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quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 10 de Novembro

FUZILEIROS NAVAIS

    Em 1775, durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83), o Congresso Continental aprova uma resolução para criar "dois batalhões de fuzileiros navais", soldados de infantaria embarcados na recém-criada Marinha para desembarcar em operações de assalto anfíbio.

A data é comemorada como o nascimento do Corpo dos Fuzileiros Navais, uma das armas das Forças Armadas dos EUA. 

Depois do fim da guerra, tanto a Marinha quanto os batalhões de fuzileiros navais foram desmobilizados. Mas os conflitos no mar com a França revolucionária levaram à recriação da Marinha em maio de 1798. Dois meses depois, em 11 de julho, o Corpo de Fuzileiros Navais torna-se uma força permanente, sob o controle do Departamento da Marinha.

Além da quase guerra com a França, os fuzileiros navais combateram a pirataria no Oceano Atlântico e invadiram o Marrocos. Até hoje, os marines participaram de mais de 300 invasões norte-americanas. Os EUA têm hoje 181,2 mil fuzileiros navais.

ESTADO NOVO

    Em 1937, o presidente Getúlio Vargas dá um golpe de Estado, impõe uma Constituição outorgada, fecha o Congresso e instaura a ditadura do Estado Novo, um período marcado pelo autoritarismo, o nacionalismo, a censura, a tortura e o anticomunismo, sob inspiração do nazifascismo europeu.

A desculpa para o golpe é o Plano Cohen, uma suposta conspiração comunista para tomar o poder no Brasil. Mais tarde, soube-se que havia sido forjado pelo capitão Olímpio Mourão Filho, o mesmo que, como coronel, deflagraria o golpe militar de 1964 ao marchar da guarnição de Juiz de Fora rumo ao Rio de Janeiro.

Em manifesto à nação, Vargas alega que o golpe visa a "ajustar o organismo político às necessidades econômicas do país".

A entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1939-45) ao lado dos Estados Unidos e os ataques de submarinos alemães a navios brasileiros no Oceano Atlântico afastaram o Brasil do nazifascismo. Com o fim da guerra, Vargas caiu e o país viveu seu primeiro período democrático, sob a Constituição de 1946, até o golpe militar de 31 de março de 1964, início de uma ditadura de 21 anos.

SARO-WIWA ENFORCADO

    Em 1995, a ditadura do general Sani Abacha enforca o escritor e ativista nigeriano Ken Saro-Wiwa e outros oito militantes do Movimento pela Sobrevivência do Povo Ogoni.

O escritor pretexta inocência e afirma estar sendo condenado por criticar a exploração de petróleo nas terras da etnia ogoni pela empresa multinacional Shell, mas Abacha rejeita os pedidos de clemência e até mesmo de adiar a execução.

A ditadura acaba com a morte de Abacha, em 8 de junho de 1998, envenenado, possivelmente com Viagra falsificado, quando fazia festa com duas prostitutas. Desde então, a Nigéria vive um período democrático.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Fraude e violência marcam eleição na Nigéria

Falta de cédulas, denúncias de fraude e pelo menos dois ataques contra funcionários públicos mancharam a eleição presidencial de 21 de abril na Nigéria, em um prenúncio de mais instabilidade no país mais populoso da África, oitavo maior exportador mundial de petróleo. O resultado pode sair hoje.

A expectativa é que esta seria a primeira transição democrática de poder na Nigéria, dominada por ditaduras militares na maior parte de sua História independente, desde que se separou do Império Britânico em 1960. O risco é que as irregularides provoquem uma revolta generalizada e a rejeição do resultado. Pode haver longas batalhas judiciais e manifestações de protestos violentas neste país de 140 milhões de habitantes, único no mundo com uma população negra maior do que o Brasil. De lá vieram a tradição iorubá e o Candomblé, a religião dos orixás.

O favorito é Umaru Yar'Adua, do Partido Popular Democrático (PPD), do atual presidente, general Olusegun Obasanjo, herói nacional a quem é creditada a pacificação do país depois da guerra civil em Biafra (1966-70).

Com esta imagem, Obasanjo, um iorubá ganhou as eleições presidenciais de 1999 e 2003, depois da morte do brutal ditador Sani Abacha, em circunstâncias suspeitas, em 1998. Abacha teria sido envenenado com um falso medicamento para impotência sexual quando se divertia com duas prostitutas.

Apesar da riqueza do petróleo, Obasanjo não conseguiu melhor o nível de vida da maioria da população. A renda média por habitante é inferior a US$ 700 por ano.

Depois de oito anos no poder, o PPD consolidou-se em todo o país, onde convivem 300 povos, que falam 250 línguas diferentes. Mas, no artigo Como roubar mais uma eleição, a revista inglesa The Economist, acusa o partido do governo de ter ido longe de mais, promovendo uma fraude generalizada: "Tão flagrante foi a manipulação dos resultados das eleições para governadores dos 36 estados em 14 de abril que todos os partidos de oposição pediram a anulação dos resultados e o adiamento da eleição presidencial".

Da região rica em petróleo no Delta do Rio Níger, o ativista dos direitos humanos Anyakwee Nsirimovu, denunciou uma fraude maciça, com falta de cédulas em muitas seções eleitorais, registros de eleitores incompletos ou simplesmente a não-abertura de diversas zonas de votação: "Com base no que vimos no trabalho de campo, a eleição não aconteceu", declarou ele ao Wall Street Journal.

O Grupo de Monitoramento da Transição e o vice-presidente Atiku Abubakar, um dos principais candidatos da oposição, pediram a anulação do pleito e a realização de novas eleições.