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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Bandeira de Cuba tremula em Washington

Com a reabertura das embaixadas, os Estados Unidos e Cuba reataram hoje as relações diplomáticas, rompidas há 54 anos, depois da vitória da revolução liderada por Fidel Castro. 

Em Washington, a bandeira cubana foi hasteada numa cerimônia com a presença de centenas de pessoas. Pouco antes, foi colocada na entrada do Departamento de Estado.

A embaixada dos EUA em Havana abriu logo depois da meia-noite sem uma cerimônia oficial. O secretário de Estado americano, John Kerry, visita Cuba em 14 de agosto para celebrar o reatamento. Ainda não há um embaixador indicado. A maioria oposicionista no Senado ameaça dificultar e nomeação.

No auge da Guerra Fria, de 14 a 27 de outubro de 1962, a tentativa de instalação de mísseis nucleares soviéticos em Cuba deixou o mundo mais perto do que nunca de uma guerra nuclear entre os EUA e a União Soviética.

A ruptura de relações diplomáticas era anterior, de 3 de janeiro de 1961. Em 17 de dezembro de 2014, o presidente Barack Obama e o ditador Raúl Castro anunciaram o reatamento.

O pleno restabelecimento das relações bilaterais ainda dependem do fim do embargo econômico imposto pelos EUA em retaliação à estatização de propriedades de americanos na ilha. Isso depende do Congresso dos EUA, onde a oposição conservadora é maioria.

terça-feira, 30 de junho de 2015

EUA e Cuba reabrem embaixadas

Os Estados Unidos e Cuba fecharam um acordo a ser anunciado em 1º de julho de 2015 para autorizar a reabertura de suas embaixadas, pondo fim formalmente à ruptura de relações diplomáticas, ocorrida em 1961, noticiou a agência Associated Press (AP). 

A reabertura reflete o desejo dos EUA de normalizar as relações com a América Latina e o de Cuba de ampliar suas oportunidades no momento em que sua maior aliada, a Venezuela, enfrenta uma série crise econômica.

Em 17 de dezembro de 2014, depois de um ano e meio de negociações secretas, os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciaram o reatamento.

O embargo econômico imposto a partir de 1960 em resposta à estatização de propriedades de americanos na ilha é desde 1992 lei aprovada pelo Congresso dos EUA. Só o Congresso pode revogá-lo e a oposição conservadora tem maioria na Câmara e no Senado.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

EUA, França e Reino Unido fecham embaixadas no Iêmen

A Embaixada dos Estados Unidos no Iêmen foi fechada e todos seus funcionários saíram do país. O governo dos EUA está apelando a todos os americanos para que saiam do Iêmen. Antes de embarcar, os fuzileiros americanos tiveram suas armas e veículos confiscados pelos rebeldes hutis que tomaram o poder no país.

O Reino Unido e a França também anunciaram o fechamento de suas embaixadas em Saná. A Alemanha deve fazer o mesmo hoje.

Mais pobre entre os países árabes, o Iêmen está em crise desde a queda do presidente Ali Abdala Saleh na Primavera Árabe, em 2011. Uma rebelião dos xiitas da minoria zaidita, que historicamente dominaram o antigo Iêmen do Norte, ocupou a capital em setembro e, no mês passado, assumiu todos os poderes do Estado.

Além dos rebeldes hutis que tomaram o poder, a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita. É alvo frequente de bombardeios aéreos de drones dos EUA. Com o fechamento da embaixada, esta operação fica prejudicada.

Parte dos jihadistas abandou Al Caeda e a liderança do médico egípcio Ayman al-Zawahiri e jurou lealdade ao Estado Islâmico, mas Al Caeda ainda é o grupo jihadista dominante no Iêmen.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Abu Anas al-Libi chega aos EUA

O terrorista Nazih Abdul-Hamed al-Rukai, mais conhecido como Abu Anas al-Libi, capturado por um comando especial das Forças Armadas dos Estados Unidos há nove dias na Líbia, chegou hoje a Nova York, onde amanhã será apresentado à Justiça.

Al-Libi é considerado um dos principais líderes da rede terrorista Al Caeda e é acusado por organizar os atentados contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998, em que mais de 200 pessoas foram mortas.

Sua captura provocou a revolta de milícias fundamentalistas líbias que ajudaram a derrubar, há dois anos, o ditador Muamar Kadafi, que chegaram a sequestrar por algumas horas na quinta-feira passada o primeiro-ministro interino da Líbia, Ali Zeidan, acusando-o de conivência com a operação militar dos EUA.