CAMBRIDGE-MA, EUA - A organização da marcha do orgulho gay de Chicago, a terceira maior cidade dos Estados Unidos, excluiu hoje a participação de bandeiras do arco-íris com a estrela de Davi, símbolo de Israel, noticiou o jornal liberal israelense Haaretz.
Um dos membros do coletivo LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros), citado no jornal Windy City Times, alegou que as bandeiras do orgulho gay israelense "faziam as pessoas se sentirem inseguras" e que a passeata é "pró-palestinos" e "antissionista".
No Twitter dos organizadores, a manifestação foi descrita como "uma mobilização e celebração da resistência de sapatonas, bichas e transgêneros antirracista, antiviolência, dirigida por voluntários e pelas bases."
Uma das três pessoas excluídas, Laurel Grauer, da entidade LGBTQ israelense Uma Ponte mais Larga, declarou que é "uma bandeira da minha congregação que celebra minha identidade judaica e gay que eu empunhava na Marcha das Sapatas há mais de uma década. Eles me disseram para sair porque poderia provocar reações de quem a considerasse ofensiva."
Eleanor Shoshany Anderson, também afastada, considerou-se discriminada por ser judia.
Em janeiro de 2016, uma recepção para judeus participantes de uma conferência gay em Chicago foi invadida por manifestantes gritando que "a lavagem rosa tem de acabar". A expressão é usada para criticar quem minimiza a importância do tratamento dispensado por Israel aos palestinos porque o país é uma democracia e defende os direitos humanos dos homossexuais.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 25 de junho de 2017
terça-feira, 26 de abril de 2016
Filial d'Al Caeda reivindica morte de ativista gay em Bangladesh
Um grupo ligado à rede terrorista Al Caeda assumiu hoje a responsabilidade pelo assassinato do editor da primeira revista gay de Bangladesh. Desde fevereiro de 2015 extremistas muçulmanos mataram 17 ativistas e intelectuais liberais e secularistas (não religiosos).
Xulhaz Mannan, de 35 anos, e seu parceiro, Mahbub Rabbi Tonoy, de 25 anos, foram mortos a facadas no apartamento por homens que se apresentaram na portaria como carteiros. Além de editar a revista Roopbaan, voltada para o público de gays, lésbicas e transgêneros, Mannan trabalhava para a Agência de Ajuda Internacional dos Estados Unidos (USAID).
Pelo Twitter, uma célula do grupo Ansar al Islam declarou que seus guerreiros mataram Mannan e Tonoy, acusando-os de serem "os pioneiros da prática e da promoção da homossexualidade em Bangladesh". A alegação não foi confirmada.
O antigo Paquistão Oriental está em choque. A homossexualidade é crime neste país muçulmano de 160 milhões de habitantes onde as mulheres e as minorias sexuais são tratadas com menos tolerância do que na vizinha Índia.
Em pesquisa divulgada em 2014 pela revista Roopbaan, 54% dos gays, lésbicas e bissexuais bengaleses viviam sob medo constante de que sua orientação sexual seja revelada.
Xulhaz Mannan, de 35 anos, e seu parceiro, Mahbub Rabbi Tonoy, de 25 anos, foram mortos a facadas no apartamento por homens que se apresentaram na portaria como carteiros. Além de editar a revista Roopbaan, voltada para o público de gays, lésbicas e transgêneros, Mannan trabalhava para a Agência de Ajuda Internacional dos Estados Unidos (USAID).
Pelo Twitter, uma célula do grupo Ansar al Islam declarou que seus guerreiros mataram Mannan e Tonoy, acusando-os de serem "os pioneiros da prática e da promoção da homossexualidade em Bangladesh". A alegação não foi confirmada.
O antigo Paquistão Oriental está em choque. A homossexualidade é crime neste país muçulmano de 160 milhões de habitantes onde as mulheres e as minorias sexuais são tratadas com menos tolerância do que na vizinha Índia.
Em pesquisa divulgada em 2014 pela revista Roopbaan, 54% dos gays, lésbicas e bissexuais bengaleses viviam sob medo constante de que sua orientação sexual seja revelada.
terça-feira, 15 de abril de 2014
Índia reconhece transexuais como terceiro sexo
Numa decisão histórica, o Supremo Tribunal de Justiça da Índia decidiu hoje reconhecer os transgêneros como um terceiro sexo. Por "uma questão de direitos humanos", o governo terá de adaptar toda a legislação em vigor para garantir a proteção aos transexuais.
