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sábado, 19 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 19 de Setembro

DUCADO DA PRÚSSIA

    Em 1657, João II Casimiro Vasa, rei da Polônia e Grão-Duque da Lituânia, renuncia no Tratado de Wehlau à suserania sobre o Ducado da Prússia e nomeia Frederico Guilherme, Grande Eleitor de Brandemburgo desde 1640, como governante soberano do ducado, que fica na Prússia Oriental, hoje dividida entre Polônia, Lituânia e Rússia.

As partes no tratado são a Suécia, de um lado, e a Comunidade Polaco-Lituânia, do outro. Em troca da ajuda militar na Segunda Guerra Nórdica (1655-60) e da devolução de Vármia à Polônia, o rei polonês dá à Dinastina Hohenzollern de Brandemburgo a soberania hereditária sobre o Ducado da Prússia.

A dinastia reconstrói Brandemburgo depois da Guerra dos Trinta Anos (1618-48), mas não tem como manter um exército capaz de garantir a independência. Precisa de aliados, no caso, da Polônia. No fim da guerra, a Polônia conserva Elbing, mas Lauemburgo, Bütow e Draheim vão para Brandemburgo-Prússia.

O Tratado de Wehlau fica em vigor até 18 de setembro de 1773, quando é substituído pelo Tratado de Varsóvia, depois da primeira divisão da Polônia. É um dos maiores erros de política externa da história polonesa. 

Em 5 de agosto de 1772, a Áustria, a Prússia e a Rússia tomam um terço do território e a metade da população da Polônia. A segunda divisão da Polônia acontece em 1793. A terceira divisão, em 1795, acaba com a Comunidade Polaco-Lituana, que foi um dos maiores países da Europa em área. 

Com a unificação da Alemanha, sob o primeiro-minnistro Otto von Bismarck, o Marechal de Ferro, em 1871, depois de vitórias militares sobre a Áustria, a Dinamarca e a França, a Prússia é o estado mais poderoso do Império Alemão.

A Polônia só recupera a independência no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), em 1918. A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa com a invasão da Alemanha Nazista na Polônia, em 1º de setembro de 1939. 

A União Soviética mata todo o oficialato polonês no Massacre da Floresta de Katyn, cerca de 22 mil pessoas, em abril de 1940, ocupa a Europa Oriental no fim da guerra e impõe regimes comunistas que duram até 1989, quando abrem-se a Cortina de Ferro e o Muro de Berlim, marcos da divisão do mundo na Guerra Fria. 

DESPEDIDA DE WASHINGTON

    Em 1796, o jornal American Daily Advertiser, publica na Filadélfia o Discurso de Despedida do primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington (1789-97). Num dos documentos fundadores da política externa do país, Washington recusa uma segunda reeleição e apela a seus compatriotas para manter a neutralidade e evitar o envolvimento em conflitos e alianças com a Europa.

O texto é atribuído a três país da pátria; além de Washington, a James Madison e Alexander Hamilton. Madison prepara a versão inicial em 1792, no fim do primeiro mandato de Washington. Hamilton aproveita os primeiros parágrafos de Madison, reescreve e amplia o discurso. Washington revisa e faz a edição final.

No início, o presidente explica a decisão de não concorrer a um terceiro mandato. Diz que queria ter saído no fim do primeiro mandato, mas a conjuntura internacional era perigosa, com a tensão com o Reino Unido, a Revolução Francesa e as guerras na Europa.

Ao futuro presidente, que ainda não está eleito, e à população em geral, Washington lembra que a liberdade e a prosperidade dos EUA dependem da União. Para manter a república e a federação, o país precisa se manter unido.

Em seguida, Washington chama a atenção para as forças capazes de destruir aos EUA: regionalismo, partidarismo e engajamentos no exterior. Ele teme que partidos regionais fortes destruam o país, que o faccionalismo leve os eleitores a votar com base na lealdade a um partido e não ao bem comum, e que o partidarismo alimente um "espírito de vingança" entre os derrotados. Note-se que estes problemas estão presentes hoje na política dos EUA e de outros países democráticos.

George Washington adverte o povo estar alerta contra déspotas em potencial capazes de usar os partidos como "máquinas poderosas para subverter o poder popular e usurpar para si as rédeas do governo".

A maior ameaça é o faccionalismo, a divisão interna, combinada com uma invasão estrangeira, que o partidarismo "abra a porta para a influência externa e a corrupção". Em vez de escolher o melhor candidato, os eleitores tomam suas decisões com base em "ciúmes infundados e alarmes falsos". A difusão de notícias falsas e mentirosas é antiga.

Para evitar intervenções militares estrangeiras, Washington defende uma política externa baseada na neutralidade e no comércio com todos os países, sem aliados nem inimigos permanentes

Washington também destaca a importância da educação para a democracia ao alertar que são "objeto de uma importância primária instituições para a difusão geral do conhecimento. Na proporção em que a estrutura do governo dá força à opinião pública, é essencial que a opinião pública seja iluminada."

No fim, ao falar de seu legado, menciona "a influência benigna de boas leis sob um governo livre".

