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domingo, 18 de abril de 2021

Pandemia bate recorde com mais de 845 mil casos novos num dia

 Com novas variantes que tornaram a Índia o principal centro de transmissão, passando de 15 mil em 8 de março para mais de 264 mil casos novos no sábado e mais de 273.810 no domingo, a pandemia do coronavírus de 2019 bateu um novo recorde de contágios num dia no mundo: 845.123, em 15 de abril de 2021, superando os 843.939 de 8 de janeiro.

O total de casos confirmados no mundo está em 141.113.721, com 3.017.412 mortes. Mais de 120 milhões de doentes sobreviveram, cerca de 18 milhões apresentam casos suaves e 107.445 estão em estado grave. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 2%.

Nos Estados Unidos, foram registrados mais 40.482 casos e 352 mortes neste domingo, com alta de 5% na média diária de contágios em sete dias e queda de 8% na média de mortes em duas semanas. Os EUA têm o maior número absoluto de casos confirmados (31.668.532) e de óbitos (567.217).

A taxa de diagnósticos positivos por testes na Índia mais do que dobrou em 12 dias, de 8% para 16,7%. O estado de Chhattisgarh tem impressionantes 30% de positividade. A Índia tem o segundo maior número de casos confirmados (15.057.767) e o quarto de mortes (178.793), menos da metade do Brasil.

O Brasil chegou a 13.941.828 casos confirmados e a 373.442 mortes por covid-19, com mais 1.553 mortes e 41.694 casos novos notificados neste domingo pelas secretarias estaduais da Saúde e compilados por um consórcio de empresas jornalísticas. A média diária de mortes nos últimos sete dias ficou em 2.878. Está acima de 2 mil há 33 dias.

Mais de 930 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 215,5 milhões nos EUA, onde 131,2 milhões receberam a primeira dose e 84,3 milhões (25,5% da população americana) estão plenamente vacinados, 192 milhões na China, 125 milhões na Índia, 105 milhões na União Europeia, 43,5 milhões no Reino Unido e 35,78 milhões no Brasil, onde 26,18 milhões tomaram a primeira dose e 9,6 milhões (4,5% da população brasileira) as duas doses necessárias à imunização.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Brasil passa de 4,2 milhões de casos e fica perto de 130 mil mortes

Com mais 922 mortes e 40.432 novos contágios notificados nesta quinta-feira, o Brasil soma 129.575 óbitos e 4.239.763 casos confirmados da doença do coronavírus de 2019. A média de mortes dos últimos sete dias ficou em 679. 

Em mortes por habitante, excluindo micropaíses como São Marinho e Andorra, que são estatisticamente irrevelantes, o Brasil está em sétimo lugar, atrás do Peru, da Bélgica, da Espanha, do Chile, da Bolívia e do Reino Unido. No ritmo atual, mesmo com a queda na média diária de mortes, logo deve estar em quinto lugar.

O total de casos no mundo passou de 28 milhões, com 909,5 mil mortes e mais de 20 milhões de pacientes recuperados, embora muitos apresentem sequelas de longo prazo. Cerca de 60,7 mil pessoas estão em estado grave. Elas representam 1% dos casos em tratamento. A taxa de mortalidade dos casos encerrados continua em 4%.

Os Estados Unidos se vangloriam de ser o país mais rico e poderoso mundo, mas pelo Índice de Progresso Social, o país mais desenvolvido do mundo é a Noruega. Os EUA caíram do 19º para o 28º lugar.

Na pandemia, os EUA têm o maior número de casos (6,4 milhões) e o maior número de mortes, perto de 192 mil. Os Estados Unidos têm 4% da população mundial e 21% das mortes por covid-19.

A Índia bateu os recordes mundiais de contaminações num dia. Na quinta-feira, mais de 96 mil casos foram notificados. Meu comentário:

sábado, 29 de agosto de 2020

Total de mortes pela covid-19 no Brasil passa de 120 mil

Com mais 904 mortes e 38.302 casos novos da doença do coronavírus de 2019 registrados neste sábado, o Brasil chegou a um total de 120.498 mortes e 3.848.965 casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 889.

No mundo inteiro, o total de casos confirmados se aproxima de 25 milhões, com quase 841 mil mortes e 17,5 milhões.

