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sábado, 7 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 7 de Março

 DINASTIA DOS ROMANOV

    Em 1613, Miguel Romanov se torna czar da Rússia. É o primeiro da Dinastia Romanov, que governa a Rússia por três séculos, até a Revolução de Fevereiro de 1917.

Filho de Fiódor Nikitich Romanov, Miguel é parente do último czar da Dinastia Rurik, Fiódor I (1584-98). Seu avô Nikita Romanov era tio materno de Fiódor. Quando a Assembleia da Terra se reúne para escolher um novo czar depois de um período problemático, de caos, desordem interna, invasão estrangeira e troca de líderes, elege Miguel Romanov.

Quando seu pai, que é obrigado a se tornar um monge, fica livre, se torna patriarca da Igreja Ortodoxa e conselheiro do governo do filho. Até sua morte, em 1633, domina o governo Miguel Romanov. Amplia o contato econômico, diplomático e cultural com a Europa Ocidental. Usa a Assembleia da Terra como órgão consultivo. Reforma a estrutura dos governos locais para aumentar a autoridade do goveno central. E fortalece a instituição da servidão.

NASCE MAURICE RAVEL

    En 1875, nasce em Cibouri, na França, o compositor Maurice Ravel,  conhecido por seu perfeccionismo de forma e estilo.

Filho de pai suíço e mãe basca, Joseph Maurice Ravel é de uma família que cultiva a cultura e as artes. Ele mostra interesse pela música aos 7 anos. Aos 14 anos, em 1889, entra para o Conservatório de Paris, onde fica até 1905, época em que compõe algumas de suas grandes obras. É um raro compositor que revela maturidade desde a juventude. 

Ravel é influenciado pelos compositores Claude Debussy, Wolfgang Amadeus Mozart, Franz Liszt e Johann Strauss. Sua obra mais famosa, o Bolero de Ravel, é a música francesa mais tocada no mundo. A composição é encomendada pela bailarina Ida Rubinstein. Estreia na Ópera de Paris em 1928.

PATENTE DO TELEFONE

    Em 1876, o inventor escocês naturalizado norte-americano Alexander Graham Bell recebe a patente do telefone. 

Graham Bell pede o registro da patente do telefone em 14 de fevereiro. Ele não gosta da nova tecnologia. Não tem um aparelho instalado em seu escritório.

Dentro dos próximos 20 anos, o telefone é aperfeiçoado até se transformar num instrumento fundamental à vida moderna. Com a invenção do transístor, em 1947, e a miniaturização dos circuitos, hoje temos telefones inteligentes que são computadores de mão, cada vez mais indispensáveis, embora possam ser substituídos em breve por instrumentos de realidade virtual.

BEATLEMANIA

    Em 1964, o voo 101 da companhia aérea PanAm chega ao Aeroporto John Kennedy, em Nova York, vindo de Londres com The Beatles a bordo, no início da primeira excursão aos Estados Unidos da banda, recebida por 3 mil fãs enlouquecidos, no começo da Beatlemania.

Dois dias depois, os Beatles se apresentam no programa Ed Sullivan Show para uma audiência de 73 milhões de telespectadores na televisão dos EUA. Imediatamente, foram contratados para mais dois programas.

Os Beatles fazem um show no Coliseum, em Washington, em 11 de fevereiro, e dois no Carnagie Hall, em Nova York, onde a polícia tem de isolar a área por causa da histeria das fãs, antes de voltar a Londres em 22 de fevereiro.


DOMINGO SANGRENTO EM SELMA

    Em 1965, a policia do estado do Alabama ataca com cassetetes e gás lacrimogênio uma marcha pacífica de 650 manifestantes pelos direitos civis dos negros que tentava atravessar uma ponte em Selma rumo a Montgomery, a capital do estado. É o Domingo Sangrento da luta contra a segregação racial nos Estados Unidos.
A primeira marcha é liderada por James Bevel, diretor de ação direta da Conferência da Liderança Cristã Sulista, na luta pelo direito de voto dos negros e em protesto contra a morte do ativista Jimmie Lee Jackson.

A caminhada de 86 quilômetros ia de Selma até Montgomery, a capital do Alabama, um dos estados mais pobres, conservadores e racistas dos Estados Unidos. 

Quando os manifestantes cruzam a ponte Edmund Pettus, nos arredores de Selma, recebem a ordem de se dispersar. Momentos depois, a polícia os ataca com chicotes, cassetetes e gás lacrimogêneo. Dezessete manifestantes são hospitalizados.

A violência sai na televisão e na imprensa, gerando manifestações de protesto em 80 cidades. 

A segunda marcha acontece em 9 de março. Sob a liderança do reverendo Martin Luther King Jr., o grande herói da luta pacífica do movimento negro nos EUA, 2 mil manifestantes marcham pela mesma ponte. Quando manifestantes e a polícia ficam frente a frente, a polícia abre caminho para os manifestantes, mas Luther King os guia de volta para a igreja.

Em 15 de março, o presidente Lyndon Johnson fala na necessidade de reformar a lei eleitoral para dar o direito de voto aos negros. A Lei do Direito de Voto é aprovada cinco meses depois.

A terceira marcha começa em 16 de março sob a proteção de 2 mil soldados do Exército dos EUA, 1,9 mil da Guarda Nacional do Alabama e agentes do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal do país. 

Os manifestantes caminham 16 quilômetros pela estrada conhecida no Alabama como Rodovia Jefferson Davis, o nome do presidente dos Estados Confederados da América, que tentam se separar da União na Guerra da Secessão (1861-65) para manter a escravidão.

Sob a liderança do Dr. King e do futuro deputados John Lewis, entre outros líderes do movimento negro, 25 mil pessoas chegam a Montgomery em 24 de março e ao Capitólio do Alabama no dia seguinte. A manifestação leva à aprovação do Lei dos Direitos de Voto. A rota é imortalizada com a Trilha de Selma a Montgomery pelo Direito de Voto, uma das trilhas históricas nacionais dos EUA.

Em 2023, o presidente Joe Biden participa da manifestação em Selma, numa preparação para o lançamento de sua candidatura à reeleição em 2024, abortado pelo seu fracasso no debate com o então ex-presidente Donald Trump.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 7 de Fevereiro

 DINASTIA DOS ROMANOV

    Em 1613, Miguel Romanov se torna czar da Rússia. É o primeiro da Dinastia Romanov, que governa a Rússia por três séculos, até a Revolução de Fevereiro de 1917.

Filho de Fiódor Nikitich Romanov, Miguel é parente do último czar da Dinastia Rurik, Fiódor I (1584-98). Seu avô Nikita Romanov era tio materno de Fiódor. Quando a Assembleia da Terra se reúne para escolher um novo czar depois de um período problemático, de caos, desordem interna, invasão estrangeira e uma troca de líderes, elege Miguel Romanov.

Quando seu pai, que é obrigado a se tornar um monge, fica livre, se torna patriarca da Igreja Ortodoxa e conselheiro do governo do filho. Até sua morte, em 1633, domina o governo Miguel Romanov. Amplia o contato econômico, diplomático e cultural com a Europa Ocidental. Usa a Assembleia da Terra como órgão consultivo. Reforma a estrutura dos governos locais para aumentar a autoridade do goveno central. E fortalece a instituição da servidão.

