Mostrando postagens com marcador Controle de armas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Controle de armas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Suprema Corte dos EUA revoga direito constitucional ao aborto

Por 5 a 4, a maioria conservadora da Suprema Corte dos Estados Unidos acabou com o direito constitucional ao aborto, um dia depois de proibir o estado de Nova York de limitar o porte de armas, na mesma semana em resolveu que o estado do Maine precisa financiar escolas religiosas. 

As decisões mostram um supremo tribunal mais partidário que, nos casos do aborto e das escolas, atinge a separação entre Igreja e Estado. O presidente, John Roberts, tentou manter a jurisprudência e o prestígio da corte. Foi voto vencido.

Leia mais em Quarentena News e veja meu canal no YouTube.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Mundo vive nova era de instabilidade estratégica e nuclear

Risco de guerra nuclear é o maior desde o fim da Guerra Fria

As hostilidades entre os Estados Unidos e a China aumentam enquanto caducam os tratados de desarmamento e controle de armas que puseram fim à confrontação estratégica entre os EUA e a União Soviética, que estruturou as relações internacionais na segunda metade do século 20.

Leia mais em Quarentena News.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Supremacistas brancos são nova ameaça do terror nos EUA

Treze horas depois de um ataque com 22 mortes em El Paso, no Texas, um homem mascarado identificado como Connor Betts, com colete a prova de bala e um fuzil de assalto metralhou dezenas de pessoas numa região de bares noturnos em Dayton, no estado de Ohio. 

O atirador matou nove pessoas e feriu outras 27 em 30 segundos, até ser morto pela polícia. Os ataques realimentam o debate sobre controle de armas e também para a ameaça crescente do terrorismo dos ultranacionalistas, de extrema direita, nos Estados Unidos.

Em El Paso, na fronteira com o México, a polícia descobriu um manifesto atribuído a Patrick Crusius, o terrorista de 21 anos, um admirador do presidente Donald Trump, denunciando uma "invasão hispânica do Texas". Ele alegou: "Estou simplesmente defendendo meu país contra uma substituição étnica e cultural trazida por uma invasão."

Para o jornal The New York Times, é um eco do discurso do presidente Trump contra os imigrantes, especialmente da América Latina, reproduzido por jornalistas e comentaristas alinhados ao presidente.

"O ódio não tem lugar no nosso país, vamos tomar conta disso", declarou Trump, atribuindo os ataques a "problemas de doença mental". Mas o ex-deputado por El Paso Beto O'Rourke, aspirante à candidatura democrata à Presidência dos EUA em 2020, afirmou que "o presidente Trump tem muito a ver com o que aconteceu ontem em El Paso. Trump semeia um um tipo de medo e o tipo de reação que vimos ontem."

Em entrevista à rede de televisão ABC, o chefe da Casa Civil interino da Casa Branca, Mick Mulvaney, negou mais uma vez que o presidente tenha qualquer simpatia por grupos racistas ou supremacistas brancos: "São pessoas doentes. Você não pode ser um supremacista branca e ser bom da cabeça. Eu sei, você sabe e o presidente sabe disso. Este tipo de coisa tem de parar. Temos de imaginar uma maneira de corrigir o problema e não de a quem atribuir a culpa."

Desde 2015, Trump usou várias a palavra invasão para se referir aos imigrantes que tentam entrar nos EUA pela fronteira com o México. Manipula a questão para agradar ao eleitorado mais conservador, branco e sem curso superior, que se sente ameaçado pelos estrangeiros.

Em 2011, Trump alegou que o então presidente Barack Obama não tinha nascido nos EUA. Assim, não poderia ser presidente. Ao lançar sua candidatura, em junho de 2016, chamou os imigrantes mexicanos de "traficantes, estupradores e assassinos", e prometeu erguer um muro na fronteira.

Naquele mesmo ano, propôs a proibição da entrada de muçulmanos no país, uma discriminação religiosa inaceitável à luz da Constituição dos EUA. Depois da marcha de nazistas em Charlottesville, na Virgínia, em 12 de agosto de 2017, e de confrontos violentos com antifascistas, Trump disse que "havia gente boa e gente ruim dos dois lados".

Nas últimas semanas, o presidente atacou quatro jovens deputadas de primeiro mandato da ala mais à esquerda do Partido Democrata, todas de origem estrangeira e nenhuma branca. Ainda discutiu com um deputado negro da Comissão de Supervisão da Câmara de Representantes que criticou as condições de alojamento dos imigrantes na fronteira descrevendo a cidade de Baltimore como "infestada de ratos".

Hoje, no México, o ministro do Exterior, Marcelo Ebrard, considerou o ataque em El Paso uma agressão aos mexicanos e ofereceu a ajuda do país às vítimas. Sete mexicanos foram mortos e outros sete saíram feridos em El Paso.

A maioria dos atentados hoje nos EUA vem da extrema direita. No ano passado, supremacistas brancos cometeram 39 das 50 matanças realizadas por extremistas políticos. Oito foram responsabilidade de assassinos com posições contrárias ao governo.

