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quinta-feira, 6 de abril de 2023

Israel invade mesquita em Jerusalém no mês do Ramadã

Em pleno mês do Ramadã, sagrado para os muçulmanos, a polícia de Israel invadiu a mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, um dos lugares mais sagrados do Islã, para perseguir manifestantes que atacavam com pedras, aumentando a tensão acirrada desde o início do ano, com a posse do governo mais extremista da história moderna de Israel.

Sob protesto das potências ocidentais, a comissária dos direitos das crianças do Kremlin, Maria Lvova Belova, participou de uma reunião informal do Conselho de Segurança das Nações Unidas. No mês passado, ela e o ditador Vladimir Putin tiveram a prisão decretada pelo Tribunal Penal Internacional pelo sequestro e deportação para a Rússia de crianças ucranianas.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi à Polônia, um dos países que mais o apoiam na guerra contra a Rússia e um modelo de desenvolvimento que a Ucrânia pretende imitar.

Na Califórnia, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, deputado republicano Kevin McCarthy, recebeu a presidente de Taiwan, a província que a China considera uma província rebelde. Para aliviar a tensão, o ex-presidente Ma Ying Jeou se tornou o primeiro líder taiwanês a visitar a China.

A Austrália e o Canadá ameaçam processar a empresa Open AI, responsável pelo Chat-GPT. O governo canadense está preocupado com a coleta, o uso e a revelação de informações privadas. Na Austrália, um prefeito exige a mudança no resultado de uma pesquisa que diz que ele foi preso por corrupção. Pode ser o primeiro processo por difamação contra uma inteligência artificial.

A ex-primeira-ministra Jacinda Ardern fez seu último discurso no Parlamento da Nova Zelândia. Estrela no combate à pandemia, vai deixar a política para trabalhar em organizações não governamentais.

O aquecimento global causa um aumento no número de casos de dengue, zika e chicungunha, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com a guerra e a inflação renitente, o crescimento do comércio internacional deve cair para 1,7% neste ano, prevê a Organização Mundial do Comércio (OMC). Meu comentário:

sábado, 27 de fevereiro de 2021

EUA aprovam vacina em dose única da Johnson & Johnson

 A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, do inglês), órgão regulador dos Estados Unidos, aprovou hoje a vacina da empresa americana Johnson & Johnson contra a doença do coronavírus de 2019, a ser aplicada em uma só dose. 

Nos testes clínicos, o imunizante apresentou eficácia de 66% na prevenção de casos moderados a graves, de 85% na prevenção de casos graves e de 100% na prevenção de hospitalizações e mortes.

Neste sábado, a média diária de mortes dos últimos sete dias bateu nove recorde: 1.180.  O Brasil registrou mais 1.275 mortes e 50.840 casos novos de covid-19. No pior momento da pandemia no país, são 10.508.634 confirmados e 254.263 mortes. A média diária de contágios está em 52.910.

Pelo menos 10 estados e o Distrito Federal tomaram medidas para aumentar o distanciamento físico, como toque de recolher noturno, fechamento do comércio e dos bares e restaurantes.

No mundo inteiro, são 113.741.594 casos confirmados e 2.524.098 mortes. Mais de 89,5 milhões de pacientes se recuperaram, 21,6 milhões apresentam sintomas leves e 90.562 estão em estado grave. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 3% há vários meses.

Os EUA têm o maior número de casos (28.552.094) e de mortes (511.982). Nas últimas duas semanas, o contágio diminuiu 29%, as mortes 20% e as hospitalizações 30%, mas, nos últimos dias, esta queda parou.

A Nova Zelândia impôs um confinamento rigoroso em Auckland, a maior cidade do país, por causa de um único caso novo de covid-19. Só as atividades essenciais estão funcionado. Desde o início da pandemia, a primeira-ministra Jacinda Ardern adota uma estratégia de erradicação do vírus. 

O país, de 5 milhões de habitantes, teve 2.372 casos confirmados e 26 mortes. Ardern é considerada a melhor governante do mundo no combate à pandemia. Em reconhecimento, o Partido Trabalhista obteve nas eleições do ano passado a maior vitória desde 1951.

Mais de 243,5 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 72 milhões nos Estados Unidos, 45 milhões na China, 32 milhões na União Europeia, 14 milhões na Índia e 8,45 milhões no Brasil.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Ano trágico termina com vitória da ciência e da razão

Vacinas são a grande esperança de vencer o coronavírus e voltar à vida normal

Sob pressão da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 3 de janeiro de 2020, a China admitiu a ocorrência de uma síndrome respiratória aguda grave (SARS), uma pneumonia que resistia a todos os tratamentos. 