EMBARGO A CUBA

    Em 1962, o presidente John Kennedy decreta novas medidas de boicote à Revolução Cubana e impõe um embargo econômico total à ilha, que completa hoje 64 anos. O regime comunista cubano e aliados chamam de "bloqueio", mas não é um bloqueio naval como o que foi imposto durante a Crise dos Mísseis Nucleares Soviéticos em Cuba, em outubro do mesmo ano.

Logo após a vitória da revolução, em 1º de janeiro de 1959, o comandante Fidel Castro tenta uma aproximação e visita os Estados Unidos, mas em plena Guerra Fria é visto como esquerdista em Washington.

Quando o presidente Dwight Eisenhower proíbe as empresas norte-americanas de vender petróleo a Cuba, Fidel nacionaliza três refinarias sem compensação. Em 19 de outubro de 1960, Eisenhower proíbe exportações para Cuba, menos de alimentos e medicamentos. 

Três meses depois da posse de Kennedy, a fracassada tentativa de invasão da Baía dos Porcos, em abril 1961, afasta ainda mais os dois países. Cuba pede proteção à União Soviética.

Em 1962, Kennedy impõe um embargo total em fevereiro e ameaça invadir a ilha durante a Crise dos Mísseis Soviéticos em Cuba, de 14 a 27 de outubro.

Só em 1992, com a Lei da Democracia em Cuba, do deputado Robert Torricelli, o embargo é lei aprovada pelo Congresso. Assim, só pode ser revogado pelo Congresso. A Lei Helms-Burton, de 1996, aperta ainda mais o embargo e exige a realização de eleições democráticas para normalizar as relações entre os dois países.

BEATLEMANIA

    Em 1964, o voo 101 da companhia aérea PanAm chega ao Aeroporto John Kennedy, em Nova York, vindo de Londres com The Beatles a bordo, no início da primeira excursão aos Estados Unidos da banda, recebida por 3 mil fãs enlouquecidos. É o começo da Beatlemania e da Invasão Britânica, que continua com superbandas como The Rolling Stones, The Who, Pink Floyd e Led Zeppelin.

Dois dias depois, os Beatles se apresentam no programa Ed Sullivan Show para uma audiência de 73 milhões de telespectadores na televisão dos EUA. Imediatamente, são contratados para mais dois programas.

Os Beatles fazem um show no Coliseum, em Washington, em 11 de fevereiro, e dois no Carnagie Hall, em Nova York, onde a polícia tem de isolar a área por causa da histeria das fãs, antes de voltar a Londres em 22 de fevereiro.


REI DA JORDÂNIA

    Em 1999, poucas horas depois da morte do pai, o rei Abdula II ascende ao trono do Reino Hachemita da Jordânia. A palavra hachemita significa que supostamente a dinastia descende diretamente do profeta Maomé.

Filho mais velho do rei Hussein, Abdula nasce em Amã, a capital do país, em 30 de janeiro de 1962, e é considerado o príncipe herdeiro até os 3 anos de idade, quando, em meio a uma crise no Oriente Médio, Hussein nomeia o irmão, príncipe Hassan, como herdeiro do trono.

Abdula estuda nos Estados Unidos e no Reino Unido, onde se forma na prestigiada Academia Militar Real de Sandhurst. Em 1993, ele se casa com a palestina Rania al-Yassin. No ano seguinte, se torna comandante das Forças Especiais, posto que ocupa até se tornar rei. Semanas antes de morrer, seu pai o nomeia príncipe herdeiro.

MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA

    Em 2023, LeBron James, o Rei James, se torna o maior cestinha da história da NBA (Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos), superando o recorde de Kareem Abdul Jabbar (38.387).

LeBron Raymone James nasce em Akron, no estado de Ohio, em 30 de dezembro de 1984. É um prodígio do basquete desde a escola. Com a Saint Vincent–Saint Mary High School, é três vezes campeão em quatro anos do campeonato estadual de Ohio. Em 2003, é contratado pelo Cleveland Cavaliers.

Um dos maiores jogadores de basquete da história, LeBron conquista quatro títulos da NBA, com o Miami Heat (2012 e 2013), o Cleveland Cavaliers (2016) e o Los Angeles Lakers (2020). Em 2024, passa a marca de 40 mil pontos. A televisão ESPN o considera o segundo melhor da história, atrás apenas de Michael Jordan.

sexta-feira, 7 de março de 2025

Hoje na História do Mundo: 7 de Março

  DINASTIA DOS ROMANOV

    Em 1613, Miguel Romanov se torna czar da Rússia. É o primeiro da Dinastia Romanov, que governa a Rússia por três séculos, até a Revolução de Fevereiro de 1917.

Filho de Fiódor Nikitich Romanov, Miguel é parente do último czar da Dinastia Rurik, Fiódor I (1584-98). Seu avô Nikita Romanov era tio materno de Fiódor. Quando a Assembleia da Terra se reúne para escolher um novo czar depois de um período problemático, de caos, desordem interna, invasão estrangeira e troca de líderes, elege Miguel Romanov.

Quando seu pai, que é obrigado a se tornar um monge, fica livre, se torna patriarca da Igreja Ortodoxa e conselheiro do governo do filho. Até sua morte, em 1633, domina o governo Miguel Romanov. Amplia o contato econômico, diplomático e cultural com a Europa Ocidental. Usa a Assembleia da Terra como órgão consultivo. Reforma a estrutura dos governos locais para aumentar a autoridade do goveno central. E fortalece a instituição da servidão.

NASCE MAURICE RAVEL

    En 1875, nasce em Cibouri, na França, o compositor Maurice Ravel,  conhecido por seu perfeccionismo de forma e estilo.

Filho de pai suíço e mãe basca, Joseph Maurice Ravel é de uma família que cultiva a cultura e as artes. Ele mostra interesse pela música aos 7 anos. Aos 14 anos, em 1889, entra para o Conservatório de Paris, onde fica até 1905, época em que compõe algumas de suas grandes obras. É um raro compositor que revela maturidade desde a juventude. 

Ravel é influenciado pelos compositores Claude Debussy, Wolfgang Amadeus Mozart, Franz Liszt e Johann Strauss. Sua obra mais famosa, o Bolero de Ravel, é a música francesa mais tocada no mundo. A composição é encomendada pela bailarina Ida Rubinstein. Estreia na Ópera de Paris em 1928.

PATENTE DO TELEFONE

    Em 1876, o inventor escocês naturalizado norte-americano Alexander Graham Bell recebe a patente do telefone. 

Graham Bell pede o registro da patente do telefone em 14 de fevereiro. Ele não gosta da nova tecnologia. Não tem um aparelho instalado em seu escritório.

Dentro dos próximos 20 anos, o telefone é aperfeiçoado até se transformar num instrumento fundamental à vida moderna. Com a invenção do transístor, em 1947, e a miniaturização dos circuitos, hoje temos telefones inteligentes que são computadores de mão, cada vez mais indispensáveis, embora possam ser substituídos em breve por instrumentos de realidade virtual.

EMBARGO A CUBA

    Em 1962, o presidente John Kennedy decreta novas medidas de boicote à Revolução Cubana e impõe um embargo econômico total à ilha, que completa hoje 63 anos. O regime comunista cubano e aliados chamam de "bloqueio", mas não é um bloqueio aeronaval como o que foi imposto durante a Crise dos Mísseis Nucleares Soviéticos em Cuba, em outubro do mesmo ano.

