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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 23 de Outubro

BRUTUS SE SUICIDA

    Em 42 antes de Cristo, Marco Júnio Brutus, um dos assassinos do ditador Caio Júlio César, se mata depois da derrota na Batalha de Filipos, na Macedônia, para um exército comandado por Marco Antônio, Otávio e Marco Emílio Lépido, outro general de César. Desde 43 AC, eles formam o segundo triunvirato da República Romana.

Dois anos antes, Brutus se junta à conspiração de seu cunhado, o senador Caio Cássio Longino, contra Júlio César, acusado de se tornar um ditador e de ameaçar a república. O assassinato de César, em 44 AC, deflagra uma nova série de guerras civis e acaba com a república.

Primeiro, Antônio e Otávio vencem os republicanos Brutus e Cássio, que também se suicida. Lépido é afastado em 36 AC. Três anos depois, Antônio e Otávio rompem. Acaba o segundo triunvirato.

Em 31 AC, por articulação de Otávio, o Senado declara guerra a Cleópatra, rainha do Egito, ex-amante de César e amante de Marco Antônio, acusado de traição por se unir a uma estrangeira. Em 2 de setembro, Otávio vence a Batalha de Ácio, na Grécia. Antônio e Cleópatra fogem para o Egito e se suicidam, embora exista uma versão de que ela foi morta por soldados de Otávio.

Vitorioso, Otávio é coroado imperador em 27 AC com o nome de Otávio César Augusto. É o fim da República Romana, que é imperialista desde as Guerras Púnicas (264-143 AC), quando derrota Cartago a assume a hegemonia sobre o Mar Mediterrâneo.

NASCIMENTO DE PELÉ

    Em 1940, nasce em Três Corações, no estado de Minas Gerais, Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, maior jogador de futebol de todos os tempos.

A família se muda para Bauru, de onde Pelé é levado para o Santos pelo ex-jogador Valdemar de Brito. Pelé estreia na seleção brasileira em 1956, numa derrota por 2-1 para a Argentina, e ganha a primeira Copa do Mundo aos 17 anos, em 29 de junho de 1958.

Pelé é três vezes campeão do mundo pelo Brasil e duas vezes pelo Santos. Até hoje, é o maior artilheiro da seleção masculina. Ao todo, marcou 1.283 gols, 0,85 gol por jogo, acima dos atuais supercraques Lionel Messi (0,8) e Cristiano Ronaldo (0,73). É o único jogador com mais de mil gols.

REVOLTA CONTRA O STALINISMO

    Em 1956, uma manifestação estudantil reúne milhares de pessoas no Centro de Budapeste, marcha até o Parlamento e um grupo invade a Rádio Europa Livre para divulgar sua mensagem contra o regime comunista linha-dura. É atacado pela Autoridade de Proteção do Estado, a polícia política, o que deflagra uma revolta popular contra o regime stalinista de Matyas Rakosi e as tropas da União Soviética estacionadas na Hungria.

Depois da morte do ditador Josef Stalin, em 5 de março de 1953, o novo líder soviético, Nikita Kruschev, denuncia os crimes de stalinismo no 20º Congresso do Partido Comunista da URSS, realizado de 14 a 26 de fevereiro de 1956.

Em consequência, surgem alas liberalizantes e reformistas nos PCs. Com o levante, o reformista Imre Nagy assume a liderança do partido na Hungria em 24 de outubro. A ala reformista toma o poder, admite não comunistas no governo, promete reformas democráticas, dissolve a polícia política e retira a Hungria unilateralmente do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela URSS.

Uma grande invasão soviética, em 4 de novembro, com 31.550 soldados e 1.130 tanques, derruba Nagy e restaura o regime stalinista sob a chefia de Janos Kadar, que fica no poder até 1988. Pelo menos 772 soldados da URSS e dos stalinistas húngaros e de 2,5 e 3 mil rebeldes morrem na revolta, que termina em 11 de novembro. Cerca de 200 mil pessoas fogem da Hungria.

Nagy se refugia na Embaixada da Iugoslávia, mas é preso e executado em 16 de junho de 1958. Com a queda do comunismo, em 1989, Nagy e seus aliados na revolta de 1956 são reabilitados e reenterrados com honras de heróis.

TERROR NO LÍBANO

    Em 1983, uma terrorista suicida explode um caminhão-bomba no quartel-general dos fuzileiros navais dos Estados Unidos em Beirute, no Líbano, matando 241 soldados, e um ataque semelhante mata 58 soldados da Legião Estrangeira da França poucos minutos depois.

O grupo extremista muçulmano Jihad Islâmica (Guerra Santa Islâmica) reivindica a autoria dos atentados, que causam a retirada das forças internacionais do Líbano.

Depois da dissolução do Império Otomano, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a França obtém um mandato da Liga das Nações para administrar a Síria e o Líbano.

O Líbano se torna independente em 1943 com um frágil equilíbrio entre os grupos étnicos e um acordo pelo qual o presidente e o comandante do Exército são cristãos, o primeiro-ministro é muçulmano sunita e o presidente do Parlamento, muçulmano xiita.

Quando Israel vence a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e ocupa territórios árabes, os palestinos fogem, principalmente para a Jordânia, onde a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tenta dar um golpe contra o rei Hussein e é alvo de um massacre no Setembro Negro, em 1970.

