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quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Morre o diplomata mais influente da segunda metade do século 20

 O ex-secretário de Estado norte-americano e ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca Henry Kissinger, o diplomata mais importante da segunda metade do século 20, responsável pela reaproximação entre os Estados Unidos e a China e pelo apoio incondicional a Israel, morreu hoje aos 100 anos. 

Estrategista genial e implacável, é considerado um criminoso de guerra pelo apoio a golpes militares, inclusive na América Latina, e pelos bombardeios no Sudeste Asiático durante a Guerra do Vietnã (1955-75), mas ganhou o Prêmio Nobel da Paz pelo acordo com o Vietnã do Norte, um dos mais controversos da história.

Heinz Alfred Kissinger nasceu em 27 de maio de 1923 em Fürth, na Baviera, no Sul da Alemanha, em uma família de judeus que foge do nazismo e vai para os EUA em 1938, onde ele se naturaliza norte-americano e muda de nome para Henry. Volta à Europa como soldado do Exército dos EUA na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Aluno brilhante da prestigiada Universidade de Harvard, uma das melhores do mundo, faz sua tese de doutorado sobre a reconstrução da ordem internacional na Europa depois das guerras napoleônicas, chamada Paz de 100 Anos, quando houve guerras como a Guerra da Crimeia e as guerras de unificação da Itália e da Alemanha, mas não um conflito generalizado na Europa como nas guerras napoleônicas e nas guerras mundiais.

Diante dos horrores da guerra, especialmente do Holocausto, ele dedicou sua vida para evitar a repetição de uma catástrofe de tais dimensões

Henry Kissinger é nomeado assessor de Segurança Nacional dos EUA no primeiro governo Richard Nixon (1969-73) e depois secretário de Estado (1973-77), cargo que ocupa até o fim do governo Gerald Ford, que assume após a renúncia de Nixon por causa do Escândalo de Watergate.

Mestre da realpolitik, da política da força, do realismo político, costumava se desculpar: "Às vezes, um estadista tem de escolher entre dois males." Kissinger era a favor do equilíbrio de forças (balance of power, em inglês), um arranjo que contemple todas as partes que tenham algum poder, mas não quem tem poder, entendido como força militar

Ele participa das negociações para retirar os EUA da Guerra do Vietnã, e divide o Prêmio Nobel da Paz com o vietnamita Le Duc Tho, na premiação mais criticada da história do prêmio, e vê uma oportunidade em 1969, quando a União Soviética e a China tem uma série de conflitos na fronteira comum e quase entram em guerra.

Em uma de suas últimas entrevistas, à Bloomberg TV, dias atrás, Kissinger declarou que ele e Nixon entendiam que um país como a China não podia ficar isolado da sociedade internacional. Em 1971, Kissinger faz uma visita-surpresa a Beijim, abrindo o caminho para a visita de Nixon à China e depois à URSS, em 1972, iniciando um período de distensão na Guerra Fria.

Kissinger conseguiu que a China fosse na prática um aliado não membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no fim da Guerra Fria. Ele também conseguiu manter a política externa dos EUA durante o colapso do segundo governo Nixon (1973-74) no Escândalo de Watergate.

No Oriente Médio, Kissinger alinhou os EUA a Israel, especialmente a partir da Guerra do Yom Kippur, quando os EUA fizeram a maior ponte aérea militar da história e entregaram 22,3 mil toneladas de equipamentos militares e munição a Israel no campo de batalha. Kissinger fez a diplomacia da ponte aérea entre os países em guerra para intermediar a paz.

Com a tensão crescente entre os EUA e a China e o risco de uma nova guerra fria, Kissinger foi a Beijim em julho deste ano para insistir que as duas superpotências precisam dialogar e se entender para evitar o risco de uma guerra que seria catastrófica para o mundo inteiro.

As principais acusações são de apoiar ditadores e golpes de Estado no Terceiro Mundo, inclusive no Uruguai, na Argentina e no Chile, os massacres do Paquistão em Bangladesh e da Indonésia no Timor Leste, e também pelos bombardeios ao Camboja, Laos e Vietnã durante a intervenção militar norte-americana na Guerra do Vietnã, matando dezenas de milhares de pessoas.

Por causa dessas acusações e do medo de ser preso, Kissinger quase não saía dos EUA. Foi à China, que não aceita a jurisdição de tribunais internacionais. Gostava de futebol, mas não veio à Copa do Mundo no Brasil.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Pelosi rasga discurso mentiroso de Trump

Em tom de campanha eleitoral, o presidente Donald Trump fez ontem o Discurso sobre o Estado da União apresentando seu governo como o melhor da história dos Estados Unidos. Mas mentiu e exagerou como de costume. 

No final, a presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata Nancy Pelosi, rasgou o discurso enquanto o presidente era aplaudido. Ao chegar, ele recusou o aperto de mão de Pelosi.

Para os padrões de Trump, foi um discurso moderado, lido no teleprompter. Ele tentou se apresentar como um conciliador que governa para todos, mas o tom foi nitidamente partidário e autolaudatório.

Trump destacou os sucessos da economia, seu principal tema na campanha, mas omitiu que o país cresce sem parar desde 2009, no início do governo Barack Obama, e que o mercado de trabalho está em expansão desde 2010, atribuindo-se todas as glórias.

A contribuição de Trump para incentivar a economia foi o corte de impostos, que beneficiou principalmente os mais ricos e aumentou o déficit orçamentário para cerca de US$ 1 trilhão, deixando a conta para as futuras gerações. O dinheiro extra injetado na economia explica os recordes nas bolsas de valores.

O presidente não mentiu quando disse que as taxas de desemprego entre negros e latino-americanos são as menores da história. Mas afirmou que está protegendo quem tem doenças preexistentes nas reformas do sistema de saúde. Na prática, está na Justiça tentando derrubar a reforma de Obama e a garantia sobre doenças preexistentes.

A segurança nacional e a imigração, temas importantes na campanha, também foram exploradas. Trump mentiu mais uma vez ao dizer que quando chegou ao poder a organização terrorista Estado Islâmico controlava um grande território. Já estava acuado, em pleno recuo.

Dois inimigos dos EUA, o líder do Estado Islâmico, Abubaker al-Baghdadi, e o chefe da Força Quods, tropa de elite da Guarda Revolucionária Iraniana, general Kassem Suleimani, foram mortos em ações militares americanas em seu governo, destacou Trump. Foi um dos poucos momentos em que foi aplaudido por republicanos e democratas. Mas um relatório do Departamento da Defesa conclui que a capacidade operacional do Estado Islâmico não diminuiu.

A diplomacia americana não vai tão bem assim. Trump destacou os acordos comerciais com a China e os países da América do Norte, mas a guerra comercial com os chineses prejudicou o crescimento dos EUA e da economia mundial. O novo acordo de livre comércio da América do Norte pouco mudou. A alegação de que vai gerar 100 mil empregos não tem fundamento. É mais uma mentira.