PIONEIRISMO DO VOTO FEMININO

    Em 1893, com a assinatura da Lei Eleitoral pelo governador-geral, Lorde Glasgow, representante da rainha Vitória, a Nova Zelândia se torna o primeiro país do mundo a dar o direito de voto para as mulheres, depois de anos de movimento sufragista.

As neozelandesas votam e podem ser candidatas pela primeira vez nas eleições de 28 de novembro de 1893. Elizabeth Yates é eleita prefeita de Onehunga. É a primeira mulher a ocupar este cargo no Império Britânico, cuja rainha era mulher, Vitória, e começa no reinado de Elizabeth I (1558-1603).

Nos Estados Unidos, as mulheres conquistam o direito de voto em 1920, no Reino Unido em 1928 e no Brasil em 1934.

NAZISTAS BOMBARDEIAM LENINGRADO

    Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha Nazista rompe o Pacto Germano-Soviético, assinado em 23 de agosto de 1939, nove dias antes do início da guerra, e invade a União Soviética em 22 de junho, cerca Leningrado a partir de 8 de setembro e bombardeia a cidade no dia 19, matando mais de mil russos.

Ao entrar na URSS, o Exército nazista avança em três direções: no Sul, rumo à Ucrânia e ao Vale do Rio Volga; no Centro, em direção a Moscou: e no Norte, rumo a Leningrado (hoje São Petersburgo). O ditador Adolf Hitler pretende arrasar a cidade e entregá-la à Finlândia, que era aliada e atacava a URSS pelo norte.

"O Führer decidiu varrer São Petersburgo da face da Terra", declarou Hitler a seus generais.

Uma tentativa de tomar a cidade com divisões de tanques fracassa em agosto. O Cerco de Leningrado é um dos episódios mais brutais da Segunda Guerra Mundial. Dura 872 dias, até 27 de janeiro de 1944, mata cerca de 800 mil e tenta submeter a cidade pela fome. Os pais proíbem os filhos jovens de sair de casa porque há um mercado negro de carne humana.

TERREMOTO ABALA MÉXICO

    Em 1985, um terremoto de 8,1 graus na escala aberta de Richter atinge a Cidade do México às 7h18min, mata 10 mil pessoas, fere outras 30 mil e deixa dezenas de milhares sem casa.

A capital do México fica num planalto cercado de montanhas e vulcões que antigamente era coberto de lagos. Fica em cima de um aquífero e de areia muito menos estável do que uma rocha que pode se mover rapidamente durante um tremor de terra.

Três mil prédios têm de ser demolidos e 100 mil sofrem danos graves.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 17 de Agosto

INDEPENDÊNCIA DA INDONÉSIA

     Em 1945, Ahmed Sukarno declara a independência da Indonésia da Holanda depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e da derrota do Japão, que invade as antigas Índias Orientais Holandesas em março de 1942 para ter acesso ao petróleo do país.

A proclamação deflagra uma guerra mais conhecida como Revolução Nacional Indonésia, que vai até 27 de dezembro de 1949, quando a potência colonial finalmente concede a independência. Sukarno é o primeiro presidente do país. Governa até 1967, quando é derrubado por um golpe militar de Mohamed Suharto apoiado pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria.

MORRE ÚLTIMO LÍDER NAZISTA

    Em 1987, o líder nazista Rudolf Hess morre enforcado na prisão de Spandau, em Berlim, na Alemanha, num provável suicídio.


É até então o último sobrevivente do círculo íntimo do regime de Adolf Hitler e o único preso em Spandau desde 1966.

Rudolf Walter Richard Hess é nomeado vice de Hitler em 1933. Fica no cargo até 1941, quando foge para a Escócia em voo solo em 10 de maio, possivelmente para negociar a paz com o Reino Unido. Preso pelas autoridades britânicas, é condenado à prisão perpétua no Tribunal Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha.

CLINTON DEPÕE PERANTE JÚRI

    Em 1998, Bill Clinton é o primeiro presidente dos Estados Unidos no exercício do cargo a depor perante um tribunal do júri.


 Depois de 4 anos de investigações sobre um investimento imobiliário fracassado, o Escândalo de Whitewater ou Whitewatergate, e acusações de assédio sexual, em que o procurador especial Kenneth Starr descobriu o caso com Monica Lewinsky, estagiária da Casa Branca, Clinton chega ao tribunal, denunciado por perjúrio (mentir sob juramento) e obstrução de justiça.

Após o depoimento, Clinton faz um pronunciamento na televisão. Ele admite que teve uma "relação inapropriada" com Lewinsky, o que até então negava, e pede desculpas por enganar a mulher e o povo norte-americano, mas nega a obstrução de justiça.

Em 19 de dezembro de 1998, a Câmara dos Representantes denuncia Clinton num processo de impeachment, o que nos EUA exige maioria simples, por perjúrio e obstrução de justiça. É o segundo presidente submetido a julgamento político, depois de Andrew Johnson, em 1868. 

