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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Trump e Rubio querem derrubar regimes da Venezuela e de Cuba

O presidente Donald Trump reuniu o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos nesta noite para discutir os próximos passos do que parece uma tentativa de derrubar o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e por tabela o regime comunista de Cuba.

Trump deu um ultimato em 21 de novembro. Pressionou Maduro a renunciar em uma semana. O ditador venezuelano aceitou, em princípio, a ideia de ir para o exílio, mas exigiu anistia para si, a familía e mais de 100 altos dirigentes venezuelanos.

Em agosto, os EUA começaram a enviar navios de guerra para perto da costa da Venezuela sob o pretexto de combater o tráfico de drogas. O maior navio de guerra do mundo, o porta-aviões Gerald Ford, chegou em novembro. Hoje, há 11 navios da Marinha com 15 mil soldados dos EUA a bordo.

É uma força-tarefa formidável. Indica que os objetivos de Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio, de origem cubana, vão muito além do narcotráfico. A Venezuela não é um dos países mais importantes no tráfico de drogas para os EUA. Mas é pouco provável uma invasão em larga escala, com uma operação terrestre. Morreriam muitos norte-americanos, o que provocaria uma forte reação interna nos EUA, inclusive dos partidários de Trump, que são isolacionistas. Não querem o país envolvido em guerras no exterior.

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terça-feira, 19 de setembro de 2017

OEA condena morte de preso político na Venezuela

A Organização dos Estados Americanos (OEA) protestou ontem contra a ditadura de Nicolás Maduro por causa da morte de um preso político na Venezuela no domingo passado. Carlos Andrés García estava detido há nove meses.

"Condenamos a flagrante violação dos direitos humanos pelo regime da Venezuela, que causou a morte do vereador Andrés García", declarou no Twitter o secretário-geral da OEA, o ex-ministro do Exterior do Uruguai Luis Almagro, horas depois da morte.

Em 8 de agosto, o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos denunciou os "crimes contra a humanidade" cometidos pelo governo Maduro na repressão à onda de manifestações de protesto iniciada em abril. Pelo menos 124 pessoas morreram, mais de 160 de acordo com a oposição.

García não recebeu tratamento médico e uma ordem judicial para libertá-lo por razões humanitárias foi ignorada.

Desde as manifestações de fevereiro de 2014, o número de presos políticos chegou a cerca de 600, acusa a organização de defesa dos direitos humanos Foro Legal.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Venezuela culpa Trump pela escassez de alimentos e medicamentos

A presidente da Assembleia Nacional Constituinte ilegal e ilegítima da Venezuela, a ex-chanceler Delcy Rodríguez, declarou no domingo que o regime chavista não tem dinheiro para pagar por alimentos e medicamentos que estariam em navios próximos do litoral do país por causa das sanções econômicas impostas na semana passada pelos Estados Unidos.

"Tendo barcos na costa carregados com medicamentos e alimentos, a Venezuela não tem como pagar por esses bens essenciais para a sociedade venezuelana. Por quê? Porque há um bloqueio financeiro contra o país", afirmou Delcy Rodríguez diante da Comissão da Verdade da Constituinte, que investiga as mortes ocorridas em protestos contra a ditadura de Nicolás Maduro.

Para o regime chavista, a culpa é sempre dos EUA, como se o país não tivesse importado petróleo num valor total estimado em US$ 300 bilhões desde a ascensão de Hugo Chávez ao poder, em 1999, 30% de um total estimado em US$ 1 trilhão. E o país não tem dinheiro para comprar papel higiênico.

Nas palavras da presidente da Constituinte de Maduro, que usurpou os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente, "se acaba de formalizar o bloqueio financeiro contra a Venezuela" para levar o país a "cessar pagamentos internacionais e agudizar a agressão econômica contra o povo venezuelano".