Sob seu governo, declarou o presidente, o direito de portar armas será garantido, assim como a "liberdade religiosa", inclusive o direito de rezar em escolas públicas, antiga reivindicação do eleitorado cristão conservador. Na prática, é uma violação do secularismo do Estado, base da liberdade religiosa.

O aquecimento global, que o governo Trump nega ser causado pelo homem, não foi mencionado, mas, sim, que os EUA são hoje os maiores produtores mundiais de petróleo e gás. Ele omitiu que isto acontece desde 2012, quando Obama estava na Casa Branca.

Na plateia, foram homenageados o radialista ultraconservador Rush Limbaugh, que está com câncer de pulmão avançado, condecorado com a Medalha da Liberdade, veteranos de guerra, os pais de soldados mortos em combate e o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido por 52 países como presidente interino do país.

Ao justificar o gesto de rasgar o discurso, a presidente da Câmara descreveu o texto como um "manifesto de inverdades" e sua atitude como "cortês, considerando a alternativa".

Hoje a bancada republicana no Senado deve absolver Trump no julgamento do processo de impeachment das acusações de abuso de poder ao pressionar o presidente da Ucrânia a investigar o filho do ex-vice-presidente Joe Biden e de obstruir as investigações da Câmara sobre o caso.

Apesar do impeachment, a popularidade do presidente aumentou. Na última pesquisa, 49% dos americanos aprovaram sua administração. Com a economia crescendo em ritmo de 2,1% ao ano e o desemprego em 3,5%, Trump tem grandes chances de se reeleger em 3 de novembro.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

BRICS é instrumento de política externa da China

O Brasil assinou nove acordos sobre investimentos, transportes, comunicações, saúde, segurança, agricultura e serviços com a China durante a reunião de cúpula do grupo BRICS, do qual também fazem parte a Índia, a Rússia e a África do Sul. Mas o BRICS é cada vez mais um instrumento de política externa da China.

O governo Jair Bolsonaro aproveitou a reunião para consolidar a aproximação, depois da visita do presidente à China no mês passado, quando descobriu que a superpotência ascendente é um país capitalista.

O Brasil se afasta assim do alinhamento automático com os Estados Unidos, que até agora não rendeu frutos para a economia. O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou a intenção de iniciar negociações de livre comércio com a China. Sem as devidas salvaguardas, o livre comércio com os chineses pode arruinar a indústria nacional.

O BRICS é a primeira organização internacional criada por inspiração de um analista de investimentos do mercado financeiro. Em 2001, o economista britânico Jim O’Neill escreveu um texto afirmando que o Brasil, a Rússia, a Índia e a China, as grandes economias emergentes, seriam os grandes motores do crescimento da economia mundial no início do século 21. 

BRIC, a sigla criada pelas iniciais desses países, significa tijolo em inglês. Seriam os tijolos que construiriam a economia globalizada.Meu comentário:

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Trump quer regredir à Era dos Impérios

Com seus ataques ao sistema internacional criado sob a inspiração do presidente americano Franklin Delano Roosevelt, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revela uma visão de um mundo dominado por grande potências militares e dividido em áreas de influências. Seria uma volta à Era dos Impérios, ao mundo pré-1914, que levou a duas guerras mundiais, observou hoje o embaixador Rubens Ricupero.

Em lançamento de livros no Palácio do Itamarary, no Rio de Janeiro, Ricupero apresentou mais uma vez A Diplomacia na Construção do Brasil: 1750-2016, enquando o embaixador Affonso José Santos  falou sobre Barão do Rio Branco: Caderno de Notas (Maio de 1895-Abril de 1901), com foco central no conflito com a França para definir os limites da fronteira com a Guiana Francesa.

O evento foi organizado pela Fundação Alexandre Gusmão (Funag), o Instituto de Pesquisas de Relações Internacionais (IPRI) e o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri).

“Trump quer voltar a 1920, à era pós-Woodrow Wilson quando os EUA voltaram a se fechar, depois da Primeira Guerra Mundial”, comentou o embaixador Ricupero, acrescentando que a política de Trump deixaria as grandes decisões nas mãos de um pequeno número de grandes potências militares.

Ricupero se preocupa com o que possa acontecer com o sistema Nações Unidas se o atual presidente americano for reeleito. Ele citou o professor e ex-secretário de Estado Henry Kissinger, que em depoimento recente na Comissão das Forças Armadas do Senado dos EUA denunciou “uma erosão gradual e sistemática do sistema internacional.”

O risco é de um mundo onde prevalece o poder da força. Seria o fim do sistema ONU, que, “apesar dos defeitos, evitou uma terceira guerra mundial, uma guerra nuclear, acomodou a ascensão da China e a desintegração da União Soviética.”

Em sua obra, Ricupero destaca os principais momentos e desafios da política externa brasileira dese o Tratado de Madri, de 1750, que delineou mais ou menos o mapa que o Brasil tem hoje, com a exceção do Acre, que não pertencia ao Brasil, e do Rio Grande do Sul, cujas fro nteiras mudaram, passando por momentos como a abertura dos portos, o conflito com o Império Britânico sobre o tráfico de escravos, as guerras do Prata e do Paraguai, entre outros.

“Para o Brasil, a diplomacia foi a base da formação do país, fruto da expansão europeia. É o único Sanpaís do mundo que tem o nome de uma commodity, observou Ricupero. O Brasil já nasceu globalizado. O fator limitante do desenvolvimento não era a terra, era a mão de obra, que sempre foi estrangeira, da escravidão à imigração.

Como os EUA, o Brasil nasceu como uma faixa estreita junto ao Oceano Atlântico, mas a semelhança acabou aí, notou Ricupero. “A grande expansão do Brasil foi no período colonial. O território hoje é menor do que na independência. Perdeu a Província Cisplatina com a independência do Uruguai, em 1928. As fronteiras foram consolidadas juridicamente. É um país satisfeito com seu status territorial, sem problemas com os vizinhos.”

“Nos EUA, a expansão aconteceu depois da independência, através de guerras e compras. Os EUA compraram a Flórida da Espanha e a Louisiana da França, mas foram compras no estilo ‘se não vender, a viúva vende’,” ironizou Ricupero.

Em 2020, serão completados 150 anos sem guerras com os países vizinhos. O Brasil tem 10 países vizinhos. Já teve 11, inclusive um tratado de fronteiras com o Equador, em território depois tomado pelo Peru.

“Com a exceção do Acre, a fronteira mais difícil de definir foi a da Guiana Francesa”, afirmou Ricupero. “A França era uma grande potência. Tinha meios militares. A arbitragem foi muito difícil

Depois de um longo trabalho de pesquisa no Itamaraty e em mais de 4 mil documentos franceses, o embaixador Affonso José Santos acredita que “talvez tenha sido o problema mais difícil do Brasil com uma grande potência”.

