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terça-feira, 16 de maio de 2023

Zelensky faz giro pela Europa atrás de dinheiro e armas

Em viagem surpresa pela Europa, o presidente Volodymyr Zelensky esteve na Itália, no Vaticano, na Alemanha, na França e no Reino Unido em busco de dinheiro, armas e apoio político às vésperas de uma anunciada contraofensiva de primavera para retomar territórios ocupados pela Rússia. Documentos vazados do Pentágono revelam que Zelensky cogitou lançar ataques em território russo, noticiou o jornal The Washington Post.

No livro recém-lançado A Guerra Russo-Ucraniana, o historiador ucraniano naturalizado norte-americano Serhii Plokhy, professor da Universidade de Harvard, afirma que a guerra acabou com a restauração do Império Russo sonhada pelo ditador Vladimir Putin.

O Brasil tenta evitar que a declaração final da reunião do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) a ser realizada de 19 a 21 de maio em Hiroxima acuse a Rússia pela guerra na Ucrânia.

A eleição presidencial da Turquia terá um segundo turno em 28 de maio. Com 49,5% dos votos no primeiro turno, contra 44,5% para o oposicionista Kemal Kiliçdaroglu, o presidente Recep Tayyip Erdogan é favorito.

A economia do Reino Unido cresceu apenas 0,1% no primeiro trimestre. Sob o peso da saída do país da União Europeia, é uma das poucas que ainda não recuperou o nível anterior à pandemia. Meu comentário:

sábado, 15 de abril de 2023

EUA denunciam militar pelo vazamento de segredos do Pentágono

 Um aviador e técnico em informática da Guarda Nacional Aérea do estado de Massachusetts preso na quinta-feira foi denunciado ontem por roubar e divulgar documentos ultrassecretos do Departamento da Defesa dos Estados Unidos e pode pegar muitos anos de cadeia por espionagem. 

Jack Douglas Teixeira, de 21 anos, gosta de armas de fogo, equipamentos militares, memes racistas e antissemitas, videogames e Deus, informa o jornal The New York Times. Ao que tudo indica, não é agente russo.

Como a principal conclusão dos vazamentos é que a Guerra da Ucrânia caminha para um longo impasse sangrento, analistas militares norte-americanos alertam que é preciso passar do campo de batalha para a mesa de negociações.

As declarações do presidente da França, Emmanuel Macron, durante visita à China, de que a Europa precisa de autonomia estratégica para não ser vassalo dos EUA abalaram tanto a União Europeia quanto a aliança ocidental. Macron conseguiu uma vitória na reforma da previdência, mas se queimou politicamente dentro da França e agora no mundo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou uma visita a Beijim em que consolidou a parceria econômica entre Brasil e China. A proposta de criar um "clube da paz" não prosperou. Nem Rússia, nem Ucrânia e nem a China parecem interessadas em negociações. Mas os 25 anos do acordo de paz que acabou com a guerra civil na Irlanda do Norte mostram que vale a pena iniciar o diálogo mesmo quando parece impossível. Meu comentário:

quarta-feira, 12 de abril de 2023

Vazamento do Pentágono revela vulnerabilidade da Ucrânia

O maior vazamento de documentos secretos dos Estados Unidos em dez anos revela vulnerabilidades da Ucrânia na guerra contra a invasão russa, como a escassez de munição e mísseis antiaéreos. Mostra que a inteligência norte-americana conseguiu penetrar em todos os serviços secretos da Rússia, mas também espionou aliados.

Antes da revelação bombástica, o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, declarou que o objetivo estratégico da Rússia é mudar a ordem mundial, a ordem internacional liberada criada pelos EUA depois da Segunda Guerra Mundial. A Guerra da Ucrânia seria apenas uma etapa da luta contra a hegemonia norte-americana.

