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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

BRICS é instrumento de política externa da China

O Brasil assinou nove acordos sobre investimentos, transportes, comunicações, saúde, segurança, agricultura e serviços com a China durante a reunião de cúpula do grupo BRICS, do qual também fazem parte a Índia, a Rússia e a África do Sul. Mas o BRICS é cada vez mais um instrumento de política externa da China.

O governo Jair Bolsonaro aproveitou a reunião para consolidar a aproximação, depois da visita do presidente à China no mês passado, quando descobriu que a superpotência ascendente é um país capitalista.

O Brasil se afasta assim do alinhamento automático com os Estados Unidos, que até agora não rendeu frutos para a economia. O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou a intenção de iniciar negociações de livre comércio com a China. Sem as devidas salvaguardas, o livre comércio com os chineses pode arruinar a indústria nacional.

O BRICS é a primeira organização internacional criada por inspiração de um analista de investimentos do mercado financeiro. Em 2001, o economista britânico Jim O’Neill escreveu um texto afirmando que o Brasil, a Rússia, a Índia e a China, as grandes economias emergentes, seriam os grandes motores do crescimento da economia mundial no início do século 21. 

BRIC, a sigla criada pelas iniciais desses países, significa tijolo em inglês. Seriam os tijolos que construiriam a economia globalizada.Meu comentário:

domingo, 10 de junho de 2018

Kim e Trump chegam a Cingapura para encontro histórico

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, foi o primeiro a chegar. Desembarcou em Cingapura na madrugada de hoje pelo horário brasileiro. A bordo do avião presidencial Air Force One, Donald Trump ainda brigou com os aliados do Grupo dos Sete (G-7). 

Em vez da total desnuclearização exigida inicialmente pelo presidente dos Estados Unidos, o encontro de cúpula histórico de 12 de junho é apenas o início de longas e árduas negociações para pacificar a Península Coreana.

Trump afirmou que no primeiro minuto vai saber se a reunião será produtiva: "É meu sentimento". Mas a vitória inicial é de Kim, o primeiro ditador norte-coreano a se encontrar com um presidente dos EUA no exercício do cargo. Ele obtém assim o reconhecimento da maior potência mundial, algo que o pai, Kim Jong Il, e o avô, Kim Il Sung, fundador da Coreia do Norte, nunca conseguiram.

Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2011, sem qualquer qualificação além de pertencer a uma dinastia de ditadores, Kim Jong Un acelerou os programas nuclear e de tecnologia de mísseis. Mandou matar possíveis rivais como um tio e um meio-irmão, Kim Jong Nam. No ano passado, trocou insultos e ameaças com Trump.

Em sua mensagem de Ano Novo, Kim mudou o tom. Propôs um encontro com o presidente sul-coreano, Moon Jae In, E se ofereceu para mandar atletas numa delegação conjunta com o Sul à Olimpíada de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul. Mais tarde, convidou Trump para a reunião marcada para as nove da manhã desta terça-feira em Cingapura (22h de segunda-feira em Brasília).

Com a opção pelo diálogo, uma série de líderes internacionais, da Coreia do Sul, da China, da Rússia, do Japão, da Síria e dos EUA, manifestaram interesse em se reunir com o ditador sinistro.

Três aviões saíram do aeroporto de Pyongyang na manhã de ontem. Um avião de carga levou veículos e suprimentos para a delegação norte-coreana. O segundo foi um Boeing 747 da companhia aérea chinesa Air China usado para transportar autoridades chinesas. O terceiro foi o avião oficial de Kim, um Ilyushin-65 de fabricação soviética.

Kim viajou em seu próprio avião para se encontrar com o ditador chinês, Xi Jinping, em Daliã, no mês passado. Desta vez, foi no Boeing chinês. Sua irmã Kim Yo Jong chegou a Cingapura uma hora mais tarde no Ilyushin. O principal negociador nuclear da Coreia do Norte, Kim Jong Chol, o acompanha.

