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segunda-feira, 17 de maio de 2021

Média de mortes por covid-19 sobe pelo segundo dia seguido

 O Brasil notificou nesta segunda-feira mais 1.093 mortes e 35.888 casos novos da doença do coronavírus de 2019, elevando o total para 15.661.106 casos confirmados e 436.862 óbitos. 

A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou pelo segundo dia seguido, depois de 15 dias consecutivos de baixa. Está em 1.918, com queda de 19% em duas semanas. A média diária de contágios ficou em 63.868, com alta de 8% em duas semanas.

Em conversa com seguidores, o presidente Jair Bolsonaro voltou a ironizar as pessoas que tomam medidas de precaução para não pegar a doença, dizendo com sua truculência habitual que "tem uns idiotas que até hoje estão em casa".

Nesta terça-feira, o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo depõe na comissão parlamentar de inquérito do Senado sobre a pandemia. Na quarta-feira, será a vez do ex-ministro Saúde general Eduardo Pazuello, que conseguiu um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF) para não responder a perguntas que possam se incriminá-lo.

No mundo, já são 163.259.299 casos confirmados e 3.385.244 mortes. Mais de 142,5 milhões de doentes sobreviveram, cerca de 17,3 milhões enfrentam casos leves e 101.708 estão em estado grave.

Com um novo recorde de 4.329 mortes e 263.533 casos notificados nesta segunda-feira, a Índia chegou a 25.228.996 casos confirmados, superando a marca de 25 milhões, e 278.719 mortes.

Os Estados Unidos, onde a vacinação está adiantada, registraram hoje mais 33.041 casos novos, 33% a menos do que duas semanas atrás. As mortes foram 610, com queda de 13% em duas semanas. As hospitalizações por covid-19 diminuíram 18% para 34.201.

Mais de 1,514 bilhão de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 415 milhões na China; 281,6 milhões nos EUA, onde o ritmo de vacinação caiu para menos de milhão por dia, 157,8 milhões tomaram a primeira dose e 123,8 milhões (37,3% da população americana) estão plenamente vacinados; cerca de 200 milhões na União Europeia; mais de185 milhões na Índia; 58 milhões no Reino Unido; e 58,68 milhões no Brasil, onde 39,26 milhões receberam a primeira dose e 19,42 milhões (9,1% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias à imunização.

A vacinação já apresenta resultados. As mortes por covid-19 de maiores de 80 anos caiu 60% em abril. Nos próximos dias, o Brasil deve receber ingredientes da China para fabricar mais 25 milhões de doses de vacinas. 

O presidente Joe Biden anunciou que os EUA vão distribuir 80 milhões de doses de vacinas, 60 milhões da AstraZeneca, não aprovada lá, e 20 milhões das vacinas da Pfizer-BioNTech, da Moderna e da Janssen, usadas no país.

segunda-feira, 15 de março de 2021

Bolsonaro busca novo ministro da Saúde

 Diante do risco de colapso iminente do sistema de saúde, o presidente Jair Bolsonaro está prestes a trocar seu terceiro ministro da Saúde, noticiam os principais jornais brasileiro. 

O Globo escreveu com base em fontes palacianas que o general Eduardo Pazuello teria pedido para sair por motivos de saúde. Ele tem problemas de coração e teve covid-19. O general negou que tenha pedido para sair e que o presidente tenha pedido o cargo. Foi fotografado comprando carne e cerveja num supermercado em Brasília.

"Bolsonaro decide tirar Pazuello da Saúde e se reúne com médica cotada para o cargo", manchetou o jornal Estado de São Paulo. A candidata é Luhdmila Hajjar, cardiologista e intensivista que tem criticado a condução da crise sanitária por Bolsonaro. Há uma semana, declarou que "o Brasil está fazendo tudo errado na pandemia."

Hajjar é a favor de uma coordenação nacional no combate à ciência, do uso de máscaras, distanciamento social, rastreamento de infectados e confinamento rigoroso em áreas de maior transmissão da covid-19. É contra o inútil "tratamento precoce" com cloroquina, azitrocimicina e ivermectina.

A demissão de Pazuello é certa, mas o presidente ainda não decidiu quem vai substituí-lo, informou a Folha de São Paulo. Bolsonaro estaria enfrentando a resistência de médicos que não aceitam suas condições e sua visão negocionista da pandemia.