No mesmo dia, prendeu e interrogou o médico Li Wenliang, acusado de "espalhar boatos" e fazer comentários falsos. Ele apresentou os primeiros sintomas em 8 de janeiro e morreu da doença do coronavírus de 2019 em 7 de fevereiro.

Era o início do noticiário de uma pandemia que infectou pelo menos 82 milhões de pessoas e já matou 1,8 milhão de seres humanos. Leia mais em Quarentena News

sábado, 17 de outubro de 2020

Jacinda Ardern conquista vitória consagradora na Nova Zelândia

O Partido Trabalhista, da primeira-ministra Jacinda Ardern, obteve uma ampla vitória, conquistando 49% dos votos. Pela primeira vez, desde que a Nova Zelândia adotou o sistema de votação proporcional, em 1993, um partido vai governar sozinho. 

Ardern, considerada a melhor líder nacional do mundo no combate à doença do coronavírus de 2019, declarou ter recebido "um mandato para acelerar nossa resposta e nossa recuperação. Começamos amanhã." O país, de 5 milhões de habitantes, teve 25 mortes por covid-19.

Mais cedo, Judith Collins, a líder do Partido Nacional, de centro-direita, que conseguiu apenas 26,8% dos votos, prometeu uma "oposição robusta" e "cobrar o governo pelas promessas falidas".

No novo Parlamento neo-zelandês, os trabalhistas elegeram 64 dos 120 deputados, os nacionalistas 35, o Partido Verde 10, o libertário ACT 10 e o Partido Maori, do povo originário das ilhas, deve voltar com uma cadeira.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Mulheres poderosas derrotam covid-19 e machões fracassam

O machismo ordinário perde a batalha do coronavírus
Enquanto presidentes machistas, autoritários e ignorantes como Donald Trump, nos Estados Unidos; Jair Bolsonaro, no Brasil; Narendra Modi, na Índia; e Rodrigo Duterte, nas Filipinas; fracassam no combate à doença do coronavírus de 2019, alguns dos governos mais bem-sucedidos na luta contra a covid-19 são liderados por mulheres.

São os casos de Jacinda Ardern, a governante mais bem avaliada da história da Nova Zelândia; da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que acaba de assumir por seis meses a presidência rotativa da União Europeia; das primeiras-ministras Mette Frederiksen, da Dinamarca; Sanna Marin, da Finlândia; Katrín Jakobsdóttir, da Islândia; Erna Solberg, da Noruega; e da presidente de Taiwan, Tsai Ing-Wen.

Não é uma questão de sexo. São países com altos índices de desenvolvimento humano e grande participação social das mulheres. Líderes qualificadas, inteligentes e sensíveis, adotaram a ciência, a razão, a valorização da vida, a coordenação com governos regionais e locais, e a comunicação direta e transparente como base da luta contra a pandemia.

Em vez de gurus, confidentes e líderes religiosos, recorreram a especialistas. Em vez da mentira e da manipulação das notícias falsas, de querer ganhar grito e na marra como eles fizeram em suas campanhas eleitorais, elas optaram pela cooperação, a empatia e o respeito.

Como observou o cientista político americano Francis Fukuyama o sucesso na luta contra a pandemia depende da confiança da sociedade no governo e na ciência. A desinformação é a receita para o fracasso.

A maioria delas governa regimes parlamentaristas com instituições fortes baseados em ampla participação popular, colaboração e formação de coalizões. Jacinda Ardern, de 39 anos, foi a segunda mulher a dar à luz no exercício do poder. Levou a filha de colo para a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Seu estilo de governar é um misto de empatia, cuidado, afeição e comunicação direta. A Nova Zelândia teve 1.549 casos e 22 mortes. Não achatou a curva. Esmagou a curva. Ardern dava entrevistas coletivas todos os dias. Começava pedindo desculpas às famílias dos mortos.

Um líder religioso a acusou de criar um “Estado-babá” como uma “supermãe”. Isto não a impediu de convocar o Exército para impor a quarentena quando duas mulheres chegaram do Reino Unido e não respeitaram a ordem de ficar isoladas durante duas semanas.

Angela Merkel não tem filhos, mas é conhecida como mutti (mamãe) pelo povo alemão. PhD em química quântica, foi pessoalmente para o microscópio estudar o novo coronavírus. A Alemanha, um país de 83 milhões de habitantes, teve quase 202 mil casos de covid-19 e pouco mais de 9 mil mortes.