É altamente improvável que a Coreia do Norte abra mão de todas as armas nucleares que levou décadas para desenvolver. Kim exige garantias de segurança e o fim das sanções internacionais contra o regime comunista de Pyongyang. A simples promessa de "investimentos maciços" e desenvolvimento econômico não será suficiente.

Se as negociações avançarem, a expectativa é que as duas Coreias assinem um tratado de paz pondo fim definitivamente à Guerra da Coreia (1950-53).

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Coreia do Norte repensa cúpula "se EUA continuarem com atos malignos"

A Coreia do Norte ameaçou mais uma vez na manhã desta quinta-feira suspender a reunião de cúpula do ditador Kim Jong Un com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para 12 de junho de 2018 em Cingapura. 

O principal alvo da secretária-geral do Ministério do Exterior, Choe Son Hui, foi o vice-presidente Mike Pence por suas "observações estúpidas e descontroladas de que a Coreia do Norte pode acabar como a Líbia."

Como encarregado há anos das relações bilaterais, "não posso esconder minha surpresa com observações tão ignorantes e estúpidas jorrando da boca de um vice-presidente dos EUA", acrescentou Choe.

"Não estamos implorando por diálogo nem nos darmos ao trabalho de tentar persuadi-los se não quiserem sentar-se conosco. Se os EUA vão nos encontrar numa sala de reuniões ou num confronto nuclear, depende inteiramente dos EUA", acrescentou a declaração, divulgada pela agência oficial de notícias norte-coreana.

Depois de uma troca de insultos e ameaças de guerra por Kim e Trump no ano passado, desde o Ano Novo, o ditador norte-coreano mudou o tom, rompeu o congelamento nas relações com a Coreia do Sul, convidou o presidente americano para um encontro e se reuniu com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In. Os dois prometeram negociar um acordo de paz definitivo na Guerra da Coreia (1950-53).

O governo Trump assumiu um tom imperial e triunfal, exigindo a total desnuclearização da Coreia do Norte como precondição para qualquer acordo. As claques do presidente chegaram a dizer em comício que ele merece o Prêmio Nobel da Paz.

Quando o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, notório linha-dura, citou a Líbia como modelo para a desnuclearização norte-coreana, o regime comunista de Pyongyang acendeu o alerta vermelho.

A queda e morte do ditador Muamar Kadafi, que tinha feito um acordo com as potências ocidentais para entregar suas armas de destruição em massa, em 2003, foi vista como uma advertência pelo regime stalinista da Coreia do Norte.

Kim Jong Un chegou ao poder em dezembro de 2011, dois meses após a morte de Kadafi, e decidiu acelerar os programas de armas atômicas e mísseis balísticos como última garantia de sobrevivência do regime. A Líbia é tudo o que ele pretende evitar. Seria sua própria morte e do regime.

Por isso, o clima de desconfiança está de volta. Trump atribuiu a mudança a uma jogada de mestre do ditador da China, Xi Jinping, maior aliado da Coreia do Norte. Deve prestar mais atenção nas besteiras de sua própria equipe.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Trump admite adiar encontro com ditador da Coreia do Norte

Depois de cair na armadilha diplomática da China e da Coreia do Norte e aceitar se encontrar com o ditador norte-coreano, o que nenhum presidente dos Estados Unidos jamais fez no exercício do cargo, Donald Trump admitiu hoje que a reunião pode ser adiada.

"Há uma grande chance de que não funcione" em 12 de junho, reconheceu Trump ao receber o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, na Casa Branca numa tentativa de salvar a iniciativa.

Durante o ano passado, Trump e Kim Jong Un trocaram insultos e ameaças de guerra. No discurso de Ano Novo, Kim adotou uma linguagem conciliatória, manifestou o interesse em mandar uma delegação para a Olimpíada de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, e em se encontrar com o presidente sul-coreano, quebrando o gelo na relação entre os dois países.