Cinco semanas depois, no julgamento no Senado, Clinton é considerado inocente da acusação de perjúdio com 55 votos a favor e 45 contra. Há um empate de 50-50 na acusação de obstrução de justiça. Ambas exigem maioria de dois terços ou 67 votos para afastar o presidente. Até hoje, nenhum presidente dos EUA foi condenado num processo de impeachment. Em 1974, Richard Nixon renuncia quando o impeachment é inevitável por causa do Escândalo de Watergate.

TERREMOTO NA TURQUIA

    Em 1999, um terremoto de 7,4 graus na escala aberta de Richter abala a região próxima a Izmit, na Turquia, mata 17 mil pessoas e deixa 500 mil desabrigadas.

O abalo sísmico é explorado politicamente pelo líder islâmico moderado Recep Tayyip Erdogan, que se torna primeiro-ministro em 14 de março de 2003 e presidente em 28 de agosto de 2014. Depois de um golpe militar fracassado em 15 de julho de 2016, Erdogan assume cada mais poderes ditatoriais.

HOMEM DE OURO

    Em 2008, na Olimpíada de Beijim, o nadador Michael Phelps participa da equipe dos Estados Unidos que vence o revezamento 4x100 metros nado livre e se torna o primeiro atleta a ganhar oito medalhas de ouro numa única edição dos Jogos Olímpicos, superando o nadador também norte-americano Mark Spitz, que levou sete ouros na Olimpíada de Munique, em 1972.

Ao todo, Phelps bate 37 recordes mundial e ganha 23 medalhas de ouro, 3 de prata e 2 de bronze, tornando-se o atleta olímpico mais laureado da história. Em todas as competições, ele conquista 82 medalhas, 65 de ouro, 14 de prata e 3 de bronze.

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sábado, 18 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 18 de Abril

BASÍLICA DE SÃO PEDRO

    Em 1506, o Papa Júlio II lança a pedra fundamental da Basílica de São Pedro, na Cidade do Vaticano, um enclave em Roma. A obra é concluída em 1615, no papado de Paulo V.

A Basílica de São Pedro é uma das mais importantes obras de arquitetura do Renascimento e muitos elementos do barroco, o estilo arquitetônico da Contrarreforma, que busca afirmar a superioridade da Igreja Católica sobre as correntes protestantes. De 1546 até sua morte em 1564, Michelangelo Buonarotti é o principal arquiteto.

Ao lado da Basílica de São João Latrão, a Basília de Santa Maria Maior e a Basílica de São Paulo Extramuros, todas em Roma, a Basílica de São Pedro é uma das quatro grandes basílicas. É a maior igreja cristã do mundo até a inauguração da Basílica de Yasmousoukro, na Costa do Marfim.

CAVALGADA NOTURNA DE PAUL REVERE

    Em 1775, o ourives Paul Revere entra para a história por sair a cavalo à noite para alertar os moradores da região de Boston para um ataque das forças do Império Britânico no início da Guerra da Independência dos EUA.

"Às armas! Às armas! Os casacas vermelhas vêm aí", brada Revere, advertindo os rebeldes norte-americanos.

Paul Revere nasce em Boston em 1º de janeiro de 1735. Seu pai é um refugiado huguenote que chega a Boston como criança e aprende o ofício da ouriversaria, que passa para o filho. Paul se torna um dos grandes artistas da produção de artigos de prata.

Entusiasta da luta pela independência, doa trajes indígenas e participa da Festa do Chá de Boston, em 16 de dezembro de 1773m quando manifestantes fantasiados de indígenas jogam no mar uma carga de chá da Companhia das Índias Orientais para protestar contra os impostos cobrados pela coroa britânica.

Na noite de 16 para 17 de abril, Revere vai a cavalo até Concord para mobilizar os patriotas enquanto as forças imperiais avançam na busca de líderes revolucionários como John Hancock e Samuel Adams. Graças à cavalgada de Paul Revere, os minutemen estão prontos para a histórica Batalha de Lexington, no início da Guerra da Independência dos EUA, tem o apoio da França, da Espanha e da Holanda, rivais do Império Britânico.

Os EUA proclamam a independência em 4 de julho de 1776 e obtém reconhecimento da França e do Reino Unido no Tratado de Paris, em 1783.

GRANDE TERREMOTO DE SÃO FRANCISCO

    Em 1906, às 5h13, um tremor de terra de 7,9 graus na escala aberta de Richter ao longo de 440 quilômetros da Falha de Santo André com 45 a 60 segundos de duração sentido do Sul do estado do Oregon até Los Angeles abala São Francisco, na Califórnia, provoca uma série de incêndios, mata cerca de 3 mil pessoas e destrói 80% da cidade.

Como a rede de encanamentos se rompe, falta água para combater o fogo, que arde até o dia 20. Entre 227 e 300 mil pessoas da cidade de 410 mil habitantes na época ficam ao relento. A metade da população é retirada para as cidades de Berkeley e Oakland, do outro lado da Baía de São Francisco. O Golden Gate Park e o Panhandle viram acampamentos que duram mais de dois anos.

São Francisco se reconstrói rapidamente, mas parte da população, do comércio e da indústria migram para Los Angeles, que se torna a maior cidade da Califórnia e a segunda maior dos EUA no século 20. São Francisco renasce com a revolução da tecnologia da informação como parte do Vale do Silício, que concentra as principais empresas do setor.

