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quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 23 de Outubro

 BRUTUS SE SUICIDA

    Em 42 antes de Cristo, Marco Júnio Brutus, um dos assassinos do ditador Caio Júlio César, se mata depois da derrota na Batalha de Filipos, na Macedônia, para um exército comandado por Marco Antônio, Otávio e Marco Emílio Lépido, outro general de César. Desde 43 AC, eles formam o segundo triunvirato da República Romana.

Dois anos antes, Brutus se junta à conspiração de seu cunhado, o senador Caio Cássio Longino, contra Júlio César, acusado de se tornar um ditador e de ameaçar a república. O assassinato de César, em 44 AC, deflagra uma nova série de guerras civis e acaba com a república.

Primeiro, Antônio e Otávio vencem os republicanos Brutus e Cássio, que também se suicida. Lépido é afastado em 36 AC. Três anos depois, Antônio e Otávio rompem. Acaba o segundo triunvirato.

Em 31 AC, por articulação de Otávio, o Senado declara guerra a Cleópatra, rainha do Egito, ex-amante de César e amante de Marco Antônio, acusado de traição por se unir a uma estrangeira. Em 2 de setembro, Otávio vence a Batalha de Ácio, na Grécia. Antônio e Cleópatra fogem para o Egito e se suicidam, embora exista uma versão de que ela foi morta por soldados de Otávio.

Vitorioso, Otávio é coroado imperador em 27 AC com o nome de Otávio César Augusto. É o fim da República Romana, que é imperialista desde as Guerras Púnicas (264-143 AC), quando derrota Cartago a assume a hegemonia sobre o Mar Mediterrâneo.

NASCIMENTO DE PELÉ

    Em 1940, nasce em Três Corações, no estado de Minas Gerais, Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, maior jogador de futebol de todos os tempos.

A família se muda para Bauru, de onde Pelé é levado para o Santos pelo ex-jogador Valdemar de Brito. Pelé estreia na seleção brasileira em 1956, numa derrota por 2-1 para a Argentina, e ganha a primeira Copa do Mundo aos 17 anos, em 29 de junho de 1958.

Pelé é três vezes campeão do mundo pelo Brasil e duas vezes pelo Santos. Até hoje, é o maior artilheiro da seleção masculina. Ao todo, marcou 1.283 gols, 0,85 gol por jogo, acima dos atuais supercraques Lionel Messi (0,8) e Cristiano Ronaldo (0,73). É o único jogador com mais de mil gols.

REVOLTA CONTRA O STALINISMO

    Em 1956uma manifestação estudantil reúne milhares de pessoas no Centro de Budapeste, marcha até o Parlamento e um grupo invade a Rádio Europa Livre para divulgar sua mensagem contra o regime comunista linha-dura. É atacado pela Autoridade de Proteção do Estado, a polícia política, o que deflagra uma revolta popular contra o regime stalinista de Matyas Rakosi e as tropas da União Soviética estacionadas na Hungria.

Depois da morte do ditador Josef Stalin, em 5 de março de 1953, o novo líder soviético, Nikita Kruschev, denuncia os crimes de stalinismo no 20º Congresso do Partido Comunista da URSS, realizado de 14 a 26 de fevereiro de 1956.

Em consequência, surgem alas liberalizantes e reformistas nos PCs. Com o levante, o reformista Imre Nagy assume a liderança do partido na Hungria em 24 de outubro. A ala reformista toma o poder, admite não comunistas no governo, promete reformas democráticas, dissolve a polícia política e retira a Hungria unilateralmente do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela URSS.

Uma grande invasão soviética, em 4 de novembro, com 31.550 soldados e 1.130 tanques, derruba Nagy e restaura o regime stalinista sob a chefia de Janos Kadar, que fica no poder até 1988. Pelo menos 772 soldados da URSS e dos stalinistas húngaros e de 2,5 e 3 mil rebeldes morrem na revolta, que termina em 11 de novembro. Cerca de 200 mil pessoas fogem da Hungria.

Nagy se refugia na Embaixada da Iugoslávia, mas é preso e executado em 16 de junho de 1958. Com a queda do comunismo, em 1989, Nagy e seus aliados na revolta de 1956 são reabilitados e reenterrados com honras de heróis.

TERROR NO LÍBANO

    Em 1983, uma terrorista suicida explode um caminhão-bomba no quartel-general dos fuzileiros navais dos Estados Unidos em Beirute, no Líbano, matando 241 soldados, e um ataque semelhante mata 58 soldados da Legião Estrangeira da França poucos minutos depois.

O grupo extremista muçulmano Jihad Islâmica (Guerra Santa Islâmica) reivindica a autoria dos atentados, que causam a retirada das forças internacionais do Líbano.

Depois da dissolução do Império Otomano, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a França obtém um mandato da Liga das Nações para administrar a Síria e o Líbano.

O Líbano se torna independente em 1943 com um frágil equilíbrio entre os grupos étnicos e um acordo pelo qual o presidente e o comandante do Exército são cristãos, o primeiro-ministro é muçulmano sunita e o presidente do Parlamento, muçulmano xiita.

Quando Israel vence a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e ocupa territórios árabes, os palestinos fogem, principalmente para a Jordânia, onde a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tenta dar um golpe contra o rei Hussein e é alvo de um massacre no Setembro Negro, em 1970.

Muitos palestinos se refugiam no Líbano, rompendo o frágil equilíbrio entre cristãos e muçulmanos. A Guerra Civil Libanesa (1975-90) começa com combates entre guerrilheiros palestinos e milícias cristãs. 

As tropas das potências estão no país desde agosto de 1982. Em tese, são uma força de paz para proteger a saída dos palestinos do Líbano, depois que Israel invade o país em 6 de junho para expulsar a OLP. Sem poder enfrentar uma força superior, a resistência libanesa recorre ao terrorismo suicida.