Em carta enviada através de uma delegação da Coreia do Sul, Kim convidou Trump para um encontro. Para seduzir o presidente narcisista dos EUA, o regime stalinista de Pyongyang acenou com a possibilidade desnuclearização e de um acordo de paz definitivo com a Coreia do Sul. Os dois países não assinaram um tratado de paz desde a Guerra da Coreia (1950-53).

A euforia de Trump era tanta que seus partidários começaram a gritar durante seus comícios que o presidente americano merece o Prêmio Nobel da Paz, concedido a seu antecessor, Barack Obama. O encontro de cúpula das duas Coreias, realizado na cidade neutra de Panmunjon em 27 de abril, manteve o clima de degelo e reconciliação.

O otimismo em Washington era tanto que o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, notório linha-dura, especulou num programa dominical na semana passada que a desnuclearização da Coreia do Norte deveria seguir o "modelo da Líbia".

Diante da invasão do Iraque de Saddam Hussein, em 2003, o ditador líbio Muamar Kadafi decidiu se reaproximar do Ocidente, entregar suas armas de destruição em massa e colaborar na guerra contra o terrorismo. Oito anos depois, quando se preparava para massacrar rebeldes na Primavera Árabe, em 2011, foi alvo de uma intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, deposto e morto.

Naquele mesmo ano, Kim Jong Un chegou ao poder com a morte do pai, Kim Jong Il. Vendo o que acontecera com Kadafi, Kim acelerou os programas nuclear e de mísseis como única garantia de sobrevivência do regime comunista norte-coreano. O "modelo líbio" é tudo o que deseja evitar.

Na semana passada, a Coreia do Norte rejeitou a possibilidade de uma total desnuclearização incondicional, apesar da promessa americana de grandes investimentos para recuperar a economia do país.

Além de dinheiro, Trump promete agora "garantir sua segurança", se Kim concordar com uma "desnuclearização completa, verificável e irreversível". Mas seu jogo voltou à estaca zero.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Coreia do Norte ameaça cancelar reunião com Trump

Em protesto contra a realização da manobras militares conjuntas dos Estados Unidos com a Coreia do Sul, a Coreia do Norte adiou hoje o próximo encontro do diálogo com o Sul, prevista para amanhã, e ameaçou suspender a reunião de cúpula com o presidente Donald Trump, marcada para 12 de junho em Cingapura.

Horas mais tarde, o vice-ministro do Exterior norte-coreano, Kim Kye Gwan, alertou que não há interesse num encontro de cúpula com os EUA apenas para aceitar um "acordo unilateral" de desarmamento. O secretário de Estado, Mike Pompeo, prometeu grandes obras de infraestrutura para impulsionar a decrépita econoia da Coreia do Norte. Não foi suficiente.

Depois de quatro meses e meio de degelo no último conflito da Guerra Fria, o regime comunista norte-coreano volta a dar sinais ambíguos, indicando que as negociações sobre a desnuclearização não serão fáceis como pressupõe o presidente americano.

Quando se encontrou com o presidente sul-coreano, Moon Jae In, em 27 de abril, o ditador norte-coreano, Kim Jong Un, disse não ver problemas nos exercícios militares conjuntos realizados regularmente entre os EUA e a Coreia do Sul.

Neste ano, as manobras foram adiadas por causa dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, em que a Coreia do Norte participou em delegação conjunta com o Sul, um dos gestos de reaproximação entre os dois países, que não chegaram a um acordo de paz na Guerra da Coreia (1950-53).

"As autoridades da Coreia do Sul e os EUA iniciaram uma treinamento conjunto de forças aéreas contra nossa república antes mesmo que a tinta da histórica declaração intercoreana secasse", afirmou a agência oficial de notícias da Coreia do Norte. "Nossa boa vontade tem limite."

Diante de uma "deliberada provocação militar", advertiu Pyongyang, "vamos vigiar de perto a atitude das autoridades dos EUA e da Coreia do Sul."