INDEPENDÊNCIA DO ZIMBÁBUE

    Em 1980, o Zimbábue, antiga Rodésia do Sul e Rodésia, conquista a independência do Reino Unido depois de um longo período colonial sob o Império Britânico e 15 anos de dominação pela minoria branca num regime segregacionista semelhante ao apartheid da África do Sul.

A colonização é uma iniciativa de Cecil Rhodes, o empresário do imperialismo, que recebe em 1889 autorização para construir uma estrada de ferro da África do Sul até o Rio Zambeze, estimular a imigração e a colonização, promover o comércio e garantir direitos de exploração mineral. No ano seguinte, a Companhia Britânica da África do Sul, de Rhodes, demarca o território.

Em 1895, a região antes conhecida como Zambézia passa a ser chamada de Rodésia. A ferrovia chega às Cataratas de Vitória em 1904 e com ela os colonos, que no ano seguinte são 12,5 mil. Em 1909, as exportações de ouro somam 2,5 milhões de libras.

A Rodésia do Norte e a Rodésia do Sul viram colônias britânicas autônomas em 1923. Em 1953, as duas se juntam à Niassalândia, hoje Maláui, na Federação da Rodésia e Niassalândia, que dura até 1963. Em 24 de outubro de 1964, a Rodésia do Norte se torna independente com o nome de Zâmbia.

A Rodésia do Sul passa a se chamar de Rodésia. Em 1965, o governo da minoria branca declara independência unilateralmente com o apoio da África do Sul. Sofre isolamento internacional e enfrenta durante 15 anos movimentos guerrilheiros da maioria negra que conquistam a independência em 1980.

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quarta-feira, 11 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 11 de Março

GRIPE ESPANHOLA

    Em 1918, são diagnosticados os primeiros casos da gripe espanhola nos Estados Unidos. É a maior pandemia do século 20 e uma das maiores da história, com total de mortes estimado em 50 milhões em dois anos.

Não se sabe a origem exata da gripe espanhola. Como a doença é propagada pela movimentação de soldados no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), os países que estão em guerra, como Alemanha, EUA, França e Reino Unido, censuram a notícia. Na Espanha, que não está em guerra, não há censura. Isso passa a impressão de que é um dos países mais atingidos, daí o nome.

A primeira onda é registrada em março de 1918. A segunda, em agosto de 1918, é muito mais forte e mais letal. É uma gripe que evolui para pneumonia e mata às vezes em apenas dois dias.

Pelo menos 12,5 milhões de indianos, 550 mil norte-americanos e 35 mil brasileiros morrem de gripe espanhola.

GORBACHEV LÍDER COMUNISTA

    Em 1985, Mikhail Gorbachev é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Sovíetica e inicia uma abertura política (glasnost) e uma reforma econômica (perestroika) que acabam por destruir a pátria do comunismo.

Gorbachev é comissário da agricultura antes de virar chefe do partido. Durante visita ao Canadá em 1983, um país com o mesmo inverno rigoroso, mas nível de desenvolvimento muito maior, ele percebe a necessidade de mudar o sistema para recuperar a economia soviética.

Como parte de suas reformas, está o degelo na Guerra Fria, a necessidade de parar a corrida armamentista nuclear para que a URSS possa se concentrar em seus problemas internos. Gorbachev leva liberdade, democracia e eleições como a Rússia e as outras repúblicas soviéticas nunca tiveram. Mas não basta.

O regime comunista se mostra irreformável. Uma tentativa de golpe da linha dura, em agosto de 1991, afasta Gorbachev do poder por três dias. A resistência é liderada pelo primeiro presidente eleito democraticamente da história da Rússia, Boris Yeltsin, que ao mesmo tempo toma o poder de Gorbachev e coloca o Partido Comunista na ilegalidade.

Pelo Acordo de Minsk, em 8 de dezembro de 1991, as três repúblicas do núcleo eslavo da URSS, Rússia, Ucrânia e Bielorrússia, decidem deixar a União e formar a Comunidade de Estados Independentes (CEI). No Natal, Gorbachev anuncia o fim da URSS. Em 31 de dezembro, a bandeira vermelha da URSS è arriada no Kremlin e substituída pela tricolor da Rússia.

INDEPENDÊNCIA DA LITUÂNIA

    Em 1990, depois de votação no Parlamento, a Lituânia torna-se a primeira república soviética a proclamar a independência.

A Lituânia é o maior dos países bálticos e o que fica mais ao sul. Entre os séculos 12 a 14, a Lituânia é um importante império da Europa Oriental. Em seguida, forma com a Polônia a Comunidade Polaco-Lituana. Em 1795, é ocupada pela Rússia.

Depois das revoluções de 1917 na Rússia, a Lituânia se torna um país independente de 1918 e 1940, quando é invadida pela União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Com o fim da URSS, recupera sua independência.

Em 2004, a Lituânia entra para a União Europeia (UE) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

TERROR NA ESPANHA

    Em 2004, um atentado reivindicado pela rede terrorista Al Caeda contra a estação de Atocha do sistema de transportes de Madri mata 192 pessoas e deixa 17 mil feridos na capital da Espanha.