Como líder da UE, caberá a Merkel coordenar o plano de recuperação de 750 bilhões de euros discutido a partir desta sexta-feira pelos líderes do bloco europeu, vencendo a resistência dos países ricos que relutam em dar ajuda direta aos mais afetados pela pandemia, Itália e Espanha.

Tsai também é doutora. O coronavírus chegou da China em 21 de janeiro, com uma professora que dava aula em Wuhan, berço da pandemia. O país tomou medidas imediatamente, com quarentena dos infectados, rastreamento de quem teve contato com eles e ampla distribuição de máscaras.

Taiwan tinha a experiência da epidemia da síndrome respiratória aguda grave (SARS) de 2003 e temia a interferência da República Popular da China, que a considera uma província rebelde.

Quem chegava de viagem ficava isolado por duas semanas com ajuda do governo, comida entregue na porta e contato diário por telefone com um representante do governo local para saber se estava tudo bem e agradecer pela colaboração. Com 23,8 milhões de habitantes, Taiwan teve 452 casos e apenas sete mortes.

Única líder conservadora no poder na Escandinávia, Erna Solberg é a Dama de Ferro, a Margaret Thatcher norueguesa. O país de 5,4 milhões de habitantes teve 9.015 casos e 254 mortes. O sucesso é atribuído ao grande número de testes, mais de 72 mil para cada milhão de habitantes.

A Dinamarca da social-democrata Mette Frederiksen testou mais ainda 1,29 milhão de seus 5,8 milhões de habitantes. Teve pouco mais de 13 mil casos e 610 mortes. Foi um dos primeiros países europeus a impor um confinamento rigoroso, quatro dias depois da Itália.

Todas as pessoas contaminadas e quem teve contato com elas ficaram duas semanas em quarentena em contato diário com profissionais de saúde. Um mês e dois dias depois, começou a reabertura. Frederiksen, de 42 anos, foi a mais jovem chefe de governo e a segunda mulher a governar a Dinamarca.

Com 34 anos, a primeira-ministra social-democrata da Finlândia, Sana Martin, é a segunda mais jovem líder nacional do mundo, atrás apenas do primeiro-ministro conservador da Áustria, Sebastian Kurz. O país, de 5,5 milhões de habitantes, registra 7.293 casos e 328 mortes.

Seu governo suspendeu as aulas, mas não nas escolas primárias, fechou a maioria dos prédios públicos, proibiu encontros de pessoas e fechou as fronteiras durante pouco menos de dois meses.

A Islândia da primeira-ministra Katrín Jakobsdóttir é uma pequena ilha situada no topo da Cordilheira Interoceânica. Sua estratégia de combate à covid-19 foi testar em massa. Mais de 31% dos seus 341 mil habitantes foram examinados. Foram proibidas reuniões de mais de 20 pessoas, mas não houve confinamento. O país registra 1.914 casos e 10 mortes.

Katrín, de 44 anos, do partido Esquerda Verde, foi a segunda mulher a governar a Islândia. É presidente do Conselho Mundial de Mulheres Líderes.

(publicado originalmente em Quarentena News, no Facebook)

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Brasil se aproxima de um milhão de casos da covid-19

Com mais 31.745 casos novos em 24 horas, o Brasil passa de 960 mil casos confirmados da pandemia do novo coronavírus. Deve chegar a um milhão na sexta-feira. Mais mil 209 mortes foram registradas num dia, elevando o total de óbitos para 46.665. Há 8.318 pessoas em estado grave. Mais de 503 mil se recuperaram.

No mundo inteiro, são mais de 8,408 milhões de casos, mais de 451 mil mortes e quase 4,415 milhão de pacientes curados. Dos casos encerrados, 9% terminaram em morte. Os Estados Unidos têm mais casos (2.234.471), e mais mortes, quase 120 mil.

As Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde atribuem a pandemia à destruição da natureza, que leva o homem a pegar doenças de animais silvestres.

O Japão começa a examinar a rede de esgotos como possível fonte de contaminação pela covid-19.

Duas mulheres contaminadas que não respeitaram a quarentena de duas semanas ao chegar à Nova Zelândia vindo do Reino Unido tiveram contato com 320 pessoas. A primeira-ministra Jacinda Ardern convocou o Exército para fiscalizar a quarentena.