TERROR NO TEATRO EM MOSCOU

    Em 2002, cerca de 50 rebeldes chechenos invadem um teatro lotado em Moscou e fazem 800 reféns.


 
O segundo ato de um musical está começando, quando os terroristas entram no palco do Paláco da Cultura e disparam rajadas de metralhadora para o ar. Entre eles, há mulheres com explosivos presos junto ao corpo.

Ao se apresentar como soldados do Exército da Chechênia, os terroristas fazem sua exigência: a retirada total das forças militares da Rússia da Chechênia, uma república da Federação Russa da região do Norte do Cáucaso.

A Primeira Guerra da Chechênia vai de 11 de novembro de 1994 a 31 de agosto de 1996. Mais de 100 mil pessoas morrem e a Rússia perde.  

A Segunda Guerra da Chechênia é iniciada em 26 de agosto de 1999 pelo então primeiro-ministro Vladimir Putin para firmar sua liderança como herdeiro político do presidente Boris Yeltsin com uma política de terra arrasada. Vai até 16 de abril de 2009. Mais de 23 mil pessoas morrem.

Depois de 57 horas e da morte de dois reféns, forças especiais da Rússia atacam os terroristas em 26 de outubro. Usam um gás narcótico dentro do teatro que deixa quase todos os que estavam lá dentro inconscientes.

A maioria dos guerrilheiros e 120 reféns morrem no ataque. As forças especiais se defendem alegando que sem a surpresa os terroristas teriam detonado os explosivos.

Putin endurece ainda mais na Chechênia. Os rebeldes fazem novos ataques terroristas, em 6 de fevereiro de 2004 contra o metrô de Moscou, com 41 mortes, e  tomam, em em 1º de setembro, uma escola em Beslan, na Ossétia do Norte, onde pelo menos 334 pessoas morrem, inclusive 156 crianças.

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segunda-feira, 9 de junho de 2025

Trump intervém militarmente na Califórnia

Num gesto sem precedentes nos últimos 60 anos, o presidente Donald Trump mandou a Guarda Nacional para a Califórnia e ordenou a mobilização de fuzileiros navais de uma base militar próxima por causa dos protestos em Los Angeles contra a ação da polícia de imigração. 

A última vez em que isto tinha acontecido sem o consentimento do governador estadual foi em 1965, quando o presidente Lyndon Johnson enviou a Guarda Nacional ao Alabama para proteger ativistas do movimento pelos direitos civis dos negros.

Tanto o governador Gavin Newsom quanto a prefeita de Los Angeles consideraram a intervenção desnecessária e acusaram Trump de semear o caos numa cidade e num estado governados pelo Partido Democrata, de oposição ao governo federal. Ambos afirmam que a polícia poderia controlar o problema.

Os protestos começaram na sexta-feira, quando a Polícia de Imigração e Alfândega (ICE) fez uma batida numa fábrica têxtil na área central de Los Angeles, a segunda maior cidade dos Estados Unidos, em busca de imigrantes ilegais para deportação. 

A situação se agravou no sábado, que a ICE fez uma operação na empresa Home Depot, que vende produtos para a casa e a construção civil em Paramount, uma cidade da Grande Los Angeles com grande número de estrangeiros ilegais. Houve os primeiros protestos violentos.

No domingo, Trump autorizou o envio de 2 mil soldados da Guarda Nacional para "restaurar a lei e a ordem", e proteger prédios e agentes federais. Poderia ter ligado para o governador, um possível candidato democrata à Casa Branca em 2028. Preferiu o confronto. Sugeriu que o czar das fronteiras, Tom Homan, deve prender Newson e enviou mais dois mil guardas nacionais para escalar a crise.

Hoje, a situação parecia mais tranquila, mas Trump mobilizou os fuzileiros navais, numa declaração de guerra à Califórnia.  A situação é tensa. A polícia tenta dispersar os manifestantes, que gritam que "é um protesto pacífico". Até agora, pelo menos três pessoas foram feridas e mais de 200 presas.

Nesta terça-feira, estão previstas manifestações contra o governo Trump em pelo menos 21 cidades de 16 estados e no Distrito de Colúmbia. No próximo sábado, o Dia Sem Rei, estão programados protestos em 1.800 cidades.

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Hoje na História do Mundo: 23 de Outubro

 BRUTUS SE SUICIDA

    Em 42 antes de Cristo, Marco Júnio Brutus, um dos assassinos do ditador Caio Júlio César, se mata depois da derrota na Batalha de Filipos, na Macedônia, para um exército comandado por Marco Antônio, Otávio e Marco Emílio Lépido, outro general de César. Desde 43 AC, eles formam o segundo triunvirato da República Romana.

Dois anos antes, Brutus se junta à conspiração de seu cunhado, o senador Caio Cássio Longino, contra Júlio César, acusado de se tornar um ditador e ameaçar a república. O assassinato de César, em 44 AC, deflagra uma nova série de guerras civis e acaba com a república.

Primeiro, Antônio e Otávio vencem os republicanos Brutus e Cássio, que também se suicida. Lépido é afastado em 36 AC. Três anos depois, Antônio e Otávio rompem. Acaba o segundo triunvirato.

Em 31 AC, por articulação de Otávio, o Senado declara guerra a Cleópatra, rainha do Egito, ex-amante de César e amante de Marco Antônio, acusado de traição. Em 2 de setembro, Otávio vence a Batalha de Ácio, na Grécia. Antônio e Cleópatra fogem para o Egito e se suicidam, embora exista uma versão de que ela foi morta por Otávio.

Vitorioso, Otávio é coroado imperador em 27 AC com o nome de Otávio César Augusto. É o fim da República Romana, que é imperialista desde as Guerras Púnicas (264-143 AC), quando derrota Cartago a assume a hegemonia sobre o Mar Mediterrâneo.

