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quarta-feira, 3 de março de 2021

Média diária de mortes bate sexto recorde em sete dias no Brasil

 Desde quinta-feira da semana passada, a média diária de mortes dos últimos sete dias no Brasil por doença do coronavírus de 2019 bateu seis recordes, chegando hoje a 1.332, com alta de 29% em duas semanas. Está acima de mil há 42 dias. 

O país registrou nesta quarta-feira um recorde de 1.840 mortes num dia e 74.376 casos novos. Acumula até agora 10.722.221 casos confirmados e 259.402 óbitos. A média diária de contágios está em 56.602.

Há dois dias, o Brasil supera em novos casos e mortes os Estados Unidos, que registraram 1.306 mortes e 57.789 contágios no dia 2. É o país com o maior número novas infecções e mortes por dia. O principal hospital privado de Porto Alegre, o Moinhos de Vento, instalou um contêiner refrigerado para armazenar cadáveres.

Os Estados Unidos notificaram até hoje 28.784.629 casos e 518.326 óbitos. Como o contágio, as hospitalizações e as mortes estão em queda consistente, os governadores republicanos do Texas e do Mississípi reabriram totalmente a economia e suspenderam o uso de máscaras. O presidente Joe Biden chamou a decisão de "pensamento neandertal", em referência ao antepassado extinto pelo homem moderno.

Com os texanos furiosos por causa da falta de energia elétrica depois de uma nevasca que os deixou sem água nem luz nem aquecimento num frio congelante, o governador Greg Abbott apela para a base do ex-presidente Donald Trump para se reeleger. Culpou as energias renováveis, que respondem por 10% do sistema elétrico do estado, e atacou as medidas de proteção.

No mundo, já são 115.158.945 milhões de casos confirmados e 2.558.261 mortes. O total de pacientes recuperados chegou a 91 milhões, 22,5 milhões apresentam sintomas leves e 90.049 estão em estado grave. Meu comentário:

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Japão sai da recessão com crescimento de 5% no terceiro trimestre

Terceira maior economia do mundo, o Japão cresceu 5% de julho a setembro de 2020 depois de quatro trimestres consecutivos de queda, superando a expectativa dos economistas de uma expansão de 4,4%. Mas o produto interno bruto japonês ainda é 6% menor do que um ano atrás, antes da pandemia do coronavírus de 2019.

Esta queda no PIB na comparação anual indica que a recuperação será longa e difícil, especialmente se o aumento do número de casos de covid-19 virar uma nova onda de contaminação. No sábado, foram registrados 1.722 casos novos. Duas semanas antes, foram 868.

"A economia voltou com firmeza, mas a recuperação é uma obra em progresso", comentou o ministro da Economia do Japão, Yasutoshi Nishimura. "As pessoas ainda estão com uma mentalidade defensiva."

A recuperação japonesa é mais fraca do que a dos Estados Unidos, que recuperaram no terceiro trimestre dois terços das perdas com a pandemia. O consumo cresceu 4,7% no trimestre, mas os investimentos das empresas caíram mais 3,4%.

O Japão sofreu com um pico da covid-19 em julho. Mesmo assim, o economista Masamichi Adachi, do banco UBS (União de Bancos Suíços), acredita que a perspectiva do país para o quarto trimestre é melhor do que as dos EUA e da Europa porque a contaminação no Japão foi baixa durante todo o mês de outubro.

Com a expectativa de não precisar impor restrições à atividade econômica, o Japão está preparado para um crescimento forte em 2021 e 2022 se as vacinas permitirem o controle da pandemia e a realização da Olimpíada de Tóquio, adiada para 23 de julho a 8 de agosto de 2021.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Crescimento recorde recupera parte das perdas nos EUA

 A economia dos Estados Unidos cresceu 7,4% no terceiro trimestre, o ritmo mais forte do pós-guerra, mas a recuperação é apenas parcial porque caíra 9% no segundo trimestre sob o impacto da pandemia do novo coronavírus. 

O presidente Donald Trump tenta faturar politicamente. É sua última esperança de se reeleger em 3 de novembro, mas o aumento do contágio vai no sentido contrário.

O produto interno bruto da maior economia do mundo ainda está 3,5% abaixo do nível do fim do ano passado. Mais de 20 milhões de americanos recebem algum tipo de auxílio-desemprego. Com o fim do plano de estímulo e o aumento da contaminação pelo coronavírus, a recuperação perde força.

Enquanto Trump festejava "o maior e melhor [resultado do PIB] da história do país" e prometia que "o próximo ano será fantástico", o ex-vice-presidente Joe Biden, candidato da oposição, contra-atacou. 

"Este relatório sublinha três verdades inescapáveis em relação à economia de Donald Trump: estamos num buraco profundo e o fracasso na ação do presidente significa que o crescimento do terceiro trimestre não basta para sairmos; a recuperação está se desacelerando ou estagnando; e a recuperação ajuda quem está por cima, mas deixa milhões de dezenas de famílias de trabalhadores e pequenos empresários para trás", declarou Biden.