Os Estados Unidos têm o maior número de casos confirmados (5,95 milhões) e de mortes (182,5 mil). A Índia é o terceiro país em número de casos confirmados (3,463 milhões), depois do Brasil, e o quarto em número de mortes (63.647), logo após o México (63.819).

Em número de mortes por habitante, o Brasil está em décimo lugar, à frente dos EUA, com 56,7 mortos para cada 100 mil pessoas. A maior taxa de mortalidade por habitante é da República de São Marinho, seguida do Peru, Bélgica, Andorra, Espanha, Reino Unido, Itália, Chile e Suécia

sábado, 25 de julho de 2020

Brasil tem média diária recorde de 1.097 mortes na semana

Com mais 1.111 mortes e 48.234 casos computados neste sábado por um consórcio de empresas jornalísticas, o Brasil soma 2.396.434 casos confirmados e 86.496 óbitos pela doença do coronavírus de 2019. A média de mortes dos últimos sete dias é a maior desde o início da pandemia: 1.097.

No mundo inteiro, o total de casos confirmados chegou a 16.202.385, com mais de 9,9 milhões de pacientes curados e 648.455 mortes. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 6%.

Os Estados Unidos são o país mais afetado, com 4.315.709 casos confirmados e 149.398 mortes. Pelo segundo dia seguido, registraram mais de 70 mil novas infecções. A situação é mais grave na Califórnia, no Texas e na Flórida, os maiores estados americanos.

Terceiro país em número de casos, a Índia relatou quase 100 mil casos novos em dois dias, elevando o total para 1.385.494. Em número de mortes, é o sexto, com 32.096, atrás de EUA, Brasil, Reino Unido (45.738), México (43.374) e Itália (35.102).

Em mortes por habitante, excluindo micropaíses como São Marinho e Andorra, a Bélgica tem a maior taxa de mortalidade, seguida por Reino Unido, Espanha, Itália, Suécia, Peru, Chile, França, EUA e Brasil, em décimo lugar.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Dexametasona é primeiro medicamento eficaz no combate à covid-19

Em pesquisa da Universidade de Oxford, na Inglaterra, o corticoide dexametasona tornou-se o primeiro medicamento de sucesso comprovado no combate à pandemia do novo coronavírus, anunciou hoje a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), declarando que é "um dia histórico no tratamento da covid-19".

Os resultados preliminares recém-divulgados do estudo Recuperação, realizado com 6 mil pacientes hospitalizados no Reino Unido, indicam que uma dose diária de 6 miligramas de dexametasona aplicada por via oral ou endovenosa durante 10 dias demonstrou: 
  1. uma redução de mortalidade em 28 dias de um terço (33,3%) nos pacientes com covid-19 em ventilação mecânica;
  2. redução de mortalidade em 28 dias de um quinto (20%) nos pacientes necessitando de oxigênio que não estão em ventilação mecânica;
  3. não houve diferença nos pacientes que não necessitam de oxigênio.
A conclusão prática, afirma a SBI, é que "todo paciente com covid-19 em ventilação mecânica e os que necessitam de oxigênio fora da UTI devem receber dexametasona por via oral ou endovenosa 6mg 1x/dia durante 10 dias. Medicação barata e de acesso universal."

Os médicos advertem que o medicamento não deve ser usado preventivamente nem por pacientes que não estejam em tratamento hospitalar precisando de oxigênio. A pesquisa comparou o efeito da dexametasona com pacientes de um grupo de controle que não tomaram o remédio.

sábado, 6 de junho de 2020

Brasil muda divulgação de casos e mortes pela pandemia

Em mais uma manobra para encobrir a gravidade da epidemia do novo coronavírus no Brasil, o governo Jair Bolsonaro parou de totalizar os números de casos confirmados e de mortes. Com mais 904 mortes registradas neste sábado, o total chegou a 35.930. Outros 87 óbitos foram registrados após a divulgação dos dados oficiais do Ministério da Saúde, o total chegou a 36.044.

Neste sábado, houve mais 27.075 casos novos, elevando o total de infectados pela doença do coronavírus de 2019 para 672.846 pelos dados do governo federal. Este total já subiu para 676.494, de acordo com o sítio Worldometer.