Muitos palestinos se refugiam no Líbano, rompendo o frágil equilíbrio entre cristãos e muçulmanos. A Guerra Civil Libanesa (1975-90) começa com combates entre guerrilheiros palestinos e milícias cristãs. 

As tropas das potências estão no país desde agosto de 1982. Em tese, são uma força de paz para proteger a saída dos palestinos do Líbano, depois que Israel invade o país em 6 de junho para expulsar a OLP. Sem poder enfrentar uma força superior, a resistência libanesa recorre ao terrorismo suicida.

TERROR NO TEATRO EM MOSCOU

    Em 2002, cerca de 50 rebeldes chechenos invadem um teatro lotado em Moscou e fazem 800 reféns.


 
O segundo ato de um musical está começando, quando os terroristas entram no palco do Paláco da Cultura e disparam rajadas de metralhadora para o ar. Entre eles, há mulheres com explosivos presos junto ao corpo.

Ao se apresentar como soldados do Exército da Chechênia, os terroristas fazem sua exigência: a retirada total das forças militares da Rússia da Chechênia, uma república da Federação Russa da região do Norte do Cáucaso.

A Primeira Guerra da Chechênia vai de 11 de novembro de 1994 a 31 de agosto de 1996. Mais de 100 mil pessoas morrem e a Rússia perde.  

A Segunda Guerra da Chechênia é iniciada em 26 de agosto de 1999 pelo então primeiro-ministro Vladimir Putin para firmar sua liderança como herdeiro político do presidente Boris Yeltsin com uma política de terra arrasada. Vai até 16 de abril de 2009. Mais de 23 mil pessoas morrem.

Depois de 57 horas e da morte de dois reféns, forças especiais da Rússia atacam os terroristas em 26 de outubro. Usam um gás narcótico dentro do teatro que deixa quase todos os que estavam lá dentro inconscientes.

A maioria dos guerrilheiros e 120 reféns morrem no ataque. As forças especiais se defendem alegando que sem a surpresa os terroristas teriam detonado os explosivos.

Putin endurece ainda mais na Chechênia. Os rebeldes fazem novos ataques terroristas, em 6 de fevereiro de 2004 contra o metrô de Moscou, com 41 mortes, e  tomam, em em 1º de setembro, uma escola em Beslan, na Ossétia do Norte, onde pelo menos 334 pessoas morrem, inclusive 156 crianças.

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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 2 de Setembro

BATALHA DO ÁCIO

    Em 31 antes de Cristo, na Batalha do Ácio, na Grécia, as forças de Otávio conquistam uma vitória decisiva na guerra contra o general romano Marco Antônio, que foge para o Egito, onde comete suicídio no ano seguinte.


Filha de Ptolomeu XII, Cleópatra nasce em 69 AC e se torna a rainha Cleópatra VII, do Egito, quando o pai morre, em 51 AC. Eles fazem parte de uma dinastia macedônia que assume o poder no Egito depois da morte de Alexandre, o Grande, em 323 AC. 

 Em 47 AC, começa uma guerra civil entre ela e o irmão. Roma, a maior potência da Europa na época, também está em guerra civil entre Júlio César e Cneu Pompeu, ambos membros do Primeiro Triunvirato. Vencido por César na Grécia, Pompeu foge para o Egito, mas é morto por agentes do rei Ptolomeu XIII. 

César vai para Alexandria e decide impor a Pax Romana ao Egito. Cleópatra se alia a César para consolidar o poder no Egito. É entregue ao general romano enrolada num tapete. Linda e fascinante, ela seduz César e torna-se sua amante. Tem um filho com César, Cesarion. 

Quando César volta para Roma, Cleópatra e Cesarion vão junto. Ela vive discretamente numa casa de campo que o general tem perto da Cidade Eterna. Com a morte de César, em 44 AC, Cleópatra volta para o Egito e Roma cai em nova guerra civil, que termina em 43 AC com a formação do Segundo Triunvirato: Otávio, sobrinho e sucessor designado de Júlio César, o general Marco Antônio e Lépido. 

Marco Antônio, encarregado das províncias orientais do Império Romano, convoca Cleópatra para um encontro em Tarso, na Ásia Menor, em 41 AC. Ela chega numa balsa magnífica fantasiada de Vênus, a deusa do amor, e seduz mais um general romano. 

Em 40 AC, para emendar as relações Antônio volta a Roma e casa com Otávia, irmã de Otávio. Em 37 AC, ele se separa e encontra Cléopatra, que lhe dá dois gêmeos, na Síria. Partidários de Otávio o acusam de se casar com uma estrangeira, o que é proibido pela lei romana. 

Uma derrota militar em Pártia, hoje parte do Irã, em 36 AC, reduz o prestígio de Marco Antônio. Ele se reabilita ao vencer na Armênia em 34 AC, quando faz uma marcha triunfal em Alexandria ao lado da rainha, de Cesarion e de seus filhos. 

Em Roma, Marco Antônio é acusado de querer entregar o país nas mãos de estrangeiros. Otávio declara guerra a Cleópatra, e indiretamente a Marco Antônio, em 31 AC. Eles se enfrentam na Batalha do Ácio, uma batalha naval, na Grécia, em 31 AC. 

