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sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

EUA aprovam segunda vacina para uso emergencial

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador dos Estados Unidos, aprovou hoje a segunda vacina para uso emergencial no pais contra a doença do coronavírus de 2019, que será aplicada a partir de segunda-feira. 

A empresa de biotecnologia Moderna, com sede em Boston, deve entregar 5,9 milhões de doses na próxima semana e 20 milhões até o fim do ano. Elas se somam a 25 milhões de doses do laboratório americano Pfizer e da empresa de biotecnologia alemão BioNTech.

Para dar o exemplo, o presidente Mike Pence, a presidente da Câmara dos Representantes, deputada Nancy Pelosi, e o líder do Partido Republicano no Senado, Mitch McConnell, tomaram a vacina diante das câmeras. O presidente eleito, Joe Biden, e sua vice-presidente, Kamala Harris, devem tomar em breve. O presidente Donald Trump prometia ser o primeiro da fila. Mentiu como de costume.

Com o contágio em alta em 40 dos 50 estados, os EUA registraram mais 249 mil casos novos em 24 horas. O total de casos confirmados se aproxima de 17,5 milhões e o de mortes está em 313.588. Cerca de 115 mil pacientes estão hospitalizados.

No Brasil, o número diário de mortes está em alta em 17 estados e no Distrito Federal. O total de mortes chegou a 185.687 e o de casos confirmados a 7,164 milhões. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores mais fanáticos fazem campanha contra as vacinas, o ministro da Economia, Paulo Guedes defendeu a vacinação em massa como condição para a plena recuperação da economia.

Os recordes de mortes no mundo foram revisados para cima. Foram 13.697 mortes na quarta-feira e 738.663 casos novos na quinta-feira. Meu comentário:

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Trump canta vitória e denuncia tentativa de fraude

Em pronunciamento na Casa Branca, o presidente Donald Trump acaba de se declarar vencedor da eleição presidencial de 3 de novembro e de denunciar uma suposta tentativa de fraudar o resultado. Ele prometeu recorrer à Suprema Corte para parar a contagem dos votos.

Trump vangloriou-se das vitórias no Texas, na Flórida e em Ohio, onde efetivamente venceu, mas alegou ter ganho também na Pensilvânia, em Michigan e em Wisconsin, os estados decisivos em 2016, onde a apuração ainda está longe do fim.

O vice-presidente Mike Pence falou rapidamente, agradeceu a mais de 60 milhões de americanos que votaram neles e prometeu manter a vigilância enquanto a apuração estiver em andamento, ou seja, não cantou vitória antes da hora.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Vice de Biden acusa governo Trump "pelo maior fracasso na história dos EUA"

Senadora Kamala Harris e vice-presidente Mike Pence fazem debate civilizado, sem nocaute

A morte de mais de 210 mil americanos na pandemia do novo coronavírus é "o maior da história do governo dos Estados Unidos", afirmou hoje a senadora Kamala Harris, do Partido Democrata. Foi o primeiro ataque ao vice-presidente Mike Pence no único debate dos candidatos a vice na eleição de 3 de novembro. Pence alegou que poderia ser muito pior, não fossem as medidas tomadas pelo governo Donald Trump.

Afinal, um debate civilizado, depois do primeiro de três debates previstos entre os candidatos à Presidência, em 29 de setembro, um fiasco. Trump interrompeu o vice-presidente 77 vezes. Foi chamado de palhaço, mentiroso, racista e pior presidente da história. Há mais dois debates programa entre eles, em 15 e 22 de outubro, dependendo da recuperação do presidente da covid-19.

Kamala Harris mostrou-se capaz de ser presidente, mas apostou na segurança. Sua chapa leva uma vantagem de 10 pontos percentuais na média das pesquisas. Primeira mulher negra, de origem africana e indiana, a disputar a eleição presidencial dos EUA por um grande partido, tentou não parecer uma mulher raivosa como Trump a descreveu quando foi indicada.

Pence deu o recado de Trump, a favor da polícia em defesa da lei e da ordem diante das acusações de racismo. Alertou que revogar impostos pode prejudicar a economia, que a pandemia poderia ser muito pior e que a recuperação está a caminho. Não respondeu se proibiria o aborto no estado de Indiana, onde foi governador, nem como pretende garantir a cobertura de pessoas com doenças preexistentes, uma das bases do programa de saúde do governo Barack Obama, que Trump tenta destruir desde que chegou à Casa Branca.

Harris não revelou se a chapa democrata pretende amplicar a Suprema Corte para neutralizar as nomeações de juízes conservadores pelo governo atual. Seus focos foram atacar o governo em relação à pandemia, à economia e ao desemprego.

Leia mais em Quarentena News.

