O senador Marco Rubio, filho de exilados cubanos da Flórida, anunciou hoje a intenção de disputar a candidadura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2016. É o terceiro, depois dos senadores Rand Paul e Ted Cruz, também de origem cubana. Todos chegaram ao Congresso com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá, a favor de menos impostos e do Estado mínimo.
Num discurso na Torre da Liberdade, em Miami, local escolhido para lembrar sua origem, Rubio, de 43 anos, apresentou-se como um homem que veio de baixo e venceu na vida com suas próprias forças, um exemplo do sonho americano. Lá, eram recebidos os refugiados cubanos nos anos 1960s e 1970s.
"Esta é uma eleição sobre o futuro e não para voltar ao passado", afirmou o jovem senador sob aplausos, atacando os dois rivais mais bem cotados nas pesquisas hoje, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e o ex-governador da Flórida Jeb Bush.
Rubio é contra o restabelecimento de relações diplomáticas com Cuba, anunciado em 17 de dezembro de 2014 pelo presidente Barack Obama e o ditador cubano, Raúl Castro. Alega que vai dar uma sobrevida ao regime comunista. Também foi um dos senadores que assinaram uma carta enviada ao Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei advertindo que o acordo nuclear negociado por Obama pode ser rejeitado pelo Congresso.
No Senado, Rubio defende políticas para promoção social de famílias de baixa renda, como aumentar as deduções do imposto de renda por filhos dependentes, ampliar a educação técnica profissionalizante, uma reforma na educação universitária e maior flexibilidade para os estados lançarem seus próprios programas de combate à pobreza.
Seu maior adversário dentro do partido será o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho e irmão de ex-presidentes, que lidera as pesquisas e disputa o voto no estado.
Na última pesquisa da rede de televisão NBC e o jornal The Wall St. Journal, 56% dos prováveis votantes nas eleições primárias republicanas disseram que poderiam votar em Rubio. Jeb Bush enfrenta a rejeição de 42% e o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, de 57%.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 13 de abril de 2015
sexta-feira, 28 de março de 2014
Cuba autoriza investimento de exilados cubanos
Numa iniciativa para combater a longa estagnação econômica da era pós-soviética, a Assembleia Nacional de Cuba deve aprovar amanhã uma nova lei de investimentos que reduz impostos, abre novos setores da economia a estrangeiros e autoriza cubanos residentes no exterior a investir no país.
A nova lei exige aprovação individual de cada projetos, contratação de funcionários através das agências de emprego cubanas e não permite investimentos individuais de cubanos exilados. É mais um passo, embora tímido, para reintroduzir o capitalismo na ilha.
"Por direito ou necessidade, parece que o país está abrindo as portas para nós", declarou o empresário cubano-americano Hugo Cancio em entrevista ao jornal The Miami Herald.
Desde o fim da União Soviética, em 1991, a economia cubana encolheu 35%. Para enfrentar o fim da ajuda de Moscou, o regime comunista de Cuba aprovou em 1995 uma lei para autorizar investimentos estrangeiros em empresas associadas a estatais cubanas onde o sócio estrangeiro teria participação de no máximo 49%, garantindo o controle governamental.
Cuba chegou a ter 400 joint-ventures em 2002. Hoje esse número caiu pela metade, em parte porque a aliança com o regime chavista da Venezuela deu algum fôlego à economia cubana, que receberia subsídios de até US$ 10 bilhões por ano, duas vezes mais do que na era soviética. Nos últimos anos, foi autorizada a abertura de pequenos negócios descritos como "profissionais autônomos", entre eles mecânicos, carpinteiros, eletricistas, cabeleireiros, costureiras, pequenos cafés, bares e restaurantes.
Pela antiga lei, as empresas deveriam pagar um imposto sobre o lucro de 30% e de 20% sobre a folha de pagamento, entre outros impostos. A nova lei reduz a alíquota do imposto sobre o lucro para 15% e elimina os encargos trabalhistas. As máquinas importadas como parte do investimento estarão isentas da impostos, mas projetos de exploração de recursos naturais terão de pagar outras taxas.
A economia cubana cresceu 2,7% no ano passado. Para este ano, expectativa é de um avanço de 2,2%. A exportação de médicos rende ao país US$ 8 bilhões por ano.
A nova lei exige aprovação individual de cada projetos, contratação de funcionários através das agências de emprego cubanas e não permite investimentos individuais de cubanos exilados. É mais um passo, embora tímido, para reintroduzir o capitalismo na ilha.
"Por direito ou necessidade, parece que o país está abrindo as portas para nós", declarou o empresário cubano-americano Hugo Cancio em entrevista ao jornal The Miami Herald.
Desde o fim da União Soviética, em 1991, a economia cubana encolheu 35%. Para enfrentar o fim da ajuda de Moscou, o regime comunista de Cuba aprovou em 1995 uma lei para autorizar investimentos estrangeiros em empresas associadas a estatais cubanas onde o sócio estrangeiro teria participação de no máximo 49%, garantindo o controle governamental.
Cuba chegou a ter 400 joint-ventures em 2002. Hoje esse número caiu pela metade, em parte porque a aliança com o regime chavista da Venezuela deu algum fôlego à economia cubana, que receberia subsídios de até US$ 10 bilhões por ano, duas vezes mais do que na era soviética. Nos últimos anos, foi autorizada a abertura de pequenos negócios descritos como "profissionais autônomos", entre eles mecânicos, carpinteiros, eletricistas, cabeleireiros, costureiras, pequenos cafés, bares e restaurantes.
Pela antiga lei, as empresas deveriam pagar um imposto sobre o lucro de 30% e de 20% sobre a folha de pagamento, entre outros impostos. A nova lei reduz a alíquota do imposto sobre o lucro para 15% e elimina os encargos trabalhistas. As máquinas importadas como parte do investimento estarão isentas da impostos, mas projetos de exploração de recursos naturais terão de pagar outras taxas.
A economia cubana cresceu 2,7% no ano passado. Para este ano, expectativa é de um avanço de 2,2%. A exportação de médicos rende ao país US$ 8 bilhões por ano.
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