A França tinha a segunda maior marinha de guerra do mundo, depois do Império Britânico, e “Rio Branco de uma comissão francesa. Os franceses não aceitavam a fronteira no Rio Oiapoque. Queriam chegar ao Amazonas ou ao menos ao Araguari”, concluiu Santos.

“Havia todo um plano de invasão”, contou Santos. “O governador do Pará, Paes de Carvalho, teve três encontros com o ministro do Exterior francʼesque fez a ameaça de invadir. ‘Se a França vier, não nos encontrará sós’. A França deve ter termido a intervenção dos EUA.”

1898 é o ano em que os EUA se tornam uma potência imperial com a vitória sobre a decadente Espanha na Guerra Hispano-Americana, que levou à independência de Cuba, sob a tutela dos EUA, à ocupação de Porto Rico e à colonização das Filipinas.

Isso justificaria a decisão do Barão do Rio Branco de mudar o eixo da diplomacia brasileira de Londres para Washington, com a instalação da primeira embaixada brasileira no exterior, nos EUA, em 1905.

“Há um desconforto na diplomacia brasileira com Rio Branco e Joaquim Nabuco por causa das relações com os EUA”, comentou Ricupero. “O historiador francês Fustel de Coulanges dizia que o maior erro histórico é julgar o passado com os valores de hoje. O Brasil tinha fronteiras [nas Guianas] com três potências europeias e não tinha problemas com os EUA. A ameaça vinha de britânicos e franceses.”

No fim do século 19, nos primeiros anos da Repúbica, o Brasil era um país frágil, recém-pacificado depois das revoltas contra a abolição da monarquia, com sérios problemas financeiros, que seriam resolvidos no governo Campos Sales (1898-1902). Não tinha condições de enfrentar a França, que conquistara Indochina e grande parte do Norte da África.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Diplomacia foi base para construir um país-continente como o Brasil

Sem poderio econômico e militar, o Brasil se tornou num país continental graças à sua diplomacia desde antes da independência. O Tratado de Madri, de 1750, deu o contorno básico do território nacional. O país manteve a unidade durante a independência e faz uma política externa pacífica orientada para o desenvolvimento, com uma "diplomacia do conhecimento"  e um "poder suave".

Esta é a ideia central do livro A diplomacia na construção do Brasil: 1750-2016, do embaixador e ex-ministro da Fazenda e ex-secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) Rubens Ricupero.

"Poucos países devem à diplomacia tanto como o Brasil", afirma o autor na Introdução. "Com seus acertos e erros, a diplomacia marcou profundamente a independência, o fim do tráfico de escravos, a inserção no mundo por meio de um regime de comércio, os fluxos migratórios, voluntários ou não, que constituíram a população, a consolidação da unidade, ameaçada pela instabilidade na região platina, a industrialização e o desenvolvimento econômico."

Pelo Tratado de Tordesilhas (1494), o Brasil terminaria num meridiano de Belém a Laguna, excluindo o Rio Grande do Sul, o Mato Grosso e a Amazônia. A ocupação de fato da terra mudou esta realidade e o Brasil tomou forma no Tratado de Madri (1750).

Em debate de apresentação do livro realizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, em 20 de outubro, o ex-secretário-geral do Itamaraty Marcos Azambuja considerou o trabalho histórico do Ministério das Relações Exteriores uma "diplomacia racional e equilibrada", mas fez uma série de críticas.

"Demoramos a reconhecer como legítimas as agendas ecológicas e direitos humanos", admitiu. A posição brasileira era defensiva, vendo qualquer crítica como interferência indevida em questões internas.

Como maiores erros, Azambuja citou o abandono da Liga das Nações, em 1926, porque o Brasil não foi admitido no Conselho, uma antiga aspiração anterior à ONU; e a iniciativa com a Turquia, em 2010, para tentar resolver o impasse criado pelo programa nuclear do Irã, sem considerar as potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia), interessadas em manter seu monopólio das armas atômicas.

O ex-secretário-geral citou ainda "algumas canoas furadas na América Latina" e, num passado mais distante, "apoiamos a política colonial portuguesa e o voto contra o sionismo na ONU".

Azambuja manifestou receio "neste momento de desconstrução da ordem internacional, de populismo, armas nucleares, líderes carismáticos, e crise da globalização, a desconstrução de um mundo que nos deu paz estável e prosperidade."

Ao receber Rubens Ricupero, o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer, membro da ABL , começou agradecendo à Academia pelo "asilo cultural". O evento seria realizado no Palácio do Itamaraty, no Rio. Foi transferido por causa das críticas do embaixador Rubens Ricupero ao governo Michel Temer.

"Ricupero é merecedor do asilo cultural", observou Lafer. "Este é um livro de fôlego, de décadas de reflexão."

O ex-chanceler lembrou que no Tratado de Madri, em 1750, o brasileiro Alexandre de Gusmão, o "avô da diplomacia brasileira", teve atuação importante antes mesmo da independência.

"O Conselho de Estado do Império pediu uma diplomacia inteligente, sem vaidade; enérgica, sem arrogância; e franca, sem indiscrição. Celso Amorim fez exatamente o contrário", alfinetou Lafer, criticando o chanceler do governo Lula.

A moderna diplomacia brasileira é filha do Barão do Rio Branco, chanceler de 1902 a 1912, que resolveu os problemas de fronteiras com todos os dez países vizinhos e criou "uma diplomacia do conhecimento e da inteligência".

"Rio Branco produziu uma visão do Brasil: um país sem ambições territoriais, em paz, uma força de moderação e equilíbrio a serviço de um sistema internacional mais justo e equilibrado", resumiu o chanceler de Itamar Franco e de Fernando Henrique Cardoso.

Ricupero defendeu a "meritocracia" do Itamaraty, a elite do serviço público brasileiro, com "o concurso rigoroso e a promoção por merecimento" - e a comparou com a Operação Lava Jato, "juízes, procuradores e policiais que se chocam com tribunais superiores, com pessoas que se formaram em outro tempo. Os tribunais superiores recuam".

Ao chamar a Lava Jato de "tenentismo togado", o embaixador Ricupero fez referência à Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, em 5 de julho de 1922, que "arriscaram a própria vida na tentativa de mudar um sistema imutável".

O ano do centenário da independência, 1922, lembrou, tinha começado com a Semana de Arte Moderna de São Paulo, de 11 a 18 de fevereiro, o marco do Movimento Modernista brasileiro. Em 25 de março, em Niterói, foi fundado o Partido Comunista do Brasil.

"O bicentenário era como um prazo para criar um Brasil melhor", comentou Ricupero. "Vivemos um angustiante autoquestionamento depois de acreditar que tínhamos chegado ao porto: grau de investimento, Copa do Mundo, Olimpíada. Foi uma festa para Lula, ficaram as lágrimas para a sucessora. Faltou sustentabilidade."

Assim, reconhece o autor, o livro é "uma história de 700 páginas que acaba mal. Como será o Brasil? Como vai sair desta crise? A diplomacia não se faz no vácuo."

