduais do Partido Republicano serão realizadas de 18 de janeiro a 7 de junho de 2016. A convenção nacional que vai oficializar a candidadura à Casa Branca está marcada para 18 a 21 de julho em Cleveland, no estado de Ohio, decisivo para a vitória na eleição presidencial, em 8 de novembro.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Marco Rubio lidera entre pré-candidatos republicanos à Casa Branca

O senador Marco Rubio, de 43 anos, eleito pela Flórida com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá, ficou em primeiro lugar na prestigiada pesquisa da Universidade Quinnipiac entre os aspirantes da candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2016. Foi a primeira vez que o jovem filho de exilados cubanos apareceu na frente.

Marco Rubio teve 15% das preferências, batendo o favorito até agora, o ex-governador Jeb Bush, do mesmo estado da Flórida, filho e irmão de ex-presidentes, que ficou em segundo, com 13%. O governador de Wisconsin, Scott Walker, foi o terceiro, com 11%.

Bush e Walker eram considerados os mais fortes candidatos republicanos na corrida à Casa Branca. A favorita no geral é a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, que está sob fogo cruzado por causa das doações de estrangeiros à Fundação Clinton, dirigida pelo ex-presidente Bill Clinton (1993-2001).

Filho de exilados, Rubio lançou sua candidata na Torre da Liberdade, em Miami, onde os refugiados do regime comunista eram recebidos nos anos 1960s e 1970s. É defensor do Estado mínimo, a exemplo da maioria dos republicanos. É a favor de uma reforma do sistema de imigração para acolher e legalizar milhões de latino-americanos que vivem ilegalmente nos EUA, mas contra o reatamento diplomático com Cuba antes da democratização do país.

Durante a campanha eleitoral, na fase das eleições primárias, os republicanos costumam adotar um discurso radical de direita em que um dos elementos é a promessa de deportar os imigrantes ilegais, cerca de 12 milhões hoje. Isso afasta o partido de uma parcela cada vez mais importante do eleitorado.

O presidente Ronald Reagan (1981-89) dizia que "os latinos são republicanos, só que ainda não descobriram". Falava de valores como Deus, pátria e família cultivados pela população de origem latino-americana, tradicionalmente conservadora e católica. Mas o presidente Barack Obama foi reeleito com 73% do voto latino.

Se o Partido Republicano quiser reconquistar a Casa Branca, precisa mais do que o voto conservador tradicional, de homens brancos e ricos. Precisa ser menos feroz com os imigrantes ilegais e reformar o sistema para acolher os que já têm uma vida nos EUA.

Rubio é importante na luta por esse voto latino. Se crescer nas pesquisas e nas primárias, desde já se apresenta pela juventude como um possível candidato a vice-presidente.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Rádio Manchete debate reatamento EUA-Cuba

Nesta quarta-feira ao meio-dia estarei no programa Confronto Manchete, na Rádio Manchete 760 kHz AM, no Rio de Janeiro, para discutir o restamento entre os EUA e Cuba e a candidatura à Casa Branca do senador republicano Marco Rubio, filho de exilados cubanos.

O link dá acesso à transmissão ao vivo.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Mais um radical de direita se lança na corrida à Casa Branca

O senador Marco Rubio, filho de exilados cubanos da Flórida, anunciou hoje a intenção de disputar a candidadura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2016. É o terceiro, depois dos senadores Rand Paul e Ted Cruz, também de origem cubana. Todos chegaram ao Congresso com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá, a favor de menos impostos e do Estado mínimo.

Num discurso na Torre da Liberdade, em Miami, local escolhido para lembrar sua origem, Rubio, de 43 anos, apresentou-se como um homem que veio de baixo e venceu na vida com suas próprias forças, um exemplo do sonho americano. Lá, eram recebidos os refugiados cubanos nos anos 1960s e 1970s.

"Esta é uma eleição sobre o futuro e não para voltar ao passado", afirmou o jovem senador sob aplausos, atacando os dois rivais mais bem cotados nas pesquisas hoje, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e o ex-governador da Flórida Jeb Bush.

Rubio é contra o restabelecimento de relações diplomáticas com Cuba, anunciado em 17 de dezembro de 2014 pelo presidente Barack Obama e o ditador cubano, Raúl Castro. Alega que vai dar uma sobrevida ao regime comunista. Também foi um dos senadores que assinaram uma carta enviada ao Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei advertindo que o acordo nuclear negociado por Obama pode ser rejeitado pelo Congresso.

No Senado, Rubio defende políticas para promoção social de famílias de baixa renda, como aumentar as deduções do imposto de renda por filhos dependentes, ampliar a educação técnica profissionalizante, uma reforma na educação universitária e maior flexibilidade para os estados lançarem seus próprios programas de combate à pobreza.

Seu maior adversário dentro do partido será o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho e irmão de ex-presidentes, que lidera as pesquisas e disputa o voto no estado.

Na última pesquisa da rede de televisão NBC e o jornal The Wall St. Journal, 56% dos prováveis votantes nas eleições primárias republicanas disseram que poderiam votar em Rubio. Jeb Bush enfrenta a rejeição de 42% e o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, de 57%.