Logo após a vitória da revolução, em 1º de janeiro de 1959, o comandante Fidel Castro tenta uma aproximação e visita os Estados Unidos, mas em plena Guerra Fria é visto como esquerdista em Washington.

Quando o presidente Dwight Eisenhower proíbe as empresas norte-americanas de vender petróleo a Cuba, Fidel nacionaliza três refinarias sem compensação. Em 19 de outubro de 1960, Eisenhower proíbe exportações para Cuba, menos de alimentos e medicamentos. 

Três meses depois da posse de Kennedy, a fracassada tentativa de invasão da Baía dos Porcos, em abril 1961, afasta ainda mais os dois países. Cuba pede proteção à União Soviética.

Em 1962, Kennedy impõe um embargo total em fevereiro e ameaça invadir a ilha durante a Crise dos Mísseis Soviéticos em Cuba, de 14 a 27 de outubro.

Só em 1992, com a Lei da Democracia em Cuba, do deputado Robert Torricelli, o embargo é objeto de lei aprovada pelo Congresso. Assim, só pode ser revogado pelo Congresso. A Lei Helms-Burton, de 1996, apertou ainda mais o embargo e exige a realização de eleições democráticas para normalizar as relações entre os EUA e Cuba.

BEATLEMANIA

    Em 1964, o voo 101 da companhia aérea PanAm chega ao Aeroporto John Kennedy, em Nova York, vindo de Londres com The Beatles a bordo, no início da primeira excursão aos Estados Unidos da banda, recebida por 3 mil fãs enlouquecidos, no começo da Beatlemania.

Dois dias depois, os Beatles se apresentam no programa Ed Sullivan Show para uma audiência de 73 milhões de telespectadores na televisão dos EUA. Imediatamente, foram contratados para mais dois programas.

Os Beatles fazem um show no Coliseum, em Washington, em 11 de fevereiro, e dois no Carnagie Hall, em Nova York, onde a polícia tem de isolar a área por causa da histeria das fãs, antes de voltar a Londres em 22 de fevereiro.


DOMINGO SANGRENTO EM SELMA

    Em 1965, a policia do estado do Alabama ataca com cassetetes e gás lacrimogênio uma marcha pacífica de 650 manifestantes pelos direitos civis dos negros que tentava atravessar uma ponte em Selma rumo a Montgomery, a capital do estado. É o Domingo Sangrento da luta contra a segregação racial nos Estados Unidos.
A primeira marcha é liderada por James Bevel, diretor de ação direta da Conferência da Liderança Cristã Sulista, na luta pelo direito de voto dos negros e em protesto contra a morte do ativista Jimmie Lee Jackson.

A caminhada de 86 quilômetros ia de Selma até Montgomery, a capital do Alabama, um dos estados mais pobres, conservadores e racistas dos Estados Unidos. 

Quando os manifestantes cruzam a ponte Edmund Pettus, nos arredores de Selma, recebem a ordem de se dispersar. Momentos depois, a polícia os ataca com chicotes, cassetetes e gás lacrimogêneo. Dezessete manifestantes são hospitalizados.

A violência sai na televisão e na imprensa, gerando manifestações de protesto em 80 cidades. 

A segunda marcha acontece em 9 de março. Sob a liderança do reverendo Martin Luther King Jr., o grande herói da luta pacífica do movimento negro nos EUA, 2 mil manifestantes marcham pela mesma ponte. Quando manifestantes e a polícia ficam frente a frente, a polícia abre caminho para os manifestantes, mas Luther King os guia de volta para a igreja.

Em 15 de março, o presidente Lyndon Johnson fala na necessidade de reformar a lei eleitoral para dar o direito de voto aos negros. A Lei do Direito de Voto é aprovada cinco meses depois.

A terceira marcha começa em 16 de março sob a proteção de 2 mil soldados do Exército dos EUA, 1,9 mil da Guarda Nacional do Alabama e agentes do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal do país. 

Os manifestantes caminham 16 quilômetros pela estrada conhecida no Alabama como Rodovia Jefferson Davis, o nome do presidente dos Estados Confederados da América, que tentam se separar da União na Guerra da Secessão (1861-65) para manter a escravidão.

Sob a liderança do Dr. King e do futuro deputados John Lewis, entre outros líderes do movimento negro, 25 mil pessoas chegam a Montgomery em 24 de março e ao Capitólio do Alabama no dia seguinte. A manifestação leva à aprovação do Lei dos Direitos de Voto. A rota é imortalizada com a Trilha de Selma a Montgomery pelo Direito de Voto, uma das trilhas históricas nacionais dos EUA.

Em 2023, o presidente Joe Biden participa da manifestação em Selma, numa preparação para o lançamento de sua candidatura à reeleição em 2024, abortado pelo seu fracasso no debate com o então ex-presidente Donald Trump.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 7 de Fevereiro

 DINASTIA DOS ROMANOV

    Em 1613, Miguel Romanov se torna czar da Rússia. É o primeiro da Dinastia Romanov, que governa a Rússia por três séculos, até a Revolução de Fevereiro de 1917.

Filho de Fiódor Nikitich Romanov, Miguel é parente do último czar da Dinastia Rurik, Fiódor I (1584-98). Seu avô Nikita Romanov era tio materno de Fiódor. Quando a Assembleia da Terra se reúne para escolher um novo czar depois de um período problemático, de caos, desordem interna, invasão estrangeira e uma troca de líderes, elege Miguel Romanov.

Quando seu pai, que é obrigado a se tornar um monge, fica livre, se torna patriarca da Igreja Ortodoxa e conselheiro do governo do filho. Até sua morte, em 1633, domina o governo Miguel Romanov. Amplia o contato econômico, diplomático e cultural com a Europa Ocidental. Usa a Assembleia da Terra como órgão consultivo. Reforma a estrutura dos governos locais para aumentar a autoridade do goveno central. E fortalece a instituição da servidão.

EMBARGO A CUBA

    Em 1962, o presidente John Kennedy decreta novas medidas de boicote à Revolução Cubana e impõe um embargo econômico total à ilha, que completa hoje 63 anos. O regime comunista cubano e aliados chamam de "bloqueio", mas não é um bloqueio naval como o que foi imposto durante a Crise dos Mísseis Nucleares Soviéticos em Cuba, em outubro do mesmo ano.

Logo após a vitória da revolução, em 1º de janeiro de 1959, o comandante Fidel Castro tenta uma aproximação e visita os Estados Unidos, mas em plena Guerra Fria é visto como esquerdista em Washington.

Quando o presidente Dwight Eisenhower proíbe as empresas norte-americanas de vender petróleo a Cuba, Fidel nacionaliza três refinarias sem compensação. Em 19 de outubro de 1960, Eisenhower proíbe exportações para Cuba, menos de alimentos e medicamentos. 

Três meses depois da posse de Kennedy, a fracassada tentativa de invasão da Baía dos Porcos, em abril 1961, afasta ainda mais os dois países. Cuba pede proteção à União Soviética.

Em 1962, Kennedy impõe um embargo total em fevereiro e ameaça invadir a ilha durante a Crise dos Mísseis Soviéticos em Cuba, de 14 a 27 de outubro.

Só em 1992, com a Lei da Democracia em Cuba, do deputado Robert Torricelli, o embargo é lei aprovada pelo Congresso. Assim, só pode ser revogado pelo Congresso. A Lei Helms-Burton, de 1996, aperta ainda mais o embargo e exige a realização de eleições democráticas para normalizar as relações entre os dois países.