O embaixador citou o antropólogo Gilberto Freyre, que descreveu o Itamaraty como "mais do que um Ministério do Exterior, um sistema de valores superiormente nacionais" para atender às "aspirações da cultura, da grandeza territorial e populacional" do Brasil.

Na visão de Ricupero, Rio Branco foi um pioneiro no "poder suave". Defendia a moderação e a não intervenção nos assuntos internos de outros países. O embaixador citou um exemplo: "Na fronteira com o Uruguai na Lagoa Mirim e no Rio Jaguarão, as águas eram todas do Brasil. O Barão mudou isso e dividiu as águas."

O Brasil nunca teve as ambições territoriais expressas no Destino Manifesto dos EUA, a Santa Rússia ou a grandeza napoleônica. Mas a política externa é fundamental para a afirmação de todos os países: "Não é a cereja do bolo, faz parte da massa", comparou.

"Sem diplomacia, os EUA não teriam ganho a guerra da independência", afirmou Ricupero, recordando o apoio da França, inimiga da Grã-Bretanha, a potência colonial. "A diplomacia reflete a imagem de si próprio e como os países encaram os outros. Num livro sobre política externa norte-americana, nenhuma vez se fala em direito internacional: é o poder e a consciência do poder."

Em seguida, fez um contraste com o Brasil: "Os norte-americanos se imaginam como um povo pacífico, mas cada geração teve sua guerra. Nós somos mais fracos, fazemos uma diplomacia da fraqueza, herdada de Portugal, o único povo ibérico que resistiu a Castela."

Portugal e a Inglaterra tem a aliança mais antiga entre dois países independentes, apesar da relação ter sido desigual por causa do diferencial de poder. Na Segunda Guerra Mundial, apesar da neutralidade e da simpatia do ditador Oliveira Salazar pelo Eixo nazifascista, Portugal cedeu as ilhas dos Açores para a instalação de bases navais aliadas.

"Quando há um diferencial de poder muito grande, a arma dos fracos é o direito", notou Ricupero. "O Brasil não teve êxito na primeira guerra depois da independência, que levou à independência do Uruguai, em 1928."

A partir daí, o país passou a fazer alianças. Os futuros presidentes argentinos Bartolomeu Mitre e Domingo Sarmiento se juntaram ao Império do Brasil na guerra contra o ditador portenho Juan Manuel de Rosas, derrotado na Batalha de Monte Caseros, em 3 de fevereiro de 1852.

Na busca da esperança, o autor continuou o exame de consciência do livro: "A democracia americana gerou Donald Trump. É um retrocesso perigoso. Todas as nações passam por agonia e sofrimento. A vergonha é o ponto de partida de qualquer recuperação. O Brasil nos dói."

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

EUA mandam Rússia fechar três instalações diplomáticas

O Departamento de Estado ordenou à Rússia que feche o consulado em São Francisco e outras três instalações diplomáticas nos Estados Unidos, em retaliação à decisão russa de exigir o afastamento de 755 funcionários americanos que trabalham no país até 1º de setembro, noticiou hoje o jornal The Wall Street Journal.

A Rússia tem até sábado para fechar o consulado em São Francisco, escritórios consulares em Nova York e um anexo da chancelaria, em Washington, declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert. Ela justificou a medida "no espírito da paridade invocada pelos russos".

"Acreditamos que esta ação [russa] é imerecida e em detrimento do relacionamento entre os dois países", declarou a porta-voz.

A medida foi tomada pelo presidente Vladimir Putin em reação às sanções impostas pelo então presidente Barack Obama em dezembro de 2016 em resposta à conclusão dos serviços secretos americanos de que a Rússia interveio na eleição presidencial nos EUA para favorecer a candidatura Donald Trump.

sexta-feira, 17 de março de 2017

EUA ameaçam Coreia do Norte com ataque preventivo

Durante visita à Coreia do Sul, o secretário de Estado americana, Rex Tillerson, descartou a possibilidade de negociar com a Coreia do Norte antes de desnuclearização do país. Ele advertiu que os Estados Unidos podem lançar um ataque preventivo se a ameaça nuclear norte-coreana atingir "níveis inaceitáveis".

A "paciência estratégica" do governo Barack Obama acabou, alertou o chefe da diplomacia do presidente Donald Trump. Mesmo rejeitando negociações diretas, os EUA devem continuar trabalhando pela via diplomática. A alternativa é a guerra.

Tillerson vai amanhã à China para pressionar a maior aliada do regime comunista de Pionguiangue a adotar uma posição mais dura. A China anunciou a suspensão das importações de carvão norte-coreano, mas o regime comunista chinês teme a desestabilização do país, vizinho, já descrito por autoridades chinesas como "a nossa Alemanha Oriental".

Com a queda do comunismo como ideologia e do fim da União Soviética, em 1991, o regime stalinista norte-coreana passou a fazer uma chantagem atômica, barganhando ajuda em alimentos e energia para sua economia falida.

Desde outubro de 2006, a Coreia do Norte realizou pelo menos quatro explosões nucleares experimentais e outros testes para desenvolver tecnologia de mísseis. Em reação, os EUA começaram a instalar um sistema de defesa antimísseis na Coreia do Sul, o Terminal de Defesa Aérea a Grande Altitude.

A China não aceita a instalação do sistema, alegando que dará uma vantagem estratégica aos EUA num possível conflito futuro entre as superpotências, mas ainda não parece pronta para enquadrar o ditador norte-coreano, Kim Jong Un, recentemente acusado de mandar matar o meio-irmão Kim Jong Nam no aerporto de Kuala Lumpur, na Malásia.

O assassinato político ultrajou os aliados chineses, mas não o suficiente para alinhar Beijim com Washington. A China usa a questão norte-coreana como uma carta na manga para negociar com os EUA e tem outros pontos de conflito, como suas ambições territoriais sobre 90% do Mar do Sul da China, rejeitadas em tribunal internacional.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Brasil precisa negociar com mundo inteiro sem discriminação

A proposta do novo ministro das Relações Exteriores, senador José Serra, de dar mais destaque ao Itamaraty e usar a política externa para ampliar as relações econômicas do país foi tema de matéria do jornal  O Globo de 22 de maio de 2016 em que fui citado. Abaixo, outras considerações além do que foi publicado.

Em princípio, é uma boa ideia um ministro do Exterior que não seja diplomata de carreira por causa do corporativismo do Itamaraty, mas Serra não é lá muito diplomático.

Foi correta a resposta pronta aos governos latino-americanos que denunciam golpe no Brasil, mas conceder passaporte diplomático a um pastor evangélico num Estado laico é um erro. Sou a favor de taxar as religiões e não de fazer concessões eleitoreiras.

É importante retomar as relações com as grandes potências democráticas, falo de EUA, Europa, Canadá, Japão e Austrália. Temos em comum a defesa da democracia liberal e dos direitos humanos. Devemos rejeitar atitudes colonialistas, mas não hostilizar EUA e Europa como potências imperiais como fazia o PT.