O consumo, especialmente de bens duráveis, aumentou 40,7%. O investimento privado avançou 83%, mas o gastos público caiu 4,5% e o investimento em infraestrutura, 14,5%.

"A realidade é que os números do PIB mostram que a economia americana reagiu fortemente com a suspensão das medidas de confinamento", comentou o economista James McCann, da corretora Aberdeen Standard Investments, citado pelo jornal britânico Financial Times. "Mas como o estímulo passou, as infecções por covid-19 estão aumentando de novo e o Congresso não chega a um acordo sobre um novo pacote de incentivo, estes números positivos não vão durar."

Mais 751 mil americanos entraram com novos pedidos de seguro-desemprego na semana passada, uma queda de 40 mil em relação à semana anterior, num sinal de fraqueza do mercado de trabalho. 

O recorde, de 6,87 milhões, foi registrado em março. O Programa Federal de Assistência na Pandemia, que oferece auxílio para autônomos e microempresários, que não têm direito ao seguro-desemprego federal, teve quase 360 mil novos pedidos.

Com o crescimento do PIB, a Bolsa de Valores de Nova York fechou em alta moderada de 0,5%.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Mortes por covid-19 no mundo caíram 3% em sete dias

O número de mortes nos últimos sete dias caiu 3% em uma semana, quando foram registrados mais 1,8 milhão de casos, 500 mil na Índia. O Peru, o México, a Colômbia e a Argentina apresentaram tendência de alta na contaminação.

No mundo inteiro, houve até hoje 25,75 milhões sw infectados, 857 mil mortes e mais de 18 milhões de pacientes recuperados, embora muitos apresentem sequelas de longo prazo.

Os Estados Unidos registraram na segunda-feira menos de 34 mil novas contaminações, o menor número diário de casos novos desde 22 de junho.

No Brasil, foram mil 1.166 mortes em 24 horas e quase 41,9 mil casos novos, totalizando 122.681 mortes e mais de 3,952 milhões de casos confirmados.

O produto interno bruto do Brasil teve uma perda histórica de 9,7% no segundo trimestre, revelou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, com queda de 12,3% na indústria e 9,7% nos serviços. Só a agricultura cresceu, 0,4%. O consumo das famílias recuou 12,5% e o investimento, 15,1%.

A expectativa é que o PIB só volte ao nível de 2019 no segundo semestre em 2022 e que o déficit público dure mais 13 anos. Meu comentário:

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Rússia aprova primeira vacina contra o coronavírus sob suspeita

Sob suspeita, o ditador da Rússia, Vladimir Putin, anunciou hoje a aprovação da primeira vacina contra o coronavírus de 2019. Chamou de Sputnik V, numa referência ao primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik, lançado pela União Soviética em 4 de outubro de 1957, na largada da corrida espacial. 

O problema é que a vacina russa, desenvolvida numa universidade de Moscou, não passou da primeira fase de testes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Nenhum estudo a respeito foi divulgado em publicações científicas importantes. É mais uma jogada política de Putin, que perdeu prestígio com a covid-19 e tenta se apresentar como salvador da pátria. 

Há 165 vacinas em desenvolvimento mundo contra o novo coronavírus. Oito estão na terceira fase de testes, quando é aplicada em seres humanos em larga escala. As duas primeiras fases testam a dosagem e a segurança. O teste em grande escala serve para ver como é a reação num grande número de pessoas. A Rússia testou em pouca gente, principalmente militares.

Na verdade, o teste em grande escala será feito com a população. Putin anunciou que a vacinação começa em outubro. O ditador falou que a vacina foi testada na sua própria filha, que teria tido inicialmente uma febre de 38 graus e no dia seguinte não apresentou nenhum efeito colateral e conseguiu imunidade. É uma aposta arriscada.

O método científico exige transparência e a revisão do resultado das experiências por outros cientistas. Se fizerem a mesma coisa, precisam chegar ao mesmo resultado. Se a vacina russa der algum resultado positivo, alcançar alguma imunidade, ainda que parcial, Putin vai alegar que salvou milhares de vidas.

O total de casos confirmados no mundo se aproxima de 20,3 milhões, com 164.537 mortes e mais de 13 milhões da pacientes recuperados. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 5% desde a semana passada.

No Brasil, houve mais 1.242 mortes e mais de 56 mil casos novos em 24 horas, elevando o total para 103.099 mortes e 3,112 milhões de casos confirmados. São Paulo teve hoje o segundo pior dia em número de mortes, 420. A média diária dos últimos sete dias ficou em mil.

Os Estados Unidos têm 5,121 milhões de casos e 164,5 mil mortes. Meu comentário:

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Casos assintomáticos são maior obstáculo no combate à pandemia

A Agência de Saúde Pública da França adverte que o maior problema para enfrentar a pandemia do novo coronavírus de 2019 é que a maior parte dos casos identificados nas últimas semanas é assintomática. 