Num sinal de desaceleração da economia, os EUA registram um saldo positivo de 236 mil empregos em março, abaixo dos 326 mil de fevereiro.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento menor para a economia mundial em 2023 e reduz a expectativa para o Brasil de 1,2% para 0,9%. Mas a queda da inflação para 4,65% ao ano aumenta a chance de um corte nas taxas de juros. 

A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 4,29%, a maior alta desde 3 de outubro, e o dólar caiu para 5,01%, num sinal de que está entrando capital estrangeiro no país. Meu comentário:

quinta-feira, 9 de março de 2023

Pentágono bloqueia envio de provas de crimes de guerra ao TPI

O Pentágono (Departamento da Defesa dos Estados Unidos) não quer enviar provas dos crimes de guerra da Rússia na Ucrânia para o Tribunal Penal Internacional (TPI). Teme abrir um precedente para incriminar soldados dos EUA no futuro, revelou o jornal The New York Times. Os departamentos de Estado e da Justiça querem cooperar com o tribunal. Cabe ao presidente Joe Biden resolver a questão.

Em entrevista à televisão norte-americana CNN, o presidente Volodymyr Zelenky insistiu que não vai negociar antes da retirada das tropas russas da Ucrânia. Confia em vencer militarmente com as novas armas que está recebendo do Ocidente, inclusive tanques da Alemanha e dos EUA.

O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) de Washington estima em 60 a 70 mil o número de soldados russos mortos na guerra, mais do que em todas as guerras da União Soviética e da Rússia depois da Segunda Guerra Mundial.

A investigação dos ataques a dois gasodutos que levavam gás da Rússia para a União Europeia focam agora em grupos ucranianos ou a favor da Ucrânia.

A Argentina é um dos destinos favoritos das grávidas russas, noticiou o jornal argentino La Nación.

Em Israel, o historiador Yuval Harari acusa o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de dar um golpe de Estado disfarçado como reforma judiciária, informa o jornal britânico The Guardian.

Os oceanos têm 170 trilhões de pedaços de plástico, 21 mil para cada habitante do planeta, constatou uma pesquisa do 5 Gyres Institute citada no jornal The Washington Post.

As exportações e as importações dos EUA cresceram, num sinal de solidez da economia mundial. Meu comentário:

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Trump insiste na tentativa de golpe e tem algum apoio no Congresso

 Em uma tentativa de golpe sem precedente nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump ainda insiste em mudar o resultado da eleição presidencial de 3 de novembro. Todos os ex-secretários da Defesa vivos assinaram uma declaração pedindo uma transição pacífica, sem o envolvimento das Forças Armadas.

Ontem, o jornal The Washington Post divulgou uma gravação de Trump num telefonema de uma hora, no sábado, para pressionar o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, responsável pelas eleições no estado, a achar "11.780 votos" para ele. É um voto a mais do que a vantagem obtida no estado pelo presidente eleito, Joe Biden.

Leia mais em Quarentena News.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Biden anuncia plano contra pandemia e laboratório sucesso com vacina

Dois avanços no combate à Covid-19, que não para de bater recordes de casos e de mortes

No dia em que o laboratório Pfizer anunciou que sua vacina contra o novo coronavírus tem 90% de eficácia e os Estados Unidos chegaram a 10 milhões de casos confirmados, o presidente eleito Joe Biden lançou uma nova estratégia baseada na ciência para conter a pandemia no país.

O presidente Donald Trump não só não reconhece a derrota como demitiu o secretário da Defesa, Mark Esper, o chefe do Pentágono, que meses atrás se negou a usar as Forças Armadas para reprimir as manifestações antirracistas.

O laboratório americano Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech afirmaram hoje que os resultados preliminares da terceira fase de testes de sua vacina indicam sucesso em mais de 90% dos casos.

