Um funcionário da Associação Nacional do Rifle (NRA), o lobby dos fabricantes de armas nos Estados Unidos, trocou mensagens com um notório adepto de teorias conspiratórias para tentar desmoralizar as vítimas do massacre na Escola Secundária Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, na Flórida, onde 17 pessoas foram mortas em 14 de fevereiro de 2018.
Mark Richardson, funcionário da NRA, se comunicou com Wolfgang Halbig, que assediou os parentes das vítimas da Escola Primária Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, onde 28 pessoas foram assassinadas em 14 de dezembro de 2012.
As mensagens foram reveladas durante o processo movido por Scarlett Lewis, mãe de uma das crianças mortas em Sandy Hook, contra outro difusor de teorias conspiratórias, Alex Jones. Durante anos, o sítio Infowars, de Jones, afirmou que as vítimas da tragédias eram "atores".
A NRA financia campanhas eleitorais de deputados e senadores que defendem o direito irrestrito de comprar armas nos EUA. É a maior força contra medidas de controle de armas, mesmo as mais elementares, como verificar antecedentes criminais e as condições psicológicas dos compradores.
Em seu discurso, a NRA alega que a melhor defesa contra atiradores é armas pessoas honestas para contra-atacar. Chega a defender o armamento de professores e funcionários das escolas sob o pretexto de evitar massacres.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador NRA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador NRA. Mostrar todas as postagens
domingo, 31 de março de 2019
Lobby das armas fomentou mentiras sobre massacre em escola nos EUA
sábado, 24 de março de 2018
Centenas de milhares marcham por controle de armas nos EUA
Centenas de milhares de jovens marcharam hoje pelas ruas de Washington e outras cidades dos Estados Unidos para pressionar o Congresso a aprovar novas leis de controle de armas, inclusive a proibição de venda de fuzis de guerra e outras armas usadas em massacres em escolas e outros locais do país.
Desde o Massacre de Columbine, no Colorado, em 20 de abril de 1999, em que 13 vítimas e os dois assassinos morreram, 187 mil jovens sobreviveram a ataques com armas de fogo nos EUA. Eles foram as principais vozes da Marcha por Nossas Vidas., com um grande cartaz de advertência: "Faltam só 222 dias para as eleições de meio de mandato."
Um dos mais eloquentes em seu desafio aos políticos e Associação Nacional do Rifle (NRA), o lobby dos fabricantes de armas que os financia, foi Daniel Hogg. O sobrevivente do atentado na Escola Secundária Stoneman Douglas deixou claro: "Ou nos representam e estão do nosso lado ou aceitam o dinheiro do NRA e não estão."
O movimento nacional foi organizado pelos estudantes da escola de Parkland, na Flórida, atacada em 14 de fevereiro de 2018 por Nikolas Cruz, que matou 17 pessoas e feriu outras 17.
"Para os líderes, céticos e cínicos que nos mandaram sentar, ficar em silêncio e esperar a nossa vez, bem-vindos à revolução!", bradou Cameroon Kasky para a multidão que ocupava 10 quarteirões da Avenida Pensilvânia, onde ficam a Casa Branca e o Congresso dos EUA. "Ou representam o povo ou caem fora. Fiquem do nosso ou, cuidado!, os eleitores estão chegando."
Emma González, de 18 anos, ficou em silêncio no palanque o tempo que durou o ataque ao colégio: "Desde que cheguei aqui, passaram-se 6 minutos e 20 segundos. O atirador parou de atirar e logo vai se livrar de seu fuzil, se misturar aos alunos em fuga e andar livre por mais de uma hora. Lutem por suas vidas antes que outro tenha de fazer o trabalho", citou o jornal The Washington Post.
Logo depois do massacre, o presidente Donald Trump chegou a defender maior controle, inclusive o aumento da idade mínima para comprar armas de 18 para 21 anos. Sob pressão da NRA, recuou e passou a apoiar a proposta do lobby dos fabricantes de armas: armar professores e agentes de segurança para patrulhar as escolas.
Hogg falou que a Escola Stoneman Douglas se transformou numa "prisão", com "centenas de policiais armados andando pelo campus. Estou preocupado com a disparidade entre estudantes negros e brancos. Por exemplo, estudantes negros são suspensos numa proporção três vezes maior do que os brancos.
Desde o Massacre de Columbine, no Colorado, em 20 de abril de 1999, em que 13 vítimas e os dois assassinos morreram, 187 mil jovens sobreviveram a ataques com armas de fogo nos EUA. Eles foram as principais vozes da Marcha por Nossas Vidas., com um grande cartaz de advertência: "Faltam só 222 dias para as eleições de meio de mandato."