Nos últimos dez anos, extremistas de direita causaram mais de 70% das mortes por terrorismo político. "A violência do extremismo de direita é nossa maior ameaça", denuncia o presidente da Liga Antidifamação, uma organização não governamental que luta contra a discriminação.

O discurso eleitoreiro de Trump no mínimo banaliza o racismo e o lobby das armas garante o acesso fácil a armas de guerra. O projeto de Trump, como acusa a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, está mais para "tornar os EUA brancos de novo".

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Fim de acordo de desarmamento nuclear aponta para nova corrida armamentista

Os Estados Unidos abandonaram hoje um marco do degelo na Guerra Fria, o primeiro tratado que eliminou dois tipos de armas nucleares. Aumenta o risco de uma nova corrida armamentista nuclear, que já estaria em andamento.

O Tratado sofre Forças Nucleares intermediárias foi assinado em 8 de dezembro de 1987 pelo presidente Ronald Reagan e o último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, para eliminar todos os mísseis nucleares baseados em terra de curto e médio alcances, com raio de ação de 500 a 5 mil e 500 quilômetros. 

Os EUA deixaram o acordo sob a alegação de que a Rússia violou o tratado a partir de 2014, ao desenvolver um novo míssil, o SSC-8,  com alcance estimado em mil e 500 quilômetros, e de que a China não faz parte e assim pode desenvolver estas armas. 

Desde 2014, houve seis encontros de técnicos especializados dos dois países para discutir o assunto, sem que a Rússia reconhecesse o erro. Moscou garante que o SSC-8 tem raio de ação de 300 quilômetros.

Em fevereiro, os EUA deram seis meses à Rússia para acabar com a violação. O prazo acabou hoje. Meu comentário:

quinta-feira, 21 de março de 2019

Nova Zelândia proíbe fuzis de guerra após massacres nas mesquitas

A Nova Zelândia vai proibir a posse de armas de guerra semiautomáticas como os fuzis de assalto e cartuchos de grande capacidade usados no massacre de 50 pessoas em duas mesquitas da cidade de Christchurch seis dias atrás, anunciou hoje a primeira-ministra Jacinda Ardern.

"Em 15 de março, nossa história mudou para sempre. Agora, nossas leis vão mudar também", declarou a chefe de governo em entrevista coletiva. "Estamos anunciando hoje uma ação a favor de todos os neo-zelandeses de fortalecer nossas leis sobre armas para fazer do nosso país um lugar seguro."

Além de proibir a venda de armas de guerra, o governo vai comprar as armas em poder da população para estimular os proprietários destas armas a entregá-las à polícia. No pior atentado da história da Nova Zelândia, o terrorista usou fuzis AR-.

Ontem, houve o primeiro enterro de vítimas do massacre. Khaled Mustafá e seu filho Hamza, de 16 anos. Eles fugiram da guerra civil na Síria e estavam há poucos meses na Nova Zelândia.

O filho mais moço, Zaid, de 13, sobreviveu ao ataque. Assistiu ao enterro numa cadeira de rodas, chorou e disse: "Não quero ficar aqui sozinho."

sábado, 16 de março de 2019

Procurador-geral da Nova Zelândia quer proibir armas semiautomáticas

Depois do massacre de 50 pessoas em Christchurch, com mais uma morte registrada hoje, o procurador-geral David Parker, anunciou numa vigília em Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia, a intenção de proibir a venda, a posse e o porte de armas automáticas.

Hoje, a primeira-ministra Jacinda Ardern colocou um véu negro e abraçou pessoalmente parentes das vítimas das duas mesquitas atacadas pelo terrorista australiano Brenton Tarrant. Ele transmitiu a matança ao vivo pela Internet e divulgou um manifesto racista, supremacista branco, islamofóbico e fascista de 74 páginas para se justificar.

O manifesto reproduz as ideias que vem sendo defendidas por políticos sectários como o presidente Donald Trump, seu ex-ideólogo Steve Bannon, que vai se encontrar em Washington com o presidente Jair Bolsonaro, e os neonazistas americanos que marcharam em Charlottesville, na Virgínia: contra muçulmanos, contra imigrantes, em defesa das populações brancas de origem europeia.

Dois terços dos atentados terroristas cometidos nos últimos anos nos Estados Unidos, partiram de grupos de extrema direita. Pela contagem do jornal The Washington Post, o total de mentiras ditas pelo presidente desde que tomou posse passou de 9 mil.

Na Austrália, um garoto de 17 anos atacou o senador de extrema direita Fraser Anning quando o político dava uma entrevista coletiva sobre o massacre, atribuindo-o a "fanáticos muçulmanos" e a políticas de imigração liberais. Uma vaquinha na Internet está arrecadando dinheiro para pagar o advogado e a compra de mais ovos.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Nova Zelândia vai endurecer controle de armas para evitar massacres

Depois do pior atentado terrorista da história da Nova Zelândia, a primeira-ministra Jacinda Ardern prometeu mudar as leis para restringir a posse e o porte de armas no país. O assassino, Brenton Tarrant, um australiano de 28 anos, tinha dois fuzis semiautomáticos, dois revólveres e uma espingarda. Tinha licença para portar essas armas.