Pouco depois das 7h30, dez bombas explodem em quatro trens do metrô de Madri. No mesmo dia, Al Caeda assume a responsabilidade. A três dias das eleições de 14 de março, o primeiro-ministro conservador José María Aznar acusa o grupo terrorista basco ETA (Euskadi ta Askatasuna, Pátria Basca e Liberdade).

A Espanha faz parte da aliança liderada pelos Estados Unidos que invade o Iraque em 20 de março de 2003. O atentado é uma retaliação terrorista. Antes da era dos telefones inteligentes, que são computadores de bolso, os espanhóis se comunicam por mensagens de texto para denunciar a mentira do governo Aznar.

Nas eleições de 2004, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) vence o Partido Popular (PP). O novo primeiro-ministro, José Luis Rodríguez Zapatero, retira as tropas espanholas da Guerra do Iraque.

TERREMOTO DE FUKUXIMA

    Em 2011, o maior terremoto da história do Japão e o quarto maior desde 1900, de 9,1 graus na escala aberta de Richter, provoca um maremoto que causa ainda mais destruição na região de Tohoku, no Nordeste da ilha de Honshu, inclusive um acidente nuclear na central atômica de Fukuxima, matando 19.747 pessoas.

Mais de 100 mil pessoas são retiradas da área. Durante a emergência, todos os três reatores operacionais se desligam automaticamente, mas, com a falta de energia elétrica, o sistema de resfriamento dos reatores para de funcionar.

O Reator nº 1 explode no dia 12 e o nº 3 no dia 14. O governo manda evacuar todo o mundo dentro de um raio de 20 quilômetros da central nuclear. Este raio é ampliado para 30 km. Cerca de 154 mil pessoas saem da região.

A maioria volta para casa, mas uma área de 371 km2 fica isolada até 2021 e pode ficar contaminada por décadas. O acidente nuclear de Fukuxima é o segundo pior da história, atrás apenas do acidente de Chernobil, na Ucrânia, na época parte da União Soviética, em 26 de abril de 1986.

PANDEMIA DO CORONAVÍRUS

    Em 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declara que a doença do coronavírus de 2019 causa uma pandemia, uma epidemia de escala global.

A covid-19 surge na cidade de Wuhan, na China. O primeiro caso foi diagnosticado em 17 de novembro de 2019, de acordo com o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. Em 3 de janeiro, a China confirma à OMS que há um novo coronavírus que causa uma pneumonia aguda que resiste a todos os tratamentos. Em 19 de janeiro, a China confirma a transmissão entre seres humanos. 

Quatro anos depois, são 695.781.740 casos confirmados e 6.919.573 mortes. Um estudo publicado na revista médica britânica The Lancet com base no excesso de mortes em comparação com anos anteriores estima que o verdadeiro número de mortes seja três vezes maior, cerca de 20 milhões. Ao todo, mais de 13,4 bilhões de doses de vacina foram aplicadas no mundo inteiro.

O Brasil registra 38.592.310 casos confirmados e perde pelo menos 740.427 vidas na pandemia. Tem a 20º maior taxa de mortalidades entre 228 países e territórios. Com 2,7% da população mundial, o Brasil tem mais de 10% das mortes na pandemia.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 17 de Outubro

AL CAPONE NA CADEIA

    Em 1931, o gângster Al Capone é sentenciado a 11 anos de prisão e multa de US$ 80 mil, no fim de uma carreira de crimes como o mafioso mais famoso da história dos Estados Unidos.

Filho de imigrantes italianos, Alphonse Gabriel Capone nasce no Brooklyn, em Nova York, em 1899. Expulso da escola aos 14 anos, entra para uma gangue e recebe o apelido de Scarface (Cicatriz na face) depois de sofrer um corte no queixo numa briga.

Em 1920, Capone se muda para Chicago, onde administra os negócios do mafioso Johnny Torrio, que incluem jogo, prostituição e contrabando de álcool durante a Lei Seca (1920-33). Quando Torrio deixa os negócios depois ser alvo de uma tentativa de homicídio, Capone toma conta a organização mafiosa.

A Lei Seca, que proíbe a fabricação, distribuição e venda de bebidas alcoólicas, cria um negócio clandestino que rende milhões de dólares de lucro para o crime organizado.

Ao eliminar seus adversários numa série de batalhas de gangues e assassinatos, entre eles o Massacre do Dia de São Valentin, em 14 de fevereiro de 1929, quando seus capangas matam sete rivais, Al Capone torna-se o poderoso chefão da máfia de Chicago.

Em 1930, Capone está no topo da lista de procurados pelo FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, mas consegue ficar livre por subornar policiais, intimidar testemunhas e mudar de esconderijo.

Seu maior inimigo é o policial federal Elliot Ness, líder de um grupo de agentes conhecidos como Intocáveis. Eles acabam com o negócio de bebidas alcoólicas do chefão, mas só conseguem uma condenação por evasão fiscal.