A Guerra Fria acabou. No mundo globalizado, é preciso negociar soberanamente com o mundo todo.

O grupo BRICS me parece mais um instrumento de política externa da China, com quem precisamos manter boas relações por causa da importância econômica, mas China e Rússia são defensoras de um autoritarismo que não interessa a países verdadeiramente democráticos. De acordo com a Constituição, os direitos humanos são um pilar importante da política externa brasileira.

A cooperação econômica é importante, mas a aliança política com qualquer potência não pode ser automática. Não pode haver alinhamento automático nem com China nem com EUA e o maior desafio será sempre negociar com as superpotências.

Precisamos de uma política externa independente, soberana e flexível. O Brasil é um ator global e precisa continuar sendo.

Serra sempre foi contra o Mercosul, o que me parece um equívoco. Sob a orientação do embaixador Rubens Ricupero, reconhece a importância do bloco na arquitetura da política externa brasileira, que desde a redemocratização reconhece a importância da região, especialmente da América do Sul.

Seria importante resgatar a proposta original do bloco, o regionalismo aberto, onde um grupo de países que se une para ter voz mais forte e maior poder de barganha em negociações e foros internacionais. A Venezuela de Maduro atrapalha, mas de que servem Mercosul, Unasul (União das Nações Sul-Americanas) e Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), se não forem capazes de negociar uma transição pacífica na Venezuela?

É o problema mais urgente no nosso entorno. Do jeito que vai, o derramento de sangue parece inevitável. O governo Dilma Rousseff estava muito mais qualificado para fazer isso por causa da identidade ideológica. Perdeu a oportunidade pelo desinteresse de Dilma com a política externa.

A política externa é uma política de Estado, que requer continuidade. Dilma esvaziou o Itamaraty, que hoje tem excesso de terceiros-secretários porque sob Lula o Rio Branco admitia cem pessoas por ano e Dilma teria reduzido para 20. Dilma desmontou o árduo trabalho de Celso Amorim para aumentar a internacionalização do Brasil.

Em seu estilo pouco diplomático, Serra mandou fazer logo uma análise de custos com o objetivo evidente de fechar embaixadas. Todo orçamento tem limite, mas fechar as portas é dar um tapa na cara de países com que o Brasil tentou reforçar os laços.

Imagino que o continente mais afetado seja a África, onde Lula estabeleceu “amizades” com ditadores sanguinários como Teodoro Obiang, da Guiné Equatorial, e Denis Sassou-Nguesso, do Congo (ex-Francês). Não dá para ignorar graves violações dos direitos humanos enquanto se faz negócios, mas se pode usar a influência para tentar melhorar a situação ao contrário do que faz a China, que ignora tudo em nome da soberania nacional.

A África é o próximo continente que pode sofrer um crescimento acelerado, até mesmo por partir de um nível muito baixo. O Brasil, como segundo maior país africano do mundo em população, deve participar deste processo.

Se olharmos um mapa da África à noite, veremos uma escuridão quase total. O ex-ministro francês Jean-Louis Borloo lançou a proposta de um Plano Marshall para a eletrificação do continente, Energias para a África. Com energia e mão de obra barata, pode ser um salto no desenvolvimento africano. O Brasil deveria se associar a este projeto. 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

França articula aliança de grandes potências contra Estado Islâmico

O presidente da França, François Hollande, recebeu hoje em Paris o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron. Amanhã, vai a Washington encontrar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Na quarta-feira, recebe a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel. Na quinta-feira, encontra o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, e vai a Moscou conversar com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Esta maratona diplomática visa a articular uma aliança militar  para derrotar o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Das grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas, falta só a China. Hollande se encontra com o presidente Xi Jinping, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, em Paris, em 30 de novembro.

A China tem seus próprios problemas com extremistas muçulmanos na província de Kachgar, no Noroeste do país, e teve cidadãos mortos pelo Estado Islâmico e no recente ataque ao Hotel Radisson Blu, no Mali, por um grupo ligado à rede terrorista Al Caeda.

Antes da reunião no Palácio do Eliseu, Cameron e Hollande foram até a casa de shows Bataclan, onde foram mortas 89 das 130 vítimas fatais da onda de terror da sexta-feira, 13 de novembro, em Paris. O primeiro-ministro prometeu ajuda ao aliado, mas precisa convencer a Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.

Há grandes dificuldades para formar uma coalizão porque os objetivos são diferentes. Os EUA, a Turquia e as monarquias petroleiras do Golfo lideradas pela Arábia Saudita não estão dispostos a aceitar a permanência do ditator Bachar Assad na Síria, enquanto a Rússia e o Irã querem mantê-lo no poder.

"A questão é se eles estão dispostos a fazer os ajustes necessários para participar da aliança, que já tem 65 países", declarou Obama, sem mostrar qualquer inclinação de ceder.

A Rússia interveio na Síria para defender seus interesses, que incluem sua única base naval no Mar Mediterrâneo. Além do Estado Islâmico, ataca outros grupos rebeldes. Antes do atentado que derrubou um avião de passageiros russos no Deserto do Sinai matando 224 pessoas, atacava muito mais os outros grupos, especialmente os apoiados pelo Ocidente para criar um dilema: Assad ou o Estado Islâmico.

Putin também gostaria de barganhar a participação na guerra contra o terrorismo em troca do fim das sanções impostas pelo Ocidente em protesto contra a anexação da Crimeia e a intervenção militar russa no Leste da Ucrânia. Nem EUA nem Europa devem ceder na questão ucraniana.

Assim, a cooperação militar tem um limite. À medida que a Rússia e o Irã fortalecem o regime de Assad, os EUA, a Europa, a Turquia e as monarquias petroleiras tendem a apoiar ainda mais os rebeldes, criando um impasse no campo de batalha. Isso tende a prolongar a guerra civil na Síria. Sem governos que funcionem no Iraque e na Síria, será mais difícil derrotar o EI.

Nesta segunda-feira, o porta-aviões Charles de Gaulle chegou perto do litoral da Síria, no Leste do Mar Mediterrâneo, triplicando o poder de ataque da França.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Paquistão rejeita pedido saudita para entrar na guerra do Iêmen

O Parlamento do Paquistão rejeitou hoje um pedido da Arábia Saudita para participar da intervenção militar no Iêmen para conter os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, informou o jornal libanês The Daily Star

A Arábia Saudita pediu ao Paquistão e a outros países muçulmanos de maioria sunita aviões, navios, tropas e tanques para conter a expansão da influência iraniana no Oriente Médio. Os países árabes do Golfo Pérsico se juntaram à intervenção, mas o Paquistão, que tem uma grande fronteira comum com o Irã, preferiu apoiar sem participar diretamente.