"Posso dizer que nossas leis sobre armas vão mudar", anunciou a chefe de governo. "Agora é a hora."

Tarrant foi apresentado hoje a um tribunal, onde fez um sinal típico de supremacistas brancos. Outros dois suspeitos estão presos. Trinta e nove feridos estão hospitalizados, inclusive duas crianças. Onze estão em estado crítico.

A primeira-ministra descreve o ataque como "um ato de violência extraordinário e sem precedentes", declarou que "estas ações não têm lugar na Nova Zelândia nem em lugar nenhum do mundo" e lamentou que os alvos tenham sido imigrantes: "Eles escolheram a Nova Zelândia como seu lar. É a sua casa."

Entre a população neo-zelandesa, de pouco menos de 5 milhões de habitantes, cerca de 46 mil são muçulmanos, de acordo com o censo de 2013, 28% a mais do que em 2006.

O total de assassinatos em 2017 foi de 35, o menor índice de homicídios em 40 anos, sete para cada milhão de habitantes.

sábado, 24 de março de 2018

Centenas de milhares marcham por controle de armas nos EUA

Centenas de milhares de jovens marcharam hoje pelas ruas de Washington e outras cidades dos Estados Unidos para pressionar o Congresso a aprovar novas leis de controle de armas, inclusive a proibição de venda de fuzis de guerra e outras armas usadas em massacres em escolas e outros locais do país.

Desde o Massacre de Columbine, no Colorado, em 20 de abril de 1999, em que 13 vítimas e os dois assassinos morreram, 187 mil jovens sobreviveram a ataques com armas de fogo nos EUA. Eles foram as principais vozes da Marcha por Nossas Vidas., com um grande cartaz de advertência: "Faltam só 222 dias para as eleições de meio de mandato."

Um dos mais eloquentes em seu desafio aos políticos e Associação Nacional do Rifle (NRA), o lobby dos fabricantes de armas que os financia, foi Daniel Hogg. O sobrevivente do atentado na Escola Secundária Stoneman Douglas deixou claro: "Ou nos representam e estão do nosso lado ou aceitam o dinheiro do NRA e não estão."

O movimento nacional foi organizado pelos estudantes da escola de Parkland, na Flórida, atacada em 14 de fevereiro de 2018 por Nikolas Cruz, que matou 17 pessoas e feriu outras 17.

"Para os líderes, céticos e cínicos que nos mandaram sentar, ficar em silêncio e esperar a nossa vez, bem-vindos à revolução!", bradou Cameroon Kasky para a multidão que ocupava 10 quarteirões da Avenida Pensilvânia, onde ficam a Casa Branca e o Congresso dos EUA. "Ou representam o povo ou caem fora. Fiquem do nosso ou, cuidado!, os eleitores estão chegando."

Emma González, de 18 anos, ficou em silêncio no palanque o tempo que durou o ataque ao colégio: "Desde que cheguei aqui, passaram-se 6 minutos e 20 segundos. O atirador parou de atirar e logo vai se livrar de seu fuzil, se misturar aos alunos em fuga e andar livre por mais de uma hora. Lutem por suas vidas antes que outro tenha de fazer o trabalho", citou o jornal The Washington Post.

Logo depois do massacre, o presidente Donald Trump chegou a defender maior controle, inclusive o aumento da idade mínima para comprar armas de 18 para 21 anos. Sob pressão da NRA, recuou e passou a apoiar a proposta do lobby dos fabricantes de armas: armar professores e agentes de segurança para patrulhar as escolas.

Hogg falou que a Escola Stoneman Douglas se transformou numa "prisão", com "centenas de policiais armados andando pelo campus. Estou preocupado com a disparidade entre estudantes negros e brancos. Por exemplo, estudantes negros são suspensos numa proporção três vezes maior do que os brancos.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Dois terços dos EUA querem leis mais duras para controle de armas

Cerca de 66% dos americanos apoiam o endurecimento das leis sobre compra e porte de armas e 31% são contra. É a maior porcentagem a favor de maior controle de armas desde 2008, indica uma pesquisa da Universidade Quinnipiac divulgada ontem, maior do que em 2013, depois do massacre na Escola Primária Sandy Hook, em Newtown, no estado de Connecticut.

Em 2008, 54% eram a favor de maior controle de armas e 40% julgavam desnecessário. Agora, 67% querem a proibição da venda de "armas de assalto", armas de guerra. Em fevereiro de 2013, 56% aprovavam a proibição de venda destas armas.

Depois do novo massacre, com 17 mortes, numa escola secundária de Parkland, na Flórida, na semana passada, há um movimento nacional liderado por jovens sobreviventes para pressionar as autoridades políticas a se livrar da influência da Associação Nacional do Rifle (NRA), o lobby dos fabricantes de armas.

Os jovens estão planejando uma marcha sobre Washington, com o apoio financeiro de celebridades como o ator de Hollywood George Clooney para exigir o fim da venda de armas de guerra e munições.