Leia mais em Quarentena News e veja meu comentário:

quinta-feira, 12 de março de 2020

EUA bombardeiam milícias xiitas no Iraque

Em retaliação à morte de dois soldados americanos e um britânico ontem num ataque de 18 foguetes o contra a base de Camp Taji, a Força Aérea dos Estados Unidos bombardeou hoje no Iraque milícias xiitas apoiadas pelo Irã. Os alvos foram cinco depósitos de armas situados ao sul de Bagdá pertencentes às milícias Kataib Hesbolá (Brigadas do Partido de Deus), responsáveis por várias ataques contra tropas americanas nos últimos meses.

O objetivo foi degradar a capacidade ofensiva das milícias contra os EUA e aliados, declarou em nota o Departamento da Defesa, o Pentágono, sem fazer uma estimativa de mortos e feridos. Anonimamente, alguns oficiais falaram em dezenas de mortos e feridos.

Houve contatos com o governo britânico, mas os EUA acabaram retaliando sozinhos. Os bombardeios foram "defensivos e proporcionais", alegou o Pentágono. As forças americanas no Iraque têm cerca de 5 mil soldados no Iraque.

"Os EUA não vão tolerar ataques contra nosso povo, nossos interesses e nossos aliados", afirmou o secretário da Defesa, Mark Esper. "Como mostramos nos últimos meses, faremos qualquer ação necessária para proteger nossas forças no Iraque ou em outras regiões."

Ataques anteriores das mesmas milícias xiitas financiadas, armadas e treinadas pelo Irã levaram o presidente Donald Trump a ordenar o assassinato do general Kassam Suleimani, comandante da Força Quods, força de elite da Guarda Revolucionária Islâmica para ações no exterior, no aeroporto de Bagdá, em 3 de janeiro de 2020.

A morte do general Suleimani aumentou a tensão e o risco de guerra entre os EUA e o Irã. Na época, o Irã fez uma retaliação que Trump disse não ter ferido ninguém. Depois, mais de cem soldados americanos apresentaram distúrbios atribuídos às ondas de choque das explosões.

Agora, as milícias argumentam que os ataques se justificam porque as forças americanas não obedeceram à decisão da Assembleia Nacional do Iraque de ordenar a retirada de todas as tropas estrangeiras do país.

domingo, 29 de dezembro de 2019

EUA bombardeiam milícia xiita do Iraque aliada ao Irã

En resposta a um ataque com 30 mísseis contra um quartel do Iraque perto da cidade de Kirkuk onde havia soldados americanos, a Força Aérea dos Estados Unidos  bombardeou hoje bases da milícia iraquiana Kataib Hesbolá (Brigadas do Hesbolá), apoiada pelo Irã. 

No primeiro ataque, um funcionário de uma empreiteira americana a serviço do Departamento da Defesa morreu e quatro soldados dos EUA saíram feridos. Foi o 11º em dois meses contra bases onde havia pessoal americano no Iraque.

Eram cerca de sete da noite pela hora local (13h em Brasília) quando caças-bombardeiros F-15E cumpriram a missão aprovada sábado à noite pelo presidente Donald Trump. O Pentágono não revelou de onde partiram os aviões.

Foi a primeira vez que os EUA atacaram uma milícia xiita desde que voltaram ao Iraque em 2014 para combater a organização terrorista Estado Islâmico, que é sunita.

Pela avaliação inicial do comando militar americano, todos os cinco alvos escolhidos, três no Iraque e dois na Síria, foram atingidos. Eram arsenais e centros de comando e controle da milícia xiita.

"O Irã e milícias aliadas devem parar de atacar os EUA e as forças da coalizão, e respeitar a soberania do Iraque para evitar ações defensivas adicionais das forças dos EUA", declarou em Washington o porta-voz do Pentágono, Jonathan Hoffman.

Há duas semanas, o secretário de Estado, Mike Pompeo, advertiu que os EUA responsabilizam o Irã por qualquer ataque contra alvos americanos por armar, financiar e treinar as milícias, e dariam "uma resposta firme".

Meia hora antes do bombardeio, o secretário da Defesa, Mark Esper, telefonou para o primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul Mahdi, para avisar sobre o ataque.