O Brasil teve uma queda recorde de 12% no setor de serviços em abril. Desde fevereiro, 18,7% de baixa. Meu comentário:

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Novos casos da pandemia chegam a recorde de 136 mil num dia

Enquanto declina na Europa e dá sinais de estabilização nos países ricos da América do Norte, a pandemia do novo coronavírus se acelera em países mais pobres da América Latina, da África, do Oriente Médio e da Ásia. No domingo, o número de casos novos bateu novo recorde, chegando a 136 mil. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que o relaxamento prematuro das medidas de confinamento pode levar a uma onda de contaminação e pede transparência ao governo brasileiro. Sem nenhum caso ativo, a Nova Zelândia suspende o isolamento social. 

 Os Estados Unidos entraram oficialmente em recessão em fevereiro. O Banco Mundial que as economias emergentes podem recuar pela primeira vez em 60 anos, o que pode jogar milhões de pessoas na miséria.

De acordo com um consórcio de empresas jornalísticas, com base em dados das secretarias estaduais da Saúde, houve 19.631 casos novos em 24 horas, elevando o total para quase 711 mil casos confirmados. Com mais 849 mortes, o total de óbitos estaria em 37.312, enquanto 325.602 pacientes foram curados no Brasil.

No mundo inteiro, o total de casos passa de 7,2 milhões, com quase 409 mil mortes e mais de 3,536 milhão de pacientes curados. 

Os EUA têm o maior número de casos confirmados, 2.025.596, e de mortes, mais de 113 mil. Cerca de 400 mil pessoas voltaram ao trabalho nesta segunda-feira em Nova York. Ao menos 17.127 pessoas morreram na cidade.

De acordo com pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley, as medidas de confinamento evitaram 60 milhões de casos da covid-19 nos EUA e 285 milhões na China.

Outro estudo, do Imperial College, de Londres, estimou que o isolamento físico e social salvou 3,1 milhão vidas em 11 países europeus, inclusive 500 mil no Reino Unido.

Com o impacto econômico da pandemia, o Banco Mundial prevê uma queda de 5,2% na economia mundial neste ano e de 2,5% no produto interno bruto dos países emergentes e em desenvolvimento, onde a renda média deve cair 3,6%. A economia brasileira deve recuar 8%.

Os EUA entraram em recessão no mês de fevereiro, anunciou hoje o Birô Nacional de Pesquisas Econômicas, encarregado de datar os ciclos econômicos. Foi o fim do mais longo período de crescimento da história americana, de 12 anos e 8 meses. A maior economia do mundo caiu no primeiro trimestre num ritmo de 5% ao ano.
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A produção industrial da Alemanha, quarta maior economia do mundo e a maior da Europa, caiu 17,9% em abril, mais do que a expectativa do mercado, que era de 16 por cento.

As exportações da China caíram 3,3% em maio na comparação anual, depois de uma alta de 3,5% em abril. As importações foram 16,7% menores, mais do que os 14,2% de abril. O índice oficial de desemprego subiu de 5,3% em janeiro para 6%. Meu comentário:

quinta-feira, 21 de março de 2019

Nova Zelândia proíbe fuzis de guerra após massacres nas mesquitas

A Nova Zelândia vai proibir a posse de armas de guerra semiautomáticas como os fuzis de assalto e cartuchos de grande capacidade usados no massacre de 50 pessoas em duas mesquitas da cidade de Christchurch seis dias atrás, anunciou hoje a primeira-ministra Jacinda Ardern.

"Em 15 de março, nossa história mudou para sempre. Agora, nossas leis vão mudar também", declarou a chefe de governo em entrevista coletiva. "Estamos anunciando hoje uma ação a favor de todos os neo-zelandeses de fortalecer nossas leis sobre armas para fazer do nosso país um lugar seguro."

Além de proibir a venda de armas de guerra, o governo vai comprar as armas em poder da população para estimular os proprietários destas armas a entregá-las à polícia. No pior atentado da história da Nova Zelândia, o terrorista usou fuzis AR-.

Ontem, houve o primeiro enterro de vítimas do massacre. Khaled Mustafá e seu filho Hamza, de 16 anos. Eles fugiram da guerra civil na Síria e estavam há poucos meses na Nova Zelândia.

O filho mais moço, Zaid, de 13, sobreviveu ao ataque. Assistiu ao enterro numa cadeira de rodas, chorou e disse: "Não quero ficar aqui sozinho."

sábado, 16 de março de 2019

Procurador-geral da Nova Zelândia quer proibir armas semiautomáticas

Depois do massacre de 50 pessoas em Christchurch, com mais uma morte registrada hoje, o procurador-geral David Parker, anunciou numa vigília em Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia, a intenção de proibir a venda, a posse e o porte de armas automáticas.