Na semana de 20 a 26 de julho, 51% dos casos positivos foram diagnosticados em pessoas sem sintomas. Duas semanas antes, eram 55%. Ao todo, a agência concluiu que 65% casos são assintomáticos, especialmente na faixa de 15 a 44 anos.

 Sob o impacto da pandemia do coronavírus de 2019, os principais países da Zona do Euro anunciaram fortes quedas no produto interno bruto do segundo trimestre. É a pior recessão da história da União Europeia e desde o fim da Segunda Guerra Mundial, com queda de 12,1% no segundo trimestre depois de um declínio de 3,6% no primeiro.

O total de casos confirmados no mundo passou de 17 milhões e meio, com quase 680 mil mortes e mais de 11 milhões de pessoas curados. 

Com mais de mil mortes pelo quarto dia seguido, os Estados Unidos ultrapassaram 4 milhões e meio de casos confirmados e 155 mil mortes. Para explicar esta tragédia americana, o principal epidemiologista do país, Dr. Anthony Fauci, declarou que o confinamento chegou no máximo a 50%, enquanto em alguns países da Europa foi a 95%.


O Brasil registrou mais 1.191 mortes e 52.509 casos novos em 24 horas, somando 92.568 mortes e mais de 2,666 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 1.026.


O governo Donald Trump já fez acordos de US$ 8 bilhões,  para garantir o fornecimento de vacinas assim que foram aprovadas. A oposição democrata acusa o governo de ter gasto 500 milhões de dólares, 2 bilhões 608 milhões de reais, a mais por ventiladores por incompetência nas negociações. que morreu de covid-19 pega no trabalho.

Se um país pobre da África como Ruanda conseguiu controlar a pandemia, quase todo o mundo pode. Com uma população de 12,5 milhões de habitantes, Ruanda tem cerca de 2 mil casos e apenas cinco mortes. Em comparação, a região de Paris, a capital da França, tem a mesma população e pelo menos 7.500 mortos.

Quarta maior economia do mundo e primeira da Europa, a Alemanha registrou baixa de 10,1% no PIB do segundo trimestre. As exportações da Volkswagen recuaram 27% no primeiro semestre. 

Sétima economia do mundo e terceira da Europa, a França encolheu 13,8% no segundo trimestre. Foi a pior queda depois da Segunda Guerra Mundial. As exportações baixaram 25,5% e as vendas no varejo, 11%. O desemprego deve chegar 11,8% no primeiro semestre de 2021.

Na Itália, oitava economia mundial e quarta da Europa, a contração foi de 12,4% no segundo trimestre e de 17,3% em 12 meses. Foi o pior resultado em 25 anos, mas um pouco melhor do que previam os economistas.

A pior queda foi da quarta maior economia da Eurozona, com perda de 18,5%. A Espanha foi pior do que esperavam os analistas, depois de um recuo de 5,2% no primeiro trimestre, anulando os ganhos dos últimos seis anos, desde que o país saiu da Grande Recessão. O PIB caiu ao nível de 2002. Só a agricultura cresceu.

As empresas americanas enfrentam a primeira onda de ações judiciais pedindo indenizações pela morte de funcionários. Meu comenário:

terça-feira, 7 de julho de 2020

EUA devem chegar a 208 mil mortes antes das eleições

O total de mortes nos Estados Unidos pela doença do novo coronavírus deve chegar a 208 mil no início de novembro, quando serão realizadas eleições para presidente, para toda a Câmara dos Representantes e 35 dos 100 senadores. 

Segundo estado mais populoso do país, o Texas bateu novo recorde de casos novos da doença do coronavírus de 2019, mais de 10 mil num dia. O Texas e a Flórida têm agora mais de 200 mil casos confirmados cada. O país tem mais de 3 milhões de casos confirmados e quase 134 mil mortes. 

No mundo inteiro, o total de casos se aproxima de 12 milhões, com mais de 546 mil mortes e quase 6,9 milhões de pacientes curados.

O Brasil registrou hoje 1.312 mortes, elevando o total para 66.868. Há um mês, o Brasil tem, em média, mais de mil mortes por dia. Houve 48.584 casos novos nesta terça-feira, elevando o total de casos confirmados para 1,674 milhão de casos.

Nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro revelou \que está com o coronavírus e tomou cloroquina, um medicamento que está sendo usado em tratamentos experimentais, mas não há comprovação científica de que seja eficaz. 

Sempre na contramão da ciência, o presidente minimizou a importância da covid-19, defendeu o isolamento vertical, só para idosos, e insistiu erradamente em que os jovens não correm perigo.

Nos EUA, o presidente Donald Trump usa o mesmo argumento para pressionar os governadores a reabrir as escolas. O governador republicano de Maryland, Larry Hogan, que entrou em conflito com Trump durante a pandemia, disse ao jornal The New York Times que os eleitores querem “algo diferente”. Uma pesquisa da rede de televisão NBC indica que os governadores são muito mais populares do que o presidente.