Hoje, depois dos elogios bajulatórios de Trump, a Casa Branca ficou em silêncio. O presidente foi muito criticado nos EUA por tratar Kim como estadista. Afinal, o ditador norte-coreano é acusado de mandar um tio e um meio-irmão. No ano passado, um americano torturado por tentar roubar um cartaz de propaganda do regime stalinista de Pyongyang morreu logo depois de voltar da Coreia do Norte.

Mais uma vez, a ditadura norte-coreana mostra-se enigmática, imprevisível e inconfiável. A rejeição do acordo nuclear com o Irã diminuiu a credibilidade dos EUA. Trump deixou claro que não respeita os acordos internacionais assinados por governos anteriores ao deixar os acordos do clima e com o Irã.

Nos últimos dias, Trump apresentou um certo triunfalismo e chegou a ser saudado em comício como candidato ao Prêmio Nobel da Paz pela desnuclearização da Coreia do Norte. Mas nada indica que o regime norte-coreano pretenda abrir mão das armas nucleares em que investiu tanto como sua última garantia de segurança.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Trump encontra Kim Jong Un no dia 12 de junho em Cingapura

Depois da chegada, na madrugada de hoje, do secretário de Estado, Mike Pompeo, em companhia de três coreano-americanos libertados pela Coreia do Norte, o presidente dos Estados Unidos anunciou que o encontro de cúpula com o ditador Kim Jong Un será realizado em 12 de junho em Cingapura.

Os EUA exigem o fim do programa nuclear e o desmantelamento das armas atômicas norte-coreanas. A Coreia do Norte concordou em princípio, mas não revelou ainda o que vai exigir em troca. Se quiser a retirada total das tropas americanas da Coreia do Sul, os EUA não devem aceitar.

É improvável que o regime comunista de Pyongyang abra mão de todas as armas nucleares depois de tanto esforço para consegui-las como garantia de sobrevivência. Ao anunciar a suspensão dos testes nucleares e de mísseis, Kim afirmou que fazia isso porque já desenvolveu a tecnologia.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Coreia do Norte liberta três coreano-americanos

Num gesto de boa vontade, o regime comunista da Coreia do Norte libertou três coreano-americanos que viajam de volta para os Estados Unidos junto com o secretário de Estado, Mike Pompeo, que foi acertar detalhes do encontro de cúpula do presidente Donald Trump com o ditador Kim Jong Un, anunciou o próprio Trump hoje no Twitter.

"Tenho o prazer de informar que o secretário de Estado, Mike Pompeo, está no ar de volta da Coreia do Norte com três calheiros maravilhosos que todos estão querendo encontrar. Eles parecem estar bem de saúde. Também [houve] bom encontro com Kim Jong Un. Data e lugar marcados", escreveu Trump pela manhã.

Em campanha para não perder a maioria na Câmara e no Senado nas eleições de meio de mandato, em novembro, Trump vai receber os ex-reféns da ditadura stalinista norte-coreana às 2h de quinta-feira na base aérea de Andrews, perto de Washington (3h em Brasília).

Trump considera a negociação direta com Kim sua maior vitória em política externa. Mas é altamente improvável que o regime comunista de Pyongyang esteja disposto a aceitar uma desnuclearização depois de investir tanto nas armas atômicas como garantia de sobrevivência.

Desde o anúncio do histórico encontro de cúpula das duas Coreias, em 27 de maio, a Coreia do Norte propôs fechar sua instalação de testes nucleares, suspender os testes nucleares e de mísseis e, por fim, desnuclearizar a Península Coreana.

É uma mudança significativa no discurso. No ano passado, a Coreia do Norte exigia o reconhecimento como potência nuclear. Agora, promete uma série de concessões. Ainda não disse o que quer em troca.

Kim fez há dois dias outra visita secreta ao ditador da China, Xi Jinping, em Beijim. Xi é um protetor e interessado direto nas negociações para evitar uma nova guerra na Coreia e, se possível, reduzir a presença militar dos EUA na Coreia do Sul.