Diante da indignação da maioria, o presidente Donald Trump admitiu ser a favor da lei que proíbe o uso de um dispositivo que transformar armas semiautomáticas em automáticas. Mas esta é uma questão ligada ao massacre de 57 pessoas em Las Vegas em 1º de outubro de 2017, quando um atirador instalado num hotel atirou contra uma multidão que assistia a um concerto de música sertaneja.

Trump, que abriu o massacre recente na Flórida aos problemas mentais do assassino, também apoia o aumento da fiscalização no momento da compra de armas.

Outra pesquisa, divulgada pelo jornal The Washington Post e pela rede de televisão ABC, revelou a divisão de opinião ao longo das linhas partidárias. Cerca de 80% dos republicanos preferem detetores de metal (41%) e professores armados (38%) a leis mais duras sobre compra e porte de armas (9%).

Enquanto 29% dos republicanos acreditam que leis mais rigorosas poderiam ter evitado o massacre em Parkland, 59% disseram que professores armados teriam conseguido.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Mais da metade dos homicídios de mulheres nos EUA é feminicídio

A epidemia de armas de fogo nos Estados Unidos não poupa ninguém. Mais da metade dos assassinatos de mulheres no país são cometidos por seus parceiros, o crime de feminicídio. Todos os meses, 50 mulheres em média são baleadas e mortas por parceiros ou ex-parceiros.

Uma análise dos assassinatos em massa de janeiro de 2009 a dezembro de 2016 revela que em 54% dos casos ao menos uma das vítimas era parceira, ex-parceira ou parente do atirador, informa a revista Washington Monthly.

A cada 16 horas, uma mulher é baleada e morta por um marido, ex-marido, namorado ou ex-namorado. As vítimas de violência doméstica correm cinco vezes mais risco de serem assassinadas quando o agressor tem uma arma de fogo.

As mulheres americanas correm 11 vezes mais risco de serem mortas por uma arma de fogo do que mulheres qualquer outro país desenvolvido.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Atirador que matou 26 no Texas fora expulso da Força Aérea dos EUA

O atirador responsável pela chacina de 26 pessoas numa igreja batista do Texas, Devin Patrick Kelley, havia sido expulso com desonra da Força Aérea dos Estados Unidos depois de ter sido processado numa corte marcial e condenado por agredir a mulher e o filho. Mesmo assim, conseguiu comprar armas.

Kelley teve um pedido de licença para carregar uma arma escondida negado, mas comprou uma arma semiautomática. Quando ele saiu da igreja, depois do massacre, foi confrontado por um homem armado com outra arma automática, que o perseguiu de carro em alta velocidade até que o atirador saiu da estrada. Ele foi encontrado baleado e morto. Deve ter se suicidado.

A polícia suspeita que um problema familiar tenha motivado do massacre. Kelley havia ameaçado sua sogra na manhã de ontem, mas ela não estava na pequena congregação de Sutherland Springs, uma pequena cidade do interior com cerca de 400 habitantes.

"A sogra do suspeito frequentava a igreja", observou Freeman Martin, porta-voz do Departamento de Segurança Pública do estado do Texas, em entrevista coletiva minutos atrás. "Sabemos que ele enviou mensagens de texto e não podemos entrar em detalhes sobre esta situação doméstica, que está sendo continuamente reexaminada e investigada."

Os mortos tinham de 18 meses a 77 anos. Entre eles, havia 14 crianças e uma mulher grávida. Os 20 feridos tinham de 5 a 75 anos. Por onde se andasse na igreja, "havia sangue e morte por todos os lados", desabafou o xerife Joe Tackitt, do condado de Wilson, citado pelo jornal The New York Times. Praticamente toda a cidade tinha alguma relação com as vítimas.

Conclusão da polícia: "Não houve motivação racial e não foi por causa de crenças religiosas, foi um problema doméstico."

Durante a visita ao Japão, o presidente Donald Trump declarou que foi "um problema de saúde mental". Fugiu da discussão sobre controle de armas que mais um massacre provoca inevitavelmente nos EUA, pouco mais de um mês depois do massacre a tiros de 58 pessoas num show de música sertaneja em Las Vegas, em 1º de outubro de 2017, por um atirador instalado num hotel.

No país sem controle de armas, no estado onde é chique portar armas como um pioneiro do Velho Oeste, uma briga em família com um perturbado mentalmente termina com 26 inocentes mortos.

domingo, 12 de junho de 2016

Obama repudia "ato de terror e ódio" em Orlando

Em breve pronunciamento na Casa Branca, o presidente Barack Obama descreveu há pouco o massacre de 50 pessoas numa boate gay de Orlando, na Flórida, como um "ato de terror e ódio". Foi a maior matança a tiros da História dos Estados Unidos e o pior ataque desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

"É mais uma lembrança de que é fácil conseguir uma arma para atacar uma escola, um local de oração, um cinema ou um clube noturno", lamentou o presidente dos EUA, referindo-se a tragédias anteriores. "Toda vez que um americano é atacado, seja qual for a religião, etnia ou orientação sexual, é um ataque contra todos nós."