Brasil já é o quarto país com maior número de mortes por habitante

Com mais 733 mortes e 31.404 casos novos registrados nesta quarta-feira, o Brasil chega a 148.305 mortes e mais de 5 milhões de casos confirmados da pandemia do coronavírus de 2019. Já é o quarto país em número de mortes por habitante, tirando São Marinho, que é estatisticamente irrelevante, atrás apenas do Peru, da Bélgica e da Bolívia. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 631.

No mundo inteiro, são mais de 36 milhões de casos confirmados e quase 1,055 milhão de mortes. Mais de 27 milhões de pacientes se recuperaram e 67.426 estão em estado grave. Os Estados Unidos têm mais de 7,5 milhões de casos confirmados e quase 212 mil mortes.

Enquanto a Europa enfrenta uma segunda onda de contaminação cresce em mais da metade dos estados americanos, a China não tem um caso de transmissão local há mais de 50 dias. Houve 12 casos nos últios dias, todos importados. Há 213 pacientes em tratamento no país, só um grave. Meu comentário:

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

França tem recorde de casos novos depois do fim do confinamento

O aumento no número de casos novos na França é o maior desde o início do desconfinamento. Foram 5.429 em 24 horas, anunciou nesta quarta-feira a Agência de Saúde Pública, um aumento de 60% em relação ao dia anterior. A Espanha teve ainda mais casos, mostrando o risco de uma segunda onde de contágio.

Desde o início da pandemia, a França teve 291 mil casos confirmados e pouco mais de 30,5 mil mortes.

A Espanha vive uma situação ainda mais difícil desde o fim da quarentena, com 7.296 casos novos em 24 horas. O país soma pouco menos de 420 mil casos confirmados e quase 29 mil mortes. É o terceiro país em número de mortes por habitantes, depois da Bélgica e do Peru, excluindo a República de São Marinho, um micropaís encravado na Itália.

Aqui no Brasil, o novo coronavírus já atinge 5.520 municípios, 99% das cidades brasileiras. Com 1.090 mortes e 47.828 casos novos, o Brasil chegou a 117.756 mortes e mais de 3,7 milhões de casos confirmados. Meu comentário:

terça-feira, 16 de junho de 2020

China amplia estado de emergência na capital para combater surto da covid-19

A China amplia o estado de emergência na capital. As autoridades acreditam que têm apenas três dias para controlar o novo surto que surgiu no mercado atacadista de Xinfadi, o maior de Beijim. 

Pelo menos 137 pessoas foram infectadas e algumas saíram da cidade. Uma mulher infectada em Beijim e foi para Chengdu, capital da província de Sichuã. Todos os mercados públicos da capital chinesa estão sendo examinados, noticiou o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. 

Todos os bairros situados em distritos considerados de médio e alto riscos foram submetidos a um confinamento rigoroso. Os moradores são obrigados a ficar em casa e a fazer exames para ver se estão contaminados. 

Todas as escolas primárias e secundárias passam para educação à distância. As universidades e os locais de entretenimento serão fechados. Os táxis e carros de aluguel foram proibidos de deixar Beijim. 

As atividades produtivas não foram suspensas, mas o governo está incentivando o trabalho em casa. Oito casos importados do exterior foram identificados nas províncias de Xangai, Cantão, Liaoning e na Mongólia Interior. Xangai, a maior cidade chinesa, entrou em estado de alerta. Os 87 mercados públicos da cidade foram examinados.

No mundo inteiro, o total de casos passou de 8 milhões 264 mil, com mais de 446 mil mortes e 4 milhões 321 mil pacientes curados. Mais de 54 mil pessoas, 2 por cento dos casos em tratamento, estão em situação crítica. 

Os Estados Unidos têm mais casos confirmados, 2 milhões 208 mil e 400 e 119 mil mortes, 40 por cento em lares para idosos. O vice-presidente Mike Pence atribui o aumento do número de casos novos ao maior número de testes, mas o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, alerta que a situação pode sair de controle.

Com mais de 37 mil novos casos, o Brasil passou de 900 mil casos confirmados. Houve mais Mil 338 mortes, elevando o total para 45 mil 456 mortes. Oito mil 318 pessoas estão em estado crítico e 477 mil pacientes foram curados.

Na Alemanha, um dos primeiros países europeus a reativar a economia, o índice de infecção passou de 1. Cada 10 pessoas contaminadas transmitiram o vírus para 12, acelerando a propagação da doença. As vendas do comércio no Brasil tiveram a maior queda da história em abril.

As vendas do varejo nos Estados Unidos subiram 17,7 por cento em maio, a maior alta desde que a pesquisa mensal começou, em 1992, depois de uma queda de 14,7 por cento em abril, mas ficaram 6,1 por cento abaixo das vendas de maio do ano passado.

O comércio desabou no Brasil em abril, com queda em todos os setores, com vendas 16,8 por cento menores. No Brasil, só 5 por cento do comércio é via Internet. Mais um milhão de brasileiros perderam o emprego em maio. 