BEATLEMANIA

    Em 1964, o voo 101 da companhia aérea PanAm chega ao Aeroporto John Kennedy, em Nova York, vindo de Londres com The Beatles a bordo, no início da primeira excursão aos Estados Unidos da banda, recebida por 3 mil fãs enlouquecidos. É o começo da Beatlemania e da Invasão Britânica, que continua com superbandas como The Rolling Stones, The Who, Pink Floyd e Led Zeppelin.

Dois dias depois, os Beatles se apresentam no programa Ed Sullivan Show para uma audiência de 73 milhões de telespectadores na televisão dos EUA. Imediatamente, são contratados para mais dois programas.

Os Beatles fazem um show no Coliseum, em Washington, em 11 de fevereiro, e dois no Carnagie Hall, em Nova York, onde a polícia tem de isolar a área por causa da histeria das fãs, antes de voltar a Londres em 22 de fevereiro.


REI DA JORDÂNIA

    Em 1999, poucas horas depois da morte do pai, o rei Abdula II ascende ao trono do Reino Hachemita da Jordânia. A palavra hachemita significa que supostamente a dinastia descende diretamente do profeta.

Filho mais velho do rei Hussein, Abdula nasce em Amã, a capital do país, em 30 de janeiro de 1962, e é considerado o príncipe herdeiro até os 3 anos de idade, quando, em meio a uma crise no Oriente Médio, Hussein nomeia o irmão, príncipe Hassan, como herdeiro do trono.

Abdula estuda nos Estados Unidos e no Reino Unido, onde se forma na prestigiada Academia Militar Real de Sandhurst. Em 1993, ele se casa com a palestina Rania al-Yassin. No ano seguinte, se torna comandante das Forças Especiais, posto que ocupa até se tornar rei. Semanas antes de morrer, seu pai o nomeia príncipe herdeiro.

MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA

    Em 2023, LeBron James, o Rei James, se torna o maior cestinha da história da NBA (Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos), superando o recorde de Kareem Abdul Jabbar (38.387).

LeBron Raymone James nasce em Akron, no estado de Ohio, em 30 de dezembro de 1984. É um prodígio do basquete desde a escola. Com a Saint Vincent–Saint Mary High School, é três vezes campeão em quatro anos do campeonato estadual de Ohio. Em 2003, é contratado pelo Cleveland Cavaliers.

Um dos maiores jogadores de basquete da história, LeBron conquista quatro títulos da NBA, com o Miami Heat (2012 e 2013), o Cleveland Cavaliers (2016) e o Los Angeles Lakers (2020). Em 2024, passou a marca de 40 mil pontos. A televisão ESPN o considera o segundo melhor da história, atrás apenas de Michael Jordan.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 7 de Fevereiro

 DINASTIA DOS ROMANOV

    Em 1613, Miguel Romanov se torna czar da Rússia. É o primeiro da Dinastia Romanov, que governa a Rússia por três séculos, até a Revolução de Fevereiro de 1917.

Filho de Fiódor Nikitich Romanov, Miguel era parente do último czar da Dinastia Rurik, Fiódor I (1584-98). Seu avô Nikita Romanov era tio materno de Fiódor. Quando a Assembleia da Terra se reúne para escolher um novo czar depois de um período problemático, de caos, desordem interna, invesão estrangeira e troca de líderes, elege Miguel Romanov.

Quando seu pai, que é obrigado a se tornar um monge, fica livre, se torna patriarca da Igreja Ortodoxa e conselheiro do governo do filho. Até sua morte, em 1633, domina o governo Miguel Romanov. Amplia o contato econômico, diplomático e cultural com a Europa Ocidental. Usa a Assembleia da Terra como órgão consultivo. Reforma a estrutura dos governos locais para aumentar a autoridade do goveno central. E fortalece a instituição da servidão.

EMBARGO A CUBA

    Em 1962, o presidente John Kennedy decreta novas medidas de boicote à Revolução Cubana e impõe um embargo econômico total à ilha, que completa hoje 62 anos. O regime comunista cubano e aliados chamam de "bloqueio", mas não é um bloqueio aeronaval como o que foi imposto durante a Crise dos Mísseis Nucleares Soviéticos em Cuba, em outubro do mesmo ano.

Logo após a vitória da revolução, em 1º de janeiro de 1959, o comandante Fidel Castro tenta uma aproximação e visita os Estados Unidos, mas em plena Guerra Fria é visto como esquerdista em Washington.

Quando o presidente Dwight Eisenhower proíbe as empresas norte-americanas de vender petróleo a Cuba, Fidel nacionaliza três refinarias sem compensação. Em 19 de outubro de 1960, Eisenhower proíbe exportações para Cuba, menos de alimentos e medicamentos. 

Três meses depois da posse de Kennedy, a fracassada tentativa de invasão da Baía dos Porcos, em abril 1961, afasta ainda mais os dois países. Cuba pede proteção à União Soviética.

Em 1962, Kennedy impõe um embargo total em fevereiro e ameaça invadir a ilha durante a Crise dos Mísseis Soviéticos em Cuba, de 14 a 27 de outubro.

Só em 1992, com a Lei da Democracia em Cuba, do deputado Robert Torricelli, o embargo é objeto de lei aprovada pelo Congresso. Assim, só pode ser revogado pelo Congresso. A Lei Helms-Burton, de 1996, apertou ainda mais o embargo e exige a realização de eleições democráticas para normalizar as relações entre os EUA e Cuba.

BEATLEMANIA

    Em 1964, o voo 101 da companhia aérea PanAm chega ao Aeroporto John Kennedy, em Nova York, vindo de Londres com The Beatles a bordo, no início da primeira excursão aos Estados Unidos da banda, recebida por 3 mil fãs enlouquecidos, no começo da Beatlemania.

Dois dias depois, os Beatles se apresentam no programa Ed Sullivan Show para uma audiência de 73 milhões de telespectadores na televisão dos EUA. Imediatamente, foram contratados para mais dois programas.

Os Beatles fazem um show no Coliseum, em Washington, em 11 de fevereiro, e dois no Carnagie Hall, em Nova York, onde a polícia tem de isolar a área por causa da histeria das fãs, antes de voltar a Londres em 22 de fevereiro.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Hoje na História do Mundo: 7 de Fevereiro

EMBARGO A CUBA

    Em 1962, o presidente John Kennedy decreta novas medidas de boicote à Revolução Cubana e impõe um embargo econômico total à ilha, que completa hoje 61 anos. O regime comunista cubano e aliados chamam de "bloqueio", mas não é um bloqueio naval como o que foi imposto durante a Crise dos Mísseis Nucleares Soviéticos em Cuba, em outubro do mesmo ano.

Logo após a vitória da revolução, em 1º de janeiro de 1959, o comandante Fidel Castro tenta uma aproximação e visita os Estados Unidos, mas em plena Guerra Fria é visto como esquerdista em Washington.

Quando o presidente Dwight Eisenhower proíbe as empresas norte-americanas de vender petróleo a Cuba, Fidel nacionaliza três refinarias sem compensação. Em 19 de outubro de 1960, Eisenhower proíbe exportações para Cuba, menos de alimentos e medicamentos. 

Três meses depois da posse de Kennedy, a fracassada tentativa de invasão da Baía dos Porcos afasta ainda mais os dois países. Cuba pede proteção à União Soviética.