Desde que chegou à Casa Branca, em 2009 Obama tenta impor novas leis de controle de armas, mas enfrentou a resistência da oposição conservadora e do lobby dos fabricantes de armas, a Associação Nacional do Rifle.

O atirador, morto pela polícia, foi identificado como Omar Mateen, um cidadão americano de origem afegã nascido em Nova York em 1986. Em ligação ao número de emergência da polícia, ele teria declarado lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Mateen trabalhava para uma empresa de segurança contratada pelo governo dos EUA para fazer a segurança de prédios públicos. Por seus colegas suspeitarem de sua radicalização, ele foi interrogado pela polícia federal americana (FBI) em 2013 e 2014, mas não foi considerado perigoso. Não estava na lista oficial de suspeitos.

Sua ex-mulher, que se divorciou depois de apenas quatro meses de casamento e de várias agressões, o descreveu como um desequilibrado. Na opinião do pai, ele era mais homofóbico do que extremista muçulmano. Teria ficado indignado ao ver dois homens se beijando diante de sua família.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Walmart vai parar de vender fuzis de guerra

NOVA YORK - Diante da onda de massacres e assassinatos cometidos com armas de guerra, a rede de supermercados americana Walmart vai parar de vender fuzis de assalto como o AR-15, capaz de furar a blindagem de um tanque a 600 metros de distância.

"Nosso foco em armas de fogo deve ser caçadores e pessoas que praticam tiro como esporte", declarou o diretor-geral da empresa, Douglas McMillon. "Assim, os tipos de fuzis e munições que vendemos devem ser orientadas para estas atividades. Queremos servir caçadores e pescadores. Temos um grande departamento de esportes."

O AR-15 foi usado em matanças na escola primária Sandy Hook, em Newtown, no estado de Connecticut, onde 20 estudantes e seis professores e funcionários foram mortos, e na pré-éstreia de um filme do Batman em Aurora, no estado do Colorado, quando 12 pessoas morreram.

Mais uma vez, a sociedade americana, estarrecida pela violência gratuita, questiona a fraca regulamentação da venda de armas. Sob pressão da Associação Nacional do Rifle, o lobby dos fabricantes de armas, com o apoio dos deputados da oposição republicana, a lei não permite nem ao menos verificar os antecedentes criminais nem a estabilidade mental dos compradores de armas.

Em muitos estados, armas de guerra são compradas livremente em feiras e eventos promovidos pela indústria. Os traficantes de drogas do México se aproveitam desta facilidade para formar um arsenal poderoso, tornando-os capazes de enfrentar até mesmo o Exército.

Enquanto os assassinatos forem brancos americanos, não serão considerados terroristas. Quando um extremista muçulmano tirar proveito da situação para cometer um massacre como teria acontecido no trem expresso Amsterdã-Paris se dois militares americanos em férias não tivessem controle o terrorista, talvez este país acorde de uma longa letargia.

Depois dos últimos massacres, o presidente Barack Obama lembrou que depois de 11 de setembro de 2001, terroristas americanos mataram muito mais gente do que os jihadistas que pregam a destruição total dos EUA.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Obama defende controle de armas após massacre em igreja nos EUA

Depois do massacre de nove negros numa igreja da Carolina do Sul, em pronunciamento há pouco na Casa Branca, o presidente Barack Obama voltou a defender um maior controle na venda de armas nos Estados Unidos. O suspeito, Dylann Roof, um branco de 21 anos, foi preso em Shelby, no estado da Carolina do Norte.

Ontem à noite, o atirador invadiu a Igreja Episcopal Metodista Africana Emanuel na cidade de Charleston durante uma sessão de estudo da Bíblia e fugiu, sendo detido a quase 400 quilômetros do local do crime. A ministra da Justiça e procuradora-geral dos EUA confirmou a prisão.

"Tenho feito demais declarações como esta", desabafou Obama. Foi a 14ª vez que ele teve de lamentar como presidente mortes de caráter racista. "As comunidades têm tido de suportar tragédias como esta vezes demais. Há algo que parte especialmente o coração quando a morte acontece num lugar onde procuramos consolo."

Três pessoas sobreviveram. Uma mulher disse que o assassino prometeu poupá-la para que ela pudesse contar a história. Depois de assistir à sessão por mais de uma hora, o acusado se levantou e declarou que estava ali para matar negros.

O objetivo inicial da investigação é determinar se Roof agiu sozinho ou está ligado a grupos supramacistas brancos. A igreja atacada tem mais de 200 anos. Lutou contra a escravidão no século 19. No século passado, o pastor Martin Luther King Jr. discursou lá em defesa da igualdade racial.

