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segunda-feira, 12 de junho de 2023

Hoje na História do Mundo: 12 de Junho

PROCLAMAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA DAS FILIPINAS

    Em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, os rebeldes liderados por Emilio Aguinaldo proclamam a independência das Filipinas depois de mais de 300 anos de colonização do Império Espanhol, mas os Estados Unidos promovem a independência de Cuba e anexam as Filipinas e Porto Rico ao vencer a Espanha.

A ocupação das Filipinas pelos espanhóis foi a primeira violação do Tratado de Tordesilhas (1494), antes de Portugal avançar na América para conquistar a Amazônia, o Mato Grosso e a maior parte do que é hoje o Sul do Brasil.

REAGAN LANÇA REPTO A GORBACHEV

    Em 1987o presidente americano Ronald Reagan desafia o líder soviético Mikhail Gorbachev a derrubar o Muro de Berlim. 
Diante do muro, em discurso no Portão de Brandemburgo, em Berlim Ocidental, pede a queda do muro erguido pelo regime comunista da Alemanha Oriental na noite de 12 para 13 de agosto de 1961 e reconstruído várias vezes para torná-lo mais sólido e inexpugnável.

No fim da Segunda Guerra Mundial, as forças aliadas ocupam a Alemanha. A parte tomada pelos EUA, a França e o Reino Unido formam a Alemanha Ocidental, capitalista e democrática. A União Soviética impõe o stalinismo aos países da Europa Oriental e transforma sua parte da Alemanha em Alemanha Oriental.

Com o desenvolvimento do lado ocidental e a estagnação e repressão do lado oriental, os alemães-orientais começaram a "votar com os pés", fugindo para a Alemanha Ocidental até a construção do muro. Durante décadas, o Muro de Berlim foi a cicatriz viva da Guerra Fria. 

Em 9 de novembro de 1989, em meio às revoluções liberais na Europa Oriental, permitidas pela abertura democrática de Gorbachev no Bloco Soviético, o muro é aberto e depois demolido. Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha é reunificada.

TERROR EM BOATE GAY

    Em 2016, um terrorista ataca a boate gay Pulse, na cidade de Orlando, na Flórida, com uma arma de guerra matando 49 pessoas e ferindo outras 53.
 
Na época, é a pior matança da história dos EUA. Omar Mateen, de 29 anos, muçulmano, alega agir em nome da organização terrorista Estado Islâmico. É cercado, baleado e morto pela polícia.

DEVOLVIDO EM COMA

    Em 2017, o estudante norte-americano Otto Wambier, de 22 anos, preso um ano e cinco meses antes na Coreia do Norte, é devolvido aos EUA em estado de coma e morre dias depois.
 
Wambier fazia uma excursão à Coreia do Norte. É detido por roubar um cartaz de propaganda no corredor de um hotel. Num julgamento de apenas uma hora, é condenado pelo regime comunista norte-coreano a 15 anos de trabalhos forçados.

Quando Wambier entra em coma por causa da tortura, a Coreia do Norte entra em contato com os EUA. De volta aos EUA, é hospitalizado no Centro Médico da Universidade de Cincinnati, no estado de Ohio. Exames de imagem mostram grandes lesões no cérebro. 

Os norte-coreanos alegam que ele contraíra botulismo e tomava remédios para dormir. Uma semana depois, Otto Wambier morre. Um mês depois da morte, os americanos são proibidos de viajar à Coreia do Norte.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Terrorista de Orlando frequentava boate gay

O terrorista que matou 49 pessoas e feriu outras 53 na madrugada de domingo não só frequentava a boate gay que atacou em Orlando, na Flórida, como participava de redes sociais de homossexuais, revelaram reportagens da imprensa dos Estados Unidos.

Para não ser indiciada como cúmplice, a mulher de Omar Mateen, nascido em Nova York, declarou ao FBI (Federal Bureau Investigation), a polícia federal americana que tentou dissuadir o marido de atacar o Pulse Club.

Noor Salman contou ter levado o marido de carro à boate pelo menos uma vez e estava junto com ele quando Mateen comprou o fuzil de assalto AR-15 e a pistola usados no ataque. Ela pode ser acusada por não ter alertado as autoridades sobre o risco representado pelo marido.

O pai de Mateen o descreveu como mais homofóbico do que extremista muçulmano. Agora parece que ele tinha um problema com sua própria sexualidade.