Em 1962, Kennedy impõe um embargo total em fevereiro e ameaça invadir a ilha durante a Crise dos Mísseis Soviéticos em Cuba, em outubro.

Só em 1992, com a Lei da Democracia em Cuba, do deputado Robert Torricelli, o embargo é objeto de lei aprovada pelo Congresso. Assim, só pode ser revogado pelo Congresso. A Lei Helms-Burton, de 1996, apertou ainda mais o embargo e exige a realização de eleições democráticas para normalizar as relações entre os EUA e Cuba.

BEATLEMANIA

    Em 1964, o voo 101 da companhia aérea PanAm chega ao Aeroporto John Kennedy, em Nova York, vindo de Londres com The Beatles a bordo, no início da primeira excursão aos Estados Unidos da banda, recebida por 3 mil fãs enlouquecidos, no começo da Beatlemania.

Dois dias depois, os Beatles se apresentam no programa Ed Sullivan Show para uma audiência de 73 milhões de telespectadores na televisão dos EUA. Imediatamente, foram contratados para mais dois programas.

Os Beatles fizeram um show no Coliseum, em Washington, em 11 de fevereiro, e dois no Carnagie Hall, em Nova York, onde a polícia teve de isolar a área por causa da histeria das fãs, antes de voltar a Londres em 22 de fevereiro.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Hoje na História do Mundo: 7 de Fevereiro

 EMBARGO A CUBA

    Em 1962, o presidente John Kennedy decreta novas medidas de boicote à Revolução Cubana e impõe um embargo econômico total à ilha, que o regime comunista cubano chama de "bloqueio", mas não é um bloqueio naval como o que foi imposto durante a Crise dos Mísseis em Cuba, em outubro do mesmo ano.

Logo após a vitória da revolução, em 1º de janeiro de 1959, o comandante Fidel Castro tenta uma aproximação e visita os Estados Unidos, mas em plena Guerra Fria é visto como esquerdista em Washington.

Quando o presidente Dwight Eisenhower proíbe as empresas norte-americanas de vender petróleo a Cuba, Fidel nacionaliza três refinarias sem compensação. Em 19 de outubro de 1960, Eisenhower proíbe exportações para Cuba, menos de alimentos e medicamentos. 

Três meses depois da posse de Kennedy, a fracassada tentativa de invasão da Baía dos Porcos afasta ainda mais os dois países. Cuba pede proteção à União Soviética.

Em 1962, Kennedy impõe um embargo total em fevereiro e ameaça invadir a ilha durante a Crise dos Mísseis Soviéticos em Cuba, em outubro.

Só em 1992, com a Lei da Democracia em Cuba, do deputado Robert Torricelli, o embargo é objeto de lei aprovada pelo Congresso. Assim, só pode ser revogado pelo Congresso. A Lei Helms-Burton, de 1996, apertou ainda mais o embargo e exige a realização de eleições democráticas para normalizar as relações entre os EUA e Cuba.

BEATLEMANIA

    Em 1964, o voo 101 da companhia aérea PanAm chega ao Aeroporto John Kennedy, em Nova York, vindo de Londres com The Beatles a bordo, no início da primeira excursão aos Estados Unidos da banda, recebida por 3 mil fãs enlouquecidos, no começo da Beatlemania.

Dois dias depois, os Beatles se apresentam no programa Ed Sullivan Show para uma audiência de 73 milhões de telespectadores na televisão dos EUA. Imediatamente, foram contratados para mais dois programas.

Os Beatles fizeram um show no Coliseum, em Washington, em 11 de fevereiro, e dois no Carnagie Hall, em Nova York, onde a polícia teve de isolar a área por causa da histeria das fãs, antes de voltar a Londres em 22 de fevereiro.

domingo, 17 de outubro de 2021

Hoje na História do Mundo: 17 de Outubro

AL CAPONE NA CADEIA

    Em 1931, o gângster Al Capone é sentenciado a 11 anos de prisão e multa de US$ 80 mil, no fim de uma carreira de crimes como o mafioso mais famoso da história dos Estados Unidos.

Filho de imigrantes italianos, Alphonse Gabriel Capone nasce no Brooklyn, em Nova York, em 1899. Expulso da escola aos 14 anos, entra para uma gangue e recebe o apelido de Scarface (Cicatriz na face) depois de sofrer um corte no queixo numa briga.

Em 1920, Capone se muda para Chicago, onde administra os negócios do mafioso Johnny Torrio, que incluem , jogo, prostituição e contrabando de álcool durante a Lei Seca (1920-33). Quando Torrio deixa os negócios depois ser alvo de uma tentativa de homicídio, Capone toma conta a organização mafioso.

A Lei Seca, que proíbe a fabricação, distribuição e venda de bebidas alcoólicas, cria um negócio clandestino que rende milhões de dólares de lucro para o crime organizado.

Ao eliminar seus adversários numa série de batalhas de gangues e assassinatos, entre eles o Massacre do Dia de São Valentin, em 14 de fevereiro de 1929, quando seus capangas matam sete rivais, Al Capone torna-se o poderoso chefão da máfia de Chicago.

Em 1930, Capone está no topo da lista de procurados pelo FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, mas consegue ficar livre por subornar policiais, intimidar testemunhas e mudar de esconderijo.

Seu maior inimigo é o policial federal Elliot Ness, líder de um grupo de agentes conhecidos como Intocáveis. Eles acabam com o negócio de bebidas alcoólicas do chefão, mas só conseguem uma condenação por evasão fiscal.

Al Capone começa a cumprir pena numa penitenciária federal de Atlanta, na Geórgia. Sob suspeita de manipular o sistema, é transferido para a prisão de segurança máxima da Ilha de Alcatraz, em São Francisco da Califórnia.

Ele é solto em 1939 por bom comportamento depois de ficar um ano num hospital com sífilis e morre em 1947 aos 48 anos em Palm Islands, na Flórida, sem pagar por todos os seus crimes.

PERÓN VOLTA NOS BRAÇOS DO POVO

    Em 1945, nove dias depois de ser demitido e preso num golpe militar, sob intensa pressão popular liderada pelos sindicatos, o vice-presidente e ministro do Trabalho, coronel Juan Domingo Perón, reassume os cargos e faz seu primeiro discurso na sacada da Casa Rosada, sede do governo da República Argentina, diante de 300 mil pessoas, com transmissão de rádio para todo o país, ao lado de sua segunda mulher, María Eva Duarte de Perón, a Evita

É o Dia da Lealdade, marco inicial do movimento peronista. Quatro meses depois, em 24 de fevereiro de 1946, Perón é eleito com 52,5% dos votos para um mandato de seis anos. Reeleito em 11 de novembro de 1951, quando as mulheres votam pela primeira vez na Argentina, tem o mandato interrompido por um golpe militar em 16 de setembro de 1955.

Perón vai para o exílio e só volta em 20 de junho de 1973 para ser eleito para um terceiro mandato em 23 de setembro, tendo sua terceira mulher, María Estela Martínez de Perón, a Isabelita. Toma posse em 12 de outubro e governa até a morte, em 1º de julho de 1974. Deixa o país no caos, à beira da guerra civil, com uma presidente fraca, derrubada pelo golpe de 24 de março de 1976, marco do início da guerra suja em que morreram 30 mil argentinos .

OPEP EMBARGA PETRÓLEO

    Em 1973, sob a liderança da Arábia Saudita, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decide parar de exportar petróleo para os Estados Unidos e outros países que apoiaram Israel na Guerra do Yom Kippur, deflagrando a primeira crise do petróleo.