Em mais uma mentira, Trump afirma que os EUA têm a menor taxa de mortalidade pelo coronavírus do mundo. Falso. Estão em nono em número de mortes por habitante do mundo, mais do que o Brasil, que está em 15 º lugar. Trump se gaba de que o país é o que mais testa, mas estão faltando testes em Houston, a maior cidade do Texas.

Os EUA comunicaram oficialmente às Nações Unidas a decisão de sair da Organização Mundial da Saúde. Como o processo dura um ano, se Trump perder a eleição de 3 de novembro, a decisão deve ser revertida. 

A média das pesquisas dá uma vantagem de 8,7 a 9,6 pontos percentuais para o candidato do Partido Democrata, o ex-senador e ex-vice-presidente Joe Biden. A metade dos eleitores americanos acredita que a economia vai piorar. Mais uma má notícia para Trump.

Na África, continente onde a pandemia chegou por último, o total de casos confirmados passa de 551 mil, com 12 mil e 15 mortes.

No Irã, as 200 mortes registradas nesta terça-feira são um recorde. A República Islâmica tem mais de 245 mil casos confirmados e quase 12 mil mortes. 

A Argentina também bateu seu recorde de mortes num dia, 75. Houve 2.632 casos novos, 995 na capital e 1.476 na Província de Buenos Aires. O país tem mais de 83 mil casos e 1.644 mortes.

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, espera que o produto regional bruto seja 8,3 por cento menor neste ano e suba 5,8 por cento no próximo ano, uma expectativa mais pessimista do que a anterior.

Um dos poucos países europeus que evitaram o confinamento, a Suécia, acabou tendo um desempenho econômico pior do que seus vizinhos da Escandinávia. A economia sueca deve recuar 4 e meio por cento neste ano, a da Dinamarca 4,1 por cento e a da Noruega, 3,9 por cento. 

A Suécia é o sétimo país com maior número de mortes por habitante. Teve 12 vezes mais mortes por habitante do que a Noruega e seis vezes mais do que a Dinamarca. Fica evidente assim que a economia não pode funcionar normalmente com o vírus circulando se controle. 

O dilema entre impor o confinamento ou manter a economia funcionando, com querem os presidentes Trump e Bolsonaro, é totalmente falso. Sem controlar a emergência de saúde pública, a economia não se recupera, quanto mais volta ao normal. Meu comentário:

quarta-feira, 24 de junho de 2020

FMI prevê uma recessão mundial ainda pior em 2020

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma recessão ainda pior para a economia mundial neste ano e uma forte recuperação no ano que vem, se a pandemia do novo coronavírus for controlada. 

As maiores quedas entre as principais economias do mundo serão na Itália, na Espanha e na França. O México, Argentina e o Brasil vêm um pouco atrás. 

A Organização Mundial da Saúde espera que o número de casos confirmados da doença do coronavírus de 2019 chegue a dez milhões ainda nesta semana. Quase metade das mortes nas últimas duas semanas aconteceram na América Latina.

Nesta quarta-feira, mais uma vez, o Brasil teve mais de mil mortes e mais de 40 mil casos novos em 24 horas. Em Goiás, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio Grande do Norte, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o número de mortes por dia é maior do que duas semanas atrás. 

Os três estados mais populosos dos Estados Unidos, a Califórnia, o Texas e a Flórida, registraram novos recordes no número de casos novos num dia. O total de casos novos no país foi o maior desde 23 de abril.

Com o avanço da pandemia, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, caiu 700 pontos. A Europa teve perdas ainda maiores A Bolsa de São Paulo também caiu. Meu comentário:

quarta-feira, 6 de maio de 2020

OMS adverte que pandemia não acaba sem combate à desigualdade

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, adverte que a pandemia não será superada sem combate à desigualdade social. Nos Estados Unidos, metade dos casos e 60 por cento das mortes são de negros, que são 13,4 por cento da população. No Brasil, o total de mortes num dia sobe para um recorde de 615. Já são 8.588 mortes e mais de 126,6 mil casos confirmados.

A Comissão Europeia prevê uma queda de 7,75% no produto interno bruto da União Europeia, a maior na Europa desde a Grande Depressão. A Itália, a Espanha e a Grécia serão os países mais afetados. Em 2021, a expectativa é de crescimento de 7%.

No Reino Unido, que saiu do bloco europeu, a perda será de 8,3%, com baixa de 14 por cento no investimento e o desemprego ser duas vezes maior.

No mundo inteiro, a covid-19 matou mais de 264 mil pessoas e contaminou pelo menos 3,811 milhões. Os EUA têm 1,263 milhão de casos e 74.799 mortes. 

O Reino Unido passa de 30 mil mortes em pouco mais de 201 mil casos confirmados. 

A Itália é o terceiro país em número de mortes, 29.684, em mais de 214 mil casos confirmados. 

A Espanha é a segunda em número de casos confirmados, quase 253,7 mil, com 25.857 mortes. 

A França é o quinto país em número de casos, 174 mil, e em número de mortes, 25.809 óbitos.