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas prevê que só a Venezuela terá um resultado pior do que o Brasil na América do Sul no biênio 2020-2021. Meu comentário: 

domingo, 10 de maio de 2020

Mortes pelo coronavírus nos EUA devem chegar a 137 mil em agosto

Com o relaxamento das medidas de distanciamento físico em mais de 40 estados americanos, a previsão é que o total de mortes pela pandemia do novo coronavírus nos Estados Unidos vá a 137 mil nos Estados Unidos. Hoje são 80.787 óbitos e 1.367.638 casos confirmados.

Três médicos da força-tarefa do governo Donald Trump entraram em quarentena depois que dois funcionários da Casa Branca com quem tiveram contato pegaram a doença, mas o vice-presidente Mike Pence vai continuar trabalhando.

Em uma conferência em que pediu o apoio de partidários à candidatura à Casa Branca de seu vice-presidente, Joe Biden, o ex-presidente Barack Obama descreveu o combate à pandemia do governo Trump como "desastroso" e "caótico". Ele já havia denunciado a falta de um plano coerente do atual governo contra o coronavírus.

Esta eleição "é muito importante porque vamos lutar não apenas contra um indivíduo ou um partido político", afirmou Obama. "Estamos utando contra tendências de longo prazo nas quais ser egoísta, tribal, divisivo e ver os outros como inimigos se tornaram impulsos mais fortes na vida americana."

Por isso, acrescentou, "a resposta a esta crise tem sido tão anêmica e irregular. Seria ruim mesmo com os melhores governos. Tem sido desastroso e caótico.

No Brasil, com mais 496 em 24 horas, o total de óbitos chegou a 11.123 em 162.699 casos confirmados.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Coronavírus chega ao Brasil e tem mais casos novos fora da China

O novo coronavírus teve o primeiro caso confirmado no Brasil hoje, quando pela primeira vez o número de casos novos no exterior superou os da China. A maioria foi registrada na Coreia do Sul, onde seguidores de uma seita participaram de uma reunião na cidade chinesa de Wuhan e ignoraram os alertas. 

A Bolsa de Valores de São Paulo, fechada durante o carnaval desaba, depois de ser poupada durante o carnaval da queda generalizada nos mercados financeiros internacionais. O dólar fechou em cotação recorde.

O Ministério da Saúde confirmou hoje de manhã, depois de uma contraprova, que um homem de 61 anos que esteve na Itália é o primeiro caso da doença do novo coronavírus no Brasil. É o primeiro caso na América do Sul. Agora, só a Antártida foi poupada. 

Depois de críticas à reação tardia do regime comunista da China, que no primeiro momento tentou abafar a notícia, chegou a hora do coronavírus testar a resposta das democracias ao que cada vez mais parece uma pandemia. 

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, cobrou da Organização Mundial da Saúde, a OMS, uma declaração de pandemia, o que permitiria mobilizar mais recursos para combater a doença. Até agora, a OMS considera a epidemia uma emergência global. A boa notícia é que a letalidade do vírus é baixa, mas subiu para 3,4%. Meu comentário:

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Cessar-fogo na Síria é uma grande vitória para a Turquia

Ao afastar os curdos de sua fronteira, a trégua negociada pelos Estados Unidos na invasão da Turquia no Nordeste da Síria é uma grande vitória para o ditador Recep Tayyip Erdogan. A retirada americana dá a vitória final na guerra civil da Síria ao ditador Bachar Assad, à Rússia e ao Irã.

No nono dia da operação chamada cinicamente de Fonte da Paz, ao receber em Ancara o vice-presidente Mike Pence e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, o ditador Recep Tayyip Erdogan concordou em suspender por cinco dias a ofensiva militar da Turquia.

Neste período, os Estados Unidos devem colaborar com a retirada das Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda aliada de Washington na guerra contra o Estado Islâmico para uma distância de 20 milhas, pouco mais de 30 quilômetros da fronteira. Quando os milicianos curdos, que a Turquia acusa de terrorismo, estiverem fora de uma zona de segurança junto à fronteira, haverá um cessar-fogo permanente, declarou Pence.

Onze dias depois da traição do presidente Donald Trump, que deixou os curdos à mercê do Exército da Turquia, o vice-presidente Pence declarou que “os Estados Unidos serão sempre gratos pela parceria com as Forças Democráticas Sírias na luta para derrotar o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas também reconhecem a importância e o valor da criação de uma zona de segurança entre a população curda e a fronteira turca.”