A proposta era reduzir a venda de  em 5% ao mês até a retirada total d Israel dos territórios árabes ocupados por Israel na Guerra dos Seis, em 1967: a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, do Egito; a Cisjordânia, da Jordânia; e as Colinas do Golã, da Síria.

Em dezembro, a OPEP impõe um embargo total aos EUA e outros aliados de Israel, agravando a situação dos países dependentes do petróleo importado, inclusive o Brasil.

A OPEP é fundada em 1960 pela Arábia Saudita, o Irã, o Iraque, o Kuwait e a Venezuela para aumentar os preços do petróleo, mas tem pouca influência no preço, que fica entre 2 e 3 dólares por barril. Quando começa a Guerra do Yom Kippur, com uma invasão dos territórios ocupados por Israel e a Síria, a OPEP está reunida em Viena, na Áustria.

Os EUA, principais aliados de Israel, faz então a maior ponte aérea militar da história. Entregam 22.325 toneladas de equipamento às forças israelenses no campo de batalha. O ditador do Egito, Anuar Sadat, protesta, alegando que pode enfrentar Israel, mas não os EUA.

Com a vitória de Israel praticamente assegurada, os países árabes decidem usar o petróleo como arma de guerra. Em dezembro, impõem um embargo total aos EUA. Os preços do petróleo quadruplicam para US$ 12 por barril, causando escassez, racionamento e fila nos postos de gasolina.

Este aumento de preços viabiliza a exploração de petróleo no mar e a Petrobrás se torna uma das empresas mais eficientes na tecnologia de produção offshore

Mesmo assim, como o Brasil importa 75% do petróleo que consome, a crise do petróleo acaba com o modelo econômica da ditadura militar, com o milagre econômico que faz a economia do país crescer acima de 10% no início dos anos 1970, no período mais duro da repressão.

Em 1974, o ditador Ernesto Geisel anuncia a "distensão, lenta, gradual e segura", que leva ao fim do Ato Institucional nº 5 (AI-5) em 1978 e à anistia parcial em 1979.

A Revolução Islâmica no Irã, em fevereiro de 1979, gera uma segunda crise do petróleo. As sucessivas crises estão na origem da hiperinflação brasileira, que só é debelada em 1994 com o Plano Real.

FORD EXPLICA PERDÃO A NIXON

    Em 1974, o presidente Gerald Ford justifica perante o Congresso a decisão de perdoar o ex-presidente Richard Nixon por quaisquer crimes cometidos no exercício da Presidência dos Estados Unidos.

Ao assumir a presidência em 9 de agosto daquele ano, no dia seguinte à renúncia de Nixon, Ford declara que "o longo pesadelo nacional acabou". Falava do Escândalo de Watergate, uma invasão da sede do Partido Democrata em Washington pela equipe de encanadores da Casa Branca para instalar equipamentos de escuta durante a campanha eleitoral de 1972 que implicou o presidente e seus principais assessores.

Diante da iminência de um processo de impeachment por abuso de poder e obstrução de justiça, depois de perder o apoio do Partido Republicano quando gravações provam as tentativas de atrapalhar as investigações, Nixon renuncia, mas isso não acaba com os inquéritos abertos no Congresso, que podem resultar em processos criminais.

Ford é o único presidente não eleito da história dos EUA. O vice-presidente Spiro Agnew havia renunciado em meio a escândalos de corrupção. Ford era o presidente da Câmara e por isso o primeiro na linha sucessória.

Um mês depois de assumir, em 8 de setembro, Ford perdoa Nixon. Ao se explicar, alegou que era importante para pacificar o país e enterrar de vez Watergate, com o propósito de "mudar o foco nacional... para desviar nossa atenção de um presidente que caiu para as necessidades urgentes da nação".

"As paixões geradas" por um processo contra Nixon, acrescenta Ford, "perturbaria seriamente a cicatrização das feridas do passado".

O novo presidente afirma que, "em geral, o povo americano é poupar o ex-presidente de um processo criminal" e que livrar Nixon "não vai causar o esquecimento do mal dos crimes cometidos em Watergate nem das lições que aprendemos."

TERREMOTO ABALA SÃO FRANCISCO

    Em 1989, o Terremoto de Loma Prieta, de 7,1 graus de magnitude na escala aberta de Richter, um dos mais destrutivos da história dos EUA, atinge a área da Baía de São Francisco, mata 67 pessoas e deixa prejuízos no valor de US$ 5 bilhões.

São Francisco fica perto da Falha de Santo André, que corre ao longo da costa da Califórnia, no encontro das placas tectônicas do Pacífico e da América do Norte.

Uma das partidas das finais do campeonato nacional de beisebol dos EUA, entre San Francisco Giants e Oakland Athletics, está prestes a começar quando a terra treme, com epicentro nas Montanhas de Santa Cruz. O estádio de Candlestick Park resiste, mas o resto da cidade sofre.

Na Ponte da Baía, entre São Francisco e Oakland, e na Via Expressa Nimitz, uma pista desaba sobre a outra. Das 67 mortes, 41 ocorrem na Via Expressa Nimitz. A destruição também é grande em Watsonville, onde mais de 10% das casas foram totalmente destruídas, Palo Alto e Daly City.

O terremoto contribui para a profunda recessão que atinge a Califórnia, uma das maiores economias do mundo, nos anos 1990. A cidade havia passado pelo Grande Terremoto de São Francisco, de 7,9 graus na escala Richter, em 18 de abril de 1906. Mais de 3 mil pessoas morreram, 80% da cidade foram arrasados e 225 mil ficaram sem teto.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Trump congela todos os bens da Venezuela nos EUA

Por decreto, o presidente Donald Trump ordenou ontem o congelamento de todos os ativos da Venezuela e proibiu qualquer transação com a ditadura de Nicolás Maduro, sob pena de sanções, noticiou hoje o jornal The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York.

Este embargo total é mais uma tentativa dos Estados Unidos de aumentar a pressão sobre o regime chavista e forçar sua queda. A Venezuela já está sob sanções, especialmente a companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA). O sucesso da nova medida depende da capacidade do governo americano que impor o embargo enquanto China e Russia mantêm o apoio a Maduro.

Ao reagir às novas sanções, o governo venezuelano acusou os EUA de "terrorismo econômico". Os EUA adotaram este tipo de embargo contra Cuba e a Coreia do Norte, sem conseguir derrubar seus regimes comunistas.

Em janeiro, o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, foi proclamado presidente interino. Seu governo paralelo foi reconhecido pelos EUA, pela maioria dos países da América Latina, inclusive o Brasil, e pela maioria da União Europeia.

O governo Trump tentou usar uma operação de ajuda humanitária para desestabilizar Maduro e Guaidó chegou a convocar um levante popular e militar contra a ditadura, mas a cúpula das Forças Armadas manteve o apoio ao regime chavista.

Durante o último encontro do presidente Jair Bolsonaro com Trump, na reunião do Grupo dos 20 em Osaka, no Japão, no fim de junho, o Brasil deixou claro que não vai participar de qualquer intervenção militar na Venezuela. Trump e Bolsonaro também manifestaram preocupação com uma possível derrota do presidente Mauricio Macri na eleição presidencial de outubro na Argentina.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

União Europeia decide impor sanções à Venezuela

Por unanimidade, os 28 países da União Europeia aprovaram hoje sanções à ditadura chavista da Venezuela, inclusive um embargo à venda de armas e equipamentos que possam ser usados na "repressão interna" ou para "vigiar" as telecomunicações. Também poderão ser adotadas medidas restritivas pessoais contra os líderes do regime.

