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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Trump autoriza planos a negar anticoncepcionais em nome da religião

Em mais um ataque às conquistas sociais do governo Barack Obama, o presidente Donald Trump autorizou as empresas e os planos de saúde a negarem o fornecimento de pílulas anticoncepcionais por motivos religiosos. Mais de 55 milhões de mulheres serão afetadas.

As novas diretrizes podem atingir os direitos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). São o compromisso de uma promessa feita pelo presidente cinco meses atrás nos jardins da Casa Branca: "Não vamos deixar as pessoas de fé serem alvo, serem coagidas ou silenciadas", lembrou hoje o secretário da Justiça, Jeff Session.

Através de uma portaria, o Departamento da Saúde e Serviços Humanos revogou a obrigação de empresas de fornecer anticoncepcionais a suas funcionárias dentro de seus planos de saúde. Os empregados e planos podem alegar uma objeção religiosa.

Os procuradores-gerais da Califórnia, Xavier Becerra, e de Massachusetts, Martha Healey, dois estados tradicionalmente liberais, recorreram à Justiça tentando bloquear as medidas de Trump, que entraram em vigor imediatamente. Eles alegam que a Emenda nº 1 à Constituição dos EUA proíbe o governo de agir "em relação a uma religião estabelecida".

As estatísticas mostram que o número de abortos nos EUA diminuiu a partir de 2014 para o menor nível desde que foi legalizado pela Suprema Corte, em 1973.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Estado-Maior reage a veto de Trump a transgêneros nas Forças Armadas

O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos declarou hoje que a política em relação a transgêneros não vai mudar enquanto o presidente Donald Trump não enviar ordens diretamente ao Departamento da Defesa, o Pentágono.

"Não haverá mudanças na atual política até que a ordem do presidente seja recebida pelo secretário da Defesa e que o secretário dê as orientações para implementá-la", afirmou o comandante do Estado-Maior, general Joseph Dunford. "Vamos continuar a tratar todo o nosso pessoal com respeito."

Ontem, o presidente Trump anunciou no Twitter o veto à participação de transgêneros nas Forças Armadas, rompendo uma promessa de campanha de proteger a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) da discriminação e do preconceito.

Trump alegou que a medida tem alto custo e afeta a disciplina dos militares. Não há nenhum estudo que corrobore essa ideia. O presidente disse ter consultado assessores e generais, mas o secretário da Defesa, James Mattis, foi informado depois do tuíte.

É mais uma iniciativa de Trump para destruir o legado do governo Barack Obama, que acabou com uma política hipócrita conhecida como "não pergunte, não conte". Ela permitia a presença de LGBTs nas Forças Armadas dos EUA desde que não assumissem publicamente sua homossexualidade ou bissexualidade.

Assim, se um militar voltando de uma frente de guerra fosse recebido na volta por seu parceiro, não poderia abraçar nem fazer gestos efusivos de carinho e afeto. Obama acabou com isso.

Sob pressão de sua base conservadora, contrária ao uso de dinheiro público para financiar cirurgias de mudança de sexo, Trump foi muito além do esperado.

O senador republicano John McCain, veterano da Guerra do Vietnã, onde foi prisioneiro de guerra, criticou o presidente dizendo que todo cidadão americano que quiser servir às Forças Armadas e for considerado apto nos testes deve ter esse direito e ser considerado um patriota.

Há estimativas do total de transgêneros militares que vão de 2,5 mil a 16 mil. O dinheiro gasto pelo Pentágono com cirurgias para mudar de sexo é cinco vezes menos do que a despesa com medicamentos contra a impotência sexual.

domingo, 25 de junho de 2017

Marcha gay de Chicago proíbe bandeiras do arco-íris com estrela de Davi

CAMBRIDGE-MA, EUA - A organização da marcha do orgulho gay de Chicago, a terceira maior cidade dos Estados Unidos, excluiu hoje a participação de bandeiras do arco-íris com a estrela de Davi, símbolo de Israel, noticiou o jornal liberal israelense Haaretz.

Um dos membros do coletivo LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros), citado no jornal Windy City Times, alegou que as bandeiras do orgulho gay israelense "faziam as pessoas se sentirem inseguras" e que a passeata é "pró-palestinos" e "antissionista".

No Twitter dos organizadores, a manifestação foi descrita como "uma mobilização e celebração da resistência de sapatonas, bichas e transgêneros antirracista, antiviolência, dirigida por voluntários e pelas bases."

Uma das três pessoas excluídas, Laurel Grauer, da entidade LGBTQ israelense Uma Ponte mais Larga, declarou que é "uma bandeira da minha congregação que celebra minha identidade judaica e gay que eu empunhava na Marcha das Sapatas há mais de uma década. Eles me disseram para sair porque poderia provocar reações de quem a considerasse ofensiva."

Eleanor Shoshany Anderson, também afastada, considerou-se discriminada por ser judia.

Em janeiro de 2016, uma recepção para judeus participantes de uma conferência gay em Chicago foi invadida por manifestantes gritando que "a lavagem rosa tem de acabar". A expressão é usada para criticar quem minimiza a importância do tratamento dispensado por Israel aos palestinos porque o país é uma democracia e defende os direitos humanos dos homossexuais.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Terror em Orlando foi o pior de 32 mil ataques a tiros num ano nos EUA

O ataque do americano de origem afegã Omar Mateen contra uma boate gay de Orlando, na Flórida, que deixou 49 mortos e 53 feridos, foi o pior massacre a tiros da história recente dos Estados Unidos. Mas foi apenas um entre 32 mil ataques a tiros ocorridos no país de 13 de junho de 2015 ao mesmo dia em 2016, informa a revista digital Slate.