Hoje, a primeira-ministra Jacinda Ardern colocou um véu negro e abraçou pessoalmente parentes das vítimas das duas mesquitas atacadas pelo terrorista australiano Brenton Tarrant. Ele transmitiu a matança ao vivo pela Internet e divulgou um manifesto racista, supremacista branco, islamofóbico e fascista de 74 páginas para se justificar.

O manifesto reproduz as ideias que vem sendo defendidas por políticos sectários como o presidente Donald Trump, seu ex-ideólogo Steve Bannon, que vai se encontrar em Washington com o presidente Jair Bolsonaro, e os neonazistas americanos que marcharam em Charlottesville, na Virgínia: contra muçulmanos, contra imigrantes, em defesa das populações brancas de origem europeia.

Dois terços dos atentados terroristas cometidos nos últimos anos nos Estados Unidos, partiram de grupos de extrema direita. Pela contagem do jornal The Washington Post, o total de mentiras ditas pelo presidente desde que tomou posse passou de 9 mil.

Na Austrália, um garoto de 17 anos atacou o senador de extrema direita Fraser Anning quando o político dava uma entrevista coletiva sobre o massacre, atribuindo-o a "fanáticos muçulmanos" e a políticas de imigração liberais. Uma vaquinha na Internet está arrecadando dinheiro para pagar o advogado e a compra de mais ovos.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Nova Zelândia vai endurecer controle de armas para evitar massacres

Depois do pior atentado terrorista da história da Nova Zelândia, a primeira-ministra Jacinda Ardern prometeu mudar as leis para restringir a posse e o porte de armas no país. O assassino, Brenton Tarrant, um australiano de 28 anos, tinha dois fuzis semiautomáticos, dois revólveres e uma espingarda. Tinha licença para portar essas armas.

"Posso dizer que nossas leis sobre armas vão mudar", anunciou a chefe de governo. "Agora é a hora."

Tarrant foi apresentado hoje a um tribunal, onde fez um sinal típico de supremacistas brancos. Outros dois suspeitos estão presos. Trinta e nove feridos estão hospitalizados, inclusive duas crianças. Onze estão em estado crítico.

A primeira-ministra descreve o ataque como "um ato de violência extraordinário e sem precedentes", declarou que "estas ações não têm lugar na Nova Zelândia nem em lugar nenhum do mundo" e lamentou que os alvos tenham sido imigrantes: "Eles escolheram a Nova Zelândia como seu lar. É a sua casa."

Entre a população neo-zelandesa, de pouco menos de 5 milhões de habitantes, cerca de 46 mil são muçulmanos, de acordo com o censo de 2013, 28% a mais do que em 2006.

O total de assassinatos em 2017 foi de 35, o menor índice de homicídios em 40 anos, sete para cada milhão de habitantes.

Ataque contra mesquitas deixa 49 mortos na Nova Zelândia

Um ataque terrorista antimuçulmano contra duas mesquitas de Christchurch, a terceira maior cidade da Nova Zelândia, matou 40 pessoas e deixou ao menos 48 feridos, revelou há pouco a primeira-ministra Jacinda Ardern, fazendo um apelo para que o ódio não tome conta da sociedade. Mais tarde, o total de mortos subiu para 49.

"É claramente um dos dias mais sombrios da história da Nova Zelândia. É um ato de violência sem precedentes. Não é assim que nós somos", desabafou a primeira-ministra ao vivo em rede mundial.

O atirador disparou contra várias pessoas em vários locais. Teria gritado ofensas contra imigrantes e muçulmanos. Houve até uma transmissão ao vivo via Internet pelas redes sociais feita por ele. A polícia pediu que a imagem não seja compartilhada e quer tirá-la da rede.

Ele foi identificado como Brenton Tarrant, um australiano de 28 anos, um professor de educação física assumidamente fascista que atendia crianças sem cobrar nada.

Em uma das mesquitas, o terrorista entrou vestido com uniforme militar de camuflagem para floresta, capacete, um fuzil e grande quantidade de munição. Disparou pelo menos 40 tiros, disse uma testemunha.

Três homens a uma mulher foram presos em conexão com os ataques. A polícia não esclareceu se o assassino está entre eles. "Todos nós devemos condenar estes atos de violência", afirmou Jacinda Ardern, descrevendo-os como "um ataque terrorista".

A polícia recomendou aos moradores de Christchurch que permaneçam trancados dentro de suas casas até ser oficialmente confirmado que a situação está sob controle.

A Nova Zelândia, um país pequeno, com menos de 5 milhões de habitantes, está em choque.