O primeiro-ministro xiita tentou dissuadir o chefe do Pentágono alegando que seria "uma violação da soberania do Iraque capaz de levar a uma escalada perigosa que ameaçaria o Iraque e toda a região", de acordo com o porta-voz do governo iraquiano, general Abdul Karim Khalaf.

Abdul Mahdi chegou a alegar que o Iraque não tinha certeza sobre a autoria do ataque, sugerindo que poderia ser do grupo terrorista Estado Islâmico. Tanto o Estado Islâmico quando as milícias xiitas chamadas de Unidades de Mobilização Popular (UMPs) atuam na região de Kirkuk. A escala do ataque levou os EUA a concluir que seriam as milícias xiitas.

Depois da invasão do Iraque para derrubar o ditador Saddam Hussein, em 2003, as forças de ocupação dos EUA foram atacadas por milícias sunitas e xiitas. Nos últimos cinco anos de guerra contra o Estado Islâmico, as milícias xiitas e os EUA tinham um inimigo comum feroz. Esta trégua informal acabou.

A tensão entre EUA e Irã aumenta desde que o presidente Donald Trump abandonou, em 8 de maio de 2018, o acordo nuclear negociado pelo governo Barack Obama, as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha para evitar que a República Islâmica fabrique armas atômicas.

Para pressionar o Irã a negociar um acordo mais amplo, que também inclua mísseis de médio e longo alcances, o governo Trump faz uma verdadeira guerra econômica contra o país. Com sanções diretas e cruzadas, os EUA tentam zerar as exportações de petróleo iranianas, que caíram de 3 milhões para 600 mil barris por dia.

Sob pressão, com inflação acima de 50% ao ano, recessão e desemprego em alta no Irã, em maio e junho, a Guarda Revolucionária Iraniana fez vários ataques a navios petroleiros no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz e abateu um drone americano.

Em 14 de setembro, duas instalações petrolíferas importantes da Arábia Saudita foram bombardeadas. A milícia xiita huti, que luta na guerra civil do Iêmen com o apoio do Irã, reivindicou a responsabilidade pelo ataque. Ficou evidente a fragilidade da defesa do setor de petróleo saudita. Um ataque arrasador teria sérias consequências para a economia mundial.

Os EUA não responderam a esses ataques porque nenhum americano foi ferido.

Como há 5 mil soldados americanos e numerosas milícias xiitas ligadas ao Irã no Iraque, há um grande risco de incidentes capazes de provocar uma conflagração maior e até mesmo uma guerra. O regime dos aiatolás e da Guarda Revolucionária não vai atacar diretamente os EUA, mas pode investir contra aliados americanos como a Arábia Saudita e Israel.

Nem Trump, que só pensa na reeleição, nem a ditadura teocrática iraniana quer a guerra. Mas sempre há o risco de que as provocações e retaliações saiam de controle.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Reação fraca de Trump encoraja novos ataques do Irã


O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, descreveu hoje os ataques contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita como “um ato de guerra”. Um ato de guerra mereceria uma resposta militar, mas presidente Donald Trump sabe que isso deflagraria uma guerra no Oriente Médio ou novo ataque a campos de petróleo e refinarias sauditas. 

Uma guerra causaria mortes de soldados americanos e a pior imagem para um presidente em campanha é a volta para casa de soldados mortos em caixões enrolados na bandeira. Novos ataques ao petróleo saudita abalariam o mercado internacional de energia. Poderiam causar uma nova recessão mundial. Nos dois casos, a reeleição de Trump estaria em perigo.

Pompeo declarou que os Estados Unidos estão articulando uma aliança para impedir futuros ataques. Trump afirmou ter muitas opções antes da guerra. O Pentágono, o Departamento da Defesa dos Estados Unidos, estaria examinando a possibilidade de fazer ataques cibernéticos contra o Irã.