Diante de outras chacinas, Obama defendeu no passado maior controle sobre a venda de armas, com uma investigação prévia sobre a vida pregressa do interessado em comprar armas de fogo antes de concretização do negócio. As propostas de controle de armas são sempre atropeladas pela Associação Nacional do Rifle, o poderoso lobby dos fabricantes de armas.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Senado dos EUA rejeita projeto de controle de armas

O Congresso dos Estados Unidos foi incapaz de aprovar até mesmo uma lei para exigir uma verificação dos antecedentes criminais dos candidatos a comprar armas de fogo. Por 54 a 46, o Senado acaba de rejeitar uma proposta que só foi votada depois de um acordo bipartidário para evitar a obstrução do Partido Republicano.

Todas as propostas de controle de armas defendidas pelo governo foram rejeitadas. O presidente Barack Obama acusou a Associação Nacional do Rifle, o lobby dos fabricantes de armas, de "mentir deliberadamente" para impedir um controle maior do comércio de armas.

Se passassem no Senado, as medidas teriam enormes dificuldades para ser aprovada na Câmara, onde o Partido Republicano tem maioria.

A Emenda nº 725, apresentada pelo líder da maioria democrata, senador Harry Reid, queria fiscalizar quem compra armas ampliando o Sistema Nacional Instantâneo de Verificação dos Antecedentes Criminais, examinar os problemas de saúde mental no sistema penal e proibir a aquisição indireta de armas através de terceiros sem ficha criminal em exposições e feiras de armas.

"Os criminosos não se submetem a controles agora. Não vão se submeter a controles ainda maiores", alegou o senador republicano Charles Grassley.

Nas galerias do Congresso, havia parentes das 20 crianças mortas no massacre da Escola Primária Sandy Hook, em Newtown, no estado de Connecticut, em 14 de dezembro de 2012.

"Eles deveriam ter vergonha de si mesmos", declarou Patricia Maisch, sobrevivente do massacre, ao deixar o Capitólio. "Eles não têm alma. Eles não têm compaixão".

A ex-deputada Gabrielle Giffords, baleada na cabeça num massacre em Tucson, no estado do Arizona, em 8 de janeiro de 2011, escreveu no Twitter: "O Senado ignorou a vontade popular e rejeitou o exame dos antecedentes de compradores de armas. Não estou desistindo. Os eleitores sabem que os senadores seguiram o lobby das armas e não a vontade deles".

quarta-feira, 10 de abril de 2013

EUA examinarão antecedentes de compradores de armas

Os dois grandes partidos dos Estados Unidos anunciaram um acordo hoje no Senado para exigir uma exame rigoroso dos antecedentes criminais dos compradores de armas.

Todas as vendas em feiras de armamentos, lojas ou via Internet estarão sujeitas a esta verificação. A proposta não inclui vendas particulares entre indivíduos sem propaganda nem intermediação.

Três estados americanos endureceram as leis de controle de armas desde o massacre na escola primária de Newtown, Connecticut, em 14 de dezembro de 2012.

O acordo bipartidário abre caminho para a primeira mudança na lei federal com o mesmo objetivo. Sofre forte oposição da Associação Nacional do Rifle, o lobby dos fabricantes de armas, que alega que crimes não cometidos com armas compradas legalmente e que o projeto "não vai evitar o próximo massacre, não vai acabar com o crime violento nem deixar nossas crianças mais seguras".

Em declaração hoje à tarde, o presidente Barack Obama elogiou o acordo, dizendo que o exame dos antecedentes vai "tornar mais difícil que pessoas perigosas ponham as mãos em armas". Embora "haja aspectos do acordo que eu gostaria que fossem mais fortes", disse Obama, citado pelo jornal The Washington Post, "ele representa um progresso bipartidário significativo".

A proposta precisa ser aprovada no plenário do Senado e passar pela Câmara, dominada pela oposição republicana, sempre mais resistente a leis de controle de armas.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Conneticut aprova lei de controle de armas

Em resposta ao massacre numa escola primária da cidade de Newtown, o Poder Legislativo do estado de Connecticut, nos Estados Unidos, aprovou uma lei que proíbe a venda de cartuchos de munição com alta capacidade e mais de 100 tipos de armas que eram legalizadas.

O governador Dannel Malloy deve sancionar a lei ainda hoje. É o terceiro estado americano a adotar leis de controle sobre a venda de armas desde o massacre, ocorrido em 14 de dezembro de 2012.

Em nível federal, as propostas defendidas pelo governo Barack Obama enfrentam dificuldades no Congresso, especialmente na Câmara, dominada pelo conservador Partido Republicano, mais suscetível às pressões da Associação Nacional do Rifle, o lobby dos fabricantes de armas.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Maioria dos EUA quer controle para venda de armas

A imensa maioria dos americanos é a favor de examinar os antecedentes criminais de quem quer comprar armas de fogo, contrariando a posição da Associação Nacional do Rifle, o lobby dos fabricantes de armas. Os detalhes de uma pesquisa encomendada pela aliança Prefeitos contra Armas Ilegais, que reúne mais de 900 prefeitos, sob a liderança do nova-iorquino Michael Bloomberg.

Em 21 estados pesquisados de 25 de janeiro a 22 de fevereiro de 2013, 86% dos entrevistados foram a favor da medida; em 41 distritos que elegem deputados federais, 89% foram a favor, informa o jornal The Washington Post.