Em uma resolução, o Parlamento paquistanês pediu uma solução diplomática para uma "situação humanitária e de segurança que se deterioria no Iêmen. Mesmo expressando "apoio inequívoco ao reino da Arábia Saudita", os deputados decidiram "manter a neutralidade do Paquistão no conflito do Iêmen para o país poder exercer um papel diplomático ativo para acabar com a crise."

Se o território saudita for violado, ou seja, se o Irã retaliar diretamente, o Paquistão promete lugar "ombro a ombro com a Arábia Saudita e seu povo".

O Paquistão é a única potência nuclear muçulmana. Se o acordo negociado com as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas fracassar e o Irã desenvolver armas nucleares, a Arábia Saudita conta com a cooperação paquistanesa para fazer sua própria bomba atômica, numa corrida armamentista nuclear no Oriente Médio.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

EUA aperfeiçoam bomba para destruir fortalezas subterrâneas

Enquanto negociam o desarmamento do programa nuclear iraniano, os Estados Unidos aperfeiçoam e testam a maior bomba do arsenal convencional americano para atacar fortalezas subterrâneas, uma arma capaz de destruir as instalações atômicas mais protegidas do Irã, revela o jornal americano The Wall St. Journal.

Ao mesmo tempo em que o governo Barack Obama busca uma saída diplomática para a ameaça de uma bomba atômica iraniana, o Departamento da Defesa prepara suas armas para uma possível solução militar: "O Pentágono está focado em ser capaz de oferecer opções militares, se for necessário", admitiu um alto funcionário americano.

O aperfeiçoamento da "munição penetrante maciça", capaz de penetrar na rocha e atingir alvos a centenas de metros no subsolo começou antes das negociações entre o Irã, as cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha. O último teste foi realizado em janeiro, quando um bombardeiro B-2 a jogou em local não revelado.

Na semana passada, os EUA, a Europa e o Irã anunciaram ter chegado a um acordo preliminar para congelar por dez anos os aspectos militares do programa nuclear iraniano. Um acordo definitivo deve ser concluído até 30 de junho de 2015.

Durante os últimos 12 anos, os EUA e seus aliados europeus acusaram o regime fundamentalista iraniano de desenvolver armas nucleares. O Irã sempre negou, alegando usar a energia atômica exclusivamente para fins pacíficos. Um rigoroso regime de inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) vai fiscalizar o cumprimento de um acordo.

Ao defender as negociações, Obama alegou que as alternativas são mais sanções, que até agora não impediram o Irã de desenvolver o programa nuclear, ou uma nova guerra no Oriente Médio, que parece ser a opção preferida pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e de aliados árabes dos EUA. Apesar de sua primeira opção ser a diplomacia, o presidente não descartou o uso da força.

Em 2012, o Pentágono concluiu que a bomba de 13,6 toneladas existente no arsenal americano não seria suficiente para penetrar e explodir instalações nucleares subterrâneas do Irã. O aperfeiçoamento começou no ano seguinte.

Para bombardear uma fortaleza subterrânea como a central nuclear de Fordo, no Irã, construída dentro de uma montanha, o Pentágono planeja alvejar o mesmo ponto com duas ou três munições penetrantes maciças.

No governo George W. Bush, os EUA teriam negado autorização a Israel para usar bombas de fabricação americana contra o Irã. Agora, o porta-voz do Departamento da Defesa, coronel Steve Warren, se negou a dar mais detalhes: "Os militares dos EUA preparam-se para uma ampla variedade de ameaças, inclusive o desenvolvimento de munições para atingir instalações profundas e fortificadas."

Como comentou outro oficial do Pentágono, sem se identificar, "se você diz que todas as opções estão na mesa, precisa ter algo sobre a mesa com credibilidade", para amedrontar o inimigo em potencial.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Hamas sofre isolamento político no mundo árabe

Do lado palestino, uma das dificuldades para cessar fogo na atual guerra contra Israel é o enfraquecimento político do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) no Oriente Médio depois desde a queda do governo da Irmandade Muçulmana no Egito em 3 de julho de 2013. Só o emirado do Catar o apoia e um pouco a Turquia, que não é árabe.

A Arábia Saudita e o Egito, os principais aliados dos Estados Unidos no mundo árabe, consideram o Hamas um de seus maiores inimigos. Disfarçadamente, apoiam a ofensiva militar de Israel. Por isso, o Hamas rejeitou totalmente a proposta egípcia de cessar-fogo, que não contemplava nenhuma de suas exigências políticas, a começar pelo fim do bloqueio à Faixa de Gaza.

Desde a morte de nove turcos no ataque a uma flotilha que tentava romper o bloqueio a Gaza, em 31 de maio de 2010, as relações entre Israel e a Turquia foram abaladas, prejudicando o papel do governo turco como interlocutor.

Em entrevista à televisão pública britânica BBC, a pesquisadora especialista em Oriente Médio Rosemary Hollis, professora da City University de Londres, observou que a Arábia Saudita e o Egito gostariam que "o Hamas desaparecesse da Faixa de Gaza, sendo substituído não por Mahmoud Abbas, mas pelos líderes da Fatah que derrotou em 2007", na guerra civil palestina que terminou com o domínio da Fatah nas áreas palestinas da Cisjordânia e do Hamas em Gaza.

O problema, acrescentou Hollis, é que o Hamas não é apenas um grupo armado. É um movimento político com escolas, centros de saúde, obras sociais e uma forte base política em Gaza: "A população de Gaza quer que Israel sofra como eles estão sofrendo. E quem impõe algum sofrimento a Israel é o Hamas, mais do que os governos do Cairo, Riade e Ramalá" (sede da Autoridade Nacional Palestina).

O total de mortos chegou hoje a pelo menos 1.065 palestinos, sendo 75% civis, e 51 israelenses, entre os quais 48 era soldados.

terça-feira, 27 de maio de 2014

China em Versalhes: arte e diplomacia na Época das Luzes

A partir de hoje, uma exposição no Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, retraça a história das relações políticas e culturais entre a China e a França no século 18. É mais um evento para celebrar os 50 anos de relações bilaterais com a República Popular da China.

A mostra China em Versalhes: arte e diplomacia no Século das Luzes estará em Versalhes até 26 de outubro de 2014 das 9h às 18h30, menos às segundas-feiras, quando o palácio não abre. Reúne cerca de 150 obras, entre pinturas, móveis, objetos laqueados, porcelana e tapeçaria escolhidas com base no gosto francês pela arte chinesa e no interesse dos europeus por obras de arte que representassem a China.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

TV Senado discute espionagem dos EUA

A espionagem eletrônica feita pelos Estados Unidos monitorou as reuniões do G-20, grupo que reúne o Brasil e outras 19 potências econômicas emergentes. Quem revela é o ministro da Defesa, Celso Amorim no Diplomacia-Entrevista. O Senado Federal quer abrir CPI para apurar o caso.
A seção o Dossiê diplomático relembra o trágico acidente na Base de Alcântara em 2003. Após 10 anos, o Programa Espacial Brasileiro ainda contabiliza prejuízos e acordo internacional com Estados Unidos é questionado por especialistas.
Peru, Chile, Colômbia e México avançam com a aliança do pacífico. O tema é alvo de preocupação da Comissão de Relações Exteriores, que recebeu o chanceler Antônio Patriota. E veja reportagem sobre as conseqüências das manifestações no Brasil e em outros países para a jovem democracia da América Latina.
No Arte & Diplomacia, retratos que mostram a atuação da mulher angolana. Nas colunas culturais acompanhe a ópera inspirada em Olga Benário, esposa do líder comunista Luiz Carlos Prestes. E veja também as análises do filme "geração roubada" sobre o genocídio de aborígenes na Austrália, e do livro "Breves narrativas diplomáticas" de Celso Amorim.