Outros candidatos são o cardiologista Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que também falou com o presidente, e o médico e deputado federal Luiz Antônio Teixeira Jr. (PP-RJ), mais conhecido como Dr. Luizinho.

Pazuello foi nomeado por ser especialista em logística. Está sendo investigado pela falta de oxigênio nos hospitais de Manaus e foi incapaz de organizar o Plano Nacional de Imunização. Sob pressão dos partidos de direita do mal falado Centrão, Bolsonaro resolveu mudar de ministro da Saúde pela terceira vez em plena pandemia.

O médico e deputado federal Luiz Henrique Mandetta foi a primeira vítima do negacionismo de Bolsonaro, que subestimou o risco da doença e foi repreendido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) pela falta de seriedade. Mandetta foi ministro do início do governo, em 1º de janeiro de 2019 a 16 de abril de 2020. 

Com as entrevistas coletivas diárias sobre a pandemia, Mandetta ficou popular. Bolsonaro passou a vê-lo como uma ameaça à reeleição. E o ministro se negou a incluir o "tratamento precoce" no protocolo do Ministério da Saúde de combate à doença. Defendeu o isolamento social e previu o colapso do sistema de saúde.

Para seu lugar, Bolsonaro nomeou o oncologista Nelson Teich, sem experiência em saúde pública. Teich, o breve, ficou menos de um mês no cargo. Saiu em 15 de maio por discordar da orientação do presidente sobre o "tratamento precoce" e o isolamento social. Durante uma entrevista coletiva, foi informado sobre os setores considerados essenciais à economia em decreto de Bolsonaro, que incluíam academias de ginástica e salões de beleza. Ficou sabendo pelos repórteres, numa humilhação pública.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

OMS lamenta tragédia da covid-19 no Brasil

O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, reconheceu hoje que o Brasil atravessa uma situação gravíssima por causa da doença do coronavírus de 2019. "Infelizmente, é uma tragédia que o Brasil esteja enfrentando isso de novo. Esta deve ser a quarta onda que o país enfrenta", declarou Ryan.

Ele elogiou o sistema único de saúde, o SUS, e as instituições científicas do Brasil, chamando-as de fantásticas. E acrescentou que "muitos estados tentam aplicar as melhores medidas". Pelo menos dez estados e o Distrito Federal reforçaram as medidas de distanciamento físico, adotando toque de recolher noturno e suspendendo atividades não essenciais. 

Mas, com a irresponsabilidade que o caracteriza no combate à pandemia, o presidente Jair Bolsonaro anunciou em visita ao Ceará, onde promoveu aglomerações, que o governo federal dará novo auxílio de emergência de 250 reais por mês e atacou os governadores que estão adotando medidas de proteção, acusando-os de destruir empregos. Os governadores terão de pagar pelos próximos auxílio, disparou o presidente.

Seu patético ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, depôs no inquérito sobre a possível negligência e omissão na falta de oxigênio em Manaus, e mudou a versão. Agora, alega que não ficou sabendo da escassez de oxigênio em 8 de janeiro, como admitiu anteriormente em entrevista. A Advocacia-Geral da União afirmou que o governo federal soube em 8 de janeiro, mas o general declarou que o documento não chegou ao Ministério da Saúde.

O caso brasileiro serve de lição, alertou o diretor de emergências da OMS: "A pandemia não acabou para ninguém e qualquer relaxamento é perigoso."

No aniversário de um ano do primeiro caso, nesta sexta-feira, foram notificadas mais 1.327 mortes e 53.729 casos novos de covid-19 no país. Os casos confirmados são 10.457.794 e as mortes 252.988. A cada três segundos, houve um caso novo e confirmado, fora a subnotificação. A média diária de mortes dos último sete dias ficou em 1.148. É a segunda maior desde o início da pandemia, abaixo do recorde de 1.150 registrado ontem. Meu comentário:

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Brasil tem maior média diária de mortes desde julho

 Com mais 1.453 mortes, o terceiro maior número diário de mortes desde o início da pandemia e o maior 29 de julho, e 53.993 casos novos notificados nesta quinta-feira, o Brasil chegou a 236.397 óbitos e 9.716.298 casos confirmados da doença do coronavírus de 2019. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 1.073. É a maior desde 26 de julho. Está acima de mil há 22 dias.

Diante da falta de vacinas, o que pode levar à suspensão da vacinação no Rio de Janeiro na segunda-feira, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, declarou no Senado que pretende imunizar toda a população até o fim do ano. No ritmo anual, só um terço dos brasileiros será vacinado neste ano.