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta criticou a medida como "uma tragédia" para maquiar ou manipular os dados. Depois de demitir Mandetta, Bolsonaro nomeou outro médico, Nelson Teich, que não aceitou a decisão de usar a cloroquina e a hidroxicloroquina nas fases iniciais da doença e pediu demissão

Hoje, o Ministério da Saúde está entregue ao general Eduardo Pazuello e a militares que, na opinião de Mandetta, tem uma "lealdade burra e genocida".

Para o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), "a manipulação de estatísticas é manobra de regimes totalitários.

No mundo inteiro, o total de casos registrados para de 6,967 milhões, com 402.170 mortes e mais de 3,411 milhões de pacientes curados. Dos casos encerrados, 11% resultaram em morte.

Os Estados Unidos têm o maior número de casos confirmados, 1.988.544, e mais mortes, 112.096. Os maiores números de mortes por habitantes são em São Marinho, Bélgica, Andorra, Reino Unido e Espanha.

O Brasil é o 20º nesta lista e o 130º em número de testes por habitante, caiu uma posição desde ontem. Pode haver uma grande subnotificação por aqui. O número real de casos e de mortes deve ser muito maior.

sábado, 18 de abril de 2020

Trump e Bolsonaro pregam desobediência civil contra confinamento

Enquanto o presidente Donald Trump defende a revolta de seus partidários nos Estados Unidos contra governadores do Partido Democrata que defendem o isolamento físico para combater a pandemia do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro fez hoje uma transmissão ao vivo para atacar prefeitos, governadores e o Supremo Tribunal Federal por serem contra a reabertura do comércio.

No mundo inteiro, o total de casos confirmados chegou a 2.331.956 casos confirmados, 160.767 mortes e 597.217 pacientes curados, letalidade de 6,9%. Dos casos encerrados, 79% dos doentes se recuperaram e 21% morreram.

Os EUA têm 738.913 casos confirmados e 39.015 mortes, mais do que o total de americanos mortos na Guerra da Coreia (1950-53), que foram 33.686. A mortalidade está em 5,28%. Desde ontem, no Twitter, Trump prega a revolta contra os governadores democratas de Minnesota, Michigan e Virgínia.

Depois de declarar no início da semana que tinha "todos os poderes" para decidir sobre a quarentena, Trump reconheceu que a competência é de estados e municípios. Na quinta-feira, o presidente americano apresentou um plano de três fases com as linhas gerais para a retomada da atividade econômica, que gostaria que aconteça em 1º de maio.

A maioria dos governadores reluta alegando que para isso seria necessário testar em massa para mapear a disseminação do vírus. Sem grande chance de sucesso pelas vias institucionais, Trump agora defende a desobediência civil.

Aqui no Brasil, já 36.925 casos confirmados e 2.372 mortes. Depois de demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, trocando-o por Nelson Teich, um cancerologista dedicado à medicina privada sem experiência em epidemiologia nem em saúde pública, Bolsonaro passou a atacar o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e o STF, que estariam envolvidos numa conspiração para derrubá-lo.

Na Europa, o total de mortes na Espanha passou de 20 mil e está em 20.639 em 194.416 casos confirmados, mortalidade de 10,61%. A Itália tem menos casos registrados, 175.925, mas mais mortes, 23.227, letalidade de 13,2%.

A França ultrapassou 19 mil chegou a 19.323 mortes em 151.793 casos registrados, mortalidade de 12,73%, mas o número de hospitalizações caiu pelo quarto dia seguido e o de pacientes em terapia intensiva diminui há seis dias.

No Reino Unido, o total de mortes passou de 15 mil, chegando a 15.464 em 114.217 casos confirmados, letalidade de 13,54%, a maior do mundo.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Total de casos confirmados da pandemia do coronavírus passa de 1,5 milhão

O total de casos confirmados da pandemia do novo coronavírus passa de 1,5 milhão de pessoas, com mais de 88 mil mortes e 329 mil pacientes curados. Os Estados Unidos têm mais de 400 mil casos registrados e mais de 1.900 mortes em 24 horas pelo segundo dia seguido.

A China reabre a cidade de Wuhan, berço da pandemia, depois de 76 dias. A Alemanha e a França, as duas maiores economias da União Europeia, entram em recessão. E a Organização Mundial do Comércio prevê uma queda de até 32 por cento no comércio internacional.