A África tem mais de 49 mil casos e 1,9 mil mortes. Por causa da falta de testes, os números reais podem ser muito maiores A OMS espera um total de 10 milhões de casos no continente. Meu comentario:

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Economia da Zona do Euro recua 3,8% no primeiro trimestre

Sob o impacto da pandemia do novo coronavírus, a economia das 19 países da Eurozona caiu 3,8% por cento nos três primeiros meses de 2020 em relação ao quarto trimestre de 2019. A França, a Itália e a Espanha foram os países mais atingidos.

Na França, a contração foi de 5,8% e na Espanha de 4,7%. Estes dois países tinham registrado quedas no fim do ano passado e entraram em recessão, definida como recuo do produto interno bruto por dois trimestres consecutivos.

O total de mortes na Itália é o segundo maior do mundo, depois dos Estados Unidos. Está em 27.967 óbitos em mais de 205 mil casos confirmados.

A Espanha é o segundo país em número de casos, depois dos EUA, quase 240 mil e 24.543 mortes. A França é a quinta em número de mortes (24.376), depois do Reino Unido (26.771), e de casos confirmados, mais de 167 mil, enquanto o Reino Unido registra mais de 171 mil.

Como a curva de mortes e infecções passou do pico, os governos destes países tomam medidas para reativar a economia. Na França, a proposta é estimular o uso de bicicletas para evitar que o menor uso de transportes coletivos provoque enormes engarrafamentos.

O Brasil havia passado a China em número de mortes, hoje são 6.006, e ultrapassou o país de origem da pandemia em número de casos registrados, 87.187.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Economia dos EUA recua em ritmo de 4,8% ao ano

Depois de mais de uma década de um crescimento ininterrupto sem precedentes, sob o impacto da pandemia do novo coronavírus, o produto interno bruto dos Estados Unidos sofreu uma de 4,8% na taxa anualizada no primeiro trimestre de 2020. No segundo trimestre, a queda pode chegar a 30%.

Os EUA não entravam em recessão, definida como a contração da economia por dois trimestres consecutivos, desde o terceiro trimestre de 2009, durante a Grande Recessão. Era o maior ciclo ininterrupto de expansão de sua história econômica.

A maioria dos economistas espera uma recuperação no segundo semestre. O presidente do Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretor do banco central americano, Jerome Powell, prometeu “usar sua ampla gama de instrumentos para sustentar a economia dos EUA neste momento de desafio.”

No mundo inteiro, são 3.174.286 casos registrados da pandemia do novo coronavírus, com 220.586 mortes e 985.817 pacientes curados. Entre os casos encerrados, 18% terminaram e morte. Os EUA têm o maior número de casos (1.041.044) e o maior número de óbitos (59.991).

Aqui no Brasil, são 5.513 mortes em quase 80 mil mortes.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Pandemia derruba o PIB da China em 6,8%

Sob o impacto da pandemia do novo coronavírus, o produto interno bruto da China sofreu uma queda de 6,8% no primeiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período no ano passado. A produção industrial baixou 8,4% e as vendas no varejo, 19%. 

Mesmo durante a Grande Recessão (2008-9), a economia chinesa não parou de crescer. Graças a um plano de estímulo de US$ 600 bilhões, 13% do PIB na época, foi uma das locomotivas da recuperação internacional.

O último ano em que a China teve uma queda do PIB foi 1976, o ano da morte de Mao Tsé-tung e do fim da Grande Revolução Cultural Proletária. O cálculo trimestral é feito desde 1992. Este é o pior resultado.

Desta vez, a China é acusada de provocar a crise econômica mundial mais grave desde a Grande Depressão (1929-39) em meio a uma guerra comercial com os Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump pressiona as empresas americanas a deixarem de fabricar da China.

Mais discretamente, o primeiro ministro Shinzo Abe criou um programa de US$ 2,2 bilhões para incentivar as empresas japonesas a voltar a produzir no Japão e até mesmo em outros países asiáticos, como a Indonésia e o Vietnã, onde os custos são menores do que na China.

Apesar da forte queda no primeiro trimestre, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia termine o ano em alta de 1,2%. Antes da pandemia, a meta era 6%. Oficialmente, o governo afirma que as empresas estão trabalhando com 80% de sua capacidade, mas dezenas de milhões de chineses ficaram sem renda em fevereiro e março. Muita gente perdeu o emprego.

A esperada recuperação em V, com a economia se recuperando tão rapidamente quanto caiu, não vai acontecer enquanto não houver uma vacina ou tratamento eficiente para a covid-19. A retomada terá de ser lenta, marcada por testes para mapear o andamento do vírus e combater cada foco. Será na base da tentativa. 