Mas o governo turco afirmou que é apenas uma pausa. Para o ministro do Exterior da Turquia, Mevlut Cavusoglu, “não é um cessar-fogo porque um cessar-fogo só pode acontecer entre duas partes legítimas” e a operação tem como objetivo retirar “elementos terroristas” da região. Meu comentário:

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

EUA impõem sanções a governadores aliados de Maduro na Venezuela

Durante reunião com os países do Grupo de Lima, em Bogotá, na Colômbia, o vice-presidente Mike Pence anunciou hoje novas sanções dos Estados Unidos contra governadores estaduais da Venezuela alinhados à ditadura de Nicolás Maduro, acusando-os de dificultar a entrega de ajuda humanitária, noticiou o jornal americano The Washington Post.

Pence reiterou a ameaça de intervenção militar: "Ao manter a pressão econômica e diplomática sobre o regime de Maduro, esperamos uma transição pacífica para a democracia, mas, como o presidente Donald Trump deixou claro, todas as opções estão na mesa."

Pelo menos quatro civis foram mortos no fim de semana em choques com a Guarda Nacional Bolivariana e milícias ligadas ao regime chavista. Em três semanas de protestos, são ao menos 23 mortes, noticiou a televisão pública britânica BBC. Mais de 160 policiais e militares desertaram e fugiram para a Colômbia ou o Brasil.

Na capital colombiana, Pence se encontrou com o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, deputado Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino em 23 de janeiro, e representantes do Grupo de Lima, formado por 13 países latino-americano, inclusive o Brasil, e o Canadá. Só o México não reconheceu Guaidó como presidente legítimo.

As sanções foram impostas pelo Departamento do Tesouro dos EUA. "As tentativas do regime ilegítimo de Maduro de bloquear a ajuda internacional ao povo venezuelano são vergonhosas", declarou em Washington o secretário Steven Mnuchin.

"O Tesouro está atingindo quatro governadores alinhados ao ex-presidente Maduro por ficarem no caminho da ajuda humanitária criticamente necessária e prolongarem o sofrimento do povo venezuelano", acrescentou.

São eles os governadores Omar José Prieto, do estado de Zulia, denunciado pelo Tesouro de ser um centro do crime organizado, tráfico de drogas e assassinato por encomenda; Ramón Alonso Carrizález Rengifo, de Apure, acusado de endossar ameaças aos manifestantes da oposição; Jorge Luis García Carneiro, de Vargas; e Rafael Alejandro Lacava Evangelista, de Carabobo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Milhares de venezuelanos saem às ruas para exigir queda de Maduro

Centenas de milhares de venezuelanos devem sair às ruas hoje, no aniversário de 61 anos do golpe que derrubou a ditadura de Marcos Pérez Jiménez, em mais uma onda de manifestações convocada pela oposição para derrubar a ditadura de Nicolás Maduro.

Ontem à noite, houve protestos em pelo menos 60 bairros de classe média e choques com as forças de segurança. Um jovem manifestante foi morto.

O governo planeja suas próprias manifestações. O protesto foi convocado pelo presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, declarado chefe de Estado legítimo pelo Grupo de Lima, que reúne 14 países latino-americanos, inclusive o Brasil.

Ao convocar as manifestações antigovernistas, Guaidó fez um apelo aos militares para que deixem de apoiar o regime chavista: “A todas as forças armadas nacionais, nossa convocação é clara: desde o Parlamento, estendemos a mão e pedimos que venham para o lado da Constituição e do povo, seu povo”, declarou o presidente da AN.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, reconheceu Guaidó como presidente e mandou uma mensagem de vídeo à oposição dizendo que "Maduro precisa ir".

Maduro, reeleito numa eleição fraudulenta em 22 de maio de 2018, acusou os EUA de tentarem instigar um golpe de Estado na Venezuela. O Brasil, a Argentina, a Colômbia e o Peru também reconheceram Guaidó como o presidente legítimo da Venezuela

Na Assembleia Nacional eleita em 6 de dezembro de 2015, nas últimas eleições democráticas na Venezuela, a oposição tem maioria de dois terços. Com eleições manipuladas, Maduro criou em 2017 uma Assembleia Nacional Constituinte para usurpar o poder.

O ditador iniciou um segundo mandato em 10 de janeiro, mas só obteve reconhecimento de poucos países, entre eles Cuba, Bolívia, Nicarágua, Rússia e China.

A Venezuela vive a pior crise econômica de que se tem notícia na história moderna de um país relativamente desenvolvido. Desde a ascensão de Maduro, em 2013, com a morte do caudilho Hugo Chávez, o produto interno bruto caiu pela metade.

No ano passado, a inflação chegou a 1.300.000%. Há um desabastecimento generalizado de alimentos e medicamentos. A produção de petróleo, maior riqueza nacional está em cerca de um terço do pico de 3,3 milhões de barris por dia.

