Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
terça-feira, 22 de dezembro de 2020
2020 é o ano mais mortífero da história dos EUA
domingo, 13 de dezembro de 2020
Medicamento antiviral mulnopiravir dá esperança de cura da covid-19
Pela primeira vez, um medicamento tomado por via oral parece ser capaz de bloquear a ação do vírus SARS-Covid-2, responsável pela pandemia que infectou mais de 72,2 milhões de pessoas e matou 1.611.758 em cerca de um ano, concluiu uma pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos.
"O mulnopiravir pode mudar as regras do jogo", declarou o Richard Pempler, principal autor do estudo publicado na revista Nature. A pesquisa constata que o medicamento ajudou, em 24 horas, a reduzir e prevenir danos graves em cobaias infectadas com o novo coronavírus.
Diante do sucesso das experiências relatadas na Nature, o Conselho de Pesquisa Científica e Industrial da Índia está realizando testes em seres humanos, informou a revista indiana India Today.
Até agora, não há medicamentos considerados capazes de vencer a covid-19. O remdesivir, usado contra o vírus ebola, foi administrado em casos graves, mas hoje médicos, cientistas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) entendem que não reduz o tempo de hospitalização e a gravidade da doença.
A cloroquina e a hidroxicloroquina são consideradas ineficazes. Mesmo assim, o governo Jair Bolsonaro gastou R$ 250 milhões para oferecer o chamado "tratamento precoce" através da Farmácia Popular
A dexametasona, um corticoide, apresentou bons resultados em casos graves, diminuindo o tempo de hospitalização e as mortes.
Outro tratamento, aplicado no presidente Donald Trump, usa anticorpos monoclonais, produzidos por um único clone de um único linfócito B parental. Na época da doença de Trump, o custo do tratamento foi estimado em US$ 100 mil, pouco mais de R$ 500 mil.
Depois de 300 mil mortes, os Estados Unidos começam nesta segunda-feira a vacinação contra o coronavírus de 2019. Desde o início da pandemia, o país 16,252 milhões de casos confirmados.
No sábado, foram 207.444 casos novos, com alta de 28% em duas semanas, e um recorde de 3.309 mortes. De acordo com o jornal The New York, há 109.487 pessoas hospitalizadas nos EUA, uma aumento de 19% em duas semanas.
No Brasil, mais 270 mortes e 21.935 casos novos foram notificados neste domingo. O país soma agora 181.419 mortes e 6,9 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias está em 637, com alta de 23% em duas semanas. A média diária de novos diagnósticos está em 42.721, com alta de 20% em duas semanas. Pelo 11º dia seguido, está acima de 40 mil, noticia o G1, portal de notícias da TV Globo.
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF) deu 48 horas para o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, marcar as datas para o início e o fim do Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19.
quinta-feira, 16 de julho de 2020
Brasil chega a 2 milhões de casos confirmados da covid-19
No mundo inteiro, são quase 14 milhões de casos, com 592 mil mortes e mais de 8 milhões e 200 mil pacientes curados. Dos 230 mil casos registrados na quarta-feira, dois terços foram em quatro países: Estados Unidos, Brasil, Índia e África do Sul.
Os EUA têm outro recorde, com mais de 75 mil casos registrados num dia nesta quinta-feira. Houve 977 mortes em 24 horas, com recordes de 156 mortes na Flórida e 129 no Texas.
segunda-feira, 25 de maio de 2020
Pesquisa estima que Brasil tenha milhões de casos da covid-19
O Brasil está perto de 375 mil casos confirmados e 23.473 mortes. Outras 3 mil mortes estão sendo investigadas. Se a pesquisa estiver certa, seriam mais de 2,6 milhão infectados no Brasil.
sexta-feira, 22 de maio de 2020
Brasil supera Rússia e é segundo país em casos da covid-19
quarta-feira, 8 de abril de 2020
Total de casos confirmados da pandemia do coronavírus passa de 1,5 milhão
Depois da ameaça do presidente Donald Trump de cortar a contribuição dos Estados Unidos à Organização Mundial da Saúde, o diretor-geral Tedros Adhanom apelou aos governos que não politizem a pandemia para não aumentar o número de mortes.
