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terça-feira, 22 de dezembro de 2020

2020 é o ano mais mortífero da história dos EUA

 Os Estados Unidos notificaram mais 201.273 novos diagnósticos da doença do coronavírus de 2019 na segunda-feira e pelo menos 3.247 mortes na terça-feira. Somam até agora mais de 18,23 milhões de casos e 323 mil mortes na pandemia. Com mais de 3 milhões de mortes, é o ano mais mortífero da história do país. Deve terminar com cerca de 3,2 milhões de mortes.

O presidente Donald Trump ameaçou vetar o projeto de lei para ajudar a economia dos Estados Unidos a superar a crise. Em vez de US$ 600 (R$ 3,1 mil), Trump quer dar US$ 2 mil (R$ 10,323 mil) a cada americano que ganhe até US$ 75 mil (R$ 387 mil) por ano. A oposição democrata, que há meses queria dar uma ajuda maior, declarou estar pronta para votar a proposta.

Nesta terça-feira, o Brasil registrou 963 mortes e 55.799 casos novos da covid-19. O país soma agora 188.285 mortes e 7,32 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 776, com alta de 21% em duas semanas.

O México vai começar a vacinação na quinta-feira. Será o primeiro país latino-americano a fazer isso.

A França e a Inglaterra reabrem as fronteiras nesta quarta-feira. A Ordem dos Médicos do pais vai processar por charlatanismo o médico Didier Raoult, que afirma que a cloroquina cura 100% dos casos da doença.

A covid-19 chegou à Antártida, único continente que não tinha nenhum caso, com 36 contaminados numa base de pesquisas do Chile. Meu comentário:

domingo, 13 de dezembro de 2020

Medicamento antiviral mulnopiravir dá esperança de cura da covid-19

 Pela primeira vez, um medicamento tomado por via oral parece ser capaz de bloquear a ação do vírus SARS-Covid-2, responsável pela pandemia que infectou mais de 72,2 milhões de pessoas e matou 1.611.758 em cerca de um ano, concluiu uma pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos.

"O mulnopiravir pode mudar as regras do jogo", declarou o Richard Pempler, principal autor do estudo publicado na revista Nature. A pesquisa constata que o medicamento ajudou, em 24 horas, a reduzir e prevenir danos graves em cobaias infectadas com o novo coronavírus.

Diante do sucesso das experiências relatadas na Nature, o Conselho de Pesquisa Científica e Industrial da Índia está realizando testes em seres humanos, informou a revista indiana India Today.

Até agora, não há medicamentos considerados capazes de vencer a covid-19. O remdesivir, usado contra o vírus ebola, foi administrado em casos graves, mas hoje médicos, cientistas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) entendem que não reduz o tempo de hospitalização e a gravidade da doença. 

A cloroquina e a hidroxicloroquina são consideradas ineficazes. Mesmo assim, o governo Jair Bolsonaro gastou R$ 250 milhões para oferecer o chamado "tratamento precoce" através da Farmácia Popular

A dexametasona, um corticoide, apresentou bons resultados em casos graves, diminuindo o tempo de hospitalização e as mortes.

Outro tratamento, aplicado no presidente Donald Trump, usa anticorpos monoclonais, produzidos por um único clone de um único linfócito B parental. Na época da doença de Trump, o custo do tratamento foi estimado em US$ 100 mil, pouco mais de R$ 500 mil.

Depois de 300 mil mortes, os Estados Unidos começam nesta segunda-feira a vacinação contra o coronavírus de 2019. Desde o início da pandemia, o país 16,252 milhões de casos confirmados. 

No sábado, foram 207.444 casos novos, com alta de 28% em duas semanas, e um recorde de 3.309 mortes. De acordo com o jornal The New York, há 109.487 pessoas hospitalizadas nos EUA, uma aumento de 19% em duas semanas.

No Brasil, mais 270 mortes e 21.935 casos novos foram notificados neste domingo. O país soma agora 181.419 mortes e 6,9 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias está em 637, com alta de 23% em duas semanas. A média diária de novos diagnósticos está em 42.721, com alta de 20% em duas semanas. Pelo 11º dia seguido, está acima de 40 mil, noticia o G1, portal de notícias da TV Globo.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF) deu 48 horas para o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, marcar as datas para o início e o fim do Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Brasil chega a 2 milhões de casos confirmados da covid-19

Com 1.299 mortes e quase 44 mil casos novos em 24 horas, o Brasil chega 76.822 mortes e mais de 2 milhões de casos confirmados da doença do coronavírus de 2019.

No mundo inteiro, são quase 14 milhões de casos, com 592 mil mortes e mais de 8 milhões e 200 mil pacientes curados. Dos 230 mil casos registrados na quarta-feira, dois terços foram em quatro países: Estados Unidos, Brasil, Índia e África do Sul.