Há dois dias, um grupo de militares rebeldes tentou sublevar um quartel em Cotiza, um bairro de Caracas próximo ao palácio presidencial de Miraflores, e convocou o povo a sair às ruas. Mas a Força Armada Nacional Bolivariana não se dividiu, frustou a tentativa de golpe e prendeu 27 rebeldes.

sábado, 1 de dezembro de 2018

López Obrador toma posse e promete fim do neoliberalismo no México

O novo presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, eleito em 1º de julho com 53% dos votos e maioria na Câmara e no Senado, tomou posse hoje prometendo reformas "profundas e radicais" e o fim do neoliberalismo. 

Seus maiores desafios serão combater a violência ligada ao tráfico de drogas, a corrupção endêmica e a pobreza, que atinge 43% dos mexicanos, embora só 8% vivam na miséria ou pobreza absoluta.

"Com um mandato do povo, começamos hoje a quarta transformação do México. Pode soar pretensioso ou exagerado, mas hoje não é apenas o início de um novo, é uma mudança de regime político", declarou o ex-prefeito da Cidade do México, um nacionalista de esquerda de 65 anos que prometeu na campanha "uma revolução pelo voto".

As transformações anteriores foram a independência da Espanha, em 1821, no fim de 11 anos de guerra; a Reforma do presidente Benito Juárez, em 1867, depois da derrota da intervenção da França iniciada em 1861; e a Revolução Mexicana (1910-20) de Emiliano Zapata e Pancho Villa.

Seus ataques às políticas dos últimos 30 anos, da abertura econômica de Carlos Salinas de Gortari (1988-94) às reformas do setor de energia de Enrique Peña Nieto (2012-18), "ao fracasso e à corrupção" do neoliberalismo, assustam empresários e investidores.

AMLO, como é conhecido popularmente fala do período de 1930 a 1960 como uma idade de ouro e despreza o que veio depois: "Vamos fazer todo o possível para abolir este regime neoliberal."

Para o presidente da Confederação Patronal da República Mexicana (Coparmex), Gustavo de Hoyos, foi um discurso com "expressões polarizadoras e uma ideologia retrógrada". O presidente da organização não governamental Mexicanos contra a Corrupção e a Impunidade, Claudio González, criticou sua "visão voltada para trás e não para o futuro".

Com o ceticismo diante das propostas de ruptura, o mercado financeiro amargou grandes perdas nas últimas semanas. O novo presidente tentou acalmar os agentes econômicos: "Eu me comprometo, e sou um homem de palavra, que os investimentos nacionais e estrangeiros estarão seguros e que vou criar condições para que tenham bons resultados."

López Obrador renovou o compromisso de manter a independência do Banco do México, o banco central do país, e de governar por apenas um mandato de seis anos. Seus críticos temem que pretenda governar indefinidamente, a exemplo de Hugo Chávez e agora do presidente da Bolívia, Evo Morales, que perdeu um plebiscito, mas obteve uma decisão favorável da Suprema Corte para concorrer a mais um mandato.

O novo líder mexicano destacou a amizade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representado pelo vice-presidente Mike Pence e a filha e assessora Ivanka Trump. Também estavam presentes o rei Felipe VI, da Espanha, o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, e os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e de Cuba, Miguel Díaz Canel, num total 20 chefes de Estado e de governo.

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi à cerimônia no Palácio Legislativo de São Lázaro, mas não participou da festividade pública. Quando seu nome foi citado, houve vaias e gritos de "ditador".

A cerimônia pública foi realizada diante de 160 mil pessoas no Zócalo, a praça central da capital mexicana, onde ficam o Palácio Nacional, a Catedral e as ruínas Templo Maior da civilização asteca, destruída pela invasão do espanhol Hernán Cortez, em 1519. Representantes das 68 tribos indígenas do México fizeram rituais de purificação e investiram AMLO no cargo para marcar o aspecto multicultural do país.

Populista, López Obrador não vai morar na residência oficial de Los Pinos, situada no Bosque de Chapultepec, que prometeu transformar em centro cultural. Vai continuar na modesta casa da família. Foi para a posse num Volkswagen. Declarou não precisar de "nada material nem das mordomias do poder". Reduziu o salário presidencial em 40% de 270 mil para 108 mil pesos, cerca de R$ 20,5 mil, e o fixou como teto para o funcionalismo público.

Messiânico, é acusado de não ouvir opiniões alheias. Chega ao poder com 67% de aprovação, depois de sofrer uma queda de popularidade de nove pontos desde agosto. Sete em cada dez mexicanos acreditam que ele será capaz de reduzir drasticamente a corrupção, a violência e a miséria.

Desde que o presidente Felipe Calderón declarou guerra às máfias do tráfico de drogas, ao tomar posse, em 2006, pelo menos 60 mil pessoas foram mortas, de acordo com as estatísticas oficiais. Pela  estimativa da Igreja Católica, o total pode superar 150 mil mortes.

A política de "cortar cabeças", capturando os chefões do tráfico como Joaquín El Chapo Guzmán, do Cartel de Sinaloa, atualmente sendo julgado nos EUA, fracassou. Quando El Chapo foi extraditado, seus inimigos do Cartel de Jalisco sequestraram seus dois filhos e exigiram US$ 6 milhões de resgate.