Mais de 165 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo mais de 46 milhões nos Estados Unidos, 42 milhões na China, 14 milhões no Reino Unido, 7 milhões na Índia, mais de 6 milhões e 4,5 milhões no Brasil.

O presidente Joe Biden anunciou hoje a compra de 200 milhões de vacinas dos laboratórios Pfizer-BioNTech e Moderna e prometeu imunizar 300 milhões de americanos até a metade do ano. Mais de 10,5 milhões de americanos já receberam as duas doses necessárias para a imunização.

No mundo inteiro, o total de casos confirmados chegou a 107.764.100, com 2.367.795 mortes. Mais de 80 milhões de pacientes se recuperaram, mais de 25 milhões apresentam sintomas leves e 100.370 estão em estado grave.

Os EUA chegaram a 27,391 milhões de casos confirmados e 475 mil 303 mortes por covid-19. Um estudo publicado hoje na revista médica britânica The Lancet estima que pelo menos 40% das mortes eram evitáveis, comparando com as taxas de mortalidade na mesma faixa etária em outros países. Meu comentário:

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

STF abre inquérito sobre tragédia em Manaus

 Por decisão do ministro Ricardo Lewandowski, o Supremo Tribunal Federal abriu inquérito e deu 60 dias para a Polícia Federal investigar uma possível omissão do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, na tragédia da falta de oxigênio em Manaus para pacientes da doença do coronavírus de 2019. O pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, ignorou a responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro.

Com mais 631 mortes e 28.364 mortes em 24 horas, o Brasil soma agora 217.712 mortes e 8.872.964 casos confirmados de covid-19. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu para 1.055. É a maior desde 4 de agosto, quando estava em 1.066 óbitos. A média diária de casos novos dos últimos sete dias ficou em 51.532.

Em fevereiro, o país deve ter mais 15 milhões de doses de vacinas contra a doença. Vai receber 10 milhões de doses da vacina da Universidade de Oxford e do laboratório AstraZeneca no dia 8 e 5,4 mil litros do princípio ativo da vacina chinesa CoronaVac. Com a matéria-prima, o Instituto Butantã deve fabricar mais 5 milhões de doses. Meu comentário:

domingo, 24 de janeiro de 2021

Média diária de mortes na semana por covid-19 fica em 1.030

 Com mais 606 mortes e 28.487 casos notificados neste domingo, o Brasil chega a 217.081 óbitos e 8.844.577 casos confirmados. A média diária de mortes nos últimos sete dias ficou em 1.030. A média diária de casos novos está em 51.642. Ambas indicam estabilidade.

O governo Jair Bolsonaro foi criticado por atacar o laboratório americano Pfizer, o que pode prejudicar outras negociações para a compra de vacinas. Enquanto alega que 2 milhões de doses da vacina da Pfizer e da companhia alemã de biotecnologia BioNTech seriam pouco, o governo fez uma festa para receber 2 milhões de doses da vacina da Universidade de Oxford e do laboratório AstraZeneca importadas da Índia.

Ao atacar a Pfizer, acusando-o de fazer uma jogada de "marketing", o governo politizou a negociação sobre vacinas e atribuiu ao laboratório a intenção de impor "cláusulas leoninas e abusivas". A cláusula que exime a fabricante de responsabilidade civil em caso de efeitos colaterais negativas é usada há décadas em países desenvolvidos. A Pfizer não comentou as críticas. 

Depois que o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para investigar a possível omissão do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, no colapso do sistema de saúde de Manaus, o general foi para a capital do Amazonas, onde fica por tempo indeterminado.

O mundo ultrapassou a marca de 99 milhões de casos confirmados e soma 2.126.917 mortes. Mais de 71,6 milhões de pacientes se recuperaram, mais de 25 milhões apresentam sintomas leves e 110.732 estão em estado grave.

Nos Estados Unidos, houve mais 3.322 mortes e 168 mil casos novos registrados em 24 horas. O país tem 25,1 milhões de casos confirmados e 418.673 mortes. Trinta e sete estados mostraram queda no número de casos. As hospitalizações também estão em baixa, mas as mutações do vírus preocupam.

A França cogita impor um terceiro confinamento. Atualmente, o país adota um toque de recolher noturno, o que tem sido insuficiente para conter a propagação do novo coronavírus.

