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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Bolsonaro sabota vacinação de adolescentes

 Uma nota técnica mentirosa do Ministério da Saúde desautorizou a vacinação de adolescentes contra a doença do coronavírus de 2019. O ministro Marcelo Queiroga tomou a decisão depois de encontro com o presidente Jair Bolsonaro e foi a uma reunião da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para pressionar o órgão regulador a adotar uma medida sem qualquer base científica. 

Quase 50 países do mundo, entre eles os Estados Unidos, toda a União Europeia, o Reino Unido, Israel, a Argentina, o Uruguai, o Chile e a Colômbia, e vários estados brasileiros começaram a vacinar adolescentes a partir de 12 anos porque aumentou muito a contaminação de menores com a variante delta e a pandemia não será vencida sem imunizar 80% da população.

O governo afirmou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) desaconselha a vacinação de jovens de 12 a 15 anos. É mentira. A OMS considera que não é prioridade porque está preocupada com a desigualdade da vacinação e o atraso nos países mais pobres.

Mais 635 mortes e 35.128 diagnósticos positivos foram notificados nessa quinta-feira no Brasil. O país soma 21.067.396 casos confirmados e 589.277 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 7% em duas semanas para 582. A média diária de casos novos recuou 28% em duas semanas para 15.558.

No mundo, já são 227.113.468 casos confirmados e 4.671.514 mortes na pandemia. Mais de 204 milhões de pacientes se recuperaram, a maioria dos hospitalizados com sequelas de longo prazo. Cerca de 19,25 milhões enfrentam casos leves ou médios e 100.870 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 152.359 casos e 3.509 mortes na quinta-feira. Têm o maior número de casos registrados (41.785.979) e de mortes (670.009). A média diária de casos novos dos últimos sete dias caiu 9% em duas semanas para 150.336, enquanto a média diária de mortes em sete dias cresceu 29% em duas semanas para 1.969.

Mais 5,82 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 42,6% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 1,9% nos países pobres.

A China lidera a vacinação com 2,18 bilhões de doses aplicadas e 1 bilhão plenamente vacinados. A meta é vacinar 90% da sua população, de 1,411 bilhão de habitantes. Em seguida, vem a Índia e a União Europeia (549,3 milhões). 

Nos EUA, 210,7 milhões tomaram ao menos uma dose, 180,1 milhões (54,33% da população americana) completaram a vacinação e 3,2 milhões receberam a dose de reforço.

O Brasil aplicou a primeira dose em 140,37 milhões, 77,79 milhões (36,47% da população brasileira) completaram a vacinação e 233.641 receberam a dose de reforço, num total de 218,4 milhões de doses aplicadas. Meu comentário:

sexta-feira, 26 de março de 2021

Covid-19 bate novo recorde no Brasil com 3.650 mortes por dia

 Mais um número de mortes sem precedentes. A doença do coronavírus de 2019 ceifou mais 3.650 vidas brasileiras, de acordo com o Ministério da Saúde, ou pelo menos 3.600, como noticiou o consórcio de empresas jornalísticas criado para evitar manipulações do governo federal. 

Com mais 82.558 casos, o total de infectados chegou a 12.407.323 e o de óbitos a 307.326. A média diária de mortes dos últimos sete dias bateu novo recorde com 2,4 mil e alta de 32% em duas semanas.

Duas vacinas desenvolvidas no Brasil, pelo Instituto Butantan e a Universidade de São Paulo em São Carlos tiveram pedido de uso emergencial encaminhado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mas uma não é 100% nacional como anunciado pela manhã pelo governo do estado de São Paulo.

No mundo, são mais de 125 milhões de casos confirmados e 2.766.824 mortes. Mais de 101 milhões e meio de pacientes se recuperaram, 20 milhões e 600 mil apresentam sintomas leves e 92.593 estão em estado grave.

Os Estados Unidos têm o maior número de casos (30.155.046) e de mortes (548.067). Nesta quinta-feira, registraram mais 69.494 casos e 1.270 mortes, com queda de 31% nos óbitos em duas semanas.

