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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Doutrina Trump explica crise diplomática com o Brasil

Ao impor as maiores tarifas depois da China, enquadrar organizações criminosas como terroristas, tentar enviar diplomatas para questionar o sistema eleitoral brasileiro e cassar o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, o governo Donald Trump deixa clara a intenção de interferir nas eleições brasileiras para apoiar a extrema direita.

A campanha eleitoral começa aqui oficialmente em 16 de agosto. Novas agressões de Washington, especialmente do secretário de Estado, Marco Rubio, devem marcar a tentativa de eleger um governo aliado e subserviente no maior e mais rico país da América Latina, o único pais importante da região governado pela esquerda.

Trump lidera um movimento neofascista. Seu guru, Steve Bannon, se apresenta como um "leninista de direita". Quer criar uma Internacional Neofascista com partidos de extrema direita da América e da Europa. O Brasil é no momento o principal alvo dessa estratégia. 


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terça-feira, 10 de maio de 2016

Turquia retira acusações contra homem que matou piloto da Rússia

Um promotor público da Turquia anulou todas as acusações contra Alparsian Celik, acusado de matar um piloto da Força Aérea da Rússia depois que seu avião foi abatido na guerra civil da Síria, informou hoje o boletim de notícias World Bulletin.

Celik seria militante de um grupo de sírios do povo turcomeno que estaria sendo bombardeado pelo avião de guerra russo quando este foi derrubado, em 24 de novembro de 2015, deflagrando um conflito diplomático entre os dois países não resolvido até hoje.

A polícia turca prende Celik e outros ativistas num restaurante na cidade de Izmir no fim de março, e apreendeu revólveres e munição com eles. O gesto foi apreciado em Moscou, mas a decisão de libertá-lo sem julgamento certamente vai irritar as autoridades do Kremlin, atrasando a normalização das relações entre os dois países.

Como país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), se a Turquia fosse atacada pela Rússia, a aliança atlântica teria a obrigação de reagir.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Israel admite que embaixador nomeado não será aceito no Brasil

Israel já admite que Dani Dayan, designado há seis meses embaixador no Brasil, não será aceito pelo governo brasileiro por ser líder dos colonos assentados ilegalmente nos territórios árabes ocupados. O reconhecimento é do deputado Tzachi Hanegbi, presidente da Comissão de Defesa e Relações Exteriores da Knesset, o Parlamento israelense, noticiou hoje o jornal The Times of Israel.

"Não precisamos nos iludir. Dani Dayan não será embaixador no Brasil. Condenamos o comportamento do Brasil", declarou o deputado, um aliado próximo do primeiro-ministro linha-ura Benjamin Netanyahu durante um debate na comissão. Ele prometeu a Dayan a representação num país da "mesma importância".

A deputada Anat Berko, do partido Likud, do primeiro-ministro, manifestou a preocupação de que a decisão brasileira crie um precedente e leve outros países a impor quem devem ser os diplomatas de Israel.

Presente no debate, o diretor para a América Latina do Ministério do Exterior de Israel, Moti Efraim, alegou "ainda estar esperando uma resposta oficial de Brasília, embora esta seja uma situação sem precedentes".

Apesar da recusa, Netanyahu se nega a retirar a indicação e a nomear outro embaixador em Brasília. O Itamaraty afirma que o primeiro-ministro israelense violou a tradição diplomática de sondar as autoridades do país antes de indicar o embaixador.

As relações entre os dois países estão abaladas desde que o Brasil reconheceu a independência da Palestina, em 3 de dezembro de 2010, e em crise diplomática desde que o Brasil chamou para consultas seu embaixador em Israel em protesto contra a guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza, em julho de 2014.

Na época, o porta-voz da chanceleria israelense, Yigal Palmor, chamou o Brasil de "anão diplomático". Ele foi afastado, mas não diria isso sem autorização de seus superiores.

Por reconhecer a independência da Palestina, o Brasil não poderia aceitar um embaixador que foi líder dos colônias ilegais da Cisjordânia ocupada. Netanyahu é aliado de partidos favoráveis à anexação dos territórios ocupados, o que inviabilizaria a criação de um país independente para os palestinos.

Antes das últimas eleições, o primeiro-ministro prometeu que, se fosse reeleito, "jamais será criado um Estado palestino".

Israel enfrenta no momento uma nova revolta palestina, a chamada intifada das facas. Na semana passada, quando o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, atribuiu a violência à estagnação do processo de paz, Netanyahu reagiu afirmando que o chefe da ONU estava defendendo "terroristas". É sua forma de deslegitimar o movimento nacional palestino depois de quase 50 anos de ocupação.

Em 30 de janeiro, o ministro do Exterior da França, Laurent Fabius, prometeu novos esforços diplomáticos para relançar as negociações de paz entre israelenses e palestinos. Se não houver avanços no processo de paz, a França ameaça reconhecer a independência da Palestina na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com capital no setor árabe de Jerusalém.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Reino Unido fecha embaixada no Irã

Em retaliação contra a invasão de sua embaixada em Teerã ontem, o Reino Unido fechou hoje sua representação diplomática no Irã, expulsou os diplomatas iranianos e mandou o regime fundamentalista fechar sua embaixada em Londres até sexta-feira.

A Alemanha retirou seu embaixador do Irã, alegando que a violação da imunidade dimplomática da representação britânica é inaceitável.

Os manifestantes iranianos, ligados à milícia Bassij, o braço semiclandestino da Guarda Revolucionária, protestavam contra as últimas sanções econômicas adotadas pelos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá  contra a república islâmica, acusada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de estar desenvolvendo armas nucleares.

Essas sanções proíbem relações com o banco central do Irã, isolando financeiramente o país.

A ameaça nuclear iraniana provocou um debate público em Israel sobre a possibilidade de lançar um ataque contra as instalações atômicas da república islâmica. O jornal inglês The Guardian noticiou que as Forças Armadas britânicas estavam se preparando para um possível ataque ao Irã.

Em princípio, os britânicos só entrariam em ação no caso de uma intervenção militar americana. Ontem, advertiram a teocracia iraniana que a invasão à embaixada "terá consequências".