El Chapo pagou. Hoje seu cartel está dividido e o Cartel de Jalisco se tornou provavelmente a maior máfia do tráfico no mundo inteiro. Opera em 53 países. Tem ligações com as máfias da Rússia e da Itália.

O emprego das Forças Armadas na Guerra contras as Drogas levou à corrupção dos militares e ao surgimento de cartéis como Los Zetas, formado por desertores.

López Obrador pretende legalizar a maconha, o que já foi feito na prática por decisão da Suprema Corte de Justiça, dar uma anistia a produtores e traficantes, e criar uma Guarda Nacional, sob o comando de um general do Exército, para combater a violência.

Com 129 milhões de habitantes e um produto interno bruto de US$ 1,150 trilhão, o México é a 15ª maior economia do mundo e a segunda da América Latina, atrás do Brasil. A renda média é estimada em US$ 8,9 mil pelo Banco Mundial.

A pobreza é maior nos estados do Sul, que não se beneficiaram do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), agora convertido em Acordo EUA-México-Canadá. Atinge 77% da população de Chipas e 70% dos moradores de Oaxaca.

terça-feira, 26 de junho de 2018

UE impõe sanções a nove altos funcionários da Venezuela

Enquanto o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, viaja pela América Latina para articular a oposição à ditadura de Nicolás Maduro, o Conselho de Ministros da União Europeia anunciou ontem sanções contra nove novos altos funcionários da Venezuela, inclusive o congelamento de bens e a proibição de entrar em território comunitário.

Um dos alvos é a vice-presidente Delcy Eloína Rodríguez, que recentemente cedeu a presidente da Assembleia Nacional Constituinte a Diosdado Cabello, considerado o número dois do regime chavista.

Pelo Twitter, Delcy Rodríguez repudiou as sanções: "Nenhuma ameaça, extorsão, medida arbitrária ou chantagem me desviarão do meu compromisso com a história de liberdade, dignidade e soberania que nos legou [o libertador Simón] Bolívar. Jamais o velho mundo imperial nem poder nenhum dobrará minha determinação como venezuelana de amar a terra onde nasci."

Em tom de ironia, a vice-presidente da Venezuela "autorizou" a comissária de Relações Exteriores da UE, Federica Mogherini, a dispor dos "supostos bens, que não existem, e os destine à crise migratória  que geraram com suas políticas belicistas, racistas e xenófobas."

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Trump confirma reunião com Kim em 12 de junho em Cingapura

Depois de receber na Casa Branca o vice-presidente do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia do Norte e principal negociador nuclear do país, Kim Yong Chol, o presidente Donald Trump confirmou a realização de um encontro de cúpula com o ditador Kim Jong Un em 12 de junho, em Cingapura. 

Trump havia cancelado a reunião oito dias atrás, depois de duras críticas do regime norte-coreano ao vice-presidente Mike Pence e ao assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton. No fim de semana passado, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, teve um encontro inesperado com Kim para recolocar o processo de paz em andamento.

É hora de esquecer as acusações e o tiroteio verbal, declarou o presidente americano em tom otimista: "Nós superamos aquilo, superamos totalmente, e agora vamos negociar e realmente começar um processo". Ele esclareceu que os EUA não vão suspender as sanções antes de obter a total desnuclearização da Coreia do Norte.

Em várias ocasiões, Kim acenou com a possibilidade de uma "desnuclearização", mas a própria CIA (Agência Central de Inteligência), o serviço da espionagem dos EUA, não acredita que o regime comunista de Pyongyang entregue todas as armas atômicas que levou tantos anos para desenvolver.

Quando comparada à Líbia ou ao Irã, a Coreia do Norte coloca-se imediatamente na posição de potência nuclear. Na troca de acusações que Trump chamou de "hostilidade aberta", o regime stalinista norte-coreano deixou claro que não aceita um desarmamento unilateral sem contrapartida, como ponto de partida das negociações.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Coreia do Norte repensa cúpula "se EUA continuarem com atos malignos"

A Coreia do Norte ameaçou mais uma vez na manhã desta quinta-feira suspender a reunião de cúpula do ditador Kim Jong Un com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para 12 de junho de 2018 em Cingapura. 

O principal alvo da secretária-geral do Ministério do Exterior, Choe Son Hui, foi o vice-presidente Mike Pence por suas "observações estúpidas e descontroladas de que a Coreia do Norte pode acabar como a Líbia."

Como encarregado há anos das relações bilaterais, "não posso esconder minha surpresa com observações tão ignorantes e estúpidas jorrando da boca de um vice-presidente dos EUA", acrescentou Choe.

