Depois de um empate técnico em 46% a 44% em maio, a candidatura Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos sofreu com as gafes e tiradas agressivas e oportunistas do magnata imobiliário. Na pesquisa do jornal the Washington Post e da rede de televisão ABC, a democrata Hillary Clinton tem agora 51% das preferências do eleitorado contra 39% para Trump.
Desde maio, Trump acusou o presidente Barack Obama de leniência com o terrorismo depois do massacre de 49 pessoas por um extremista muçulmano numa boate gay de Orlando, na Flórida, renovou sua proposta de impedir a entrada de muçulmanos nos EUA e acusou um juiz de origem mexicana de parcialidade num processo sobre as fraudes da Universidade Trump porque ele promete construir um muro na fronteira do México.
Trump é um dos candidatos à Casa Branca mais impopulares desde que o ex-chefe do grupo supremacista branco Ku Klux Klan se candidatou há 32 anos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 27 de junho de 2016
terça-feira, 14 de junho de 2016
Terror em Orlando foi o pior de 32 mil ataques a tiros num ano nos EUA
O ataque do americano de origem afegã Omar Mateen contra uma boate gay de Orlando, na Flórida, que deixou 49 mortos e 53 feridos, foi o pior massacre a tiros da história recente dos Estados Unidos. Mas foi apenas um entre 32 mil ataques a tiros ocorridos no país de 13 de junho de 2015 ao mesmo dia em 2016, informa a revista digital Slate.
A cada 12 meses, 130 mil pessoas são baleadas nos EUA. Em 2013, último ano sobre o qual há estatísticas oficiais consolidadas, menos de 2% das 33 mil mortes foram em ataques em massa. As armas de fogo mataram 3.428 pessoas a mais do que quedas, 4.635 a mais do que o álcool e 30.876 pessoas a mais do que incêndios.
Os dados mais recentes foram compilados pela organização não governamental Gun Violence Archive (Arquivo da Violência com Armas de Fogo). A expectativa é que em 2015 os assassinatos tenham ultrapassado os acidentes de trânsito como principal causa de morte violenta nos EUA.
Em outubro de 2015, em pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC, 46% dos entrevistados citaram a redução da violência armada como prioridade.
No Brasil, mais de 56 mil pessoas foram assassinadas em 2013, mais de 150 por dia. A violência é muito pior do que nos EUA.
A cada 12 meses, 130 mil pessoas são baleadas nos EUA. Em 2013, último ano sobre o qual há estatísticas oficiais consolidadas, menos de 2% das 33 mil mortes foram em ataques em massa. As armas de fogo mataram 3.428 pessoas a mais do que quedas, 4.635 a mais do que o álcool e 30.876 pessoas a mais do que incêndios.
Os dados mais recentes foram compilados pela organização não governamental Gun Violence Archive (Arquivo da Violência com Armas de Fogo). A expectativa é que em 2015 os assassinatos tenham ultrapassado os acidentes de trânsito como principal causa de morte violenta nos EUA.
Em outubro de 2015, em pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC, 46% dos entrevistados citaram a redução da violência armada como prioridade.
No Brasil, mais de 56 mil pessoas foram assassinadas em 2013, mais de 150 por dia. A violência é muito pior do que nos EUA.
Terrorista de Orlando frequentava boate gay
O terrorista que matou 49 pessoas e feriu outras 53 na madrugada de domingo não só frequentava a boate gay que atacou em Orlando, na Flórida, como participava de redes sociais de homossexuais, revelaram reportagens da imprensa dos Estados Unidos.
Para não ser indiciada como cúmplice, a mulher de Omar Mateen, nascido em Nova York, declarou ao FBI (Federal Bureau Investigation), a polícia federal americana que tentou dissuadir o marido de atacar o Pulse Club.
Noor Salman contou ter levado o marido de carro à boate pelo menos uma vez e estava junto com ele quando Mateen comprou o fuzil de assalto AR-15 e a pistola usados no ataque. Ela pode ser acusada por não ter alertado as autoridades sobre o risco representado pelo marido.
O pai de Mateen o descreveu como mais homofóbico do que extremista muçulmano. Agora parece que ele tinha um problema com sua própria sexualidade.