Uma semana depois, as forças terrestres de Marco Antônio se rendem, mas Otávio leva quase um ano para chegar a Alexandria e vencer Marco Antônio mais uma vez. Cleópatra se refugia no mausoléu que mandara construir para si mesmo. 

Ao ser informado erradamente da morte da rainha, Marco Antônio se suicida se jogando sobre sua espada, mas fica sabendo que ela está viva e é levado para morrer nos braços da amada. 

 A rainha do Egito não consegue seduzir mais um general romano e morre no mausoléu, oficialmente por suicídio, mordida por uma cobra, mas o historiador romano Plutarco, quem mais escreve sobre Cleópatra, diz: "O que aconteceu naquele mausoléu ninguém realmente sabe."

GRANDE INCÊNDIO DE LONDRES

    Em 1666, um incêndio na casa do padeiro do rei Carlos II, Thomas Farrinor, que esquece de desligar o forno, na Pudding Lane (Travessa da Sobremesa), atinge a Rua Tâmisa, onde há depósitos de combustível que explodem e transformam a cidade num inferno com a ajuda de um forte vento leste.


Quando o Grande Incêndio de Londres acaba, quatro dias depois, 80% da capital britânica estão destruídos, inclusive 13 mil casas e a antiga Catedral de São Paulo. Por milagre, há apenas 16 mortes.

Na época, Londres é uma cidade medieval de casas de madeira. As casas dos pobres são vedadas contra a chuva por materiais inflamáveis como carvão, óleo para lâmpadas, bebidas alcoólicas e banha. As ruas são estreitas e as casas amontoadas. Tudo contribui para propagar o fogo.

MASSACRES DE SETEMBRO

    Em 1792, durante a Revolução Francesa (1789-99), começam os massacres de prisioneiros em Paris por medo de que os presos políticos se revoltem e se juntem às forças inimigas nas guerras contrarrevolucionárias.

A revolução começa em 14 de julho de 1789, com a tomada da Bastilha, uma prisão que é um símbolo do antigo regime. De 20 a 26 de agosto, a Assembleia Nacional aprova a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão.

Em 10 de agosto de 1792, depois que o rei Luís XVI veta várias decisões da Assembleia Nacional, a Guarda Nacional da Comuna de Paris e federados da Bretanha e de Marselha assaltam a residência real no Palácio das Tulherias, que é defendido pela Guarda Suíça. O rei e a rainha se refugiam na Assembleia Nacional. Centenas de guardas e 400 revolucionários morrem na batalha.

Os massacres de 2 a 6 de setembro em Paris são a primeira onda de terror da revolução. A matança começa em 2 de setembro, quando um grupo armado ataca presos que estão sendo transferidos para a Prisão da Abadia, perto de Saint-Germain-des-Près. Em cinco dias, 1,2 mil prisioneiros são mortos, a maioria depois de julgamentos sumários num "tribunal popular".

A monarquia acaba formalmente em 21 de setembro, numa das primeiras decisões da Convenção Nacional (1792-95), a primeira assembleia eleita sem distinção de classe social, que funda a República no dia seguinte. O Período do Terror propriamente dito vai de 5 de setembro de 1793 a 27 de julho de 1794, quando cerca de 17 mil pessoas são executadas, inclusive os líderes revolucionários Georges-Jacques Danton e Maximiliano Robespierre.

Luís XVI é guilhotinado em 21 de janeiro de 1793 e a rainha Maria Antonieta em 16 de outubro do mesmo ano. Ao todo, cerca de 50 mil pessoas morrem na Revolução Francesa.

GRANDE PORRETE

    Em 1901, o vice-presidente Theodore Roosevelt, um pioneiro do imperialismo norte-americano, diz a frase que o caracterizou, tirada de um provérbio africano: "Fale suavemente e carregue um grande porrete. Você vai longe."

Doze dias depois, o presidente William McKinley é assassinado e Theodore Roosevelt  se torna o 26º presidente dos Estados Unidos (1901-9) aos 42 anos. É o presidente mais jovem da história do país. 

Durante seu governo, os EUA intervém militarmente em 1903 no Panamá, então parte da Colômbia, enfraquecida pela Guerra dos Mil Dias (1899-1902) entre conservadores e liberais, promovem a independência do Panamá e, em 1904, começam a construção do canal que liga os oceanos Atlântico e Pacífico.

FIM DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

    Em 1945, a bordo do navio de guerra americano USS Missouri, o ministro do Exterior, Mamoru Shigemitsu, e o general Yoshijiro Umezu assinam a rendição do Japão, formalizando o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Ambos são condenados por crimes de guerra pelo Tribunal de Tóquio.

Os países do Sudeste Asiático colonizados pelo Ocidente invadidos pelo Japão na guerra começam a declarar a independência, a Indonésia em 17 de agosto e o Vietnã em 2 de setembro.

Antes das bombas atômicas de Hiroxima e Nagasáki, o Japão negocia a rendição através da Suíça. Por causa do ataque japonês à 7ª Frota Americana em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, os EUA exigem a rendição incondicional do Japão.

Diante do custo em vidas dos assaltos anfíbios às ilhas de Ivo Jima e Okinawa, o comando militar norte-americano estima que um ataque às quatro maiores ilhas japonesas custe 1 milhão de vidas. 