No mundo inteiro, o total de casos confirmado passa de 1,518 milhão, com 88.495 mortes, letalidade de 5,8 por cento. 

Depois da ameaça do presidente Donald Trump de cortar a contribuição dos Estados Unidos à Organização Mundial da Saúde, o diretor-geral Tedros Adhanom apelou aos governos que não politizem a pandemia para não aumentar o número de mortes. 

Os Estados Unidos têm 430.902 casos confirmados e 14.766 mortes, letalidade de 3,4 por cento. Só no estado de Nova York, foram 779 mortes num dia, elevando o total para 4.571. A boa notícia é que o isolamento físico e social está funcionando. A previsão do número de mortes caiu. Meu comentário:

domingo, 5 de abril de 2020

Mortes pelo coronavírus na Itália passam de 15 mil

O total de casos registrados da pandemia do novo coronavírus no mundo inteiro chegou ontem a 1.202.232, com 64.753 mortes e 246.457 pacientes recuperados, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. A mortalidade global está em 5,4%.

A Itália passou de 15 mil mortes em 124.632 casos, letalidade de 12,3%, mas a queda no número de novos casos e de mortes por dia parece que passou do pico. A França registrou 1.053 mortes em 24 horas. No Brasil, o total de casos passou de 10 mil, com 445 mortes, mortalidade de 4,3%. O Ministério da Saúde adverte que o pais está perto da "aceleração descontrolada".

Com 126.161 casos confirmados, a Espanha superou a Itália, mas registra menos mortes, 11.947 uma mortalidade de 9,47%. Os EUA têm o maior número de casos, 311.544, e 8.452 mortes, letalidade de 2,7%. O presidente Donald Trump alertou hoje que haverá um grande número de mortes nas próximas semanas.

A França chegou a 7.560 mortes e 90.848 contaminados, mortalidade de 8,32%. A Alemanha tem mais casos do que a França, 96.092, mas bem menos mortes, 1.444, letalidade de 1,5%, uma das menores do mundo.

No mundo inteiro, pelo menos 187 países e territórios registraram casos da covid-19. O número de mortes para cada milhão de habitantes é maior na Espanha, 256, logo acima da Itália, com 254. O maior número de casos por habitante é da Suíça: 2.369 por milhão. A situação é mais grave nos cantões junto à fronteira com a Itália.

Os EUA fizeram o maior número de testes, 1.632.955, mas em número de exames por milhão de habitantes fizeram 4.933. Estão muito atrás das Ilhas Faro (98.234), da Islândia (69.276), de Luxemburgo (36.412), do Bahrein (23.143), de Liechtenstein (23.605), dos Emirados Árabes Unidos (22.244), de Malta (21.975), da Noruega (19.528), de Brunei (17.832), da Suíça (17.729), da Estônia (14.392), da Eslovênia (13.040), de Hong Kong (12.005), da Áustria (11.562), do Catar (11.090), da Alemanha (10.962), da Itália (10.870), de Israel (10.433) e da Letônia (10.275).

segunda-feira, 2 de março de 2020

Coronavírus não é motivo para pânico, exige cautela e abala economia

A epidemia do novo coronavírus parece cada vez mais uma pandemia. Não é motivo para pânico, mas exige cautela e já abala a economia mundial. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu hoje de 2,9% para 2,4% a expectativa de crescimento da economia mundial neste ano. 

Os governos, as empresas e os cidadãos precisam fazer planos para responder ao impacto do que cada vez mais parece uma pandemia, uma epidemia em escala global que a cada dia chega a mais países. 

É fundamental que os governos sejam honestos com a população e não manipulem os dados sobre a doenças com objetivos políticos. 

Na semana passada, enquanto os cientistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos advertiam para o risco de propagação do coronavírus, o principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, mentia ao afirmar que a situação está sob controle. 

Na terça-feira passada, quando a diretora do Centro Nacional para Imunização e Doenças Respitórias, Nancy Messonnier, considerava inevitável uma pandemia, o presidente Donald Trump insistia que está tudo bem. Meu comentário:

terça-feira, 12 de março de 2019

Poluição do ar matou 8,8 milhões de pessoas em 2015

A poluição do ar mata duas vezes mais do que era estimado antes na Europa. Foram 790 mil mortes em 2015, concluiu uma pesquisa do  Centro Médico da Universidade Johannes Gutenberg, em Mainz, na Alemanha. No mundo inteiro, o total de mortes causadas pela contaminação do ar chegou a 8,8 milhões.