Vários gays entregaram à polícia telefones celulares com mensagens trocadas com o terrorista em redes sociais. Testemunhas revelaram que ele não apenas ficava sentado num canto bebendo sozinho na boate. Tirava homens para dançar no meio do salão.
Para não ser indiciada como cúmplice, a mulher de Omar Mateen, nascido em Nova York, declarou ao FBI (Federal Bureau Investigation), a polícia federal americana que tentou dissuadir o marido de atacar o Pulse Club.
Noor Salman contou ter levado o marido de carro à boate pelo menos uma vez e estava junto com ele quando Mateen comprou o fuzil de assalto AR-15 e a pistola usados no ataque. Ela pode ser acusada por não ter alertado as autoridades sobre o risco representado pelo marido.
O pai de Mateen o descreveu como mais homofóbico do que extremista muçulmano. Agora parece que ele tinha um problema com sua própria sexualidade.
Vários gays entregaram à polícia telefones celulares com mensagens trocadas com o terrorista em redes sociais. Testemunhas revelaram que ele não apenas ficava sentado num canto bebendo sozinho na boate. Tirava homens para dançar no meio do salão.
domingo, 12 de junho de 2016
Estado Islâmico reivindica massacre na Flórida
A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelo massacre a tiros de 50 pessoas numa boate gay de Orlando, na Flórida, na madrugada de hoje. Em comunicado em sua agência de notícias, o Estado Islâmico apresentou Omar Mateen como um de seus combatentes.
Às duas da madrugada de hoje (3h em Brasília), Mateen entrou na mais famosa boate gay da Flórida, o Pulse Club, e disparou com um fuzil de assalto AR-15 e uma pistola automática. Centenas de pessoas conseguiram fugir. Outras foram tomadas como reféns pelo terrorista.
Em telefonema ao número de emergência da polícia, o terrorista declarou lealdade ao Estado Islâmico, antes de uma força de operações especiais invadir a boate por volta das 5h, noticiou a rede de televisão americana NBC.
Se for confirmado que Omar Mateen agiu sozinho, foi um ataque de um militante isolado, um lobo solitário inspirado pela propaganda de extremistas muçulmanos. Nestes casos, é muito difícil evitar a ação terrorista.
Líderes do Estado Islâmico apelaram a seus militantes para que lancem ataques contra a Europa e os Estados Unidos, especialmente durante o sagrado mês do Ramadã, que em 2016 vai de 6 de junho a 6 de julho.
O ataque à comunidade LGBT também não surpreende, observa a empresa da consultoria e análise estratégica Stratfor. Os vídeos de propaganda do Estado mostram com frequência execuções de gays.
Às duas da madrugada de hoje (3h em Brasília), Mateen entrou na mais famosa boate gay da Flórida, o Pulse Club, e disparou com um fuzil de assalto AR-15 e uma pistola automática. Centenas de pessoas conseguiram fugir. Outras foram tomadas como reféns pelo terrorista.
Em telefonema ao número de emergência da polícia, o terrorista declarou lealdade ao Estado Islâmico, antes de uma força de operações especiais invadir a boate por volta das 5h, noticiou a rede de televisão americana NBC.
Se for confirmado que Omar Mateen agiu sozinho, foi um ataque de um militante isolado, um lobo solitário inspirado pela propaganda de extremistas muçulmanos. Nestes casos, é muito difícil evitar a ação terrorista.
Líderes do Estado Islâmico apelaram a seus militantes para que lancem ataques contra a Europa e os Estados Unidos, especialmente durante o sagrado mês do Ramadã, que em 2016 vai de 6 de junho a 6 de julho.
O ataque à comunidade LGBT também não surpreende, observa a empresa da consultoria e análise estratégica Stratfor. Os vídeos de propaganda do Estado mostram com frequência execuções de gays.
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Obama repudia "ato de terror e ódio" em Orlando
Em breve pronunciamento na Casa Branca, o presidente Barack Obama descreveu há pouco o massacre de 50 pessoas numa boate gay de Orlando, na Flórida, como um "ato de terror e ódio". Foi a maior matança a tiros da História dos Estados Unidos e o pior ataque desde os atentados de 11 de setembro de 2001.