"Não estamos implorando por diálogo nem nos darmos ao trabalho de tentar persuadi-los se não quiserem sentar-se conosco. Se os EUA vão nos encontrar numa sala de reuniões ou num confronto nuclear, depende inteiramente dos EUA", acrescentou a declaração, divulgada pela agência oficial de notícias norte-coreana.

Depois de uma troca de insultos e ameaças de guerra por Kim e Trump no ano passado, desde o Ano Novo, o ditador norte-coreano mudou o tom, rompeu o congelamento nas relações com a Coreia do Sul, convidou o presidente americano para um encontro e se reuniu com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In. Os dois prometeram negociar um acordo de paz definitivo na Guerra da Coreia (1950-53).

O governo Trump assumiu um tom imperial e triunfal, exigindo a total desnuclearização da Coreia do Norte como precondição para qualquer acordo. As claques do presidente chegaram a dizer em comício que ele merece o Prêmio Nobel da Paz.

Quando o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, notório linha-dura, citou a Líbia como modelo para a desnuclearização norte-coreana, o regime comunista de Pyongyang acendeu o alerta vermelho.

A queda e morte do ditador Muamar Kadafi, que tinha feito um acordo com as potências ocidentais para entregar suas armas de destruição em massa, em 2003, foi vista como uma advertência pelo regime stalinista da Coreia do Norte.

Kim Jong Un chegou ao poder em dezembro de 2011, dois meses após a morte de Kadafi, e decidiu acelerar os programas de armas atômicas e mísseis balísticos como última garantia de sobrevivência do regime. A Líbia é tudo o que ele pretende evitar. Seria sua própria morte e do regime.

Por isso, o clima de desconfiança está de volta. Trump atribuiu a mudança a uma jogada de mestre do ditador da China, Xi Jinping, maior aliado da Coreia do Norte. Deve prestar mais atenção nas besteiras de sua própria equipe.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Vice-presidente dos EUA se retira de jogo de futebol americano

Foi um protesto contra o protesto, uma jogada de marketing político. O vice-presidente Mike Pence se retirou ontem de um jogo da Liga Nacional de Futebol dos Estados Unidos (NFL) entre o Indianapolis Colts e o San Francisco 49ers. Saiu quando vários jogadores do 49ers se ajoelharam na hora da execução do hino nacional, em protesto contra a discriminação racial e a brutalidade policial contra os negros nos EUA.

Na temporada passada, o quarto-zagueiro Colin Kaepernick, do 49ers, se ajoelhou na hora do hino. Seu contrato não foi renovado.

A polêmica voltou quando o melhor jogador do campeonato da Associação Nacional de Basquete dos EUA (NBA) deste ano, Stephen Curry, do Golden State Warriors, declarou não saber se aceitaria o convite para a recepção tradicional dos campeões nacionais na Casa Branca. Tudo por causa das declarações de Trump, especialmente depois das manifestações de neonazistas em Charlottesville, na Virgínia, quando o presidente acusam "os dois lados".

Indignado, o presidente Donald Trump retirou o convite aos campeões da NBA e criticou os donos dos clubes de futebol americano por não demitir imediatamente os "filhos da puta" que se ajoelhem na hora do hino. Nos dias seguintes, mais de 100 jogadores da NFL se ajoelharam ou enlaçaram os braços em solidariedade e em desafio ao presidente.

No Twitter, Trump acusou a NFL de estar falida, perdendo audiência. Criticou até mesmo regras para proibir determinados tipos de choques e assim proteger os atletas por orientação médica.

A segunda maior estrela da NBA, Lebron James, do Cleveland Cavaliers, atacou o presidente, dizendo que "era uma honra ser recebido na Casa Branca até você chegar lá."

Agora, o vice-presidente arquiconservador Mike Pence entra na briga, jogando para a plateia ultranacionalista que elegeu Trump. Pelo Twitter, o presidente revelou ter pedido a seu vice que saísse do estádio, ou seja, tudo não passou de uma jogada de marketing do governo.

"Deixei o jogo do Colts hoje porque o presidente dos EUA e eu não vamos dignificar nenhum evento que desrespeite nossos soldados, nossa bandeira e nosso hino nacional", afirmou Pence no Twitter, o meio de comunicação favorito do governo Trump.

O custo da viagem foi de US$ 250 mil, quase R$ 800 mil.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Senado rejeita proposta republicana para reformar sistema de saúde

Por 57 a 43 votos, o Senado dos Estados Unidos derrubou há pouco a proposta do Partido Republicano para revogar e substituir o programa de universalização da cobertura de saúde do governo Obama. O debate continua e novas votações devem ser realizadas ainda nesta semana.

Todos os senadores democratas e nove republicanos votaram contra o plano apresentado pelo líder da maioria, Mitch McConnell, o que dificulta a rejeição do programa de saúde de Obama.