O presidente Harry Truman decide, então, usar uma nova arma, a bomba atômica, jogada em 6 de agosto em Hiroxima e em 9 de agosto em Nagasaki, onde 140 mil pessoas morrem nos dias das explosões e mais de 300 mil até hoje de doenças causadas pela radiação. Em 15 de agosto, o imperador Hiroíto anuncia a rendição incondicional do Japão.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 12 de Agosto

MORTE DE CLEÓPATRA: SUICÍDIO OU ASSASSINATO?

    Em 30 antes de Cristo, Cleópatra, rainha do Egito e amante de dois generais romanos, Caio Júlio César e Marco Antônio, se mata com uma picada de cobra diante da derrota de seu exército para Otávio, que três anos depois vira imperador romano com o nome de Otávio César Augusto, ou é assassinada por agentes de Otávio.

Filha de Ptolomeu XII, Cleópatra nasce em 69 AC e se torna a rainha Cleópatra VII, do Egito, quando o pai morre, em 51 AC. Eles fazem parte de uma dinastia macedônia que assume o poder no Egito depois da morte de Alexandre o Grande, da Macedônia, em 323 AC.

Em 47 AC, começa uma guerra civil entre ela e o irmão. Roma, a maior potência da Europa na época, também está em guerra civil entre Júlio César e Cneu Pompeu, ambos membros do primeiro triunvirato. Vencido por César na Grécia, Pompeu foge para o Egito, mas é morto por agentes do rei Ptolomeu XIII.

César vai para Alexandria e decide impor a Pax Romana ao Egito. Cleópatra se alia a César para consolidar o poder no Egito. É entregue ao general romano enrolada num tapete. Linda e fascinante, ela seduz César e torna-se sua amante. Tem um filho com César, Cesarion.

Quando César volta para Roma, Cleópatra e Cesarion vão junto. Ela vive discretamente numa casa de campo que o general tem perto da Cidade Eterna. Com a morte de César, em 44 AC, Cleópatra volta para o Egito e Roma cai em nova guerra civil, que termina em 43 AC com a formação do segundo triunvirato: Otávio, sobrinho e sucessor designado de Júlio César, o general Marco Antônio e Lépido.

Marco Antônio, encarregado das províncias orientais de Roma, na época ainda uma república, convoca Cleópatra para um encontro em Tarso, na Ásia Menor, em 41 AC. Ela chega numa balsa magnífica fantasiada de Vênus, a deusa do amor, e seduz mais um general romano.

Em 40 AC, para emendar as relações, Antônio volta a Roma e casa com Otávia, irmã de Otávio. Em 37 AC, ele se separa e encontra Cléopatra, que lhe dá dois gêmeos, na Síria. Partidários de Otávio o acusam de se casar com uma estrangeira, o que é proibido pela lei romana.

Uma derrota militar em Pártia, hoje parte do Irã, em 36 AC reduz o prestígio de Marco Antônio. Ele se reabilita ao vencer na Armênia em 34 AC, quando faz uma marcha triunfal em Alexandria ao lado da rainha, de Cesarion e de seus filhos. Em Roma, é acusado de querer entregar Roma nas mãos de estrangeiros.

Otávio declara guerra a Cleópatra, e indiretamente a Marco Antônio, em 31 AC. Eles se enfrentam na Batalha do Ácio, uma batalha naval, na Grécia, em 31 AC. Uma semana depois, as forças terrestres de Marco Antônio se rendem, mas Otávio leva quase um ano para chegar a Alexandria e vencer Marco Antônio mais uma vez.

Cleópatra se refugia no mausoléu que mandara construir para si mesma. Ao ser informado erradamente da morte da rainha, Marco Antônio se suicida se jogando sobre sua espada, mas fica sabendo que ela está viva e é levado para morrer nos braços da amada. 

A rainha do Egito não consegue seduzir mais um general romano e morre no mausoléu, oficialmente por suicídio, mordida por uma cobra, mas o historiador romano Plutarco, quem mais escreveu sobre Cleópatra, disse: "O que aconteceu naquele mausoléu ninguém realmente sabe."

EDISON INVENTA FONÓGRAFO

    Em 1877, o norte-americano Thomas Alva Edison, o maior inventor de todos os tempos, com mais de 2 mil patentes, faz uma de suas invenções mais importantes, o fonógrafo, que faz as primeiras gravações numa folha de estanho com uma caneta vibratória.

Edison nasce em Milan, no estado de Ohio, em 1847, e recebe pouca educação formal, como acontece com a maioria dos norte-americanos na época. Com problemas de audição desde a infância, ele começa a trabalhar como operador de telégrafo aos 16 anos e logo usa sua engenhosidade para aperfeiçoar o sistema.

A partir de 1869, Edison torna-se inventor em tempo integral. Em 1876, ele se muda para um laboratório em Menlo Park, em Nova Jérsei, onde inventa o fonógrafo no ano seguinte tentando criar uma máquina para gravar conversas telefônicas.  Passa a ser conhecido como o Gênio de Menlo Park.

É o primeiro grande sucesso. Edison e sua equipe inventam a lâmpada de filamento incandescente em 1879, precursores da câmera e do projetor de cinema nos anos 1880.