O presidente falou em “aumentar substancialmente as sanções”. Não deu detalhes. Com sua guerra econômica e sua estratégia de “pressão máxima” para impedir o Irã de exportar petróleo, até agora, só conseguiu provocar a República Islâmica a perturbar a produção e a exportação de petróleo do Golfo Pérsico, primeiro com ataques a petroleiros e agora com o bombardeio na Arábia Saudita.

No Irã, o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica e homem-forte da ditadura teocrática iraniana, aiatolá Ali Khamenei, vetou a possibilidade de um encontro de Trump com o presidente Hassan Rouhani na próxima semana, em Nova York, durante a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas. 

Seria o primeiro encontro entre os líderes dos dois países desde a Revolução Islâmica, que derrubou em 1979 o xá Reza Pahlevi, aliado de Washington. Meu comentário:

domingo, 13 de janeiro de 2019

Casa Branca pediu opções ao Pentágono para atacar o Irã

O Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos pediu ao Departamento da Defesa uma lista de possibilidades para atacar a República Islâmica do Irã, gerando preocupação no Pentágono e no Departamento de Estado de envolvimento do país numa nova guerra no Oriente Médio, revelou o jornal Wall Street Journal.

O pedido foi feito depois que milicianos ligados ao Irã dispararam três morteiros contra a Embaixada dos EUA, em Bagdá, no Iraque. Uma equipe do Conselho de Segurança Nacional, sob a chefia do assessor John Bolton participou de uma série de reuniões para preparar uma resposta, inclusive opções militares.

A tensão em Washington aumentou: "Definitivamente, abalou muita gente", comentou um alto funcionário aposentado. "As pessoas ficaram chocadas. É de fundir a cuca a arrogância a propósito de um ataque ao Irã.

Não ficou claro, de acordo com o Journal, se o presidente Donald Trump pediu as opções militares nem se chegou a pedir planos para atacar o Irã. No passado, Bolton defendeu ações militares contra o regime dos aiatolás.

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca não esconde que gostaria de ver uma mudança de regime no Irã. Foi um dos responsáveis pela decisão do presidente de romper o acordo para desarmar o programa nuclear iraniano negociado no governo Barack Obama (2009-17).

sábado, 15 de setembro de 2018

Pentágono rejeita envio de fuzileiros navais a Taiwan

O Departamento da Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) rejeitou um pedido do Departamento de Estado para enviar um destacamento de fuzileiros navais para proteger a representação diplomática americana em Taiwan, uma embaixada de fato. A decisão seria do secretário da Defesa, general James Mattis, para não provocar a China, que considera Taiwan uma província rebelde.

A recusa indica uma dubiedade na política externa dos EUA para Taiwan. Logo depois da posse, o presidente Donald Trump aceitou receber um telefonema de cumprimentos da presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, rompendo com uma prática com a política de que só existe uma China, adotada em 1978, quando os EUA restauraram as relações diplomáticas com a República Popular da China.

O plano era enviar fuzileiros navais para Taipé em outubro, o que suscitou críticas do regime comunista de Beijim.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Ataque de mísseis a base aérea deixa vários mortos na Síria

Várias pessoas morreram ou foram feridas quando mísseis atingiram o aeroporto militar de Tiyas, conhecida como T4, situada perto de Homs, que era a terceira maior cidade da Síria quando começou a guerra civil, há sete anos. 

Os Estados Unidos negaram ter bombardeado, apesar das ameaça do presidente Donald Trump depois de um ataque com armas químicas com 48 mortos lançado pela ditadura de Bachar Assad. A televisão pública britânica BBC atribuiu o ataque de mísseis a Israel.

A Síria acusou o Ocidente, mas o Departamento da Defesa dos EUA negou qualquer participação. Trump falou com o presidente da França, Emmanuel Macron. Os dois países lançaram um comunicado prometendo uma "resposta forte coordenada".

O Pentágono foi claro:"No momento, o Departamento da Defesa não está fazendo ataques aéreos na Síria. No entanto, continuamos observando a situação atentamente e apoiamos os esforços diplomáticos em andamento para responsabilizar quem usa armas químicas, na Síria ou em outro lugar."