Como a China foi a origem da pandemia, todos observam a retomada da economia para tirar lições. Há dúvidas sobre a imunização permanente de quem teve contato com o vírus, tenha desenvolvido a doença ou não. Ainda não há um certificado de imunização. E todos temem uma nova onda de contaminação.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Total de casos confirmados da pandemia do coronavírus passa de 1,5 milhão

O total de casos confirmados da pandemia do novo coronavírus passa de 1,5 milhão de pessoas, com mais de 88 mil mortes e 329 mil pacientes curados. Os Estados Unidos têm mais de 400 mil casos registrados e mais de 1.900 mortes em 24 horas pelo segundo dia seguido.

A China reabre a cidade de Wuhan, berço da pandemia, depois de 76 dias. A Alemanha e a França, as duas maiores economias da União Europeia, entram em recessão. E a Organização Mundial do Comércio prevê uma queda de até 32 por cento no comércio internacional.

No mundo inteiro, o total de casos confirmado passa de 1,518 milhão, com 88.495 mortes, letalidade de 5,8 por cento. 

Depois da ameaça do presidente Donald Trump de cortar a contribuição dos Estados Unidos à Organização Mundial da Saúde, o diretor-geral Tedros Adhanom apelou aos governos que não politizem a pandemia para não aumentar o número de mortes. 

Os Estados Unidos têm 430.902 casos confirmados e 14.766 mortes, letalidade de 3,4 por cento. Só no estado de Nova York, foram 779 mortes num dia, elevando o total para 4.571. A boa notícia é que o isolamento físico e social está funcionando. A previsão do número de mortes caiu. Meu comentário:

segunda-feira, 16 de março de 2020

OMS manda testar todos os suspeitos da doença do novo coronavírus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda ampliar os testes. Não é esta a orientação das autoridades sanitárias aqui no Brasil. A União Europeia fecha as fronteiras externas e internas para combater a epidemia do novo coronavírus. O presidente Emmanuel Macron fecha a França declara guerra a um "inimigo invisível". 


No Brasil, o Rio e São Paulo desaconselham todas as interações sociais desnecessárias. O presidente Donald Trump admite que os Estados Unidos podem entrar em recessão. As bolsas de valores voltam a desabar diante da inação dos governos para enfrentar o impacto econômico da pandemia.


Durante entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, aconselhou aos países-membros que examinem todos os pacientes com sintomas da doença do novo coronavírus e reforcem o isolamento dos contaminados.

“A forma mais eficaz de salvar vidas é quebrar a cadeia de transmissão", disse ele. "E para fazer isso precisa testar e isolar. Não se pode combater um incêndio de olhos fechados. Não conseguiremos parar a pandemia se não soubermos quem está infectado. Temos uma simples mensagem: testem, testem, testem. Todos os casos suspeitos. Se eles derem positivo, isolem”

Não é esta a orientação das autoridades sanitárias brasileiras, que só querem examinar quando o paciente apresentar complicações. É um reconhecimento implícito da falta de condições do sistema de saúde para enfrentar o desafio. Meu comentário:

segunda-feira, 9 de março de 2020

Ameaça de recessão e guerra do petróleo derrubam bolsas pelo mundo

O medo de uma recessão mundial por causa da epidemia do novo coronavírus deflagra uma guerra nos preços do petróleo e derruba as bolsas de valores no mundo inteiro. Toda a Itália entra em quarentena para tentar parar a transmissão da doença. Nos Estados Unidos, quatro deputados, um senador e o novo chefe da Casa Civil vão para isolamento voluntário.

A principal causa do terremoto no mercado financeiro foi uma guerra de preços do petróleo. A China responde por 80 por cento das importações mundiais de petróleo e o consumo chinês caiu 28 por cento no mês passado. 

Na sexta-feira, a Rússia, segunda maior exportadora mundial, não aceitou uma proposta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a OPEP, de corte na produção de um milhão e meio de barris por dia para tentar sustentar o preço. 

Em resposta, a Arábia Saudita, maior exportadora mundial, decidiu aumentar a produção e baixar os preços. Resultado: os preços do petróleo chegaram a cair 30 por cento na Bolsa de Mercadorias de Londres e terminaram o dia em baixa de 24 por cento, com o barril um pouco acima de 30 dólares, na maior queda desde o início da Guerra do Golfo de 1991. 

No fundo, seria uma manobra da Rússia para inviabilizar a produção de óleo betuminoso, que fez os Estados Unidos voltarem a ser os maiores produtores mundiais de energia. Abaixo de 40 dólares por barril, o óleo de xisto dá prejuízo. A Arábia Saudita é aliada dos Estados Unidos, mas também compete com o óleo de xisto. Meu comentário:

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Coronavírus pode causar recessão e abalar governos

"Quem não está preocupado com a doença do novo coronavírus não está prestando a atenção", advertiu o economista americano Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2008. As consequências políticas e econômicas da epidemia ainda são imprevisíveis.

Depois de desprezar o risco no primeiro momento, o mercado financeiro acordo com a propagação da doença fora da China, na Coreia do Sul, na Itália e no Irã. As bolsas de valores tiveram a pior semana desde a crise de 2008. Em Nova York, o Índice Dow Jones caiu 11 por cento. 