Sua maior contribuição é no campo da eletricidade. Edison desenvolve um sistema de distribuição de luz e energia, cria em Nova York a primeira usina de energia elétrica, inventa a bateria alcalina e o trem movido a energia elétrica. Ao todo, registra 1.093 patentes nos EUA e mais de 2 mil contando as invenções patenteadas no exterior.

O fonógrafo vai sendo aperfeiçoado na maneira de gravar e reproduzir até o surgimento disco musical de 78 rotações por minuto em 1915. Cada lado toca por 4 minutos e 30 segundos em média. 

Em 1948, a Columbia Records lança o LP (long playing) de 33,3 rpm, com cerca de 30 minutos de gravação de cada lado. 

A gravação estereofônica, em dois canais de som distintos, surge em 1958 e cria o som de alta fidelidade.  

MORTE DE THOMAS MANN

    Em 1955, o escritor Thomas Mann, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1929, considerado o maior autor alemão do século 20, morre perto de Zurique, na Suíça.

Thomas Mann nasce em Lubeck em 6 de junho de 1875. Quando o pai morre, em 1891, ele vai para Munique, a capital da Baviera, um importante centro econômico, artístico e cultural, onde vive até 1933. Seus livros de maior sucesso são Morte em Veneza (1912) e A Montanha Mágica (1924), que lhe valhem o Nobel em 1929.

MURO DE BERLIM

    Em 1961, a Alemanha Oriental ultima os preparativos para a construção do Muro de Berlim, símbolo da divisão do mundo durante a Guerra Fria até sua abertura, em 9 de novembro de 1989. A obra começa na madrugada do dia 13.

No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha é ocupada e dividida pela União Soviética, que toma Berlim, os Estados Unidos, o Reino Unido e a França. Em 1949, as partes sob o controle dos aliados ocidentais formam a Alemanha Ocidental, e a parte soviética, a Alemanha Oriental, sob um regime comunista. Berlim fica do lado oriental e é dividida em Berlim Ocidental e Berlim Oriental.

Quando os aliados ocidentais revelam a intenção de unir suas partes, o ditador soviético Josef Stalin decreta o Bloqueio de Berlim, proibindo o acesso por terra ao lado ocidental da cidade de 24 de junho de 1948 a 12 de maio de 1949. Os aliados fazem a maior ponte aérea militar da história e transportam 2,3 milhões de toneladas de suprimentos ao lado ocidental da antiga capital da Alemanha.

A fundação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) pelo Tratado de Washington, em 4 de abril de 1949, é uma reação ao Bloqueio de Berlim.

Em 1949, as partes sob o controle dos aliados ocidentais formam a Alemanha Ocidental, e a parte soviética, a Alemanha Oriental, sob um regime comunista. Berlim fica do lado oriental e é dividida em Berlim Ocidental e Berlim Oriental. 

Com a reconstrução do pós-guerra, a prosperidade e a liberdade do lado ocidental, logo os alemães-orientais começam a fugir para o Ocidente. Depois de fuga de 2,5 milhões, a Alemanha Oriental decide erguer um muro ao redor de Berlim Ocidental e a proibir seus cidadãos de sair do país.

Desde que o muro é erguido, cerca de 5 mil alemães-orientais escapam e cerca de 200 são mortos na fuga. Em 1987, em discurso diante do Portão de Brandemburgo, o então presidente norte-americano fez um apelo ao secretário-geral do Partido Comunista da URSS, Mikhail Gorbachev, para "derrubar este muro". Dois anos depois, em 9 de novembro de 1989, o muro é aberto em meio a uma onda de revoluções democráticas na Europa Oriental.

MAIS POPULARES DO QUE JESUS?

    Em 1966, entrevista coletiva, o beatle John Lennon pede desculpas por ter declarado em março daquele ano que para alguns jovens os Beatles "são mais populares do que Jesus Cristo".

A declaração provoca grandes protestos, especialmente nos Estados Unidos, onde religiosos fanáticos convocam manifestações para destruir, quebrar e queimar coletivamente discos e cartazes da banda, e rádios passam a boicotá-los.

"Eu não estava dizendo o que quer que eles disseram que eu estava dizendo. Lamento realmente o que disse. Nunca quis que fosse uma coisa ruim e antirreligiosa. Peço desculpas se isso vai deixá-los felizes. Ainda não sei bem o que eu fiz. Tentei dizer para vocês o que eu fiz, mas se querem que eu peça desculpas, se isso vai deixá-los felizes, então está ok, eu peço", declarou Lennon, no que foi considerado pelos cristãos um pedido de desculpas pela metade.

TIRANOSSAURO-REI

    Em 1990, o mais completo e bem-preservado esqueleto de um tiranossauro-rei é encontrado na Reserva Indígena do Rio Cheyenne, no estado de Dakota do Sul, nos Estados Unidos, e batizado de Sue, em homenagem a Susan Hendrickson, a paleontóloga responsável pela descoberta.

O fóssil de 67 milhões de anos tem 12,8 metros de comprimento. Só a cabeça tem 1,5 m e pesa 272 quilos. O Museu de História Natural de Chicago o compra por US$ 8,362 milhões num leilão em 1997 depois de anos de batalhas judiciais em torno de sua propriedade. Está em exposição no museu desde 17 de maio de 2000. 