Al Capone começa a cumprir pena numa penitenciária federal de Atlanta, na Geórgia. Sob suspeita de manipular o sistema, é transferido para a prisão de segurança máxima da Ilha de Alcatraz, em São Francisco da Califórnia.

Ele é solto em 1939 por bom comportamento depois de ficar um ano num hospital com sífilis e morre em 1947 aos 48 anos em Palm Islands, na Flórida, sem pagar por todos os seus crimes.

PERÓN VOLTA NOS BRAÇOS DO POVO

    Em 1945, nove dias depois de ser demitido e preso num golpe militar, sob intensa pressão popular liderada pelos sindicatos, o vice-presidente e ministro do Trabalho, coronel Juan Domingo Perón, reassume os cargos e faz seu primeiro discurso na sacada da Casa Rosada, sede do governo da República Argentina, diante de 300 mil pessoas, com transmissão de rádio para todo o país, ao lado de sua segunda mulher, María Eva Duarte de Perón, a Evita.

É o Dia da Lealdade, marco fundador do movimento peronista. Quatro meses depois, em 24 de fevereiro de 1946, Perón é eleito com 52,5% dos votos para um mandato de seis anos. Reeleito em 11 de novembro de 1951 com 62% dos votos, quando as mulheres votam pela primeira vez na Argentina, tem o mandato interrompido por um golpe militar em 16 de setembro de 1955.

Perón vai para o exílio e só volta em 20 de junho de 1973 para ser eleito para um terceiro mandato em 23 de setembro, tendo como vice sua terceira mulher, María Estela Martínez de Perón, a Isabelita. 

Ele toma posse em 12 de outubro e governa até a morte, em 1º de julho de 1974. Deixa o país no caos, à beira da guerra civil, com uma presidente fraca, derrubada pelo golpe de 24 de março de 1976, marco do início da guerra suja da ditadura militar contra as esquerdas, em que morrem 30 mil argentinos .

OPEP EMBARGA PETRÓLEO

    Em 1973, sob a liderança da Arábia Saudita, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decide parar de exportar petróleo para os Estados Unidos e outros países que apoiaram Israel na Guerra do Yom Kippur, deflagrando a primeira crise do petróleo.

A proposta é reduzir a venda em 5% ao mês até a retirada total dos territórios árabes ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967: a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, do Egito; a Cisjordânia, da Jordânia; e as Colinas do Golã, da Síria.

Em dezembro, a OPEP impõe um embargo total aos EUA e outros aliados de Israel, agravando a situação dos países dependentes do petróleo importado, inclusive o Brasil.

A OPEP é fundada em 1960 pela Arábia Saudita, o Irã, o Iraque, o Kuwait e a Venezuela para aumentar os preços do petróleo, mas tem pouca influência no preço, que fica entre 2 e 3 dólares por barril. Quando começa a Guerra do Yom Kippur, com uma invasão dos territórios ocupados por Israel no Egito e na Síria, a OPEP está reunida em Viena, na Áustria.

Os EUA, principais aliados de Israel, fazem então a maior ponte aérea militar da história. Entregam 22.325 toneladas de equipamento às forças israelenses no campo de batalha. O ditador do Egito, Anuar Sadat, desabafa: "Posso entrar em guerra contra Israel, mas não contra os EUA."

Com a vitória de Israel praticamente assegurada, os países árabes decidem usar o petróleo como arma de guerra. Em dezembro, impõem um embargo total aos EUA. Os preços do petróleo quadruplicam para US$ 12 por barril, causando escassez, racionamento e fila nos postos de gasolina.

Este aumento de preços viabiliza a exploração de petróleo no mar e a Petrobrás se torna uma das empresas mais eficientes na tecnologia de produção offshore. 

Mesmo assim, como o Brasil importa 75% do petróleo que consome, a crise do petróleo acaba com o modelo econômico da ditadura militar, com o milagre econômico que faz a economia do país crescer acima de 10% no início dos anos 1970, no período mais duro da repressão.

Em 1974, o ditador Ernesto Geisel anuncia a "distensão, lenta, gradual e segura", que leva ao fim do Ato Institucional nº 5 (AI-5) em 1978 e à anistia parcial em 1979.

A Revolução Islâmica no Irã, em fevereiro de 1979, gera uma segunda crise do petróleo. As sucessivas crises do petróleo estão na origem da hiperinflação brasileira, que só é debelada em 1994 com o Plano Real.

FORD EXPLICA PERDÃO A NIXON

    Em 1974, o presidente Gerald Ford justifica perante o Congresso a decisão de perdoar o ex-presidente Richard Nixon por quaisquer crimes cometidos no exercício da Presidência dos Estados Unidos.

Ao assumir a presidência em 9 de agosto de 1974, no dia da renúncia de Nixon, Ford declara que "o longo pesadelo nacional acabou". Fala do Escândalo de Watergate, uma invasão da sede do Partido Democrata em Washington pela equipe de encanadores da Casa Branca para instalar equipamentos de escuta durante a campanha eleitoral de 1972, que implicou o presidente e seus principais assessores.

