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quarta-feira, 2 de março de 2016

Iraque lança nova ofensiva contra o Estado Islâmico

Depois de ataques contra um bairro xiita de Bagdá e a cidade-satélite de Abu Ghraib, o Exército do Iraque e milícias aliadas lançaram ontem uma ofensiva na área ao norte da capital, informou a agência Associated Press (AP).

A ofensiva é considerada um passo importante para retomar Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, conquistada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante em junho de 2014. Os principais alvos são as linhas de suprimento do Estado Islâmico ao redor da cidade de Samarra, situada a 95 quilômetros ao norte de Bagdá.

Em Haditha, a 240 km a noroeste da capital, um atentado terrorista suicida do Estado Islâmico matou oito soldados. Sob intenso bombardeio dos Estados Unidos e aliados e da Rússia, e ofensivas de forças terrestres, o Estado Islâmico está perdendo espaço no Oriente Médio e apelando cada vez mais ao terrorismo.

sábado, 21 de abril de 2007

Pentágono acusa comanda militar americano no Iraque de negligenciar mortes de civis

Um relatório reservado do Departamento da Defesa dos Estados Unidos sobre o massacre de 24 civis por soldados americanos na cidade de Haditha, no Iraque, em 2005, acusa o comando militar dos EUA de negligência e de fomentar uma cultura que não valoriza as vidas dos civis iraquianos, informa hoje o jornal The Washington Post.

Para o general-de-exército Eldon Bargewell, na Segunda Divisão do Corpo de Fuzileiros Navais, todos os "comandantes em todos os níveis estavam dispostos a considerar a morte de civis, inclusive em grande quantidade, como algo rotineiro" na luta contra os insurgentes que combatem a ocupação americana.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Marines fuzilaram passageiros de táxi

Um esquadrão de fuzileiros navais (marines) dos Estados Unidos que fora atacado com uma bomba de beira de estrada em Haditha, no Iraque, tirou cinco civis desarmados e inocentes de um táxi, e o comandante matou-os a tiros, declarou uma testemunha em depoimento obtido pelo jornal The Washington Post.

O inquérito do Serviço de Investigação Criminal da Marinha revela novas detalhes sobre o massacre, ocorrido em 19 de novembro de 2005. Pouco depois do comboio dos fuzileiros navais ser atingido, o que matou um soldado americano e deixou outros dois feridos, um táxi branco chegou ao local da explosão.

As testemunhas contam que o comandante do esquadrão, sargento Frank Wuterich obrigou os passageiros indefesos a descer do táxi a fuzilou-os um a um enquanto eles ficavam de pé junto a seu veículo, a cerca de três metros de distância do chefe dos fuzileiros navais. Outro marine atirou nos corpos das vítimas quando eles já estavam caídos no chão.

"Eles não tiveram a menor reação. Não tentaram correr", descreveu uma testemunha, um jovem soldados iraquiano que acompanhava a operação dos fuzileiros navais. "Estávamos com medo dos marines. Ele se comportavam como loucos, gritando e berrando".

Quatro fuzileiros navais foram acusados pela morte de 24 civis, inclusive mulheres e crianças, naquele dia em Haditha. Outros quatro oficiais foram denunciados por obstruir a investigação. Foi o pior crime cometido por soldados americanos até agora no Iraque.

Depois de fuzilar os passageiros do táxi, os marines atacaram as casas próximas, atirando indiscriminadamente, usando granadas e fuzis para matar 14 civis desarmados em suas próprias casas em apenas 10 minutos.

Na segunda casa atacada, cinco pessoas morreram. Só sobrou uma menina de 13 anos que perdeu sua mãe, o irmão de 5 anos e a irmãzinha de 3 anos. "O americano atirou e matou todo o mundo", declarou Safah Yunis Salem aos investigadores.

Os quatro fuzileiros navais denunciados são Wuterich, o sargento Sanick de la Cruz, e os cabos Justin Sharratt e Stephen Tatum. Podem ser condenados à prisão perpétua.

Para os advogados de defesa, os tiros não foram vingança pelo companheiro morto. Seus clientes estariam apenas respondendo a uma ameaça. Foram atacados e reagiram.

Os investigadores ouviram centenas de pessoas. Muitos depoimentos são contraditórios, reconhece o Post, mas é evidente que o massacre de Haditha foi uma das matanças deliberadas de civis inocentes desta guerra.