Estima-se que haja 2 milhões de transgêneros na Índia. A partir de agora, em todos os documentos oficiais os indianos terão de opção de colocar masculino, feminino ou terceiro sexo para evitar a humilhação, a marginalização e a violência.
"O reconhecimento das pessoas transgêneras como um terceiro gênero não é uma questão médica ou legal, mas, sim, uma questão de direitos humanos. Os transgêneros também são cidadãos da Índia. O espírito da Constituição tem o sentido de proporcionar oportunidades iguais para todos os cidadãos para realizarem o seu potencial, independentemente de casta, religião ou gênero", declarou na sentença o ministro K. S. Radhakrishnan.
A definição legal de transgênero inclui "todos que se apresentem de uma forma diferente da do sexo com que nascarem".
Estima-se que haja 2 milhões de transgêneros na Índia. A partir de agora, em todos os documentos oficiais os indianos terão de opção de colocar masculino, feminino ou terceiro sexo para evitar a humilhação, a marginalização e a violência.
"O reconhecimento das pessoas transgêneras como um terceiro gênero não é uma questão médica ou legal, mas, sim, uma questão de direitos humanos. Os transgêneros também são cidadãos da Índia. O espírito da Constituição tem o sentido de proporcionar oportunidades iguais para todos os cidadãos para realizarem o seu potencial, independentemente de casta, religião ou gênero", declarou na sentença o ministro K. S. Radhakrishnan.
A definição legal de transgênero inclui "todos que se apresentem de uma forma diferente da do sexo com que nascarem".
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Rainha pop do Irã defende homossexuais
A rainha da música pop no Irã, Googoosh, exilada desde o ano 2000, tornou-se a primeira celebridade do país a apoiar publicamente os direitos dos homossexuais. No Dia de São Valentim, Dia dos Namorados no Hemisfério Norte, ela divulgou um vídeo no Facebook que mostra um casal de lésbicas, uma relação condenada por suas famílias e pela sociedade iraniana em geral.
"Até agora, a reação foi tremenda", declarou Navid Akhavan, roteirista e diretor do vídeo, assistido por 1,2 milhão de pessoas, citado pelo jornal inglês The Guardian. "Os comentários e mensagens que tenho recebido da comunidade gay, lésbica, transexual e transgênero do Irã provocam lágrimas."
Também houve reações negativas. Akhavan já esperava: "Sabíamos desde o início que o tópico deste vídeo seria extremamente controverso para os iranianos. Por isso, esperávamos reações negativas, mas isso não me incomodou nem a Googoosh."
O diretor acrescentou que decidiu fazer o vídeo diante das humilhações e perseguições sofridas por homossexuais no Irã, que podem ser punidos até com a morte: "Estou muito orgulhoso de ter tido coragem para tomar esta atitude pioneira em defesa dos homossexuais iranianos."
A homofobia é uma política de Estado do regime fundamentalista iraniano. Quando esteve no poder, o ex-presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad (2005-13) declarou repetidas vezes que não há homossexuais no Irã.
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| Googoosh |
"Até agora, a reação foi tremenda", declarou Navid Akhavan, roteirista e diretor do vídeo, assistido por 1,2 milhão de pessoas, citado pelo jornal inglês The Guardian. "Os comentários e mensagens que tenho recebido da comunidade gay, lésbica, transexual e transgênero do Irã provocam lágrimas."
Também houve reações negativas. Akhavan já esperava: "Sabíamos desde o início que o tópico deste vídeo seria extremamente controverso para os iranianos. Por isso, esperávamos reações negativas, mas isso não me incomodou nem a Googoosh."
O diretor acrescentou que decidiu fazer o vídeo diante das humilhações e perseguições sofridas por homossexuais no Irã, que podem ser punidos até com a morte: "Estou muito orgulhoso de ter tido coragem para tomar esta atitude pioneira em defesa dos homossexuais iranianos."
A homofobia é uma política de Estado do regime fundamentalista iraniano. Quando esteve no poder, o ex-presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad (2005-13) declarou repetidas vezes que não há homossexuais no Irã.
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