Diante da iminência de um processo de impeachment por abuso de poder e obstrução de justiça, depois de perder o apoio do Partido Republicano quando gravações provam as tentativas de atrapalhar as investigações, Nixon renuncia, mas isso não acaba com os inquéritos abertos no Congresso, que podem resultar em processos criminais.

Ford é o único presidente não eleito numa chapa presidencial da história dos EUA. O vice-presidente Spiro Agnew havia renunciado em meio a escândalos de corrupção. Ford era o presidente da Câmara e, por isso, o primeiro na linha sucessória.

Um mês depois de assumir, em 8 de setembro, Ford perdoa Nixon. Ao se explicar, alega que é importante para pacificar o país e enterrar de vez Watergate, com o propósito de "mudar o foco nacional... para desviar nossa atenção de um presidente que caiu para as necessidades urgentes da nação".

"As paixões geradas" por um processo contra Nixon, acrescenta Ford, "perturbariam seriamente a cicatrização das feridas do passado".

O novo presidente afirma que, "em geral, o povo americano quer poupar o ex-presidente de um processo criminal" e que livrar Nixon "não vai causar o esquecimento do mal dos crimes cometidos em Watergate nem das lições que aprendemos."

TERREMOTO ABALA SÃO FRANCISCO

    Em 1989, o Terremoto de Loma Prieta, de 7,1 graus de magnitude na escala aberta de Richter, um dos mais destrutivos da história dos EUA, atinge a área da Baía de São Francisco, mata 67 pessoas e deixa prejuízos de US$ 5 bilhões.

São Francisco fica perto da Falha de Santo André, que corre ao longo da costa da Califórnia, no encontro das placas tectônicas do Pacífico e da América do Norte.

Uma das partidas das finais do campeonato nacional de beisebol dos EUA, entre San Francisco Giants e Oakland Athletics, está prestes a começar quando a terra treme, com epicentro nas Montanhas de Santa Cruz. O estádio de Candlestick Park resiste, mas o resto da cidade sofre.

Na Ponte da Baía, entre São Francisco e Oakland, e na Via Expressa Nimitz, uma pista desaba sobre a outra. Das 67 mortes, 41 ocorrem na Via Expressa Nimitz. A destruição também é grande em Watsonville, onde mais de 10% das casas são totalmente destruídas, Palo Alto e Daly City.

O terremoto contribui para a profunda recessão que atinge a Califórnia, uma das maiores economias do mundo, nos anos 1990. A cidade havia passado pelo Grande Terremoto de São Francisco, de 7,9 graus na escala Richter, em 18 de abril de 1906, quando mais de 3 mil pessoas morrem, 80% da cidade são arrasados e 225 mil ficam sem teto.

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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 19 de Setembro

DUCADO DA PRÚSSIA

    Em 1657, João II Casimiro Vasa, rei da Polônia e Grão-Duque da Lituânia, renuncia no Tratado de Wehlau à suserania sobre o Ducado da Prússia e nomeia Frederico Guilherme, Grande Eleitor de Brandemburgo desde 1640, como governante soberano do ducado, que fica na Prússia Oriental, hoje dividida entre Polônia, Lituânia e Rússia.

As partes no tratado são a Suécia, de um lado, e a Comunidade Polaco-Lituânia, do outro. Em troca da ajuda militar na Segunda Guerra Nórdica (1655-60) e da devolução de Vármia à Polônia, o rei polonês dá à Dinastina Hohenzollern de Brandemburgo a soberania hereditária sobre o Ducado da Prússia.

A dinastia reconstrói Brandemburgo depois da Guerra dos Trinta Anos (1618-48), mas não tem como manter um exército capaz de garantir a independência. Precisa de aliados, no caso, da Polônia. No fim da guerra, a Polônia conserva Elbing, mas Lauemburgo, Bütow e Draheim vão para Brandemburgo-Prússia.

O Tratado de Wehlau fica em vigor até 18 de setembro de 1773, quando é substituído pelo Tratado de Varsóvia, depois da primeira divisão da Polônia. É um dos maiores erros de política externa da história polonesa. 

Em 5 de agosto de 1772, a Áustria, a Prússia e a Rússia tomam um terço do território e a metade da população da Polônia. A segunda divisão da Polônia acontece em 1793. A terceira divisão, em 1795, acaba com a Comunidade Polaco-Lituana, que foi um dos maiores países da Europa em área. 

Com a unificação da Alemanha, sob o primeiro-minnistro Otto von Bismarck, o Marechal de Ferro, em 1871, depois de vitórias militares sobre a Áustria, a Dinamarca e a França, a Prússia é o estado mais poderoso do Império Alemão.

A Polônia só recupera a independência no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), em 1918. A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa com a invasão da Alemanha Nazista na Polônia, em 1º de setembro de 1939. 

A União Soviética mata todo o oficialato polonês no Massacre da Floresta de Katyn, cerca de 22 mil pessoas, em abril de 1940, ocupa a Europa Oriental no fim da guerra e impõe regimes comunistas que duram até 1989, quando abrem-se a Cortina de Ferro e o Muro de Berlim, marcos da divisão do mundo na Guerra Fria. 