NASCIMENTO DE PELÉ

    Em 1940, nasce em Três Corações, no estado de Minas Gerais, Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, maior jogador de futebol de todos os tempos.

A família se muda para Bauru, de onde Pelé é levado para o Santos pelo ex-jogador Valdemar de Brito. Pelé estreia na seleção brasileira em 1956, numa derrota por 2-1 para a Argentina, e ganha a primeira Copa do Mundo aos 17 anos, em 29 de junho de 1958.

Pelé é três vezes campeão do mundo pelo Brasil e duas vezes pelo Santos. Até hoje, é o maior artilheiro da seleção masculina. Ao todo, marcou 1.283 gols, 0,85 gol por jogo, acima dos atuais supercraques Lionel Messi (0,8) e Cristiano Ronaldo (0,73). É o único jogador com mais de mil gols.

REVOLTA CONTRA O STALINISMO

    Em 1956uma manifestação estudantil reúne milhares de pessoas no Centro de Budapeste, marcha até o Parlamento e um grupo invade a Rádio Europa Livre para divulgar sua mensagem contra o regime comunista linha-dura. É atacado pela Autoridade de Proteção do Estado, a polícia política, o que deflagra uma revolta popular contra o regime stalinista de Matyas Rakosi e as tropas da União Soviética estacionadas na Hungria.

Depois da morte do ditador Josef Stalin, em 5 de março de 1953, o novo líder soviético, Nikita Kruschev, denuncia os crimes de stalinismo no 20º Congresso do Partido Comunista da URSS, realizado de 14 a 26 de fevereiro de 1956.

Em consequência, surgem alas liberalizantes e reformistas nos PCs. Com o levante, o reformista Imre Nagy assume a liderança do partido na Hungria em 24 de outubro. A ala reformista toma o poder, admite não comunistas no governo, promete reformas democráticas, dissolve a polícia política e retira a Hungria unilateralmente do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela URSS.

Uma grande invasão soviética, em 4 de novembro, com 31.550 soldados e 1.130 tanques, derruba Nagy e restaura o regime stalinista sob a chefia de Janos Kadar, que fica no poder até 1988. Pelo menos 772 soldados da URSS e dos stalinistas húngaros e de 2,5 e 3 mil rebeldes morrem na revolta, que termina em 11 de novembro. Cerca de 200 mil pessoas fogem da Hungria.

Nagy se refugia na Embaixada da Iugoslávia, mas é preso e executado em 16 de junho de 1958. Com a queda do comunismo, em 1989, Nagy e seus aliados na revolta de 1956 são reabilitados e reenterrados com honras de heróis.

TERROR NO LÍBANO

    Em 1983, uma terrorista suicida explode um caminhão-bomba no quartel-general dos fuzileiros navais dos Estados Unidos em Beirute, no Líbano, matando 241 soldados, e um ataque semelhante mata 58 soldados da França poucos minutos depois.

O grupo extremista muçulmano Jihad Islâmica (Guerra Santa Islâmica) reivindica a autoria dos atentados, que causam a retirada das forças internacionais do Líbano.

Depois da dissolução do Império Otomano, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a França obtém um mandato da Liga das Nações para administrar a Síria e o Líbano.

O Líbano se torna independente em 1943 com um frágil equilíbrio entre os grupos étnicos e um acordo pelo qual o presidente e o comandante do Exército são cristãos, o primeiro-ministro é muçulmano sunita e o presidente do Parlamento, muçulmano xiita.

Quando Israel vence a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e ocupa territórios árabes, os palestinos fogem, principalmente para a Jordânia, onde a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tenta dar um golpe contra o rei Hussein e é  alvo de um massacre no Setembro Negro, em 1970.

Muitos palestinos se refugiam no Líbano, rompendo o frágil equilíbrio entre cristãos e muçulmanos. A Guerra Civil Libanesa (1975-90) começa com combates entre guerrilheiros palestinos e milícias cristãs. 

As tropas das potências estão no país desde agosto de 1982. Em tese, são uma força de paz para proteger a saída dos palestinos do Líbano, depois que Israel invade o país em 6 de junho para expulsar a OLP. Sem poder enfrentar uma força superior, a resistência libanesa recorre ao terrorismo suicida.

TERROR NO TEATRO EM MOSCOU

    Em 2002, cerca de 50 rebeldes chechenos invadem um teatro lotado em Moscou e fazem 800 reféns.


 
O segundo ato de um musical está começando, quando os terroristas entram no palco do Paláco da Cultura e disparam rajadas de metralhadora para o ar. Entre eles, há mulheres com explosivos presos junto ao corpo.

Ao se apresentar como soldados do Exército da Chechênia, os terroristas fazem sua exigência: a retirada total das forças militares da Rússia da Chechênia, uma república da Federação Russa da região do Norte do Cáucaso.

A Primeira Guerra da Chechênia vai de 11 de novembro de 1994 a 31 de agosto de 1996. Mais de 100 mil pessoas morrem e a Rússia perde.  

A Segunda Guerra da Chechênia é iniciada em 26 de agosto de 1999 pelo então primeiro-ministro Vladimir Putin para firmar sua liderança como herdeiro político do presidente Boris Yeltsin com uma política de terra arrasada. Vai até 16 de abril de 2009. Mais de 23 mil pessoas morrem.

Depois de 57 horas e da morte de dois reféns, forças especiais da Rússia atacam os terroristas em 26 de outubro. Usam um gás narcótico dentro do teatro que deixa quase todos os que estavam lá dentro inconscientes.

A maioria dos guerrilheiros e 120 reféns morrem no ataque. As forças especiais se defendem alegando que sem a surpresa os terroristas teriam detonado os explosivos.