As pandemias acontecem há séculos e podem mudar o curso da história, lembrou hoje o jornal inglês Financial Times, o principal diário econômico-financeiro da Europa e um dos mais importantes do mundo. Meu comentário:

domingo, 27 de outubro de 2019

Alberto Fernández é eleito presidente da Argentina no primeiro turno

Com 98% das urnas apuradas, a chapa peronista da Frente para Todos, formada pelo ex-ministro Alberto Fernández e a ex-presidente Cristina Kirchner, ganhou a eleição presidencial deste domingo na Argentina com 48,1% contra 40,38% para o atual presidente, Mauricio Macri e a coalizão Juntos pela Mudança, noticiaram os jornais argentinos Clarín e La Nación.

A margem da vitória ficou bem abaixo dos 49,5% a 33% registrados em 11 de agosto nas eleições primárias abertas, simultâneas a obrigatórias (PASO), que davam poucas esperanças de reeleição de Macri. Pela singular lei eleitoral argentina, ganha no primeiro turno quem obtiver mais de 45% dos votos ou mais de 40% e uma vantagem de dez pontos percentuais sobre o segundo colocado.

Axel Kicillof, ex-ministro da Economia de Cristina Kirchner, venceu a eleição para governador da província de Buenos Aires com 52,07% dos votos contra 38,63% para a governadora María Eugenia Vidal, uma das estrelas do macrismo.

A grande vitória do macrismo foi para a Prefeitura de Buenos Aires, onde Horacio Rodríguez Larreta obteve uma ampla vitória de 55% a 35,46% sobre o peronista Matías Lammens. Sua grande derrota foi na Grande Buenos Aires, na região metropolitana da capital argentina, onde Fernández tirou quase toda sua vantagem.

Com o fracasso de suas propostas políticas liberais, Macri entrega a Argentina em situação pior do que recebeu, com inflação de 60% ao ano, queda no produto interno bruto de 3,8% em 12 meses, desvalorização do peso em 50% neste ano, uma dívida de US$ 57 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e 35,4% dos argentinos vivendo na miséria, 15 milhões a mais do que no ano passado.

A expectativa agora se volta para a reação do mercado. Há uma possibilidade de que amanhã seja feriado bancário para evitar a especulação financeiras em cima dos resultados. Fernández tem fama de ser mais pragmático do que Cristina.

Uma das questões é se Fernández vai conseguir se descolar da liderança da Cristina, se vai usar a cadeira presidencial na Casa Rosada para assumir o controle do peronista.

A história política do país registra várias traições do gênero, inclusive de Néstor Kirchner a Eduardo Duhalde, o presidente interino que bancou a candidatura do marido da Cristina pela ala esquerdista do peronismo, em 2003.

Outra é o que o governo Fernández vai propor para renegociar a dívida sem trair sua promessa de campanha de não infligir mais sacrifícios ao povo argentino nem alienar seu eleitores.

Nos discurso da vitória, Cristina saudou a reeleição de Evo Morales na Bolívia e Fernández pediu "Lula livre", descrevendo-o como um preso político.

Amanhã, Fernández toma o café da manhã com Macri para discutir a transição, especialmente como evitar o agravamento da crise econômica. Cristina não ajudou muito. Há pouco a vice-presidente eleita declarou que os presidentes governam do primeiro ao último dia. Tenta assim se eximir de responsabilidade por uma provável reação negativa do mercado com a volta do kirchnerismo ao poder. Na prática, sabota a transição.

Para evitar a especulação, o Banco Central da República Argentina limitou temporariamente em US$ 200 por mês a quantidade de dólares que se pode comprar legalmente.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Bolsa de Nova York desaba por medo de recessão e dólar sobe no Brasil

O Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, sofreu hoje a maior queda do ano, de 800,49 pontos (-3,05%), depois que o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos caiu abaixo do rendimento dos títulos de 2 anos, o que não acontecia desde 2007, num sinal de grande risco de recessão.

Com o recuo de 0,1% do produto interno bruto da Alemanha, quarta maior economia do mundo e quarta da Europa, no segundo trimestre e indicadores decepcionantes também na China, segunda maior economia do mundo, onde o varejo e a indústria cresceram abaixo do previsto, o pessimismo tomou conta dos mercados financeiros. 

Além disso, há US$ 15 trilhões (R$ 60 trilhões) investidos em bônus de dívida pública com rendimento negativo, ou seja, os investidores aceitam perder dinheiro. Aqui no Brasil, a Bolsa de São Paulo chegou a cair abaixo de 100 mil pontos, mas teve uma pequena recuperação e fechou em 100.263 pontos (-2,94%). O dólar chegou a R$ 4,03.

Nos Estados Unidos, o índice amplo S&P perdeu 2,9%, com forte queda de ações do setor de energia. A bolsa eletrônica Nasdaq, de ações do setor de alta tecnologia, caiu pouco mais de 3%.

O presidente Donald Trump culpou o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, e sua política de juros, mas ele é o maior responsável pela crise, com sua guerra comercial com a China.