Outra pesquisa feita em janeiro indicou que 88% dos americanos são a favor de verificar os antecedentes dos interessados em comprar armas e 71% disseram que apoiariam a criação de um cadastro nacional de armas de fogo.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Obama propõe agenda para os próximos quatro anos

Ao fazer um balanço da situação atual dos Estados Unidos e apresentar propostas para seu segundo governo, o presidente Barack Obama começou citando John Kennedy para dizer que a Constituição é o instrumento que os partidos têm para chegar a acordos que façam o país progredir. Afirmou que o país, os pacientes e os consumidores estão hoje mais protegidos do que quatro anos atrás, quando chegou à Casa Branca.

"Nos últimos dois anos", afirmou, "os dois partidos trabalharam juntos para cortar o déficit orçamentário em US$ 2,1 trilhões", mas isso é apenas a metade do necessário para equilibrar as contas públicas. O presidente é contra os cortes automáticos previstos em lei se democratas e republicanos não chegarem a um acordo para evitar o chamado "sequestro".

O maior desafio, observou, é retomar a máquina de crescimento da economia americana, a classe média. Ele defendeu aumentos de impostos para os ricos para que o custo do ajuste fiscal não recaia apenas sobre a classe média. "Precisamos de cortes de gastos e aumento da renda".

Em seguida, Obama admitiu que a maior causa do crescimento do déficit público federal dos EUA é o gasto com saúde pública. Ele não vê sentido em manter furos e isenções na lei que permitem que ricos e grandes empresas deixem de pagar impostos enquanto aumentam a pressão da direita conservadora por cortes em saúde pública, educação e benefícios sociais.

Ao falar de uma reforma nos impostos, o presidente propôs que empresas que abrem filiais no exterior paguem mais do que as que operam nos EUA com trabalhadores americanos.

"A maior nação do mundo não pode ficar administrando sua economia de uma crise industrial a outra", argumentou. "Os americanos trabalharam demais para se livrar dos efeitos de uma crise para ver os políticos criarem outra".

Na sua opinião, "a simples redução do déficit não constitui uma política econômica". É preciso criar bons empregos e empresas inovadoras. "Há um ano e meio, propus uma lei de geração de empregos que foi rejeitada. Espero que este Congresso aprove uma".

Para rejeitar a acusação de que está aumentando o tamanho do governo, Obama garantiu que nenhuma das propostas que está fazendo nesta noite vai aumentar o déficit público em um centavo sequer.

Um de seus objetivos é "fazer a próxima revolução industrial aqui" nos EUA. "Para ter os melhores negócios, temos de investir em tecnologia. Não é hora de reduzir os investimentos em ciência e inovação."

Hoje, "nenhuma área promete mais para os EUA do que o setor de energia". O país pode alcançar a autossufiência. Ao mesmo tempo, "precisamos fazer mais para combater a mudança do clima. Os 12 anos mais quentes estiveram entre os últimos 14. Temos mais tempestades, secas, enchentes, furacões e nevadas. Precisamos acreditar na ciência e agir antes que seja tarde demais. Podemos fazer grandes progressos sem comprometer o crescimento econômico".

Se o Congresso não agir, advertiu, "eu o farei", acelerando a transição para uma economia com menos carbono. "No ano passado, a energia eólica representou a metade da nova energia oferecida nos EUA. Enquanto países como a China investirem em energia limpa, devemos fazer o mesmo".

O presidente quer criar um Energy Security Trust para aumentar a eficiência energética, construir edifícios mais econômicos em gasto de energia, além de renovar a infraestrutura, reconstruindo ferrovias e rodovias para gerar empregos.

Como há 70 mil pontes em risco no país, é possível criar um programa de emergência capaz de gerar empresas com o apoio do capital privado. "Temos de provar que não há melhor lugar para fazer negócios do que aqui nos EUA".

Obama anunciou a recuperação do mercado imobiliário, onde começou a crise financeira internacional de 2008. Quer dar a todos os compradores de casa própria o direito de renegociar suas hipotecas pelos juros atuais, que caíram muito com a crise.

"Energia, indústria, infraestrutura, construção civil - tudo isso vai gerar novos empregos, mas precisamos educar e treinar nossa juventude. Hoje desafio os estados a oferecerem uma pré-escola de qualidade a todas as crianças dos EUA", provocou.

"Vamos dar a nossas crianças a chance de começar a vida sem estar atrás. Vamos ter certeza de que nossos alunos saiam do segundo grau qualificados para o trabalho. Na Alemanha, todo estudante do ensino médio recebe uma formação técnica", exortou o presidente.

Mesmo que o segundo grau qualifique, muitos alunos vai chegar à universidade, que está cada vez mais cara. "Quanto mais se estuda, maior é a possibilidade de subir na vida". Obama defende novas regras para que as universidades recebam recursos públicos federais.