Putin endurece ainda mais na Chechênia. Os rebeldes fazem novos ataques terroristas, em 6 de fevereiro de 2004 contra o metrô de Moscou, com 41 mortes, e  tomam, em em 1º de setembro, uma escola em Beslan, na Ossétia do Norte, onde pelo menos 334 pessoas morrem, inclusive 156 crianças. 

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Hoje na História do Mundo: 23 de Outubro

 BRUTUS SE SUICIDA

    Em 42 antes de Cristo, Marco Júnio Brutus, um dos assassinos de Caio Júlio César, se mata depois da derrota na Batalha de Filipos, na Macedônia, para um exército comandado por Marco Antônio, Otávio e Marco Emílio Lépido, outro general de César. Desde 43 AC formam o segundo triunvirato da República Romana.

Dois anos antes, Brutus se junta à conspiração de seu cunhado, o senador Caio Cássio Longino, contra Júlio César, acusado de se tornar um ditador e ameaçar a república. O assassinato de César, em 44 AC, deflagra uma nova série de guerras civis e acaba com a república.

Primeiro, Antônio e Otávio vencem os republicanos Brutus e Cássio, que também se suicida. Lépido é afastado em 36 AC. Três anos depois, Antônio e Otávio rompem. Acaba o segundo triunvirato.

Em 31 AC, por articulação de Otávio, o Senado declara guerra a Cleópatra, rainha do Egito, ex-amante de César e amante de Marco Antônio, acusado de traição. Em 2 de setembro, Otávio vence a Batalha de Ácio, na Grécia. Antônio e Cleópatra fogem para o Egito e se suicidam, embora exista uma versão de que ela foi morta por Otávio.

Vitorioso, Otávio é coroado imperador em 27 AC com o nome de Otávio César Augusto. É o fim da República Romana, que é imperialista desde as Guerras Púnicas (264-143 AC), quando derrota Cartago a assume a hegemonia sobre o Mar Mediterrâneo.

NASCIMENTO DE PELÉ

    Em 1940, nasce em Três Corações, no estado de Minas Gerais, Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, maior jogador de futebol de todos os tempos.

A família se muda para Bauru, de onde Pelé é levado para o Santos pelo ex-jogador Valdemar de Brito. Pelé estreia na seleção brasileira em 1956, numa derrota por 2-1 para a Argentina, e ganha a primeira Copa do Mundo aos 17 anos, em 29 de junho de 1958.

Pelé é três vezes campeão do mundo pelo Brasil e duas vezes pelo Santos. Até hoje, é o maior artilheiro da seleção masculina. Ao todo, marcou 1.283 gols, 0,85 gol por jogo, acima dos atuais supercraques Lionel Messi (0,8) e Cristiano Ronaldo (0,73). É o único jogador com mais de mil gols.

REVOLTA CONTRA O STALINISMO

    Em 1956uma manifestação estudantil reúne milhares de pessoas no Centro de Budapeste, marcha até o Parlamento e um grupo invade a Rádio Europa Livre para divulgar sua mensagem contra o regime comunista linha-dura. É atacado pela Autoridade de Proteção do Estado, a polícia política, o que deflagra uma revolta popular contra o regime stalinista de Matyas Rakosi e as tropas da União Soviética estacionadas na Hungria.

Depois da morte do ditador Josef Stalin, em 5 de março de 1953, o novo líder soviético, Nikita Kruschev, denuncia os crimes de stalinismo no 20º Congresso do Partido Comunista da URSS, realizado de 14 a 26 de fevereiro de 1956.

Em consequência, surgem alas liberalizantes e reformistas nos PCs. Com o levante, o reformista Imre Nagy assume a liderança do partido na Hungria em 24 de outubro. A ala reformista toma o poder, admite não comunistas no governo, promete reformas democráticas, dissolve a polícia política e retira a Hungria unilateralmente do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela URSS.

Uma grande invasão soviética, em 4 de novembro, com 31.550 soldados e 1.130 tanques, derruba Nagy e restaura o regime stalinista sob a chefia de Janos Kadar, que fica no poder até 1988. Pelo menos 772 soldados da URSS e dos stalinistas húngaros e de 2,5 e 3 mil rebeldes morrem na revolta, que termina em 11 de novembro. Cerca de 200 mil pessoas fogem da Hungria.

Nagy se refugia na Embaixada da Iugoslávia, mas é preso e executado em 16 de junho de 1958. Com a queda do comunismo, em 1989, Nagy e seus aliados na revolta de 1956 são reabilitados e reenterrados com honras de heróis.

TERROR NO LÍBANO

    Em 1983, um terrorista suicida explode um caminhão-bomba no quartel-general dos fuzileiros navais dos Estados Unidos em Beirute, no Líbano, matando 241 soldados, e um ataque semelhante mata 58 soldados da França.

O grupo extremista muçulmano Jihad Islâmica (Guerra Santa Islâmica) reivindica a autoria dos atentados, que causam a retirada das forças internacionais do Líbano.

Depois da dissolução do Império Otomano, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a França obtém um mandato da Liga das Nações para administrar a Síria e o Líbano.

O Líbano se torna independente em 1943 com um frágil equilíbrio entre os grupos étnicos e um acordo pelo qual o presidente é cristão, o primeiro-ministro muçulmano sunita e o presidente do Parlamento muçulmano xiita.

Quando Israel vence a Guerra dos Seis das, em 1967, e ocupa territórios árabes, os palestinos fogem, principalmente para a Jordânia, onde tentam dar um golpe contra o rei Hussein e são massacrados no Setembro Negro, em 1970.

Muitos palestinos se refugiam no Líbano, rompendo o frágil equilíbrio entre cristãos e muçulmanos, o que leva à Guerra Civil Libanesa (1975-90). 

As tropas das potências estão no país desde agosto de 1982. Em tese, são uma força de paz para proteger a saída dos palestinos do Líbano, que Israel invade em 6 de junho para atacar a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Com a invasão israelense, sem poder enfrentar uma força superior, a resistência libanesa recorre ao terrorismo suicida.

