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quarta-feira, 19 de julho de 2023

Cúpula UE-CELAC evita acusar a Rússia pela guerra na Ucrânia

O documento final da conferência de cúpula da União Europeia (UE) e da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) realizada nos últimos dois dias em Bruxelas, na Bélgica, manifestou "profunda inquietude" com a guerra na Ucrânia e defendeu uma "paz justa", mas não condenou a Rússia pela agressão a um país soberano.

Em encontro paralelo, Argentina, Brasil, Colômbia e França pediram o fim das sanções à Venezuela se a ditadura de Nicolás Maduro realizar uma eleição presidencial livre e democrática em 2024.

Depois de um ataque à ponte que liga a Rússia à Crimeia, o ditador russo, Vladimir Putin, anunciou o fim do acordo para permitir a exportação de grãos ucranianos através da Turquia.

A África do Sul declarou que não pode prender Putin durante a reunião de cúpula do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) marcada para agosto em Joanesburgo porque a Rússia ameaça declarar guerra se o ditador for preso. Putin teve a prisão decretada pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) pelo sequestro de menores ucranianos.

Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump recebeu uma carta do Departamento da Justiça que indica que deve ser denunciado pelo ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Apesar dos vários processos, Trump é o favorito para conquistar a candidatura do Partido Republicano à Casa Branca em 2024.

A China, maior economia do mundo, cresceu apenas 0,8% no segundo trimestre deste ano. O politburo do Partido Comunista se reúne no fim deste mês. Pode anunciar medidas de incentivo.

Em visita-supresa a Beijim, o ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger declarou que os EUA e a China precisam acabar com os desentendimentos, coexistir pacificamente e evitar uma confrontação. Uma guerra entre as duas superpotências seria um conflito nuclear de consequências arrasadores para seus povos e o mundo inteiro. Meu comentário:

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Maduro não vai a encontro da Celac com UE

Sob intensa pressão internacional para libertar os presos políticos do regime chavista, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, cancelou sua participação num encontro de cúpula de líderes da União Europeia (UE) e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) marcada para hoje em Bruxelas na Bélgica.

Na semana passada, Maduro suspendeu uma viagem a Roma, onde se encontraria com o papa Francisco, supostamente por causa de uma greve de fome de oposicionistas venezuelanos instalados perto do Vaticano para fazer a Santa Sé pressionar o governo da Venezuela a soltar seus presos políticos.

Uma tentativa frustrada foi feita nos últimos dias pelo ex-primeiro-ministro espanhol Felipe González, que ficou dois dias em Caracas, mas não recebeu autorização para o ex-prefeito de Chacao Leopoldo López e o prefeito da região metropolitana da capital, Antonio Ledezma, ambos presos sob vagas acusações de conspiração.

Com o fracasso do "socialismo do século 21", a inflação na Venezuela chegou a 100% ao ano. É a maior do mundo. Com o dólar a 415,59 bolívares, a economia afunda a olhos vistos e Maduro insiste em culpar uma suposta "guerra econômica" movida pelo eixo Bogotá-Madri-Miami.

O ex-presidente da Costa Rica Oscar Arias, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1987, disse que não vai à Venezuela porque sabe que não terá acesso aos presos políticos do chavismo.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Silêncio de países vizinhos avaliza a repressão

A presidente Dilma Rousseff declarou que "a Venezuela não é a Ucrânia", sem esclarecer exatamente onde vê diferenças, e elogiou os programas sociais do chavismo. Enquanto a oposição ucraniana teve o apoio da Europa e dos Estados Unidos, o grito da oposição venezuelana não encontra eco nos governos da América do Sul. As exceções foram os presidentes Juan Manuel Santos, da Colômbia, e Sebastián Piñera, do Chile.

Mercosul, Celac (Comunidade da América Latina e do Caribe) chegaram a considerar crimes atos da oposição em notas insossas que ignoram o compromisso com a democracia e os direitos humanos, a censura repetida a contumaz aos meios de comunicação e outros abusos de poder tolerados em nome do princípio de não intervenção nos assuntos internos de outros países, citado por Dilma.

"Por aqui, cada um só pensa em si mesmo. Assim, não me é estranho o silêncio sobre a Venezuela", comentou o advogado José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos). "Há algum tempo, o que manda na região é a realpolitik, um pragmatismo total".