Ao receber o ditador russo, Vladimir Putin, quatro dias depois da visita do presidente Donald Trump, o ditador Xi Jinping reafirma a posição da China como superpotência candidata a líder mundial e reforça a parceria desigual com uma Rússia cada vez mais dependente de Beijim.
Por ironia da história, a reaproximação entre os Estados Unidos e a China foi uma iniciativa de Henry Kissinger, então assessor de segurança nacional do governo Richard Nixon (1969-74). Em 1969, as duas grandes potências comunistas, a União Soviética e a China, quase foram à guerra depois de vários incidentes na fronteira. Kissinger viu uma oportunidade para atrair a China e torná-la uma aliada informal dos EUA durante a Guerra Fria.
Agora, ao contrário, a invasão da Ucrânia fortaleceu a parceria entre a China e a Rússia, que virou na prática um país-vassalo. Xi e Putin assinaram 40 acordos, mas não o que o russo mais queria: a construção de um gasoduto transiberiano. A Rússia é a segunda maior produtora mundial de gás natural, atrás apenas dos EUA, mas seus gasodutos estão orientados para a Europa. Mas será praticamente impossível para os EUA atrair a Rússia para seu lado numa possível guerra fria com a China que muitos analistas entendem que já começou.
O grande problema nas relações entre a China e os EUA é Taiwan, a pequena ilha que o regime comunista chinês considera uma província rebelde.

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