A decisão será oficializada na reunião semanal do Conselho de Ministros do Exterior da UE, em Bruxelas, na Bélgica, na segunda-feira. Dá base legal para criar uma lista de responsáveis diretos pela situação na Venezuela.

Os próceres da ditadura de Nicolás Maduro podem ser proibidos de viajar pela UE e seus bens na Europa poderão ser congelados.

As sanções serão graduais, seletivas, flexíveis e reversíveis. Não foram concebidas para afetar o conjunto da população venezuelana, apenas seus líderes políticos que abusam do poder.

O Conselho de Ministros da UE deve reafirmar seu compromisso com um diálogo construtivo e a negociação como única saída para sair da crise e atender às necessidades prementes da população da Venezuela. A UE deve se oferecer para intermediar as negociações.

sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel Castro morre aos 90 anos

O ditador cubano Fidel Castro morreu ontem aos 90 anos, seis anos depois de transferir o poder ao irmão Raúl Castro e 57 anos depois da vitória da Revolução Cubana. O governo decretou luto oficial por nove dias. Fidel será cremado e as cinzas levadas para Santiago de Cuba, fazendo o caminho inverso ao dos guerrilheiros quando tomaram o poder.

Grande herói da esquerda latino-americana durante a Guerra Fria, seu regime comunista, instalado a 144 quilômetros da Flórida, foi um desafio aos Estados Unidos, fomentou guerrilhas anticapitalistas e gerou a maior ameaça de guerra nuclear da história.

Em 14 de outubro de 1962, um avião espião U-2, dos EUA, fotografou a construção de instalações para abrigar mísseis nucleares soviéticos em Cuba. Isso neutralizaria a superioridade americana em mísseis de longo alcance e daria à União Soviética a capacidade de lançar um primeiro ataque.

O presidente John Kennedy impôs um bloqueio naval a Cuba e ameaçou abordar os navios soviéticos que entrassem na área. Em 27 de outubro, quando os EUA se preparavam para invadir a ilha, a URSS recuou e concordou em retirar os mísseis nucleares de Cuba. Em troca, os EUA retiraram mísseis de curto alcance já obsoletos da Turquia e assumiram o compromisso informal de não invadir Cuba.

Fidel começou a entrar para a história anos antes, com o assalto ao Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953, início de sua luta contra a ditadura de Fulgêncio Batista. A operação fracassou. Fidel foi preso e condenado.

Durante o julgamento, ao fazer sua própria defesa, Fidel proferiu uma de suas frases célebres: "A história me absolverá." Não foi original. Adolf Hitler disse isso em sua defesa no julgamento do putsch de 1923 na Alemanha.

Depois de um ano e 10 meses de prisão, Fidel foi beneficiado por uma anistia geral em maio de 1955. Meses depois, ele se asilou nos EUA e depois no México, onde conheceu o médico argentino Ernesto Guevara, que já tinha ideias marxistas.

Em 2 de dezembro de 1956, com 83 homens, o Movimento 26 de Julho desembarcou em Cuba para retomar seu projeto revolucionário. Surpreendido dias depois, foi dizimado pelo Exército. Os 18 sobreviventes, entre eles os irmãos Castro e Che Guevara, se refugiaram na Sierra Maestra e iniciaram uma guerra de guerrilhas contra a ditadura de Batista, que tinha 40 mil homens nas forças de segurança.

No ano seguinte, Fidel divulgou o Manifesto da Sierra Maestra, prometendo convocar eleições diretas depois da vitória da revolução e entregar o poder ao eleito. Jamais cumpriu a promessa. Mas conseguiu formar um exército rebelde de 800 homens.

Com o avanço dos guerrilheiros, o general Eulogio Cantillo propôs uma aliança aos rebeldes para dar um golpe de Estado contra Batista. Fidel imaginou que era apenas um pretexto para a fuga de Batista. O golpe foi dado em 30 de dezembro de 1958. Batista fugiu, mas Fidel não abandonou a luta.

Em 1º de janeiro de 1959, os revolucionários tomaram Havana. Fidel entrou triunfante na capital cubana em 8 de janeiro e declarou: "A tirania foi derrotada. A alegria é imensa. E, no entanto, ainda há muito a fazer. Não nos enganamos em acreditar que adiante tudo será fácil; quem sabe tudo seja mais difícil. Dizer a verdade é o primeiro dever de todo revolucionário. Enganar o povo, despertar-lhe ilusões enganosas, sempre trará as piores consequência. E estimo que há que alertar o povo para o excesso de otimismo."

Fidel foi nomeado primeiro-ministro em 16 de fevereiro de 1959, rompeu com os revolucionários mais liberais, fuzilou os inimigos no paredón e impôs um regime autoritário, acusado pela morte de pelo menos 8,2 mil pessoas pelo Arquivo de Cuba, nos EUA.

Em 3 de dezembro de 1976, Fidel Castro foi eleito presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros  acumulando os cargos de presidente, primeiro-ministro e líder do Partido Comunista até 24 de fevereiro de 2008. Na prática, depois de uma hemorragia intestinal que quase o matou, passou o poder a Raúl em 31 de julho de 2006, mantendo apenas a liderança do partido.

O conflito com os EUA começou com a aprovação da primeira Lei de Reforma Agrária, estatizando as propriedades de americanos na ilha. Em outubro de 1959, o presidente Dwight Eisenhower ordenou as primeiras ações secretas dos EUA contra o regime revolucionário cubano.

Em fevereiro de 1960, a União Soviética deu um crédito de US$ 100 milhões a Cuba e fechou contratos para comprar açúcar e vender petróleo à ilha. Em junho daquele ano, a revolução confiscou as refinarias das companhias de petróleo Esso, Shell e Texaco.

Durante a reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas de setembro de 1960, Fidel foi a Nova York, onde se encontrou com o primeiro-ministro soviético, Nikita Kruschev; o presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser; o primeiro-minisro da Índia, Jawaharlal Nehru; e o líder negro americano Malcolm X.

Quando perguntaram a Kruschev se Fidel era comunista, o líder soviético respondeu:  "Não sei se Fidel é comunista. Eu sou fidelista."

De volta a Cuba, Fidel criou os Comitês de Defesa da Revolução, em 28 de setembro de 1960. Em 15 de outubro, confiscou as propriedades urbanas dos americanos em Cuba.

Quatro dias depois, começa o embargo econômico dos EUA. Washington proíbe as exportações a Cuba, com a exceção de alimentos, medicamentos e alguns suprimentos médicos. Em 16 de dezembro, Eisenhower zerou a cota de açúcar importado da ilha.

Em 3 de janeiro de 1961, 17 dias antes da posse de Kennedy, os EUA romperam as relações diplomáticas com Cuba, reatadas pelo presidente Barack Obama em 2014. Esse reatamento está ameaçado pela eleição de Donald Trump.

Kennedy herdou um plano de invasão de Cuba preparado pelo vice-presidente de Eisenhower, Richard Nixon, um notório anticomunista. Em 15 de abril de 1961, oito aviões americanos bombardeiam aeroportos militares em Cuba.