Mais de 533 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até hoje no mundo, das quais 138,3 milhões nos EUA, onde 89,6 milhões receberam a primeira dose e 48,7 milhões (14,67%) estão imunizados, e 19,5 milhões no Brasil, onde 14,9 milhões tomaram uma dose e 4,6 milhões (2,17%) as duas doses necessárias à imunização. Meu comentário:

terça-feira, 16 de março de 2021

Brasil tem 116 mortes de covid-19 por hora e novo ministro da Saúde

No dia mais mortífero da doença do coronavírus de 2019 no Brasil, com novos recordes de mortes (2.798) e de casos novos (84.124), o quarto ministro da Saúde do governo Jair Bolsonaro, o cardiologista Marcelo Queiroga, tomou posse prometendo a continuidade das políticas que fracassaram no combate à pandemia. De novo, apenas a defesa do uso de máscaras.

O total de casos confirmados no país chegou a 11.609.601 e o de óbitos a 282.840. A média diária de mortes dos últimos sete dias bateu o 19º recorde em 20 dias. Está em 1.976, com alta de 48% em duas semanas. A média diária de contágios dos últimos sete dias ficou em 69.226, com alta de 22% em duas semanas.

No ano passado, o agora ministro da Saúde defendeu as medidas de isolamento social e confinamento para reduzir a transmissão do vírus. Ao tomar posse, deixou claro que está lá para aplicar a política de saúde do presidente, que é contra o fechamento do comércio e a suspensão das atividades não essenciais e defende o tratamento com cloroquina, azitromicina e ivermectina, que a ciência não acredita que funcione.

Como não há um tratamento de sucesso garantido, o ministro Queiroga alegou que os médicos devem ter liberdade para receitar o que quiserem, inclusive medicamentos considerados inúteis como a cloroquina.

Nesta terça-feira, o Brasil teve quase 25% dos casos novos registrados no mundo (340.693) e 41,5% das mortes (6.734). O total de casos no mundo chegou a 120.666.507, com 2.670.056 mortes. Mais de 97,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 20 milhões apresentam casos suaves e 88.649 estão em estado grave. Meu comentário:

segunda-feira, 15 de março de 2021

Média de mortes bate novo recorde mas Bolsonaro não muda

 Com mais 1.275 mortes e 42.446 casos novos de doença do coronavírus de 2019 registrados nesta segunda-feira, o Brasil soma 11.483.031 casos confirmados e 278.237 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias bateu o 18º recorde em 19 dias. Subiu para 1.855, com alta de 52% em duas semanas. Mas nada indica que a política do presidente Jair Bolsonaro vá mudar, apesar da troca de ministro da Saúde.

Sob pressão das mortes, do virtual colapso do sistema de saúde, da falta de vacinas, dos governadores, dos prefeitos e do Congresso Nacional, Bolsonaro nomeou o quarto ministro da saúde em dois anos e dois meses de governo, mas deixou claro que não vai mudar suas políticas fracassadas de rejeitar o confinamento e apoiar o inútil "tratamento precoce".

Ao receber no Palácio do Planalto a cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar, principal candidata ao cargo, o presidente rejeitou mais uma vez a adoção de medidas de confinamento e insistiu na defesa de medicamentos inúteis como a cloroquina e a ivermectina. A médica e professora da Universidade de São Paulo disse que não iria desdizer Bolsonaro, mas rejeitou o convite por falta de "convergência técnica".

À noite, o governo negou que o presidente tenha dito, com sua grosseria e falta de educação: "Você não vai fazer lockdown no Nordeste para me foder e eu depois perder a eleição, né?" A frase foi publicada pelo jornal digital Poder 360.

Hajjar pretendia adotar medidas de isolamento social nas áreas mais críticas, criar uma série de comissões técnicas para cuidar de cada aspecto da pandemia e apelar à Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao resto do mundo para conseguir mais vacinas. O presidente não se interessou. Só está preocupado com o impacto da crise econômica na sua reeleição.

Pior ainda: o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, quis saber a opinião da médica sobre o aborto e armas, temas sem qualquer relação com a pandemia, que é o maior problema de saúde pública do país há mais de um ano. Ludhmila Hajjar entende que as armas são uma questão relativa à polícia e às Forças Armadas, e manifestou-se contra armar a população. Com razão.

Nas 24 horas em que seu nome foi cotado para ministra da Saúde, Ludhmila Hajjar foi alvo de uma série de ataques de milícias virtuais fascistoides, com ameaça de morte e três tentativas de invasão do hotel por pessoas que tinham o número do quarto e se apresentaram como parte de sua equipe médica. Se não fossem os seguranças do hotel, ela não sabe o que aconteceria. 