TERROR NO TEATRO EM MOSCOU

    Em 2002, cerca de 50 rebeldes chechenos invadem um teatro lotado em Moscou e fazem 800 reféns.


 
O segundo ato de um musical está começando, quando os terroristas entram no palco do Paláco da Cultura e disparam rajadas de metralhadora para o ar. Entre eles, há mulheres com explosivos presos junto ao corpo.

Ao se apresentar como soldados do Exército da Chechênia, os terroristas fazem sua exigência: a retirada total das forças militares da Rússia da Chechênia, uma república da Federação Russa da região do Norte do Cáucaso.

A Primeira Guerra da Chechênia vai de 11 de novembro de 1994 a 31 de agosto de 1996. Mais de 100 ml pessoas morrem e a Rússia perde.  

A Segunda Guerra da Chechênia é iniciada em 26 de agosto de 1999 pelo então primeiro-ministro Vladimir Putin para firmar sua liderança como herdeiro político do presidente Boris Yeltsin com uma política de terra arrasada. Vai até 16 de abril de 2009. Mais de 23 mil pessoas morrem.

Depois de 57 horas e da morte de dois reféns, forças especiais da Rússia atacam os terroristas em 26 de outubro. Usam um gás narcótico dentro do teatro que deixou quase todos os que estavam lá dentro inconscientes.

A maioria dos guerrilheiros e 120 reféns morrem no ataque. As forças especiais se defendem alegando que sem a surpresa os terroristas teriam detonado os explosivos.

Putin endurece ainda mais na Chechênia. Os rebeldes fazem novos ataques terroristas, em 6 de fevereiro de 2004 contra o metrô de Moscou, com 41 mortes, e  tomam, em em 1º de setembro, uma escola em Beslan, na Ossétia do Norte, onde pelo menos 334 pessoas morrem, inclusive 156 crianças. 

domingo, 23 de outubro de 2022

Hoje na História do Mundo: 23 de Outubro

 BRUTUS SE SUICIDA

    Em 42 antes de Cristo, Marco Júnio Brutus, um dos assassinos de Caio Júlio César, se mata depois da derrota na Batalha de Filipos, na Macedônia, para um exército comandado por Marco Antônio, Otávio e Marco Emílio Lépido, outro general de César. Desde 43 AC formam o segundo triunvirato da República Romana.

Dois anos antes, Brutus se junta à conspiração de seu cunhado, o senador Caio Cássio Longino, contra Júlio César, acusado de se tornar um ditador e ameaçar a república. O assassinato de César, em 44 AC, deflagra uma nova série de guerras civis e acaba com a república.

Primeiro, Antônio e Otávio vencem os republicanos Brutus e Cássio, que também se suicida. Lépido é afastado em 36 AC. Três anos depois, Antônio e Otávio rompem. Acaba o segundo triunvirato.

Em 31 AC, por articulação de Otávio, o Senado declara guerra a Cleópatra, rainha do Egito, ex-amante de César e amante de Marco Antônio, acusado de traição. Em 2 de setembro, Otávio vence a Batalha de Ácio, na Grécia. Antônio e Cleópatra fogem para o Egito e se suicidam, embora exista uma versão de que ela foi morta por Otávio.

Vitorioso, Otávio é coroado imperador em 27 AC com o nome de Otávio César Augusto. É o fim da República Romana, que é imperialista desde as Guerras Púnicas (264-143 AC), quando derrota Cartago a assume a hegemonia sobre o Mar Mediterrâneo.

NASCIMENTO DE PELÉ

    Em 1940, nasce em Três Corações, no estado de Minas Gerais, Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, maior jogador de futebol de todos os tempos.

A família se muda para Bauru, de onde Pelé é levado para o Santos pelo ex-jogador Valdemar de Brito. Pelé estreia na seleção brasileira em 1956, numa derrota por 2-1 para a Argentina, e ganha a primeira Copa do Mundo aos 17 anos, em 29 de junho de 1958.

Pelé é três vezes campeão do mundo pelo Brasil e duas vezes pelo Santos. Até hoje, é o maior artilheiro da seleção masculina. Ao todo, marcou 1.283 gols, 0,85 gol por jogo, acima dos atuais supercraques Lionel Messi (0,8) e Cristiano Ronaldo (0,73). É o único jogador com mais de mil gols.

REVOLTA CONTRA O STALINISMO

    Em 1956uma manifestação estudantil reúne milhares de pessoas no Centro de Budapeste, marcha até o Parlamento e um grupo invade a Rádio Europa Livre para divulgar sua mensagem contra o regime comunista linha-dura. É atacado pela Autoridade de Proteção do Estado, a polícia política, o que deflagra uma revolta popular contra o regime stalinista de Matyas Rakosi e as tropas da União Soviética estacionadas na Hungria.

Depois da morte do ditador Josef Stalin, em 5 de março de 1953, o novo líder soviético, Nikita Kruschev, denuncia os crimes de stalinismo no 20º Congresso do Partido Comunista da URSS, realizado de 14 a 26 de fevereiro de 1956.

Em consequência, surgem alas liberalizantes e reformistas nos PCs. Com o levante, o reformista Imre Nagy assume a liderança do partido na Hungria em 24 de outubro. A ala reformista toma o poder, admite não comunistas no governo, promete reformas democráticas, dissolve a polícia política e retira a Hungria unilateralmente do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela URSS.

Uma grande invasão soviética, em 4 de novembro, com 31.550 soldados e 1.130 tanques, derruba Nagy e restaura o regime stalinista sob a chefia de Janos Kadar, que fica no poder até 1988. Pelo menos 772 soldados da URSS e dos stalinistas húngaros e de 2,5 e 3 mil rebeldes morrem na revolta, que termina em 11 de novembro. Cerca de 200 mil pessoas fogem da Hungria.