A Rússia confirmou há pouco que dois aviões de guerra de Israel realizaram o ataque. Quatro iraquianos que estavam na base foram mortos. Ao que parece, Israel aproveitou a oportunidade para atacar uma base iraniana na Síria.

Mais de 500 mil pessoas foram mortas em sete anos de guerra civil na Síria. Cerca de 5 milhões fugiram do país.

sábado, 23 de setembro de 2017

Bombardeiros dos EUA sobrevoam litoral da Coreia do Norte

Dois aviões bombardeiros dos Estados Unidos sobrevoaram hoje o Mar do Japão até perto da costa da Coreia do Norte para deixar claro que o país tem "numerosas opções militares", anunciou hoje o Departamento da Defesa.

"No século 20, jamais um avião de caça ou bombardeiro americano havia voado tão longe ao norte da Zona Desmilitarizada [entre as duas Coreias], sublinhando assim a seriedade com que tomamos o comportamento irresponsável", declarou a porta-voz do Pentágono, Dana White.

Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Donald Trump ameaçou "destruir totalmente" a Coreia do Norte se o regime comunista norte-coreano usar as armas nucleares a mísseis que está testando contra os EUA ou aliados.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Estado-Maior reage a veto de Trump a transgêneros nas Forças Armadas

O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos declarou hoje que a política em relação a transgêneros não vai mudar enquanto o presidente Donald Trump não enviar ordens diretamente ao Departamento da Defesa, o Pentágono.

"Não haverá mudanças na atual política até que a ordem do presidente seja recebida pelo secretário da Defesa e que o secretário dê as orientações para implementá-la", afirmou o comandante do Estado-Maior, general Joseph Dunford. "Vamos continuar a tratar todo o nosso pessoal com respeito."

Ontem, o presidente Trump anunciou no Twitter o veto à participação de transgêneros nas Forças Armadas, rompendo uma promessa de campanha de proteger a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) da discriminação e do preconceito.

Trump alegou que a medida tem alto custo e afeta a disciplina dos militares. Não há nenhum estudo que corrobore essa ideia. O presidente disse ter consultado assessores e generais, mas o secretário da Defesa, James Mattis, foi informado depois do tuíte.

É mais uma iniciativa de Trump para destruir o legado do governo Barack Obama, que acabou com uma política hipócrita conhecida como "não pergunte, não conte". Ela permitia a presença de LGBTs nas Forças Armadas dos EUA desde que não assumissem publicamente sua homossexualidade ou bissexualidade.

Assim, se um militar voltando de uma frente de guerra fosse recebido na volta por seu parceiro, não poderia abraçar nem fazer gestos efusivos de carinho e afeto. Obama acabou com isso.

Sob pressão de sua base conservadora, contrária ao uso de dinheiro público para financiar cirurgias de mudança de sexo, Trump foi muito além do esperado.

O senador republicano John McCain, veterano da Guerra do Vietnã, onde foi prisioneiro de guerra, criticou o presidente dizendo que todo cidadão americano que quiser servir às Forças Armadas e for considerado apto nos testes deve ter esse direito e ser considerado um patriota.

Há estimativas do total de transgêneros militares que vão de 2,5 mil a 16 mil. O dinheiro gasto pelo Pentágono com cirurgias para mudar de sexo é cinco vezes menos do que a despesa com medicamentos contra a impotência sexual.