Os EUA devem rejeitar uma exigência de retirada total das tropas americanas, mas o governo Trump está otimista. O novo assessor de Segurança Nacional, John Bolton, notório linha-dura, falou em usar o modelo das negociações com a Líbia.

Como o ditador líbio Muamar Kadafi foi deposto e morto em 2011 por uma intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, Kim certamente não vai querer seguir o mesmo roteiro.

O atual ditador norte-coreano chegou ao poder em dezembro de 2011, com a morte do pai, e acelerou os programas nucleares e de mísseis para não ter o mesmo destino de Kadafi, que abriu mão de suas armas de destruição em massa e se tornou aliado do Ocidente na guerra contra o terrorismo islâmico.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Kim fala em paz e recomeço no reencontro de cúpula das Coreias

Um encontro histórico reuniu hoje o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, em Panmunjon, na zona desmilitarizada entre os dois países. Meses depois de ameaçar incendiar o mundo, Kim atravessou simbolicamente várias fronteiras ao pisar em território do Sul e participar do encontro antes de se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Desde o início do ano, Kim trocou a linguagem da guerra e da ameaça pela diplomacia. Enviou uma delegação à Coreia do Sul para os Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang com a irmã como emissária para falar com Moon. Visitou Beijim para receber o apoio da aliada China, em sua primeira viagem ao exterior como líder da Coreia do Norte. E aceitou negociar a questão nuclear diretamente com os Estados Unidos.

Para mostrar boa vontade, Kim anunciou o congelamento dos testes nucleares e de mísseis, deixando
claro que não são mais necessários. No mesmo pronunciamento, indicou a intenção de manter o atual arsenal nuclear. Isto é inaceitável pelo governo Trump, que exige o desmantelamento das armas atômicas norte-coreanas.

Este foi um acordo inicial de grande importância. As duas Coreias não assinaram um acordo de paz depois da Guerra da Coreia (1950-53). Os dois países não reconhecem um ao outro e reivindicam a soberania sobre todo o território da Península Coreana.

Um acordo de paz definitivo é um elemento central nas negociações que estão começando. O encontro Kim-Trump está previsto para fins de maio ou início de junho.

No fim da reunião, os líderes das duas Coreias prometeram negociar um acordo de paz definitivo ainda neste ano e "desnuclearizar a Península Coreana". Não falaram sobre detalhes desta desnuclearização, que Kim deverá negociar com Trump.

Se Kim exigir a retirada total dos 28,5 mil soldados americanos estacionados atualmente na Coreia do Sul, os EUA vão dizer que não. Como o governo americano não divulga dados sobre a movimento de suas forças nucleares, seria um pretexto para a Coreia do Norte manter pelo menos parte de seu arsenal nuclear.

Ainda é difícil imaginar que a Coreia do Norte abra mão das armas atômicas depois de tanto esforço para seu desenvolvimento. Desde o Ano Novo, quando passou de rebelde indomável a diplomata, Kim surpreende o mundo. No momento, está dando as cartas.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Diretor da CIA e futuro secretário de Estado se reuniu com Kim Jong Un

Por ordem do presidente Donald Trump, o diretor-geral da CIA (Agência Central de Inteligência) e secretário de Estado nomeado, Mike Pompeo, foi à Coreia do Norte na Páscoa e se encontrou com o ditador Kim Jong Un. É um sinal de avanço nas negociações para uma reunião de cúpula de Trump e Kim no fim de maio ou início de junho.

O presidente Xi Jinping anunciou hoje uma viagem a Pyongyang que deixa claro o apoio da China à sua aliada Coreia do Norte, assim como a determinação da superpotência ascendente de estar no centro das decisões sobre o futuro da Península Coreana.

A Rússia também pediu um encontro com Kim, que saiu do isolamento para se tornar um dos chefes de Estado mais solicitados no momento.