"É mais uma lembrança de que é fácil conseguir uma arma para atacar uma escola, um local de oração, um cinema ou um clube noturno", lamentou o presidente dos EUA, referindo-se a tragédias anteriores. "Toda vez que um americano é atacado, seja qual for a religião, etnia ou orientação sexual, é um ataque contra todos nós."
Desde que chegou à Casa Branca, em 2009 Obama tenta impor novas leis de controle de armas, mas enfrentou a resistência da oposição conservadora e do lobby dos fabricantes de armas, a Associação Nacional do Rifle.
O atirador, morto pela polícia, foi identificado como Omar Mateen, um cidadão americano de origem afegã nascido em Nova York em 1986. Em ligação ao número de emergência da polícia, ele teria declarado lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Mateen trabalhava para uma empresa de segurança contratada pelo governo dos EUA para fazer a segurança de prédios públicos. Por seus colegas suspeitarem de sua radicalização, ele foi interrogado pela polícia federal americana (FBI) em 2013 e 2014, mas não foi considerado perigoso. Não estava na lista oficial de suspeitos.
Sua ex-mulher, que se divorciou depois de apenas quatro meses de casamento e de várias agressões, o descreveu como um desequilibrado. Na opinião do pai, ele era mais homofóbico do que extremista muçulmano. Teria ficado indignado ao ver dois homens se beijando diante de sua família.
"É mais uma lembrança de que é fácil conseguir uma arma para atacar uma escola, um local de oração, um cinema ou um clube noturno", lamentou o presidente dos EUA, referindo-se a tragédias anteriores. "Toda vez que um americano é atacado, seja qual for a religião, etnia ou orientação sexual, é um ataque contra todos nós."
Desde que chegou à Casa Branca, em 2009 Obama tenta impor novas leis de controle de armas, mas enfrentou a resistência da oposição conservadora e do lobby dos fabricantes de armas, a Associação Nacional do Rifle.
O atirador, morto pela polícia, foi identificado como Omar Mateen, um cidadão americano de origem afegã nascido em Nova York em 1986. Em ligação ao número de emergência da polícia, ele teria declarado lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Mateen trabalhava para uma empresa de segurança contratada pelo governo dos EUA para fazer a segurança de prédios públicos. Por seus colegas suspeitarem de sua radicalização, ele foi interrogado pela polícia federal americana (FBI) em 2013 e 2014, mas não foi considerado perigoso. Não estava na lista oficial de suspeitos.
Sua ex-mulher, que se divorciou depois de apenas quatro meses de casamento e de várias agressões, o descreveu como um desequilibrado. Na opinião do pai, ele era mais homofóbico do que extremista muçulmano. Teria ficado indignado ao ver dois homens se beijando diante de sua família.
Terrorista mata 50 pessoas em boate gay em Orlando
Com uma pistola e um fuzil de assalto, um terrorista solitário matou 50 pessoas e feriu outras 53 na madrugada de hoje numa boate gay de Orlando, na Flórida. Foi a maior matança a tiros da história dos Estados Unidos e o pior ataque desde os atentados de 11 de setembro de 2001, noticiou o jornal local Orlando Sentinel.
O terrorista foi identificado como Omar Mir Seddique Mateen, de 29 anos, um cidadão americano da cidade de Port Saint-Lucie. Ele invadiu o Pulse Club, a boate gay mais famosa da Flórida, onde havia cerca de 300 pessoas, e começou a atirar por volta de duas da madrugada (3h em Brasília), tomando vários frequentadores como reféns.
Centenas conseguiram fugir, inclusive alguns feridos, enquanto parte ficou presa dentro da boate. Um grupo se refugiou no banheiro e pediu ajuda pelos telefones celulares. Às 5h, um comando de operações especiais da polícia invadiu o prédio e matou Omar Mateen.
Com o grande número de feridos, os bancos de sangue de Orlando estão fazendo apelo a possíveis doadores.
Um agente da divisão da polícia federal americana (FBI) em Tampa, na Flórida, Ronald Hopper, revelou que a investigação parte da hipótese de que o terrorista fosse um extremista muçulmano, mas considerou cedo para descartar qualquer possibilidade.
O deputado Adam Schiff, da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes, disse ter ouvido agentes comentando que Omar Mateen teria jurado lealdade ao Estado Islâmico. Até agora, não há indícios de ligações com uma organização terrorista.