O governo Donald Trump proibiu na sexta-feira a compra e a negociações de novos bônus da dívida pública da Venezuela de 30 ou mais dias e de novos bônus da companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA) de 90 ou mais dias. Os títulos já emitidos, que estão em negociação no mercado secundário, não serão afetados.

A escassez de alimentos é muito anterior às sanções de Trump. É resultado das políticas econômicas equivocadas do "socialismo do século 21" proposto por Chávez e destruído por Maduro, sobretudo dos controles de preços e câmbio.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Venezuela de Maduro deixa OEA e se isola ainda mais

Por orientação do presidente Nicolás Maduro, cada vez mais acuado e isolado, a Venezuela vai deixar a Organização dos Estados Americanos (OEA) para evitar qualquer tipo de "intervencionismo", anunciou ontem a ministra do Exterior, Delcy Rodríguez, noticiou o jornal El Nacional. O processo deve durar 24 meses.

A chanceler venezuelana citou o exemplo de Cuba, excluída por causa da natureza antidemocrática do regime comunista, que descreveu como "revolucionário", e acusou uma "coalizão intervencionista" de agir para desestabilizar a Venezuela.

Com inflação de 800%, queda do produto interno bruto estimada em 19% no ano passado e desabastecimento generalizado, a Venezuela enfrenta a pior crise econômica de sua história recente.

Enquanto paga bilhões de dólares em juros de bônus da estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA) e dos títulos da dívida pública do país para evitar o calote, o governo Maduro não é capaz de garantir o suprimento de produtos básicos. Faltam papel higiênico, medicamentos, alimentos básicos, farinha de trigo, óleo comestível. Os venezuelanos ficam horas em filas em busca de preços menores ou produtos escassos.

Pelo menos 30 pessoas morreram na atual onda de protestos iniciada em 6 de abril depois que o Tribunal Supremo de Justiça tentou dissolver a Assembleia Nacional, dominada pela oposição, e usurpar seus poderes legislativos, impondo na prática uma ditadura de Maduro.

Sob pressão interna e externa, o presidente recuou, mas acusa a burguesia nacional de conspirar com potências estrangeiras, notadamente os Estados Unidos, para derrubar o regime chavista. Entre as medidas de "resistência", prometeu ampliar os chamados "coletivos", as milícias da revolução bolivarista, responsáveis por várias mortes nos últimos dias.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

"Querem me matar", diz mulher de oposicionista preso na Venezuela

Um dia depois do assassinato de um líder municipal do partido de oposição Ação Democrática (AD) que estava a seu lado num comício, Lilian Tintori acusou o regime chavista da Venezuela de tentar matá-la, noticiou hoje o jornal espanhol El País.

"Querem me matar", afirmou Lilian, mulher de Leopoldo López, condenado a 14 anos de prisão sob a falsa acusação de incitar à violência durante uma onda de protestos em fevereiro de 2014. "O sangue espirrou em mim."

Lilian Tintori participava de um ato da campanha para as eleições parlamentares de 6 de dezembro, quando o regime deve perder a maioria na Assembleia Nacional pela primeira vez desde a ascensão de Hugo Chávez.

"Ainda estávamos no palanque. Rummi [Olivo, um cantor popular] ia começar a cantar e, naquele momento, se escutou muito de perto uma rajada de metralhadora de dez tiros. Nós nos atiramos no chão e eu fiquei me tocando porque sentia que eram contra mim. Querem me matar", insistiu Lilian.

No ataque, morreu o secretário-geral do diretório municipal da AD em Altagracia de Orituco, Luis Manuel Díaz, e outra pessoa saiu ferida. O secretário-geral nacional do partido, Henrt Ramos Allup, declarou que os tiros partiram de um carro de militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Em discurso, o presidente Nicolás Maduro definiu o assassinato de um político no palanque como crime comum: "O Ministério do Interior já tem elementos que mostram um acerto de contas entre quadrilhas rivais."

A conselho de Ramos Allup, Tintori passou a noite no estado de Guárico.