Um dos mais eloquentes em seu desafio aos políticos e Associação Nacional do Rifle (NRA), o lobby dos fabricantes de armas que os financia, foi Daniel Hogg. O sobrevivente do atentado na Escola Secundária Stoneman Douglas deixou claro: "Ou nos representam e estão do nosso lado ou aceitam o dinheiro do NRA e não estão."
O movimento nacional foi organizado pelos estudantes da escola de Parkland, na Flórida, atacada em 14 de fevereiro de 2018 por Nikolas Cruz, que matou 17 pessoas e feriu outras 17.
"Para os líderes, céticos e cínicos que nos mandaram sentar, ficar em silêncio e esperar a nossa vez, bem-vindos à revolução!", bradou Cameroon Kasky para a multidão que ocupava 10 quarteirões da Avenida Pensilvânia, onde ficam a Casa Branca e o Congresso dos EUA. "Ou representam o povo ou caem fora. Fiquem do nosso ou, cuidado!, os eleitores estão chegando."
Emma González, de 18 anos, ficou em silêncio no palanque o tempo que durou o ataque ao colégio: "Desde que cheguei aqui, passaram-se 6 minutos e 20 segundos. O atirador parou de atirar e logo vai se livrar de seu fuzil, se misturar aos alunos em fuga e andar livre por mais de uma hora. Lutem por suas vidas antes que outro tenha de fazer o trabalho", citou o jornal The Washington Post.
Logo depois do massacre, o presidente Donald Trump chegou a defender maior controle, inclusive o aumento da idade mínima para comprar armas de 18 para 21 anos. Sob pressão da NRA, recuou e passou a apoiar a proposta do lobby dos fabricantes de armas: armar professores e agentes de segurança para patrulhar as escolas.
Hogg falou que a Escola Stoneman Douglas se transformou numa "prisão", com "centenas de policiais armados andando pelo campus. Estou preocupado com a disparidade entre estudantes negros e brancos. Por exemplo, estudantes negros são suspensos numa proporção três vezes maior do que os brancos.
Marcadores:
armas de fogo,
armas de guerra,
Cameroon Kasky,
Columbine,
Controle de armas,
Douglas Hogg,
EUA,
fuzis de assalto,
Marcha por Nossas Vidas,
massacres,
Nikolas Cruz,
NRA,
Parkland
sábado, 5 de maio de 2007
Lobby das armas pressiona Bush para não proibir venda a suspeitos de terrorismo
A Associação Nacional do Rifle, o lobby dos fabricantes de armas nos Estados Unidos, está pressionando o governo George Walker Bush a retirar seu apoio a uma lei que proibiria suspeitos de terrorismo de comprar armas de fogo. O projeto dá ao secretário da Justiça o direito de bloquear vendas e licenças de portar armas para suspeitos de terrorismo.
Para o secretário-executivo da ANR, Chris Cox, a medida "permitiria negar arbitrariamente os direitos garantidos na Segunda Emenda à Constituição dos EUA baseada numa mera suspeita de ameaça terrorista". A Segunda Emenda garante ao cidadão americano o direito de portar armas para se defender.
Cox alega que "a palavra suspeito não tem significado jurídico, especialmente para negar direitos consitucionais". Não há base legal, portanto, para impedir a venda a quem esteja na lista de suspeitos vigiados.
"Quando digo às pessoas que você pode estar na lista de suspeitos de terrorismo sob vigilância e ainda assim comprar quantas armas quiser, elas ficam chocadas", contra-argumenta Paul Hemke, do Centro Brady para Prevenção da Violência com Armas de Fogo.
Pela legislação atual, o vendedor precisa apenas verificar se o interessado com antecedentes criminais.
Para o secretário-executivo da ANR, Chris Cox, a medida "permitiria negar arbitrariamente os direitos garantidos na Segunda Emenda à Constituição dos EUA baseada numa mera suspeita de ameaça terrorista". A Segunda Emenda garante ao cidadão americano o direito de portar armas para se defender.
Cox alega que "a palavra suspeito não tem significado jurídico, especialmente para negar direitos consitucionais". Não há base legal, portanto, para impedir a venda a quem esteja na lista de suspeitos vigiados.
"Quando digo às pessoas que você pode estar na lista de suspeitos de terrorismo sob vigilância e ainda assim comprar quantas armas quiser, elas ficam chocadas", contra-argumenta Paul Hemke, do Centro Brady para Prevenção da Violência com Armas de Fogo.
Pela legislação atual, o vendedor precisa apenas verificar se o interessado com antecedentes criminais.
Assinar:
Postagens (Atom)