Israel vai fechar seu espaço aéreo para tentar conter o contágio por novas variantes do vírus, mesmo que a vacinação tenha reduzido as hospitalizações em 60%. 

A Nova Zelândia registrou um caso novo depois de meses em uma paciente que chegou da Inglaterra e foi submetida a quarentena.

sábado, 23 de janeiro de 2021

PGR pede ao STF que abra inquérito sobre crise na saúde em Manaus

 O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu hoje ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para investigar se houve omissão do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, no colapso do sistema de saúde de Manaus, onde vários pacientes da doença do coronavírus de 2019 morreram por falta de oxigênio, noticiou o jornal Estado de São Paulo.

Desde 8 de janeiro, uma semana antes do colapso, o governo Jair Bolsonaro sabia da escassez de oxigênio na capital do Amazonas, mas só começou a entregar oxigênio em 12 de agosto. Dois dias depois, enviou 120 mil comprimidos de hidroxicloroquina, um medicamento inútil no combate à covid-19 apresentado como salvação por Bolsonaro e aliados.

Depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) declarou no domingo passado que a cloroquina e a hidroxicloroquina não servem para combater o coronavírus, o general Pazuello teve a cara de pau de dizer que nunca havia recomendado estes medicamentos. 

Na verdade, Pazuello foi nomeado ministro depois que dois médicos, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, deixaram o cargo por se negar a usar cloroquina e hidroxicloroquina contra a covid-19 como exigia Bolsonaro.

Os principais responsáveis, o presidente e o governador Wilson Lima, não serão investigados

Em resposta a uma declaração do consório Pfizer-BioNTech de que ofereceu vacinas ao Brasil, o governo Bolsonaro alegou que o contrato "causaria frustração em todos os brasileiros" porque o laboratório só entregaria 2 milhões de doses no primeiro trimestre, "número considerado insuficiente para o Brasil".

Faltam vacinas para a etapa inicial do Plano Nacional de Imunização, enquanto não começa a produção nacional na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantã. Os países ricos encomendaram vacinas a laboratórios diferentes. 

No Brasil, o governo federal fez negócio com o laboratório AstraZeneca, que desenvolveu uma vacina com a Universidade de Oxford; o governo de São Paulo comprou a vacina chinesa CoronaVac; e os estados da Bahia e do Paraná pretendem receber e fabricar aqui a vacina russa Sputnik-V.

O Brasil tem 14,8 milhões de pessoas entre as prioridades máximas: funcionários de saúde da linha de frente no combate à covid-19, idosos que vivem em asilos e casas geriátricas, os funcionários desses lares para idosos, os maiores de 80 anos, os indígenas, os quilombolas e os ribeirinhos. Cada pessoa precisa de duas doses e o país tem apenas 12,8 milhões de doses.

Se incluir as pessoas com comorbidades, quem tem 60 anos ou mais, os deficientes, as Forças Armadas, as forças de segurança, os trabalhadores na educação, na indústria e no setor de transportes, os moradores de rua e os presos, o total de "prioridades" chega a 77,2 milhões, 37% da população Brasil.

Neste sábado, foram notificadas mais 1.176 mortes e 60.980 casos novos. Até agora, o Brasil registrou 216.475 mortes e 8.816.113 casos confirmados da covid-19.

Mais de 70 milhões de doses foram aplicadas até agora no mundo, sendo 573 mil no Brasil. Cerca de 4,85 milhões de pessoas já receberam as duas doses necessárias à imunização contra o novo coronavírus.

No mundo inteiro, já são 98.701.470 casos confirmados e 2.118.808 mortes. Mais de 71 milhões de pacientes se recuperaram, mais de 25,5 milhões apresentam sintomas leves e 110.663 estão em estado grave.

Com mais 3.734 mortes e 192 mil casos novos no dia 22, os Estados Unidos chegaram a 25 milhões de casos confirmados, 7,6% da população, e 417.394 mortes. O presidente Joe Biden previu que o total de mortes deve passar de 600 mil.

Há um ano, Wuhan, na China, origem da pandemia, entrou em quarentena. Cerca de 11 milhões de pessoas foram confinadas. Durante 76 dias, só puderam sair de casa para comprar comida ou trabalhar em serviços essenciais. A China enfrenta hoje um novo surto na província de Hebei, mas conseguiu erradicar a doença em Wuhan, capital da província de Hubei.