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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 31 de julho

 MORRE FUNDADOR DA ORDEM DOS JESUÍTAS

    Em 1556, morre em Roma, na Itália, Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, a ordem dos jesuítas, que congrega missionários e educadores, dentro da Contrarreforma, a reação da Igreja Católica Apostólica Romana à Reforma Protestante, e tem papel fundamental na colonização da América Latina.

Inácio nasce no castelo da família Loyola em 1491. Treinado como cavaleiro, é ferido nas duas pernas durante o cerco de Pamplona pela França em maio de 1521. Durante a convalescença, lê a Bíblia e histórias de santos. Decide então levar uma vida austera como os santos católicos.

Em 1522, Inácio de Loyola peregrina a Montserrat, onde há uma escultura da Virgem Maria e do Menino Jesus supostamente esculpida por São Lucas. No ano seguinte, vive como um mendigo e reza sete horas por dia. Em 1523, vai a Jerusalém.

De volta à Espanha, em 1524, decida-se aos estudos em Barcelona e na Universidade de Alcalá para preparar sua missão espiritual. O movimento jesuíta nasce em 1534, quando Inácio de Loyola e seguidores fazem votos de pobreza e castidade, e fazem planos para ir a Jerusalém converter os muçulmanos.

Como as guerras do Império Otomano tornam inviável a missão em Jerusalém, eles vão a Roma e pedem permissão ao papa para criar uma ordem religiosa. Em setembro de 1540, o papa Paulo III aprova o projeto. Quando o fundador morre, a ordem tem mais de mil padres.

A Igreja Católica canoniza Santo Inácio de Loyola em 1622. Durante a onda nacionalista do século 18, vários países proíbem a atuação da Companhia de Jesus, inclusive Portugal, em 1579, por ordem do então primeiro-ministro, o Marquês do Pombal.

Sob pressão da Dinastia de Bourbon, o papa Clemente XVI extingue a ordem dos jesuítas em 1773. Em 1814, o papa Pio VII reabilita os jesuítas.

FIM DA SEGUNDA GUERRA ANGLO-HOLANDESA

    Em 1667, o Tratado de Breda acaba com a Segunda Guerra Anglo-Holandesa (1665-67) e transfere o controle da Nova Holanda para a Inglaterra, que a transforma em Nova Jérsei e Nova York.

O acordo de paz é assinado entre a Inglaterra, de um lado, e a Holanda, a França e a Dinamarca, do outro. A Holanda tem vantagem na guerra, travada sobretudo no mar. É forçada a negociar a paz quando a França de Luís XIV, o Rei Sol, invade os Países Baixos Espanhóis, hoje Bélgica e Luxemburgo, na Guerra da Devolução (1667-68).

Sob pressão da Holanda, a Inglaterra muda as leis de navegação para permitir que navios holandeses transportem produtos ingleses no Rio Reno e incorporar vários aspectos das regras holandesas de comércio, inclusive o conceito de contrabando.

A posição dominante da Holanda no comércio internacional não é abalada. Os ingleses não conseguem conquistar parte do comércio de especiarias (cravo, canela, noz moscada e pimenta do reino). Mas recebem a Nova Holanda (Nova Jérsei e Nova York) e retomam da França as ilhas de Antigua, Montserrat e São Cristóvão, no Mar do Caribe. 

A Holanda fica com a Guiana Holandesa e as Índias Orientais Holandesas (hoje Indonésia). A França mantém a Guiana Francesa e retoma da Inglaterra a região da Acádia, que incluía o que hoje são as províncias canadenses do Quebec, da Nova Escócia, da Nova Brunswick, a ilha Príncipe Eduardo e parte do estado do Maine, hoje território dos Estados Unidos.

FURACÕES AFUNDAM GALÕES CHEIOS DE OURO 

    Em 1715, um furacão arrasa a costa da Flórida e afunda onze galeões da Frota da Prata da Espanha carregados de tesouros da América.

Cerca de mil pessoas morrem. O ouro e a prata só são recuperados 250 anos mais tarde.

Desde a descoberta de metais preciosos na América, a Espanha manda ao Novo Mundo navios fortificados para resistir à pirataria, mas eles pouco podem fazer contra as tempestades.

A frota espanhola zarpa de Cuba sete dias antes. Quando está na costa da Flórida, entre Cabo Canaveral e Forte Pierce, o furacão ganha força e destrói 11 dos 12 navios.

FIDEL TRANSFERE PODERES AO IRMÃO

    Em 2006, o ditador cubano Fidel Castro sofre uma hemorragia intestinal, vai para o hospital e transfere os poderes a seu irmão, o vice-presidente Raúl Castro.


Fidel deixa oficialmente a Presidência em 24 de fevereiro de 2008 e a liderança do Partido Comunista em 19 de abril de 2011, cinco anos e meio antes de morrer, em 25 de novembro de 2016.

Fidel é um jovem advogado quando assalta o Quartel Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1952. Preso, ao se defender, pronuncia uma frase histórica: "A história me absolverá."

Anistiado, ele foge para o México e volta com um grupo de rebeldes que inicia uma guerrilha na Sierra Maestra que marcha até Havana e toma o poder em 1º de janeiro de 1959. Fidel implanta o regime comunista e fica no poder por cinco décadas. Ao sair, diz que não pode se apegar a cargos.