Outro ponto importante do projeto de Obama para o segundo mandato é a reforma do sistema de imigração: "Chegou a hora. Uma verdadeira reforma deve fortalecer o controle das fronteiras. Uma verdadeira reforma tem de criar um caminho para os ilegais regularizarem sua situação no país. Uma verdadeira reforma significa mudar as regras para a migração legal, valorizando os que vierem somar para o crescimento de nossa economia. Sabemos o que tem de ser feito. Os dois partidos estão trabalhando nisso. Vamos fazê-lo".

Ontem o Senado aprovou uma lei para proteger as mulheres da violência doméstica. O presidente pediu à Câmara que vote a favor e pagamento igual para homens e mulheres que exercerem as mesmas funções.

Obama também propôs um reajuste do salário mínimo para US$ 9 por hora, alegando que menos do que isso significa miséria para o trabalhador do país mais rico do mundo, e sua indexação: "Vamos ligar o salário mínimo ao aumento do custo de vida. Isso é algo que eu e o governador Mitt Romney combinamos fazer no ano passado", quando ambos faziam campanha para a Casa Branca.

O presidente prometeu ainda reduzir as dívidas federais de municípios em dificuldades financeiras para que eles possam voltar a investir em educação, saúde e segurança. "Famílias fortes, comunidades fortes, EUA mais fortes. Esta sempre foi a fonte de nosso progresso".

No plano internacional, Obama declarou que já retirou 33 mil soldados do Afeganistão, anunciou a saída de mais 34 mil nos próximos 12 meses e o fim da mais longa guerra da História dos EUA no fim de 2014. Ficará uma força mínima para perseguir terroristas.

A rede terrorista Al Caeda não é mais sombra do que era, alegou Obama. Deve ser combatida com ajuda a países onde ela atua e na ação de aliados como a França em sua intervenção militar no Máli, sendo desnecessário enviar dezenas de milhares de soldados americanos ao exterior.

"Nossos desafios não terminam com Al Caeda. Os EUA vão continuar tentando evitar a proliferação das armas mais perigosas", acrescentou advertindo os líderes da Coreia do Norte e do Irã. "Faremos o que for necessário para evitar que tenham armas nucleares".

Ao mesmo tempo, prometeu trabalhar com a Rússia para reduzir os arsenais atômicos das grandes potências.

Outra preocupação séria é a guerra cibernética, a tentativa de roubar segredos militares e econômicos, e até de paralisar o sistema de transmissão de energia dos EUA.

"Queremos criar uma Parceria Transpacífica e hoje estou lançando a proposta de criança de uma zona de livre comércio transatlântica porque é isso que gera prosperidade", anunciou, prometendo ainda fazer um grande esforço com os aliados para superar a miséria e liberar as novas gerações da aids.

Os EUA precisam continuar sendo o centro das transformações. Obama citou o exemplo americano em lugares como Mianmar e ofereceu ajuda à transição para a democracia no Oriente Médio. "O processo será confuso e não podemos ditar o ritmo da mudança em países como o Egito, mas vamos continuar pressionando um regime sírio que ataca seu próprio povo. Também vamos continuar pressionando Israel e os palestinos para que cheguem a uma paz duradoura".

É esta a mensagem que o presidente vai levar em sua primeira visita a Israel no mês que vem.

A fim de manter sua preeminência, os EUA "devem continuar a ter as melhores Forças Armadas do mundo", investindo em novas tecnologias e dando total apoio aos veteranos, o que raramente acontece na prática.

O direito de votar sem ter de esperar horas em filas é importante para a democracia americana, alertou Obama, citando as dificuldades para exercer esse direito em bairros pobres habitados por minorias.

Outro direito fundamental, o direito à vida, levou o presidente a pedir ao Congresso que coloque em votação os projetos para aumentar o controle de armas. Em tom emocional, ele citou várias vítimas de tiroteios para dizer que elas merecem que o assunto seja votado no Capitólio.

Em resposta, o jovem senador republicano Marco Rubio, da Flórida, acusou o presidente de aumentar o déficit, acreditar num governo grande e de prejudicar assim a iniciativa privada. Foi um discurso pobre, fraco, negativo e sem entusiasmo. Rubio sonha em chegar à Casa Branca. Precisa melhor muito.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Maioria dos americanos quer maior controle de armas

O presidente Barack Obama tem apoio da maioria da opinião pública para pressionar o Congresso a aprovar leis para aumentar o controle sobre a venda de armas nos Estados Unidos. Em nova pesquisa feita para o jornal The Wall St. Journal e a rede de televisão NBC, 56% foram a favor de uma legislação mais rigorosa, enquanto 35% querem manter a situação atual e 7% pediram menos restrições.

Apesar de massacres recentes como o da escola primária Sandy Hook, em Newtown, no estado de Connecticut, o apoio ao controle de armas é menor do que em 1994, quando 67% foram a favor de um projeto que proibiu algumas armas semiautomáticas. Esse apoio atingiu seu menor nível em 2010, quando apenas 44% queriam impor condições mais rigorosas para compra de armas.

Ao todo, 41% declararam que pelo menos uma pessoa em sua casa tem arma. Enquanto 67% dos que não têm arma em casa querem maior controle, 44% dos que têm são contra.