Os EUA têm outro recorde, com mais de 75 mil casos registrados num dia nesta quinta-feira. Houve 977 mortes em 24 horas, com recordes de 156 mortes na Flórida e 129 no Texas. 

A contaminação cresce em 41 dos 50 estados americanos; 18 são zonas vermelhas. Nas últimas duas semanas, houve um aumento de 44% no número de infecções e de 51% no número de mortes.

Com mais 32.695 casos, a Índia rompeu hoje a barreira de 1 milhão de casos confirmados, com 25 mil mortes. Mais de 125 milhões de pessoas foram colocadas em confinamento.

A Argentina tem 3 mil 624 casos novos, 70 por cento na província de Buenos Aires e 854 na capital. Na Grande Buenos Aires, houve um aumento de 50 por cento no contágio em dez dias. Mais 62 pessoas morreram, elevando o total para 2.112.

Uma nova pesquisa liderada pela Universidade de Minnesota publicada nos Anais de Medicina Interna, concluiu que o tratamento precoce com cloroquina e hidroxicloroquina não melhora a condições dos pacientes.

Mais de 3 mil feiras de negócios foram canceladas no mundo, mas a Feira do Livro de Frankfurt, será realizada em outubro. Meu comentário:

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Pesquisa estima que Brasil tenha milhões de casos da covid-19

A primeira pesquisa nacional sobre a extensão da pandemia, realizada pela Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, estima que o verdadeiro número de casos no país seja sete vezes maior. 

O Brasil está perto de 375 mil casos confirmados e 23.473 mortes. Outras 3 mil mortes estão sendo investigadas. Se a pesquisa estiver certa, seriam mais de 2,6 milhão infectados no Brasil.

Os Estados Unidos se aproximam de 100 mil mortes pela pandemia do novo coronavírus. Têm agora mais de 1,706 milhão casos confirmados e 99.804 mortes. No mundo inteiro, são mais de 5,582 mil casos, pelo menos 347.563 mortes e mais de 2,361 milhão pacientes curados. 

No domingo, pela primeira vez, o número de mortos no Brasil superou o dos Estados Unidos. Nesta segunda-feira, também. Foram mais 807 mortes aqui. 

O governo Donald Trump antecipou para quarta-feira a entrada em vigor de uma proibição de entrada no país de pessoas que estiveram no Brasil até 14 dias antes da chegada. Podem entrar os cidadãos americanos e parentes, pessoas com direito de residência, diplomatas, convidados do governo dos EUA e tripulações de navios e aviões.

O Uruguai está preocupado com a cidade de Rivera, que tem uma fronteira aberta com o Brasil, uma rua onde de um lado é Uruguai e do outro lado fica a cidade gaúcha de Santana do Livramento. 

País é o mais democrático da América do Sul, com apenas 22 mortes, o Uruguai vai muito bem no combate à pandemia. Há um acordo entre os partidos políticos sobre as medidas de saúde. As únicas divergências são quanto à economia. 

A Argentina tem 12.628 casos confirmados e 467 mortes. Também existe um amplo acordo entre os partidos. O presidente Alberto Fernández e o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, ambos do partido peronista, de esquerda, dão entrevista ao lado do prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez, da oposição de direita. Meu comentário:

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Brasil supera Rússia e é segundo país em casos da covid-19

O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde, Mike Ryan, confirmou que a América do Sul é um “novo epicentro” da pandemia. O Brasil tem a maioria dos casos confirmados e o maior número de mortes no subcontinente. 

Com  20.803 novos casos em 24 horas, o total passou de 330 mil, ultrapassado a Rússia para se tornar o sgundo país em número de casos confirmados da pandemia. As mortes chegaram a 21.116, sendo 1.001 nas últimas 24 horas. 

As favelas do Rio de Janeiro registram 176 mortes. Se fosse um estado, estariam em 14º lugar na lista de mortes. Estariam na frente de estados como o Rio Grande do Sul e o Paraná. 

O estado do Rio deve chegar a 40 mil casos confirmados em 1º de junho, sendo 19 mil na capital. Apesar disso, o prefeito Marcelo Crivella quer reabrir o comércio. O Brasil registra o maior número de mortes de médicos e enfermeiros no mundo inteiro. Morrem dois médicos por dia. Meu comentário: 

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Total de casos confirmados da pandemia do coronavírus passa de 1,5 milhão

O total de casos confirmados da pandemia do novo coronavírus passa de 1,5 milhão de pessoas, com mais de 88 mil mortes e 329 mil pacientes curados. Os Estados Unidos têm mais de 400 mil casos registrados e mais de 1.900 mortes em 24 horas pelo segundo dia seguido.

A China reabre a cidade de Wuhan, berço da pandemia, depois de 76 dias. A Alemanha e a França, as duas maiores economias da União Europeia, entram em recessão. E a Organização Mundial do Comércio prevê uma queda de até 32 por cento no comércio internacional.