Em dezembro do ano passado, um casal de origem paquistanesa matou 14 pessoas numa festa de fim de ano da empresa em São Bernardino, na Califórnia. Syed Farook nascera em Chicago. Sua mulher, Tashfeen Malik, no Paquistão.
Aparentemente eles não tinham ligação direta com nenhum grupo terrorista. Foram radicalizados pela propaganda de organizações como a rede Al Caeda e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Outros atentatos terroristas cometidos nos EUA depois de 11 de setembro de 2001 seguiram padrão semelhante. Em 5 de novembro de 2009, Nidal Hasan, major e médico do Exército dos EUA abriu fogo contra seus companheiros no Forte Hood, no Texas, matando 13 pessoas e ferindo outras 32.
Hasan tinha contato com o imã Anwar al-Awlaki, um americano que virou líder da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, mas o Departamento da Defesa e a Justiça preferiram tratar o caso como "violência no local de trabalho".
Em 15 de abril de 2013, os irmãos Tamerlan e Djokhar Tsarnaev, de origem chechena, explodiram duas bombas caseiras na chegada da Maratona de Boston. Três pessoas morreram e 264 saíram feridas.
O irmão mais velho, Tamerlan, morto em confronto com a polícia dias depois, teria se radicalizado numa visita às repúblicas muçulmanas da Federação Russa na região do Cáucaso. Djokhar, o sobrevivente, condenado à morte, confessou que viraram extremistas em reação às guerras dos EUA no Iraque e no Afeganistão.
O terrorista foi identificado como Omar Mir Seddique Mateen, de 29 anos, um cidadão americano da cidade de Port Saint-Lucie. Ele invadiu o Pulse Club, a boate gay mais famosa da Flórida, onde havia cerca de 300 pessoas, e começou a atirar por volta de duas da madrugada (3h em Brasília), tomando vários frequentadores como reféns.
Centenas conseguiram fugir, inclusive alguns feridos, enquanto parte ficou presa dentro da boate. Um grupo se refugiou no banheiro e pediu ajuda pelos telefones celulares. Às 5h, um comando de operações especiais da polícia invadiu o prédio e matou Omar Mateen.
Com o grande número de feridos, os bancos de sangue de Orlando estão fazendo apelo a possíveis doadores.
Um agente da divisão da polícia federal americana (FBI) em Tampa, na Flórida, Ronald Hopper, revelou que a investigação parte da hipótese de que o terrorista fosse um extremista muçulmano, mas considerou cedo para descartar qualquer possibilidade.
O deputado Adam Schiff, da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes, disse ter ouvido agentes comentando que Omar Mateen teria jurado lealdade ao Estado Islâmico. Até agora, não há indícios de ligações com uma organização terrorista.
Em dezembro do ano passado, um casal de origem paquistanesa matou 14 pessoas numa festa de fim de ano da empresa em São Bernardino, na Califórnia. Syed Farook nascera em Chicago. Sua mulher, Tashfeen Malik, no Paquistão.
Aparentemente eles não tinham ligação direta com nenhum grupo terrorista. Foram radicalizados pela propaganda de organizações como a rede Al Caeda e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Outros atentatos terroristas cometidos nos EUA depois de 11 de setembro de 2001 seguiram padrão semelhante. Em 5 de novembro de 2009, Nidal Hasan, major e médico do Exército dos EUA abriu fogo contra seus companheiros no Forte Hood, no Texas, matando 13 pessoas e ferindo outras 32.
Hasan tinha contato com o imã Anwar al-Awlaki, um americano que virou líder da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, mas o Departamento da Defesa e a Justiça preferiram tratar o caso como "violência no local de trabalho".
Em 15 de abril de 2013, os irmãos Tamerlan e Djokhar Tsarnaev, de origem chechena, explodiram duas bombas caseiras na chegada da Maratona de Boston. Três pessoas morreram e 264 saíram feridas.
O irmão mais velho, Tamerlan, morto em confronto com a polícia dias depois, teria se radicalizado numa visita às repúblicas muçulmanas da Federação Russa na região do Cáucaso. Djokhar, o sobrevivente, condenado à morte, confessou que viraram extremistas em reação às guerras dos EUA no Iraque e no Afeganistão.
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