No discurso em homenagem às vítimas, no dia seguinte, Fidel proclamou o caráter socialista da revolução cubana: "Isso é o que não podem perdoar, que estejamos aqui em seus narizes e tenhamos feito uma revolução socialista."

Na madrugada de 17 de abril, cerca de 1,5 mil homens desembarcaram na Baía dos Porcos. A contraofensiva cubana é dirigida pessoalmente pelo comandante. A invasão fracassou em 72 horas; 1.197 invasores foram presos, condenados e devolvidos aos EUA em troca de remédios e alimentos. O episódio ficou conhecido como a troca de "compotas por mercenários".

Em 30 de novembro de 1961, Kennedy autorizou um programa de guerra subversiva contra a revolução cubana. A partir de 7 de fevereiro de 1962, os EUA impuseram um embargo comercial, econômico e financeiro total a Cuba.

Desde 1992, o embargo é lei aprovada pelo Congresso dos EUA. Assim, só pode ser revogada pelo Poder Legislativo. Obama defendeu o fim do embargo, mas a maioria do Partido Republicano na Câmara e no Senado inviabiliza isso.

A Lei Helms-Burton, de 1996, endureceu ainda mais o embargo. Para acabar com as sanções, exige a dissolução dos serviços secretos, a libertação de todos os presos políticos, a realização de eleições livres, democráticas e multipartidárias, e proíbe o reconhecimento de qualquer governo com a participação dos irmãos Castro.

Depois da invasão da Baía dos Porcos, Fidel pediu garantias de segurança à URSS, que decidiu instalar mísseis nucleares em Cuba. O projeto fracassou por causa de erros da burocracia soviética.

Quando a URSS lançou o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik, em 4 de outubro de 1957, os EUA ficaram alarmados com o risco de um ataque nuclear com foguete. Em 1962, os EUA tinham ampla superioridade em mísseis nucleares de longo alcance, capazes de atacar diretamente o inimigo.

A URSS perdeu a supremacia prometida pelo Sputnik porque as Forças de Foguetes Estratégicos estavam ligadas ao Exército Vermelho, mais preocupado com uma guerra na Europa, mas mais eficiente que outros setores da burocracia soviética.

Antes de construir os silos que abrigariam os mísseis, os soviéticos deveriam ter instalado mísseis antiaéreos. Como não fizeram isso, porque o Exército Vermelho foi mais eficiente que a defesa antiaérea, em 14 de outubro de 1962, um avião americano fotografou os mísseis.

Durante o bloqueio, um oficial soviético chegou a preparar um ataque para romper o cerco americano à ilha. Ao não ordenar o disparo, evitou uma guerra nuclear.

Os EUA estavam prestes a invadir Cuba quando um jornalista dublê de agente secreto estranhou a falta de colegas americanos na cafeteria do Congresso. Um funcionário desavisado revelou que estavam todos indo para Cuba cobrir a invasão americana. O agente ligou para o Kremlin, Kruschev recuou e o mundo foi poupado de uma guerra potenciamente devastadora.

Em 27 de outubro de 1962, as baterias antiaéreas derrubaram um avião espião U-2, mas naquele momento a solução estava negociada. Um erro da burocracia soviética levou a um recuo humilhante. Dois anos depois, Kruschev cairia sendo substituído por Leonid Brejnev (1964-82), que liderou uma era de estagnação da economia soviética abrindo caminho para as reformas de Mikhail Gorbachev.

Se os EUA assumiram um compromisso informal de não invadir Cuba, intensificaram as ações secretas para tentar matar o ditador cubano. Foram 638 tentativas até 2007, a maioria em governos de presidentes conservadores como Nixon e Ronald Reagan. Fidel sempre viajava com seu próprio cozinheiro e sua própria comida. Até de charutos envenenados foi alvo.

Sob o cerco dos EUA, do embargo e com a aliança com a URSS como boia de salvação do regime, a revolução cubana tornou-se cada vez mais uma ditadura. Vendo o que aconteceu com o governo socialista de Salvador Allende, eleito democraticamente no Chile, dá para supor que a revolução cubana não sobreviveria a uma abertura democrática durante a Guerra Fria.

O regime comunista cubano treinou e financiou movimentos guerrilheiros de esquerda na América Latina, inclusive no Brasil. Em novembro de 1975, interveio na guerra civil que se seguiu à independência de Angola em favor do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder até hoje, em resposta a uma intervenção militar do regime segregacionista branco da África do Sul em apoio aos grupos direitistas Frente Nacional de Libertação de Angola (FPLA) e União Nacional pela Independência Total de Angola (Unita).

Em 1977, Cuba entrou na Guerra de Ogaden, na Etiópia, em apoio a um governo africano aliado da URSS.

Durante uma crise econômica grave, em 1980, depois do segundo choque do petróleo com a Revolução Islâmica no Irã em 1979, para pressionar os EUA e sua política de receber exilados cubanos, Fidel liberou a emigração através de Porto Mariel. Mais de 120 mil marielitos fugiram do país.

Com a ascensão de Mikhail Gorbachev a líder do Partido Comunista da URSS e sua abertura política e econômica, a partir de 1985, o regime comunista cubano, fiel à tradição stalinista, começou a perder o apoio de seu patrocinador histórico.

O colapso do comunismo a partir da queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989, e do fim da URSS, em dezembro de 1991, provocou a pior crise do regime comunista, levando ao "período especial", de um racionamento extremo. Apesar do sol, da água e do solo fértil, o paraíso comunista de Fidel nunca foi capaz de produzir comida farta.

Uma nova boia de salvação seria lançada com a ascensão de Hugo Chávez à Presidência da Venezuela, em 1999. Cuba voltou a receber petróleo subsidiado em troca de uma ajuda com médicos, professores, assessores militares e de segurança.

Quando a doença o abateu, em 2006, Fidel teve a cara de pau de dizer, depois de 47 anos no poder, que não se apegaria a cargos. Seu irmão, Raúl, promoveu uma abertura econômica moderada, autorizando a criação de pequenas empresas para combater o desemprego crônico na ilha e tentar manter o regime.

Esta brecha estimulou o presidente Obama a reatar as relações entre os EUA e Cuba, com a ajuda do Vaticano e do papa Francisco. Em dezembro de 2014, Obama e Raúl anunciaram o reatamento simultaneamente. O embargo permanece, mas a abertura para diários e remessas de dinheiro levarão mais cedo ou mais tarde a força revolucionária do dólar para subverter o que resta da revolução castrista.

Fidel disputa com o Che a posição de maior líder revolucionário da América Latina no século 20. Foi o maior símbolo da resistência da região ao imperialismo americano, mas a revolução fracassou. em criar uma nação independente.

A economia estatizada nunca funcionou. Sempre dependeu de ajuda externa. Mas a vida em Cuba para o cidadão comum era muito melhor do que em outros países da América Central e do Caribe. Quando os europeus-orientais olhavam para o mundo do outro lado do Muro de Berlim, viam a prosperidade da Europa Ocidental. Os cubanos viam miséria e exploração a seu redor.

As grandes conquistas da revolução foram os avanços em saúde e educação, oferecidos gratuitamente. Mas uma sociedade onde um garçom e uma prostituta ganham num dia, em dólares, mais do que um médico ou professor é uma sociedade doente e inviável.

A morte de Fidel enterra mais uma vez o comunismo e a Guerra Fria. Livre do caudilho, Cuba pode entrar no século 21 e construir seu caminho rumo ao futuro.