Nagy se refugia na Embaixada da Iugoslávia, mas é preso e executado em 16 de junho de 1958. Com a queda do comunismo, em 1989, Nagy e seus aliados na revolta de 1956 são reabilitados e reenterrados com honras de heróis.

TERROR NO LÍBANO

    Em 1983, um terrorista suicida explode um caminhão-bomba no quartel-general dos fuzileiros navais dos Estados Unidos em Beirute, no Líbano, matando 241 soldados, e um ataque semelhante mata 58 soldados da França.

O grupo extremista muçulmano Jihad Islâmica (Guerra Santa Islâmica) reivindica a autoria dos atentados, que causam a retirada das forças internacionais do Líbano.

Depois da dissolução do Império Otomano, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a França obtém um mandato da Liga das Nações para administrar a Síria e o Líbano.

O Líbano se torna independente em 1943 com um frágil equilíbrio entre os grupos étnicos e um acordo pelo qual o presidente é cristão, o primeiro-ministro muçulmano sunita e o presidente do Parlamento muçulmano xiita.

Quando Israel vence a Guerra dos Seis das, em 1967, e ocupa territórios árabes, os palestinos fogem, principalmente para a Jordânia, onde tentam dar um golpe contra o rei Hussein e são massacrados no Setembro Negro, em 1970.

Muitos palestinos se refugiam no Líbano, rompendo o frágil equilíbrio entre cristãos e muçulmanos, o que leva à Guerra Civil Libanesa (1975-90). 

As tropas das potências estão no país desde agosto de 1982. Em tese, são uma força de paz para proteger a saída dos palestinos do Líbano, que Israel invade em 6 de junho para atacar a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Com a invasão israelense, sem poder enfrentar uma força superior, a resistência libanesa recorre ao terrorismo suicida.

TERROR NO TEATRO EM MOSCOU

    Em 2002, cerca de 50 rebeldes chechenos invadem um teatro lotado em Moscou e fazem 800 reféns.


 
O segundo ato de um musical está começando, quando os terroristas entram no palco do Paláco da Cultura e disparam rajadas de metralhadora para o ar. Entre eles, há mulheres com explosivos presos junto ao corpo.

Ao se apresentar como soldados do Exército da Chechênia, os terroristas fazem sua exigência: a retirada total das forças militares da Rússia da Chechênia, uma república da Federação Russa da região do Norte do Cáucaso.

A Primeira Guerra da Chechênia vai de 11 de novembro de 1994 a 31 de agosto de 1996. Mais de 100 ml pessoas morrem e a Rússia perde.  

A Segunda Guerra da Chechênia é iniciada em 26 de agosto de 1999 pelo então primeiro-ministro Vladimir Putin para firmar sua liderança como herdeiro político do presidente Boris Yeltsin com uma política de terra arrasada. Vai até 16 de abril de 2009. Mais de 23 mil pessoas morrem.

Depois de 57 horas e da morte de dois reféns, forças especiais da Rússia atacam os terroristas em 26 de outubro. Usam um gás narcótico dentro do teatro que deixou quase todos os que estavam lá dentro inconscientes.

A maioria dos guerrilheiros e 120 reféns morrem no ataque. As forças especiais se defendem alegando que sem a surpresa os terroristas teriam detonado os explosivos.

Putin endurece ainda mais na Chechênia. Os rebeldes fazem novos ataques terroristas, em 6 de fevereiro de 2004 contra o metrô de Moscou, com 41 mortes, e  tomam, em em 1º de setembro, uma escola em Beslan, na Ossétia do Norte, onde pelo menos 334 pessoas morrem, inclusive 156 crianças.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 10 de Novembro

FUZILEIROS NAVAIS

    Em 1775, durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83), o Congresso Continental aprova uma resolução para criar "dois batalhões de fuzileiros navais", soldados de infantaria embarcados na recém-criada Marinha para desembarcar em operações de assalto anfíbio.

A data é comemorada como o nascimento do Corpo dos Fuzileiros Navais, uma das armas das Forças Armadas dos EUA. 

Depois do fim da guerra, tanto a Marinha quanto os batalhões de fuzileiros navais foram desmobilizados. Mas os conflitos no mar com a França revolucionária levaram à recriação da Marinha em maio de 1798. Dois meses depois, em 11 de julho, o Corpo de Fuzileiros Navais torna-se uma força permanente, sob o controle do Departamento da Marinha.

Além da quase guerra com a França, os fuzileiros navais combateram a pirataria no Oceano Atlântico e invadiram o Marrocos. Até hoje, os marines participaram de mais de 300 invasões norte-americanas. Os EUA têm hoje 181,2 mil fuzileiros navais.

ESTADO NOVO

    Em 1937, o presidente Getúlio Vargas dá um golpe de Estado, impõe uma Constituição outorgada, fecha o Congresso e instaura a ditadura do Estado Novo, um período marcado pelo autoritarismo, o nacionalismo, a censura, a tortura e o anticomunismo, sob inspiração do nazifascismo europeu.

A desculpa para o golpe é o Plano Cohen, uma suposta conspiração comunista para tomar o poder no Brasil. Mais tarde, soube-se que havia sido forjado pelo capitão Olímpio Mourão Filho, o mesmo que, como coronel, deflagraria o golpe militar de 1964 ao marchar da guarnição de Juiz de Fora rumo ao Rio de Janeiro.

Em manifesto à nação, Vargas alega que o golpe visa a "ajustar o organismo político às necessidades econômicas do país".

A entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1939-45) ao lado dos Estados Unidos e os ataques de submarinos alemães a navios brasileiros no Oceano Atlântico afastaram o Brasil do nazifascismo. Com o fim da guerra, Vargas caiu e o país viveu seu primeiro período democrático, sob a Constituição de 1946, até o golpe militar de 31 de março de 1964, início de uma ditadura de 21 anos.