No mundo inteiro, o total de casos confirmado passa de 1,518 milhão, com 88.495 mortes, letalidade de 5,8 por cento. 

Depois da ameaça do presidente Donald Trump de cortar a contribuição dos Estados Unidos à Organização Mundial da Saúde, o diretor-geral Tedros Adhanom apelou aos governos que não politizem a pandemia para não aumentar o número de mortes. 

Os Estados Unidos têm 430.902 casos confirmados e 14.766 mortes, letalidade de 3,4 por cento. Só no estado de Nova York, foram 779 mortes num dia, elevando o total para 4.571. A boa notícia é que o isolamento físico e social está funcionando. A previsão do número de mortes caiu. Meu comentário:

domingo, 5 de abril de 2020

Recuperação da economia será lenta

O total de casos do pandemia do novo coronavírus chegou hoje a 1.274.923, com 69.479 mortes e 260.484 pacientes curados, letalidade de 5,45%.  O número de mortos na Espanha caiu pelo terceiro dia seguido, dando a esperança que a pandemia tenha atingido o pico no país. 

A Itália, a Espanha e a França já pensam em como sair do confinamento. Os economistas estimam que a queda no produto mundial bruto no primeiro trimestre seja de 20 por cento na taxa anualizada e que a recuperação será lenta.

A economia mundial parou de repente: primeiro, a China, depois a Europa e os Estados Unidos, as três grandes potências econômicas mundiais. A queda deve ser três vezes maior do que no pior momento de Grande Recessão de 2007 a 2009. Mas a volta não será rápida.

Sem vacina nem tratamento de sucesso comprovado, a saída do confinamento terá de ser extremamente cautelosa para evitar que todo o atual sacrifício não seja em vão. O Dr. Anthony Fauci, principalmente epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, acredita que só será possível quando houve uma capacidade de testagem que permita rastrear os casos, isolar os contaminados e examinar todos os que tiveram contato com eles.

Nos EUA, o banco Goldman Sachs espera um recuo do produto interno bruto de 11% a 12% em relação a período anterior à pandemia. A taxa anualizada seria de 34%. A maior economia do mundo só voltaria ao nível pré-crise no fim de 2021. Seriam dois anos perdidos.

A Europa deve seguir o mesmo padrão. A queda na produção industrial já supera a da Crise do Euro de 2012. Na China, a economia subiu em ritmo de 4,6 por cento ao ano em março depois de uma queda de 2% ao ano em fevereiro. Mas as exportações chinesas dependem da recuperação de outros países.

Para a maioria dos analistas, a recuperação deve ganhar força no terceiro trimestre do ano. Eles acreditam que não haverá grandes danos à capacidade produtiva nem desemprego em massa se os governos ajudarem as empresas e seus empregados.

Mas, se a recuperação for longa, até quando será possível manter o estímulo fiscal e monetário? Até quando haverá apoio político para sustentar as empresas. As enormes perdas nas bolsas de valores no mês passado indicam que os investidores veem um aumento no risco.

Depois de 10 dias com sintomas da covid-19, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi hospitalizado. O Reino Unido foi o segundo país em número de mortes neste domingo, 621, abaixo dos EUA. Com 48.440 casos e 4.934 mortes, a letalidade está em 10,2%.

Com mais 1.084 mortes hoje, o total de óbitos nos EUA chegou a 9.618. O número de casos é o maior do mundo, 337.620, com mortalidade de 2,85%. Desde ontem, a Espanha superou a Itália em número de casos, 131.646, mas ainda tem menos mortes, 12.641, com letalidade de 9,6%.

O maior número de mortes é da Itália, 15.887 em 128.948 casos, com mortalidade de 12,3%, a maior do mundo. A Alemanha passou hoje de 100 mil casos, chegando a 100.123, com 1.584 mortes, mortalidade de 1,58%.

Como a Itália e a Espanha, a França registrou mais de 500 mortes neste domingo, elevando o total de óbitos para 8.078 em 93.780 casos, letalidade de 8,6%.

Aqui no Brasil, são 11.281 casos registrados e 487 mortes, mortalidade de 4,3%. O presidente Jair Bolsonaro ameaçou mais uma vez demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que defende o isolamento físico para conter a propagação do vírus. Quer evitar assim que o número de casos graves supere a capacidade de atendimento do sistema de saúde.

Além do tratamento experimental com cloroquina, um remédio usado contra a malária apresentado como esperança pelos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, os médicos estão usando o plasma, a parte clara do sangue, de pacientes curados da covid-19 para tratar os doentes. 

A ideia é deixar os anticorpos das pessoas curadas para atacar o coronavírus. Os estudos ainda são preliminares. Talvez o tratamento com plasma sanguíneo funcione, pelo menos em alguns casos.