domingo, 11 de setembro de 2016

Terror aumentou nos 15 anos desde 11 de setembro

Era uma terça-feira linda de verão, de sol e céu tão azul em Londres quanto em Nova York. Eu tinha de gravar às 14h um programa de rádio no London Radio Service. Desci na estação de metrô de Warren Street cinco minutos antes e liguei o rádio no Serviço Mundial da BBC para chegar na sala de redação sabendo das últimas. O repórter noticiava um acidente em Nova York. Um pequeno avião teria batido em uma das Torres Gêmeas do World Trade Center.
Cheguei na redação e comecei a ler o texto que teria de gravar. As TVs mostravam imagens de Nova York ao vivo. Pouco depois das 14h, um avião bate numa torre. Minha primeira reação foi: já tem imagens do acidente?
Ao olhar bem, o terror ficou evidente. Era outro avião na outra torre. Não era acidente. Era o atentado terrorista mais espetacular da história. Um jornalista inglês que tinha trabalhado nos Emirados Árabes Unidos matou a charada no ato: "Só pode ter sido Ben Laden."
Gravamos assim mesmo, mas o clima era de pânico. Por causa da aliança estratégica com os Estados Unidos, os britânicos estavam certos de que Londres seria o próximo alvo. Foi o Pentágono. Um quarto avião caiu na Pensilvânia quando ia para Washington. Os alvos poderiam ser a Casa Branca ou o Congresso.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, faria um discurso numa conferência do Congresso dos Sindicatos, sempre interessados em empurrar o neotrabalhismo mais para a esquerda. Mudou de ideia imediatamente. Tratou de fortalecer a "relação especial" entre os dois países, sempre mais especial para os britânicos. Selava a parceria com George W. Bush que o levaria à invasão do Iraque e à desgraça política.
Um tinha um evento na sede do Ministério do Exterior britânico, no coração do poder em Londres, o lançamento de um atlas de recifes de coral da ONU, às 18h. Cheguei um tanto desarvorado e me perguntei: o que estou fazendo aqui?
Comprei o atlas e fui para casa. Escrevi para o No.com um dos melhores textos da minha carreira jornalística, que tentei resgatar hoje, mas não consegui.
Com 2.977 mortes, começava o que se poderia chamar de Quarta Guerra Mundial, se considerarmos que a terceira foi a Guerra Fria. Ben Laden foi morto há cinco anos. A milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante herdou o manto do extremismo muçulmanos e elevou o terror a um nível de crueldade jamais visto.
Não houve mais atentados espetaculares como os de 11 de setembro de 2001, mas o número de mortes em atentados terroristas continua aumentando ano após ano. Em 2014, o aumento foi de 80%.
Prestes a perder seus territórios no Oriente Médio sob pressão dos EUA e da Rússia, o Estado Islâmico regride a grupo terrorista e precisa de ações como os atentados de 13 de novembro de 2015 para continuar atraindo voluntários para o martírio.
Além da derrota militar nos campos de batalha do Oriente Médio, o jihadismo precisa ser vencido política e ideologicamente, precisa ser isolado e repudiados pela imensa maioria dos muçulmanos que acreditam que sua religião é uma religião de paz.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Turquia acusa EUA de armar PKK

O novo primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, afirmou hoje que as armas fornecidas pelos Estados Unidos a guerrilheiros curdos na guerra civil da Síria estão sendo desviadas para o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que luta pelos curdos da Turquia, noticiou a agência Associated Press.

Yildirim declarou que um foguete descoberto em operações contra o PKK perto da fronteira com a Síria provam que as Unidades de Proteção Popular (YPG), grupo curdo sírio apoiado por Washington, estão entregando armas ao PKK.

Um porta-voz do Pentágono, o Departamento da Defesa dos EUA, rebateu as acusações alegando que as armas fornecidas às YPG não são destinadas ao PKK na Turquia e que os EUA não sabem de nenhum fluxo de armas ao PKK.

terça-feira, 10 de maio de 2016

EUA desafiam reivindicação chinesa sobre o Mar do Sul da China

Um contratorpedeiro da Marinha dos Estados Unidos equipado com mísseis teleguiados passou perto hoje de um recife em águas territoriais disputadas do Mar do Sul da China, noticiaram a agência Reuters e o jornal South China Morning Post, de Hong Kong.

