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domingo, 13 de dezembro de 2015

Trump sobe em pesquisa da NBC e do Wall Street Journal

Apesar das críticas à sua proposta de proibir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos, o magnata imobiliário Donald Trump avançou na pesquisa da rede de televisão NBC e do jornal The Wall Street Journal sobre a disputa da candidatura do Partido Republicano à Casa Branca em 2016.

Depois de atingir impressionantes 35% em pesquisa da rede de TV CBS e do jornal The New York Times, Trump teve o apoio de 27% dos entrevistados, ultrapassando o médico-cirurgião Ben Carson, que sofreu uma queda forte e foi superado pelos senadores Ted Cruz e Marco Rubio.

Cruz, o mais conservador entre os políticos profissionais aspirantes à candidatura da oposição, ficou em segundo lugar com 22%. Ele tem o cuidado de não criticar Trump na expectativa de herdar os votos do magnata quando este sair da corrida à Casa Branca.

Trump não parece disposto a desistir. Se for boicotado pela cúpula do partido, ameaça concorrer como candidato independente. Isso dividiria o eleitorado conservador, facilitando a vitória da ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, franca favorita no Partido Democrata.

O senador Marco Rubio, da Flórida, filho de imigrantes cubanos, que hoje seria o favorito dos caciques republicanos, ficou em terceiro com 15%.

Carson desabou de 29% no fim de outubro, quando liderava a disputa, para 11%, em parte pelas besteiras que falou depois dos atentados terroristas em Paris e em San Bernardino, na Califórnia, que trouxeram a política externa e a segurança nacional para o centro do debate. O cirurgião aposentado chegou a dizer que as Pirâmides do Egito eram silos para estocar grãos.

A pesquisa não dá muita esperança ao favorito no início da campanha, o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho e irmão de ex-presidentes dos EUA. Jeb teve 7%. A ex-diretora-executiva da transnacional Hewlett-Packard Carli Fiorina ficou com 5%. O ex-governador de Arkansas Mike Huckabee e o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, não passaram de 3%. O governador de Ohio, John Kasich, e o senador Rand Paul encerraram a fila com 2%.

As eleições primárias que vão apontar os candidatos começam em 1º de fevereiro de 2016.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Mais três republicanos entram na corrida à Casa Branca

De olho no voto evangélico, o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, um conservador em questões sociais, lançou hoje sua campanha à candidatura do Partido Republicano na eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos. Ontem, foi a vez da executiva Carly Fiorina e o neurocirurgião aposentado Ben Carson.

Enquanto no Partido Democrata a candidatura da ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton parece imbatível, no campo republicano, a expectativa hoje é que a disputa envolva oito ou nove candidatos.

Além dos três citados acima, aspiram a candidatura republicana três senadores eleitos com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá: Ted Cruz, Rand Paul e Marco Rubio. Cruz e Rubio têm ascendência cubana. Os favoritos, o ex-governador da Flórida Jeb Bush e o governador de Wisconsin, Scott Walker, ainda não se lançaram, assim como o governador de Nova Jérsei, Chris Christie.

Huckabee, de 60 anos, disputou a canditadura republicana em 2008, quando ficou em segundo na contagem de delegados à convenção nacional do partido e em terceiro no voto popular o no número de estados onde venceu nas eleições primárias, atrás do senador John McCain e do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. McCain perdeu para Obama em 2008 e Romney em 2012.

Na propaganda na Internet, Huckabee promete defender o direito de andar armado e lutar contra novas leis, registros e regulamentações para comprar e portar armas. Ele defende o reforço do patrulhamento nas fronteiras e é contra a anistia para imigrantes ilegais decretada pelo presidente Barack Obama.

"A educação é uma função da família e não do governo federal", argumenta Huckabee. "As decisões educacionais são melhores quando feitas pelas autoridades mais próximas, pais e mães." Em economia, acrescenta, "eu acredito em autossuficiência": "Um país que não é capaz de se alimentar, produzir combustíveis por si próprio e se defender não pode ser verdadeiramente livre."

As duas candidaturas lançadas ontem, de Carson e Fiorina, ambos distantes das máquinas partidárias de Washington, são consideradas marginais, sem chance real de obter a indicação.

Carly Fiorina, de 60 anos, foi diretora-presidente da empresa de alta tecnologia Hewlett-Packard, de onde saiu com fama de autoritária e arrogante. Seu papel na campanha será denunciar a burocracia, a esclerose das máquinas partidárias e as políticas do Partido Democrata contrárias à economia de mercado.

Fiorina já responsabilizou o excesso de regulamentação pela falta d'água na Califórnia e acusa o governo Obama de não ter eliminado nenhuma dificuldade burocrática ao empreendorismo, que considera a solução para todos os problemas do país. Em entrevista à rede de televisão ABC, ela disse que é "a melhor pessoa" para governar os EUA porque entende "como a economia funciona".

Ben Carson é o único negro até agora na corrida à Casa Branca. Neurocirurgião renomado internacionalmente, ele anunciou ontem num discurso em Detroit. Ele é adventista, tem 63 anos e foi condecorado pelo então presidente George W. Bush com a Medalha da Liberdade, a maior honraria civil do governo dos EUA.

Crítico da reforma da saúde pública feita pelo governo Obama, Carson chegou a dizer em 2013 que "foi a pior coisa que aconteceu neste país desde a escravidão". Ao lançar sua candidatura, declarou que "muitos americanos têm medo de dizer o que pensam" e que é hora de repensar as lições dos fundadores do país "para podermos ser livres".

As eleições primárias e convenções estaduais do Partido Republicano serão realizadas de 18 de janeiro a 7 de junho de 2016. A convenção nacional que vai oficializar a candidadura à Casa Branca está marcada para 18 a 21 de julho em Cleveland, no estado de Ohio, decisivo para a vitória na eleição presidencial, em 8 de novembro.