Os países asiáticos, que tinham a experiência da epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) em 2002-3, adotaram uma estratégia de erradicação do vírus, de combater todos os focos até acabar com a incidência da doença. Na Europa e na América, houve tentativas de mitigação da covid-19 que não deram certo.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Governo federal erra e vacinação só começa amanhã em 11 estados

 Com mais um fracasso logístico do general Eduardo Pazuello, nomeado ministro da Saúde sob o pretexto de ser especialista em logística, houve atraso na entrega de vacina a 19 estados. Em 11 estados, a vacinação só começa nesta terça-feira. 

Mais uma vez, o governo federal errou por negligência criminosa e falta de planejamento, de um plano nacional de combate à pandemia do novo coronavírus que deveria incluir todos os governos, as Forças Armadas, o empresariado e a sociedade civil. Faltaram liderança e grandeza ao presidente Jair Bolsonaro para assumir a responsabilidade na hora mais grave.

A Índia não liberou as vacinas do laboratório AstraZeneca e a Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Butantã não têm matéria-prima para fabricar as vacinas no Brasil. Os insumos vêm da China e estão sendo disputados pelo mundo inteiro.

Mais de 45 milhões de doses de vacinas foram aplicadas em 49 países ricos e apenas 25 num único país pobre, revelou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, alertando que o nacionalismo das vacinas pode levar a um "fracasso moral catastrófico".

O mundo passou de 95,5 milhões de casos confirmados e 2,040 milhões de mortes. O Brasil ultrapassou 210 mil mortes e os Estados Unidos devem chegar a 400 mil mortes na véspera da posse do presidente Joe Biden. Meu comentário:

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Brasil chega a 200 mil mortes por covid-19

 Se a luta contra o coronavírus de 2019 é uma guerra, como disse o medíocre ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, o Brasil está perdendo a guerra. Com mais 1.120 mortes e 56.404 casos novos registrados nesta quinta-feira, o país chegou a 7.930.943 casos confirmados e 200.163 óbitos por covid-19. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu para 741.

Com a insensibilidade que o caracteriza, o presidente Jair Bolsonaro declarou: "Lamento as 200 mil mortes, mas a vida continua." A morte continua. A negligência criminosa do presidente continua. A inoperância e a incompetência do governo continuam. O fracasso dos milhares de militares no poder, incapazes de avaliar o risco da pandemia, continua. Assim como a paixão irrestrita pelo golpista Donald Trump.

O ministro convocou uma entrevista coletiva em que só ele falou depois que o governo do estado de São Paulo anunciou o sucesso nos testes com a vacina chinesa CoronaVac, realizados no Brasil pelo Instituto Butantã. Prometeu que o país terá 356 milhões de doses de vacina neste ano.

Com 4.111 mortes, novo recorde num país num dia, os Estados somam mais de 365 mil mortes. A Índia chegou a 150 mil mortes. O Japão decretou estado de emergência em Tóquio. E a China enfrenta, na província de Hebei, Meu comentário:

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Brasil volta a ter mais de mil mortes por dia da covid-19

Enquanto o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, mantém o vaivém no plano nacional de imunização, ao dizer em ocasiões diferentes que a vacinação pode começar em dezembro, janeiro, fevereiro ou março, o Brasil registrou hoje 1.092 mortes e 69.826 casos novos da doença do coronavírus de 2019. Neste ritmo, o ano pode terminar com mais de 200 mil mortes.

Na guerra das vacinas, por 10 a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a vacinação será obrigatória. Ninguém será forçado a tomar vacina, mas o certificado de imunização deve ser exigir para viajar, fazer concurso público, assistir a espetáculos e participar de determinados eventos.

O mundo registrou novos recordes de casos novos (725.870) e de mortes (13.559) num dia, na quarta-feira. 

O recorde de mortes nos Estados Unidos foi ainda pior do que anunciado antes: 3.611 mortes na quarta-feira. Hoje, foram pelo menos 3.293 mortes, com alta de 39% em duas semanas, e mais de 238 mil casos, uma alta de 18% em duas semanas.

A vacina da empresa de biotecnologia americana Moderna pode começar a ser aplicada na segunda-feira. O painel de cientistas da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador dos EUA, recomendou a aprovação para uso emergencial.