Vários gays entregaram à polícia telefones celulares com mensagens trocadas com o terrorista em redes sociais. Testemunhas revelaram que ele não apenas ficava sentado num canto bebendo sozinho na boate. Tirava homens para dançar no meio do salão.

domingo, 12 de junho de 2016

Estado Islâmico reivindica massacre na Flórida

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelo massacre a tiros de 50 pessoas numa boate gay de Orlando, na Flórida, na madrugada de hoje. Em comunicado em sua agência de notícias, o Estado Islâmico apresentou Omar Mateen como um de seus combatentes.

Às duas da madrugada de hoje (3h em Brasília), Mateen entrou na mais famosa boate gay da Flórida, o Pulse Club, e disparou com um fuzil de assalto AR-15 e uma pistola automática. Centenas de pessoas conseguiram fugir. Outras foram tomadas como reféns pelo terrorista.

Em telefonema ao número de emergência da polícia, o terrorista declarou lealdade ao Estado Islâmico, antes de uma força de operações especiais invadir a boate por volta das 5h, noticiou a rede de televisão americana NBC.

Se for confirmado que Omar Mateen agiu sozinho, foi um ataque de um militante isolado, um lobo solitário inspirado pela propaganda de extremistas muçulmanos. Nestes casos, é muito difícil evitar a ação terrorista.

Líderes do Estado Islâmico apelaram a seus militantes para que lancem ataques contra a Europa e os Estados Unidos, especialmente durante o sagrado mês do Ramadã, que em 2016 vai de 6 de junho a 6 de julho.

O ataque à comunidade LGBT também não surpreende, observa a empresa da consultoria e análise estratégica Stratfor. Os vídeos de propaganda do Estado mostram com frequência execuções de gays.

Terrorista mata 50 pessoas em boate gay em Orlando

Com uma pistola e um fuzil de assalto, um terrorista solitário matou 50 pessoas e feriu outras 53 na madrugada de hoje numa boate gay de Orlando, na Flórida. Foi a maior matança a tiros da história dos Estados Unidos e o pior ataque desde os atentados de 11 de setembro de 2001, noticiou o jornal local Orlando Sentinel.

O terrorista foi identificado como Omar Mir Seddique Mateen, de 29 anos, um cidadão americano da cidade de Port Saint-Lucie. Ele invadiu o Pulse Club, a boate gay mais famosa da Flórida, onde havia cerca de 300 pessoas, e começou a atirar por volta de duas da madrugada (3h em Brasília), tomando vários frequentadores como reféns.

Centenas conseguiram fugir, inclusive alguns feridos, enquanto parte ficou presa dentro da boate. Um grupo se refugiou no banheiro e pediu ajuda pelos telefones celulares. Às 5h, um comando de operações especiais da polícia invadiu o prédio e matou Omar Mateen.

Com o grande número de feridos, os bancos de sangue de Orlando estão fazendo apelo a possíveis doadores.

Um agente da divisão da polícia federal americana (FBI) em Tampa, na Flórida, Ronald Hopper, revelou que a investigação parte da hipótese de que o terrorista fosse um extremista muçulmano, mas considerou cedo para descartar qualquer possibilidade.

O deputado Adam Schiff, da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes, disse ter ouvido agentes comentando que Omar Mateen teria jurado lealdade ao Estado Islâmico. Até agora, não há indícios de ligações com uma organização terrorista.

Em dezembro do ano passado, um casal de origem paquistanesa matou 14 pessoas numa festa de fim de ano da empresa em São Bernardino, na Califórnia. Syed Farook nascera em Chicago. Sua mulher, Tashfeen Malik, no Paquistão.

Aparentemente eles não tinham ligação direta com nenhum grupo terrorista. Foram radicalizados pela propaganda de organizações como a rede Al Caeda e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Outros atentatos terroristas cometidos nos EUA depois de 11 de setembro de 2001 seguiram padrão semelhante. Em 5 de novembro de 2009, Nidal Hasan, major e médico do Exército dos EUA abriu fogo contra seus companheiros no Forte Hood, no Texas, matando 13 pessoas e ferindo outras 32.

Hasan tinha contato com o imã Anwar al-Awlaki, um americano que virou líder da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, mas o Departamento da Defesa e a Justiça preferiram tratar o caso como "violência no local de trabalho".

Em 15 de abril de 2013, os irmãos Tamerlan e Djokhar Tsarnaev, de origem chechena, explodiram duas bombas caseiras na chegada da Maratona de Boston. Três pessoas morreram e 264 saíram feridas.

O irmão mais velho, Tamerlan, morto em confronto com a polícia dias depois, teria se radicalizado numa visita às repúblicas muçulmanas da Federação Russa na região do Cáucaso. Djokhar, o sobrevivente, condenado à morte, confessou que viraram extremistas em reação às guerras dos EUA no Iraque e no Afeganistão.