A "operação de liberdade de navegação" foi a menos de 12 milhas náuticas do recife Cruz Ardente, no arquipélago das ilhas Spratlys. O objetivo foi "desafiar as reivindicações excessivas de alguns reclamantes no Mar do Sul da China", declarou o Pentágono, o Departamento da Defesa dos EUA.

O navio de guerra americano cruzou a área depois de manobras militares feitas pela China. O regime comunista chinês está aterrando recifes para construir ilhas artificiais. Pela Convenção Internacional dos Direitos do Mar, ilhas tem mar territorial maior do que recifes.

A China reivindica o controle sobre quase todo o Mar do Sul da China, em disputas territoriais com Brunei, as Filipinas, a Malásia, a Tailândia, Taiwan e o Vietnã.

sexta-feira, 25 de março de 2016

EUA anunciam morte do número 2 do Estado Islâmico

O segundo homem na hierarquia da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abdel Rahmane al-Kaduli, considerado o ministro das Finanças do califado, foi morto num bombardeio aéreo na Síria, afirmou hoje o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter.

Havia uma recompensa de US$ 7 milhões por informações que levassem à captura ou morte de Kaduli. É o segundo membro da alta cúpula do Estado Islâmico morto neste mês.

"Os EUA mataram vários terroristas nesta semana, inclusive um líder do EI", declarou em Washington o secretário Carter.

Em 4 de março, os EUA atacaram um comboio onde estaria o georgiano Tarjan Tayumurazovich Batirachvili, mais conhecido como Omar al-Chichani, Omar o Checheno. Dez dias depois, o Pentágono confirmou sua morte.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Obama envia ao Congresso plano para fechar prisão de Guantânamo

A onze meses do fim de seu governo, o presidente Barack Obama enviou ao Congresso um plano para fechar o centro de detenção ilegal instalado pelo então presidente George W. Bush na base naval de Guantânamo, um enclave dos Estados Unidos em Cuba para negar aos presos na "guerra contra o terrorismo" os direitos previstos na Convenção de Genebra sobre Prisioneiros de Guerra.

Durante a campanha eleitoral de 2008, Obama prometeu fechar a prisão em um ano, mas enfrentou resistência da oposição, que temia que os detentos se tornassem ou voltassem a ser terrorismo. O presidente declarou que "Guantânamo é uma mancha na reputação dos EUA" e "um poderoso instrumento de propaganda para os terroristas".

Para Obama, Guantânamo atrapalha a luta contra o terrorismo. Dos 91 presos restantes, alguns seriam enviados a seus países de origem e os outros para uma nova prisão a ser construída nos EUA a um custo de US$ 475 milhões. O fim da prisão representaria uma economia de US$ 85 milhões por ano para o Departamento da Defesa, o Pentágono.

Num ano eleitoral, é altamente improvável que a oposição republicana coopere com a proposta do presidente. Obama não pretende fechar a prisão por decreto. No momento, o Congresso proíbe a transferência de presos em Guantânamo para o território americano.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Militares dos EUA são proibidos de ir a Paris a não ser a serviço

Todas as viagens não oficiais a Paris estão proibidas pelo Comando das Forças dos Estados Unidos na Europa por causa da ameaça terrorista, admitiu hoje uma fonte do Pentágono. Qualquer visita privada precisa ser aprovada por um oficial general.

Toda movimentação de militares ou funcionários civis do Departamento da Defesa dos EUA também precisa da autorização de um oficial general.

Como líderes da coalizão aérea que bombardeia o Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde agosto de 2014, os EUA se consideram o principal alvo de possíveis retaliações terroristas do grupo. A onda de terror em Paris acende um sinal de alerta total nas principais cidades americanas.

Vários governadores estaduais questionam a política de migração do presidente Barack Obama, que se dispôs a receber 15 mil refugiados da guerra civil na Síria. Os aspirantes à candidatura do Partido Republicano à Casa Branca em 2016 também se revezam para denunciar as supostas fraqueza e indecisões da política externa de Obama.