A cada 12 meses, 130 mil pessoas são baleadas nos EUA. Em 2013, último ano sobre o qual há estatísticas oficiais consolidadas, menos de 2% das 33 mil mortes foram em ataques em massa. As armas de fogo mataram 3.428 pessoas a mais do que quedas, 4.635 a mais do que o álcool e 30.876 pessoas a mais do que incêndios.

Os dados mais recentes foram compilados pela organização não governamental Gun Violence Archive (Arquivo da Violência com Armas de Fogo). A expectativa é que em 2015 os assassinatos tenham ultrapassado os acidentes de trânsito como principal causa de morte violenta nos EUA.

Em outubro de 2015, em pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC, 46% dos entrevistados citaram a redução da violência armada como prioridade.

No Brasil, mais de 56 mil pessoas foram assassinadas em 2013, mais de 150 por dia. A violência é muito pior do que nos EUA.

Terrorista de Orlando frequentava boate gay

O terrorista que matou 49 pessoas e feriu outras 53 na madrugada de domingo não só frequentava a boate gay que atacou em Orlando, na Flórida, como participava de redes sociais de homossexuais, revelaram reportagens da imprensa dos Estados Unidos.

Para não ser indiciada como cúmplice, a mulher de Omar Mateen, nascido em Nova York, declarou ao FBI (Federal Bureau Investigation), a polícia federal americana que tentou dissuadir o marido de atacar o Pulse Club.

Noor Salman contou ter levado o marido de carro à boate pelo menos uma vez e estava junto com ele quando Mateen comprou o fuzil de assalto AR-15 e a pistola usados no ataque. Ela pode ser acusada por não ter alertado as autoridades sobre o risco representado pelo marido.

O pai de Mateen o descreveu como mais homofóbico do que extremista muçulmano. Agora parece que ele tinha um problema com sua própria sexualidade.

Vários gays entregaram à polícia telefones celulares com mensagens trocadas com o terrorista em redes sociais. Testemunhas revelaram que ele não apenas ficava sentado num canto bebendo sozinho na boate. Tirava homens para dançar no meio do salão.

domingo, 12 de junho de 2016

Estado Islâmico reivindica massacre na Flórida

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelo massacre a tiros de 50 pessoas numa boate gay de Orlando, na Flórida, na madrugada de hoje. Em comunicado em sua agência de notícias, o Estado Islâmico apresentou Omar Mateen como um de seus combatentes.

Às duas da madrugada de hoje (3h em Brasília), Mateen entrou na mais famosa boate gay da Flórida, o Pulse Club, e disparou com um fuzil de assalto AR-15 e uma pistola automática. Centenas de pessoas conseguiram fugir. Outras foram tomadas como reféns pelo terrorista.

Em telefonema ao número de emergência da polícia, o terrorista declarou lealdade ao Estado Islâmico, antes de uma força de operações especiais invadir a boate por volta das 5h, noticiou a rede de televisão americana NBC.

Se for confirmado que Omar Mateen agiu sozinho, foi um ataque de um militante isolado, um lobo solitário inspirado pela propaganda de extremistas muçulmanos. Nestes casos, é muito difícil evitar a ação terrorista.

Líderes do Estado Islâmico apelaram a seus militantes para que lancem ataques contra a Europa e os Estados Unidos, especialmente durante o sagrado mês do Ramadã, que em 2016 vai de 6 de junho a 6 de julho.

O ataque à comunidade LGBT também não surpreende, observa a empresa da consultoria e análise estratégica Stratfor. Os vídeos de propaganda do Estado mostram com frequência execuções de gays.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Filial d'Al Caeda reivindica morte de ativista gay em Bangladesh

Um grupo ligado à rede terrorista Al Caeda assumiu hoje a responsabilidade pelo assassinato do editor da primeira revista gay de Bangladesh. Desde fevereiro de 2015 extremistas muçulmanos mataram 17 ativistas e intelectuais liberais e secularistas (não religiosos).

Xulhaz Mannan, de 35 anos, e seu parceiro, Mahbub Rabbi Tonoy, de 25 anos, foram mortos a facadas no apartamento por homens que se apresentaram na portaria como carteiros. Além de editar a revista Roopbaan, voltada para o público de gays, lésbicas e transgêneros, Mannan trabalhava para a Agência de Ajuda Internacional dos Estados Unidos (USAID).

Pelo Twitter, uma célula do grupo Ansar al Islam declarou que seus guerreiros mataram Mannan e Tonoy, acusando-os de serem "os pioneiros da prática e da promoção da homossexualidade em Bangladesh". A alegação não foi confirmada.

O antigo Paquistão Oriental está em choque. A homossexualidade é crime neste país muçulmano de 160 milhões de habitantes onde as mulheres e as minorias sexuais são tratadas com menos tolerância do que na vizinha Índia.

Em pesquisa divulgada em 2014 pela revista Roopbaan, 54% dos gays, lésbicas e bissexuais bengaleses viviam sob medo constante de que sua orientação sexual seja revelada.