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segunda-feira, 16 de março de 2020

OMS manda testar todos os suspeitos da doença do novo coronavírus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda ampliar os testes. Não é esta a orientação das autoridades sanitárias aqui no Brasil. A União Europeia fecha as fronteiras externas e internas para combater a epidemia do novo coronavírus. O presidente Emmanuel Macron fecha a França declara guerra a um "inimigo invisível". 


No Brasil, o Rio e São Paulo desaconselham todas as interações sociais desnecessárias. O presidente Donald Trump admite que os Estados Unidos podem entrar em recessão. As bolsas de valores voltam a desabar diante da inação dos governos para enfrentar o impacto econômico da pandemia.


Durante entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, aconselhou aos países-membros que examinem todos os pacientes com sintomas da doença do novo coronavírus e reforcem o isolamento dos contaminados.

“A forma mais eficaz de salvar vidas é quebrar a cadeia de transmissão", disse ele. "E para fazer isso precisa testar e isolar. Não se pode combater um incêndio de olhos fechados. Não conseguiremos parar a pandemia se não soubermos quem está infectado. Temos uma simples mensagem: testem, testem, testem. Todos os casos suspeitos. Se eles derem positivo, isolem”

Não é esta a orientação das autoridades sanitárias brasileiras, que só querem examinar quando o paciente apresentar complicações. É um reconhecimento implícito da falta de condições do sistema de saúde para enfrentar o desafio. Meu comentário:

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Catar amplia direitos de trabalhadores estrangeiros

Depois de muitas denúncias abusos, maus tratos e centenas de mortes nas obras para a Copa do Mundo de 2022, o emirado árabe do Catar anunciou hoje uma mudança na lei para permitir que trabalhadores estrangeiros possam sair do país sem autorização dos patrões, informou a hoje a televisão árabe Al Jazira, especializada em notícias.

Sob cerco diplomático da Arábia Saudita, do Egito e das outras monarquias petroleiras do Golfo Pérsico, o Catar tenta melhorar a imagem internacional para sair do isolamento e diversificar sua economia, reduzindo a dependência do petróleo e do gás natural.

O cerco foi uma iniciativa do príncipe herdeiro saudita, Mohamed ben Salman, que acusou o Catar de ser próximo do Irã, o arqui-inimigo da Arábia Saudita. Mas os Estados Unidos não apoiaram o boicote, permitindo que o Catar resistisse sem problemas. O príncipe pretende manter o embargo indefinidamente, como os EUA em relação a Cuba.

Com a neutralidade dos EUA, o Catar não cedeu. Ao mesmo tempo, procurou novos aliados, como a Turquia, a China e a Rússia. Isso pressiona os EUA a reforçar as relações com o Catar, a não ser que o emirado contrarie as posições de Washington, por exemplo, ampliando o apoio à Irmandade Muçulmana e ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Hamas sofre isolamento político no mundo árabe

Do lado palestino, uma das dificuldades para cessar fogo na atual guerra contra Israel é o enfraquecimento político do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) no Oriente Médio depois desde a queda do governo da Irmandade Muçulmana no Egito em 3 de julho de 2013. Só o emirado do Catar o apoia e um pouco a Turquia, que não é árabe.

A Arábia Saudita e o Egito, os principais aliados dos Estados Unidos no mundo árabe, consideram o Hamas um de seus maiores inimigos. Disfarçadamente, apoiam a ofensiva militar de Israel. Por isso, o Hamas rejeitou totalmente a proposta egípcia de cessar-fogo, que não contemplava nenhuma de suas exigências políticas, a começar pelo fim do bloqueio à Faixa de Gaza.

Desde a morte de nove turcos no ataque a uma flotilha que tentava romper o bloqueio a Gaza, em 31 de maio de 2010, as relações entre Israel e a Turquia foram abaladas, prejudicando o papel do governo turco como interlocutor.

Em entrevista à televisão pública britânica BBC, a pesquisadora especialista em Oriente Médio Rosemary Hollis, professora da City University de Londres, observou que a Arábia Saudita e o Egito gostariam que "o Hamas desaparecesse da Faixa de Gaza, sendo substituído não por Mahmoud Abbas, mas pelos líderes da Fatah que derrotou em 2007", na guerra civil palestina que terminou com o domínio da Fatah nas áreas palestinas da Cisjordânia e do Hamas em Gaza.

O problema, acrescentou Hollis, é que o Hamas não é apenas um grupo armado. É um movimento político com escolas, centros de saúde, obras sociais e uma forte base política em Gaza: "A população de Gaza quer que Israel sofra como eles estão sofrendo. E quem impõe algum sofrimento a Israel é o Hamas, mais do que os governos do Cairo, Riade e Ramalá" (sede da Autoridade Nacional Palestina).

O total de mortos chegou hoje a pelo menos 1.065 palestinos, sendo 75% civis, e 51 israelenses, entre os quais 48 era soldados.