SARO-WIWA ENFORCADO

    Em 1995, a ditadura do general Sani Abacha enforca o escritor e ativista nigeriano Ken Saro-Wiwa e outros oito militantes do Movimento pela Sobrevivência do Povo Ogoni.

O escritor pretexta inocência e afirma estar sendo condenado por criticar a exploração de petróleo nas terras da etnia ogoni pela empresa multinacional Shell, mas Abacha rejeita os pedidos de clemência e até mesmo de adiar a execução.

A ditadura acaba com a morte de Abacha, em 8 de junho de 1998, envenenado, possivelmente com Viagra falsificado, quando fazia festa com duas prostitutas. Desde então, a Nigéria vive um período democrático.

sábado, 15 de setembro de 2018

Pentágono rejeita envio de fuzileiros navais a Taiwan

O Departamento da Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) rejeitou um pedido do Departamento de Estado para enviar um destacamento de fuzileiros navais para proteger a representação diplomática americana em Taiwan, uma embaixada de fato. A decisão seria do secretário da Defesa, general James Mattis, para não provocar a China, que considera Taiwan uma província rebelde.

A recusa indica uma dubiedade na política externa dos EUA para Taiwan. Logo depois da posse, o presidente Donald Trump aceitou receber um telefonema de cumprimentos da presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, rompendo com uma prática com a política de que só existe uma China, adotada em 1978, quando os EUA restauraram as relações diplomáticas com a República Popular da China.

O plano era enviar fuzileiros navais para Taipé em outubro, o que suscitou críticas do regime comunista de Beijim.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Departamento de Estado pede fuzileiros navais em Taiwan

O Departamento de Estado solicitou o envio de fuzileiros navais para proteger a representação diplomática dos Estados Unidos em Taiwan, a ilha que a República Popular da China considera uma província rebelde, revelou hoje a rede de televisão americana CNN.

A presença de fuzileiros navais americanos em Taiwan certamente será considerada em Beijim como um desafio ao regime comunista chinês. Será mais um ponto de atrito entre a China e os EUA, ao lado dos conflitos comerciais, da Coreia do Norte e do Mar do Sul da China.

Taiwan é a ilha para onde os nacionalistas comandados por Chiang Kai-shek fugiram quando a revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung tomou o poder, em 1º de outubro de 1949, criando na prática duas chinas com a República da China em Taiwan.

O regime comunista sempre adotou a política de que só existe uma China. Quando os EUA se reaproximaram da China com as visitas do assessor de segurança nacional Henry Kissinger, em 1971, e do presidente Richard Nixon, em 1972, Mao condicionou o estabelecimento de relações diplomáticas com os EUA ao rompimento dos EUA com Taiwan. O regime exige o mesmo de todo país que quiser manter relações com a China.

A República Popular da China também tomou de Taiwan a vaga da China como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em 1971.

Quando um partido favorável à independência estava prestes a vencer a eleição presidencial de 1996 em Taiwan, a China fez testes de mísseis ameaçadores. O então presidente americano, Bill Clinton, mandou uma força-tarefa de porta-aviões para o Estreito de Taiwan, de 180 quilômetros, que separa a ilha da China continental.

A China considerou uma humilhação. Desde aquela época, desenvolveu sistemas de mísseis, satélites e porta-aviões para desafiar a supremacia militar dos EUA no Leste de Ásia, que vem desde a Segunda Guerra Mundial.

Em Taiwan, com a democratização do país, as novas gerações têm um desejo crescente pela independência, considerada totalmente inaceitável pela ditadura comunista chinesa.

O Kuomintang (KMT), o partido de Chiang Kai-shek, que governou Taiwan na maior parte de sua história de relativa independência adota a política dos três nãos: não à unificação, não à independência e não à guerra. Defende a manutenção do status quo ambíguo, como quer a o regime comunista chinês, apostando numa reunificação até 2050.

Com a volta do Partido Democrático Progressista (PDP) ao poder, em 2016, aumenta a inquietação em Beijim sobre a independência de Taiwan. Há décadas, o regime comunista tenta controlar a ilha rebelde com um misto de intimidação militar e incentivos econômicos. Recentemente, aumentou a pressão militar.

Ao chegar à Casa Branca, o presidente Donald Trump, que não respeita protocolos nem políticas que não lhe agradem, recebeu cumprimentos pelo telefone da presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, para revolta da China. Foi a primeira vez que isto aconteceu desde o reatamento oficial entre os dois países, em 1978.

Como a estratégia de negociações de Trump é desestabilizar a outra parte, Taiwan volta a ser uma carta importante na disputa geopolítica entre os EUA e a China, que cada vez mais constrói uma máquina de guerra à altura do seu crescente poderio econômico e quer acabar com a hegemonia americana no Leste da Ásia.

Os EUA têm vários aliados ao redor da China, o Japão, a Coreia do Sul, as Filipinas e a Tailândia. Com Taiwan, assumiu o compromisso de garantir a segurança da ilha. Está reforçando a cooperação militar com a Índia, a Indonésia e o Vietnã. Se tivesse o controle de Taiwan, o regime comunista chinês teria acesso desimpedido ao Oceano Pacífico.

Sem uma declaração de independência de Taiwan, é improvável que a China invada Taiwan antes de 2030, quando terá acumulado grande poderio militar. A reunificação continuará sendo um objetivo central do regime comunista, mas ele deve seguir, ao menos por enquanto, as lições de Sun Tzu no clássico  A Arte da Guerra: a maior vitória é derrotar o inimigo fora do campo de batalha, sem disparar um tiro.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Atirador solitário mata quatro militares americanos nos EUA

Um atirador solitário atacou duas instalações militares da cidade de Chattanooga, no estado do Tennessee, matando quatro fuzileiros navais dos Estados Unidos. 