Os Estados Unidos têm 430.902 casos confirmados e 14.766 mortes, letalidade de 3,4 por cento. Só no estado de Nova York, foram 779 mortes num dia, elevando o total para 4.571. A boa notícia é que o isolamento físico e social está funcionando. A previsão do número de mortes caiu. Meu comentário:
domingo, 5 de abril de 2020
Recuperação da economia será lenta
Sem vacina nem tratamento de sucesso comprovado, a saída do confinamento terá de ser extremamente cautelosa para evitar que todo o atual sacrifício não seja em vão. O Dr. Anthony Fauci, principalmente epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, acredita que só será possível quando houve uma capacidade de testagem que permita rastrear os casos, isolar os contaminados e examinar todos os que tiveram contato com eles.
Nos EUA, o banco Goldman Sachs espera um recuo do produto interno bruto de 11% a 12% em relação a período anterior à pandemia. A taxa anualizada seria de 34%. A maior economia do mundo só voltaria ao nível pré-crise no fim de 2021. Seriam dois anos perdidos.
A Europa deve seguir o mesmo padrão. A queda na produção industrial já supera a da Crise do Euro de 2012. Na China, a economia subiu em ritmo de 4,6 por cento ao ano em março depois de uma queda de 2% ao ano em fevereiro. Mas as exportações chinesas dependem da recuperação de outros países.
Para a maioria dos analistas, a recuperação deve ganhar força no terceiro trimestre do ano. Eles acreditam que não haverá grandes danos à capacidade produtiva nem desemprego em massa se os governos ajudarem as empresas e seus empregados.
Mas, se a recuperação for longa, até quando será possível manter o estímulo fiscal e monetário? Até quando haverá apoio político para sustentar as empresas. As enormes perdas nas bolsas de valores no mês passado indicam que os investidores veem um aumento no risco.
Depois de 10 dias com sintomas da covid-19, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi hospitalizado. O Reino Unido foi o segundo país em número de mortes neste domingo, 621, abaixo dos EUA. Com 48.440 casos e 4.934 mortes, a letalidade está em 10,2%.
Com mais 1.084 mortes hoje, o total de óbitos nos EUA chegou a 9.618. O número de casos é o maior do mundo, 337.620, com mortalidade de 2,85%. Desde ontem, a Espanha superou a Itália em número de casos, 131.646, mas ainda tem menos mortes, 12.641, com letalidade de 9,6%.
O maior número de mortes é da Itália, 15.887 em 128.948 casos, com mortalidade de 12,3%, a maior do mundo. A Alemanha passou hoje de 100 mil casos, chegando a 100.123, com 1.584 mortes, mortalidade de 1,58%.
Como a Itália e a Espanha, a França registrou mais de 500 mortes neste domingo, elevando o total de óbitos para 8.078 em 93.780 casos, letalidade de 8,6%.
Aqui no Brasil, são 11.281 casos registrados e 487 mortes, mortalidade de 4,3%. O presidente Jair Bolsonaro ameaçou mais uma vez demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que defende o isolamento físico para conter a propagação do vírus. Quer evitar assim que o número de casos graves supere a capacidade de atendimento do sistema de saúde.
Além do tratamento experimental com cloroquina, um remédio usado contra a malária apresentado como esperança pelos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, os médicos estão usando o plasma, a parte clara do sangue, de pacientes curados da covid-19 para tratar os doentes.
A ideia é deixar os anticorpos das pessoas curadas para atacar o coronavírus. Os estudos ainda são preliminares. Talvez o tratamento com plasma sanguíneo funcione, pelo menos em alguns casos.