A taxa de pobreza subiu para 11,7% da população dos EUA. São quase 39 milhões de pobres no país mais rico do mundo. Meu comentário:

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Governo agora fala em iniciar vacinação em 21 de janeiro

 Para tirar o protagonismo do governador de São Paulo, João Doria, adversário potencial do presidente Jair Bolsonaro em 2022, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, quer concentrar todas as vacinas no governo federal e já fala em iniciar a vacinação contra a doença do coronavírus de 2019 em 21 de janeiro de 2021, mas ainda há problemas básicos, como disponibilidade de seringas e vacinas.

Em meio à guerra das vacinas, o Brasil registrou hoje 968 mortes e 70.574 casos novos da covid-19, o pior número desde o início da pandemia, sem contar o estado de São Paulo, o mais populoso do país, que não conseguiu enviar os dados para o sistema de computadores do Ministério da Saúde. O total de mortes no país passa de 183 mil e os casos passam de 6 milhões

No mundo, já são quase 74,2 milhões de casos confirmados e 1,65 milhão de mortes. Os Estados Unidos notificaram recordes de mortes (3.575) e de casos novos (250.458).

Um assessor do governo Donald Trump queria que menores e jovens adultos fossem contaminados para o país atingir a chamada imunidade de rebanho, quando 60% a 70% da população tiveram contato com o vírus, que assim tem dificuldade de encontrar indivíduos sem anticorpos para contaminar. Meu comentário:

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

EUA têm recorde de mais de 3 mil mortes num dia

 Enquanto o presidente Donald Trump insiste em roubar a eleição de 3 de novembro, os Estados Unidos batem novo recorde de mortes num dia pela pandemia do coronavírus de 2019: 3.011 mortes foram notificadas nesta quarta-feira, mais do que nos dias da infâmia, nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e no ataque japonês a Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, que levou o país a entrar na Segunda Guerra Mundial.

Um dia antes, na terça-feira, dia 8, os EUA registraram 221.480 casos novos da Covid-19, o segundo maior número num dia, depois de 229.243 em 4 de dezembro. Até agora, os EUA tiveram 15,384 milhões de casos confirmados e mais de 289 mil mortes. 

O total se aproxima do número de soldados americanos mortos em combate na Segunda Guerra Mundial, a segunda pior guerra da história do país: 291.557. Em uma semana, as mortes por Covid-19 devem chegar a 300 mil.

No mundo, já são 68,9 milhões de casos confirmados e 1,569 milhão de mortes. Um pouco menos de 48 milhões de pacientes se recuperaram, mais de 18 milhões apresentam sintomas leves e 106,9 mil estão em estado crítico.

Aqui no Brasil, houve mais 848 mortes e 52.203 casos novos em 24 horas. Os totais subiram para 179.032 óbitos e 6,73 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu para 643, com alta de 34%. É a maior desde 6 de outubro. O número de mortes está crescendo em 21 estados e no Distrito Federal.

Sob pressão dos governadores, depois de anunciar o início da vacinação em março, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou na quarta-feira que pode começar no fim deste mês ou no início de janeiro, se o governo fechar negócio com o laboratório americano Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech, que disseram ao governo dos EUA que só poderão entregar novas encomendas em junho.

O Reino Unido adverte que a vacina do laboratório americano Pfizer e a empresa de biotecnologia BioNTech pode causar reações adversas em pessoas alérgicas. Meu comentário:

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Mundo chega a 1,5 milhão de mortes com recordes de casos e óbitos

 Com um novo recorde de 12.683 mortes na quinta-feira, 3 de dezembro, o total de óbitos da pandemia do coronavírus de 2019 chegou a 1 milhão 505 mil 527. Com um novo recorde de 679.184 casos novos no mesmo dia, o total de casos confirmados no mundo está em 65 milhões 170 mil.

Nos últimos seis dias, os Estados Unidos registraram mais de um milhão de casos de Covid-19. A cada 30 segundos, um americano morre da doença. Os ex-presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama se ofereceram para tomar vacina em público para estimular a população a se imunizar.

A China terá 600 milhões de doses de vacinas prontas para uso antes do fim do ano, revelou um cientista que participa do processo de desenvolvimento dos imunizantes. O anúncio oficial deve ser feito na próxima semana ou na seguinte.

Embora o ritmo de contágio diminua há três semanas na Europa, a Itália registrou um novo recorde de mortes num dia, 993, superando as 917 de 27 de março, o pico da primeira onda.