"Se estivermos ou não indo para a recessão não é um bom sinal", comentou Michael Farr, presidente da companhia de investimentos Farr, Miller & Washington.

Neste clima de incerteza, os investidores só querem aplicar em empresas com balanços sólidos, dinheiro em caixa e sem muitas dívidas. Ou fogem para companhias que não perdem na crise, como a empresa de bens de consumo pessoal Procter & Gamble e a Johnson & Johnson.

A queda nos preços das ações e nos rendimentos dos títulos da dívida pública acabaram com o otimismo gerado pelo adiamento de parte do tarifaço de Trump sobre as importações chinesas e a recente queda nas taxas básicas de juros nos EUA.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Macri propõe acordo de dez pontos para estabilizar economia argentina

Em carta a líderes políticos, inclusive a sua maior rival, a ex-presidente Cristina Kirchner, governadores, empresários e a Confederação Geral do Trabalho (CGT), o presidente Mauricio Macri propôs um acordo nacional em torno de dez pontos para garantir a estabilidade da economia da Argentina independentemente de quem vencer a eleição presidencial de 27 de outubro de 2019.

No texto, transcrito pelo jornal Clarín, Macri admite que o país conseguiu "um consenso democrático que fechou às portas a excperiências autoritárias, a alocação universal por filho, o rechaço à violência política, a aliança estratégica com o Mercosul, para dar alguns exemplos."

Ao mesmo tempo, não conseguiu um acordo sobre questões básicas para o desenvolvimento econômico, acrescentou o presidente argentino, "convertendo nosso país num paradoxo mundial pela falta de desenvolvimento e a pobreza, apesar de nossos recursos e nossas potencialidades."

A seguir, Macri lista dez pontos que considera imprescindíveis, esclarecendo que "não são um plano de governo, nem uma proposta eleitoral, nem um contrato de adesão":

  1. Atingir e manter o equilíbrio fiscal, tanto na nação quanto nas províncias.
  2. Sustentar um central independente no manejo dos instrumentos de política monetária e cambial, em função do seu objetivo principal, que é o combate à inflação até levá-la a índices similares aos dois países vizinhos.
  3. Promover uma integração inteligente com o mundo, trabalho para o crescimento sustentável de nossas exportações.
  4. Respeito à lei, aos contratos e aos direitos adquiridos a fim de consolidar a segurança jurídica, elemento chave para promover o investimento.
  5. Criação de empregos formais através de uma legislação trabalhista moderna, que se adapte às novas realidades do mundo do trabalho sem pôr em risco os direitos dos trabalhadores.
  6. Reduzir a carga de impostos nacional, provincial e municipal, começando pelos impostos distorcivos.
  7. Consolidação do sistema previdenciário sustentável e equitativo que dê segurança aos atuais e futuros aposentados.
  8. Consolidação de um sistema federal transparente que assegure transferências às províncias não sujeitas à discricionariedade do governo nacional do dia.
  9. Assegurar um sistema de estatísticas profissional, confiável e independente.
  10. Cumprimento das obrigações com nossos credores.
A ex-presidente Cristina Kirchner, que aparece à frente de Macri em pesquisas eleitorais, está em El Calafate, no extremo sul da Argentina. Volta a Buenos Aires e reaparece em público na quinta-feira para lançar Sinceramente, seu livro de memórias. 

Sua assessoria antecipou que ela não assinará em baixo de todas as propostas de Macri e de responder por escrito, rejeitando o convite para um diálogo nacional e a criação de uma espécie de seguro contra a instabilidade decorrente da disputa eleitoral.

A recessão econômica de 2,6% no ano passado, que pode chegar a 6% neste ano, e uma inflação prevista em 40% para este ano derrubaram a popularidade do presidente e ameaçam sua reeleição. Nos últimos 12 meses, a construção civil recuou 12,3% e a indústria 13,4%.

O mercado aposta numa candidatura alternativa da governadora da província de Buenos Aires, María Eugenia Vidal, para evitar a volta de Cristina, que abandonaria o esforço fiscal das reformas de Macri para equilibrar as contas públicas. A governadora já disse que só vai concorrer se Macri pedir.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Itália sai da recessão com crescimento fraco

A Itália, terceira maior economia da Zona do Euro e a oitava do mundo, logo à frente do Brasil, cresceu 0,2% no primeiro trimestre de 2019 e saiu da recessão, noticiou hoje o Instituto Nacional de Estatísticas.

O governo populista da Itália deve aproveitar o indicador para justificar sua política fiscal expansionista, contrariando as regras do pacto de estabilidade que sustenta o euro. Mas com este ritmo a Itália tem a expansão mais fraca entre os países da Eurozona.

A economia italiana entrou em recessão com quedas nos dois últimos trimestres de 2018. Depois de muita discussão com a Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), o governo liderado pelo Movimento 5 Estrelas e a Liga, de extrema direita, concordou em manter o déficit orçamentário em 2,04% do produto interno bruto. Mas previa um crescimento de 1%.