A polícia matou o criminoso, identificado como Muhammad Youssef Abdulaziz, um imigrante kuwaitiano formado em engenharia pela Universidade do Tennessee em Chattanooga.

Primeiro, o atirador abriu fogo contra um posto de recrutamento militar, causando apenas danos materiais. Ninguém saiu ferido. Em seguida, ele foi até um Centro da Reserva da Marinha situado a 24 quilômetros de distância, onde não havia vigias na entrada.

Os investigadores ainda tentam descobrir a motivação do ataque, se foi apenas um ato criminoso ou terrorista. Muitos lobos solitários e pequenas células terroristas de extremistas muçulmanos podem atender à convocação do Estado Islâmico do Iraque e do Levante para realizar ataques durante o sagrado mês do Ramadã.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Novo comandante apoia retirada do Afeganistão

O futuro comandante militar dos Estados Unidos no Afeganistão apoia a decisão do presidente Barack Obama de retirar 33 mil soldados americanos do país até setembro de 2012 e acredita que será possível atingir os objetivos militares da guerra, mas faz algumas ressalvas, informa o jornal The Washington Post.

Em depoimento na Comissão de Forças Armadas do Senado, o general John Allen, do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, declarou que o sucesso vai depender de progresso em várias frentes, inclusive maior cooperação dos aliados e menor corrupção no Afeganistão.

A Guerra do Afeganistão é a mais longa da História dos EUA e custa US$ 10 bilhões por mês. Aliás, só os gastos para levar ar condicionado para as instalações dos militares americanos no Iraque e no Afeganistão já foram considerados absurdos.

terça-feira, 29 de abril de 2008

EUA lançam operação no Afeganistão

Centenas de fuzileiros navais dos Estados Unidos chegaram de helicóptero na madrugada de hoje na cidade de Garmser, no Sul do Afeganistão com o objetivo de expulsar os talebã.

É a primeira grande operação americana na região, dominada pelos talebã e plantações de papoula, em anos.

Este assalto na província de Helmand, apoiado por artilharia, tanques e aviões de combate, é a primeira missão dos 2,3 mil fuzileiros navais da 24ª Unidade Expedicionária dos Fuzileiros Navais, que chegou no mês passado de Camp Lejeune, na Carolina do Norte, para ficar sete meses no Afeganistão. Outros 1,2 mil fuzileiros navais vão treinar a polícia afegã.

sábado, 21 de abril de 2007

Pentágono acusa comanda militar americano no Iraque de negligenciar mortes de civis

Um relatório reservado do Departamento da Defesa dos Estados Unidos sobre o massacre de 24 civis por soldados americanos na cidade de Haditha, no Iraque, em 2005, acusa o comando militar dos EUA de negligência e de fomentar uma cultura que não valoriza as vidas dos civis iraquianos, informa hoje o jornal The Washington Post.

Para o general-de-exército Eldon Bargewell, na Segunda Divisão do Corpo de Fuzileiros Navais, todos os "comandantes em todos os níveis estavam dispostos a considerar a morte de civis, inclusive em grande quantidade, como algo rotineiro" na luta contra os insurgentes que combatem a ocupação americana.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Marines fuzilaram passageiros de táxi

Um esquadrão de fuzileiros navais (marines) dos Estados Unidos que fora atacado com uma bomba de beira de estrada em Haditha, no Iraque, tirou cinco civis desarmados e inocentes de um táxi, e o comandante matou-os a tiros, declarou uma testemunha em depoimento obtido pelo jornal The Washington Post.

O inquérito do Serviço de Investigação Criminal da Marinha revela novas detalhes sobre o massacre, ocorrido em 19 de novembro de 2005. Pouco depois do comboio dos fuzileiros navais ser atingido, o que matou um soldado americano e deixou outros dois feridos, um táxi branco chegou ao local da explosão.

As testemunhas contam que o comandante do esquadrão, sargento Frank Wuterich obrigou os passageiros indefesos a descer do táxi a fuzilou-os um a um enquanto eles ficavam de pé junto a seu veículo, a cerca de três metros de distância do chefe dos fuzileiros navais. Outro marine atirou nos corpos das vítimas quando eles já estavam caídos no chão.

"Eles não tiveram a menor reação. Não tentaram correr", descreveu uma testemunha, um jovem soldados iraquiano que acompanhava a operação dos fuzileiros navais. "Estávamos com medo dos marines. Ele se comportavam como loucos, gritando e berrando".

Quatro fuzileiros navais foram acusados pela morte de 24 civis, inclusive mulheres e crianças, naquele dia em Haditha. Outros quatro oficiais foram denunciados por obstruir a investigação. Foi o pior crime cometido por soldados americanos até agora no Iraque.

Depois de fuzilar os passageiros do táxi, os marines atacaram as casas próximas, atirando indiscriminadamente, usando granadas e fuzis para matar 14 civis desarmados em suas próprias casas em apenas 10 minutos.

Na segunda casa atacada, cinco pessoas morreram. Só sobrou uma menina de 13 anos que perdeu sua mãe, o irmão de 5 anos e a irmãzinha de 3 anos. "O americano atirou e matou todo o mundo", declarou Safah Yunis Salem aos investigadores.

Os quatro fuzileiros navais denunciados são Wuterich, o sargento Sanick de la Cruz, e os cabos Justin Sharratt e Stephen Tatum. Podem ser condenados à prisão perpétua.

Para os advogados de defesa, os tiros não foram vingança pelo companheiro morto. Seus clientes estariam apenas respondendo a uma ameaça. Foram atacados e reagiram.

Os investigadores ouviram centenas de pessoas. Muitos depoimentos são contraditórios, reconhece o Post, mas é evidente que o massacre de Haditha foi uma das matanças deliberadas de civis inocentes desta guerra.