O estado do Rio de Janeiro tem o maior número de mortes por habitante do Brasil. Se fosse um país, seria o terceiro pior do mundo em mortes por habitantes. O governador de São Paulo, João Dória, anunciou o início do programa de vacinação em janeiro, dois meses antes do previsto pelo governo federal. 

Já o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) prevê que o impacto econômico da pandemia dura uma década e jogue mais 207 milhões de pessoas na miséria. Meu comentário:

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Espanha chega a um milhão de casos confirmados da covid-19

 A Espanha é o primeiro país europeu a ultrapassar a marca de 1 milhão de casos diagnosticados da doença do coronavírus de 2019. É o mais atingido pela segunda onda da pandemia na Europa, que registrou 927 mil casos novos em uma semana. Até agora, tem mais de 34 mil mortes. É o terceiro país do mundo em mortes por habitante, depois do Peru e da Bélgica e logo à frente do Brasil.

A Europa Oriental, que não sofreu tanto na primeira onda, enfrenta um momento difícil, com recordes de contaminação na Polônia e na República Tcheca.

Os Estados Unidos notificaram até hoje 8,333 milhões de casos e mais de 222 mil mortes, e a contaminação não está em queda em nenhum estado.

No dia em que o Brasil passou de 155 mil mortes, sob pressão de seguidores nas redes sociais e diante da propaganda do governador João Dória, um possível adversário na eleição de 2022, o presidente Jair Bolsonaro desautorizou o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, que anunciara na véspera a compra de 46 milhões de doses da vacina chinesa. Meu comentário:

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Coronavírus causa aumento de 300 mil mortes no ano nos EUA

A pandemia do coronavírus de 2019 provocou 300 mil mortes a mais do que esperado neste ano nos Estados Unidos, estimou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças do país. Dois terços morreram de covid-19 e o resto de outras causas, inclusive a dificuldade de tratar outras doenças. O impacto foi muito maior entre negros e latinos, mas a pesquisa também revela um "excesso de mortes" de 26,5% na faixa etária de 25 a 44 anos.

Com 60.590 casos novos e 929 mortes notificadas nesta terça-feira, mais do que a Índia, os EUA se aproximam de 8,3 milhões de casos confirmados e somam mais de 221 mil mortes.

No mundo inteiro, são 40,73 milhões de casos confirmados e 1,124 milhão de mortes. Mais de 30,6 milhões de pessoas se curaram, 9,2 milhões têm casos suaves e 77 mil estão em estado grave.

O Brasil notificou mais 662 mortes e 23.690 casos novos hoje. Tem agora 154.888 mortes e 5,275 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 546. Meu comentário:

sábado, 6 de junho de 2020

Brasil muda divulgação de casos e mortes pela pandemia

Em mais uma manobra para encobrir a gravidade da epidemia do novo coronavírus no Brasil, o governo Jair Bolsonaro parou de totalizar os números de casos confirmados e de mortes. Com mais 904 mortes registradas neste sábado, o total chegou a 35.930. Outros 87 óbitos foram registrados após a divulgação dos dados oficiais do Ministério da Saúde, o total chegou a 36.044.

Neste sábado, houve mais 27.075 casos novos, elevando o total de infectados pela doença do coronavírus de 2019 para 672.846 pelos dados do governo federal. Este total já subiu para 676.494, de acordo com o sítio Worldometer.

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta criticou a medida como "uma tragédia" para maquiar ou manipular os dados. Depois de demitir Mandetta, Bolsonaro nomeou outro médico, Nelson Teich, que não aceitou a decisão de usar a cloroquina e a hidroxicloroquina nas fases iniciais da doença e pediu demissão

Hoje, o Ministério da Saúde está entregue ao general Eduardo Pazuello e a militares que, na opinião de Mandetta, tem uma "lealdade burra e genocida".

Para o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), "a manipulação de estatísticas é manobra de regimes totalitários.

No mundo inteiro, o total de casos registrados para de 6,967 milhões, com 402.170 mortes e mais de 3,411 milhões de pacientes curados. Dos casos encerrados, 11% resultaram em morte.

Os Estados Unidos têm o maior número de casos confirmados, 1.988.544, e mais mortes, 112.096. Os maiores números de mortes por habitantes são em São Marinho, Bélgica, Andorra, Reino Unido e Espanha.

O Brasil é o 20º nesta lista e o 130º em número de testes por habitante, caiu uma posição desde ontem. Pode haver uma grande subnotificação por aqui. O número real de casos e de mortes deve ser muito maior.