Com um novo modelo para avaliar o impacto de várias fontes de poluição do ar sobre a taxa de mortalidade, os pesquisadores estimaram o número de mortes causadas pelo ar impuro nos 28 países da União Europeia em 659 mil mortes.

Destas mortes, 40 a 80% são causadas por doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, duas vezes mais do que por problemas respiratórios.

"Para colocar em perspectiva, a poluição causa mais mortes por ano do que fumar produtos de tabaco, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita ter sido responsável por 7,2 milhões de mortes em 2015", observou o professor Thomas Münzel, do Departamento de Cardiologia do Centro Médico da Universidade de Mainz, na Alemanha, um dos autores do relatório. "A fumaça do cigarro é evitável, a poluição do ar não é."

Os pesquisadores usaram um modelo que simula os processos químicos da atmosfera e sua interação com a terra, as águas e as substâncias químicas emitidas pelo homem com a geração de energia, a indústria, os transportes e a agricultura. Concentraram-se na poluição de partículas mínimas, o material particulado, que tem no máximo 2,5 micros de diâmetro.

No mundo inteiro, a taxa de mortalidade por poluição do ar é de 120 por 100 mil. Na Alemanha, a poluição do ar mata 154 de cada 100 mil pessoas por ano, reduzindo a expectativa de vida em 2,4 anos. Esta redução é de 2,9 anos na Polônia, 1,9 ano na Itália, 1,6 na França e 1,5 no Reino Unido.

"Como a maior parte do material particulado e de outros poluentes do ar na Europa vem da queima de combustíveis fósseis, precisamos mudar com urgência para outras fontes de geração de energia", comentou o professor Jos Lelieveld, do Instituto Max Plank para Química, em Mainz.

"Quando usamos energia limpa e renovável", acrescentou, "não estamos apenas cumprindo o Acordo de Paris para mitigar os efeitos da mudança no clima. Podemos também reduzir as mortes causadas pela poluição do ar na Europa em 55%.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Produtos de leite integral reduzem risco cardíaco e prolongam a vida

Quem consome produtos lácteos corre menor risco de doenças cardiovasculares do quem os evita. Quem consome leite integral e derivados tem menor risco de doenças cardiovasculares e vida mais longa, de acordo com uma pesquisa global divulgada pela revista médica britânica The Lancet, que contraria a opinião dominante.

A pesquisa examinou os hábitos alimentares de mais de 130 mil pessoas de 21 países e cinco continentes. A conclusão é que consumir três porções diárias de leite e derivados reduz as taxas de doenças cardiovasculares e de mortalidade. O leite integral traz benefícios ainda maiores à saúde.

O estudo considera uma porção copo de leite, um pote de iogurte, uma fatia de queijo ou uma colher de chá de manteiga.

Até agora, os médicos recomendavam a ingestão diária de duas a quatro porções de leite desnatado ou semidesnatado e evitar leite integral e derivados.

Entre as conclusões, os pesquisadores recomendam o aumento do consumo de leite integral nas regiões que menos consomem, inclusive o Sul da Ásia, o Sudeste Asiático e a África.

Para o principal autor do relatório da pesquisa, o professor Mahshid Dehghan, da Universidade McMaster, no Canadá, a pesquisa sugere que "o consumo da produtos lácteos pode ser benéfico para reduzir a mortalidade e as doenças cardiovasculares, especialmente em países de renda média ou baixa onde o consumo de produtos lácteos é muito menor do que na América do Norte e na Europa."

A presidente da Fundação Britânica do Coração, Victoria Taylor, advertiu que é cedo para chegar a conclusões definitivas. Como os participantes tinham idades muito variadas, talvez o período de nove anos da pesquisa não fosse suficiente para avaliar o impacto de longo prazo.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Bebidas açucaradas causam 184 mil mortes por ano

Você pode achar refrescante e borbulhante, um alívio para o calor ou uma dose extra de açúcar para dar energia, mas os cientistas desaconselham o consumo de refrigerantes e bebidas açúcaradas, responsáveis por 184 mil mortes por ano no mundo, sendo 25 mil só nos Estados Unidos.