DESPEDIDA DE WASHINGTON

    Em 1796, o jornal American Daily Advertiser, publica na Filadélfia o Discurso de Despedida do primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington (1789-97). Num dos documentos fundadores da política externa do país, Washington recusa uma segunda reeleição e apela a seus compatriotas para manter a neutralidade e evitar o envolvimento em conflitos e alianças com a Europa.

O texto é atribuído a três país da pátria; além de Washington, a James Madison e Alexander Hamilton. Madison prepara a versão inicial em 1792, no fim do primeiro mandato de Washington. Hamilton aproveita os primeiros parágrafos de Madison, reescreve e amplia o discurso. Washington revisa e faz a edição final.

No início, o presidente explica a decisão de não concorrer a um terceiro mandato. Diz que queria ter saído no fim do primeiro mandato, mas a conjuntura internacional era perigosa, com a tensão com o Reino Unido, a Revolução Francesa e as guerras na Europa.

Ao futuro presidente, que ainda não está eleito, e à população em geral, Washington lembra que a liberdade e a prosperidade dos EUA dependem da União. Para manter a república e a federação, o país precisa se manter unido.

Em seguida, Washington chama a atenção para as forças capazes de destruir aos EUA: regionalismo, partidarismo e engajamentos no exterior. Ele teme que partidos regionais fortes destruam o país, que o faccionalismo leve os eleitores a votar com base na lealdade a um partido e não ao bem comum, e que o partidarismo alimente um "espírito de vingança" entre os derrotados. Note-se que estes problemas estão presentes hoje na política dos EUA e de outros países democráticos.

George Washington adverte o povo estar alerta contra déspotas em potencial capazes de usar os partidos como "máquinas poderosas para subverter o poder popular e usurpar para si as rédeas do governo".

A maior ameaça é o faccionalismo, a divisão interna, combinada com uma invasão estrangeira, que o partidarismo "abra a porta para a influência externa e a corrupção". Em vez de escolher o melhor candidato, os eleitores tomam suas decisões com base em "ciúmes infundados e alarmes falsos". A difusão de notícias falsas e mentirosas é antiga.

Para evitar intervenções militares estrangeiras, Washington defende uma política externa baseada na neutralidade e no comércio com todos os países, sem aliados nem inimigos permanentes

Washington também destaca a importância da educação para a democracia ao alertar que são "objeto de uma importância primária instituições para a difusão geral do conhecimento. Na proporção em que a estrutura do governo dá força à opinião pública, é essencial que a opinião pública seja iluminada."

No fim, ao falar de seu legado, menciona "a influência benigna de boas leis sob um governo livre".

PIONEIRISMO DO VOTO FEMININO

    Em 1893, com a assinatura da Lei Eleitoral pelo governador-geral, Lorde Glasgow, representante da rainha Vitória, a Nova Zelândia se torna o primeiro país do mundo a dar o direito de voto para as mulheres, depois de anos de movimento sufragista.

As neozelandesas votam e podem ser candidatas pela primeira vez nas eleições de 28 de novembro de 1893. Elizabeth Yates é eleita prefeita de Onehunga. É a primeira mulher a ocupar este cargo no Império Britânico, cuja rainha era mulher, Vitória, e começa no reinado de Elizabeth I (1558-1603).

Nos Estados Unidos, as mulheres conquistam o direito de voto em 1920, no Reino Unido em 1928 e no Brasil em 1934.

NAZISTAS BOMBARDEIAM LENINGRADO

    Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha Nazista rompe o Pacto Germano-Soviético, assinado em 23 de agosto de 1939, nove dias antes do início da guerra, e invade a União Soviética em 22 de junho, cerca Leningrado a partir de 8 de setembro e bombardeia a cidade no dia 19, matando mais de mil russos.

Ao entrar na URSS, o Exército nazista avança em três direções: no Sul, rumo à Ucrânia e ao Vale do Rio Volga; no Centro, em direção a Moscou: e no Norte, rumo a Leningrado (hoje São Petersburgo). O ditador Adolf Hitler pretende arrasar a cidade e entregá-la à Finlândia, que era aliada e atacava a URSS pelo norte.

"O Führer decidiu varrer São Petersburgo da face da Terra", declarou Hitler a seus generais.

Uma tentativa de tomar a cidade com divisões de tanques fracassa em agosto. O Cerco de Leningrado é um dos episódios mais brutais da Segunda Guerra Mundial. Dura 872 dias, até 27 de janeiro de 1944, mata cerca de 800 mil e tenta submeter a cidade pela fome. Os pais proíbem os filhos jovens de sair de casa porque há um mercado negro de carne humana.

TERREMOTO ABALA MÉXICO

    Em 1985, um terremoto de 8,1 graus na escala aberta de Richter atinge a Cidade do México às 7h18min, mata 10 mil pessoas, fere outras 30 mil e deixa dezenas de milhares sem casa.

A capital do México fica num planalto cercado de montanhas e vulcões que antigamente era coberto de lagos. Fica em cima de um aquífero e de areia muito menos estável do que uma rocha que pode se mover rapidamente durante um tremor de terra.

Três mil prédios têm de ser demolidos e 100 mil sofrem danos graves.