A missão de Pompeo foi o encontro de mais alto nível entre os EUA e a Coreia do Norte desde 2000, quando a então secretária de Estado, Madeleine Albright, esteve com Kim Jong Il, pai do atual ditador. O problema é o mesmo: o programa nuclear norte-coreano.

Kim deve apresentar seus planos de desnuclearização em reunião de cúpula com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, em 27 de abril. A questão nuclear estará no comunicado conjunto.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Trump aceita convite de Kim Jong Un para ir à Coreia do Norte em maio

Em carta enviada através de uma delegação da Coreia do Sul, o ditador Kim Jong Un convidou o presidente Donald Trump a visitar a Coreia do Norte em maio. Trump aceitou. Os Estados Unidos exigem o fim do programa norte-coreano de armas nucleares. O Norte quer garantias de segurança.

A carta de Kim foi entregue hoje ao assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Herbert McMaster, por seu colega sul-coreano, Chung Eui Yong. Meia hora depois, o convite foi aceito.

Até agora, os EUA exigiam um compromisso claro de desnuclearização da Coreia do Norte. Há pouco, o secretário de Estado, Rex Tillerson, estimou que seriam necessários meses para organizar um diálogo com o regime comunista de Pyongyang. Mas Trump gosta de surpreender.

O anúncio do encontro de cúpula com o ditador que chamava de "fogueteiro" veio em outro dia de grandes notícias envolvendo o presidente, como a imposição de tarifas sobre as importações de aço e alumínio e o escândalo sexual com a atriz pornô Stormy Daniels, a quem um advogado de Trump pagou US$ 130 mil (R$ 423 mil) para não falar sobre um suposto caso entre os dois.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Maduro não vai a encontro da Celac com UE

Sob intensa pressão internacional para libertar os presos políticos do regime chavista, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, cancelou sua participação num encontro de cúpula de líderes da União Europeia (UE) e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) marcada para hoje em Bruxelas na Bélgica.

Na semana passada, Maduro suspendeu uma viagem a Roma, onde se encontraria com o papa Francisco, supostamente por causa de uma greve de fome de oposicionistas venezuelanos instalados perto do Vaticano para fazer a Santa Sé pressionar o governo da Venezuela a soltar seus presos políticos.

Uma tentativa frustrada foi feita nos últimos dias pelo ex-primeiro-ministro espanhol Felipe González, que ficou dois dias em Caracas, mas não recebeu autorização para o ex-prefeito de Chacao Leopoldo López e o prefeito da região metropolitana da capital, Antonio Ledezma, ambos presos sob vagas acusações de conspiração.

Com o fracasso do "socialismo do século 21", a inflação na Venezuela chegou a 100% ao ano. É a maior do mundo. Com o dólar a 415,59 bolívares, a economia afunda a olhos vistos e Maduro insiste em culpar uma suposta "guerra econômica" movida pelo eixo Bogotá-Madri-Miami.

O ex-presidente da Costa Rica Oscar Arias, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1987, disse que não vai à Venezuela porque sabe que não terá acesso aos presos políticos do chavismo.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Líderes da China e da Índia se reúnem em Fortaleza

O presidente da China, Xi Jinping, é o novo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, realizaram hoje seu primeiro encontro bilateral, durante a reunião de cúpula do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que vai até 17 de julho em Fortaleza.

Modi declarou que, se os dois países conseguirem chegar a um acordo sobre um litígio de fronteira, darão um bom exemplo de solução pacífica dos conflitos. Em 1962, os dois países travaram uma guerra rápida vencida pela China e até hoje não definiram a fronteira.

A reunião de cúpula sino-indiana durou um hora e 20 minutos, o dobro do tempo previsto, e também tratou de comércio e cooperação econômica. A China é o segundo maior parceiro da Índia.

Xi vai à Índia em setembro. Ele convidou Modi a participar da próxima reunião de cúpula do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC) em novembro, e pediu maior envolvimento da Índia com a Organização de Cooperação de Xangai (OCX), que reúne China, Rússia, Casaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Usbequistão - todos países sem tradição democrática.