Em relatório publicado ontem na revista científica Circulation, pesquisadores da Universidade Tufts, de Medford, no estado de Massachusetts, concluíram que os refrigerantes e similares causam a cada ano 133 mil mortes por diabetes, 45 mil por doenças cardiovasculares e 6.450 por cânceres.

Cerca de três quartos destas mortes ocorrem em países em desenvolvimento. A América Latina tem índice de mortalidade elevado. O México puxa a lista mundial com 405 mortes para cada 1 milhão de adultos, num total de 24 mil ano, proporcionalmente mais do que nos EUA.

O Brasil é o sétimo do mundo na lista proporcional, com 82,1 mil mortes por ano para cada 100 milhões de habitantes.

A pesquisa coletou dados sobre dietas, mortes e doenças de mais de 600 mil pessoas desde 2010 para avaliar o impacto das bebidas açucaradas, que incluem refrigerantes gasosos, bebidas a base de frutas, energéticos, chás gelados açucarados e refrescos preparados em casa.

De acordo com a Associação Americana do Coração, a sociedade de cardiologia dos EUA, bebidas aúcaradas são a principal fonte de açúcar adicionado à dieta dos americanos. Em 2015, o Comitê de Aconselhamento de Diretrizes de Dieta recomendou a substituição dos refrigerantes por leite e sucos de frutas 100% naturais.

A Associação Americana das Bebidas, a federação empresarial do setor, reagiu alegando que "o estudo não mostra que consumir bebidas açucaradas causa doenças crônicas e que os próprios autores admitem que, na melhor das hipóteses, estão apenas estimando os efeitos do consumo de bebidas açucaradas."

O diretor da Escola Friedman de Política e Ciência da Nutrição, o médico Dariush Mozaffarian, um dos relatores da pesquisa, respondeu: "Se o argumento da indústria do açúcar é que não há correlação, está errado."

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Venezuela mata ativistas suspeitos da morte de deputado

Cinco militantes da Frente 5 de Março foram mortos pela polícia da Venezuela hoje no bairro de Quinta Crespo, em Caracas, inclusive seu líder, José Miguel Odreman, declarou hoje o diretor de investigações da polícia, José Sierralta, reportou o jornal El Nacional.

O coletivo, nome dos grupos armados que apoiam o regime chavista, pode ter sido responsável pela morte, em 1º de outubro de 2014, do jovem deputado chavista Robert Serra, que era uma das estrelas em ascensão do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). Ele e a mulher foram esfaqueados dentro de casa.

Odreman era sargento aposentado da extinta Polícia Metropolitana de Caracas. Representava o Movimento Juan Montoya, que congrega pelo menos cem coletivos da Grande Caracas. O diretor do Corpo de Investigações Científicas, Penas e Criminalístas o acusou de liderar uma gangue de delinquentes responsáveis por vários homicídios.

Com 79 mortes por ano para cada 100 mil habitantes, a Venezuela é hoje o segundo país mais violento do mundo fora de zonas de guerra, atrás apenas de Honduras.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Venezuela tem mais mortes do que Iraque

Os dois países têm mais ou menos a mesma população. Mas enquanto o site de Internet Iraq Body Count, que faz um acompanhamento independente do número de civis mortos na guerra do iraque, registrou 4.644 em 2009, na Venezuela, o total de homicídios no mesmo ano passou de 19 mil.

Mesmo no México, onde a guerra contra as drogas declarada há quatro anos pelo presidente Felipe Calderón matou cerca de 25 mil pessoas, a mortalidade é menor do que na república bolivarista de Hugo Chávez com seu "socialismo do século 21".

A questão voltou ao centro do debate político depois que o governo Chávez proibiu na semana passada a divulgação de imagens da violência que assola o país.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Guerra no Iraque matou 151 mil

As estimativas sobre o total de mortos no Iraque desde a invasão americana de 2003 variam de 47.688, do site Iraq Body Count, que soma as mortes noticiadas pela mídia, a 600 mil, segundo estudo divulgado pela revista médica inglesa The Lancet.

Agora, uma pesquisa sobre a saúde das famílias realizada pelo governo iraquiano e a Organização Mundial da Saúde conclui que o total passa de 151 mil.

O relatório foi publicado na prestigiada revista médica americana The New England Journal of Medicine.