ASSASSINADO LÍDER DO HAMAS

    Em 2024, o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Ismail Haniya, morre atentado em Teerã, onde era hóspede oficial da República Islâmica do Irã para assistir à posse do presidente Masoud Pezeshkian. O regime fundamentalista iraniano acusa Israel, que está em guerra com o Hamas desde o ataque terrorista do grupo em 7 de outubro de 2023.

Em 24 horas, Israel ataca dois líderes de grupos do chamado Eixo da Resistência apoiados, financiados e armados pelo Irã. Fuad Chukr é descrito pelas Forças Armadas israelenses o como "principal comandante militar" da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus). Morre em bombardeio no bairro de Dahiya, um reduto do Hesbolá no Sul de Beirute. Ao que tudo indica, Israel também mata o líder supremo do Hamas na capital do Irã, mas não assume a autoria.

Desde o ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, Israel jura de morte e mata os principais líderes do Hamas: Haniya, o líder máximo; Mohamed Deif, o comandante militar do grupo, morto em bombardeio na Faixa de Gaza; e Yahya Sinwar, o líder do Hamas em Gaza, considerado o principal responsável pelo 7 de outubro, também em Gaza.

Os três líderes do Hamas tinham ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o então ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, ainda têm, pelo mesmo motivo.

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terça-feira, 21 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 21 de Abril

FUNDAÇÃO DE ROMA

    Em 753 antes da Cristo, de acordo com a lenda, os gêmeos Rômulo e Remo, alimentados por uma loba depois de serem abandonados, fundam Roma.

O jornalista e historiador Indro Montanelli disse que a Loba era Acca Larentia, uma prostituta.

Os irmãos se desentendem. Rômulo mata Remo e se torna o primeiro dos sete reis de Roma. Em 509 AC, Roma se torna uma república. Em 27 AC, Otávio César Augusto é coroado imperador.

O Império Romano do Ocidente cai em 4 de setembro de 476, quando o rei bárbaro Flávio Odoacro derruba o imperador Rômulo Augusto.

O Império Romano do Oriente ou Império Bizantino cai em 29 de maio de 1453, quando o sultão Mehmet II, do Império Otomano (turco), conquista Constantinopla.

INDEPENDÊNCIA DO TEXAS

    Em 1836, o general Sam Houston leva 800 texanos à vitória contra 1,5 mil soldados do Exército do México sob o comando do general Antonio López de Santa Anna na Batalha de São Jacinto, garantindo a independência do Texas.

A colonização do Texas começa depois que o presidente Thomas Jefferson compra em 1803 da França de Napoleão Bonaparte o território da Louisiana, que se estendia ao longo do Vale do Rio Mississípi. 

Moses Austin consegue autorização do governo imperial espanhol para assentar 300 famílias numa área de 81 mil hectares no Tejas. Quando o México se torna independente da Espanha, em 1821, Stephen Austin renova a autorização com o novo governo.

Em 1832, a população de colonos norte-americanos na região chega a 20 mil. A instabilidade política no México leva a um golpe do general Santa Anna em 1833. Stephen Austin vai à Cidade do México apresentar as reivincações dos colonos. É preso sob a acusação de fomentar uma rebelião.

Libertado em 1835, Austin volta ao Texas, que forma um governo provisório e declara independência do México em 1836. David Burnet é o presidente interino, Sam Houston o comandante militar e Stephen Austin o embaixador nos EUA, encarregado de obter apoio estratégico e recrutar voluntários.

O Cerco do Álamo, perto de Santo Antônio, pelo Exército do México de 23 de fevereiro a 6 de março de 1836 é uma das batalhas marcantes da Guerra da Independência do Texas. Entre 180 e 250 defensores do Álamo morrem na batalha. Sobrevivem as mulheres, as crianças, os escravizados e funcionários não combatentes.

"Relembrem o Álamo!", passa a ser o grito de guerra dos rebeldes texanos. Os inimigos se encontram junto ao Rio São Jacinto, perto de onde hoje fica Houston, a quarta maior cidade dos EUA. Houston lança um ataque de surpresa e conquista a vitória em 18 minutos.

A Revolução Texana é mais do que uma guerra entre colonos anglo-europeus e soldados mexicanos. É uma luta contra um governo central distante, corrupto e tirânico. Sam Houston é o primeiro presidente da República do Texas e Stephen Austin é secretário de Estado. Hoje os dois são homenageados como nomes de cidades. Houston é a capital até 1839, quando Austin passa a ser.

MORTE DO BARÃO VERMELHO

    Em 1918, a Força Aérea Real britânica abate e mata numa batalha perto de Amiens, na França, Manfred, Barão de Richthofen, mais conhecido como o Barão Vermelho, considerado o melhor piloto da Primeira Guerra Mundial (1914-18), com 80 vitórias.

Manfred Alfred Freiherr von Richthofen nasce em Breslau em 2 de maio de 1892. Ele começa a carreira militar na cavalaria. Em 1915, passa à força aérea do Exército Imperial da Alemanha e, no ano seguinte, da esquadrilha Jasta 2. Seu sucesso como piloto de avião de caça o leva a comandar uma unidade de caças em 1917.

O Barão Vermelho é um herói nacional na Alemanha temido pelos inimigos quando perde a última batalha.