Serviço:
O programa Diplomacia, a revista de Política Internacional da TV Senado, vai ao ar no fim de semana: sábado, dia 20/07, às 12h30, e às 22h30; domingo, dia 21/07, às 9h e às 17h. Com reprises nos finais de semana seguintes: sábado, dia 27/07, às 17h; domingo, dia 28/07, às 3h e sábado, dia 03/08, às 3h.

A TV Senado pode ser sintonizada em canal aberto (UHF) nas seguintes cidades:
·         16 UHF (Rio Branco – AC)
·         36 UHF (Gama-DF)
·         40 UHF (João Pessoa-PB)
·         43 UHF (Fortaleza-CE)
·         49 UHF (Rio de Janeiro-Zona Oeste)
·         51 UHF (Brasília-DF)
·         52 UHF (Natal-RN)
·         53 UHF (Salvador-BA)
·         55 UHF (Recife-PE)
·         56 UHF (Cuiabá-MT)
·         57 UHF (Manaus-AM)

Também nos canais 07 (Net Brasília), 118 (Sky), 217 (Direct TV) e 17 (TECSAT), 121 (Vivo TV), 903 (OI-TV), 231 (GVT-TV) e na Internet pelowww.senado.gov.br/tv.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

TV Senado entrevista embaixadora do Brasil no México

O programa Diplomacia deste fim de semana é um programa especial. Chegamos ao centésimo Diplomacia, a Revista de Política Internacional da TV Senado e para comemorar este programa de número 100, reportagens especiais para você.

No Diplomacia-Entrevista, a convidada especial é a nova embaixadora do México no Brasil, Beatriz Paredes. Ela chega com a missão de aproximar ainda mais os dois países e a primeira medida é o fim da exigência de vistos de turistas.
A seção dossiê-diplomático traz a segunda reportagem da série sobre a desnacionalização de empresas brasileiras, mostrando como este processo econômico afeta o desenvolvimento de tecnologia de ponta no Brasil.
A revista de política internacional da TV Senado traz ainda duas reportagens especiais sobre o mundo da lusofonia. A primeira mostra os esforços do Brasil em cooperar para o desenvolvimento do Timor Leste, a mais jovem nação da Comunidade de Língua Portuguesa e, também, um retrato de como anda o comércio internacional no âmbito da CPLP.
No quadro Arte & Diplomacia, as esculturas humanas de Antony Gormley. E nas colunas culturais, o som dos Andes Bolivianos de Los Kjarkas e as análises do filme argentino "Medianeiras" e do livro A história contada por quem viude Jorge Caldeira.

Serviço:
O programa Diplomacia, a revista de Política Internacional da TV Senado, vai ao ar no fim de semana logo após o carnaval: sábado, dia 20/4, às 12h30, e às 22h30; domingo, dia 21/4, às 9h e às 17h. Com reprises nos finais de semana seguintes: sábado, dia 27/4, às 17h; domingo, dia 28/4, às 3h e sábado, dia 04/5, às 3h.

A TV Senado pode ser sintonizada em canal aberto (UHF) nas seguintes cidades:
  • 16 UHF (Rio Branco – AC)
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Também nos canais 07 (Net Brasília), 118 (Sky), 217 (Direct TV) e 17 (TECSAT), 121 (Vivo TV), 903 (OI-TV), 231 (GVT-TV) e na Internet pelo www.senado.gov.br/tv.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Bradley Manning nega ter colaborado com o inimigo

O cabo Bradley Manning admitiu hoje num tribunal militar do estado de Maryland ter sido responsável pela maior revelação de informações sigilosas do governo dos Estados Unidos. Centenas de milhares de documentos foram colocados na Internet pelo sítio WikiLeaks, criado pelo australiano Julian Assange.

Diante do juiz, numa audiência preliminar do processo por traição, Manning confessou a culpa por 10 das 22 acusações, mas negou ter colaborado com o inimigo. Como as penas máximas dos delitos admitidos são de dois anos, ele pegaria no máximo 20 anos de cadeia. Ele alegou que os vazamentos não comprometeram a segurança nacional dos EUA e permitiram um debate público sobre a diplomacia americana e os "custos reais da guerra" em vidas humanas.

Assange está refugiado na Embaixada do Equador em Londres para escapar de um pedido da extradição feito pela Suécia, onde é acusado de crimes sexuais. Acredita ser vítima de uma armação para levá-lo para os EUA, onde pegaria pelo menos prisão perpétua.

O cabo conheceu o WikiLeaks em 2009 e ficou impressionado com a divulgação de 500 mil mensagens de texto enviadas em 11 de setembro de 2001 depois dos atentados terroristas contra Nova York e o Pentágono. Manning tinha copiado arquivos das guerras no Afeganistão e no Iraque para ter acesso rápido em caso de necessidade.

Quando voltou aos EUA em janeiro de 2010, ele ofereceu os arquivos para os jornais The New York Times e The Washington Post, que não se interessam. Aí, entregou o material para o WikiLeaks.

Preso e incomunicável desde maio de 2010, Manning tem grande chance de ser condenado à prisão perpétua. Num documento de 35 páginas, o cabo especializado em informática declarou ter ficado revoltado com as imagens de um ataque com um helicóptero de combate Apache no Iraque em 2007 em que vários civis inocentes foram metralhados, inclusive dois jornalistas a serviço da agência Reuters.

Em sua defesa, Manning afirmou ter se indignado com a "sede de sangue" dos soldados do helicóptero: "Estávamos obsecados em capturar ou matar pessoas de uma lista, ignorando nossos objetivos e missões. Eu acreditava que, se o público, especialmente o americano, pudesse ver isso, deflagraria um debate sobre os militares e nossa política externa em geral. Poderia levar a sociedade a reconsiderar a necessidade de se engajar em operações antiterroristas que ignoram as condições impostas às pessoas com que estamos envolvidos", reporta o jornal inglês The Guardian.