O vice-presidente Mike Pence, que no sistema constitucional americano preside o Senado, deu o voto de minerva para que a questão fosse colocada em debate. Mais uma vez, é possível que o governo Donald Trump fracasse em sua tentativa de destruir o legado de Obama.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Vice de Hillary ganhou a batalha da verdade

A maioria dos comentaristas deu a vitória no debate dos candidatos à Vice-Presidência dos Estados Unidos ao governador Mike Pence, do Partido Republicano, que parecia mais calmo e não ficou interrompendo o oponente 70 vezes como fez Tim Kaine, do Partido. Mas numa análise da veracidade das respostas, o vice de Hillary Clinton ganhou por ampla margem.

Desde o início, Kaine partiu para o ataque às declarações inconsequentes de Trump, suspeito de passar 18 anos sem pagar imposto de renda. Pence manteve a calma e respondeu serenamente confiando na ignorância do eleitorado.

Um blogue especializado em conferir se as afirmações dos políticos são verdadeiras chamado PolitiFact, vencedor do Prêmio Pulitzer, o maior do jornalismo americano, conclui que 79% das alegações de Kaine foram verdadeiras ou majoritariamente verdadeiras contra apenas 31% para Pence.

Entre outras mentiras, o governador de Indiana negou que Trump tenha elogiado o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e acusou a chapa adversária de "fazer uma campanha de insultos", exatamente o que o magnata imobiliário.

Também negou que Trump tenha dito que a Arábia Saudita, a Coreia do Sul e o Japão devem fabricar armas nucleares, que não está nem aí para uma guerra nuclear na Ásia e que o bilionário ameace não manter o compromisso de defender os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Quanto à Rússia, retomando a posição tradicionalmente linha dura do partido, Pence acusou Hillary para hostilidade e as intervenções militares da Rússia, citando a Síria e as ex-repúblicas soviéticas da Geórgia e da Ucrânia. O detalhe é que a guerra da Geórgia foi em agosto de 2008, quando o presidente era o republicano George W. Bush.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Trump é oficialmente candidato republicano à Casa Branca

Há um ano parecia impossível, mas o magnata imobiliário Donald Trump será o candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos na eleição de 8 de novembro de 2016. A convenção nacional do partido, realizada em Cleveland, no estado de Ohio, oficializou há pouco a indicação.

Quando seu filho Donald Trump Jr. anunciou os votos do estado de Nova York, o bilionário atingiu o número mínimo de 1.237 delegados para garantir a candidatura. Ao todo, Trump recebeu os votos de 1.725 delegados, 69,8% do total, a oitava menor porcentagem da história do partido.

Isso significa que ele sofreu a maior oposição interna (30,2%) desde a última convenção disputada, em 1976, e a segunda maior em um século, observou o jornal The Washington Post.

Em discurso na quinta-feira, Trump aceita oficialmente a investidura.

Ainda hoje, os delegados devem confirmar a candidatura a vice-presidente do governador do estado de Indiana, Mike Pence.

Trump foi o grande fenômeno das eleições primárias deste ano. Com uma retórica agressiva de negociante e apresentador de televisão, o bilionário explora os medos do eleitorado americano, da violência, do desemprego e dos imigrantes. Comprou brigas com as mulheres, com os mexicanos e demais latino-americanos, com muçulmanos e imigrantes de modo geral.

Houve algumas tentativas de rebelião dentro do Partido Republicano de grupos que não o consideram conservador. Demagogo e oportunista, Trump era a favor do aborto e do controle de armas. Mudou o discurso para agradar ao eleitorado mais à direita.

A convenção nacional republicana para consagrar o bufônico Trump é marcada pelas ausências. De todos os ex-presidentes e candidatos do partido à Casa Branca, só Bob Dole participa do evento. A família Bush, com dois ex-presidentes boicota a convenção republicana, assim como o senador John McCain, candidato em 2008, e o empresário Mitt Romney, derrotado em 2012.

Até o governador do estado de Ohio, onde se realiza a convenção, John Kasich, está ausente, assim como outras figuras eminentes do partido como o senador Lindsay Graham.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Trump confirma Pence como candidato a vice-presidente dos EUA

O magnata imobiliário nova-iorquino Donald Trump, pré-candidato do Partido Republicano à Casa Branca, confirmou hoje que o governador de Indiana, Mike Pence, será seu candidato a vice-presidente na eleição presidencial de 8 de novembro de 2016 nos Estados Unidos.

Depois de adiar o anúncio por causa do atentado terrorista em Nice, na França, Trump usou seu meio de comunicação favorito, o Twitter, para reafirmar sua decisão amplamente antecipada pelos jornalistas americanos.

"Cristão, conservador e republicano" nas suas próprias palavras, Pence vem da ala mais direitista do partido. Sua indicação tenta garantir os votos do eleitorado que desconfia das credenciais conservadoras de Trump, que no passado defendeu o aborto e a cobertura universal de saúde.