EXTREMA DIREITA NO SEGUNDO TURNO

    Em 2002, o candidato da Frente Nacional, de extrema direita, Jean-Marie Le Pen, conquista 16,86% dos votos, supera o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin, que recebe 16,18% dos votos, fica em segundo lugar e vai para o segundo turno da eleição presidencial na França com o presidente Jacques Chirac.

Filho de um marinheiro, Jean-Marie nasce 20 de junho de 1928 em Trinité-sur-Mer, uma cidade litorânea da região da Bretanha. Ele estuda direito na Universidade de Paris. Em 1954, entra para a Legião Estrangeira e serve nas guerras da independência da Argélia e da Indochina Francesa, hoje dividida em Camboja, Laos e Vietnã.

Em 1956, Le Pen é o mais jovem deputado eleito para a Assembleia Nacional da França. Um dos fundadores da Frente Nacional, em 1972, lidera o partido até 2011 com um discurso ultranacionalista e antissemita. Chega a dizer que as câmaras de gás dos campos de concentração nazistas na Segunda Guerra Mundial (1939-45) são um episódio menor da história. É condenado por negar o Holocausto.

Com estas ideias extremistas, a Frente Nacional é marginalizada dentro do sistema político francês. No segundo turno das eleições legislativas, todos os partidos, da direita republicana representada pelo gaullismo até a esquerda, se unem para barrar o acesso da extrema direita à Assembleia Nacional.

A naturalização, a aceitação da extrema direita como parte do sistema político francês, começa com a chegada de Le Pen ao segundo turno em 2002. Mais uma vez, quase todos os partidos, inclusive o Partido Socialista (PS) e o Partido Comunista Francês (PCF), apoiam o presidente Chirac, reeleito no segundo turno com 82,21% dos votos contra 17,79% para Jean-Marie Le Pen. Mas um tabu é quebrado.

Em 2007, o gaulista Nicolas Sarkozy vence a socialista Ségolène Royal no segundo turno. Em 2012, o socialista François Hollande derrota Sarkozy. Mas em 2017 e 2022, o atual presidente Emmanuel Macron, enfrenta no segundo turno Marine Le Pen, filha de Jean-Marie, que hoje é a favorita para as próximas eleições presidenciais, em 2027.

A Frente Nacional, rebatizada como Reunião ou Reagrupamento Nacional (RN), conquista 18,68% dos votos nas eleições parlamentares de 2022. Sua bancada na Assembleia Nacional cresce de 8 para 89 deputados. Fica atrás da bancada governista (245 cadeiras) e da Nova União Popular Ecológica e Social (NUPES), uma aliança esquerdista da França Insubmissa com o PS, o PCF e a Europa Ecologia-Os Verdes (131 cadeiras).

Nas eleições legislativas de junho e julho de 2024, antecipadas depois do bom desempenho da extrema direita nas eleições para o Parlamento Europeu em junho do ano passado, o bloco centrista aliado do presidente Emmanuel Macron fez um acordo informal com a Nova Frente Popular (NFP), de esquerda, para barrar a ascensão da extrema direita ao poder, mas não fizeram aliança para governar.

A NFP fez a maior bancada na Assembleia Nacional (180 cadeiras), à frente da bancada macronista (159) e da RN (142). Como são 577 deputados, todas ficaram longe da maioria absoluta (289). 

O resultado é um governo fraco e indeciso, o que aumenta as chances da extrema direita na eleição presidencial de 2027. Sua líder, Marine Le Pen, está inelegível, condenada por corrupção ao desviar 4,4 milhões de euros do Parlamento Europeu. O Tribunal de Recursos de Paris promete julgar o caso em 2026. No momento, Le Pen lidera as pesquisas.

MORTE DO PRÍNCIPE DO ROCK

    Em 2016, o genial cantor, compositor, guitarrista, baterista, tecladista, produtor e bailarino Prince Nelson Rogers, que cria um gênero inovador com a fusão do funk, rhythm and blues, soul, jazz, rock and roll e pop, uma das maiores estrelas da música popular nos anos 1980 e 1990, morre acidentalmente de uma dose excessiva de fentanil, um poderoso opioide, a droga que mais mata hoje nos Estados Unidos.

Prince nasce em Mineápolis, no estado de Minnesota, em 7 de junho de 1958 e se torna uma dos músicos mais talentosos de sua geração. Como o cantor e compositor Steve Wonder, é um dos poucos músicos com excelente desempenho em todos os instrumentos que tocava, gravando discos com vários instrumentos tocados por ele. Aos 7 anos, aprende a tocar piano. Aos 14 anos, entra na primeira banda.

Seu estilo absolutamente original, andrógino e sensual mistura a arte de Jimi Hendrix, Little Richard e Michael Jackson. Ele começa a carreira com funk e soul para o mercado afro-americano sob o impacto da música para discoteca. Depois incorpora elementos do jazz, punk, heavy metal, dos Beatles e do hip-hop.

O álbum Purple Rain (1984), o mais vendido de seus 39 discos, com mais de 21 milhões de cópias, o torna um ícone da música dos anos 1980 e lhe dá um Oscar de melhor trilha sonor e um Grammy. Em 2004, ele entra para o Rock and Roll Hall of Fame.

Em 21 de abril de 2016, Prince é encontrado morto em sua mansão em Paisley Park, em Chanhassem, em Minnesota. Como não deixa descendentes, sua fortuna de US$ 400 milhões é dividida entre os seis irmãos.

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