As milícias bolsonaristas criaram perfis falsos no Twitter e no Instagram, divulgaram o nome da médica nas redes sociais e ameaçaram sua família. Quando Ludhmila Hajjar reclamou para o presidente, Bolsonaro alegou que isso faz parte. Como sempre, ficou do lado dos seus seguidores mais fanáticos e agressivos, da tropa de choque com que conta para a reeleição.

No início da noite de segunda-feira, Bolsonaro anunciou a nomeação do médico Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. É um antigo aliado. Deve ter aceito as condições impostas pelo presidente.

Na sua despedida, o general Eduardo Pazuello, um militar especializado em logística que não tinha experiência em saúde pública, anunciou que o Ministério da Saúde negocia com os laboratórios Pfizer e Janssen para comprar 138 milhões de doses de vacinas contra covid-19: 100 milhões da Pfizer, a serem entregues até setembro, e 38 milhões do braço de vacinas da Johnson & Johnson, a serem entregues até novembro. Meu comentário:

sábado, 5 de dezembro de 2020

Brasil ultrapassa 176 mil mortes por Covid-19

 Com mais 660 mortes registradas em 24 horas, um número alto para um sábado, e mais 41.748 casos novos, o Brasil chegou hoje a 176.641 óbitos e 6.576.699 casos confirmados na pandemia do coronavírus de 2019. 

A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 579, com alta de 20% em duas semanas, o que indica tendência de crescimento. 

A média diária de contágios registrados dos últimos sete dias está em 40.934, com viação de +37% em duas semanas, o que aponta tendência de alta.

O Ministério da Saúde desviou recursos da verba emergencial para combate à Covid-19 para entidades que não tratam da doença, revelou hoje a Folha de São Paulo. Foram beneficiados hospitais psiquiátricos, clínicas oftalmológicas, maternidades e associações beneficentes. É mais uma prova da negligência criminosa do desgoverno Jair Bolsonaro.

No mundo inteiro, já são quase 66,5 milhões de casos confirmados e 1.527.356 mortes. Mais de 46 milhões de doentes se recuperaram, cerca de 18,9 milhões apresentam sintomas leves e 106 mil estão em estado grave.

País mais atingido, os Estados Unidos registraram ontem mais 229.077 casos e 2.637 mortes, alta 42% em duas semanas. Têm 14,571 milhões de casos confirmados e mais de 281 mil mortes.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Novos casos da pandemia chegam a recorde de 136 mil num dia

Enquanto declina na Europa e dá sinais de estabilização nos países ricos da América do Norte, a pandemia do novo coronavírus se acelera em países mais pobres da América Latina, da África, do Oriente Médio e da Ásia. No domingo, o número de casos novos bateu novo recorde, chegando a 136 mil. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que o relaxamento prematuro das medidas de confinamento pode levar a uma onda de contaminação e pede transparência ao governo brasileiro. Sem nenhum caso ativo, a Nova Zelândia suspende o isolamento social. 

 Os Estados Unidos entraram oficialmente em recessão em fevereiro. O Banco Mundial que as economias emergentes podem recuar pela primeira vez em 60 anos, o que pode jogar milhões de pessoas na miséria.

De acordo com um consórcio de empresas jornalísticas, com base em dados das secretarias estaduais da Saúde, houve 19.631 casos novos em 24 horas, elevando o total para quase 711 mil casos confirmados. Com mais 849 mortes, o total de óbitos estaria em 37.312, enquanto 325.602 pacientes foram curados no Brasil.

No mundo inteiro, o total de casos passa de 7,2 milhões, com quase 409 mil mortes e mais de 3,536 milhão de pacientes curados. 

Os EUA têm o maior número de casos confirmados, 2.025.596, e de mortes, mais de 113 mil. Cerca de 400 mil pessoas voltaram ao trabalho nesta segunda-feira em Nova York. Ao menos 17.127 pessoas morreram na cidade.

De acordo com pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley, as medidas de confinamento evitaram 60 milhões de casos da covid-19 nos EUA e 285 milhões na China.

Outro estudo, do Imperial College, de Londres, estimou que o isolamento físico e social salvou 3,1 milhão vidas em 11 países europeus, inclusive 500 mil no Reino Unido.

Com o impacto econômico da pandemia, o Banco Mundial prevê uma queda de 5,2% na economia mundial neste ano e de 2,5% no produto interno bruto dos países emergentes e em desenvolvimento, onde a renda média deve cair 3,6%. A economia brasileira deve recuar 8%.