O julgamento começa em 3 de junho.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

TV Senado vê situação de estrangeiros presos por tráfico

Condenados, principalmente, pelo crime de narcotráfico, milhares de estrangeiros ocupam as penitenciárias brasileiras. Destaque do programa deste fim de semana da TV Senado, Diplomacia foi conhecer de perto o drama de quem está cumprindo pena em outro país, onde se fala um outro idioma.
O programa analisa ainda as perspectivas econômicas do Brasil em mais um ano de crise internacional e queda no superávit da balança comercial. Na contra-mão do esforço em captar mais dólares, 6 milhões de turistas brasileiros deixaram no exterior US$ 22 bilhões, quantia equivalente à metade do orçamento federal da Saúde, no Brasil.
A convidada especial é a vice-ministra de Ciência e Tecnologia da Argentina, Ruth Ladenheim, que faz uma análise da integração regional sob a perspectiva do trabalho conjunto no desenvolvimento tecnológico dos países membros do bloco econômico.
No quadro Arte & Diplomacia, a pintura engajada do equatoriano Oswaldo Guayasamín e, nas colunas culturais, uma viagem pelo som africano e as análises do filme uruguaio Um banheiro para o Papa, e do livro Passos perdidos, História Recuperada, de Tânia Kaufman, que registra a presença judaica em Pernambuco".
Serviço:
O programa Diplomacia, a revista de Política Internacional da TV Senado, vai ao ar no fim de semana logo após o carnaval: sábado, dia 16/2, às 12h30, e às 22h30; domingo, dia 17/2, às 9h e às 17h. Com reprises nos finais de semana seguintes: sábado, dia 23/2, às 17h; domingo, dia 24/2, às 3h e sábado, dia 30/2, às 3h.
A TV Senado pode ser sintonizada em canal aberto (UHF) nas seguintes cidades:
  • 16 UHF (Rio Branco – AC)
  • 36 UHF (Gama-DF)
  • 40 UHF (João Pessoa-PB)
  • 43 UHF (Fortaleza-CE)
  • 49 UHF (Rio de Janeiro-Zona Oeste)
  • 51 UHF (Brasília-DF)
  • 52 UHF (Natal-RN)
  • 53 UHF (Salvador-BA)
  • 55 UHF (Recife-PE)
  • 56 UHF (Cuiabá-MT)
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Também nos canais 07 (Net Brasília), 118 (Sky), 217 (Direct TV) e 17 (TECSAT), 121 (Vivo TV), 903 (OI-TV), 231 (GVT-TV) e na Internet pelo www.senado.gov.br/tv.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Hungria retira diplomatas da Síria

Mais um país europeu retira seus diplomatas da Síria temendo por sua segurança em meio a uma guerra civil brutal. A Hungria levou para a Embaixada no Líbano, em Beirute, seus diplomatas que estavam na Síria.

Agora, só dois países da União Europeia mantêm suas representações diplomáticas em Damasco: a República Tcheca e a Romênia.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

TV Senado discute novo status da Palestina na ONU

O novo status da Palestina perante a Organização das Nações Unidas, o conflito no Oriente Médio e o papel do Brasil na mediação dessa crise secular são os destaques do programa Diplomacia, da TV Senado, que ainda recebe o aiatolá Mohsen Qumi, vice-líder supremo do Irã, responsável pela área internacional.
O Mercosul também é tema na revista de política Internacional da TV Senado, que vai ao ar neste fim de semana. Diplomacia faz um balanço do bloco neste ano de 2012 e analisa as perspectivas para o próximo ano já com a participação dos novos sócios: Venezuela e Bolívia.
Com a crise internacional, a balança comercial brasileira terá um 2012 mais acanhado, um dos setores afetados com a queda das exportações é o da floricultura. Os produtores apostam agora no mercado interno para contornar os efeitos da crise financeira internacional.
No quadro Arte & Diplomacia, os desenhos de Jean Baptiste Debret e, nas colunas culturais, as análises do documentário Checkpoint, do diretor israelita, Yoav Shamire, e do livro "Os judeus na Amazônia”, de Samuel Benchimol, e o som do jazzista Pat Metheny
Serviço:
O programa Diplomacia, a revista de Política Internacional da TV Senado, vai ao ar neste final de semana: sábado, dia 15/12, às 12h30, e às 22h30; domingo, dia 16/12, às 9h e às 17h. Com reprises nos finais de semana seguintes: sábado, dia 22/12, às 17h; domingo, dia 23/12, às 3h e sábado, dia 29/12, às 3h.
A TV Senado pode ser sintonizada em canal aberto (UHF) nas seguintes cidades:
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

TV Senado entrevista embaixador dos EUA


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Sinopse do Diplomacia Edição nº85 – dezembro de  2011

A última edição de 2011 do Diplomacia, a revista de política internacional da TV Senado, traz uma reportagem especial na tríplice fronteira, em Foz do Iguaçu, sobre o Estatuto do Sacoleiro. Nossa equipe mostra o que muda no comércio do local, já que a nova lei tem o objetivo de incentivar a formalização dos pequenos comerciantes que atravessam a aduana da Receita Federal todos os dias.  

Você confere também um balanço do primeiro ano de mandato da presidente Dilma Rousseff. De acordo com especialistas e parlamentares, a política externa brasileira não teve grandes mudanças. A percepção é de que o governo tem se voltado mais para as questões internas. Mas a presidente já demonstra um estilo próprio para conduzir as relações internacionais do país.

O quadro Dossiê Diplomático discute a polêmica em torno da Lei Geral da Copa, com exigências da FIFA para a realização do Mundial de Futebol no Brasil, prevista para ser votada na semana que vem na comissão especial destinada a estudar o assunto na Câmara dos Deputados. Especialistas e autoridades revelam que o projeto de lei entra em choque com a legislação brasileira, especialmente com o Código do Consumidor.

No Diplomacia Entrevistao embaixador americano, Thomas Shannon, analisa as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos e aponta que o trânsito de turistas de um país para o outro deve ficar menos complicado a partir de agora.

O programa mostra, ainda, o retorno dos trabalhos no Parlamento do Mercosul, que, depois de um ano, conta com mais representantes. E uma reportagem da TV Assembléia do Ceará revela que, pela proximidade, o estado aproveita o mercado com países de Língua Portuguesa para alavancar a economia local.

No bloco cultural, o Arte e Diplomacia mostra uma viagem pela Polônia por meio de cartazes culturais. As colunas trazem a produção cinematográfica angolana e o som caribenho de Eddy Herrera. E o ensaio fotográfico, de Kênia Ribeiro, desta vez é sobre a Ilha de Páscoa, no Pacífico.


Serviço:
O programa Diplomacia, a revista de Política Internacional da TV Senado, vai ao ar neste final de semana: sábado, dia 17/12, às 12h30 e às 22h30; Domingo, dia 18/12, às 9h e às 17h. Reprise no final de semana seguinte: sábado, dia 24/12, às 3h e às 17h; e no domingo, dia 01/01, às 3h.

A TV Senado pode ser sintonizada em canal aberto (UHF) nas seguintes cidades:
·         16 UHF (Rio Branco – AC)
·         36 UHF (Gama-DF)
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