Para o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o ex-ministro do Exterior uruguaio Luis Almagro, o assassinato foi "uma ferida mortal na democracia" e não é um caso isolado: "Acontece de forma conjunta com ataques a outros dirigentes de oposição em uma estratégia para amedrontá-los. É hora de pôr fim ao medo. Cada morte na Venezuela hoje dói em toda a América."

Maduro ficou furioso. Chamou Almagro, ex-chanceler do governo esquerdista de José Mujica, de "lixo", acusando-se de agir "contra a Venezuela, contra o povo e contra a revolução bolivarista".

Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado americano, John Kirby, considerou o assassinato a maior violência de uma campanha eleitoral marcada por ataques e intimidações - e pediu proteção aos candidatos. Em Madri, o ministro do Exterior da Espanha, José Luis García, pediu uma investigação independente e garantias de que as eleições serão livres e limpas.

O Parlamento Europeu aprovou o envio de comissão para supervisionar as eleições. A missão de "acompanhamento" da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) condenou a morte e cobrou uma "investigação profunda".

sexta-feira, 21 de março de 2014

Brasil se omite nas crises internacionais

Um país que ambiciona ser membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, como o Brasil, deveria se manifestar em todas as situações de risco à paz, a começar pela guerra civil na Síria, em que a omissão é cruel e injustificável diante de 140 mil mortes nos últimos três anos.

De que adianta a "responsabilidade ao proteger" defendida pela presidente Dilma Rousseff num de seus pronunciamentos na Assembleia Geral da ONU, se a sociedade internacional não consegue articular uma proposta de solução para a guerra civil síria?

No caso da Ucrânia, há o medo de ferir a sensibilidade do novo czar de todas as Rússias, Vladimir Putin, nosso sócio no heterogêneo grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Bastaria reafirmar dois princípios básicos da política externa brasileira: o repúdio ao uso da força para resolver conflitos e mudar fronteiras; e a consequente defesa de uma solução negociada política e diplomaticamente. Uma simples declaração ou reafirmação de princípios.

A maior omissão é na Venezuela, onde a crise se agrava. Ao votar contra a proposta do Panamá para discutir a crise venezuelana na Organização dos Estados Americanos (OEA), o Brasil reafirmou sua posição resolver as crises da América Latina entre os latino-americanos.

Até aí, tudo bem. Mas a nota da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) limitou-se a apoiar o presidente Nicolás Maduro, avalizando a violenta repressão policial contra as manifestações de protesto.

Aparentemente o Brasil e os aliados de Maduro apostaram no esvaziamento das manifestações de protesto. Com inflação de 56%, desabastecimento de 28% das mercadorias, altas taxas de criminalidade e a violência das milícias chavistas e de grupos da oposição, isso não vai acontecer, só com um grande diálogo nacional.

Como não há o menor clima para o diálogo na Venezuela, uma intermediação externa é fundamental para evitar o agravamento da crise. Ela não vai se resolver sozinha. Se a presidente Dilma Rousseff não tem espírito, poderia mandar o ex-presidente Lula como enviado especial. 

Mesmo tendo apoiado a candidatura de Maduro, por ser de esquerda, Lula é um dos poucos líderes com autoridade e prestígio dentro do regime bolivarista para dizer algumas verdades a Maduro e ao presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, se tiver peito e coragem para advertir que a revolução está em risco e a melhor saída é a democracia.

Um acordo aceitável pelos dois lados na Venezuela exige o fim das políticas econômicas fracassadas antiliberais, anticapitalistas e antimercado do "socialismo do século 21", o fim da censura e o desarmamento das milícias chavistas em troca de um compromisso da oposição de manter os programas sociais, as misiones de Chávez, o resultado positivo da revolução bolivarista, e de respeitar os prazos constitucionais para convocar um referendo revogando o mandato de Maduro.

O maior obstáculo a um acordo é a militarização do regime sob a influência de Cuba. Seria o fim da revolução. Mas é melhor do que a guerra civil.