Os EUA entraram em recessão no mês de fevereiro, anunciou hoje o Birô Nacional de Pesquisas Econômicas, encarregado de datar os ciclos econômicos. Foi o fim do mais longo período de crescimento da história americana, de 12 anos e 8 meses. A maior economia do mundo caiu no primeiro trimestre num ritmo de 5% ao ano.
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A produção industrial da Alemanha, quarta maior economia do mundo e a maior da Europa, caiu 17,9% em abril, mais do que a expectativa do mercado, que era de 16 por cento.

As exportações da China caíram 3,3% em maio na comparação anual, depois de uma alta de 3,5% em abril. As importações foram 16,7% menores, mais do que os 14,2% de abril. O índice oficial de desemprego subiu de 5,3% em janeiro para 6%. Meu comentário:

domingo, 7 de junho de 2020

Total de casos da pandemia passa de 7 milhões com mais de 400 mil mortes

Neste domingo, o total de casos da pandemia do novo coronavírus chegou a 7.085.700. As mortes são pelo menos 405.269, enquanto 3.459.829 pacientes foram curados. Cerca de 10% dos casos encerrados terminaram em morte, um ponto percentual a menos do que ontem. Os Estados Unidos têm o maior número de casos confirmados, mais de 2 milhões, e 112.469 mortos.

Com mais 1.382 mortes num dia, o Brasil chegou a um total de 37.312 óbitos pela doença do coronavírus de 2019 (covid-19), revelou hoje à noite o Ministério da Saúde. Houve 12.581 casos novos notificados em 24 horas. O total de casos confirmados está agora em 685.427.

Apesar da gravidade da situação, muitos estados e municípios estão aliviando as medidas de confinamento sob crítica de epidemiologistas, que temem um aumento da contaminação. A projeção da Universidade de Washington em Seattle, nos EUA, prevê um total de 165,9 mil mortes no Brasil até 4 de agosto.

Em 12 de maio, a expectativa era de 88 mil mortes. Subiu para 125,8 mil em 25 de maio. Ontem, passou para 165,9 mil. As projeções da Casa Branca indicam que o Brasil pode ter 5 mil mortes por dia em agosto.

Diante da decisão do governo Jair Bolsonaro de dificultar a divulgação dos dados sobre a pandemia, o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde lançou neste domingo uma página na Internet para fazer sua própria comunicação.

Depois de uma onda de críticas por ter acusado governadores e prefeitos de inflar os números da pandemia para pedir dinheiro ao governo federal, o empresário Carlos Wizard desistiu de ocupar a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

sábado, 6 de junho de 2020

Brasil muda divulgação de casos e mortes pela pandemia

Em mais uma manobra para encobrir a gravidade da epidemia do novo coronavírus no Brasil, o governo Jair Bolsonaro parou de totalizar os números de casos confirmados e de mortes. Com mais 904 mortes registradas neste sábado, o total chegou a 35.930. Outros 87 óbitos foram registrados após a divulgação dos dados oficiais do Ministério da Saúde, o total chegou a 36.044.

Neste sábado, houve mais 27.075 casos novos, elevando o total de infectados pela doença do coronavírus de 2019 para 672.846 pelos dados do governo federal. Este total já subiu para 676.494, de acordo com o sítio Worldometer.

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta criticou a medida como "uma tragédia" para maquiar ou manipular os dados. Depois de demitir Mandetta, Bolsonaro nomeou outro médico, Nelson Teich, que não aceitou a decisão de usar a cloroquina e a hidroxicloroquina nas fases iniciais da doença e pediu demissão

Hoje, o Ministério da Saúde está entregue ao general Eduardo Pazuello e a militares que, na opinião de Mandetta, tem uma "lealdade burra e genocida".

Para o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), "a manipulação de estatísticas é manobra de regimes totalitários.

No mundo inteiro, o total de casos registrados para de 6,967 milhões, com 402.170 mortes e mais de 3,411 milhões de pacientes curados. Dos casos encerrados, 11% resultaram em morte.

Os Estados Unidos têm o maior número de casos confirmados, 1.988.544, e mais mortes, 112.096. Os maiores números de mortes por habitantes são em São Marinho, Bélgica, Andorra, Reino Unido e Espanha.

O Brasil é o 20º nesta lista e o 130º em número de testes por habitante, caiu uma posição desde ontem. Pode haver uma grande subnotificação por aqui. O número real de casos e de mortes deve ser muito maior.